sábado, março 14, 2026

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Governo federal destina R$ 40 milhões para compra de alimentos da agricultura familiar


sustentabilidade agrícola Brasil Brics
Foto: Secretaria de Agricultura do DF

O governo federal vai investir R$ 40 milhões na compra e doação de alimentos da agricultura familiar para atender famílias em situação de insegurança alimentar em 233 municípios das regiões Nordeste e Norte do país. A medida foi oficializada na terça-feira (23) com a publicação da Portaria nº 235 no Diário Oficial da União.

Os recursos serão executados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A iniciativa prioriza municípios que enfrentam os impactos da estiagem prolongada e busca garantir comida na mesa da população mais vulnerável.

Seleção dos municípios

As cidades contempladas foram selecionadas a partir do Edital de Manifestação de Interesse nº 17/2025, lançado em maio deste ano. Entre os critérios considerados estão o desempenho na aplicação de recursos do programa, a classificação obtida no edital e a disponibilidade orçamentária, viabilizada por crédito extraordinário previsto na Medida Provisória nº 1.324.

Do total de 233 municípios, 52 ainda não possuem histórico de execução do PAA, mas foram incluídos por atenderem aos critérios técnicos estabelecidos no edital.

Distribuição dos recursos

No Nordeste, Alagoas receberá R$ 3,7 milhões para 22 municípios. A Bahia concentrará o maior volume de recursos, com R$ 8,1 milhões destinados a 47 municípios. O Ceará contará com R$ 3,4 milhões para 20 cidades, enquanto o Maranhão receberá R$ 7,3 milhões, distribuídos entre 41 municípios.

Também serão repassados R$ 6,3 milhões para 40 municípios da Paraíba, R$ 2,5 milhões para 15 municípios de Pernambuco e R$ 1,3 milhão para nove municípios do Piauí. Já na região Norte, o Pará terá R$ 7,1 milhões destinados a 39 municípios. O valor para cada estado levou em conta o número de cidades selecionadas e os critérios definidos no edital.

Confirmação e execução

Os municípios contemplados têm até 30 dias, a partir da publicação da portaria, para confirmar o interesse em executar a modalidade PAA Compra com Doação Simultânea. Para isso, é necessário aceitar as metas previstas nos Planos Operacionais disponíveis no Sistema de Informação e Gestão do Programa (SISPAA).

Segundo a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, a destinação dos recursos reforça o pacto federativo e garante que as ações sejam executadas de forma local. “O processo seletivo, realizado de forma transparente e com critérios pré-definidos, reforça o compromisso do governo em ampliar o acesso aos recursos e assegurar o direito humano à alimentação adequada”, afirmou.

Investimentos no PAA em 2025

Em 2025, o MDS já disponibilizou mais de R$ 1 bilhão para o Programa de Aquisição de Alimentos. Os recursos são aplicados por meio de parcerias com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), adesões de estados e municípios e pela execução do PAA Leite, voltado ao Semiárido.

Os alimentos adquiridos são destinados a redes socioassistenciais, instituições públicas e filantrópicas de ensino, saúde e justiça, além de equipamentos de segurança alimentar como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

“Cada real investido no PAA promove a segurança alimentar das populações mais vulneráveis e fortalece a agricultura familiar, responsável por grande parte dos alimentos consumidos diariamente no país”, destacou Lilian Rahal.

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Como o agro sustentou o Brasil em 2025 apesar do tarifaço


Agricultura
Foto: Pixabay

Não foi um ano fácil, nem linear. Tivemos sustos, ruídos políticos, clima desafiador e tensão no comércio internacional. Mas, ao final das contas, o que aparece nos números, nos portos e até no custo de vida do brasileiro é claro: o agro entregou resultado, e entregou com competência.

Comecemos pelo que deu certo. O Brasil bateu sucessivos recordes de exportação de proteínas animais e vegetais. Carne bovina, frango, suínos, soja, milho, o país consolidou sua posição como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo. Em um cenário global cada vez mais inseguro, o Brasil mostrou que produz em escala, com eficiência, sanidade e confiabilidade. Isso não é discurso: é dado concreto.

Esse desempenho não veio por acaso. Veio de tecnologia no campo, investimento privado, gestão profissional, abertura de mercados e, sobretudo, da resiliência do produtor rural. Enquanto muitas economias patinavam, o agro brasileiro seguiu fazendo o básico bem feito: plantar, colher, criar, processar e exportar.

