domingo, abril 26, 2026

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Frente fria e mais de 100 mm de chuva marcam previsão do tempo para a semana



A semana que se estende de 6 a 10 de outubro será marcada por contrastes no clima brasileiro. Enquanto o Sul do país enfrenta a chegada de uma frente fria com temporais e risco de granizo, regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Norte seguem sob forte calor e ameaça de incêndios. No Sudeste, a mudança no tempo acontece a partir da metade da semana, com o retorno das chuvas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Região Sul

A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul, trazendo chuva intensa em grande parte do estado, estendendo-se também para Santa Catarina e Paraná.

Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em 24 horas no sul gaúcho, gerando risco de alagamentos e atrasos no plantio do arroz. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, o volume deve variar entre 40 e 50 milímetros, suficiente para manter a umidade, mas também atrasar trabalhos em campo.

O risco de tempo severo é alto nos três estados, com rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h e granizo, ameaçando lavouras em desenvolvimento e o abastecimento de energia elétrica.

Em Santa Catarina e no Paraná, a chuva volumosa pode prejudicar a colheita do trigo e a semeadura do milho da primeira safra e da soja.

Após a passagem do sistema, as temperaturas caem, especialmente nas baixadas, onde os termômetros podem marcar menos de 10 °C. Há risco de geada em pontos isolados da Serra Gaúcha, Serra Catarinense e na região de General Carneiro, no Paraná.

Região Sudeste

As temperaturas permanecem elevadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Até a quarta-feira (8), as máximas podem chegar a 38 °C em áreas do interior de São Paulo e Minas, elevando o risco de incêndios. No Espírito Santo e no leste mineiro, há possibilidade de pancadas de chuva fracas e isoladas.

A partir da quarta-feira, porém, a frente fria começa a influenciar o tempo, levando chuvas acompanhadas de temporais no centro-leste de São Paulo, sul de Minas e Rio de Janeiro, com acumulados de 30 a 40 milímetros.

No Espírito Santo e leste de Minas, por sua vez, a previsão é de até 10 milímetros, o suficiente para melhorar a umidade do ar. O retorno da chuva deve persistir até o final da semana, encerrando o período quente e seco.

Região Centro-Oeste

O calor predomina em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com máximas em torno de 40 °C. Pancadas de chuva atingem o sul de Mato Grosso do Sul e o leste de Mato Grosso, com possibilidade de temporais localizados.

O acumulado semanal deve ficar entre 20 e 30 milímetros em boa parte da região, mas no norte e noroeste de Mato Grosso o volume pode alcançar 50 milímetros, favorecendo o avanço do plantio da soja.

Em Goiás, o tempo seco e o calor intenso elevam o risco de focos de incêndio. Produtores devem ter cautela, já que as chuvas mais regulares só devem se consolidar na segunda quinzena do mês.

Região Nordeste

No Nordeste, a chuva se concentra ao longo do litoral leste, do sul da Bahia ao Rio Grande do Norte, além da faixa litorânea do Maranhão. O interior da região segue com tempo seco, baixa umidade do ar (com valores abaixo de 30%) e temperaturas que podem chegar a 39 °C.

Além disso, o acumulado de precipitação deve variar entre 15 e 25 milímetros na faixa costeira, sem grandes prejuízos às atividades agrícolas.

Apesar do cenário crítico no interior, a segunda quinzena do mês traz mais otimismo, com previsão de 40 a 50 milímetros nas últimas semanas de outubro, favorecendo o início do plantio da soja, feijão e milho.

Região Norte

O clima segue instável em Amazonas, Roraima, Acre, Pará e Amapá. Rondônia, Acre, Amazonas e parte do Pará devem registrar acumulados de 40 a 50 milímetros, recuperando a umidade do solo.

Em Roraima, entretanto, a chuva pode ultrapassar 100 milímetros devido à influência da Zona de Convergência Intertropical, o que pode prejudicar atividades em campo.

Já no Tocantins, o calor predomina com temperaturas próximas de 40 °C e risco elevado de incêndios. No noroeste do estado, deve chover entre 10 e 15 milímetros, mas a reversão do déficit hídrico só é esperada para o fim de outubro.



