
Em postagem na tarde desta terça-feira (14) em sua rede social (Truth Social) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o fato de a China não estar comprando soja norte-americana é um “ato economicamente hostil”.
“Estamos considerando encerrar negócios com a China relacionados a óleo de cozinha e outros elementos do comércio como retaliação”, disse.
O mandatário da Casa Branca ainda ressaltou que o país pode facilmente produzir óleo de cozinha sem precisar importar do país asiático.
As falas de Trump são mais um capítulo à escalada das tensões entre as duas nações vista nos últimos dias. Na última sexta-feira (10), o republicano criticou a iniciativa chinesa de restringir os embarques de elementos ligados às terras raras e, logo em seguida, anunciou que o seu governo imporia uma tarifa adicional de 100% sobre produtos importados da China a partir de 1º de novembro.
Em resposta, o gigante asiático chamou de “hipócritas” as tarifas de 100% impostas pelo presidente norte-americano. O Ministério do Compercio da China reforçou que “ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, disse a pasta, em nota.
Contudo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira que Trump decidiu por suspender temporariamente a aplicação das tarifas até que se encontre com o líder chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul na cúpula da Apec, marcada para os dias 31 de outubro e 1º de novembro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (14) que a chamada tributação BBB, que taxa bancos, rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, “só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”.
“Sem querer maldizer qualquer atividade econômica que tem amparo legal. Não é disso que se trata. São atividades reguladas. Mas nós temos que buscar que essas atividades correspondam, em relação à tributação, com aquilo que é o padrão da economia brasileira”, avaliou.
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Haddad lembrou que ninguém acha injusto sobretaxar cigarro ou bebida alcoólica e que “setores que produzem externalidades muito negativas para a sociedade” são sobretaxados no mundo inteiro.
“O Brasil é até tímido na sobretaxação. Em determinados países, é quase inacessível você comprar uma bebida alcoólica”, disse, ao citar, como exemplo, a Escandinávia. “Você vai pagar caro porque todo cidadão lá entende que essas atividades precisam ter um outro tipo de regulação”.
“É a maneira correta de combater tabagismo, alcoolismo, dependência psicológica. Não necessariamente proibir porque, às vezes, tem coisas que são difíceis de proibir. Embora, no caso das bets, tenhamos tecnologia hoje para, se essa queda de braço continuar, ir para um embate mais firme com o setor”, completou.
Para o ministro, as bets, por exemplo, têm que dar algum tipo de contribuição para o que ele chamou de efeitos colaterais de um entretenimento que pode gerar dependência. “Não é ir a um parque de diversão ou a um show. É um outro tipo de entretenimento, que gera dependência, tem que ser tratado dessa maneira”.
“Não é demonizar. É dar o nome à coisa. Sem nenhum tipo de dificuldade”, concluiu Haddad.

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguma recuperação em seus preços no decorrer desta terça-feira (14), com destaque para o movimento deflagrado em Mato Grosso.
Já em estados como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul o perfil é de
maior acomodação, com manutenção do padrão dos negócios, aponta o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.
“Os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição mais confortável de suas escalas de abate, ainda contando com a incidência de animais de parceria. Exportações seguem como um grande diferencial e vale mencionar que o mês de setembro marcou o maior volume da história em exportação”, ressaltou.
O mercado atacadista apresenta preços firmes durante a terça-feira, e o ambiente de negócios sugere para alta das indicações.
“No entanto, isso deve acontecer de maneira comedida. É importante mencionar que a demanda doméstica se aproxima do seu auge, com a incidência do 13º salário, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações de final de ano, fatores que oferecem uma perspectiva positiva”, assinalou Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.
A média da arroba do boi gordo em São Paulo aumentou R$ 1,34 nesta terça-feira (14) em comparação a ontem, sendo cotada a R$ 309,14, conforme o Indicador do Boi Datagro.
Entre os principais estados com praças de comercialização, o que teve o maior incremendo foi Tocantins, com R$ 2,83 de alta, chegando a R$ 294,36 (R$ 291,53 ontem).
De acordo com a analista de mercado da Datagro Beatriz Bianchi, de forma geral, os preços seguem em leve recuperação neste início de outubro, em linha com o encurtamento das programações de abate dos frigoríficos.
“Ainda assim, observamos uma oferta sólida dos animais terminados em confinamento, em boa medida favorecidos pelos bons custos de alimentação animal. Isso faz com que tenhamos uma perspectiva mais adiante de um potencial de alta ainda contido, mas já esperado sazonalmente”, conta.
De acordo com Beatriz, em relação ao mercado interno, o consumo doméstico já começa a reagir nos últimos dias, mas com sinais de fragilidade devido à política monetária restritiva que não incentiva o consumo de produtos de maior valor agregado, como a carne bovina.

