sábado, maio 16, 2026

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Lula define três frentes de reação a tarifaço de Trump



Apesar de ter divulgado uma mensagem dizendo que pretende responder ao tarifaço de Trump utilizando a Lei da Reciprocidade, o presidente Lula planeja reagir de outras formas em relação à medida do governo dos EUA. De acordo com informações do jornalista Igor Gadelha, do portal Metropóles, o presidente definiu três frentes de reação a taxação imposta por Trump.

A primeira delas é se reunir com os setores da economia brasileira que serão mais afetados pelo aumento de taxas. Com essa medida o governo que ser aproximar de setores, como o agronegócio. Outra reação é escalar os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Itamaraty), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro da Indústria e Comércio Exterior, para negociarem com o governo Trump.

No entanto, há integrantes do governo que defendem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a tarifa imposta por Trump. O argumento seria que o tarifaço não teve motivação técnica e fere o princípio da concorrência igualitária.

Já a terceira frente de reação é no campo da política. A estratégia do Planalto é explorar o episódio politicamente, jogando a culpa da tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em seus aliados.



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Produtores debatem adubação de soja em MT



No campo, o conhecimento de ponta é ferramenta essencial para aumentar a produtividade e tomar decisões mais assertivas nas lavouras de soja. Pensando nisso, a Rodada Técnica chegou a Querência (MT) para aproximar os produtores das pesquisas mais recentes sobre adubação e manejo de solos.

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O evento reuniu agricultores, técnicos e especialistas que acompanharam de perto os estudos realizados pelos Centros Tecnológicos (CTECNOs), voltados para temas como a aplicação eficiente de fósforo e potássio nas lavouras de soja e milho.

Iniciativa para quem produz soja

A iniciativa integra um conjunto de ações realizadas pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio dos CTECNOs, que buscam adaptar o conhecimento científico à realidade do produtor. Segundo o vice-presidente leste da entidade, Lauri Jantsch, o evento reforça o compromisso com o desenvolvimento regional. “É um evento que traz muita informação técnica para o produtor e ajuda na tomada de decisão na propriedade”, destaca.

Debates

Durante a apresentação técnica, André Somavilla, coordenador de pesquisa do CTECNO Araguaia, destacou que a aplicação correta de fósforo (P) e potássio (K) evita desperdícios, reduz custos e aumenta a eficiência das lavouras. Segundo ele, entender os teores no solo e os níveis críticos é essencial para definir a necessidade da adubação fosfatada. Já o potássio exige atenção especial em solos arenosos ou com alto teor de silte, devido à dinâmica diferenciada do nutriente.

Segundo o pesquisador, no CTECNO Araguaia vêm sendo conduzidos estudos para avaliar se, em solos com potássio naturalmente elevado, é mesmo necessário aplicar o nutriente. Os primeiros resultados mostram que as plantas conseguem acessar o potássio do solo, desde que fatores como palhada e a cultura em uso sejam considerados.

Para Anderson Frizzo, delegado coordenador do núcleo de Querência, eventos como esse são fundamentais. “É importante trazer essas rodadas técnicas para dentro de casa, onde temos inúmeros produtores presentes. São informações que vêm de protocolos testados e aplicados no dia a dia. Isso torna as decisões mais assertivas”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de precisão impulsiona produtividade



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição recursos”



“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes"
“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes” – Foto: Freepik

A fase do plantio é decisiva para o sucesso de uma safra. Segundo a Embrapa, falhas nesse momento podem comprometer até 30% do potencial produtivo, já que a emergência uniforme, o aproveitamento de nutrientes e o desenvolvimento das plantas são definidos desde o início do cultivo. Nesse cenário, o avanço das tecnologias embarcadas nas plantadeiras tem se tornado fundamental para garantir alta performance no campo.

A base da produtividade está na nutrição do solo e na uniformidade da emergência. Máquinas modernas são capazes de adaptar profundidade e pressão conforme o tipo de solo, evitando compactações ou falhas no sulco. Isso favorece o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente de nutrientes. Soluções como o controle automático do Down Force ajudam a manter o posicionamento ideal das sementes, mesmo em condições desafiadoras.

