terça-feira, março 10, 2026

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Frente fria aumenta risco de pancadas fortes de chuva hoje


Chuva
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Rio Grande do Sul continua sob efeito de uma frente fria, levando pancadas de chuva fortes ao estado. Em grande parte do país, o tempo abafado também traz precipitações passageiras, com chance de temporais em algumas áreas. Confira a previsão:

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Sul

O avanço de uma frente fria em alto mar aumenta o risco de pancadas de chuva mais fortes e temporais em áreas do litoral, interior e faixa leste do Rio Grande do Sul, incluindo a capital Porto Alegre desde as primeiras horas da manhã. Ao longo da tarde, as pancadas de chuva aumentam em áreas de Santa Catarina e do Paraná e novas instabilidades, associadas a uma baixa pressão entre o Paraguai e norte da Argentina, também avançam para o oeste gaúcho. Enquanto nas capitais de Florianópolis e Curitiba as máximas ficam próximas dos 30°C, as temperaturas ficam mais agradáveis no Rio Grande do Sul.

Sudeste

O dia começa com tempo mais estável em grande parte da região, com chance de chuvas fracas no Triângulo, sul e nordeste de Minas Gerais desde as primeiras horas da manhã, além do nordeste paulista. Ao longo do dia, a formação de áreas de instabilidade contribui para nuvens mais carregadas em grande parte do estado de São Paulo, incluindo o sul, norte, nordeste e o Triângulo de Minas. No sul do Espírito Santo, além do interior do Rio de Janeiro, a chuva é mais fraca, enquanto nas demais áreas o tempo fica mais firme, e ao longo do dia as temperaturas estarão mais elevadas.

Centro-Oeste

Chove desde as primeiras horas da manhã no norte e interior de Goiás, além de áreas da faixa norte, leste e sudeste de Mato Grosso, com a chuva se espalhando ainda mais ao longo da manhã. Ao longo do dia, as temperaturas sobem e o calor, junto ao tempo abafado, aumenta em grande parte das áreas. A partir da tarde, são esperadas pancadas de chuva de moderada a forte intensidade pela região devido à combinação de calor e umidade na atmosfera, intercaladas com períodos de sol. Já em Mato Grosso do Sul, as instabilidades ganham força ao longo do dia devido à presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, o que favorece pancadas de chuva mais fortes em alguns pontos.

Nordeste

O dia começa com calor e tempo abafado no interior nordestino, enquanto em áreas do litoral e no interior do Piauí e do Maranhão, além do sul e faixa litorânea da Bahia, há chance de chuvas fracas a moderadas nas primeiras horas da manhã. Ao longo do dia, o sol e o tempo firme predominam na maior parte, com chance de pancadas de chuva moderada a forte na metade oeste e interior do Maranhão, entre Salvador e Porto Seguro, além do litoral entre Sergipe e a Paraíba.

Norte

O dia começa com chuvas em boa parte do Amazonas, Rondônia e Pará. À tarde, as temperaturas sobem, ocasionando sensação de calor e abafado na maior parte da região. Porém são esperados temporais de moderada a forte intensidade em grande parte do Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Tocantins, além do norte do Amapá.

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preços firmes apesar de escalas fechadas



Pará registra altas pontuais no mercado do boi



Foto: Canva

O mercado do boi gordo apresentou firmeza em São Paulo na terça-feira (6), segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Mesmo com menor necessidade de compras imediatas por parte dos frigoríficos, reflexo das programações de abate fechadas no fim do ano passado, o cenário foi sustentado pelo bom escoamento da carne bovina no mercado interno e pelas exportações. De acordo com a Scot Consultoria, “o mercado esteve firme”, com escalas de abate atendendo, em média, a seis dias.

No Pará, o início das negociações foi descrito como mais lento, com oferta ajustada e escalas curtas influenciando o comportamento dos preços ao longo do dia. Na região de Redenção, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Já em Paragominas, houve valorização de R$ 2,00 por arroba para todas as categorias. Em Marabá, o preço do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto a vaca registrou alta de R$ 1,00 por arroba.

Ainda no estado, a arroba do boi China subiu R$ 1,00 em Paragominas, sem ágio. Em Redenção e Marabá, os valores permaneceram estáveis. O ágio foi mantido em R$ 3,00 por arroba em Marabá e em R$ 10,00 por arroba em Redenção. Segundo o informativo, todos os preços considerados são brutos e com prazo.

Em Goiás, o mercado apresentou estabilidade. A Scot Consultoria aponta que a oferta seguiu contida e que a demanda “não mostrou força para elevar os preços”, resultando em manutenção das cotações.





