sábado, março 14, 2026

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Proprietário da Stara, Gilson Trennepohl é resgatado de sequestro


Gilson Trennepohl - proprietário Stara sequestro
Foto: Divulgação/Brigada Militar

O proprietário da fabricante brasileira de máquinas agrícolas Stara, o empresário Gilson Trennepohl, de 65 anos, foi resgatado pela Brigada Militar na madrugada desta segunda-feira (22) após ser vítima de sequestro e ficar por dois dias em posse dos criminosos.

De acordo com informações dos investigadores, ele foi localizado sem ferimentos em uma área de mata em Marau, no Rio Grande do Sul, a cerca de 95 km de Não-Me-Toque, município do qual também é vice-prefeito.

O empresário foi abordado pelos sequestradores quando retornava para sua residência após ter participado de um evento promovido por sua empresa.

Ele foi localizado a partir de informações recebidas pela Brigada no fim da tarde de domingo (21). Assim, com a mobilização do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do Bope, o local foi cercado. Até o momento, uma pessoa foi detida e um veículo apreendido. Os policiais fazem buscas por outros suspeitos. Trennpohl foi encaminhado a um hospital da região para avaliação médica.

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Com endividamento em alta, Fiagro pode ser alternativa de crédito no agronegócio


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Foto: Freepik

Os recursos disponibilizados pelo Plano Safra não são suficientes para suprir as necessidades do agronegócio brasileiro. A afirmação, que é quase unanimidade entre produtores e especialistas em crédito, foi reforçada durante evento realizado no início de dezembro, na capital paulista. Em discussão, o papel dos investimentos privados nesse vazio deixado pelos recursos públicos.

“Os Fiagros são a palavra-chave”, diz Moacir Teixeira, sócio-fundador da Ecoagro, empresa que oferece soluções financeiras ao agro. Segundo ele, a aproximação do setor com o mercado de capitais vai complementar essa necessidade de financiamento.

Em 2025, o governo federal disponibilizou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. O volume de contratação, porém, está abaixo do esperado. “O agronegócio não precisa só de custeio. Ele precisa de dinheiro de mais longo prazo para poder se organizar melhor operacionalmente”, reforça Teixeira.

É diante dessa demanda que os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, os Fiagros, aparecem como alternativa na captação de recursos para o campo. Com mais opções de financiamento, o produtor rural passa a depender menos de crédito bancário ou linhas oficiais subsidiadas, como é o caso do Plano Safra.

Desmistificando os Fiagros e o mercado de capitais

É comum associar o mercado de capitais a riscos imediatos, como o que acontece ao comprar e vender ações na bolsa de valores. A estrutura do Fiagro atua como uma ponte entre produtores rurais que precisam de recursos e investidores que buscam retorno financeiro com exposição ao agronegócio. De acordo com especialistas, a volatilidade das commodities existe, mas deve ser encarada como uma característica natural do mercado.

Para Teixeira, o grande diferencial está em garantir que o “recurso vai estar lá na hora certa”. Os riscos estão na falta de organização em alguns segmentos, como os hortifrútis. Segundo ele, o custo de implantação é alto e os produtores não têm como acessar esse tipo de financiamento de forma direta. Por outro lado, as cadeias de soja, milho, algodão, cana e café aparecem como exemplos de organização.

Nesse sentido, a solução passa pela atuação de cooperativas e distribuidores. Na avaliação do executivo, é por meio da forma indireta que o mercado de capitais consegue financiar pequenos e médios produtores rurais. “Basicamente o produtor sozinho não consegue, então esse é o caminho”, complementa.

Um desses exemplos que se encaixam na fala de Teixeira é o CNA Fiagro, um fundo de microcrédito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) voltado a pequenos e médios produtores rurais, atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar. O sócio-diretor da Ecoagro ressalta que “é o dinheiro mais barato que tem no Brasil” se comparado com linhas oferecidas pelo governo.

“O Pronaf, assim como outros programas, tem muita burocracia. Mas com esse tipo de Fiagro o produtor consegue financiar qualquer coisa; é a palavra-chave do financiamento”, diz.

O cenário promissor, no entanto, ocorre em meio a um momento delicado para o agronegócio. Isso porque o setor vive uma explosão nos pedidos de recuperação judicial e aumento da inadimplência. Conforme dados do setor, o nível de endividamento no campo estão em patamares históricos. “É uma luta, mas vamos tocando”, conclui.