“Se as plantas não emergem ao mesmo tempo, ocorre competição por luz, água e nutrientes. Essa concorrência reduz o potencial de crescimento daquelas que nascem depois, podendo representar uma perda de até 25% na produtividade do milho, por exemplo”, destaca Maximiliano Cassalha, engenheiro e head comercial da Crucianelli no Brasil.

Espaçamento e distribuição também são determinantes. Distâncias muito curtas aumentam a competição entre plantas e reduzem a ventilação, elevando o risco de doenças. Já espaçamentos muito largos desperdiçam área cultivável e favorecem a evaporação do solo. A distribuição irregular das sementes, com falhas ou duplicações, prejudica a emergência uniforme e compromete os tratos culturais e a colheita.

“Realizar um plantio de alta qualidade significa explorar ao máximo o potencial produtivo da lavoura, unindo manejo técnico, conhecimento agronômico e uso inteligente da tecnologia”, conclui o especialista da Crucianelli no Brasil.

 





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11,3% maior que a de 2024



A estimativa para junho, da produção da safra baiana de grãos em 2025, deve chegar ao recorde de 12.668.822 toneladas neste ano. Isso representa um crescimento de 11,3% (ou mais 1.287.727 t) em relação a 2024, e de 4,3% frente ao recorde anterior, registrado em 2023 (que havia sido de 12.148.058 toneladas).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE, divulgadas nesta quinta-feira (10).

Frente à estimativa de maio, também houve, em junho, aumento na previsão da safra de grãos na Bahia: +1,4%, o que equivale a mais 177.648 toneladas.

De acordo com os dados do instituto, na comparação com 2024, a soja tem o maior crescimento da safra no estado. A oleaginosa é o principal produto agrícola baiano, representando pouco mais que dois terços (67,9%) de toda a safra de grãos do estado. 

Em junho, a estimativa é que, em 2025, a Bahia produza 8.606.190 toneladas de soja, 14,3% a mais do que em 2024 (7.532.100 toneladas).

Milho e algodão

O milho 1ª safra também tem importante aumento da previsão frente a 2024 no estado. A produção baiana do grão em 2025 deverá ser de 1.740.000 toneladas, 12,2% maior do que a do ano anterior.

Frente à previsão do maio, houve uma revisão positiva de 8,1%, ou de mais 130.800 toneladas.

Entre maio e junho, outra revisão para cima importante na previsão da safra baiana de 2025 foi a do algodão herbáceo, que deverá ter uma produção de 1.858.500 toneladas neste ano, 4,3% a mais do que o previsto no mês anterior (+76.800 t).

Com isso, a produção baiana de algodão deve ser 5,1% superior à de 2024, quando foi de 1.768.800 toneladas.

A Bahia é o 2º maior produtor nacional do grão, sendo responsável por 19,9% da safra nacional.

O recorde na produção de grãos na Bahia, em 2025, segue o previsto também para o Brasil como um todo.

Com essa previsão positiva em 2025, a Bahia deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional. Mato Grosso continua na liderança (31,5%), seguido por Paraná (13,6%) e Goiás (11,6%).


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um ícone que celebra o sabor da agricultura


Muita gente ama pizza. Mas já parou para pensar que cada pedaço de pizza carrega uma cadeia produtiva agrícola cheia de história? Hoje, quinta-feira (10), é o Dia da Pizza e, com isso, por trás de cada ingrediente há agricultores fazendo a conexão entre o campo e a cidade. 

João Machado, produtor de tomate, no Paraná. Foto: Divulgação | Canal Rural

No Paraná, por exemplo, o produtor rural João Machado cultiva mais de três alqueires de tomate. Parte da produção é convencional, mas foi no cultivo orgânico que ele enxergou a oportunidade de crescer. Com apoio técnico especializado do Sebrae/PR , conquistou a certificação da lavoura e abriu novos caminhos no mercado.

