domingo, março 15, 2026

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Lista com a classificação das propostas para formação de estoques para mel e castanhas é divulgada



Lista de classificação do PAA para mel e castanhas já pode ser consultada



Foto: Canva

Produtores de mel e castanhas que apresentaram propostas para a modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já podem consultar o resultado da classificação dos projetos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (17) a relação das cooperativas com propostas consideradas aptas, após a análise técnica realizada pela estatal.

A consulta pode ser feita pelo nome da organização fornecedora, conforme os critérios definidos no Comunicado Apoio à Formação de Estoques do PAA nº 01/2025. De acordo com as regras da modalidade, cada projeto poderá acessar até R$ 1,5 milhão em recursos. Para organizações que participam do AFE pela primeira vez, o limite estabelecido é de R$ 500 mil.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a formação de estoques da agricultura familiar, com foco em produtos impactados por tarifas adicionais aplicadas às exportações brasileiras. A ação emergencial conta com até R$ 30 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) à Conab.

Os recursos são direcionados a organizações que enfrentam dificuldades para escoar a produção ao mercado norte-americano e que não conseguem redirecionar integralmente os volumes ao mercado interno ou a outros destinos internacionais. No escopo da medida, cooperativas podem formalizar operações de formação de estoques de castanha-do-brasil, castanha-de-caju, castanha-de-baru e mel, mantendo os produtos armazenados por até seis meses, com devolução posterior dos recursos, sem cobrança de juros ou correção monetária. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas no Comunicado nº 02/2025.





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Condenação no exterior pressiona empresas do agro no Brasil



A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China


A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China
A Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada na China – Foto: Divulgação

A condenação por fraude corporativa de um grupo internacional do agronegócio trouxe novas incertezas para operações brasileiras controladas por capital estrangeiro. A avaliação é de Eduardo Lima Porto, Diretor da LucrodoAgro Consultoria Agroeconômica Ltda, com base em documentos públicos e decisões regulatórias da China.

Em novembro de 2024, a Pengdu Agriculture, controlada pela Shanghai Pengxin Group, foi condenada pela Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China por fraude corporativa e manipulação contábil, envolvendo desvio estimado em RMB 104.797 milhões, cerca de R$ 74,1 milhões. A sentença do Tribunal Intermediário de Changsha, de 29 de outubro de 2025, estabeleceu responsabilidade solidária da controladora.

No Brasil, as subsidiárias Belagrícola e Fiagril acumulam prejuízos milionários há vários anos. A Belagrícola entrou com pedido de Recuperação Extrajudicial para alongar dívidas de bilhões de reais com fornecedores, produtores, bancos e fundos, reconhecendo inadimplência superior a R$ 1 bilhão. A Fiagril enfrenta pressões financeiras e disputas judiciais com produtores rurais.

Ambas emitiram Certificados de Recebíveis do Agronegócio lastreados em recebíveis de qualidade questionável. As garantias dependem de avais dos controladores chineses, hoje em situação financeira pré-falimentar, com ações congeladas por ordem judicial e restrições ao crédito. Esse contexto levanta dúvidas sobre a efetividade das garantias e amplia os riscos para credores brasileiros, diante da possibilidade de execução internacional de ativos por investidores chineses.

“Este material analisa os impactos potenciais dessa crise corporativa transnacional nas operações brasileiras, examina a viabilidade das garantias circulares que sustentam os CRAs e apresenta alguns cenários que podem ser do interesse efetivo dos credores brasileiros. Todas as informações são baseadas em documentação pública oficial da China, decisões regulatórias e judiciais, e reportagens da mídia econômica chinesa”, escreveu no LinkedIn.

Após a publicação da reportagem, a Belagrícola divulgou comunicado ao mercado no qual esclarece que possui gestão independente de seus controladores estrangeiros e autonomia financeira para conduzir suas operações no Brasil. Clique aqui e confira.





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União Europeia perde o trem da história ao travar o acordo com o Mercosul


acordo união europeia-mercosul
Foto gerada por IA

Depois de 26 anos de negociações, o Acordo União Europeia–Mercosul volta a ser empurrado para frente. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que o texto não será assinado no dia 20, cedendo à pressão de países como França e Itália. A decisão expõe mais do que um impasse comercial: revela uma Europa desconectada da nova lógica do comércio global.

O argumento central dos produtores franceses é conhecido. Alegam que o Brasil não cumpre as mesmas exigências ambientais impostas à agricultura europeia. Trata-se de uma justificativa frágil, que ignora diferenças geográficas, produtivas e estruturais evidentes.

