segunda-feira, maio 4, 2026

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Dívidas dos produtores rurais gaúchos totalizam R$ 27,4 bilhões, conclui Farsul



A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) concluiu o levantamento das dívidas dos produtores rurais junto às principais instituições financeiras que operam crédito rural no estado. O valor total atinge R$ 27,4 bilhões e abrange cerca de 65 mil produtores rurais gaúchos.

Os números foram apresentados em reunião online intermediada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), na tarde desta terça-feira (2), com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, representando o governo federal.

Limite das dívidas

O montante levantado pela assessoria econômica da Farsul junto ao Banco do Brasil, Sicredi e Banrisul e que inclui as Cédulas de Produto Rural (CPRs), é dividido em dois valores: R$ 18,4 bilhões engloba as dívidas dentro do enquadramento da proposta do governo que considera teto máximo de R$ 250 mil, R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões para demais produtores; aqueles que extrapolam o limite totalizam R$ 8,9 bilhões.

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a posição da entidade da necessidade de abranger todos os produtores rurais nas renegociações, incluindo aqueles que ultrapassam os valores limites, bem como os valores ligados a cerealistas, distribuidoras e revendas.

Considerando a proximidade do início da safra 2025/2026, Gedeão também ressaltou a necessidade da urgência na aplicação das medidas. “Daqui um mês botaremos as máquinas no campo e o produtor está descapitalizado. Temos que ter velocidade. Precisamos de uma solução”, afirmou.

O encontro faz parte das tratativas de renegociação do endividamento gerado em razão da sequência de estiagens que assola o Rio Grande do Sul desde 2020.



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Seguro rural enfrenta desafios e carece de maior proteção, diz secretário



O seguro rural no Brasil enfrenta dificuldades estruturais, com modelos isolados e vulneráveis a cortes orçamentários, avaliou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior.

Durante participação no 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo, ele destacou que o setor carece de propostas mais robustas e inteligentes para proteger os produtores.

Na avaliação do secretário, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) estão “isolados” e precisam de uma reformulação que ofereça proteção efetiva ao produtor rural.

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Segundo ele, o setor perdeu oportunidades de avanço legislativo ao longo do ano. “O seguro está passível de corte orçamentário”, disse.

Campos Júnior ressaltou a importância de garantir valores mais expressivos e segurança jurídica. “Precisamos criar uma segurança do projeto para todos os setores seguros na hora de conceder e vender esse produto no mercado.” Ele concluiu que, sem essas mudanças, o setor continua vulnerável, prejudicando a atividade rural como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de soja deve cair 4,79% no Mato Grosso



Demanda interna de soja cresce puxada pelo biodiesel




Foto: USDA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve, nesta segunda-feira (1º), a projeção de Oferta e Demanda da soja para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A estimativa é de 48,55 milhões de toneladas, retração de 4,79% em relação ao ciclo anterior, resultado da menor produção projetada até o momento.

Segundo o levantamento, a demanda pelo grão mato-grossense deve alcançar 47,61 milhões de toneladas, queda de 4,07% frente à safra passada. Do total previsto, 27,81% devem ser destinados ao esmagamento no estado, 9,54% ao consumo em outras unidades da federação e 62,65% às exportações. O instituto destacou que o mercado externo segue como principal destino da produção.

Entre os segmentos de consumo, apenas o interno registra crescimento em relação ao ciclo anterior, movimento impulsionado pelo aumento da demanda por biodiesel, em decorrência da elevação da mistura obrigatória em 2025.

Os estoques finais foram mantidos em 0,94 milhão de toneladas, o que representa uma queda de 31,04% em comparação com a safra 2024/25.





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Embrapa prepara soja brasileira sob medida para a alimentação de sul-coreanos



Representantes de São Paulo da Korea Agro-Fisheries & Food and Trade Corporation (aT), empresa pública importadora de alimentos para a Coreia do Sul, visitaram ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU) de materiais de soja convencional da Embrapa na Fazenda Dourados, do Grupo Recanto, em Paracatu, Minas Gerais, na última quinta-feira (28).

Atualmente, a Coreia do Sul consome cerca de 360 mil toneladas de soja por ano para uso alimentar.

