sexta-feira, abril 24, 2026

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Mesma turma que derrubou a MP do IOF comemorou o fechamento da Ford, alfineta ministro



A montadora chinesa BYD fez nesta quinta-feira (9) a inauguração da fábrica em Camaçari, na Bahia, pouco mais de dois anos após comprar as instalações onde antes a Ford produzia o utilitário esportivo EcoSport.

O “renascimento” de uma fábrica que tinha sido desativada quando a montadora norte-americana, no início de 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, anunciou o fim da produção no Brasil, foi destacado nos discursos e deu munição para ataques à oposição.

Depois de ouvir do prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano, que o governo anterior não moveu uma palha para segurar a Ford, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que os deputados que na quarta (8) derrubaram a medida provisória alternativa ao IOF foram os mesmos que, quatro anos atrás, comemoraram o fechamento da Ford.

“A mesma turma que votou ontem na Câmara dos Deputados contra o Brasil é aquela turma que comemorou silenciosamente o fechamento da Ford”, declarou Costa.

O vice-presidente sênior e chefe comercial e de marketing da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, disse que o local, que antes era “símbolo de incerteza” e um complexo industrial abandonado, tornou-se um polo de “inovação, tecnologia, emprego e esperança”.

“A BYB sempre acreditou que onde há espaço vazio, pode haver futuro. E vimos aqui, não ruínas, mas um potencial. Não vimos abandono, mas uma possibilidade”, declarou o executivo.

Baldy ressaltou que o investimento em Camaçari é uma prova de que o Brasil “pode e vai” liderar a revolução da mobilidade sustentável. Foram investidos R$ 5,5 bilhões na fábrica, que arranca com capacidade de produção inicial de 150 mil automóveis por ano, podendo subir para 300 mil veículos em uma segunda etapa.

Em Camaçari, a BYD completa a produção de carros que são trazidos da China parcialmente montados. Da nova fábrica, saem carros puramente elétricos e híbridos. Conforme Baldy, a empresa investiu quase R$ 80 milhões para que o motor dos carros híbridos fosse flex – ou seja, funciona tanto com etanol quanto com gasolina.

A CEO da BYD para Américas e Europa, Stella Li, salientou que a cerimônia de inauguração da fábrica é a celebração do início de uma nova era da indústria automotiva brasileira. “Não só dos carros elétricos, mas dos carros inteligentes, construídos por brasileiros, construídos por baianos”, declarou.



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Produção de biometano no Brasil pode mais do que triplicar até 2027



A produção de biometano no Brasil pode mais do que triplicar nos próximos dois anos, passando dos atuais 656 mil metros cúbicos por dia para 2,3 milhões de m³/dia em 2027, de acordo com um estudo da Copersucar.

A pesquisa mostra que o estado de São Paulo concentra atualmente 40% da capacidade instalada de produção de biometano do país e 31% dos projetos de expansão, e pode atingir um potencial produtivo de até 36 milhões m³/dia no longo prazo.

Segundo o levantamento, esse volume seria suficiente para substituir integralmente o consumo industrial de gás natural no estado ou até 85% do consumo de diesel.

“Temos todos os ingredientes necessários para transformar o biometano em um motor da transição energética no Brasil: base tecnológica, matéria-prima abundante, infraestrutura logística e um arcabouço regulatório adequado”, diz o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, em comunicado.

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Segundo ele, o biometano pode reduzir em mais de 90% as emissões de gases de efeito estufa, além de custar muito menos que o diesel no transporte pesado.

O estudo aponta que mais da metade do potencial produtivo paulista está concentrado no setor sucroenergético, que utiliza resíduos da produção de açúcar e etanol como vinhaça, torta de filtro, bagaço e palha para produzir o biogás/biometano. A estimativa é de que a adoção em larga escala do biometano possa gerar aproximadamente 20 mil novos empregos, diz o estudo.

Segundo o levantamento, se o Brasil desenvolver apenas 20% do seu potencial de produção de biometano e destinar esse volume à substituição do diesel nos próximos dez anos, será possível reduzir pela metade a necessidade de importações. O Brasil consome cerca de 65 bilhões de litros de diesel por ano, dos quais mais de 20% são importados.



