Fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), no posto do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, nordeste paraense na divisa com o Maranhão, apreenderam, na última sexta-feira (27), cerca de 17 toneladas de mel de abelha avaliadas em R$ 241.527,00.
O condutor de uma carreta apresentou nota fiscal do produto informando que a carga era remessa para fim de exportação, com origem no município de Ourém, no Pará e destino ao município de Araranguá, em Santa Catarina.
“A fiscalização fez a verificação física na mercadoria: eram 59 tambores com 17.476 kg de mel de abelha. Na análise da documentação fiscal, e em consulta ao sistema, não foi encontrado no cadastro do contribuinte o regime especial de exportador, obrigatório para esse tipo de operação, conforme determina a legislação tributária”, informou o coordenador Gustavo Bozola.
A carga, no valor total de R$ 241.527,99, foi retida, e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) cobrando imposto e multa no valor de R$ 40.576,70.
O uso de uma planta conhecida por suas propriedades medicinais pode representar um avanço relevante para a aquicultura. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), aponta que a suplementação com Artemisia annua na alimentação de tilápias-do-Nilo melhora o crescimento, a saúde e a produtividade dos peixes em sistemas tropicais de cultivo em tanques-rede.
Os resultados indicam ganhos expressivos no desempenho produtivo, com aumento no peso dos animais e melhora na conversão alimentar, ou seja, os peixes crescem mais consumindo menos ração. Esse fator é considerado um dos principais indicadores de eficiência na piscicultura.
De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Michelly Soares, a adoção de soluções naturais pode trazer benefícios simultâneos ao sistema produtivo. ”A suplementação contribui para melhorar o crescimento, a eficiência alimentar e a saúde dos peixes, o que é fundamental em sistemas intensivos”, afirma.
O desempenho observado está relacionado à presença de compostos bioativos na planta, que favorecem a digestão e o aproveitamento de nutrientes, além de promover melhorias na fisiologia intestinal dos animais.
Além do ganho produtivo, o estudo também aponta efeitos positivos na saúde dos peixes. A suplementação com Artemisia annua fortaleceu o sistema imunológico e reduziu indicadores de estresse fisiológico, fatores essenciais em sistemas de cultivo intensivo, onde os animais estão mais expostos a variações ambientais e agentes patogênicos.
Outro destaque é a ação da planta sobre a microbiota intestinal. Os compostos presentes atuam de forma seletiva, inibindo microrganismos prejudiciais e favorecendo bactérias benéficas. Esse equilíbrio contribui para melhor absorção de nutrientes, otimização do metabolismo e aumento do desempenho produtivo.
A planta também apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a reduzir danos celulares e melhorar o estado geral dos peixes.
O estudo foi realizado em condições reais de cultivo tropical em tanques-rede, sistema amplamente utilizado no Brasil, o que reforça a aplicabilidade prática dos resultados. Nesse modelo, desafios como estresse ambiental e sanidade tornam ainda mais importante o uso de estratégias nutricionais eficientes.
Para pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, a adoção de aditivos naturais com múltiplas funções pode reduzir custos, aumentar a produtividade e tornar a atividade mais sustentável.
A utilização de plantas medicinais como a Artemisia annua surge como alternativa ao uso de produtos sintéticos e antibióticos, alinhando a produção às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários novos estudos para validar a tecnologia em escala comercial e em diferentes condições de produção.
A tendência, segundo os especialistas, é de crescimento no uso de bioinsumos na aquicultura, com foco em sistemas mais sustentáveis e eficientes.
Centro de Luís Eduardo Magalhães (BA) | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia
Nesta segunda-feira (30), o município de Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste baiano, comemora 26 anos de emancipação político-administrativa. O que antes era apenas o povoado de Mimoso do Oeste, pertencente a Barreiras, consolidou-se em pouco mais de duas décadas como um dos principais polos agrícolas do Brasil e um símbolo de crescimento acelerado.
Com uma população superior a 118 mil habitantes, segundo estimativa mais recente do IBGE, a cidade une as tradições baianas à força dos produtores sulistas que migraram para a região.
O resultado dessa união é uma economia pujante: em 2024, o PIB do município movimentado pela prefeitura ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, colocando LEM entre os maiores exportadores do estado.
O município também foi um dos que mais cresceram do país de acordo com último senso do IBGE. Um aumento populacional de aproximadamente 80% entre 2010 e 2022.
De “Mimoso” a potência mundial
A localização estratégica, às margens de duas importantes rodovias federais, foi o convite para que investidores e famílias de todo o país escolhessem a região para prosperar.
