quinta-feira, maio 14, 2026

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Mercado do trigo segue pressionado



Quem precisa vender grãos, deve aguardar



Quem precisa vender grãos, deve aguardar
Quem precisa vender grãos, deve aguardar – Foto: Pixabay

O mercado de trigo permanece sob pressão, principalmente devido à vantagem competitiva dos moinhos localizados no litoral, que recebem grãos de alta qualidade a preços similares aos praticados no interior do Brasil. A proximidade desses moinhos com os centros consumidores reforça essa competitividade. Além disso, a colheita antecipada no Centro-Oeste contribui para a pressão baixista. No entanto, o cenário pode mudar a partir do segundo mês de 2026, caso se confirmem danos na qualidade da safra nos estados do Sul do país.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação aos produtores se mantém: quem precisa vender grãos deve aguardar, enquanto os compradores devem agir rapidamente. Entre os fatores de alta estão a recente desvalorização do dólar frente ao euro, que favorece exportações americanas, o acordo comercial entre EUA e Indonésia, o atraso na colheita da região do Mar Negro e a leve alta nos preços no Brasil (0,28% no RS e 0,26% no PR). Porém, esses movimentos positivos ainda são limitados pela concorrência com preços internacionais mais baixos, especialmente os do trigo argentino.

No campo dos fatores de baixa, a colheita acelerada na França está gerando estoques elevados e pode pressionar ainda mais os preços globais. A FranceAgriMer estima exportações modestas para fora da UE e um aumento de 66% nos estoques finais, o maior patamar em 21 anos. No Brasil, a possível ocorrência de geadas severas em agosto preocupa o setor, não pela quebra de safra em si, mas pelos efeitos colaterais observados nas últimas temporadas, quando a baixa qualidade permitiu a alguns moinhos forçar os preços para baixo, retraindo margens e demanda.

Diante desse cenário, o mercado segue com cautela, especialmente atento às condições climáticas e seus impactos na qualidade da safra nacional. A expectativa de maior necessidade de importação ainda não foi completamente considerada pela Conab, o que pode agravar o descompasso entre oferta e demanda interna nos próximos meses.

 





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Demanda para esmagamento impulsiona preço da soja no Brasil



Mesmo com produção recorde global, soja segue valorizada




Foto: Divulgação

A demanda consistente da indústria de esmagamento continua sendo um dos principais motores de sustentação para os preços da soja no mercado brasileiro. Apesar da pressão exercida pela ampla oferta global, os valores internos seguem firmes, refletindo o apetite das indústrias por matéria-prima para a produção de farelo e óleo.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), essa tendência de valorização tem sido observada tanto no mercado interno quanto nas exportações. No Brasil, os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná registraram avanços de 1,8% e 1,3%, respectivamente, na parcial deste mês até o dia 17. No entanto, os pesquisadores alertam que a trajetória de alta dos preços pode encontrar resistência devido ao crescimento da produção mundial. O relatório mais recente do USDA projeta um novo recorde para a safra global de soja, que deve passar de 421,99 milhões de toneladas na temporada 2024/25 para 427,68 milhões de toneladas em 2025/26.

A elevação nos preços domésticos, mesmo que moderada, é reflexo direto da competitividade da soja brasileira no mercado internacional e da demanda sólida por derivados. O movimento também tem sido acompanhado por agentes atentos ao câmbio e à movimentação dos estoques nos principais portos.

Com o cenário global projetando maior produção, o comportamento dos preços nos próximos meses deve depender do ritmo das exportações brasileiras e da dinâmica interna do esmagamento. Para os produtores, o momento é de atenção às oportunidades de comercialização e à evolução dos mercados futuros.





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produtividade preocupa após geadas no Paraná



Deral aponta queda na qualidade do milho




Foto: Agrolink

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná alcançou 29% da área total estimada nesta semana, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De acordo com os técnicos do Deral, esse desempenho está levemente acima da média das últimas cinco safras, que girava em torno de 20% no mesmo período.

Apesar do avanço nos trabalhos de campo, os analistas do Deral alertam para o agravamento nas condições das lavouras ainda não colhidas. Conforme o boletim, a proporção de áreas classificadas como em boas condições recuou de 68% para 64% em uma semana. Já as lavouras em situação mediana passaram de 18% para 20%, enquanto as áreas consideradas ruins subiram de 14% para 15%.

“O impacto das geadas registradas no final de junho em parte das regiões produtoras pode estar diretamente relacionado a essa piora”, destacou o Deral. A equipe técnica também informou que uma avaliação mais precisa dos efeitos sobre a produtividade deverá ser realizada nas próximas semanas.





