sexta-feira, maio 15, 2026

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Taxação dos EUA continua dividindo opiniões na Câmara dos Deputados



Deputados divergem sobre como agir diante da taxação dos EUA contra o Brasil


Foto: Canva

A ameaça dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto continua a gerar debates na Câmara. Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atribui a resolução do problema ao Executivo, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Correia (PT-MG), diz que não há justificativa técnica para essa taxação.

Problema do Executivo

“Esse não é um problema nosso [da Câmara]”, disse Sóstenes Cavalcante, em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18). “É problema de governos: governo executivo brasileiro, na figura do presidente atual da República, com o governo Donald Trump lá nos Estados Unidos.”

Segundo Sóstenes, o papel do Legislativo é atuar em eventual necessidade do Executivo e, até o momento, o Palácio do Planalto não acionou a Câmara. “Então não temos o que fazer”, resumiu, criticando a falta de diálogo do governo brasileiro com a administração americana.

Tentativa de interferência

Por outro lado, o deputado Rogério Correia afirmou que o governo brasileiro já busca negociar com o governo americano. Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18), o parlamentar aventou a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica – recentemente aprovada pelo Congresso – e taxar a importação de produtos norte-americanos. “Mas espero que não cheguemos a tanto”, torce Rogério Correia, apostando num “recuo” do presidente dos EUA.

Para Correia, a taxação é injustificável, visto que os EUA têm superávit anual de US$ 68 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. O deputado acusou Donad Trump de tentar interferir na justiça brasileira e de atacar o sistema de pagamentos PIX. “[Trump] Quer que a gente destrua o nosso PIX para validar o cartão de crédito americano”, criticou.

 





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Planta que ‘come’ metal pode ser solução para solos contaminados



Nos últimos anos um grupo de pesquisadores vinculados ao Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife, tem percorrido áreas de preservação ambiental de mineradoras e também os principais herbários do país buscando identificar espécies de plantas raras e de alto interesse econômico.

As hiperacumuladoras de metais, espécies de plantas que absorvem níquel, zinco, cobre, manganês e outros minérios de alto valor comercial do solo em concentrações centenas ou milhares de vezes maiores em comparação com outras.

Em razão dessa capacidade, elas têm sido utilizadas para promover a chamada agromineração: o uso de plantas para extrair metais de ambientes contaminados e comercializá-los, atendendo aos preceitos da economia circular.

“O trabalho de identificar essas plantas é como tentar encontrar agulha no palheiro”, comparou Clístenes Williams Araújo do Nascimento, professor da UFRPE.

“Mas já encontramos algumas espécies de plantas hiperacumuladoras de níquel, zinco e manganês no país, incluindo algumas novas, que eram desconhecidas”, afirmou Nascimento, engenheiro agrônomo pela Universidade Federal da Paraíba.

Plantas raras

De acordo com Nascimento, estima-se que as hiperacumuladoras de metais representem apenas 0,2% de todas as plantas conhecidas atualmente, um universo de 350 mil a 400 mil espécies catalogadas. Duas delas, como a Pycnandra acuminata, já são usadas comercialmente para a agromineração em países como Albânia, Malásia e Indonésia.

“Essas espécies são adaptadas ao clima temperado e tropical. No Brasil ainda não identificamos uma hiperacumuladora ideal e estamos promovendo uma verdadeira caça por todo o país, que tem grande potencial para essa área porque tem a maior biodiversidade de plantas do planeta”, disse Nascimento.

As plantas hiperacumuladoras ideais são aquelas que apresentam alto poder de bioconcentração, ou seja, são capazes de reter níquel, por exemplo, em teor comparável ao encontrado no solo. Além disso, precisam ter alta capacidade de translocação dos metais para a parte aérea (caule, folhas, flores e frutos) e alta produção de biomassa para serem incineradas, o minério é extraído de suas cinzas.