O Brasil preserva cerca de 70% de sua vegetação nativa, um percentual incomparável ao da Europa. Além disso, não figura entre os grandes emissores globais de carbono, posição ocupada justamente pelos países industrializados europeus ao longo de décadas. Exigir padrões idênticos entre regiões com realidades climáticas, históricas e produtivas tão distintas não é política ambiental, é protecionismo disfarçado.

Na prática, o receio não é ambiental. É econômico

O Brasil e seus parceiros do Mercosul são altamente competitivos em soja, milho, carnes, algodão e café, produtos nos quais não há concorrência direta com a agricultura europeia, baseada em pequena escala, alto valor agregado e forte dependência de subsídios bilionários.

O paradoxo é evidente: mesmo assim, o consumidor brasileiro frequentemente encontra produtos europeus mais baratos, resultado de um sistema artificialmente protegido.

Ao travar o acordo, a União Europeia não protege o meio ambiente nem seus agricultores. Adia o inevitável ajuste à realidade global.

O mundo mudou. Os Estados Unidos caminham para o unilateralismo, a China avança rapidamente em tecnologia, indústria e investimentos estratégicos, e a disputa por mercados se intensifica. Fora do acordo com o Mercosul, o maior bloco comercial já negociado, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas, a Europa corre o risco de perder relevância econômica e geopolítica.

Para a própria Europa, o acordo é estratégico. O Mercosul é um mercado relevante, parceiro confiável e alternativa concreta à dependência crescente da China. Sem ele, abre-se espaço para que China e Estados Unidos ampliem sua influência na América do Sul, enquanto Bruxelas observa à margem.

Para o Brasil, o acordo ajudaria — sobretudo ao ampliar o acesso a serviços e produtos industriais europeus, forçando ganhos de competitividade interna. Mas o país não depende dele para existir. A Ásia segue demandando alimentos em escala, com população e renda em ascensão.

O que se vê é uma União Europeia refém de interesses internos, incapaz de tomar decisões estratégicas de longo prazo. Ao transformar a pauta ambiental em barreira comercial, o bloco escolhe o isolamento, sacrifica competitividade e se atrasa tecnologicamente.

No comércio global, quem se protege do concorrente mais eficiente não se fortalece. Fica para trás.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Vale a pena esperar ‘pouco tempo’ por acordo Mercosul-UE, diz Haddad


União europeia, UE
Foto: Pixabay

Um eventual atraso no acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pode viabilizar a conclusão do tratado, disse nesta quinta-feira (18) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, é necessário mais tempo para esclarecer os agricultores europeus de que eles não serão prejudicados.

“Vale a pena insistir um pouco mais nessa minha percepção. Porque, primeiro, não há prejuízo. Não há prejuízo para os agricultores italianos e franceses. Não há”, disse Haddad.

A declaração foi feita em café da tarde com jornalistas, antes de a Comissão Europeia comunicar oficialmente o adiamento da assinatura do acordo para janeiro.

A formalização do acordo estava prevista para este sábado (20), durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), mas enfrentou resistência de países europeus, especialmente França e Itália, diante da pressão de agricultores contrários ao pacto.

No café com jornalistas, Haddad disse que enviou uma mensagem a Macron destacando que o acordo vai além do aspecto comercial e tem relevância geopolítica.

“O que está em jogo é um acordo de natureza política, com um sinal claro para o mundo de que não podemos voltar a um ambiente de tensão entre dois blocos fechados”, afirmou.

Segundo o ministro, não há prejuízo econômico para agricultores franceses e italianos, uma vez que o texto negociado prevê salvaguardas. Ele atribuiu parte da resistência à exploração política de sensibilidades internas. “Isso não corresponde ao conteúdo do acordo”, disse. Haddad avaliou que, se os europeus precisarem de “pouco tempo” para esclarecer o tema à opinião pública, “vale a pena esperar”.

Conversa com a primeira-ministra da Itália

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado por telefone com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Segundo Lula, ela não é contra o acordo, mas enfrenta dificuldades políticas internas e pediu um prazo de até um mês para convencer os agricultores italianos. “Ela pediu paciência de uma semana, dez dias, no máximo um mês”, disse o presidente.

A França é um dos principais opositores ao acordo e, nos últimos dias, articulou apoio de outros países para adiar a assinatura. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou aos líderes da União Europeia que a formalização do tratado foi postergada para janeiro.

Negociado há mais de duas décadas, o acordo Mercosul–União Europeia criaria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 722 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões.

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Câmara decide cassar mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem


eduardo bolsonaro ramagem
Fotos: Vinicius Loures e Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Os atos que determinam a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.

Além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinam as cassações o primeiro e segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA); e os primeiro, segundo, terceiro e quarto secretários: Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).