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Barroso anuncia que vai deixar cargo de ministro do STF



O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele poderia ficar no cargo até 2033, quando fará 75 anos.

“Sinto que agora é hora de seguir novos rumos”, afirmou. O anúncio ocorre pouco tempo depois de Barroso deixar a presidência do STF e ser alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.

O ministro ainda deve permanecer no STF até a próxima semana para liberar processos que ainda estão sob a responsabilidade dele, mas hoje foi sua última sessão planária.

Com a saída de Barroso, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um novo integrante para a Corte.

Perfil de Barroso

Barroso chegou ao Supremo em 2013. Ele foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada pelo ministro Carlos Ayres Britto, aposentado em novembro de 2012 ao completar 70 anos.

O ministro nasceu em Vassouras, no Rio de Janeiro, é doutor em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos.

Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado privado e defendeu diversas causas na Corte, entre elas a interrupção da gravidez nos casos de fetos anencéfalos, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e a defesa do ex-ativista Cesare Battisti.



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Expoagro movimenta R$ 180 milhões e reforça a força do agronegócio amazonense



A 47ª Expoagro, maior feira do agronegócio do Amazonas, encerrou neste domingo com resultados que reforçam a força e o crescimento do setor primário na região. Durante oito dias de evento, mais de 260 mil pessoas passaram pelo Parque Multiuso de Manaus, gerando uma movimentação financeira estimada em R$ 180 milhões, segundo dados oficiais do governo estadual.

Com uma programação diversificada, o público conferiu rodeios, provas de três tambores, exposições de animais, máquinas agrícolas e comidas típicas, transformando o evento em uma verdadeira vitrine do campo amazonense.

“Cada ano a feira cresce mais, com melhor logística e mais atrações. É a cereja do bolo para o nosso agronegócio”, destacou o secretário de Produção Rural do estado, Daniel Borges.

Tradição, cultura e tecnologia lado a lado

Na arena principal, a emoção tomou conta das arquibancadas com as provas de três tambores, que exigem técnica e velocidade dos competidores. A jovem competidora, Tânia Mara, de apenas 13 anos, mostrou que talento e disciplina andam juntos.

“Treino três vezes por semana. Às vezes é difícil, depende do dia do cavalo, mas não desisto nunca”, contou a competidora.

A estudante, Maria Eduarda Moreira, de 8 anos, vibrava a cada montaria. “Eu amo os cavalos! Já fiz até um teste de hipismo”, disse, encantada com o espetáculo. Para muitos visitantes, o evento já faz parte do calendário da cidade. “É a segunda vez que venho, é uma programação que agrada toda a população”, contou um morador.

Negócios, gastronomia e desenvolvimento regional

A Expoagro também movimentou o comércio local, impulsionando empreendedores e produtores regionais. Barracas de chapéus, bonés, alimentos típicos e artesanato garantiram renda extra para dezenas de famílias. “Graças a Deus, deu tudo certo. Vendemos muito bem”, celebrou Helenita, que caprichou no cardápio com pirarucu, lasanha e farofa de camarão.

O governo estadual também marcou presença com programas de incentivo e políticas públicas para o setor. A isenção do ICMS na compra de maquinários agrícolas foi um dos destaques, facilitando investimentos no campo. “Tudo isso movimenta a economia e fortalece o produtor rural amazonense”, reforçou Borges.

Setor primário em expansão

No balanço final, o governador do Amazonas, Wilson Lima destacou o impacto econômico e social da feira. “A Expoagro é uma vitrine do que estamos fazendo no setor primário. É um momento de mostrar a força do agro amazonense, que vive um dos melhores momentos de sua história”, afirmou.

Com números expressivos e participação crescente do público urbano e rural, a Expoagro confirma seu papel como um dos principais eventos agropecuários do Norte do país, unindo tradição, inovação e oportunidades de negócios para o produtor.

Sob supervisão de Vitória Rosendo.



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Cerrado, Pantanal e Amazônia enfrentam incêndios mais intensos, aponta MapBiomas



Estudo do MapBiomas aponta que o fogo está mais intenso e difícil de controlar nos biomas de Mato Grosso (Cerrado, Pantanal e Amazônico) e alerta para os impactos das mudanças climáticas.