“Não adianta uma planta concentrar muito metal mas ser pequena. No caso do níquel, para ser considerada eficiente para agromineração, uma espécie de planta candidata precisa permitir produzir 10 toneladas por hectare”, ressaltou Nascimento.

Caça às hiperacumuladoras

A fim de tentar identificar candidatas a hiperacumuladoras de metais ideais no Brasil, os pesquisadores têm feito parcerias com as principais mineradoras do país para realização de estudos em campo em áreas de mineração e em outros lugares onde são encontrados os chamados solos ultramáficos.

De acordo com o pesquisador, esse tipo de solo ocupa entre 1% e 3% da superfície terrestre, tem baixos teores de nutrientes essenciais para as plantas, como nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, e alta relação de magnésio. 

“Para um solo ser viável para a agricultura ele precisa, geralmente, ter mais cálcio do que magnésio. No caso dos solos ultramáficos, essa relação é inversa: têm maiores proporções de magnésio do que cálcio”, explicou o pesquisador.

Para ser considerada hiperacumuladora, uma espécie de planta precisa apresentar a capacidade de absorver mais de 100 microgramas por grama de cádmio, ou mais de 300 de cobalto, mais de mil de níquel, 3 mil de zinco e 10 mil de manganês, apontou Nascimento.

“Algumas teorias sobre as razões de essas plantas terem desenvolvido a capacidade de hiperacumulação de metais focam a proteção do ataque de pragas ou a ocupação de nichos ambientais. Poderia ser uma vantagem para elas crescerem em um ambiente onde outras espécies não resistiriam”, detalhou o agrônomo.

O trabalho deve ganhar maior impulso com a recente aprovação pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) da criação do Instituto Nacional de Biotecnologias para o Setor Mineral (Inabim).

Um dos objetivos do Inabim é buscar soluções para desafios nacionais, como a recuperação de áreas degradadas pela mineração, o aproveitamento de resíduos e a produção de novos materiais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Paraná colhe safra recorde de feijão em 2025


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou nesta quinta-feira (17), por meio do Boletim de Conjuntura Agropecuária, que foi encerrada a colheita da segunda safra de feijão no estado. Essa etapa é considerada a mais relevante em volume, com plantio concentrado entre janeiro e fevereiro.

Segundo os dados do Deral, foram semeados 328 mil hectares nesta segunda safra, área 25% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior. Como consequência, a produção recuou 23%, somando 526,6 mil toneladas. Apesar da redução, a primeira safra, colhida em janeiro, já havia disponibilizado 338 mil toneladas ao mercado, com aumento de 102% em relação ao ciclo anterior.

Com o encerramento das duas principais safras, que definem praticamente toda a oferta estadual — já que a terceira safra possui participação marginal —, o Paraná totaliza 865 mil toneladas de feijão na safra 2024/25. O volume representa alta de 2% em relação ao ciclo 2023/24, que havia alcançado 849 mil toneladas. Caso confirmado, esse resultado estabelece um novo recorde estadual e mantém o Paraná como o maior produtor de feijão do país, respondendo por cerca de 25% da produção nacional.

O boletim também aponta os efeitos dessa oferta sobre os preços. A cotação da saca de feijão preto recuou 44% em comparação com julho de 2024, passando de R$ 228,38 para cerca de R$ 121,00. O Deral observa que, embora as exportações tenham sustentado os preços em parte de 2024, o ritmo dos embarques caiu. No segundo trimestre de 2025, foram exportadas 17 mil toneladas de feijão seco, volume 33% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, que havia atingido 26 mil toneladas.

Com o aumento da disponibilidade interna e o recuo nas cotações, a tendência observada pelos técnicos do Deral é de que haja redução na área a ser cultivada com feijão a partir de agosto, na primeira safra de 2025/26.





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cientistas propõem observatório global de monitoramento


Pesquisadores da Embrapa propõem a criação de um observatório global da biodiversidade do solo, o Glosob, na sigla em inglês. O projeto é uma parceria com a Organização das nações unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), e outras instituições internacionais.