Moacir Teixeira é sócio-diretor da Ecoagro. (Foto: Reprodução/LinkedIn)

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Ampla oferta deve pressionar milho e trigo em 2026, diz consultoria


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Foto: Aiba/divulgação

Uma produção robusta em 2025 e condições climáticas estáveis em 2026 que permitam outra safra volumosa devem manter os preços do milho e do trigo sob pressão, segundo a Hedgepoint Global.

“A safra de milho da América do Sul para 2025/26 está em desenvolvimento e, se o clima for favorável, podemos ver aumentos no Brasil e na Argentina, dado o avanço das áreas plantadas com o cereal nesta nova temporada”, afirmou a empresa em nota.

Outras regiões, incluindo Rússia, Austrália e União Europeia, também estão registrando safras mais fortes de milho ou trigo.

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Chuva pode ultrapassar os 200 mm em algumas regiões do país esta semana, alerta Inmet


chuva frente fria
Foto: Pixabay

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que a semana será marcada por extremos climáticos no Brasil, com destaque para chuvas intensas no Sul e acumulados elevados em áreas do Norte e do Centro-Oeste, enquanto grande parte do Nordeste e do Sudeste segue sob tempo seco e baixa umidade do ar.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No Sul do país, a passagem frequente de sistemas transientes deve provocar tempestades ao longo de toda a semana. No Rio Grande do Sul, especialmente nas faixas oeste e central do estado, os acumulados de chuva podem ultrapassar os 200 mm em sete dias, com possibilidade de volumes ainda maiores em pontos isolados. Santa Catarina também deve registrar chuvas significativas, com acumulados que podem chegar a 150 mm no período. O Inmet alerta para o risco de tempo severo, com raios, rajadas de vento, trovoadas e queda de granizo, principalmente entre os dias 23, 25 e 26, quando há previsão de acumulados superiores a 100 mm em poucas horas em áreas do território gaúcho. No Paraná, o cenário é mais seco, com chuva fraca e isolada.

Norte e Centro-Norte

Na Região Norte, a confluência de umidade favorece chuvas volumosas principalmente no sul e leste do Amazonas, sudoeste do Pará, norte do Amapá e áreas de transição entre Amazonas, Mato Grosso e Pará. Nessas regiões, os acumulados podem variar entre 80 mm e 150 mm em sete dias, com destaque para o sudeste do Amazonas e o sudoeste do Pará. No nordeste do Amapá, a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também contribui para volumes elevados.

Por outro lado, no sul do Amapá, norte do Pará e em Roraima, a previsão é de pouca chuva ao longo da semana, com apenas pancadas rápidas e localizadas. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da Região Norte, acima de 60%, mas pode cair para níveis entre 40% e 50% no norte do Pará e em Roraima.

Nordeste segue com tempo seco

Em praticamente todo o Nordeste, a semana será de ausência de chuvas, com exceção de áreas do Maranhão, Piauí e do centro-sul da Bahia, onde podem ocorrer pancadas isoladas e de baixo volume. A região também deve enfrentar baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente no interior do Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com valores entre 15% e 30% e, pontualmente, abaixo de 15%, o que exige atenção para a saúde e para o risco de incêndios.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas mais volumosas em Mato Grosso, sobretudo no norte do estado e em áreas próximas à divisa com o Amazonas e o Pará, onde os acumulados podem superar 100 mm em sete dias. Também há previsão de chuva significativa no oeste de Goiás, principalmente nos primeiros dias da semana. Nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, os volumes devem ficar entre 20 mm e 50 mm. Em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais seco, sem previsão de chuva expressiva.

A umidade relativa do ar tende a ficar mais elevada nas áreas com chuva, entre 70% e 85%, enquanto em Mato Grosso do Sul e no sudeste de Goiás, incluindo o Distrito Federal, os índices podem cair para a faixa de 30% a 50%.

Sudeste com calor e baixa umidade

No Sudeste, o Inmet prevê predomínio de tempo seco ao longo da semana, com ausência de chuvas significativas, exceto por pancadas isoladas e de curta duração. A atuação de uma área de alta pressão em níveis médios e altos da atmosfera dificulta o avanço de frentes frias e inibe a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.