Cada bioma do Brasil tem a sua relação com o fogo. No Cerrado, ele faz parte do ciclo natural, renovando a vegetação e ajudando a manter o equilíbrio ecológico. No Pantanal, sempre seguiu o ritmo das águas: surgia na seca e perdia força com a cheia. Já no Amazônico, quase não existia fogo nas florestas, mas esse cenário vem se transformando.

Segundo a professora da Unesp, Alessandra Fidelis, uma grande parte dos incêndios está relacionada às mudanças climáticas. Quando ocorrem períodos de seca prolongados ou anos de seca extrema, aumenta o risco de incêndios, mesmo em ecossistemas considerados dependentes do fogo, como o Cerrado.

De acordo com Alessandra Fidelis, mesmo essa vegetação, que evoluiu na presença do fogo e consegue se regenerar após queimar, sofre impactos devido ao aumento da janela do fogo e às mudanças na frequência e intensidade das queimadas.

Para a professora, no Pantanal, há um problema particular: os incêndios subterrâneos, que avançam por baixo da terra e são extremamente danosos para a fauna e a flora, têm se tornado mais frequentes nos grandes incêndios dos últimos anos.

O fogo, que um dia foi parte natural em alguns ambientes, vem se transformando em um desafio ambiental cada vez mais complexo. Além de ameaçar a biodiversidade e colocar em risco o equilíbrio dos ecossistemas, ele também pode prejudicar a produção de alimentos.

“Não é comum ver um pecuarista que usa fogo, manejo de uma pastagem plantada com fogo. Quem faz agricultura, muito menos”, explica o coordenador de monitoramento da TNC Brasil.

Manejo integrado do fogo

Mas o fogo também pode ser uma ferramenta importante se usado de maneira controlada e planejada. Ele pode reduzir riscos e contribuir para a conservação, essa é a base do manejo integrado do fogo (MIF).

Apesar da importância, o MIF enfrenta problemas para ser incorporado no Brasil. A ideia agora é transformar este conhecimento em ação, que traz três componentes importantes: biodiversidade, social e técnico.”O MIF, na verdade, é um guarda-chuva que nos ajuda a aplicar essas técnicas de forma mais correta” afirma o coordenador de monitoramento TNC Brasil, Marcos Barroso.



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AgroNewsPolítica & Agro

Melhoramento genético eleva produtividade do milho


A produção de grãos no Brasil deve alcançar 333,3 milhões de toneladas em 2025, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, com crescimento de 13,9% em relação a 2024. O milho se destaca nesse cenário, liderando tanto em volume quanto em produtividade, especialmente na segunda safra, e consolidando-se como protagonista do agro nacional. A genética avançada tem papel decisivo nesse desempenho, garantindo estabilidade e eficiência nas lavouras.

Por trás de cada híbrido existe um processo complexo que vai dos laboratórios de pesquisa genética até os campos de ensaio. Pesquisadores analisam o genoma do milho em busca de características como produtividade, resistência a doenças e tolerância a seca e calor. Linhagens complementares são cruzadas e avaliadas em diferentes solos e climas do país, até que se obtenha um híbrido confiável, adaptado e produtivo.

“A base de tudo está no DNA da planta e na interação do genótipo com o ambiente. Pesquisadores analisam o genoma do milho em busca de características como produtividade, resistência a doenças, tolerância à seca e ao calor. Com um dos bancos genéticos mais robustos do setor, nós exploramos a diversidade presente em milhares de linhagens para desenvolver híbridos superiores, adaptados às mais diversas condições do campo brasileiro”, explica Cristian Rafael Brzezinski, Global Corn Research Manager da GDM, empresa líder global no melhoramento genético de sementes.

A biotecnologia adiciona novas camadas a esse processo, com eventos transgênicos, como o gene Bt para proteção contra pragas, e técnicas de edição gênica como CRISPR-Cas9, que permitem ajustes precisos no DNA da própria planta, acelerando o desenvolvimento de híbridos mais resistentes sem inserir genes externos. Cada semente passa por testes rigorosos de Valor de Cultivo e Uso (VCU) para comprovar sanidade, estabilidade e produtividade antes de chegar ao agricultor.