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Indústria do pescado solicita crédito emergencial para mitigar efeitos do tarifaço



Um pedido para que o presidente Lula crie uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras de pescado foi protocolado nesta segunda-feira (21) pela Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

A proposta prevê que o governo aporte R$ 900 milhões, fornecendo ao setor seis meses de carência e prazo de 24 meses para o pagamento.

Para a entidade, essas ações têm como objetivo mitigar os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros do setor.

“O mercado norte-americano representa cerca de 70% do destino do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, estima-se que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais”, destaca a nota.

Segundo a Abipesca, o setor enfrenta uma grave crise de capital de giro, já que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno — que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação.

“Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações”, reforça.

Reabertura da Europa ao pescado brasileiro

No documento protocolado, a Abipesca também solicita que o governo federal intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017.

“Apesar dos avanços técnicos, a entidade avalia que a elevação do tema ao nível presidencial pode acelerar a retomada desse importante destino comercial”, diz a entidade.

Segundo o presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, o setor está sem alternativa no curto prazo. “Sem crédito, não há como manter os estoques, honrar compromissos e preservar os empregos. Essa linha emergencial é crucial para evitar um colapso imediato e dar fôlego até que se encontre uma solução duradoura”, afirma.



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raça ovina milenar ganha espaço em cruzamentos no Brasil


Com origem nas regiões áridas da Ásia Central, a raça ovina Karakul é considerada uma das mais antigas do mundo, com registros que remontam a 1400 a.C. Criada tradicionalmente em países como Uzbequistão, Irã e Afeganistão, a raça se destacou pela produção da pele “astrakan”, amplamente utilizada na indústria de luxo, além de sua notável rusticidade.

Adaptação e resistência: os diferenciais do Karakul

No Brasil, iniciativas como a da Cabanha da Divisa, empresa especializada na criação e venda de ovinos de alta genética no Rio Grande do Sul, têm se dedicado ao resgate e valorização do Karakul. Segundo entrevista do pecuarista Ramiro Oliveira, sócio da propriedade, ao Canal do Criador, a raça apresenta alta resistência a enfermidades como verminoses e foot rot, além de se adaptar com facilidade a diferentes regiões do país.

Um dos traços mais emblemáticos do Karakul é sua cauda volumosa, rica em gordura. Essa reserva energética permite ao animal sobreviver a longos períodos de escassez alimentar, uma característica valorizada em ambientes de clima mais extremo. “É dela que o Karakul se alimenta quando o pasto escasseia”, explica Ramiro.

Resgate no Brasil e uso em cruzamentos

A raça chegou ao Brasil em 1914, via Argentina, e foi introduzida no Rio Grande do Sul em 1931. Com o passar das décadas, sua criação se tornou rara, mas esforços recentes vêm reacendendo o interesse. A Cabanha da Divisa, por exemplo, resgatou o registro da raça junto à ARCO (Associação Brasileira de Criadores de Ovinos) e tem comercializado reprodutores, inclusive para cruzamentos industriais no norte do país.

Karakul estudos resgatam raça ovina milenar no BrasilKarakul estudos resgatam raça ovina milenar no Brasil
Foto: Divulgação l Cabanha da Divisa

O foco atual é demonstrar que o Karakul ainda tem muito a contribuir com a ovinocultura brasileira. Os animais exigem baixo custo de manutenção e podem ser utilizados estrategicamente para transmitir rusticidade aos cordeiros, tornando o sistema mais eficiente e sustentável. “A rusticidade passada aos cordeiros reduz o custo de produção e amplia a viabilidade econômica da atividade”, reforça o criador.

Potencial produtivo e preservação genética

Ainda pouco conhecida entre os produtores brasileiros, a raça ovina Karakul carrega um grande potencial produtivo e genético. Estudos de adaptabilidade e iniciativas de preservação vêm demonstrando que, mesmo rara, ela pode desempenhar papel importante na diversificação e na eficiência dos sistemas de produção de ovinos no país.



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avanço lento da colheita interrompe queda nos preços



Ritmo da colheita segue abaixo do registrado no mesmo período de 2023




Foto: USDA

Os preços do milho deixaram de cair em algumas regiões do país na última semana, refletindo um cenário de menor pressão de venda por parte dos produtores. Apesar da continuidade da colheita da segunda safra, o mercado mostra sinais de estabilidade pontual, impulsionado por fatores relacionados à oferta e à demanda interna.

De acordo com informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o ritmo da colheita segue abaixo do registrado no mesmo período de 2023 e de anos anteriores. Além disso, muitos vendedores têm se retraído, optando por adiar as negociações em meio à expectativa de preços melhores. Por outro lado, os compradores também estão mais cautelosos nas aquisições no mercado spot, influenciados por previsões de uma safra recorde no Brasil e pela fragilidade nas exportações.