Publicada na revista Nature Ecology and Evolution, a proposta visa estabelecer um sistema unificado e padronizado de monitoramento da biodiversidade do solo. Este abriga 59% de toda a biodiversidade mundial, e é altamente vulnerável às mudanças climáticas e ao mau uso da terra.

A intenção é padronizar indicadores e aprimorar as capacidades nacionais de monitoramento da biodiversidade do solo. Esta medida permitirá a formulação de políticas baseadas em evidências, facilitando avaliações globais.

O pesquisador George Brown, da Embrapa Florestas (PR), explica que, atualmente, há dois indicadores nas convenções internacionais que abordam os solos: um índice de agrobiodiversidade e outro de mudanças nos estoques de carbono orgânico do solo. “Eles não consideram a biodiversidade do solo nem as interações biológicas que regulam os ciclos biogeoquímicos e outras funções ecossistêmicas essenciais para a vida na terra”, declara o cientista.

Dessa forma, a intenção do Glosob é identificar pontos críticos de biodiversidade do solo para e garantir uma coleta de dados mais representativa e estratégica. Para isso, pretende priorizar os esforços de capacitação, para que todos o países, independente de recursos técnicos e financeiros possam contribuir.

“Hoje, nem todos têm capacidade para monitorar os organismos do solo, e diversas análises globais revelam que muitas regiões permanecem subestimadas”, aponta a pesquisadora Maria Elizabeth Correia, da Embrapa Agrobiologia (RJ), que também assina o artigo no periódico.

Foto: Cintia Niva

Os eixos de atuação do Glosob

A estruturação do Glosob, deve estar apoiada em cinco pilares. Estes são a padronização dos métodos para medir a biodiversidade do solo, a integração da biodiversidade em levantamentos convencionais e sistemas nacionais de informação, o aumento no apoio financeiro, institucional e de capacitação aos países, a conscientização sobre a importância dos organismos do solo e suas funções para o ecossistema e, por fim, a melhora na interação sobre biodiversidade, promovendo informações sobre melhores práticas, modelos econômicos e estruturas políticas legais projetadas para proteger e restaurar o ecossistema solo.

Além de padronizar os indicadores e variáveis, o monitoramento da biodiversidade do solo a partir do Glosob deve permitir análises mais acuradas em nível mundial. Dessa forma irá permitir a construção um mapeamento global da biodiversidade e de um banco de dados unificado.

“A partir desse observatório será possível identificar melhores práticas para a conservação do solo e uso de sua biodiversidade, bem como das suas contribuições para os serviços ecossistêmicos. Além disso, poderá ser um importante incentivo ao desenvolvimento de políticas públicas que abordem a saúde do solo, também garantindo que essa permaneça uma prioridade na governança ambiental global”, acredita Correia.

Outro diferencial da proposta é a abordagem colaborativa. Assim, o objetivo é envolver povos indígenas e o conhecimento tradicional, formuladores de políticas públicas, produtores agrícolas e especialistas técnicos no projeto.

Um comitê diretor de especialistas deverá acompanhar as iniciativas, de modo a avaliar realidades específicas de cada local. “Os esforços de capacitação, as salvaguardas legais e o alinhamento com os compromissos nacionais e internacionais aumentarão o engajamento, enquanto a colaboração contínua por meio de conselhos consultivos, plataformas digitais e gerenciamento adaptativo garantirá o sucesso a longo prazo”, escrevem os autores.

Próximos passos

A proposta do Glosob foi aprovada em 2024, na 12ª reunião do Global Soil Partnership da FAO. “Com a publicação do artigo na Nature, a divulgação será muito mais ampla, alcançando muitos atores nos âmbitos científico e político. Espera-se que isso provoque um efeito cascata de discussão sobre a importância da avaliação e do monitoramento da biodiversidade nos solos mundiais, e que os países signatários da Convenção da Biodiversidade (CBD) e participantes da reunião se organizem para colocar em prática a implementação do Glosob local e regionalmente”, aponta Brown.