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Mercado futuro de milho abre semana em campo positivo



Mercado interno de milho deve ter semana estável



Foto: Pixabay

O mercado futuro de milho iniciou a semana em leve alta na B3, segundo a análise do especialista da Grão Direto divulgada nesta segunda-feira (5). Na abertura do pregão, por volta das 9h56 (horário de Brasília), as principais cotações operavam em campo positivo, com preços entre R$ 70,05 e R$ 74,14. O contrato janeiro/26 era negociado a R$ 70,05, com valorização de 0,14%, enquanto o março/26 registrava R$ 74,14, alta de 0,05%. Já o vencimento maio/26 operava a R$ 73,34, avanço de 0,15%, em um movimento descrito pela Grão Direto como um “ambiente mais firme” logo no início da sessão.

De acordo com a Grão Direto, o comportamento das cotações indica que o mercado doméstico segue encontrando suporte, influenciado pelo câmbio, pelas incertezas em relação à safrinha e por uma postura mais defensiva dos vendedores. Mesmo diante de oscilações no mercado internacional, a análise aponta que o milho negociado na B3 “demonstra resiliência”, reforçando a percepção de sustentação dos preços internos no curto prazo, especialmente enquanto persistirem dúvidas sobre a oferta futura.

Diante desse cenário, a avaliação do especialista é de que o milho deve atravessar a semana “sem grandes movimentações” no mercado interno, com tendência de estabilidade nas negociações.





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FPA promete empenho máximo na derrubada de veto à subvenção do seguro rural


Foto: FPA/Créditos

O deputado federal e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim, disse nesta quarta-feira (7) que a bancada vai trabalhar para derrubar o veto do presidente Lula ao dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que impede o governo de fazer cortes nos recursos destinados à subvenção do seguro rural.

“Nós tivemos nos últimos anos um decréscimo muito grave, preocupante da área coberta por seguros no nosso país. Nós chegamos na última safra a uma cobertura que não ultrapassou 8% da área cultivada. Avançar na formatação e no conceito do seguro, ter recursos e fluxo adequado, ampliar a cobertura e ampliar o conceito do seguro agrícola são prioridades absolutas para esse ano de 2026”, disse.

Por outro lado, o secretário de política agrícola do Ministério do Meio Ambiente (Mapa), Guilherme Campos, afirmou que o governo pretende tornar o seguro obrigatório para aqueles que têm empréstimo agrícola com apoio financeiro federal.

Segundo ele, a atual taxa básica de juros de 15% ao ano inviabiliza o aumento do subsídio ao prêmio do seguro agrícola. Assim, o governo defende a junção das duas modalidades de seguro disponíveis hoje no mercado, ou seja, a subvenção do prêmio de seguro na agricultura empresarial e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

“Se nós pudéssemos fazer um ‘bem bolado’ e déssemos a oportunidade de oferecer para o mercado, dentro do princípio do mutualismo, da massificação, do rateio dos riscos, essa sim é, de todas as alternativas, a mais próxima de ser viabilizada e de ser colocada em prática já neste ano para que o produtor rural brasileiro possa ter essa tranquilidade”, considera.

Além do seguro rural, o veto do presidente Lula pode impactar os recursos destinados à defesa agropecuária, bem como à regulação e fiscalização. Caso o veto não seja derrubado pelo Congresso, estima-se que o Paraná será o mais prejudicado, visto que apenas em 2025, 40% das apólices contratadas vieram de produtores rurais do estado.

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Passarela liga estacionamento, para 22 mil veículos, ao parque do Show Rural


Uma passarela com 70 metros de extensão vai ligar o novo estacionamento do Show Rural ao parque que desde 1989 abriga um dos maiores eventos técnicos do mundo em transmissão de conhecimentos e inovações para a agropecuária. Essa é uma de muitas novidades que serão colocadas em atividade de 9 a 13 de fevereiro de 2026, quando será realizada a 38ª edição do evento, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

Toda em metal e elevada, a estrutura vai ligar uma área que em fevereiro passado recebeu ônibus das mais diferentes regiões do País, que trouxeram produtores para conhecer as novidades apresentadas por 600 expositores da cadeia do agro. Com a cessão de uma nova área, de 45 mil metros quadrados, o estacionamento passa a ter capacidade para 22 mil veículos (cinco mil a mais que na 37ª edição) e 700 ônibus, diariamente – 300 a mais do que na realização anterior, enumera o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

“As obras de preparação do estacionamento e da passarela estão adiantadas. Vamos deixar tudo pronto em alguns dias”, comenta o coordenador geral Rogério Rizzardi. Com a mudança e ampliação, o espaço vai abrigar também expositores e imprensa. O antigo ambiente de recepção de expositores e imprensa passa a ser ocupado por empresas que há anos reivindicavam espaços maiores para instalar estandes com dimensões diferenciadas, conforme Rizzardi. “Precisamos agradecer ao empresário Assis Gurgacz que, gentilmente, cedeu essa nova área, viabilizando assim alterações importantes no estacionamento do evento”.