Em 2024, a aT assinou um memorando de entendimento para o estabelecimento de uma parceria com a Embrapa Cerrados e a Fundação Cerrados para o desenvolvimento de cultivares de soja não-transgênica de alto rendimento que sirvam de base na fabricação de produtos alimentícios, principalmente tofu, pasta de soja fermentada (doenjang) e leite de soja.

Diversificação de fornecedores

A empresa coreana tem importado os grãos dos Estados Unidos e agora quer diversificar os fornecedores. Assim, a aT enviou, inicialmente, grãos de cinco linhagens para testes laboratoriais no país asiático.

“Produzimos tofu a partir das cinco amostras de soja brasileiras e avaliamos aspectos como rendimento, capacidade de coagulação e sabor. A partir dessa análise, foram selecionadas duas variedades que se aproximaram bastante do tofu que já é consumido no mercado coreano e que mostraram maior potencial de substituição da soja”, conta a diretora da empresa em São Paulo, Yousun Jung.

De acordo com o cronograma, serão enviados 700 kg de grãos desses materiais para testes industriais nas próximas semanas.

Soja conforme a demanda do cliente

O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro, ressaltou que a parceria é importante por permitir que a pesquisa em melhoramento genético de soja convencional realizada pela unidade tenha a participação da indústria alimentícia coreana, que indicará as características mais demandadas.

“Com isso, estamos fazendo um melhoramento participativo, em que a seleção genética pelos caracteres agronômicos e de qualidade possam ser balizados por parâmetros industriais trazidos diretamente do cliente”, diz.

O chefe-geral lembra que é a primeira vez que a Embrapa Cerrados realiza esse tipo de trabalho. “Com a avaliação das linhagens pela indústria, estamos selecionando materiais que servirão diretamente a esse propósito especial que é a produção de alimentos para consumo humano.”

Cultivares selecionados pelos coreanos

Com 800 hectares de área irrigada, a Fazenda Dourados foi adquirida há pouco mais de dois anos pelo Grupo Recanto. Além da soja, devem ser cultivados feijão, milho, sorgo e algodão.

O ensaio de VCU na propriedade envolve 132 linhagens do programa de melhoramento genético de soja da Embrapa em fase de competição final entre elas.

Uma das cultivares já selecionadas pelos coreanos foi plantada em 0,9 hectare. Além disso, outras sete estão em fase de registro em uma área de 6 hectares sob pivô de irrigação, semeados em 3 de junho e com colheita prevista para o início de outubro.

Além de avaliar o desempenho agronômico, a ideia é enviar para teste grãos dos materiais que possam atender às exigências nutricionais do mercado coreano de alimentos, sobretudo quanto ao teor de proteína (que deve ser acima de 36%) e de ácidos graxos poli-insaturados linoléico (Ômega-6) e linolênico (Ômega-3).

Um dos sócios do Grupo Recanto, Frederico Elias vislumbra duas possibilidades com o ensaio: a multiplicação de soja convencional para consumo humano; e o potencial da soja plantada nesta época para a multiplicação de sementes, o que, conforme ele, geralmente não é feito.

Desenvolvimento da soja no inverno

O consultor Elmiro Queiroz explica que o manejo nutricional diferenciado, com adubação rica em silício, cálcio e boro, tem contribuído para o bom desenvolvimento das plantas mesmo no inverno, quando o fotoperíodo (período de incidência de luz ao longo do dia) é menor e, normalmente, a soja não cresce.

Segundo ele, as plantas agora estão na fase de enchimento de grãos, com um porte expressivo. “Os resultados preliminares mostram que é possível produzir uma soja altamente produtiva, que nos permite multiplicar os materiais mais rapidamente”, diz.

Ele acrescenta que o manejo nutricional utilizado, além de promover o crescimento celular das plantas, conferiu maior rigidez às folhas, o que favoreceu o controle de lagartas como a falsa-medideira e amenizou a pressão da mosca-branca. “Até agora, não fizemos pulverizações para lagartas nem para percevejos”, completa.

