quarta-feira, março 11, 2026

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Indústria recebe R$ 643 bilhões e amplia projetos no país


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que, em 2025, consolidou e ampliou programas e ações estruturantes desenvolvidos desde 2023, no âmbito da política industrial brasileira. Segundo a pasta, as iniciativas reforçam o compromisso com um modelo industrial voltado à inovação, à exportação, à sustentabilidade, à competitividade e à inclusão.

Sob a gestão do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDIC atuou para ampliar o acesso a novos mercados, atrair investimentos estrangeiros e melhorar o ambiente de negócios. De acordo com o ministério, essas ações contribuíram para mitigar os efeitos do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O MDIC destacou que as negociações para a redução das tarifas adicionais exigiram meses de diálogo com autoridades norte-americanas e representantes do setor empresarial dos dois países. Como resultado, foi estruturado o Plano Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 40 bilhões em crédito para empresas afetadas, além de outras medidas. Paralelamente, o processo levou à eliminação das tarifas sobre grande parte dos produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Ainda em 2025, os recursos do Plano Mais Produção, instrumento de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB), alcançaram R$ 643,3 bilhões. Segundo o MDIC, 93% desse montante já foi contratado e direcionado a cerca de 406 mil projetos industriais em todas as regiões do país.

Entre os programas vinculados à NIB, o ministério apontou como destaques o Carro Sustentável, que zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos de entrada, e a Política Nacional de Datacenter. Esta última criou o programa Redata, com foco no estímulo à construção de centros de dados no Brasil e no desenvolvimento de cadeias produtivas associadas a semicondutores, tecnologia da informação e cabos submarinos, em articulação com investimentos em energia renovável.

Em um contexto de retração do comércio internacional, marcado pelo avanço do protecionismo e de barreiras tarifárias, o governo brasileiro reafirmou, em 2025, a defesa do multilateralismo. Conforme o MDIC, esse posicionamento se traduziu na busca pela abertura de novos mercados para produtos nacionais, com destaque para a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e os países da EFTA e o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia.

O ministério informou ainda que avançaram, ao longo do período, iniciativas voltadas à redução de custos e prazos para a realização de negócios, por meio da facilitação, simplificação e desburocratização de processos. Também foram intensificados esforços para ampliar a competitividade da indústria nacional, com medidas de defesa comercial, contenção de surtos de importação e redução tarifária para produtos e insumos não produzidos no país.





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Produção orgânica avança com crédito rural e apoio técnico à transição ecológica


orgânicos
Fonte: Paulo H. Carvalho/Sead

A produção orgânica tem ganhado espaço no campo paulista, impulsionada pela demanda por alimentos mais saudáveis e por políticas públicas voltadas à transição agroecológica. O movimento amplia oportunidades ao produtor rural e fortalece sistemas produtivos com menor impacto ambiental.

No estado de São Paulo, esse avanço é sustentado por duas frentes principais: crédito rural específico e orientação técnica. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento oferece a linha Projeto Orgânicos Agro SP, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), além do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA).

Criada em 2025, a linha de crédito busca dar segurança financeira ao produtor durante a mudança do sistema convencional para o orgânico. O foco é reduzir riscos, garantir investimento e manter a viabilidade econômica da atividade.

Crédito facilita investimento e escoamento

A linha FEAP Orgânicos Agro SP permite financiamento de até R$ 250 mil por produtor e até R$ 800 mil para associações e cooperativas. Em 2025, foram deliberados R$ 3 milhões para a iniciativa. Os juros variam entre 2% e 4% ao ano.

Os prazos podem chegar a 84 meses, com carência de até 12 meses. Em projetos com componente florestal, o prazo é de até 120 meses, com carência de 24 meses.

O produtor Samuel Squarize, de São José da Bela Vista, utilizou o crédito para adquirir um veículo. Segundo ele, o investimento facilitou o escoamento da produção de mandioca e banana e contribuiu para reduzir custos operacionais.