Segundo ele, a expectativa é que, na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, a COP17, que será realizada em 2026, todos os países apresentem uma proposta de implementação para as decisões relacionadas à iniciativa da biodiversidade do solo, incluindo o Glosob. O plano de ação para a efetiva implementação da iniciativa envolve quatro etapas, com finalização prevista até 2030.

Para a pesquisadora Cintia Carla Niva, da Embrapa Suínos e Aves (SC), a Embrapa será grande aliada na implementação do monitoramento do Glosob no Brasil. “Nosso país se destaca entre os de clima tropical com expertise em biodiversidade do solo, e vários dos cientistas especialistas são da Embrapa”, argumenta. Brown concorda: “O know-how da Empresa na avaliação e monitoramento da biodiversidade do solo será importante para fomentar a capacitação necessária para a implementação do Observatório, não apenas localmente, mas também em nível internacional.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Pecuaristas do interior de São Paulo já sentem impacto de tarifaço de Trump



Pecuaristas do interior de São Paulo já estão sentido os efeitos do tarifaço anunciado por Trump, de acordo com informações do G1. Produtores de boi de Barretos (SP) tiveram as vendas de carne suspensas após o anúncio da medida. Isso ocorre, porque os frigoríficos brasileiros já estão parando a produção destinada para a exportação para os EUA.

“Com essa taxa, inviabiliza o negócio. O negócio para. Para os Estados Unidos, fica inviável”, afirma o pecuarista de Barretos Antônio José Prata Carvalho.

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O Sindicato da Indústria de Alimentação de Barretos demostra preocupação com o cenário. A entidade vê riscos de demissões por conta da medida do governo dos EUA.

“Nós temos uma empresa de abate que tem em torno de 3 mil funcionários, entre duas unidades produtivas, uma de abate e outra, de transformação de carne, e também um centro administrativo. A preocupação é grande. Realmente, muito grande. A gente está aqui sem saber o que vai acontecer. Todo mundo na expectativa para saber que rumo a gente vai tomar nessas questões”, diz Enilson Roberto da Silva, diretor do Sindicato da Indústria de Alimentação de Barretos.

Alternativa

O presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Maurício Velloso, acredita que não há motivo para a pecuária nacional temer a imposição de 50% de tarifa nas exportações aos Estados Unidos. Segundo ele, o setor pode, com facilidade, diluir as 185 mil toneladas de carne bovina compradas pelos norte-americanos no primeiro semestre deste ano aos mais de 160 países que atualmente adquirem a proteína nacional.

Contudo, ele não desconsidera a importância que a terra de Donald Trump passou a representar aos embarques da carne bovina brasileira, cujo crescimento foi na ordem de 104% entre 2024 e o primeiro semestre de 2025.

“Entretanto, este valor, este volume, apesar de ter crescido de forma significativa, desejável e merece aplausos por isso, ainda assim não é tão representativo frente a todo o volume exportado pelo Brasil”, ressalta.



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Lula divulga nota sobre sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, neste sábado (19), solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após as sanções impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes e “aliados na Corte”. Em nota, o presidente classificou a medida de arbitrária e sem fundamento.

“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”, afirmou o presidente em comunicado emitido pelo Palácio do Planalto.

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Lula ressaltou que tentativas de interferir na Justiça de outro país desrespeita o direito internacional. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, acrescentou.

Por fim, o presidente destacou que trabalhará para preservar a democracia.

“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, concluiu o texto.

Na noite desta sexta-feira (18), os Estados Unidos revogaram o visto do ministro Alexandre de Moraes e “aliados na Corte. A medida também abrange os familiares de Moraes.

O anúncio do secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, não deixa claro quais outros ministros do STF foram atingidos pela sanção. A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre as 19h e as 6h.