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Setor produtivo alerta governo sobre riscos da importação de banana do Equador


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última terça-feira (30), de reunião com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, para tratar dos riscos da importação de banana do Equador. O encontro foi articulado por associações do setor, como Conaban, Abanorte, Abavar e Febanana.

Os produtores demonstraram preocupação com a possibilidade de entrada da praga quarentenária Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça tropical 4 (TR4), ausente no Brasil. Segundo informações apresentadas, a doença ameaça variedades do grupo Cavendish, como banana nanica e banana prata, principais cultivos e consumos nacionais.

Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em reunião com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, Foto: Divulgação/CNA.

As entidades ressaltaram a importância da participação do setor produtivo e de instituições de pesquisa nas Análises de Risco de Pragas (ARP), apontando riscos diretos, como o fruto ser fonte de inóculo, e indiretos, por contaminação via embalagens, pallets e caixarias.

Banana do Equador: tema exige prevenção, diz CNA

Em comunicado à imprensa, a assessora técnica da CNA, Letícia Barony, disse que o tema exige medidas rigorosas de prevenção. “A gravidade da situação se intensifica diante da inexistência de materiais genéticos resistentes à TR4 e da falta de tratamentos eficazes. Trata-se de uma doença de solo que, uma vez presente, torna a área imprópria para o cultivo da fruta pela ausência de tratamento”, afirmou.

Ela destacou que a CNA já enviou ofício ao Ministério da Agricultura sobre o assunto e lembrou que a cadeia produtiva nacional tem mais de 200 mil produtores, sendo mais de 80% da agricultura familiar. “Gerando um enorme desafio para o Ministério da Agricultura e grande insegurança para os produtores”, disse.

Os ministros reafirmaram que as análises de risco serão conduzidas com apoio da Embrapa e participação do setor produtivo. Segundo eles, caso seja identificado risco de ingresso de pragas quarentenárias, o mercado não será aberto.

Também participaram da reunião o senador Jaime Bagatoli, os deputados Jorge Goetten e Nilto Tatto, além de prefeitos e vereadores.



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Brasil tem 14 casos confirmados de ingestão de metanol


O Ministério da Saúde informou neste sábado (4) que o Brasil tem 195 notificações de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida alcoólica, sendo 14 casos confirmados e 181 em investigação.

As notificações foram enviadas pelos estados até as 16h para o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (Cievs).

São Paulo lidera com 162 registros, sendo 14 confirmados e 148 em investigação.

Também há casos suspeitos nos seguintes estados: 

  • 11 em Pernambuco; 
  • 5 em Mato Grosso do Sul; 
  • 3 no Paraná; 
  • 2 na Bahia; 
  • 2 em Goiás; 
  • 2 no Rio Grande do Sul; 
  • 1 no Distrito Federal; 
  • 1 no Espírito Santo; 
  • 1 em Minas Gerais; 
  • 1 em Mato Grosso; 
  • 1 em Rondônia; 
  • 1 no Piauí;
  • 1 no Rio de Janeiro;
  • 1 na Paraíba.

Do total de casos notificados, 13 resultaram em morte, das quais uma está confirmada no estado de São Paulo, segundo o boletim do Ministério da Saúde. Na tarde de sábado, o governo de São Paulo confirmou uma segunda morte decorrente de intoxicação por metanol.

Os óbitos investigados estão divididos pelos seguintes estados: 

  • 7 em São Paulo; 
  • 3 em Pernambuco; 
  • 1 na Bahia; 
  • 1 no Mato Grosso do Sul.

Diante do aumento e da gravidade dos casos, na última quarta-feira (1º), o Ministério da Saúde determinou que os estados e municípios notifiquem imediatamente todas as suspeitas de intoxicação por metanol. A medida pretende fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir uma resposta rápida e eficaz aos casos suspeitos.