“A certificação de orgânico foi muito importante para mim, porque agrega valor ao nosso trabalho”, diz Machado. Ele integra uma nova geração de agricultores que investem em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.

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Do pasto ao forno: o leite vira queijo

E o queijo? Sem ele, nenhuma pizza seria completa. Em Sete Barras, interior de São Paulo, Pedro Paulo Assef Delgado, da fazenda Santa Helena, iniciou em 1997 a criação de búfalas e, consequentemente, a produção de queijos tempos depois.

“A gente trabalha com o próprio leite. O leite nasce no curral e não na queijaria. De um leite bom, você faz um queijo bom, mas de um leite ruim, você não faz um queijo bom”, afirma Delgado, que uniu forças com os filhos — hoje parceiros no setor, inovando e agregando valor à produção leiteira.

Heloísa de Fátima da Silva Campos, produtora rural. Foto: Divulgação | Canal Rural

Uma das produtoras rurais que garante alho e cebola de qualidade para os estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Curitiba, vem de Congonhinhas, no Paraná: Heloísa de Fátima da Silva Campos.

Há anos, ela e o marido atuam como agricultores e trabalham com cultivos diversificados, respeitando o tempo da terra e apostando em práticas sustentáveis. “Para nós, ajudar a manter e a plantar com sustentabilidade é muito importante para os meus filhos e para a geração futura.”

Pizza como conexão entre o campo e a cidade

A pizza é um prato que reúne pessoas. Mas também é resultado de um esforço coletivo de milhares de famílias do campo.

E para quem pensa em entrar neste segmento de pizzarias, e se tornar um empreendedor, Helena Andrade,  analista de negócios do Sebrae/SP explica que é um setor competitivo.

“É necessário fazer uma pesquisa de mercado – para entender as necessidades do público-alvo -, analisar a concorrência na região – onde se pretende abrir a empresa e, fazer um plano de negócios, [estes itens] trazem maior segurança e minimiza os riscos de insucesso da operação.” 

Por isso, celebrar o Dia da Pizza também é valorizar a agricultura familiar, pequenos produtores rurais, agroindústrias, transportadoras, distribuidoras, empreendedores e pizzaiolos. Afinal, o sabor que chega à sua mesa começou bem longe — com alguém que planta, colhe e transforma.



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ATTO Sementes produz sementes de qualidade para todo o país



O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. E esses resultados só são possíveis devido a pesquisa, a tecnologia e o trabalho duro dos produtores da oleaginosa. E quem é do setor sabe: tudo começa com a escolha de uma semente de qualidade. 

Para a ATTO Sementes, localizada em Alto Garças, Mato Grosso, o processo de produção envolve várias etapas, que começam muito antes da colheita e só terminam no momento da entrega ao produtor. 

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Marcelo Laurente, diretor comercial, conta que tudo começou em 1980, a partir da dor do produtor rural Odílio Balbinotti. “A família já trabalhava com agricultura no Sul, mas quando vieram para o Cerrado, eles se deparam com uma dificuldade enorme em conseguir sementes de qualidade. O impacto disso na produtividade era muito grande. Então eles decidiram produzir as próprias sementes, pensando primeiro nas próprias áreas  e o que era uma solução virou um negócio e se espalhou primeiro na região centro-oeste. Um negócio com propósito: fazer a melhor semente”, disse.

Hoje as sementes da ATTO estão em todo o Brasil. São 69 mil hectares dedicados exclusivamente à produção, com um manejo  diferenciado. Culturas como milheto, crotalária e braquiária fazem parte da rotação para manter o solo saudável. “Essas culturas são fundamentais para recuperar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e ajudar no controle natural de pragas e doenças”, explica Fernando Resende, diretor agrícola da ATTO Sementes.