Para a diretora Yousun Jung, foi muito importante poder ver no campo as diferentes variedades e linhagens de soja desenvolvidas pela Embrapa. “Tinha curiosidade de entender como a instituição faz a gestão das sementes para pesquisa e me surpreendi ao saber que hoje existem mais de 130 em fase experimental. Foi uma experiência muito enriquecedora perceber como o trabalho da Embrapa é bem conduzido e feito em parceria com os produtores”, afirma.

Prazo para atendimento da demanda

O presidente do Instituto Soja Livre e da Fundação Cerrados, Luiz Fiorese, prevê que até meados do ano que vem será possível obter um volume de sementes suficiente para iniciar, na safra 2026/27, a produção grãos de dois a três materiais para atender à demanda coreana.

“É mais um mercado que estamos abrindo, ampliando o leque da soja convencional, que não se limita ao mercado europeu. Temos que aproveitar essa oportunidade”, destaca, lembrando que diversos países têm sido sobretaxados pelos Estados Unidos e estão buscando diversificar as importações.

Ele acrescenta que os materiais que obtiverem boa resposta produtiva na região de Paracatu, no noroeste mineiro, e atendam às exigências dos coreanos deverão ser adaptados para produção em outras regiões sojícolas brasileiras.

“Agora é obtermos as variedades para produzir e atender a um mercado que não é só a Coreia do Sul. Outros países asiáticos como o Japão também demandam esse tipo de soja”, observa.



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Umbigueira em bezerro: por que remédio caseiro é um risco e não a solução?


Pecuaristas, a saúde dos bezerros é fundamental, e o cuidado com a cura do umbigo e a prevenção de problemas como a “umbigueira” são os primeiros passos para garantir o desenvolvimento saudável do animal. Mas será que remédios caseiros são uma solução eficaz ou um risco para o gado? Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta terça-feira (2), a médica-veterinária e consultora Janaíne Nunes, da Vetoquinol Saúde Animal, respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ela esclareceu a diferença entre a cura do umbigo de recém-nascidos e um problema mais sério, a “umbigueira”, e a importância do tratamento profissional.

O perigo dos remédios caseiros para a umbigueira

Detalhe do prepúcio do bovino com umbigueira. Foto: Divulgação
Detalhe do prepúcio do bovino com umbigueira. Foto: Divulgação

Janaíne Nunes analisou a foto enviada pelo pecuarista João Paulo dos Santos, de Campinas, no estado de São Paulo, e identificou o problema: uma acropostite, popularmente conhecida como “umbigueira”, e não uma inflamação de umbigo de recém-nascido.

A umbigueira é um problema que afeta o prepúcio, e não o umbigo, do bezerro.

A umbigueira, que é comum em raças e cruzamentos com o prepúcio mais comprido e pendular, facilita o acúmulo de sujeira e umidade, podendo ter atrito com o solo ou vegetação. Isso causa feridas, inflamação, infecção e a presença de miíases (bicheira).

Para esse tipo de problema, a especialista afirma que remédios caseiros não funcionam e podem ser um risco para a saúde do bezerro, pois não tratam a infecção e não evitam a proliferação da bicheira.

Tratamento profissional e prevenção

O tratamento ideal para a umbigueira exige a avaliação de um médico-veterinário e o uso de produtos veterinários registrados pelo MAPA. A recomendação de Janaíne Nunes é:

  • Limpeza e tratamento tópico: Limpar a ferida e aplicar uma pomada cicatrizante e repelente. A Vetoquinol, por exemplo, oferece o guento para essa finalidade.
  • Tratamento sistêmico: Utilizar um antibiótico de amplo espectro e um anti-inflamatório de longa ação, que atuarão no combate à infecção e à inflamação.
  • Intervenção cirúrgica: Em muitos casos, é necessário fazer a correção cirúrgica do prepúcio para evitar novas lesões e a reincidência do problema.

A prevenção é a melhor estratégia para evitar a umbigueira:

  • Manter o animal em pastagem limpa: Um ambiente limpo reduz a contaminação e a presença de moscas que causam a bicheira.
  • Controlar moscas e carrapatos na região.
  • Avaliação genética: A característica de prepúcio comprido é hereditária. Selecionar touros com prepúcio mais curto e firme pode ajudar a reduzir o problema na fazenda, com um trabalho de longo prazo.