Para Carminha Missio, produtora rural e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), a história da cidade se confunde com a de sua própria família, que chegou à região antes mesmo da fundação do distrito.
Para ela, celebrar os 26 anos da cidade é honrar uma trajetória de persistência:
“A minha família veio para cá muito antes de existir o Mimoso do Oeste; na época, tudo ainda pertencia a Barreiras e só existia a ‘casa do Negão’. Olhar para trás hoje e ter esse passado como um direcionamento para o futuro nos enche de profundo orgulho. Por isso, quero parabenizar Luís Eduardo Magalhães por seus 26 anos de emancipação política. Fica aqui o meu parabéns pelo esforço, pela dedicação e por tudo que faz a diferença nesta terra que é o nosso grande orgulho.”
Futuro e expansão
O ambiente de negócios em Luís Eduardo Magalhães também atrai lideranças que enxergam na cidade o local ideal para integrar a produção do campo com a indústria de alta performance.
É o caso de Almir Moraes, CEO da Captar Agrobusiness, que viu no município o cenário perfeito para escalar suas operações.
Ele destaca que a infraestrutura local e a proximidade com a agroindústria foram decisivas para o sucesso de seu empreendimento e prevê um salto ainda maior para os próximos anos:
“A estrutura aqui era mais promissora. Nós viemos buscar uma área para construir um confinamento, com o objetivo de aproveitar os resíduos da agroindústria e produzir uma arroba mais barata. Luís Eduardo foi a cidade escolhida e, certamente, nós acertamos nessa decisão. Agora, estamos vendo outras grandes empresas se instalando ao redor, como é o caso da Inpasa. Temos o desafio gigante de alimentar não só a Bahia e o Brasil, mas também o mundo. Parabéns a todos que fazem o agronegócio e outros setores de Luís Eduardo. E digo mais: essa cidade ainda vai dobrar de tamanho, se preparem para isso!”
O Canal Rural parabeniza todos os produtores, empresários e moradores que fazem parte dessa história.
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No mercado global de soja, o preço não é determinado apenas pela CBOT, prêmio (basis) e câmbio. Existe um componente muitas vezes subestimado, mas decisivo na competitividade: o custo logístico, que impacta diretamente a margem do exportador e o preço pago ao produtor.
A soja brasileira compete com Estados Unidos e Argentina em condições semelhantes no preço FOB, mas com diferenças relevantes no custo de escoamento. No Brasil, o predomínio do transporte rodoviário, aliado às longas distâncias e gargalos estruturais, eleva o custo por tonelada e reduz a eficiência da cadeia.
Esse custo afeta diretamente o preço de paridade de exportação (PPE). Quanto maiores o frete interno e as despesas portuárias, menor o valor disponível “sobre rodas”, ou seja, o preço na origem. A logística, portanto, atua como um redutor direto da renda do produtor.
Além do transporte, fatores como armazenagem, filas nos portos (line-up), eficiência de embarque (loading rate) e disponibilidade de modais alternativos influenciam o basis. Em regiões distantes dos portos, esses custos podem representar parcela relevante do valor da soja, aumentando a sensibilidade ao frete.
Por outro lado, avanços logísticos geram ganhos imediatos de competitividade. A expansão do Arco Norte reduziu distâncias e elevou o preço recebido no interior, ao melhorar a paridade de exportação.
Nesse contexto, o porto de Miritituba (PA) consolidou-se como um dos principais hubs do Arco Norte, integrando o transporte rodoviário via BR-163 com a hidrovia dos rios Tapajós e Amazonas. Apesar disso, ainda enfrenta limitações operacionais, especialmente no pico da safra, quando há forte concentração de fluxo e formação de filas.
A análise dos fretes saindo de Sorriso (MT), considerando 2024 e 2025 e ajustados para valores reais pela inflação, evidencia diferenças estruturais entre rotas. O escoamento via Miritituba apresenta custos consistentemente inferiores ao de Paranaguá, reforçando a vantagem logística do Arco Norte.
Na prática, essa diferença se traduz diretamente no preço ao produtor. Como o frete é descontado na formação do PPE, reduções no custo por tonelada aumentam o valor disponível na origem. Em termos de saca, variações aparentemente pequenas no frete geram impactos relevantes na margem, podendo a chegar em lucros de R$ 9 a R$ 10, apenas pela escolha da logística.
Essa dinâmica reforça que a escolha do corredor logístico deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica. Em regiões como Sorriso, maior produtor de soja do Brasil, decidir entre Arco Norte e portos do Sul pode significar ganho ou perda de competitividade.