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Revacinação ajuda a conter doença que causa prejuízo de R$ 1 bilhão ao ano à pecuária



A brucelose bovina causa perdas estimadas em R$ 1 bilhão ao ano no Brasil, sendo, assim, considerada uma das doenças mais prejudiciais à pecuária nacional.

Segundo o gerente técnico de Ruminantes da MSD Saúde Animal, Daniel Rodrigues, os maiores desafios do problema estão ligados às perdas reprodutivas.

“O pecuarista investe em fazer uma boa reprodução na fazenda, só que quando chega na fase final da gestação, no terço final, o animal acaba tendo o aborto e isso prejudica a atividade tanto da pecuária leiteira quanto da pecuária de corte”, contextualiza.

Para conter a brucelose, a vacinação é obrigatória, mas é a revacinação que tem se mostrado ainda mais eficaz.

“No Brasil, temos duas vacinas que podem ser utilizadas, a B19, que é a vacina que aplicada nas fêmeas entre três e oito meses de idade e, agora, existe também uma grande oportunidade com a RB51, que é uma vacina que pode ser aplicada em fêmeas de três a oito meses de idade quando nas que estão acima dos oito meses de idade”, conta Rodrigues.

De acordo com ele, a revacinação é importante para umentar a proteção do rebanho e, dessa forma, garantir ao pecuarista maior segurança contra a brucelose.

Além desse cuidado, o gerente da MSD orienta a respeito da biosseguridade dentro de cada propriedade. “Na hora de fazer a aquisição de animais, o pecuarista tem de pedir o atestado do veterinário para garantir que os novos animais estejam com atestados negativos. Fazer também a quarentena dentro da fazenda para que não se contamine o rebanho com animais de fora é importante”, orienta.

A respeito dos animais que testam positivo para brucelose, Rodrigues lembra que a legislação pecuária recomenda o abate. “Neste ponto, é importante tomar cuidado para não mexer com as secreções desses animais e contaminar novos animais dentro do rebanho. Então a vacina é um aspecto importante na prevenção e proteção dos animais, mas também temos as ações de sanidade, de vigilância sanitária para proteger o rebanho.”

Transmissão de brucelose a humanos

A brucelose é uma zoonose e, como tal, pode ser transmitidas dos animais aos humanos. Rodrigues orienta que para evitar o contágio, a sociedade precisa interiorizar algumas regras: consumir somente leite pasteurizado, evitando o cru, e não comer carne crua que não tenha passado por inspeção sanitária.

“Outro aspecto é em relação às pessoas que trabalham no dia a dia da pecuária. Elas precisam sempre utilizar os EPIs, que são os equipamentos de proteção individual, ou seja, sempre estarem com luva, óculos de proteção, botas de plástico para não entrar em contato com as secreções dos animais que estejam doentes e não contaminarem dentro da propriedade”, conclui.



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Avicultura integrada transforma a vida de técnico agrícola em Minas


A história de Silvano Cherobin é um exemplo de como a avicultura integrada pode mudar os planos de vida. Natural de Quilombo (SC), ele cresceu na roça e se formou técnico agrícola em 1999. Após experiências em lavouras no Mato Grosso, projetos ambientais e até frigoríficos e inspeção federal, foi a irmã, que já atuava no setor, quem o incentivou a tentar algo novo: a avicultura em Minas Gerais.

Em 2020, Silvano se mudou para o Triângulo Mineiro. Diante da impossibilidade de construir uma granja do zero, buscou opções de arrendamento. Com apoio da integradora e recursos próprios, reformou a primeira estrutura. O início foi difícil — culturalmente e financeiramente — mas o sonho saiu do papel. O primeiro alojamento ocorreu em dezembro de 2021.

“Foi tudo muito novo. Deixei família, filho, amigos. Mas quando vi os pintinhos chegando, senti que estava no caminho certo”, conta Silvano.