No mesmo dia, foi instalada uma sala de situação para monitorar os casos. De caráter extraordinário, essa estrutura permanecerá ativa enquanto houver risco sanitário e necessidade de monitoramento e resposta nacional.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Milho recua em Chicago



Estoques de milho caem 13%



Foto: Pixabay

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de setembro a 2 de outubro, publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do milho registraram leve retração em Chicago. O bushel fechou o dia 2 de outubro a US$ 4,21, contra US$ 4,25 na semana anterior. A média de setembro foi de US$ 4,13 por bushel, resultado 7,8% superior à de agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 4,00 por bushel.

O relatório de estoques trimestrais, com posição em 1º de setembro, apontou redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda, o dado não resultou, até o momento, em alta das cotações em Chicago.

Na colheita, o levantamento indica que 18% da área total de milho dos Estados Unidos havia sido colhida até 28 de setembro, percentual ligeiramente abaixo da média histórica de 19% para a data. Entre as lavouras ainda não colhidas, 66% estavam classificadas em boas ou excelentes condições, com 71% delas em fase de maturação.





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Folhas de café podem ajudar a criar soluções sustentáveis em saúde, meio ambiente e tecnologia



Um grupo internacional de cientistas liderado pela Universidade de São Paulo (USP) descobriu uma nova forma de dar valor às folhas de café, um resíduo abundante da agricultura. Em vez de serem descartadas, elas foram utilizadas para produzir nanopartículas de óxido de zinco, estruturas microscópicas com propriedades que podem transformar áreas como saúde, meio ambiente e tecnologia.

Nanopartículas apresentam características diferentes daquelas que os mesmos materiais exibem em escala maior. O óxido de zinco, quando reduzido ao tamanho nanométrico, ganha habilidades especiais: combate bactérias, acelera reações químicas e até pode ser usado em dispositivos eletrônicos mais sustentáveis.

Tradicionalmente, a produção de nanopartículas envolve o uso de produtos químicos tóxicos e processos caros. O diferencial do estudo foi usar as próprias moléculas presentes nas folhas de café para fabricar as partículas. A técnica é chamada de “síntese verde”, por ser mais econômica, limpa e alinhada aos objetivos globais de sustentabilidade.

As folhas de café foram escolhidas porque, além de abundantes, contêm compostos antioxidantes e bioativos, que facilitam a formação das nanopartículas. O Brasil, maior produtor mundial de café, pode se beneficiar diretamente dessa descoberta, aproveitando resíduos que hoje não têm valor comercial.

Nos testes de laboratório, as nanopartículas de café mostraram eficiência contra bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli, que estão entre os principais agentes de infecções hospitalares. Isso abre a possibilidade de desenvolver novos antimicrobianos em um momento em que o mundo enfrenta o avanço da resistência bacteriana, um dos maiores desafios da saúde pública.

Outro ponto promissor foi a capacidade das nanopartículas de quebrar moléculas de poluentes quando expostas à luz ultravioleta. Em um experimento, elas degradaram corantes usados pela indústria têxtil, que costumam contaminar rios e mananciais. Isso mostra que a tecnologia pode ser usada em estações de tratamento de água ou em processos de descontaminação ambiental.

Além da saúde e do meio ambiente, os pesquisadores avançaram também na área da tecnologia. Ao combinar as nanopartículas com quitosana (um polímero obtido de cascas de crustáceos), eles criaram um dispositivo eletrônico chamado bioReRAM – uma memória de computador que armazena dados usando materiais biodegradáveis. Essa inovação abre caminho para a chamada “computação verde”, em que a fabricação de componentes eletrônicos gera menos impacto ambiental.

De acordo com Igor Polikarpov, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e autor correspondente do artigo, o estudo mostra que é possível unir sustentabilidade e inovação tecnológica: “Estamos diante de uma inovação que aproveita um resíduo agrícola e o transforma em soluções para áreas vitais como saúde, meio ambiente e tecnologia”, disse
Se aplicada em escala industrial, a descoberta pode gerar novas fontes de renda para agricultores, reduzir o desperdício e colocar o Brasil em posição de destaque na produção de materiais avançados a partir de recursos naturais.



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Mercado do boi fecha semana dividido entre exportação e consumo



Cotação da novilha gorda apresentou reação em São Paulo



Foto: Canva

De acordo com análise publicada nesta sexta-feira (3) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, a cotação da novilha gorda apresentou reação em São Paulo.