Localizado no médio-norte do Mato Grosso, Sorriso depende fortemente da eficiência logística para transformar produtividade em rentabilidade. A distância superior a 1.500 km até os portos faz do frete um dos principais determinantes do preço recebido.
Durante a safra, a concentração de oferta eleva a demanda por transporte, pressionando o frete e reduzindo o preço no interior. Nesse cenário, o enfraquecimento do basis reflete mais as limitações logísticas do que o mercado global.
Na entressafra, com menor fluxo de cargas, o frete recua, permitindo ao produtor capturar melhores preços. Isso reforça que o frete é uma variável de mercado, e não apenas um custo operacional.
Nesse ambiente, a armazenagem torna-se estratégica, permitindo evitar a venda no pico logístico e capturar melhores condições de mercado.
Assim, em Sorriso, a logística atua como um verdadeiro “formador de preço invisível”. Mais do que produzir bem, é necessário entender quando e como escoar.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a vantagem não está apenas na produtividade, mas na capacidade de transformar eficiência logística em margem.
*Thiago Oleto é economista e analista júnior do complexo soja na consultoria Safras & Mercado
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Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1% – Foto: USDA
O mercado internacional da soja encerrou a semana em queda, refletindo ajustes técnicos e pressões combinadas de fundamentos globais e regionais. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento seguiu a lógica de realização de lucros após a confirmação de metas de biocombustíveis nos Estados Unidos, com investidores adotando a estratégia de venda após o fato.
Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%, com destaque para o farelo de soja, que liderou as perdas no dia. Apesar da definição de um volume mais elevado para mistura de biocombustíveis em 2026, o mercado já havia antecipado parte desse cenário, abrindo espaço para correções. Ao mesmo tempo, a pressão da oferta sul-americana contribuiu para o viés negativo, com o Brasil avançando na colheita e elevando a estimativa de safra recorde, enquanto a Argentina mantém boas condições das lavouras.
No cenário interno, a dinâmica regional mostra forte influência de fatores logísticos e de demanda. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda avança lentamente, com produtividade afetada por estiagem em algumas áreas, enquanto o alto custo do diesel impacta o transporte, majoritariamente rodoviário. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta preços firmes, garantindo liquidez mesmo diante da pressão externa.
No Paraná, o avanço da colheita convive com entraves sanitários nas exportações, elevando custos e restringindo margens. Já em Mato Grosso do Sul, o aumento dos custos e limitações de armazenagem reduzem o ritmo de negócios. Em Mato Grosso, o fim da colheita expõe gargalos logísticos, com fretes elevados e capacidade limitada de estocagem, pressionando os preços ao produtor mesmo diante de processamento recorde.
Vacas e novilhas com bezerros ao pé em área de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
No outono de 2026, o planejamento nutricional para a terminação intensiva de novilhas exige estratégias que combinem alto volume de volumoso com correção proteica de baixo custo. O zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes, afirma que a mistura de ureia com o capim capiaçu é o “pulo do gato” para acelerar o ganho de peso.
O capiaçu é uma excelente máquina de produção de massa, mas apresenta um gargalo proteico que a ureia consegue corrigir com alta eficiência e economia. Para que as novilhas convertam o nitrogênio da ureia em músculo, o rúmen precisa de um componente extra: o enxofre.
A introdução da ureia na dieta das novilhas deve ser gradual. O organismo do animal precisa de tempo para que a flora ruminal aprenda a processar o nitrogênio não proteico sem risco de intoxicação. A distribuição deve ser rigorosamente homogênea. Se as novilhas ingerirem pelotas de ureia pura, o risco de morte por intoxicação é altíssimo.
Turbinar o capiaçu com ureia e sulfato de amônio é uma estratégia vencedora para fechar a conta da terminação com lucro. Como a ureia acelera o metabolismo, garantir sombra e conforto térmico para as novilhas permitirá que elas convertam esse aporte nutricional em ganho de peso máximo.
O governo anunciou uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que estabelece regras mais rígidas para exportação, importação e reexportação do tubarão-azul (Prionace glauca), conhecido como cação-azul, espécie migratória comercializada de maneira expressiva no mundo.
A apresentação ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS), na última quinta-feira (26).
Segundo o governo, a medida fortalece a proteção e atende a compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês), que incluiu a espécie em seu Anexo II em 2023.
A instrução normativa proíbe a exportação de barbatanas separadas do corpo do tubarão e veda a retenção de fêmeas e de indivíduos jovens.