“Antes de chegar ao mercado, cada novo híbrido desenvolvido pela GDM passa por grande rede de testes em condições de manejo semelhantes ao dos agricultores e ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU), exigidos pelo Ministério da Agricultura, que atestam produtividade, sanidade e estabilidade em todas as regiões edafoclimáticas recomendadas. Somente após essa validação científica e regulatória é que a produção comercial começa garantindo ao agricultor uma semente de alta performance, pronta para entregar resultado”, conta Andre Gradowski de Figueiredo, Development Corn Manager da GDM.

 





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Senar e MDA firmam acordo para levar assistência técnica a 100 mil pequenos produtores



O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) firmaram um acordo na quarta-feira (8) para oferecer Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) a pequenos produtores rurais em todo o país.

O acordo de cooperação técnica prevê que o Senar leve assistência gratuita, durante 24 meses, a cerca de 100 mil famílias. Cada propriedade será acompanhada por um técnico da entidade ao longo de dois anos.

O objetivo é ampliar a produção de alimentos e a renda de pequenos produtores rurais, com foco na melhoria da gestão e no aumento da produtividade das propriedades.

Capacitação e acompanhamento

Pelo acordo, o Senar será responsável por selecionar e capacitar técnicos de campo, além de oferecer cursos e treinamentos voltados à Assistência Técnica e Gerencial.

Durante a cerimônia de assinatura, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, destacou o papel do Senar no desenvolvimento da agropecuária nacional, que constrói, junto com o produtor rural, um plano de negócios que permite à propriedade evoluir.

“O que ele quer para sua propriedade? A partir daí é feito um plano de negócio para acompanhar se aquilo que foi projetado está sendo cumprido rigorosamente”, afirmou.

Expansão do atendimento

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou a importância da iniciativa e a qualidade reconhecida da assistência oferecida pelo Senar.

“A partir de hoje, 100 mil novos agricultores terão acesso à assistência técnica do Senar, com o que há de mais moderno em gestão e produção”, disse o ministro.

Além da assistência técnica, o acordo também prevê ações para facilitar o acesso dos produtores a mercados e políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF).

Participações na assinatura

Estiveram presentes na assinatura o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda; o diretor de ATeG do Senar, Eduardo Oliveira; e o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi.



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Preços da arroba do boi gordo hoje: cotações voltam a subir



O mercado físico do boi gordo apresentou um ou outro negócio realizado acima da referência média ao longo do dia, de acordo com analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, o movimento se explica pelo fato de os frigoríficos de menor porte ainda encontrarem dificuldade na composição de suas escalas de abate.

“O limitador para altas mais contundentes segue na posição das escalas de abate das indústrias de maior porte, que ainda contam com boa incidência de animais de parceria neste momento.”

Iglesias reforça que o aquecimento do mercado doméstico e o forte ritmo de exportação ainda são elementos importantes a se considerar.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 311,67 — ontem: R$ 311,50
  • Goiás: R$ 295,71 — R$ 295
  • Minas Gerais: R$ 297,65 — R$ 294,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,45 — R$ 321,25
  • Mato Grosso: R$ 293,46 — R$ 293,11

Mercado atacadista

A entrada dos salários na economia ainda traz suporte aos preços no atacado, motivando a reposição entre atacado e varejo.

Outro fator de otimismo no mercado é a proximidade do 13º salário e das festas de fim de ano, que motivam o aumento no consumo.

O quarto traseiro segue cotado a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro a R$ 17,70 e a ponta de agulha permanece cotada a R$ 16,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,60%, sendo negociado a R$ 5,3749 para venda e a R$ 5,3729 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3249 e a máxima de R$ 5,3794.



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sojicultores de olho no plantio e à espera por chuva



Nesta quinta-feira (9), o mercado brasileiro de soja registrou negócios pontuais, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, também houve movimentação nos portos, mas sem grandes mudanças.