Samuel afirma que o manejo orgânico permitiu aumentar a produtividade em áreas já utilizadas, com redução significativa das despesas. Para ele, o sistema trouxe eficiência produtiva e melhoria na qualidade do alimento entregue ao consumidor.

Outro beneficiado é Gregório Martins, produtor de frutas e hortaliças em Nazaré Paulista. Certificado como orgânico há mais de 15 anos, ele destina a produção a feiras na Capital, na Grande São Paulo e à merenda escolar municipal.

Com o apoio do FEAP, Gregório financiou um veículo mais adequado para o transporte dos produtos. Ele destaca que o crédito foi decisivo para manter a logística e a presença nas feiras.

Orientação técnica apoia mudança de sistema

Além do crédito, o produtor conta com o Protocolo de Transição Agroecológica. Criado em 2016, o PTA oferece assistência técnica, extensão rural e orientação para adoção de práticas sustentáveis.

Segundo a gestora do programa, Araci Kamiyama, o protocolo apoia a redução do uso de agrotóxicos, o manejo ecológico do solo e a regularização da propriedade. O produtor também pode obter um certificado de transição agroecológica.

Araci ressalta que a fase de transição costuma exigir mais mão de obra e pode reduzir a produtividade inicial. Por isso, linhas de crédito com juros acessíveis são consideradas fundamentais para atravessar esse período.

Em dezembro de 2025, a CATI promoveu o 1º Encontro de Agroecologia em Nazaré Paulista. O evento reuniu produtores e técnicos e apresentou a linha FEAP Orgânicos SP como instrumento de apoio à conversão produtiva.

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Lula condena ação dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou, neste sábado (3), a ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Para Lula, o episódio representa uma violação do direito internacional e da soberania de um país sul-americano.

A manifestação foi feita por meio das redes sociais. O presidente brasileiro afirmou que o ataque ultrapassa limites aceitáveis nas relações entre Estados e cria um precedente perigoso para a ordem internacional. Segundo ele, o uso da força compromete a estabilidade global e enfraquece o multilateralismo.

Críticas à ação militar

Na avaliação do presidente, os bombardeios em solo venezuelano e a detenção do chefe de Estado configuram uma afronta direta à soberania nacional. Lula alertou que esse tipo de iniciativa estimula um ambiente de insegurança, no qual prevalece a imposição pela força, em detrimento das regras internacionais.

O presidente também destacou que a prática contraria princípios básicos do direito internacional, que estabelecem limites claros para intervenções militares. Para ele, ataques dessa natureza ampliam o risco de conflitos e instabilidade política, não apenas na América do Sul, mas em outras regiões do mundo.

Lula ressaltou ainda que a postura brasileira é coerente com posicionamentos adotados em episódios recentes envolvendo outros países. Segundo o presidente, o Brasil mantém uma posição histórica de rejeição ao uso da força como instrumento de solução de conflitos.

Além da condenação à ação dos Estados Unidos, Lula cobrou uma resposta firme da Organização das Nações Unidas. Para o presidente, cabe à ONU se posicionar de forma clara diante de violações à soberania de Estados-membros e à legislação internacional.

O presidente afirmou que o episódio remete a períodos de forte interferência externa na política da América Latina e do Caribe. Na avaliação do governo brasileiro, esse tipo de atuação compromete esforços para manter a região como uma zona de paz.

Lula também reforçou a disposição do Brasil em atuar por meio do diálogo e da cooperação internacional. Segundo ele, a solução de impasses políticos deve ocorrer por vias diplomáticas, com respeito às instituições multilaterais.

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Maduro fora do poder: justiça, petróleo e o difícil pós-intervenção


Nicolas Maduro, Venezuela

A deposição e a transferência de Maduro para julgamento nos Estados Unidos marcam uma ruptura com a via multilateral. Washington optou por agir sem a mediação de instâncias como a OEA ou a ONU, alegando a existência de crimes transnacionais, sobretudo o vínculo do regime com o narcotráfico, e a falência prolongada das instituições venezuelanas.

É uma escolha que acelera resultados, mas cobra um preço político alto: o precedente de intervenção direta.