Mas 2025 também teve seu momento de maior tensão: o chamado tarifaço. Quando os Estados Unidos anunciaram tarifas adicionais, o susto foi grande. O risco era evidente: perder mercado, perder competitividade, sofrer retaliações em cadeia. E ali estava um personagem conhecido por sua imprevisibilidade, Donald Trump, elevando o tom e pressionando parceiros comerciais.

O que evitou um estrago maior foi a postura brasileira. Em vez de bravata, o país respondeu com diplomacia, argumentos, dados e estratégia. Não partiu para o confronto vazio nem para medidas que pudessem piorar o cenário. O resultado foi claro: as exportações resistiram, e mais do que isso, cresceram. O medo virou aprendizado.

E os números do fim do ano confirmaram isso. Portos operando em níveis recordes, corredores logísticos no limite, embarques em ritmo acelerado. Isso não é apenas estatística. É sinal de confiança internacional no agro brasileiro. Quem compra do Brasil confia que o produto chega, respeita regras sanitárias e mantém regularidade.

Mas há um ponto que costuma ficar fora do debate e que foi decisivo em 2025: o papel do agro no combate à inflação.

Enquanto o país convivia com juros elevados e preocupação constante com o custo de vida, foi a oferta abundante de alimentos que ajudou a segurar os preços. A desaceleração dos índices de inflação não veio apenas de política monetária ou ajuste fiscal. Veio, em parte importante, da comida colocada à mesa dos brasileiros. Grãos, carnes, leite, hortifrútis: quando a produção funciona e o abastecimento flui, o efeito aparece diretamente no bolso da população.

Nesse sentido, o agro cumpriu um duplo papel ao longo do ano. No exterior, garantiu divisas, superávit comercial e reputação internacional. Dentro de casa, ajudou a conter a inflação, preservar o poder de compra, manter renda no interior do país e sustentar milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Poucos setores conseguem atuar, ao mesmo tempo, como âncora externa e amortecedor interno da economia. O agro conseguiu.

É difícil encontrar outro setor da economia brasileira onde as coisas funcionem com tanta previsibilidade. E isso diz muito sobre quem está no campo.

Gosto sempre de lembrar dos gaúchos. Hoje, o Rio Grande do Sul sofre com extremos climáticos: ou falta chuva, ou sobra. Mas foi justamente da adversidade que surgiu uma das maiores epopeias do agro nacional. Décadas atrás, muitos produtores colocaram seus sonhos em caminhões e migraram para o Centro-Oeste. Foram desbravar terras, enfrentar isolamento, aprender com o solo e com o clima. O resultado está aí: o Centro-Oeste se tornou uma potência global de grãos, e o Brasil, um celeiro do mundo.

Isso não aconteceu por política pública perfeita nem por ambiente fácil. Aconteceu por resiliência, insistência e vontade de vencer. A mesma lógica que sustentou o agro em 2025.

No fim das contas, o ano deixa uma mensagem clara: o agro brasileiro não é forte porque tudo dá certo. Ele é forte porque aprende a funcionar mesmo quando muita coisa dá errado. E é exatamente isso que mantém o Brasil de pé, alimentando o mundo, segurando a inflação em casa e ajudando a construir o próprio futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Soja e milho puxam exportações em terminal de grãos do Porto de Itaqui em 2025


Porto de Itaqui
Foto: Divulgação Emap

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) embarcou 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 e se consolida como o principal hub logístico do agronegócio no Arco Norte. As cargas partiram do Porto do Itaqui, em São Luís, com destino, principalmente, à Ásia e à Europa.

Ao longo do ano, 202 navios foram carregados com soja, milho e farelo de soja. Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas foram de soja e 1,8 milhão de toneladas de milho, atendendo produtores do MAPITO — Maranhão, Piauí e Tocantins — além de áreas do Nordeste de Mato Grosso e da Bahia.

Segundo o Consórcio Tegram-Itaqui, o desempenho posiciona o terminal de forma estratégica para atender a safra recorde 2025/26, estimada em 354,8 milhões de toneladas, conforme projeção divulgada em novembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O grande volume exportado indica que estamos em uma posição relevante na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirma Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui. “A infraestrutura e os processos foram desenhados para garantir embarques no ritmo que o setor exige”, completa.

Infraestrutura e expansão

O Tegram opera há dez anos e é apontado como um fator de redução de custos logísticos e ampliação do acesso aos mercados internacionais. O terminal conta com quatro armazéns, com capacidade estática de 500 mil toneladas.

A estrutura inclui moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia, além de duas moegas ferroviárias que descarregam até oito vagões simultaneamente.