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”A safra disponível vai sendo cadenciada até o final do ano, enquanto a nova aparece em pequenos volumes, com o produtor segurando as ofertas”, disse o analista. Segundo ele, a leve queda da Bolsa de Chicago contrastou com a alta do dólar, o que trouxe algum suporte às cotações físicas.

Além disso, o produtor segue focado no plantio, atento aos mapas climáticos, e só deverá voltar ao mercado se as ofertas atingirem patamares mais atrativos.

Confira os preços de soja por região:

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 137,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 137,50 para R$ 138,00

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Mercadorias (CBOT). O mercado segue pressionado pela falta de dados oficiais, resultado da paralisação do governo dos Estados Unidos. O clima favorável à colheita e a ausência de demanda chinesa também contribuíram para a queda das cotações.

Sem acordo para o fim do shutdown, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deixou de publicar relatórios importantes, como o de exportações semanais e o de oferta e demanda (Wasde).

Além disso, o presidente Donald Trump declarou que pode reduzir ainda mais as importações chinesas caso as relações comerciais não avancem. Ele deve discutir o tema da soja na reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no fim de outubro.

A secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, afirmou que o governo norte-americano poderá lançar um programa de apoio aos produtores rurais após o fim da paralisação.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão para novembro caíram 0,70%, a US$ 10,22¼ por bushel, enquanto janeiro recuou 0,55%, para US$ 10,38½. No farelo, houve queda de 0,39%, a US$ 278,00 por tonelada, e no óleo, recuo de 1,04%, a 50,94 centavos de dólar por libra.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,60%, cotado a R$ 5,3749 para venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3249 e R$ 5,3794.



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Santa Gertrudis se destaca em prova de eficiência no interior de SP; saiba mais



A raça Santa Gertrudis está escrevendo um novo e impressionante capítulo em sua história de desempenho, com resultados inéditos na 2ª Prova de Eficiência Alimentar, realizada na Central Bela Vista, em Botucatu (SP).

Em apenas 28 dias após o período de adaptação, os animais superaram de forma significativa a meta de Ganho Médio Diário (GMD) estipulada pela organização. A dieta da prova foi formulada para proporcionar um GMD de 1,10 kg/dia. No entanto, a média geral chegou a 1,75 kg/dia.

“Os resultados desta fase intermediária demonstram excelente desempenho da raça Santa Gertrudis, com ganhos acima do esperado e ótimo escore corporal, evidenciando o elevado potencial de conversão alimentar e eficiência produtiva dos animais”, disse o supervisor de produção e pesquisa da Central Bela Vista, Matheus Vargas, em comunicado à imprensa.

O desempenho por sexo foi o seguinte:

  • Machos: foram o grande destaque, atingindo 1,84 kg/dia, com peso médio de 390 kg ao final do período.
  • Fêmeas: também apresentaram alta performance, alcançando 1,61 kg/dia, com peso médio de 327 kg.

Força genética e adaptabilidade comprovada em todo o Brasil

O superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), Arnaldo Amstalden, ressaltou em comunicado que esse desempenho sinaliza a força genética e a eficiência da raça. “Isso reforça que o Santa Gertrudis é capaz de responder muito bem em diferentes sistemas de produção”.

O vice-presidente da ABSG, Gustavo Barretto, comemorou o retorno para os criadores. “É impressionante ver esse resultado em apenas três semanas. Como criador, é a confirmação de que investir na raça é investir em eficiência e retorno econômico”.

A prova, que se estenderá até novembro, tem como objetivo avaliar os dados de consumo individual e a eficiência alimentar completa dos 59 animais em teste (24 fêmeas e 35 machos), gerando dados valiosos para o melhoramento genético.

Santa Gertrudis se destaca pelo desempenho

A raça Santa Gertrudis, desenvolvida nos Estados Unidos a partir do cruzamento entre 5/8 Shorthorn e 3/8 Brahman, é reconhecida por sua rusticidade e adaptabilidade.

Presente em 14 estados brasileiros desde sua chegada em 1953, ela se consolida por entregar desempenho superior, alto rendimento de carcaça e aliar alta produtividade à capacidade de adaptação. A prova de eficiência em São Paulo é um passo importante para fortalecer a pecuária nacional com essa genética de ponta.



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