Ditadura, colapso social e responsabilidade do regime

Há anos a Venezuela convive com repressão, empobrecimento e erosão do Estado de Direito. Crimes graves prosperaram em um ambiente de impunidade e omissão do poder central. O argumento central dos EUA sustenta que o chefe do Executivo não apenas falhou em conter esses crimes como teria se tornado parte do problema, ao liderar um esquema criminoso com impactos regionais.

O petróleo como eixo estratégico

É impossível ignorar o fator energético. A Venezuela concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta. Para os Estados Unidos, a proximidade geográfica e o potencial de investimentos privados oferecem uma oportunidade de reduzir dependências externas e reforçar a segurança energética. A leitura realista é simples: justiça e geopolítica caminham juntas; o petróleo está no centro da equação.

O nó da transição: quem governa agora?

Derrubar um regime é diferente de construir uma democracia funcional. O pós-intervenção abre um campo minado de decisões:

  • Eleições rápidas podem carecer de legitimidade institucional.
  • Governo de transição liderado por venezuelanos exige consenso mínimo, hoje escasso.
  • Recondução de lideranças eleitas no passado enfrenta obstáculos legais e políticos.

Nada indica que a estabilização será simples. O risco de fragmentação, disputas internas e frustração social é elevado.

O impacto regional, e a oportunidade para o Brasil

Se a Venezuela conseguir se reorganizar e transformar petróleo em renda e desenvolvimento, o efeito positivo se espalha. Para o Brasil, um vizinho em recuperação significa mercado para alimentos, proteínas e produtos do agronegócio. A normalização econômica venezuelana pode aliviar pressões migratórias e reativar fluxos comerciais hoje interrompidos.

A saída de Maduro é um marco, não um desfecho. Entre justiça, interesses estratégicos e reconstrução institucional, o desafio real começa agora. Torcer para que “dê certo” é legítimo; compreender a complexidade do caminho é indispensável. A história mostra que intervenções resolvem o imediato, mas apenas projetos políticos sólidos resolvem o futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

Europa compra menos e indústria fica mais cautelosa


O ano de 2026 tende a ser um dos mais desafiadores para a citricultura brasileira, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea. Apesar de a safra 2025/26 indicar um bom volume de produção, fatores sanitários e climáticos vêm limitando o desempenho esperado no campo.

Pesquisadores do Cepea apontam que o potencial produtivo tem sido parcialmente comprometido pelas elevadas quedas de frutos. Esse movimento está relacionado ao avanço de doenças como o greening e o cancro, além de condições climáticas desfavoráveis em etapas relevantes do desenvolvimento da temporada.

Enquanto a produção enfrenta esses entraves, o mercado também lida com um ambiente mais difícil do lado da demanda. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, as compras de suco de laranja na Europa seguem em ritmo mais lento, o que tem dificultado as negociações da commodity nos patamares atuais de preços.

Com o enfraquecimento das vendas, a tendência é de recomposição dos estoques de suco nas processadoras. Pesquisadores do Cepea indicam que esse movimento reduz a urgência da indústria em adquirir novas cargas de fruta, mudando a dinâmica das negociações no curto prazo.

Nesse contexto, a disputa entre vendedores e compradores de suco se intensifica. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, a indústria tem adotado postura mais cautelosa nas compras e repassado a pressão do mercado aos valores pagos aos produtores.

Pelo lado da oferta, a safra 2025/26 deve somar pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 kg, conforme apontam pesquisadores do Cepea. Ainda assim, a temporada tem contribuído para recompor estoques, já que, apesar de mais tardia, apresentou frutas de boa qualidade.

O olhar do setor, porém, já se volta para 2026/27. Pesquisadores do Cepea destacam a preocupação com a persistência do greening e do cancro cítrico, que continuam elevando os custos de produção e limitando ganhos de produtividade.

Quanto ao desenvolvimento da safra 2026/27, o clima mais heterogêneo entre regiões tende a criar condições bastante distintas entre as praças produtoras, sobretudo em relação à primeira florada, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea.