A colheita é um momento decisivo na produção de sementes. Segundo Resende, é essencial realizar o processo no ponto certo de maturação. “Semente boa se constrói no campo e precisa ser colhida no pico do vigor. A qualidade real começa aqui, com práticas agronômicas específicas para produção de sementes. A gente colhe no ponto máximo de vigor e só colhe o que está dentro do nosso padrão. Depois, o trabalho da indústria é manter esse vigor, não construir”, explica.

Laboratório credenciado pelo Mapa em uma sementeira no Brasil 

Maíra Emílio, gerente do laboratório de análises da empresa, conta que o laboratório da ATTO Sementes foi um dos primeiros do Brasil a ser credenciado pelo MAPA dentro de uma sementeira. “O laboratório é o cérebro da produção. Fazemos mais de 100 mil testes por ano. Isso nos permite colher no ponto máximo de vigor, atuar com agilidade, garantir padrões e entregar lotes com o padrão ATTO de qualidade”, explicou.

A gerente destaca que o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura é apenas o primeiro passo. “Além dos testes oficiais, temos metodologias internas que reforçam o nosso padrão de qualidade. Um exemplo é o uso de algoritmos próprios que cruzam os resultados de diferentes análises para gerar um índice confiável de vigor”, detalha.

Segundo Maíra, existe um índice próprio da empresa. “O IPA é o Índice de Vigor Exclusivo da ATTO. Ele é gerado por um algoritmo que cruza os resultados de muitos testes realizados em cada lote, desde a colheita à entrega. Esse algoritmo foi construído com base em 45 anos de experiência, e nos dá um número confiável sobre o vigor daquela semente. O agricultor pode usar esse índice para regular sua plantadeira com precisão, sem fazer testes. Inclusive recomendamos que o agricultor não faça testes, pois a responsabilidade sobre o vigor da semente é nossa”, afirma.

Para a Embrapa, o uso de uma boa semente permite o acesso aos avanços genéticos, com as garantias de qualidade e tecnologias de adaptação nas diversas regiões, assegurando maiores produtividades e garantindo a rentabilidade do setor.

Armazenamento: como preservar o vigor 

Depois de analisadas e aprovadas, as sementes passam por beneficiamento onde são limpas, classificadas por tamanho e tratadas com produtos que oferecem proteção contra pragas e doenças. O armazenamento ocorre em ambientes controlados, com temperatura e umidade ajustadas para manter a qualidade.

Douglas Rotta, diretor industrial da ATTO Sementes, explica que a estrutura de armazenamento é projetada para preservar o vigor das sementes até o embarque. “Nossa capacidade de recepção chega a 100 mil sacos por dia e os silos têm espaço para 400 mil sacos. Essa estrutura nos permite colher e armazenar rapidamente, sem risco de perda de qualidade”, destaca.

Embora as câmaras frias sejam usadas como apoio, Douglas reforça que o diferencial vem antes. “A conservação começa no campo e passa por cada etapa da indústria. As câmaras frias funcionam como uma ferramenta adicional, mas o segredo é o cuidado em todas as fases”, completa.

Tecnologia e rigor no apoio ao agricultor

O uso de tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço na produção de sementes. Ferramentas digitais auxiliam no monitoramento de campo, previsão climática e acompanhamento da produtividade, permitindo ajustes rápidos e eficientes.

Douglas Rotta reforça que a integração entre campo, laboratório, indústria e logística é essencial. “Garantir que a semente chegue ao produtor com o mesmo vigor que tinha na colheita exige sincronia entre todas as áreas”, destaca.

É comum ouvir no setor a expressão: “semente boa é tudo igual”. Para Mariangela Albuquerque, diretora de Marketing da ATTO Sementes, esse é um mito que os números ajudam a derrubar. Ela cita o NPS (Net Promoter Score), indicador internacional usado para medir o nível de satisfação e a probabilidade de recomendação de uma empresa pelos clientes. “Acabamos de receber o resultado da nova pesquisa e novamente alcançamos um índice altíssimo: 88 pontos, o que nos coloca na zona de excelência. Isso mostra que a grande maioria dos nossos clientes não só está satisfeita, mas também recomenda nossos produtos”, afirma.