Esse padrão favorece a elevação das temperaturas e a redução da umidade relativa do ar, que deve variar entre 30% e 45% na maior parte da região. Apenas o extremo norte do Espírito Santo pode registrar índices acima de 50% nos primeiros dias da semana.

A recomendação do Inmet é de atenção redobrada nas áreas com previsão de chuvas intensas, especialmente no Sul do país, e de cuidados com a baixa umidade do ar nas regiões mais secas.

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Brasil amplia acesso do agronegócio a mais quatro países; descubra quais


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Foto: Mapa/Divulgação

O Brasil concluiu negociações fitossanitárias que ampliam o acesso de produtos do agronegócio a quatro mercados estratégicos: Marrocos, Iraque, Singapura e Argentina. As autorizações envolvem feno, destinado à alimentação animal, e bulbos de cebola, fortalecendo a presença brasileira na África, na Ásia e na América do Sul.

As negociações foram conduzidas de forma conjunta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Com os novos anúncios, o país soma 525 aberturas de mercado desde o início de 2023, segundo dados oficiais do governo federal.

As liberações são resultado de acordos técnicos entre autoridades sanitárias brasileiras e dos países importadores. O processo envolveu análise de risco, definição de protocolos e alinhamento regulatório para garantir a segurança dos produtos exportados.

Feno amplia presença em mercados dependentes de forragem

Marrocos, Iraque e Singapura autorizaram a importação de feno brasileiro. O produto é utilizado como insumo básico na alimentação animal e tem papel estratégico em sistemas pecuários que dependem de oferta regular de forragens.

Esses mercados já mantêm fluxo relevante de comércio com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para os três destinos somaram cerca de US$ 3,8 bilhões. O Iraque respondeu pela maior parcela desse total, com compras próximas de US$ 1,78 bilhão em produtos do agronegócio.

A liberação do feno amplia o portfólio exportado e cria novas oportunidades para produtores e empresas brasileiras voltadas ao fornecimento de insumos pecuários, especialmente em regiões com limitações climáticas para produção local de forragem.

Bulbos de cebola avançam no mercado argentino

No caso da Argentina, a autorização se refere à exportação de bulbos de cebola. A aprovação fitossanitária permite o envio do material para o país vizinho, ampliando o comércio de insumos agrícolas entre os dois mercados.

A Argentina já figura entre os destinos relevantes das exportações agropecuárias brasileiras. O país importou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos do setor, com destaque para cacau e derivados, café e carnes.

A abertura para os bulbos de cebola reforça a integração regional e cria alternativas comerciais para produtores brasileiros, especialmente em períodos de maior oferta interna.

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Plantio de soja no Brasil alcança 97,6% da área na safra 2025/26; confira os dados por estado


plantio de soja
Foto: Reprodução Canal Rural

A semeadura de soja no Brasil atingiu, no sábado, 20 de dezembro, 97,6% da área prevista para a safra 2025/26, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 3,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior, quando o plantio estava em 94,1%.

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Em comparação ao mesmo período da safra 2024/25, quando 97,8% da área já havia sido plantada, há um ligeiro atraso de 0,2 ponto porcentual, mas frente à média dos últimos cinco anos, de 94,9%, os trabalhos estão adiantados.

Plantio de soja por estado

Entre os estados, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Goiás já concluíram praticamente 100% do plantio, seguidos por Tocantins, Bahia e Minas Gerais com 99%, Santa Catarina com 91%, o Rio Grande do Sul com 96,6%, o Piauí com 95% e o Maranhão ainda apresenta 54% da área semeada.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de trigo cresce em produtividade, mas perde área


Os preços do trigo no mercado brasileiro permaneceram estáveis ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). No Rio Grande do Sul, as principais praças continuaram negociando o cereal entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca, enquanto no Paraná os valores oscilaram de R$ 64,00 a R$ 66,00. No mesmo período do ano passado, o trigo gaúcho era comercializado entre R$ 65,00 e R$ 66,00, e o paranaense, em torno de R$ 72,00 por saca.