O levantamento apontou dois cenários distintos no mercado. “As indústrias frigoríficas voltadas ao mercado externo trabalharam com escalas mais alongadas. Algumas delas optaram por ficar fora das compras nesta manhã, enquanto as que atuaram mantiveram os preços nos mesmos patamares de ontem, mesmo com a menor oferta de bovinos hoje e ao longo da semana”, destacou o boletim.

Já no mercado interno, a retração dos pecuaristas em negociar nos preços atuais resultou em escalas mais curtas. Apesar da divisão, a análise observa que “o escoamento de carne bovina permanece travado, o que limita grandes alterações nas cotações”.

Com isso, apenas a cotação da arroba da novilha registrou variação, subindo R$ 2,00 nesta manhã. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

No Rio Grande do Sul, a retirada de bovinos das pastagens para abertura das áreas de semeadura das culturas de verão aumentou a oferta, impactando os preços. Na região de Pelotas, o valor do boi caiu R$ 0,05/kg, enquanto na região Oeste houve queda de R$ 0,05/kg na cotação da novilha. As demais categorias não sofreram alterações.

Em Rondônia, o retorno das chuvas favoreceu a retenção de boiadas na expectativa de preços mais altos. No entanto, após a alta registrada na quinta-feira (2) para todas as categorias, o mercado encerrou a semana com estabilidade nas cotações.





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‘Dia Nacional do Empreendedor’ valoriza quem transforma o país


O Dia Nacional do Empreendedor, é celebrado neste domingo, 5 de outubro, data em que entrou em vigor a lei n. 9.841/1999 que regulamenta o Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte no país. Além disso, reconhece a força de quem transforma ideias em negócios e gera impacto econômico e social.

Sendo assim, simboliza o esforço coletivo de homens e mulheres que, todos os dias, assumem riscos para criar oportunidades, gerar empregos e levar desenvolvimento a diferentes regiões. Para Elizani da Silva, produtora rural de Sorriso (MT), empreender exige determinação e fé.

“Ser empreendedora e produtora rural é enfrentar desafios diários com fé e resiliência. O Dia Nacional do Empreendedor reforça a importância de valorizar quem gera oportunidades mesmo começando pequeno”, afirma.

Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação. Na foto, aparece uma mulher em meio à plantação.
Elizani da Silva, produtora rural e empreendedora em Sorriso (MT).
Foto: Arquivo pessoal.

Essa celebração reforça a necessidade de apoiar quem faz a diferença no comércio, nos serviços, no campo e nas cidades. De acordo com o Sebrae, a data também é uma oportunidade de valorizar os que escolheram trilhar o caminho do próprio negócio.

“O produtor rural é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país. Temos de reconhecer a importância desse trabalho essencial, realizado por milhares de homens e mulheres que, com dedicação e resiliência, produzem e garantem alimentos de qualidade”, destaca Priscilla Lins, gerente de agronegócios e artesanato do Sebrae/MG.

O empreendedorismo rural vai além da agricultura tradicional. “É crescente o número de empreendedores que atuam em atividades ligadas ao turismo rural e de experiência, à agroindústria e à produção sustentável. Diante deste cenário, buscamos formas de valorizar o produto trabalhado”, explica Rogério Fernandes, gerente do Sebrae/MG na regional Jequitinhonha e Mucuri.

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Desafios e conquistas do empreendedor

A vida de quem empreende no campo é marcada por obstáculos, mas também por conquistas. Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, produtor de mel e morangos da região de São Roque (SP), compartilha sua experiência:

Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis. Na foto, está um homem mostrando a sua produção de méis.
Isaias Rondinelli Rosa Pasqualini, do Sítio e Apiário Pasqualini.
Foto: Arquivo pessoal.

“Empreender no campo é algo sensacional, porque trabalhamos com aquilo que gostamos, junto da família. Mas, apesar disso, enfrentamos muitas barreiras burocráticas e, principalmente, a falta de mão de obra. A saída tem sido investir em mecanização e automação, embora os custos estejam cada vez mais altos. Mesmo assim, sigo acreditando que empreender é transformar o campo e gerar futuro.”