Gratuito

O Show Rural Coopavel tem um diferencial importante: as vagas de estacionamento podem ser ocupadas pelos visitantes sem nenhum custo. O mesmo acontece com o acesso ao parque, também gratuito. “Esse é mais um dos muitos investimentos que fazemos nesse grande evento, que tem por premissa o compartilhamento de inovações e conhecimentos que permitem ao produtor, com as novidades aprendidas, produzir mais, com menos custos, com qualidade superior e conectado aos critérios da sustentabilidade”, comenta Dilvo Grolli.

Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural terá também, como novidades, a ampliação na cobertura de ruas (que alcançará 11 dos 15 quilômetros de vias que conectam todo o parque), ampliação dos prédios da administração e do Espaço Impulso (parceria com o Itaipu Parquetec) e criação de um boulevard entre esses ambientes, bem como ampliação do pavilhão da agricultura familiar (convênio com a Itaipu), implantação de duas novas lanchonetes, pavimentação asfáltica em mais 2,5 quilômetros de vias, reforma nos 14 conjuntos de banheiros e relocação da área de embarque e desembarque de máquinas e equipamentos.





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Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025


notas de dólar
Foto: Pixabay

O Brasil registrou em 2025 a segunda maior saída líquida de dólares da série histórica, iniciada em 1982, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Banco Central.

O fluxo cambial total ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, volume inferior apenas ao registrado em 2019, quando a saída somou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do resultado expressivo, o real se valorizou ao longo do ano, sustentado por juros elevados no país e pela queda do dólar no mercado internacional.

O desempenho negativo foi provocado principalmente pelo canal financeiro, que acumulou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, atrás apenas de 2024. Esse canal inclui investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras operações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, insuficiente para compensar a forte evasão financeira. O saldo positivo ficou abaixo do pico registrado em 2007 e também menor que o observado em 2024.

Avanço das importações

Segundo o BC, o principal fator para a menor entrada de dólares pela via comercial foi o avanço das importações. O volume de câmbio contratado para compras externas alcançou US$ 238 bilhões, o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2022.

As exportações somaram US$ 287,5 bilhões no ano. Diferentemente da balança comercial, que inclui apenas exportações e importações já realizadas, o fluxo cambial inclui operações como pagamentos antecipados e adiantamentos de contrato de câmbio.

Apreciação do real

Mesmo com a saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real apreciou-se em 2025. Os juros elevados no Brasil e o enfraquecimento global do dólar estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos (ativos que derivam de outros ativos), compensando o fluxo cambial negativo.

O Banco Central, por sua vez, teve atuação limitada no mercado à vista, realizando apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão cada, por meio do mecanismo conhecido como “casadão”.

Nessas operações, o BC vende dólares das reservas internacionais, combinando com swaps cambiais reversos, compra de dólares no mercado futuro, na mesma quantia. O casadão permite que a autoridade monetária alivie a taxa de juros em dólar, sem mexer no câmbio.

Saída em dezembro

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, valor inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões.

O resultado refletiu uma saída de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, dezembro concentra remessas ao exterior para pagamento de dividendos. Em 2025, os envios foram intensificados por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributada a partir de janeiro de 2026.

As relações monetárias e financeiras entre residentes e não residentes são medidas pelo balanço de pagamentos, divulgado no fim de cada mês pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia dos números, ao contabilizar adiantamentos de contratos de câmbio e pagamentos antecipados.

O fluxo cambial é composto de duas partes: o fluxo comercial, que mede o fechamento de câmbio para exportações e importações, e o fluxo financeiro, que mede investimentos em empresas, empréstimos e transações no mercado financeiro. Os dados do Banco Central mostram que, no ano passado, a fuga de dólares ocorreu no canal financeiro.

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São Paulo colheu mais de 220 mil toneladas de alface



São Paulo lidera produção nacional de alface



Foto: Seane Lennon

O Estado de São Paulo mantém a liderança nacional na produção e no consumo de alface, segundo informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Dados do Instituto de Economia Agrícola indicam que, no ano passado, “foram cultivadas mais de 220 mil toneladas da hortaliça”, volume que resultou em um valor estimado de R$ 947 milhões. A produção está concentrada principalmente no Cinturão Verde, área estratégica para o abastecimento da Grande São Paulo, com predominância da variedade crespa.