Atualmente, o terminal possui capacidade anual em torno de 15 milhões de toneladas, operando em dois berços de atracação, resultado das fases de expansão concluídas em 2015 e 2020.

Terceira fase

O consórcio planeja a terceira fase de expansão, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão. O projeto prevê a construção de um terceiro berço de atracação, que deve acrescentar 8,5 milhões de toneladas à capacidade operacional anual.

A ampliação tem como objetivo atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro e reforçar o Porto do Itaqui como um dos principais complexos exportadores de grãos do Arco Norte.

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Esmagamento tem forte queda; preços caem menos



Chuvas reduziram significativamente o ritmo de colheita


Foto: Canva

As chuvas, excessivas em algumas áreas, reduziram significativamente o ritmo de colheita de mandioca na última semana em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Diante desse cenário, pesquisadores explicam que empresas anteciparam as férias coletivas, resultando em expressiva queda no volume de esmagamento. 

Assim, embora a oferta de matéria-prima tenha permanecido acima da demanda industrial, os preços caíram em menor intensidade. Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 508,07 nesta semana (R$ 0,8836 por grama de amido), baixa de 1,4% em relação ao período anterior. 

Entre os derivados, ainda conforme o Centro de Pesquisas, o ritmo de negócios seguiu lento para a fécula, mas apresentou leve melhora no mercado de farinha das regiões produtoras do Paraná e de São Paulo – compradores, especialmente do atacado, mostraram maior interesse em recompor estoques antes do recesso.





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Estados de três regiões do país devem sofrer com temporais nesta véspera de Natal


chuva forte e temporal na previsão do tempo
Foto: Pixabay

Véspera do Natal se divide entre tempo firme e calor em algumas áreas e risco de temporais em outras. Confira a previsão da Climatempo:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

As pancadas de chuva continuam concentradas em grande parte do Rio Grande do Sul devido à aproximação de uma nova frente fria e a presença de calor e umidade na atmosfera. Assim, chove ao longo do dia de maneira moderada a forte intensidade, com chance de temporais, no estado. Já em grande parte de Santa Catarina e no oeste do Paraná também pode chover de maneira mais forte, enquanto no norte catarinense as precipitações são de fraca intensidade.

Sudeste

O tempo segue mais estável na maior parte da Região e as temperaturas continuam elevadas, com o sol predominando ao longo do dia. Já em alguns pontos da faixa litorânea, além do leste, nordeste, Zona da Mata Mineira e Triângulo de Minas, pontos do Rio de Janeiro e em boa parte do Espírito Santo, há chance de chuvas mais fracas.

Centro-Oeste

Em Mato Grosso, a chuva segue mais concentrada pela manhã em áreas do norte, noroeste e oeste do estado, com chance de pancadas fortes. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força por grande parte do estado e há risco de temporais no noroeste do estado. Em algumas áreas de Goiás e de Mato Grosso do Sul, também há chance de chuva, porém com menor intensidade. Já no leste sul mato-grossense e sul goiano, o tempo deve ficar mais firme ao longo do dia.

Nordeste

As pancadas de chuva devem diminuir na Região, mas há chance de chuva moderada em áreas do norte do Maranhão e do Piauí. Pelo Ceará, oeste de Pernambuco, além do oeste e litoral da Bahia, chove de maneira mais fraca, enquanto o tempo segue firme pelo restante da Região, com o calor predominando.

Norte

No Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, as pancadas de chuva seguem ocorrendo, com chuva moderada a forte intensidade e risco de temporais. Já no Pará e no Tocantins, as chuvas ainda podem ocorrer de maneira irregular em algumas áreas, enquanto no sudoeste e noroeste do Pará são esperadas pancadas mais fortes. Em Roraima, o tempo segue firme.

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Cuidados para ceia segura nas festas de fim de ano


A adoção de boas práticas no preparo e no armazenamento de alimentos no Natal e no Ano Novo é necessária para evitar problemas de saúde nas celebrações. A extensionista e nutricionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Samira Tanure Fonseca alerta que o consumo de água? Ou alimentos contaminados podem provocar intoxicações, sintomas de desidratação mais comuns são vômitos, diarreia, dores abdominais e até febre.  

De acordo com Samira, alterações na aparência, na cor, na textura ou no odor no alimento indicam que ele não é seguro para consumo. “No entanto, é preciso frisar que nem todo alimento contaminado apresenta alteração sensorial. Produtos com prazo de validade vencido, por exemplo, são considerados impróprios para o consumo, independentemente das aparências”, ressalta. 