No Distrito Federal, a empreendedora rural Leandra Alvarenga reforça a importância de dar visibilidade ao pequeno produtor. “O empreendedor rural vai muito além do plantar. É uma transformação que exige aprender constantemente e ter coragem de assumir riscos, mas que traz crescimento pessoal e fortalece o campo.”

Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem. Na foto aparecem três pessoas, sendo duas mulheres e um homem.
Leandra Alvarenga, da Cerrado Blue (DF), ao centro, posa ao lado de seus sócios.
Foto: Arquivo pessoal

Assim, o ‘Dia Nacional do Empreendedor’ não apenas homenageia, mas também inspira novas gerações, busca soluções e fortalece quem faz a diferença no país. A equipe do Porteira Aberta Empreender parabeniza todos os empreendedores que trabalham para transformar sonhos em realidade.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Sol e chuvas leves favorecem cultivo de tabaco



cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, o predomínio de sol e chuvas fracas no final do período favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O plantio já alcança 90% da área prevista. “As plantas se desenvolvem bem”, aponta o boletim, destacando que agricultores realizaram adubação nitrogenada, capinas, aplicação de inseticidas e adubos foliares. Não foram registrados ataques de pragas ou doenças.

Em Pelotas, a cultura está em fase de transplantio de mudas. Entre os dias 21 e 27 de setembro, o predomínio de sol e a baixa ocorrência de chuvas contribuíram para o preparo do solo e a formação dos canteiros. A umidade adequada favoreceu a continuidade dos transplantios para áreas definitivas. “A produção própria de mudas tem sido suficiente para atender à implantação planejada e contratada da safra”, informou o relatório.

Na região administrativa de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, com foco em manejos de adubação e monitoramento de pragas.

Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, as atividades incluíram capina manual, adubação nitrogenada, pulverizações preventivas contra insetos e aplicação de fungicidas. Em áreas plantadas entre maio e junho, iniciou-se a colheita das folhas do baixeiro, embora o desempenho seja limitado devido ao cultivo de entressafra. Nas partes altas da região, o preparo do solo está praticamente finalizado e o transplantio de mudas foi intensificado. Nos plantios de junho e julho, agricultores realizaram desbrota química e concluíram a adubação nitrogenada, com lavouras apresentando bom desempenho.





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Cotações do trigo recuaram em Chicago


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 26 de setembro a 2 de outubro e publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do trigo recuaram em Chicago. O bushel do cereal encerrou o dia 2 de outubro cotado a US$ 5,14, frente aos US$ 5,19 registrados na semana anterior. A média de setembro fechou em US$ 5,13 por bushel, representando alta de 0,98% em relação a agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 5,70.

O relatório trimestral de estoques, com posição em 1º de setembro, apontou elevação de 6% em comparação ao ano anterior. Já o plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos atingia 34% da área em 28 de setembro, contra uma média histórica de 36%. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, foi concluída.

Na Ucrânia, o Ministério da Economia informou que a área semeada com trigo de inverno será 9% maior que a previsão inicial, chegando a pelo menos 5,2 milhões de hectares. Para alcançar essa expansão, os produtores devem reduzir as áreas destinadas ao milho e ao girassol. Além disso, ainda haverá 200 mil hectares com trigo de primavera. Em 2025, a produção de trigo do país alcançou 22,5 milhões de toneladas, com exportações de 15,7 milhões no ano comercial entre junho de 2024 e julho de 2025.

Na Rússia, as exportações de trigo para 2025/26 foram estimadas em 43,4 milhões de toneladas, 300 mil a menos do que a projeção anterior. A consultoria SovEcon informou que, entre julho e setembro, as exportações atingiram 11 milhões de toneladas, o volume mais baixo para o início de ano comercial desde 2022/23, quando o mercado foi afetado pela guerra contra a Ucrânia.





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Projeto vai desenvolver bioinsumo pré-formulado para canola


A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Pilzer Biotecnologia Agropecuária Ltda. firmaram um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para desenvolver um bioestimulante microbiano pré-formulado para canola. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, que apresenta grande potencial para a economia brasileira.