Dedicação que gera resultados

Foto: Interligados – Vida no Campo.

Silvano começou sozinho, cuidando de tudo na granja. A rotina começava antes das 5h da manhã e envolvia manejo, administração e atenção total às aves. Com o tempo, conquistou espaço e hoje comanda três granjas.

“Ser avicultor é ter orgulho do que faço. Eu crio minha rotina, vejo o resultado do meu esforço, e isso me motiva todos os dias”.

Silvano Cherobin, avicultor integrado de Uberaba (MG).

Visão empreendedora no campo

Para Silvano, o segredo da avicultura integrada está no empenho e na atenção aos detalhes. O manejo exige foco diário, monitoramento das condições do aviário e resposta rápida às necessidades das aves.  E deixa um conselho para quem está começando ou tem interesse: “Se tivesse começado antes, já estaria muito mais longe. Hoje, o jovem do campo tem mais oportunidade do que nunca.”

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Exportações de soja crescem 13% em Goiás


O vazio sanitário da soja em Goiás foi iniciado em 27 de junho e seguirá até 24 de setembro de 2025, conforme informou o boletim Agro em Dados de julho, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). Durante esse período, os produtores devem suspender completamente o cultivo da leguminosa para conter a ferrugem asiática, doença que compromete a sanidade das lavouras.

Segundo a Seapa, esse intervalo coincide com uma fase estratégica para a comercialização dos grãos armazenados. A colheita da safra 2024/25 foi concluída em abril, e muitos produtores decidiram reter o produto, aguardando melhores oportunidades de mercado. Isso resultou em alta ocupação dos armazéns no estado.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade estática de armazenagem de grãos em Goiás é de aproximadamente 17,5 milhões de toneladas. No entanto, somente a produção estadual de soja nessa safra alcançou 20,4 milhões de toneladas, evidenciando a necessidade do uso de silos temporários e da comercialização imediata de parte da safra. A Seapa destaca que “a correta gestão dos estoques durante o vazio sanitário é fundamental para evitar perdas, garantir a qualidade do grão e ampliar as possibilidades de negociação em períodos de prêmio e câmbio mais favoráveis”.

Entre janeiro e maio de 2025, as exportações brasileiras de soja em grão somaram 51,5 milhões de toneladas, crescimento de 2,7% em comparação com o mesmo período de 2024. Goiás respondeu por 6,8 milhões de toneladas, ampliando sua participação em 13,1%. O desempenho positivo também se estendeu ao óleo de soja, cujas exportações brasileiras atingiram 658,7 mil toneladas. Destas, 80,6 mil toneladas partiram de Goiás, aumento de 31,7% em relação ao ano anterior. Segundo a Seapa, Índia e Bangladesh continuam entre os principais destinos desses produtos, evidenciando o fortalecimento da demanda por derivados e o movimento da cadeia produtiva em busca de maior valor agregado.

No mercado interno, o preço médio da soja em junho foi de R$ 134,40 por saca, de acordo com o CEPEA/Esalq. O valor representa uma alta de 1,0% em relação a maio deste ano, mas ainda está 3,3% abaixo do registrado em junho de 2024. A Seapa aponta que esse cenário se deve à oferta vinda dos Estados Unidos e da Argentina, destinada ao mercado chinês, o que impactou diretamente a cotação da soja brasileira. “A demanda da China e outros fatores influenciaram na desvalorização do preço pago por tonelada exportada do complexo soja”, ressalta o boletim.





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EUA revogam visto de Alexandre Moraes e “aliados na Corte”



O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou na sexta-feira (18) que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.

O anúncio não deixa claro quais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e demais pessoas devem ser atingidos.

A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h.

Rubio escreveu que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura.

“A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, declarou.

Procurada pela Agência Brasil, o STF ainda não se manifestou sobre a revogação dos vistos.

Medidas cautelares

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, deputado federal, é investigado pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença termina no próximo domingo (20).



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