Um nutricionista dá algumas orientações para evitar o desperdício e garantir que os pratos não tornem um risco à saúde: 

planejamento das

– Planeje o que será servido e a quantidade de pessoas para calcular as porções corretamente e evitar desperdícios;

– Observe se os produtos estão?dentro da validade? e se os alimentos de origem animal apresentarem carimbo de inspeção sanitária como SIF, SISBI e SIM;

– Não compre produtos enlatados com embalagens estufadas, amassadas ou enferrujadas. As embalagens de plástico ou tetrapak não devem ser rasgadas, danificadas ou furadas;

– Ao comprar carnes congeladas verifique se elas estão firmes, sem gelo e sem água na embalagem.

Transporte

Samira Tanure alerta que as altas temperaturas favorecem a multiplicação de bactérias, por isso os frios devem ser armazenados no freezer e na geladeira o mais rápido possível após a compra. 

Preparar eação 

– Lave bem as mãos, as superfícies e os objetos antes do preparo. 

– Utilize ferramentas diferentes ao preparar alimentos crus e cozidos. 

– Higienizar e higienizar os vegetais e frutas.

– As comidas cozidas que não foram consumidas de reuniões imediatas de refrigeração.

– O descongelamento deve ser realizado dentro do refrigerador.

– Para ter certeza do cozimento completo das carnes, verifique a mudança na cor e na textura. 

– Receitas com ovos crus, como maionese caseira ou musse, devem ser evitadas, pois são fontes potenciais para transmissão de salmonelose.

Consumo

– Evite preparar os alimentos com muita antecedência antes do consumo   

– Alimentos cozidos ou perecíveis não devem ficar expostos por mais de duas horas em temperatura ambiente. Se a temperatura ambiente estiver acima de 30°C, esse tempo limite cai para apenas uma hora.

Aproveitamento

– Após o fim da refeição, coloque o mais rápido possível os alimentos não consumidos em recipientes com tampa para serem armazenados na geladeira por até 4 dias. 

– Sobremesas produzidas com leite e derivados devem ser armazenadas na geladeira por até 3 dias. 

– Congele os alimentos em pequenas porções e utilize etiquetas com os dados de preparo para melhor controle de validade. Se o alimento for descongelado, não deve ser congelado novamente.

 





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Custos de produção de frangos de corte e de suínos aumentam em novembro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte subiram em novembro, na comparação com outubro, conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 1,68% em novembro frente a outubro, passando para R$ 4,63 e com o ICPFrango atingindo 358,40 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, a variação é negativa, de -3,30%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: -2,17%. A ração, que representou 62,41% do custo total em outubro, subiu 0,58% no mês. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,60% do total), aumentaram 7,66% no período.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,42 em novembro, alta de 1,12% em relação ao mês anterior, com o ICPSuíno chegando aos 367,06 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (3,37%). Em 12 meses, a variação é de 2,92%. A ração, responsável por 71,76% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,74% no mês.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de GO, MG, MT e RS, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.  





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Governo anuncia apoio à cadeia do pêssego no Sul gaúcho


O Governo Federal anunciou, nesta segunda-feira (22), um investimento de R$ 4 milhões para a aquisição de suco integral de pêssego por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A operação prevê a compra de 890 mil litros da bebida, volume equivalente a 1,16 mil toneladas de pêssego in natura, com foco na região Sul do Rio Grande do Sul, principal polo produtor da fruta no país e que enfrenta dificuldades na comercialização da safra.

O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante reunião realizada no Paço Municipal de Pelotas. Segundo ele, a medida busca responder aos desafios enfrentados pelos produtores locais. “Essa é uma ação concreta para apoiar a cadeia do pêssego, garantindo renda aos agricultores e destinando alimentos de qualidade para políticas públicas”, afirmou. O encontro contou com a presença de autoridades municipais, dirigentes da Conab e representantes do setor produtivo, que discutiram medidas emergenciais e estruturantes voltadas ao fortalecimento da atividade.

A negociação em andamento indica a aquisição de até 4.450 tonéis de 200 litros de suco, que deverão ser fracionados e envasados em embalagens menores no próximo ano. Esses produtos serão destinados a escolas, cozinhas solidárias e restaurantes comunitários, principalmente da região, como parte das ações de enfrentamento à insegurança alimentar. De acordo com a Conab, o formato final da operação ainda está sendo definido em diálogo com organizações da agricultura familiar interessadas em participar. A expectativa é atender pelo menos 270 famílias produtoras e quatro organizações, a partir da mobilização das entidades fornecedoras da fruta em Pelotas e municípios vizinhos.