A percepção positiva do mercado reforça a responsabilidade de quem trabalha com sementes. Como destaca Marcelo Laurente, diretor comercial, cada lote entregue representa muito mais do que um insumo agrícola: é o início da próxima safra para milhares de produtores. “Produzir sementes é uma grande responsabilidade. Entregamos o primeiro passo de cada ciclo agrícola”, resume.

Para o agricultor, optar por materiais de alto padrão significa iniciar a safra com segurança, estabilidade e alto potencial produtivo. Por isso a ATTO Sementes cuida de cada fase — do campo ao armazenamento, passando por processos de controle de qualidade para impacta diretamente o resultado final da lavoura.



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JBS investe mais de R$ 35 milhões em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores no Pará



A JBS já investiu mais de R$ 35 milhões no rastreamento de gado e no apoio a pequenos produtores no Pará, como parte de um programa estadual pioneiro que tem como meta rastrear todo o rebanho de bovinos e búfalos da região até o fim de 2026.  O balanço das iniciativas da JBS foi apresentado durante a “Expedição ao Mercado Sustentável de Carne e Couro do Pará”, evento promovido pela The Nature Conservancy (TNC) Brasil. 

O programa estadual envolve uma coalizão formada por governo, produtores, sociedade civil e indústria. Como parte das ações, a JBS já alocou US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões) em seu Programa Acelerador de Rastreabilidade, que tem por objetivo estimular a adoção dos tags para o rastreamento dos animais pelos fornecedores indiretos da companhia, incluindo a doação de 2 milhões de brincos para produtores e de 175 leitores para a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).

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O foco inicial do Acelerador está no Sudeste do Pará, na região entre Marabá e Santana do Araguaia. As equipes da JBS e seus parceiros vão a campo para identificar e visitar as fazendas para realizar o trabalho com operadores de rastreabilidade treinados e credenciados pelo Estado do Pará. Os leitores doados pela empresa registram os dados dos brincos de identificação individual dos animais, permitindo o monitoramento de cada bovino no estado, que tem o segundo maior rebanho do país. 

“Nossas ações foram preparadas para dar escala ao programa estadual ao apoiar fornecedores diretos e indiretos, com capacidade de alcançar até 2 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos. Essa fase é crucial para superar gargalos e testar em escala as ferramentas e soluções de rastreabilidade disponíveis”, afirmou Fábio Dias, líder de Pecuária Sustentável da JBS, durante o evento.

Em parceria estratégica com a Adepará e a TNC, o Programa Acelerador de Rastreabilidade JBS já conta com empresas parceiras para as operações de campo. A expansão futura prevê outras regiões do estado, como o Sudoeste (Altamira, Anapu e Pacajá), o Baixo Amazonas (Belterra e Santarém) e o Marajó. Há também interesse em replicar o modelo em outros estados.

A JBS também direcionou uma parte significativa do seu investimento para os Escritórios Verdes no Pará: o programa recebeu, desde 2021, US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões). Eles oferecem suporte gratuito e especializado para a regularização ambiental de propriedades rurais, com um foco especial nos pequenos produtores.

O objetivo principal dos Escritórios Verdes JBS é auxiliar os produtores desde o registro até a validação no Cadastro Ambiental Rural (CAR), promover a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), quando for o caso, apoiar o levantamento de embargos e a requalificação comercial de produtores não conformes. Além disso, conectam os produtores a programas de requalificação comercial, como o Sirflor e o Reconecta Pará.

No estado, a JBS conta com 4 escritórios físicos localizados na região sudeste (Santana do Araguaia, Redenção, Tucumã e Marabá). A regularização é acelerada através da Plataforma de Territórios Sustentáveis (PTS) em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Desde 2024, os escritórios também oferecem assistência técnica e gerencial aos produtores (EV 2.0).

Nacionalmente, os resultados são expressivos: desde o início do programa Escritórios Verdes JBS, em 2021, 18.042 fazendas já foram regularizadas e 7.005 hectares estão em processo de restauração florestal.