A segunda florada, por sua vez, vem ocorrendo em condições melhores na maior parte das regiões. Pesquisadores do Cepea indicam que isso pode, novamente, tornar a temporada mais tardia, repetindo o padrão observado em 2025/26.





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Abiove e tradings desaparecem de site da Moratória da Soja; especialista vê impacto limitado


Foto: Embrapa Soja

A possível saída de grandes empresas da Moratória da Soja ganha um novo capítulo. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e 19 tradings ligadas ao acordo não aparecem mais no site do pacto ambiental. Procurada pela equipe do Canal Rural, entretanto, a entidade não confirmou a informação.

A atualização ocorre em meio ao início da vigência da lei de Mato Grosso, em 1º de janeiro, que autoriza a retirada de incentivos fiscais a empresas signatárias do acordo. Contudo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e outras dez empresas que comercializam soja seguem listadas na página oficial da moratória.

Segundo informações obtidas pelo Canal Rural, o governo de Mato Grosso prepara um comunicado sobre o assunto, que deve ser divulgado na próxima segunda-feira (5).

Especialista aponta impactos limitados para o Brasil

Daniel Vargas, especialista em direito ambiental e bioeconomia e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que os efeitos do fim da Moratória da Soja nas exportações brasileiras devem ser limitados. “Na prática, as grandes traders tendem a reorganizar fluxos comerciais, não a abandonar o Brasil”, diz.

As preocupações, porém, se estendem para a imagem do agronegócio do Brasil no exterior, que é alvo constante de críticas e falas protecionistas, especialmente por parte de países europeus. Nesse contexto, questões ambientais estão entre os principais entraves para a conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Na avaliação do especialista, o fim do acordo ambiental encabeçado por Abiove e Anec ocorre em um cenário de “repolitização” do tema. Além disso, ele chama a atenção para a perda de credibilidade das organizações não governamentais. “Na Europa, as ONGs passaram a ser vistas por amplos setores como corresponsáveis por decisões que contribuíram para a crise energética e para o aumento do custo de vida dos europeus”, explica.

Segundo Vargas, o acordo Mercosul-UE poderia preencher essa lacuna, mas a sua indefinição prolonga a incerteza. Enquanto isso, ele reforça que leis passam a oferecer maior previsibilidade. “A tendência dominante é o fortalecimento de uma regra pública, geral e válida para todos, com certificações privadas atuando de forma complementar”, conclui.

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Cuidados essenciais para evitar o excesso de calor nas colmeias no verão


abelha
Imagem gerada por IA

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão de 2026 deve apresentar um aumento médio de 1 °C nas temperaturas em todas as regiões do país.

Embora o índice pareça pequeno, a elevação pode alterar significativamente a sensação térmica no interior das colmeias, sobretudo em períodos de alta incidência solar e umidade elevada, provocando estresse térmico com impactos como morte de crias, abandono de colmeias e até a perda de enxames.

Segundo o Doutor em Zootecnia e apicultor, Heber Luiz Pereira, quando a temperatura ultrapassa os 35 ºC, as abelhas necessitam de mais água para a termorregulação interna das colônias.

“As abelhas fazem uma ventilação ativa para baixar a temperatura, batendo as asas na entrada da colônia e levando água para perto dos favos das crias, que são mais sensíveis, para evitar a desidratação”, explica.

Pereira destaca que as caixas de madeira usadas por apicultores e meliponicultores e até mesmo a cera produzida pelas abelhas têm propriedades de isolamento térmico, mas muitas vezes não é o suficiente.

“O apicultor pode ajudar, fornecendo mais espaço dentro da colmeia, com a adição de melgueiras ou a retirada de favos que estejam cheios e substituição por lâminas de cera alveolada. O excesso de calor pode até levar à morte das abelhas, mas em geral elas abandonam as colmeias antes que isso aconteça”, alerta.

A umidade relativa do ar, que aumenta durante o verão, pois a estação costuma ser chuvosa, também pode trazer problemas para as colmeias e para a produção de mel. A umidade pode ser absolvida pelo mel e levar à perda de qualidade, podendo até sofrer fermentação.