O cenário internacional segue pressionando as cotações. A Ceema aponta uma tendência de ampla disponibilidade de trigo no mercado mundial para a safra 2025/26, o que dificulta movimentos de alta nos preços externos. Além disso, o crescimento do consumo ocorre em ritmo mais lento, contribuindo para a elevação dos estoques globais.

No mercado interno, o relatório de dezembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou levemente para cima a estimativa da colheita brasileira recém-encerrada, que passou para 7,9 milhões de toneladas. A área cultivada no país totalizou 2,444 milhões de hectares, o que representa uma redução de 20,1% em relação à safra anterior. Em contrapartida, a produtividade média avançou 26,3%, alcançando 3.257 quilos por hectare, o equivalente a 54,3 sacas por hectare.

De acordo com a Conab, a produção de trigo no Rio Grande do Sul atingiu 3,66 milhões de toneladas, queda de 6% em comparação com a safra passada. A área semeada no estado foi de 1,155 milhão de hectares, recuo de 13,7%, enquanto a produtividade média chegou a 3.172 quilos por hectare, ou 52,9 sacas, crescimento de 8,5% sobre o ciclo anterior. No Paraná, a produção finalizou em 2,778 milhões de toneladas, volume 16% superior ao registrado na safra de 2024. A área cultivada foi de 819 mil hectares, com retração de 28,6%, mas a produtividade saltou 62,5%, atingindo 3.392 quilos por hectare, ou 56,5 sacas.

Apesar da melhora nos rendimentos, a Ceema ressalta que parte do trigo colhido nesta safra apresenta novamente problemas de qualidade, o que limita seu uso para panificação e impacta a formação de preços em determinados mercados.





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Com avanço de 0,25% em dezembro, prévia da inflação encerra o ano dentro da meta


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Foto: Pixabay

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação, avançou 0,25% em dezembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima do registrado em novembro, quando o índice havia subido 0,20%. Na comparação anual, a taxa também supera a observada em dezembro de 2024, que foi de 0,34%.

Em 2025, o IPCA-15 acumula alta de 4,41%. Com isso, a inflação termina o ano de 2025 dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já o IPCA-E, que corresponde ao índice acumulado no trimestre, foi de 0,63% entre outubro e dezembro, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Transportes lideram impacto no mês

Dos nove grupos pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. O principal impacto veio de Transportes, que subiu 0,69% e respondeu pela maior contribuição ao índice mensal.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento das passagens aéreas, que tiveram o maior impacto individual no mês. Também houve pressão do transporte por aplicativo e dos combustíveis, com destaque para o etanol e a gasolina.

Em sentido oposto, os preços do ônibus urbano, metrô e trem recuaram. O movimento reflete políticas de gratuidade aos domingos e feriados e reduções tarifárias em capitais como Belém, Brasília, Curitiba e São Paulo.

O grupo Vestuário também avançou 0,69%, com altas nas roupas infantis, femininas e masculinas, contribuindo de forma moderada para o resultado geral.

Alimentos mantêm comportamento desigual

O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,13% em dezembro. A alimentação no domicílio recuou pelo sétimo mês consecutivo, com quedas nos preços do tomate, do leite longa vida e do arroz.

Por outro lado, carnes e frutas registraram aumento e limitaram uma desaceleração mais intensa do grupo. Já a alimentação fora do domicílio apresentou alta, puxada pelos reajustes nos preços das refeições e dos lanches.

Habitação e serviços no radar

O grupo Habitação avançou em dezembro, influenciado por reajustes no aluguel residencial, na água e esgoto e no gás encanado. A energia elétrica residencial apresentou queda, beneficiada pela mudança da bandeira tarifária, apesar de reajustes regionais.

Em Despesas pessoais, houve desaceleração frente a novembro, embora serviços como cabeleireiro, empregado doméstico e pacotes turísticos tenham mantido pressão de alta. Artigos de residência voltou a registrar queda, com recuos em eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

Inflação regional

Dez das onze áreas pesquisadas apresentaram alta em dezembro. Porto Alegre registrou a maior variação, influenciada por passagens aéreas e energia elétrica. Belém teve o menor resultado, com quedas concentradas em hospedagem e higiene pessoal.

O IPCA-15 considera famílias com renda de um a 40 salários mínimos e utiliza metodologia semelhante à do IPCA, diferenciando-se pelo período de coleta e pela abrangência geográfica.