Os pesquisadores do Cepea observam que grande parte dos demandantes está operando com estoques de contratos já fechados anteriormente, o que reduz ainda mais a movimentação no mercado físico. Com a baixa liquidez, o setor permanece atento aos próximos desdobramentos da colheita e ao comportamento da demanda interna e externa.

Em algumas praças, especialmente no Centro-Oeste, a lentidão na colheita tem limitado a oferta disponível no curto prazo, contribuindo para a interrupção na tendência de queda dos preços. Já no Sul, o excesso de umidade em determinadas áreas também tem atrasado os trabalhos de campo, o que influencia diretamente o volume colocado no mercado neste momento.

A expectativa dos agentes é que, com a intensificação da colheita nas próximas semanas e diante da pressão de uma grande produção, os preços possam voltar a ceder. No entanto, esse movimento dependerá do ritmo das exportações e da capacidade de escoamento interno, que segue sendo um dos principais desafios da cadeia do milho em 2024.





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veja como a arroba estreou a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços mais baixos no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o adicional tarifário imposto pelos Estados Unidos ainda gera problemas para o Brasil.

“Com o segundo maior importador de carne bovina do país ausente, as exportações brasileiras tendem a recuar. As indústrias já interromperam a produção de novas remessas de carne para os Estados Unidos”.

Segundo ele, a entrada de animais confinados no mercado alongou as escalas da indústria brasileira e acelerou o processo de queda nos preços da arroba em diversos estados produtores.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 294,43 — na sexta: R$ 295,52
  • Goiás: R$ 277,04 — R$ 278,75
  • Minas Gerais: R$ 281,47 — R$ 282,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 295,57 — R$ 295,45
  • Mato Grosso: R$ 295,14 — R$ 295,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta estabilidade em seus preços no decorrer da segunda-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para fragilidades, em linha com o perfil da demanda no decorrer da segunda quinzena do mês, naturalmente deprimida.

“Também é importante mencionar que a carne de frango dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,80 por quilo; o dianteiro segue no patamar de R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha se mantém em R$ 17,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,5650 para venda e a R$ 5,5630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5504 e a máxima de R$ 5,6114.



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Fazenda atingida por desastre? Saiba como pedir isenção do ITR


Pecuarista, se sua propriedade foi afetada por incêndios, enchentes ou outros eventos extremos que prejudicaram a produção, atenção: você pode ter direito à isenção do Imposto Territorial Rural (ITR). A legislação brasileira prevê formas de proteger o produtor que não consegue explorar a terra por causa de desastres naturais. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Foi o que explicou o advogado Pedro Puttini Mendes, especialista em direito agrário e ambiental, em entrevista ao programa Giro do Boi, no quadro Direito Agrário.

Segundo ele, muitos produtores seguem sendo tributados mesmo quando estão impossibilitados de gerar renda com a terra — o que contraria o próprio princípio de justiça tributária.

O que diz a lei sobre o ITR em caso de improdutividade?

Propriedade rural. Foto: CanvaPropriedade rural. Foto: Canva
Propriedade rural. Foto: Canva

O ITR é um imposto federal cobrado com base na utilização produtiva da terra. A lógica é: quanto mais a área for usada para pecuária, agricultura ou floresta, menor é a alíquota. Ou seja, o imposto estimula o uso racional e produtivo das propriedades.

Mas, quando a produção é inviabilizada por causas climáticas extremas, o cenário muda.

“O produtor não pode ser penalizado com cobrança de imposto sobre algo que ele não tem como explorar. Isso fere o princípio da capacidade contributiva, previsto na Constituição”, afirma Puttini.

Em termos simples, não se deve cobrar tributo onde não há geração de riqueza.

Como solicitar a isenção do ITR

Produtor rural. Foto: CanvaProdutor rural. Foto: Canva
Produtor rural. Foto: Canva

O primeiro passo para tentar a isenção ou compensação do ITR é juntar provas concretas de que a propriedade foi atingida e ficou temporariamente improdutiva. Veja o que pode ser usado:

  • Fotos e vídeos com data, mostrando os prejuízos;
  • Laudos técnicos de engenheiros agrônomos ou veterinários;
  • Notificações da Defesa Civil e boletins de ocorrência;
  • Boletins meteorológicos, comprovando a intensidade do fenômeno;
  • Declaração de emergência ou calamidade pública emitida pelo município ou estado;
  • Notas fiscais e registros de produção, evidenciando queda na produtividade;
  • Mapas com as áreas impactadas pela tragédia.