Para a cura do umbigo de recém-nascidos, a recomendação é usar produtos veterinários registrados pelo MAPA, garantindo segurança e efetividade. A intervenção rápida e a prevenção são as chaves para evitar prejuízos e manter a saúde do rebanho.



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veja os preços de hoje



O mercado físico do boi gordo ainda se depara com manutenção do padrão dos negócios em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte continuam com uma frente confortável em suas escalas de abate, com a incidência de contratos a termo, além da utilização de confinamento próprio para atender suas necessidades.

“Já a respeito da demanda, as exportações são o grande destaque, com um recorde em volume e principalmente em receita previsto para 2025″, ressalta.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 312,42 — ontem: R$ 313,58
  • Goiás: R$ 305,54 — R$ 307,86
  • Minas Gerais: R$ 304,41 — R$ 303,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,05 — R$ 316,14
  • Mato Grosso: R$ 312,70 — R$ 313,72

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com firmeza em seus preços durante a semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos preços ao longo da primeira quinzena do mês.

Isso acontece pela entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Por outro lado, a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade ante as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, destaca.

O quarto traseiro segue cotado a R$ 22,90 por quilo; o dianteiro ainda é precificado a R$ 18,25 por quilo; e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Juros futuros fecham perto da estabilidade após entrada em vigor de tarifa…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam praticamente estáveis, devolvendo uma parte pequena dos ganhos da sessão anterior, em meio ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a entrada em vigor nesta quarta-feira das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,16%, ante o ajuste de 14,158% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,48%, ante o ajuste de 13,473%.

Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,62%, ante 13,641% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,73%, ante 13,761%.

O mercado doméstico segue com várias incertezas sobre o tema tarifário no radar, incluindo a perspectiva de que mais produtos recebam isenções dos EUA, a expectativa pelo plano de contingência do governo brasileiro e uma potencial escalada do embate político após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse mais cedo em entrevista à Reuters não ver espaço para negociações diretas com Trump e que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas contra Washington.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas pela manhã que o pacote de ajuda do governo a setores e empresas afetados pela tarifa mais elevada dos EUA incluirá crédito e aumento de compras governamentais, acrescentando que conversará na semana que vem com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“O escopo das tarifas de 50% será mais brando do que o inicialmente esperado. Embora o impacto macroeconômico direto deva ser limitado, os efeitos setoriais são relevantes e o impacto indireto pode ganhar tração caso haja deterioração significativa da percepção de risco”, disseram analistas do BTG em relatório.

No cenário externo, o foco dos mercados tem permanecido em torno do Federal Reserve desde sexta-feira, com investidores atentos à possibilidade de cortes na taxa de juros a partir de setembro e à espera da indicação de Trump para uma vaga aberta na diretoria do banco central dos EUA.

Nesta quarta, operadores consolidaram ainda mais as apostas na retomada do afrouxamento monetário pelo Fed, uma vez que continua crescendo a lista de autoridades que parecem abertas a um ajuste da política monetária no próximo mês, principalmente depois de um relatório de emprego fraco para julho.

A expectativa ainda é de que, com a indicação de um novo diretor por Trump, o Fed possa caminhar gradualmente a uma visão mais semelhante a do presidente norte-americano, que defende cortes imediatos e profundos na taxa de juros.

O rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 1 ponto-base, a 3,703%.

(Reportagem de Fernando Cardoso)





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Acidente com carreta causa o derramamento de 22 mil litros de diesel em zona rural



Um acidente envolvendo uma carreta Scania provocou o derramamento de 22 mil litros de óleo diesel tipo B S500 na rodovia MS-276 no último sábado (30).

De acordo com o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (2º BPMA), chamado para atender a ocorrência pela Polícia Militar Rodoviária (PRE) de Nova Andradina, o veículo tombou e o combustível contaminou o solo do local, próximo à ponte sobre o Córrego Combate, zona rural de Batayporã Batayporã, em Mato Grosso do Sul.  

Diante da gravidade do impacto ambiental, a empresa responsável foi autuada administrativamente no valor de R$ 112.640,00, calculado com base em R$ 5,12 por litro derramado, conforme consta na Nota Fiscal e no Laudo de Constatação.