Eduardo Bolsonaro

A Mesa cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas, devido ao fato de o deputado ter deixado de comparecer à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme prevê a Constituição.

Em março, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas nas sessões plenárias.

Em setembro, Motta rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, com o argumento de não haver possibilidade do exercício de mandato parlamentar estando ausente do território nacional.

Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro.

Cassação de Ramagem

No caso de Ramagem, a cassação foi aplicada após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter definido a perda de mandato no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Ele foi condenado a 16 anos de prisão.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem está foragido em Miami, nos Estados Unidos. Desde setembro, apresentava atestados médicos para justificar sua ausência na Câmara.

Após a descoberta da fuga, a Câmara informou que a Casa não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território nacional nem autorizou nenhuma missão oficial de Ramagem no exterior.

Repercussão

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que recebeu uma ligação de Hugo Motta relatando a cassação. O deputado disse ainda considerar a decisão grave.

“Trata-se de uma decisão grave, que lamentamos profundamente e que representa mais um passo no esvaziamento da soberania do Parlamento. Não se trata de um ato administrativo rotineiro. É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar e transforma a Mesa em instrumento de validação automática de pressões externas. Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado”, escreveu na rede social X.

Já o líder da federação PT, PCdoB e PV, Lindbergh Farias (PT-RJ), comemorou a decisão afirmando que a cassação extingue a “bancada dos foragidos”.

“Somados, os dois casos deixam um recado institucional inequívoco no sentido de que ou o mandato é exercido nos limites da Constituição e da lei, ou ele se perde, seja pela condenação criminal definitiva, seja pela ausência reiterada e pela renúncia de fato às funções parlamentares”, afirmou.

Segundo Lindbergh, o mandato parlamentar não deve ser escudo contra a justiça e nem salvo-conduto para o abandono das funções públicas.

“A perda do mandato, em ambos os casos, constitui efeito constitucional objetivo que independe de julgamento discricionário ou político (artigo 55, parágrafo 3°, da CF). Como sempre defendemos, à Mesa coube apenas declarar a vacância, sob pena de usurpação da competência do Judiciário e violação frontal à separação dos Poderes, pois o mandato parlamentar não é escudo contra a Justiça e nem salvo-conduto para o abandono das funções públicas”, finalizou.

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Projeções indicam avanço moderado do Ciclo Otto


A demanda por combustíveis do Ciclo Otto deve manter trajetória de crescimento moderado nos próximos anos, sustentada por fundamentos estáveis e ajustes no mix entre gasolina e etanol. As projeções mais recentes indicam avanço em 2025, com volume total estimado em 60,8 milhões de metros cúbicos, alta de 2% frente a 2024, refletindo a convergência dos dados atuais com as estimativas anteriores do mercado.

A principal revisão no balanço está relacionada ao desempenho do etanol hidratado, cuja demanda mostrou maior resiliência do que o esperado, especialmente em regiões onde a paridade com a gasolina permaneceu abaixo de 70%. Com isso, a retração projetada para o consumo do biocombustível em 2025 foi reduzida para 4%, ante previsão anterior de queda mais intensa. Já a gasolina C segue em recuperação, com expectativa de crescimento de 4,1% no ano, ainda que parcialmente limitada pelo desempenho do etanol no Centro-Sul.

“A resiliência do etanol hidratado observada nos últimos meses, com a paridade permanecendo abaixo de 70% em importantes regiões consumidoras, tem limitado a queda da demanda além do que era inicialmente esperado”, afirma a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.

Para 2026, a expectativa é de expansão mais contida, de 1,5%, levando o consumo total do Ciclo Otto a 61,7 milhões de metros cúbicos, novo recorde histórico. O ritmo mais lento da atividade econômica tende a restringir o avanço, apesar de inflação mais baixa, juros em queda e estímulos à renda. Nesse cenário, o etanol deve recuperar participação, alcançando cerca de 29% do mix, enquanto as vendas de gasolina C mostram maior estabilidade, indicando um equilíbrio maior entre os combustíveis.

“A partir de abril de 2026, o cenário tende a se inverter, com avanço da moagem, maior direcionamento da produção canavieira ao etanol e crescimento da oferta de etanol de milho, o que deve levar a uma produção recorde na safra 2026/27”, destaca o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Rafael Borges.

 





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Preço da arroba e do atacado no Brasil: veja as cotações do boi gordo


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Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quinta-feira (18).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda convivem com escalas de abate alongadas, com muitas indústrias avançando a programação para janeiro.