“Na ponta do escoamento externo, ainda temos volumes significativos de carne bovina brasileira embarcada em grande medida impulsionada pelo mercado chinês e também pelas aquisições de volumes em suas máximas históricas de outros compradores, como México, Chile e União Europeia.”
Contudo, a analista chama atenção para a variável do dólar, cuja volatilidade pode penalizar a rentabilidade da indústria exportadora e, consequentemente, limitar potenciais ganhos nas cotações do mercado interno.
Nesta terça-feira, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,3426 para venda e a R$ 5,3406 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3292 e a máxima de R$ 5,3637.
Produtores reduziram a oferta no mercado spot
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Seane Lennon
Com a atenção voltada à temporada 2025/26, produtores de soja reduziram a oferta no mercado spot, o que sustentou os preços internos e os prêmios de exportação. Levantamento do Cepea revela movimento de retração comercial, mesmo com demanda firme das indústrias.
A desaceleração nas negociações de soja no mercado spot brasileiro, provocada pelo foco dos produtores nas atividades de campo para a safra 2025/26, vem influenciando diretamente os preços domésticos e os prêmios de exportação. A conclusão é de levantamento recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que destaca um cenário de valorização impulsionado por menor disponibilidade imediata da oleaginosa.
Segundo o Cepea, a retração dos sojicultores nas vendas ocorre em um momento estratégico, em que os agentes do setor monitoram os desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos. As incertezas nessa rota tradicional do comércio global abrem espaço para expectativas de aumento nas exportações brasileiras no último trimestre do ano, o que também sustenta o movimento de alta.
Do lado da demanda, as indústrias esmagadoras nacionais seguem ativas nas compras. No entanto, muitas já relatam dificuldade para encontrar novos lotes disponíveis para entrega imediata. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda contribui para a manutenção dos preços em patamares elevados.
Além do fator climático e das decisões operacionais em campo, a perspectiva de aumento nas exportações para a China reforça o otimismo entre os vendedores. Com os prêmios de exportação em alta e a firme demanda interna, o mercado brasileiro de soja entra no último trimestre do ano em ritmo de valorização, ainda que com pouca liquidez no spot.
A postura estratégica dos produtores diante do cenário internacional e o apetite das indústrias devem continuar influenciando os preços da soja no curto prazo. A expectativa do setor é de que a demanda externa, especialmente chinesa, seja um dos motores do mercado até o fim do ano, enquanto a indústria nacional enfrenta desafios para manter o ritmo de aquisição no spot.

Dados do relatório do Copernicus mostram que setembro de 2025 registrou a terceira maior temperatura média global da história, com 1,47 ºC acima da média pré-industrial. O aquecimento se concentrou principalmente no Ártico e na Antártica, segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.
Segundo Müller, mesmo com o fenômeno La Niña em andamento, que costuma resfriar parte da América do Sul, o termômetro global voltou a subir, indicando tendência de aquecimento nos próximos anos.
No Japão, por exemplo, as temperaturas chegaram a 43 ºC no último mês, evidenciando extremos climáticos que podem afetar diretamente a produção agrícola e o bem-estar da população.
Em 2023, o fenômeno contribuiu para quebras de safra de soja no Centro-Oeste brasileiro, enquanto 2024 ficou registrado como o segundo ano mais quente da história, ficando apenas abaixo do recorde anterior.
De acordo Müller, parte do Pacífico Equatorial apresenta águas mais frias, mas, ao redor, o oceano continua aquecido, mantendo uma média global elevada que preocupa cientistas, indicando que extremos de calor e irregularidade nas chuvas ainda devem ser enfrentados nos próximos anos.
Para o agro, o cenário exige atenção. O aumento da temperatura e a irregularidade das chuvas podem impactar safras futuras. “O caminho para o futuro é investir em sustentabilidade e tecnologia no campo”, alerta Müller.
O fenômeno reforça a importância de políticas climáticas e ações individuais para conter o aquecimento global, como preconiza o Acordo de Paris.

A 19ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade, realizada em Ituiutaba (MG) no último dia 30 de setembro, atraiu a atenção de pecuaristas locais e confirmou o potencial do estado como um celeiro de gado de primeira. Com mais de 2.230 carcaças de machos em disputa, a competição destacou o empenho dos produtores em alcançar a excelência na produção.
O evento foi apresentado no quadro Giro pelo Brasil, do programa Giro do Boi, na terça-feira (14). A etapa mostrou como está o nível de qualidade dos bovinos de corte que estão sendo levados para o abate no país.
Confira:
Em entrevista, Roberto Ribeiro Moreira Filho, gerente da unidade da Friboi de Ituiutaba, destacou a dedicação dos pecuaristas da região, cuja excelência foi reconhecida em uma das maiores provas do país.
O grande campeão foi a Agroporto Agricultura e Pecuária, com a Fazenda São José do Paranaíba, de Tupaciguara (MG). Em segundo lugar, ficou Adilon da Costa Mamede Júnior, da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Ipiaçu (MG), enquanto Ademir Ferreira de Mello, da Fazenda Planalto, em Conceição das Alagoas (MG), conquistou a terceira posição.
Os resultados da etapa de Ituiutaba refletem o esforço e a qualidade do rebanho mineiro. O volume e a excelência dos lotes apresentados atestam a força da pecuária de corte da região, que busca continuamente inovações e melhores práticas para otimizar a produção.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