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Inflação de junho registra alta de 0,24%



O mês de junho foi marcado pela primeira queda no preço dos alimentos depois de 9 meses, o que ajudou a inflação oficial perder força pelo quarto mês seguido, fechando junho em 0,24%.

No entanto, a bandeira vermelha na conta de energia elétrica fez a conta de luz subir e ser o subitem que mais pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho do ano passado, a inflação oficial havia sido de 0,21%. Desde fevereiro de 2025, quando marcou 1,31%, o IPCA perdeu força seguidamente nos meses de março (0,56%), abril (0,43%), maio (0,26%) e junho (0,24%).

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Apesar da sequência de meses de desaceleração, ou seja, com inflação cada vez menor, o IPCA acumulado de 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta do governo, de até 4,5%. Esse período de 6 meses acima de 4,5% configura estouro da meta. Em abril, esse acumulado obteve o ponto mais alto do ano, 5,53%.

Dos nove grupos de preços apurados pelo IBGE, apenas um apresentou queda de preços, alimentos e bebidas (0,18%), representando peso de 0,04 ponto percentual (p.p.).

Veja o comportamento dos grupos:

Índice geral: 0,24% (0,24 p.p.)
Alimentação e bebidas: -0,18% (-0,04 p.p.)
Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
Artigos de residência: 0,08% (0,00 p.p.)
Vestuário: 0,75% (0,04 p.p.)
Transportes: 0,27% (0,05 p.p.)
Saúde e cuidados pessoais: 0,07% (0,01 p.p.)
Despesas pessoais: 0,23% (0,02 p.p.)
Educação: 0,00% (0,00 p.p.)
Comunicação: 0,11% (0,01 p.p.)

Alimentos

Vilão da inflação nos últimos meses, o grupo alimentação foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para menos 0,43% em junho. Os subitens que mais puxaram para baixo o grupo foram ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%).

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, bons números da safra atual aumentaram a oferta de alimentos, o que explica a queda de preços.

O café subiu 0,56% em junho, bem abaixo de maio (4,59%) e acumula alta de 77,88% em 12 meses.

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, depois de ter marcado 0,58% em maio.

Conta de luz

O subitem que mais empurrou o IPCA para cima foi a energia elétrica, que subiu 2,96% no mês, representando impacto de 0,12 p.p. A explicação está principalmente na bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 quilowatt hora consumidos.
A bandeira tarifária vermelha é uma medida do governo no cenário de fim do período chuvoso. A previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses pode demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que fornecem energia mais cara.

Além da alteração tarifária, o IBGE apurou reajuste nas contas de luz nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.

De acordo com Fernando Gonçalves, “se tirássemos a energia elétrica do cálculo, o IPCA ficaria em 0,13%”.

Transportes

O grupo dos transportes também teve alta relevante no mês (0,27% e impacto de 0,5 p.p). Dentro do grupo, os combustíveis caíram no mês (0,42%), mas houve alta no transporte por aplicativo (13,77%).

O índice de difusão no mês foi de 54%, isso significa que dos 377 produtos e serviços que tiveram os preços apurados, 54% tiveram alta de preço. Esse é o menor patamar desde julho de 2024 (47%). Em abril, o índice chegou a 67%.

INPC

O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,23% em junho e acumula 5,18% em 12 meses.

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.518.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, uma vez que o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.



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menor demanda pressiona as cotações do pescado



Os preços da tilápia caíram em junho em todas as regiões acompanhadas, como já era esperado pelo setor. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  

Segundo o centro de pesquisas, a retração esteve atrelada à menor demanda no mercado interno, comportamento  típico durante o inverno, quando o consumo de pescado tende a diminuir. 

Agentes consultados pelo Cepea relatam que indústrias reduziram o ritmo de abate e de compra de tilápia, reflexo direto da queda na procura por parte de redes varejistas, centrais de abastecimento (Ceasas) e estabelecimentos de food service, como bares e restaurantes. 