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Santa Gertrudis amplia presença em centrais de inseminação em 2025; saiba mais


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A raça Santa Gertrudis registrou, em 2025, aumento de 20% na presença de touros em centrais de inseminação no Brasil. O crescimento indica maior procura por genética utilizada na pecuária de corte, especialmente em sistemas de cruzamento industrial.

Ao longo dos últimos meses, novas contratações foram realizadas por centrais, ampliando a oferta de sêmen da raça no mercado nacional.

Destaques genéticos do ano

Entre os animais contratados em 2025 está o Viking 53, da Cabanha 53, de Ruy Barreto, incorporado ao portfólio da CORT Genética Brasil. O touro é mocho natural, foi Reservado Grande Campeão da Expointer 2025 e integra o Top 0,5% do Programa Embrapa Geneplus.

Outro destaque é o Mr. Atalla, da Fazenda Malagueta, de Pedro Mello. Grande Campeão da Expointer e bicampeão nacional, o touro manteve presença nas centrais ao longo do ano e segue como referência da raça.

Demanda orienta contratações

Segundo o presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis, Anderson Fernandes, a ampliação do número de touros nas centrais acompanha o movimento do mercado.

“As centrais não contratam um touro apenas por indicação ou por vontade da associação. Elas contratam quando existe procura. Se hoje temos mais touros Santa Gertrudis em central, é porque o mercado está buscando esse sêmen, que vem se destacando principalmente no cruzamento industrial”, afirma.

Ele explica que, além da demanda, os animais precisam atender critérios técnicos definidos pelas centrais. “São touros com avaliação genética positiva, bons índices no programa de melhoramento genético (Geneplus), dados de carcaça, participação em provas de desempenho e características que interessem ao produtor. É a combinação entre demanda e consistência técnica”, diz.

Trabalho de longo prazo

Para o presidente reeleito da Associação Brasileira de Santa Gertrudis para o biênio 2026/2027, Antônio Roberto, os resultados observados em 2025 refletem ações desenvolvidas ao longo dos últimos anos.

“Esse crescimento mostra que o Santa Gertrudis está cada vez mais presente nas decisões dos pecuaristas. A raça entrega produtividade, adaptação e resultado no campo. Seguimos trabalhando para ampliar esse espaço, fortalecer a genética nacional e oferecer soluções reais para a pecuária de corte brasileira”, afirma.

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AgroNewsPolítica & Agro

Reforma tributária e os prazos para impacto no arroz



Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS


Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS
Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS – Foto: USDA

A discussão sobre quando a reforma tributária começa a afetar efetivamente o arroz e os itens da cesta básica tem ganhado espaço no setor, diante das mudanças previstas no sistema de impostos sobre o consumo. De acordo com análise de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, os efeitos práticos ainda estão distantes e seguem um cronograma gradual definido pela própria reforma.

Até 2026, segundo o cenário atual, nada se altera na tributação do arroz, permanecendo em vigor PIS, Cofins, ICMS e as distorções já conhecidas ao longo da cadeia. Em 2026 ocorre apenas um período de teste, no qual a CBS e o IBS aparecem de forma simbólica, sem cobrança efetiva e sem impacto sobre preços ou margens. A mudança concreta começa em 2027, com a entrada em vigor da CBS federal. Caso o arroz esteja incluído na lista oficial da cesta básica nacional, a alíquota prevista será zero.

Entre 2029 e 2032 acontece a transição do ICMS e do ISS para o IBS. Nesse intervalo, a alíquota zero aplicada à cesta básica passa a valer de forma gradual também no novo imposto estadual e municipal. Somente em 2033 o sistema estará totalmente implementado, com CBS e IBS substituindo integralmente os tributos atuais e, se confirmado o enquadramento do arroz na cesta básica nacional, a tributação sobre o consumo será efetivamente zerada.

O ponto central do debate está no fato de que a Constituição permite a isenção, mas a definição dos produtos da cesta básica depende de uma lei complementar que ainda será aprovada. Para a indústria, o novo modelo pode reduzir distorções entre estados, diminuir créditos acumulados e trazer maior previsibilidade na formação de preços. No varejo, a expectativa é de simplificação estrutural, enquanto para o produtor o efeito tende a ser indireto, condicionado ao repasse ao longo da cadeia. 

 





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