Além disso, a alta umidade no interior da colmeia favorece a proliferação de fungos, que podem disseminar doenças e afetar a saúde da colônia.

Prejuízos à polinização

Estudos com diferentes espécies de abelhas e em diversas partes do mundo sugerem que o estresse térmico também pode afetar a provisão do serviço ecossistêmico da polinização.

No artigo “The heat is on: reduced detection of floral scents after heatwaves in bumblebees” (“O calor está intenso: redução na detecção de aromas florais em abelhas Bombus após ondas de calor”), pesquisadores da Universidade de Würzburg, na Alemanha, observaram que ondas de calor prejudicam a comunicação química entre plantas e polinizadores.

De acordo com a publicação, a redução da quimiossensibilidade pode diminuir a capacidade das abelhas de localizar fontes de alimento e levar ao declínio de colônias e populações.

No Brasil

Aqui no Brasil, uma pesquisa orientada pelo professor Breno Freitas, da Universidade Federal do Ceará, indica que o aumento das temperaturas causado pelo aquecimento global já compromete a polinização do maracujá, com reflexos na produtividade, no peso do fruto e da polpa, além do número de sementes.

O estudo mostra que, com a elevação da temperatura ambiente, as mamangavas passam a evitar o forrageamento das flores, pois o aumento da temperatura corporal ao longo do dia pode atingir níveis insuportáveis, levando as abelhas a interromper a atividade para evitar o superaquecimento.

Intitulada “Mudanças climáticas podem prejudicar polinização das culturas nos Neotrópicos: aumento das temperaturas leva abelhas Mamangavas a evitar a polinização das flores do maracujá” a pesquisa foi apresentada em setembro durante a 49ª Apimondia.

Confira algumas dicas e cuidados para evitar o excesso de calor nas colmeias:
  • Aumente a entrada da colmeia (alvado);
  • Forneça espaço na colmeia, adicionando melgueiras ou retirando favos que estejam cheios e substituindo por lâminas de cera alveolada;
  • Utilize uma cobertura sobre a colmeia ou procure instalá-las em áreas sombreadas;
  • Utilize manta térmica;
  • Mantenha uma fonte de água limpa próximo das colmeias (até 500 metros de distância).

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Trump anuncia ofensiva militar na Venezuela e diz que Maduro foi capturado


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram uma ofensiva militar contra a Venezuela, com ataques à capital Caracas e a outras cidades. Segundo ele, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados e retirados do país.

A declaração foi feita nas redes sociais do presidente norte-americano. Trump disse que a operação teve êxito e informou que mais detalhes seriam apresentados em uma coletiva de imprensa prevista para o mesmo dia, em Mar-a-Lago.

Anúncio da ofensiva

De acordo com Trump, a ação envolveu operações por vias aérea e terrestre. Ele afirmou que a ofensiva foi conduzida com participação de forças policiais dos Estados Unidos. O presidente norte-americano não detalhou o número de alvos, nem informou o alcance dos danos provocados.

Relatos indicam movimentações militares em Caracas e em outras regiões do país. Ainda não há informações independentes sobre vítimas, impactos à infraestrutura ou a extensão dos ataques. O governo dos Estados Unidos não divulgou comunicados técnicos sobre a operação.

Reação do governo venezuelano

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou publicamente a presença de tropas estrangeiras no país. Em manifestação oficial, classificou a ação como um ataque ilegítimo e solicitou apoio da comunidade internacional.

Segundo Padrino, a soberania venezuelana foi violada. Ele afirmou que as Forças Armadas do país permanecem em alerta. O governo venezuelano não informou se Maduro segue no comando ou se houve mudança na cadeia de poder.

Acusações e contexto recente

Trump acusa Nicolás Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra embarcações nas águas do Caribe, alegando combate ao narcotráfico.

Maduro, por sua vez, negou reiteradamente envolvimento com atividades ilícitas. O presidente venezuelano também buscou apoio de organismos internacionais para contestar as acusações e denunciar pressões externas.