Quanto às exportações brasileiras de tilápia, o volume embarcado em junho caiu pelo terceiro mês seguido. Foram 1.288 toneladas, baixas de 9,3% em relação a maio e de 9,7% frente a junho/24, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea. 

Já no acumulado do semestre deste ano, as 8.752 toneladas exportadas superam em expressivos 40,2% a quantidade enviada em igual intervalo de 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trump rompe tradição diplomática e usa tarifa de 50% para punir o Brasil por decisões internas



A Casa Branca confirmou na quarta-feira (9) a imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. A medida, assinada pessoalmente pelo presidente Donald Trump, inaugura uma nova fase nas relações entre os dois países — e, na prática, subverte as regras básicas do comércio internacional.

Desta vez, não se trata de superávit, dumping ou competitividade. A motivação é ideológica e política, o que torna a medida ainda mais grave. Trump critica abertamente o julgamento de Jair Bolsonaro e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de censura — misturando a política interna do Brasil com sua política externa de maneira inédita.

Durante anos acompanhamos as guerras comerciais dos EUA com China, Europa ou México baseadas em argumentos econômicos. Agora, a lógica mudou. Trump rompe com os fundamentos técnicos que sustentam o comércio internacional e inaugura uma era onde divergências políticas podem virar tarifas, boicotes e bloqueios.

O setor mais exposto é, sem dúvida , o agronegócio. Como analistas que acompanha de perto esse setor há décadas, posso afirma com segurança: a medida afeta o coração da nossa balança comercial.

Produtos como café, suco de laranja, carne, soja e etanol, fundamentais para o Brasil e importantes para o consumidor americano, perderam fôlego com a tarifa. A consequência direta será a redução da competitividade, queda nas exportações e prejuízos em cadeia, atingindo do pequeno produtor ao grande exportador.

A indústria de processamento, as cooperativas, a logística, todos os elos da cadeia agroindustrial sentirão o impacto. E, numa economia que ainda luta para ganhar tração, isso significa menos investimento, menos emprego e menos renda no campo.

A medida também contamina o ambiente macroeconômico. A Bolsa caiu, o real se desvalorizou, e o risco-Brasil subiu. Empresas como a Embraer, com presença estratégica nos EUA, podem ver contratos revisados. A confiança de investidores internacionais também se abala, e sabemos o quanto a credibilidade é um ativo frágil.

Ao justificar uma retaliação comercial com base em decisões judiciais brasileiras, Trump abre um precedente perigoso no cenário global: o comércio se torna ferramenta de intimidação.
Essa atitude enfraquece os organismos multilaterais como a OMC, desestabiliza acordos bilaterais e transforma a diplomacia

O governo brasileiro promete reagir com base na lei de reciprocidade, mas enfrenta um dilema: responder à altura sem agravar ainda mais a crise. O mercado norte-americano representa bilhões em exportações — e perder esse espaço pode ter consequências severas.

A estratégia agora exige frieza, articulação diplomática e um discurso que una setores produtivos e sociedade civil. Não é momento de bravatas, mas de ações coordenadas que reafirmam nossa soberania sem nos isolar do mundo.

A estratégia agora exige frieza, articulação diplomática e um discurso que una setores produtivos e sociedade civil. Não é momento de bravatas, mas de ações coordenadas que reafirmam nossa soberania sem nos isolar do mundo.

Conclusão

O que está em jogo vai muito além de tarifas. Estamos diante de uma nova forma de disputa global, onde a ideologia contamina o comércio e coloca em risco décadas de construção institucional e diplomática.

Como brasileiros, como produtores, como empresários ou cidadãos, temos a obrigação de compreender o tamanho do desafio — e cobrar das lideranças uma reação proporcional, inteligente e estratégica.

O Brasil precisa se posicionar não apenas como ofendido, mas como ator relevante e maduro no cenário internacional. Porque, no fim, a soberania se protege com firmeza, mas também com sabedoria.



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