Também estabelece um limite máximo de captura por cruzeiro de pesca destinada ao comércio exterior e restringe as operações a recintos aduaneiros específicos. Além disso, consolida e substitui três normas anteriores, unificando o marco regulatório para a espécie.
Para o presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, a iniciativa demonstra o compromisso do governo do Brasil com a implementação efetiva dos acordos multilaterais, assim como o avanço de medidas concretas para a conservação da biodiversidade, incluindo as espécies migratórias.
“Trata-se de uma estratégia estruturada de fortalecimento do multilateralismo, da governança ambiental e dos espaços de cooperação internacional, na qual o país retoma seu papel histórico de construir soluções baseadas no consenso, especialmente no âmbito da proteção da biodiversidade e das espécies migratórias”, reforçou.
Compromisso com o ecossistema
Foto: Rogério Cassimiro/MMA
De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o Instituto avança para um modelo mais sólido de gestão pesqueira, que une rigor técnico, monitorimento e diálogo com o setor produtivo.
Assim, assegura-se que a exploração ocorra dentro de pârametros sustentáveis e com maior controle ao longo de toda cadeia.
Ainda na avaliação de Agostinho, “a medida reforça o papel do Brasil na agenda internacional de conservação, ao promover maior transparência, rastreabilidade e responsabilidade no comércio, ao mesmo tempo em que contribui para a proteção efetiva das espécies e a integridade dos ecossistemas marinhos”.
A norma
O processo de elaboração da norma resultou na formalização de subsídios brasileiros junto à CITES para fortalecer o controle sobre a exploração da espécie.
A instrução normativa estabelece regras detalhadas para exportação, importação e reexportação de espécimes, partes, produtos e subprodutos do tubarão-azul.
A norma exige licenças CITES e comprovação de origem legal, além da obrigatoriedade de avaliação técnico-científica que ateste que a exploração não prejudica a sobrevivência da espécie.
Entre as medidas determinadas pelo texto, está a definição de recintos aduaneiros específicos para o desembaraço das cargas, incluindo portos e aeroportos previamente autorizados.
Também é requisitado o agendamento prévio de inspeções e a possibilidade de realização de análises laboratoriais para verificar a conformidade dos produtos e eventuais riscos ambientais.
Além disso, o regulamento reforça critérios para garantir a sustentabilidade da exploração da espécie. Entre eles, a determinação que os animais desembarquem com as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo, o que amplia a capacidade de fiscalização e reduz brechas para práticas ilegais.
Restrições na pesca
No âmbito da pesca, a norma desconsidera o tubarão-azul como espécie-alvo em operações destinadas ao comércio exterior, estabelecendo limite máximo de 20% do total capturado por cruzeiro.
Também proíbe a retenção e comercialização de indivíduos abaixo do tamanho mínimo ou de fêmeas, além de restringir práticas e equipamentos que possam aumentar o impacto sobre a espécie.
O texto define que, para importações, passam a exigir documentos como licença CITES emitida pelo país de origem, registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) e comprovação de que a exportação não compromete a sobrevivência da espécie.
Além de vedar a entrada no país de espécies de tubarões listadas como ameaçadas de extinção, a medida reforça o controle sobre fluxos internacionais e evita a internalização de produtos de origem irregular.
Em outro trecho, o documento prevê que cargas em desacordo com os padrões estabelecidos poderão ser devolvidas ao país de origem ou submetidas à destruição, conforme a legislação ambiental vigente.
A Ihara, empresa parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma sucessão planejada em sua presidência. Após mais de 30 anos na companhia, sendo mais de 15 como presidente, Julio Borges passará a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.
Para o cargo de presidente, foi nomeado Clayton Veiga, executivo com mais de 20 anos na empresa e experiência em diferentes áreas do negócio, incluindo vendas, marketing, pesquisa e desenvolvimento e operações.
O novo presidente da Ihara, Clayton Veiga, é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Gestão de Vendas e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas, PMD pela IESE Escola de Negócios e Programa de Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School.
André Nannetti assumirá como vice-presidente
A mudança faz parte de um processo estruturado de governança e reforça a continuidade da estratégia da companhia, com foco em inovação, crescimento sustentável e fortalecimento da atuação no agronegócio brasileiro.
Sobre a Ihara
A Ihara é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes.
A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a Ihara ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da Ihara.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes expressivos de chuva em várias regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril.
Os maiores acumulados devem se concentrar no Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.
Norte
Na região Norte, os maiores acumulados são esperados no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins.