Além da multa, a empresa responsável foi notificada e precisará contratar com urgência, uma empresa especializada para a remoção do produto e a descontaminação da área afetada.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores terão R$ 300 milhões em apoio via COV de arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, na última segunda-feira (1º), a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz. Segundo a estatal, a medida tem como finalidade “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. O recurso permitirá a contratação de aproximadamente 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, em Esteio (RS).

De acordo com Pretto, o COV “funciona como um seguro de preços ao produtor”. O mecanismo garante ao agricultor o direito de vender o arroz ao governo federal por um valor previamente fixado. Caso o mercado ofereça condições mais vantajosas, o produtor poderá optar por negociar fora do contrato com a Conab, sem custos adicionais.

Os valores de referência, bem como as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab. Esta é a terceira rodada de COV em menos de um ano. Até agora, a estatal já mobilizou cerca de R$ 1,5 bilhão para apoiar os produtores de arroz.

No final de 2024, a Conab havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção para até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Na ocasião, o preço sinalizado foi de R$ 87 por saca de 50 quilos. Deste volume, 91 mil toneladas foram negociadas e parte incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, foi lançada a segunda rodada de COV, diante da queda de preços no mercado. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual caiu 42%, chegando a R$ 65,46 por saca. A Conab fixou preços de cerca de R$ 74, o que resultou em adesão quase total, com 109,2 mil toneladas contratadas.

Segundo a estatal, o arroz adquirido pode ser destinado ao abastecimento da população em situações de crise, além de evitar oscilações bruscas no mercado.

Ainda na Expointer, a Conab efetuou o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada, em 2024. Produtores de São Borja, Camaquã e Pelotas receberam quase R$ 7,7 milhões pela venda de 4,7 mil toneladas em mais de 170 contratos.

Também foi assinada a intenção de fornecimento de arroz referente à segunda rodada de COV deste ano. Cerca de 2.260 contratos, equivalentes a 61 mil toneladas oriundas de municípios como Barra do Quaraí, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Itaqui, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana, devem ser entregues ao governo.





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Saiba as cotações de soja em dia lento e marcado pela distância entre comprador e vendedor



Nesta terça-feira (2), o mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento em termos de negócios e com preços se ajustando nominalmente de forma regionalizada. “Há pouca oferta no mercado e o spread entre comprador e vendedor segue alto”, aponta o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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Segundo ele, o produtor não cede e o comprador vai adquirindo apenas o necessário. Na safra nova, também a comercialização foi marcada por poucos movimentos. “Chicago recuou e os prêmios não compensaram muito”, completa o analista.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. No pós-feriado, o mercado teve uma sessão negativa por dois fatores: o cenário fundamental baixista e o clima de aversão ao risco no financeiro, que provocou uma valorização do dólar frente a outras moedas.

Clima benéfico

O clima segue favorável e as lavouras estão se desenvolvendo bem nos Estados Unidos, encaminhando uma boa safra e aumento na disponibilidade da oleaginosa. Para completar, a demanda chinesa nos Estados Unidos segue fraca e sem avanços nas tratativas comerciais entre os dois países.

A aversão ao risco no financeiro aumentou bastante nesse início de semana. O momento é de cautela, com os investidores aguardando a divulgação do payroll na sexta, ponto decisivo para a definição da política monetária americana. O mercado não esconde também certa apreensão com os recentes movimentos do presidente americano Donald Trump e uma possível perda de autonomia do banco central americano.

Como consequência, o capital migra para opções mais seguras de investimentos, como o dólar. A firmeza da moeda americana tira competitividade da soja americana, prejudicando ainda mais a demanda.

Exportação norte-americana

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 472.914 toneladas na semana encerrada no dia 28 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 393.189 toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 13,50 centavos de dólar, ou 1,28%, a US$ 10,41 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,59 1/2 por bushel, com baixa de 13,00 centavos ou 1,21%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,20, ou 1,79%, a US$ 283,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,66 centavos de dólar, com ganho de 0,52 centavo ou 0,99%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



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