Além do destaque produtivo, São Paulo também é o principal comprador da alface oriunda da agricultura familiar paulista. Em 2025, o Estado adquiriu “mais de 80 toneladas”, movimentando cerca de R$ 800 mil por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social. Segundo a Secretaria, os produtos são destinados a escolas, universidades e unidades prisionais, ampliando a participação da produção rural em políticas públicas e na geração de renda das famílias produtoras.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento também aponta que São Paulo foi pioneiro na adoção do cultivo hidropônico e se consolidou como o maior produtor nacional nesse sistema. A modalidade utiliza fazendas verticais e estufas para o cultivo sem solo, permitindo, conforme a pasta, “otimizar o uso de água e do espaço disponível”.

Para incentivar a expansão desse modelo, a Secretaria informa que, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista, são oferecidas linhas de crédito destinadas a produtores interessados em investir em sistemas hidropônicos. Os financiamentos, vinculados ao Projeto Desenvolvimento Rural Sustentável Paulista, podem chegar a R$ 250 mil para produtores pessoa física, R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para cooperativas ou associações, com juros a partir de 3% ao ano e prazo de até 84 meses, incluindo carência de até 12 meses.





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Mercado do boi gordo: veja os patamares em que a arroba foi negociada hoje


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo apresenta manutenção do padrão de negócios em grande parte do país, com frigoríficos de menor porte ainda atuando de maneira mais contundente na compra de gado em função das escalas de abate mais apertadas.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, especulações em torno da China voltaram a rondar o mercado, considerando o volume de 350 mil toneladas que está em trânsito e foram negociadas de maneira prévia, ainda em 2025.

Além disso, o especialista detalha que alguns frigoríficos já sinalizam para redução da capacidade de abate.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 320,80 — ontem: R$ 320,77
  • Goiás: R$ 314,25 — R$ 314,46
  • Minas Gerais: R$ 315,18 — R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,64 — R$ 312,84
  • Mato Grosso: R$ 299,05 — R$ 301,53

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços no decorrer da semana.

Iglesias destaca que, após o período de festividades, o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado (traseiro bovino), diante de um perfil de consumo que prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral.

  • Quarto dianteiro: segue a R$ 17,85 por quilo;
  • Quarto traseiro: se mantém a R$ 25,40 por quilo;
  • Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 5,3860 para venda e a R$ 5,3840 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3690 e a máxima de R$ 5,4010.

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Produtos biológicos ganham destaque em 2026; consolidação jurídica do setor se aproxima


Bioinsumos Tratado de Budapeste
Foto: Divulgação Senar-GO

Após registrar recordes na liberação de produtos biológicos e avançar na modernização regulatória, 2026 se apresenta como um ano decisivo para a consolidação jurídica do setor.

Em 2025, o Brasil encerrou o período com o maior número de registros de produtos biológicos já concedidos, resultado de um crescimento consistente e contínuo.

Segundo a diretora de relações institucionais da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), Julia Emanuela de Souza, o avanço está diretamente ligado à eficiência das tecnologias.

“O produtor rural só adota uma tecnologia quando ela funciona. Então ele abraçou os biológicos, o produtor entendeu que é um produto eficiente, uma ferramenta que funciona e o setor começou a crescer. É um setor que cresce dois dígitos por ano”, afirma.

Regulamentação

A ANPII Bio participou ativamente do grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Agricultura para discutir a regulamentação da lei do setor. O processo reuniu mais de 20 entidades, incluindo representantes da indústria, produtores rurais, órgãos governamentais e instituições de pesquisa.

“O debate foi baseado em ciência, dados e critérios técnicos. Isso é fundamental para garantir segurança jurídica, previsibilidade e registros eficientes”, destaca Julia Emanuela.

Segundo a diretora da ANPII Bio, a lei foi aprovada em 2024 e, ao longo de 2025, os esforços se concentraram na regulamentação da lei. O próximo passo envolve a publicação do decreto e, posteriormente, a elaboração de portarias específicas, que vão detalhar a aplicação das regras.

Classificação dos produtos

Um dos temas mais complexos da regulamentação é a classificação dos produtos biológicos de múltipla funcionalidade. Diferentemente de outros insumos agrícolas, esses produtos podem atuar simultaneamente na promoção de crescimento, na absorção de nutrientes e no controle biológico de pragas.

“Na legislação atual, ele é classificado de formas muito diversas, com requisitos muito distintos que não são adequados para esses produtos”, explica a diretora da ANPII Bio.

Com a publicação do decreto e da regulamentação específica para bioinsumos, os produtos biológicos passam a ser corretamente enquadrados e poderão declarar sua múltipla funcionalidade, o que representa uma ferramenta importante para o produtor rural.

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