Até a última atualização, não havia confirmação independente sobre a captura de Maduro e de sua esposa. Organismos internacionais e governos da região ainda não se pronunciaram oficialmente. A situação permanece em acompanhamento.

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AgroNewsPolítica & Agro

prazo para relatório de cancro e greening termina dia 15



Estado cobra envio de relatório sobre cancro e greening



Foto: Seane Lennon

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Defesa Agropecuária, alertou os produtores de citros sobre o prazo para entrega do relatório Cancro/HLB (Greening), que deve ser enviado até 15 de janeiro. O documento precisa ser encaminhado pelo sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) e deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025 em todas as plantas cítricas da propriedade.

De acordo com a Secretaria, o relatório reúne informações das inspeções obrigatórias para Cancro Cítrico e Greening e é exigido de todos os produtores, independentemente da idade das plantas. A pasta reforçou que o atraso ou a não entrega do documento pode resultar em penalidades previstas no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

A obrigatoriedade está alinhada à Portaria MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, que instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB. No Estado de São Paulo, a eliminação de plantas com sintomas da doença segue a Resolução SAA nº 88, de 7 de dezembro de 2021, válida para pomares com até oito anos, além do monitoramento e controle do psilídeo em todas as áreas cultivadas. Segundo a Defesa Agropecuária, “o cumprimento das medidas é essencial para a prevenção e o controle das principais doenças da citricultura”.

O Cancro Cítrico é provocado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri e afeta todas as variedades de citros, causando lesões em folhas, frutos e ramos, além de desfolha e queda de frutos em casos de maior incidência. Desde 2017, São Paulo é reconhecido pelo Ministério da Agricultura como área sob Sistema de Mitigação de Risco, o que permite a adoção de medidas fitossanitárias para reduzir o potencial de disseminação da praga e viabilizar a comercialização de frutos sem sintomas no mercado interno e externo.

Já o HLB, também conhecido como Greening, é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri. A doença não tem cura e, uma vez infectada, a planta passa a ser fonte de contaminação para o pomar. A Secretaria destacou que o Greening é atualmente “a principal ameaça à citricultura mundial”, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e da entrega do relatório dentro do prazo.





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Cepea projeta volatilidade nos preços do café em 2026 com oferta global restrita


café, toxina
Foto: Heckel Junior/Acervo Seagri

O mercado de café deve seguir marcado por forte oscilação de preços ao longo de 2026, diante da combinação entre estoques globais apertados e incertezas sobre a próxima safra brasileira. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No início do ano, a oferta mundial segue restrita, mesmo com a colheita do Vietnã em andamento. Esse quadro tende a sustentar as cotações em níveis elevados, semelhantes aos registrados no segundo semestre de 2025.

Segundo o Cepea, a desaceleração da demanda, no Brasil e no exterior, ainda não foi suficiente para aliviar a pressão sobre os preços.

Oferta limitada sustenta cotações

De acordo com os pesquisadores, o suporte às cotações deve permanecer enquanto não houver maior clareza sobre o desempenho da safra 2026/27 no Brasil. O mercado aguarda informações mais consistentes sobre o enchimento dos grãos e sobre o resultado do último terço do ciclo produtivo.

Somente com esse avanço será possível avaliar de forma mais precisa o equilíbrio entre oferta e demanda e seus reflexos sobre a formação dos preços. Até lá, a tendência é de manutenção da volatilidade.

Safra brasileira traz viés mais positivo

No Brasil, o desenvolvimento da safra 2026/27 ocorre sob condições climáticas mais favoráveis do que as observadas nos últimos anos, apontam pesquisadores do Cepea. Esse cenário abre espaço para uma recuperação do parque cafeeiro, afetado por adversidades climáticas nas últimas cinco safras.

Além do clima, a bienalidade positiva também contribui para uma perspectiva mais favorável. As primeiras projeções de consultorias indicam produção acima de 70 milhões de sacas, com recuperação do arábica e bom desempenho do robusta.

Já as exportações da safra 2025/26 devem ficar abaixo de temporadas anteriores, em razão da menor oferta disponível para comercialização.

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