Atualmente, o preço de referência do pêssego no Rio Grande do Sul, para aquisição via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), varia entre R$ 1,85 e R$ 2,10 por quilo. A Conab informou que irá pagar o valor máximo aos produtores gaúchos, com recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. “Vamos assegurar o melhor preço possível dentro das regras do programa, garantindo apoio direto ao produtor”, destacou a estatal.

A compra será realizada por meio da modalidade Compra Direta do PAA. Para participar, as organizações produtoras deverão se cadastrar no Sistema Nacional de Cadastro de Produtores Rurais e Demais Agentes, o Sican, e apresentar propostas com os volumes ofertados. O limite individual de comercialização por produtor será de até R$ 15 mil. Segundo a Conab, os detalhes operacionais da iniciativa serão divulgados nos próximos dias em conjunto com o ministério responsável.





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Milho safrinha pode bater novo recorde no Paraná


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (18) as primeiras estimativas de plantio para a segunda safra de milho 2025/26 no Paraná. De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, os números iniciais apontam para uma área ligeiramente superior à do ciclo anterior, o que, em um primeiro momento, sinaliza a possibilidade de novo recorde histórico para a cultura no Estado.

Apesar da perspectiva de expansão, o Deral destaca que o cenário ainda apresenta elevado grau de incerteza, especialmente na região Oeste paranaense. Os efeitos das condições climáticas sobre a safra de soja podem ter prolongado o ciclo da oleaginosa, gerando dúvidas quanto ao cumprimento do calendário de colheita e, consequentemente, à janela ideal para o plantio do milho segunda safra. Esse fator é considerado determinante e pode influenciar diretamente o desempenho final da cultura.

Pelas estimativas preliminares, a área destinada ao milho safrinha deve alcançar 2,84 milhões de hectares. Em condições consideradas normais, a produção pode chegar a 17,4 milhões de toneladas. No entanto, o Deral ressalta que esse cenário deverá ser melhor definido na próxima revisão, prevista para janeiro, quando haverá maior clareza sobre o ritmo e o período de colheita da soja.

Outro ponto de atenção destacado no boletim é o aumento dos custos de produção. Levantamento realizado em novembro de 2025 indica que o custo variável por saca de 60 quilos atingiu R$ 38,74, ante R$ 37,16 registrados no mesmo período de 2024, o que representa um aumento aproximado de 4%.

Em sentido oposto, os preços pagos ao produtor apresentaram retração. Em novembro de 2025, a saca de milho foi cotada, em média, a R$ 53,44, valor cerca de 11% inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior. A combinação entre custos mais elevados e preços em queda resulta em estreitamento das margens, o que acende um alerta quanto à rentabilidade do produtor para a safra 2025/26.





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Feijão 1ª safra tem recuperação parcial no Rio Grande do Sul



Safra de feijão enfrenta impacto climático no RS



Foto: Pixabay

As chuvas registradas em 8 de dezembro permitiram a retomada do plantio do feijão de primeira safra no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Apesar disso, a operação segue incipiente nos Campos de Cima da Serra, principal região produtora da primeira safra no Estado. Em outras regiões, a recomposição da umidade no solo favoreceu a recuperação das lavouras, embora parte delas já registre perdas irreversíveis de produtividade e qualidade dos grãos em função do período prolongado sem precipitações.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as adversidades climáticas provocaram abortamento de flores e queda de vagens em formação, sobretudo em lavouras que ingressavam na fase reprodutiva. A situação fitossanitária é considerada satisfatória, porém o tempo seco favoreceu o aumento da incidência de ácaros em alguns cultivos, exigindo controle químico. Ainda assim, há risco de perdas significativas. Para a safra, a entidade projeta área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Pelotas, os plantios escalonados destinados ao autoconsumo foram retomados, com lavouras apresentando distribuição heterogênea dos estádios fenológicos. Já na região de Santa Maria, cerca de 80% da cultura está em fase reprodutiva, com aproximadamente 15% da área já colhida. O rendimento médio estimado é de 1.414 kg por hectare.

Em Soledade, as chuvas recentes restabeleceram parcialmente as condições edafoclimáticas, mas não foram suficientes para reverter as perdas causadas por cerca de três semanas de estiagem associada a temperaturas elevadas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as perdas ainda não foram quantificadas, mas se concentram em áreas de solos rasos e compactados, com lavouras distribuídas entre estádios vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação.

No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta valorização do feijão. O valor médio da saca de 60 quilos no Estado subiu 1,30% em relação à semana anterior, passando de R$ 113,82 para R$ 115,30.





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