A Efapi do Brasil 2025, em Chapecó, Santa Catarina, espera um público de 500 mil pessoas de 10 a 19 de outubro. A organizadora da feira multissetorial, a prefeitura da cidade, estima movimentar R$ 800 milhões em negócios fechados e prospectados.
O evento também registrou um crescimento de expositores de 25% este ano, totalizando 625 unidades em 45 mil metros quadrados. Entre as atrações estão o Salão do Imóvel, Salão do Automóvel, Feira do Comércio, Artesanato, Exposição de Máquinas Pesadas e Máquinas Agrícolas, Parque de Diversões, Rodeio Country, Exposição Nacional da Raça Angus, Etapa Nacional do Gado Jersey, Etapa Nacional do Gado Holandês, Pavilhão da Piscicultura e 22 shows musicais nacionais.
Autoridades locais, estaduais e nacionais prestigiaram a abertura da Efapi do Brasil, realizada no dia 10 de outubro. Na ocasião o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, lembrou dos pioneiros que criaram a Efapi, entre eles Valmor Lunardi, que dá nome ao Parque de Exposições. “Nunca deixem de sonhar e empreender. Este parque foi sonhado pelos pioneiros. Eles e muitos que nos sucederam ajudaram a transformar essa cidade na capital do turismo de negócios. Tivemos um crescimento de 130% no turismo no último ano. Somos o maior polo mundial da indústria da transformação. Mesmo com dificuldades em logística, como da BR-282, exportamos para o mundo. Aqui geramos emprego que atraem migrantes e imigrantes”, disse Rodrigues.
O presidente da Aurora, Neivor Canton, falou em nome dos patrocinadores. “A Efapi tornou-se um patrimônio imaterial de Chapecó e região. Ela exibe nossas potencialidades e cultura. Em seu caráter multissetorial permite a integração de vários atores da economia. Ela é referência para o Brasil e países do Mercosul”, disse Canton.
O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, falou em nome do legislativo estadual: “O Oeste é muito bem representado. E se somos um estado desenvolvimento devemos muito ao Oeste se Santa Catarina. É um momento de reconhecer tudo o que o Oeste representa para o nosso estado”, disse Garcia. Também esteve presente o governador do estado, Jorginho Mello, entre outras autoridades.
Serviço:
Efapi do Brasil 2025
Parque de Exposições Valmor Ernesto Lunardi - Chapecó – SC
10 a 19 de outubro

O mercado brasileiro de soja registrou melhores momentos nos preços nesta terça-feira (14), impulsionado pela volatilidade cambial e pelo avanço do plantio da safra. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, no mercado interno os movimentos permanecem limitados para a indústria, sem grandes volumes de negociação.
Segundo Silveira, a Bolsa de Chicago (CBOT) recuou durante a sessão, no entanto, fechou com leves perdas, enquanto os prêmios mudaram. O analista resumiu o dia como “um cenário de pequenas melhoras, mas ainda sem grandes volumes, especialmente para a safra nova”.
Ele destacou ainda que, no Centro-Oeste, o retorno das chuvas tem concentrado a atenção dos produtores, que seguem focados nas atividades de campo.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em leve baixa nesta terça-feira, pressionados pelo cenário fundamental e pela indefinição nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Durante a parte final do pregão, o mercado reduziu perdas e chegou a operar em leve alta, apoiado por compras técnicas e pela baixa do dólar.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulga nesta quarta-feira (15) o resultado do esmagamento nos EUA referente a setembro, com expectativa de 186,340 milhões de bushels, ante 189,810 milhões em agosto. As inspeções de exportação norte-americana de soja somaram 994.008 toneladas na semana encerrada em 9 de outubro, ante 783.495 toneladas na semana anterior.
Nos contratos da soja em grão, a posição novembro fechou a US$ 10,07 3/4 por bushel, baixa de 0,12%, e a posição janeiro a US$ 10,24 1/4, recuo de 0,09%. No farelo, dezembro fechou a US$ 274,30 por tonelada, alta de 0,07%, e no óleo, dezembro encerrou a 50,57 centavos de dólar, baixa de 0,05%.
O dólar comercial terminou a sessão com alta de 0,19%, cotado a R$ 5,4701 para venda e R$ 5,4681 para compra, oscilando entre R$ 5,4575 e R$ 5,5190 durante o dia