Nessas áreas, os volumes podem ultrapassar 80 mm, com picos acima de 150 mm em pontos isolados.
A chuva tende a ser mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas. Já no restante da região, as precipitações devem ocorrer de forma mais fraca e isolada.
Nordeste
No Nordeste, a chuva se concentra no centro-norte do Maranhão e do Piauí e no sul do Ceará.
Os acumulados devem ficar em torno de 80 mm, podendo atingir até 150 mm em áreas isoladas.
No sul da Bahia e em parte do Maranhão, os volumes variam entre 50 mm e 80 mm. Já no restante do litoral e em áreas do interior, a previsão indica acumulados entre 20 mm e 50 mm. Em outras áreas, a chuva será mais fraca.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a chuva tende a se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, superar 80 mm.
Nas demais áreas, como centro-sul de Mato Grosso, noroeste de Goiás e Distrito Federal, os volumes variam entre 20 mm e 40 mm.
No restante da região, a previsão é de chuva irregular, com acumulados abaixo de 10 mm.
Sudeste
No Sudeste, a semana será marcada por chuva persistente no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro.
Nessas áreas, os acumulados devem superar 50 mm, podendo chegar a 80 mm.
No Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e centro de São Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm.
Já no restante da região, a chuva será mais fraca, com acumulados inferiores a 10 mm.
Sul
Na região Sul, os maiores acumulados são esperados na faixa litorânea do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e picos de até 80 mm.
No centro-sul do Paraná e norte de Santa Catarina, a chuva varia entre 20 mm e 50 mm.
Nas demais áreas, os acumulados não devem ultrapassar 10 mm.
A combinação de fatores internos e externos tem elevado os custos dos fertilizantes no Brasil e acendido o alerta no setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do estado do Paraná (Sindiadubos-PR) , Aluísio Schwartz, o produtor rural enfrenta um cenário de pressão nos preços, enquanto a rentabilidade segue comprometida.
“Estamos praticamente em uma tempestade perfeita, com fertilizantes disparando e o preço dos grãos não acompanhando. A relação de troca está extremamente desfavorável para o produtor”, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia.
Medidas internas elevam custo no campo
Entre os fatores internos, Schwartz destaca o impacto do novo modelo de cobrança de PIS/Cofins, que entra em vigor em abril e deve elevar o custo dos fertilizantes em cerca de 2%.
“O agricultor, a partir de 1º de abril, vai pagar cerca de 2% a mais pelo fertilizante com a nova cobrança de PIS/Cofins”, disse.
Além disso, a tabela mínima de frete também pressiona os preços. Segundo ele, a medida elimina uma dinâmica comum do setor, em que o frete do fertilizante era mais barato no retorno dos caminhões após o escoamento da safra.
“Agora o agricultor vai pagar pelo fertilizante o mesmo frete que paga para levar o grão ao porto. Isso encarece o custo”, afirmou.
O aumento do diesel também entra na conta. “O diesel impacta diretamente o custo do produtor, porque ele é amplamente utilizado em toda a operação no campo”, acrescentou.
Oferta global preocupa e aumenta incerteza
No cenário internacional, a preocupação está ligada à redução da oferta de insumos. A menor disponibilidade de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, já impacta a produção global.
Segundo Schwartz, o Brasil já sente esse efeito, com redução no volume do insumo importado.
“O mundo inteiro está com menos enxofre disponível. Se você olhar o lineup no Brasil, ele já está reduzido”, afirmou.
Ele também citou restrições nas exportações por parte da China e os efeitos de conflitos geopolíticos nas cadeias de suprimento.
Apesar do cenário, Schwartz afirma que o histórico do setor mostra que o abastecimento costuma se ajustar, mas reconhece que o momento é mais incerto.
“Em anos anteriores já houve risco de desabastecimento, mas nunca aconteceu. Sempre, na última hora, o mercado se ajustou e o fertilizante chegou”, disse.
No entanto, ele alerta para um ambiente mais desafiador neste ano.
“Este ano é diferente. Está mais difícil prever o que pode acontecer daqui para frente”, afirmou.
O presidente do Sindiadubos-PR destacou ainda a dependência do fornecimento internacional de enxofre.
“Um dos principais fornecedores do Brasil indica que consegue manter o fornecimento por cerca de dois meses sem novas cargas. Depois disso, a situação fica mais delicada”, explicou.
Para ele, a normalização das rotas internacionais será decisiva. “Temos que torcer para que as rotas no Golfo Árabe sejam restabelecidas o mais rápido possível, para que esse enxofre volte a chegar”, disse.