“No final da temporada muitas indústrias não participam ativamente do mercado por estarem em férias coletivas, realizando manutenção do parque fabril”, contextualiza.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 320,22 — ontem: R$ 320,80
  • Goiás: R$ 314,29 — R$ 313,75
  • Minas Gerais: R$ 307,65 — R$ 307,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,48 — R$ 310,68
  • Mato Grosso: R$ 298,96 — R$ 298,27

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta firmeza em seus preços no decorrer desta quinta-feira. Segundo Iglesias, ainda é aguardada alguma alta dos preços no curtíssimo prazo considerando o bom momento de consumo no mercado interno.

“O cenário é positivo por conta dos efeitos da entrada do 13º salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, destaca.

  • Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 18,20 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,5241 para venda e a R$ 5,5221 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0007 e a máxima de R$ 5,5582.

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Haddad confirma que pretende deixar governo em fevereiro


Haddad
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (18) que pretende deixar o governo em fevereiro. Em café com jornalistas nesta tarde, ele afirmou que pretende colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 e que a atividade seria incompatível com a função atual.

Pela lei eleitoral, os ministros que disputarem as eleições de 2026 têm até 3 de abril do próximo ano para deixarem o cargo. Haddad, no entanto, afirmou que pretende sair antes para dar tempo ao próximo ocupante de preparar medidas típicas da equipe econômica no começo de cada ano.

O ministro quer que o sucessor prepare a primeira edição de 2026 do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, em março. Ele também quer deixar a cargo do futuro ministro o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, que deve ser enviado ao Congresso até 15 de abril do próximo ano.

Haddad informou que já comunicou o desejo ao presidente Lula e não respondeu se pretende ser candidato no próximo ano.

“Em primeiro lugar, manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda. Não tem como colaborar com a campanha [eleitoral de 2026] no cargo de ministro da Fazenda”, declarou Haddad.

“Então é nesse sentido que eu conversei com o presidente de que se o meu pleito for atendido de alguma maneira, de poder concorrer para a sua reeleição na condição de colaborador da campanha, uma troca de comando aqui seria importante”, acrescentou o ministro.

Haddad ressaltou que esperou a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, no início do mês, e do projeto de lei que reduz incentivos fiscais, que passou ontem (17) no Senado, para comunicar formalmente a decisão.

“Tomei muito cuidado de falar do meu futuro depois de aprovada a LDO e depois de aprovadas as medidas necessárias para garantir um Orçamento consistente com a LDO. Sempre tive a preocupação de que a LDO e o Orçamento tinham que ter uma consistência interna para que as metas fossem cumpridas”, ressaltou.

O ministro não deu pistas sobre uma eventual candidatura em 2026. Apenas relatou que o presidente Lula lhe disse que respeitaria a decisão que “Haddad tomou ou vai tomar”.

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Soja: mercado de soja se volta à safra nova e cotações sobem em regiões do país


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja segue praticamente sem ofertas no segmento spot. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a indústria permanece fora das compras e a exportação já não conta com programação relevante para o produto disponível em 2025. Segundo ele, o mercado físico continua travado, sem janela para a exportação e com a indústria afastada das negociações.

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Além disso, o foco do mercado começou a se deslocar de forma mais clara para a safra nova, ainda marcada por oferta restrita. Apesar do recente movimento de alta do dólar, a queda registrada na Bolsa de Chicago tem limitado avanços mais consistentes nos preços internos, mantendo as cotações distantes das expectativas dos produtores.

Silveira destaca que o plantio está praticamente finalizado no país, restando apenas algumas áreas no Matopiba e no Rio Grande do Sul. A partir deste momento, a atenção do mercado passa a se concentrar na produtividade das lavouras, na janela climática e nas estimativas em torno do tamanho da safra brasileira.

Confira as cotações de soja por região no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 136,50 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 123,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 144,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Chicago. Foi a quinta queda consecutiva, com o vencimento de janeiro atingindo o menor patamar desde 22 de outubro, período em que as negociações comerciais entre China e Estados Unidos ganharam força.

Dois fatores seguem pressionando os preços em Chicago, sendo as incertezas sobre o ritmo das compras chinesas de soja norte-americana e a proximidade da entrada de uma grande safra brasileira no mercado global. A China já garantiu ao menos 7 milhões de toneladas do grão dos Estados Unidos após compras expressivas nas últimas semanas, superando metade do compromisso de 12 milhões de toneladas firmado até o fim de fevereiro.

Exportações

Já as exportações líquidas de soja nos EUA para a temporada 2025/26 somaram 1,106 milhão de toneladas na semana encerrada em 27 de novembro, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 10 mil toneladas. Também, os exportadores privados reportaram a venda de 114 mil toneladas para destinos não revelados.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em leve alta, refletindo oscilações ao longo da sessão e mantendo influência direta sobre a formação dos preços da soja no mercado interno brasileiro.

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