Esses documentos devem ser anexados à declaração do ITR e, se for o caso, ao Ato Declaratório Ambiental (ADA) — especialmente se a reserva legal ou área de preservação foi comprometida.

Quando o produtor perde documentos ou não tem título formal

Estragos pelas chuvas em Jaguari (RS)Estragos pelas chuvas em Jaguari (RS)
Foto: Divulgação Prefeitura de Jaguari

Muitos produtores afetados por eventos climáticos perdem não só bens materiais, mas também documentos importantes, como matrícula do imóvel ou contratos. Isso dificulta o acesso à justiça ou até a programas de recuperação oferecidos pelo governo.

Se não houver título formal da terra, é preciso apresentar provas de ocupação contínua e produtiva do imóvel, o que reforça a importância de manter um arquivo organizado e atualizado. Em casos mais complexos, a justiça pode ser acionada para garantir o direito à isenção.

Apoie o PL 3678/2021 e pressione por mais proteção

O Projeto de Lei 3678/2021, que tramita no Congresso Nacional, prevê isenção do ITR para áreas sujeitas a inundações periódicas, mediante certificação do Ministério da Agricultura.

A proposta precisa do apoio dos produtores e da mobilização das entidades representativas do agro para avançar.

O produtor rural não pode enfrentar sozinho as consequências de uma crise climática que se intensifica a cada ano. É preciso respaldo legal, apoio político e orientação técnica para atravessar esse cenário com segurança”, reforça Puttini.

Fica o alerta: registre tudo, busque orientação jurídica e lute por seus direitos. Em tempos de extremos climáticos, proteger seu patrimônio rural é essencial para garantir o futuro da atividade no campo.



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Queda nos preços de soja: veja a única região onde o preço subiu no início desta semana



O mercado físico brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e preços pressionados. Segundo o analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, os agentes de mercado mantiveram posturas distantes nas negociações, o que travou os negócios em diversas regiões.

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“Em Rio Grande (RS), até houve algumas oportunidades pontuais de venda, mas o forte recuo na Bolsa de Chicago (após três sessões de alta) limitou o ímpeto comprador”, avalia. O dólar chegou a oferecer algum alívio nos preços pela manhã, mas perdeu força ao longo do dia. A combinação com prêmios fracos acabou resultando em queda nos preços do físico.

Já no interior do país, as cotações se mantiveram firmes, sustentadas pelo basis local. O produtor segue resistente em aceitar os valores propostos pela indústria, que estão abaixo da paridade de exportação em muitas praças. Com isso, os vendedores reduziram ainda mais suas ofertas, ampliando o spread e deixando o mercado ainda mais travado.

Cotações

  • Passo Fundo (RS): caiu de 133,00 para 132,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 140,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): caiu de 132,00 para 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de 140,00 para 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 120,00 para 121,00
  • Dourados (MS): caiu de 127,00 para 125,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 123,00 para 122,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. Apesar da confirmação de temperaturas elevadas no cinturão produtor dos Estados Unidos, estas devem vir acompanhadas de chuvas, garantindo a boa evolução das lavouras.

As previsões indicam um padrão climático sem grandes extremos nas próximas semanas nos Estados Unidos. “Há previsões de chuvas, um pouco mais irregulares nesse momento, mas há sim chuvas quase que diárias em vários pontos do Meio-Oeste americano”, afirma o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

Mesmo com a expectativa de calor no final de julho e início de agosto, ele descartou riscos para a produção agrícola norte-americana. Há bastante umidade no solo e, então mesmo com as ondas fortes de calor, isso não traz problema para a safra. O cenário deve ser oposto de estresse hídrico, que poderia causar prejuízos. “A tendência é de chuvas dentro de uma normalidade. Está em pleno verão, então é esperado muito calor”, completou.

Santos concluiu afirmando que, apesar da expectativa de uma breve pausa nas chuvas nos Estados Unidos no início de agosto, a precipitação deve retornar logo em seguida. “Uma semana de tempo seco é formidável para a realização dos tratos culturais. O mercado pode até reagir a essa previsão, mas não há risco de quebra de safra. Pelo contrário, a safra vai ser muito boa este ano”, destacou.

Além disso, no final da tarde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o seu relatório com os dados de evolução das lavouras americanas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar ou 1,24%, a US$ 10,15 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 por bushel, perda de 9,75 centavos ou 0,94%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 3,50, ou 1,27%, a US$ 270,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 56,07 centavos de dólar, com ganho de 0,25 centavo ou 0,44%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,42%, sendo negociado a R$ 5,5650 para venda e a R$ 5,5630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5504 e a máxima de R$ 5,6114.



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