Com o título “Bioestimulante microbiano pré-formulado para aumentar a produção de canola ( Brassica napus L.)”, o projeto visa superar os principais desafios para a expansão da cultura no País, a adaptação a condições de déficit hídrico e a redução da dependência de fertilizantes químicos. Na Embrapa Agroenergia, o trabalho será liderado pelo pesquisador Agnaldo Chaves.

Atualmente concentrada na região Sul, a canola tem um potencial de crescimento expressivo, especialmente em outras áreas com aptidão agrícola, com destaque para a região Centro-Oeste. Inclusive, o potencial para aumento na produtividade e na área plantada no Brasil foram motivos da escolha da canola para essa pesquisa.

O estudo a ser realizado pela Embrapa se baseia na utilização de microrganismos promotores de crescimento vegetal, que, ao serem aplicados, colonizam a rizosfera das plantas. Essa interação melhora a eficiência na absorção de nutrientes, podendo aumentar a tolerância a estresses abióticos, como altas temperaturas e falta de água, fortalecendo a resiliência da cultura diante das mudanças climáticas.

A parceria estabelece ainda a divisão de ações, ficando a Embrapa Agroenergia como responsável pela fase inicial de pesquisa, conduzindo ensaios em laboratório e em casa de vegetação. Os pesquisadores vão avaliar o comportamento de microrganismos e seu impacto no desenvolvimento da canola sob condições de restrição hídrica, buscando identificar aqueles com maior potencial para uso agrícola.

A Pilzer assumirá a etapa seguinte, testando ingredientes e insumos que possam compor a pré-formulação do bioinsumo. O produto final, que conterá os microrganismos selecionados, será avaliado em condições de casa de vegetação. Como os testes realizados dessa forma, neste primeiro momento, não será possível ainda estimar o quanto seria economizado em fertilizantes químicos. Já na etapa seguinte, com testes em campo, esse pode ser um dos dados alcançados pelo projeto.

O desenvolvimento de um pré-formulado contendo bioestimulante microbiano para o cultivo da canola sob déficit hídrico, não apenas potencializará a produtividade, como também contribuirá para a tropicalização da cultura, abrindo caminho para sua expansão na região Centro-Sul do Brasil.

Por sua vez, a maior produção de grãos resultará em um aumento no fornecimento de óleo para a indústria de biocombustíveis, fortalecendo a segurança energética do País.

“A parceria entre a Embrapa Agroenergia e a iniciativa privada, neste caso, a Pilzer, é fundamental para fazer com que o produto obtido na pesquisa alcance o mercado agrícola”, destaca Agnaldo. Além do pesquisador como líder do projeto, integrarão a equipe os pesquisadores Léia Fávaro, João Ricardo de Almeida, Clenilson Rodrigues e Bruno Laviola.

Agnaldo reforça ainda, que parcerias como esta contribuem para demonstrar o potencial da Embrapa Agroenergia em contribuir para o desenvolvimento de bioinsumos para o mercado agrícola.

Para Rogério Mazzardo, da Pilzer, essa parceria marca um avanço estratégico para a empresa ao integrar tecnologias de ponta desenvolvidas pela Embrapa que elevam a produtividade com responsabilidade ambiental.

As soluções tecnológicas da Embrapa, como ressalta Rogério, têm papel fundamental na transformação do campo. Segundo ele, esse projeto não apenas fortalece a competitividade da empresa, como também responde às demandas crescentes por produtividade com responsabilidade ambiental, posicionando a Pilzer como referência em tecnologias que transformam o campo. “Reforçamos, assim, o compromisso da Pilzer em inovação, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”.

Financiamento

O acordo tem prazo de 25 meses e terá um investimento total de R$ 1,35 milhão, com um modelo de financiamento compartilhado via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esse valor será dividido pela Embrapii, pela Pilzer e pelo Sebrae, ficando cada instituição responsável pelo aporte de R$ 450 mil. A Embrapa Agroenergia contribui de forma não financeira, correspondente a infraestrutura e pessoal.





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