quinta-feira, maio 14, 2026

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Como o mercado da soja encerrou a semana?


A alta semanal acabou impulsionando as vendas no mercado gaúcho de soja, de acordo com as informações da TF Agroeconômica. “Pagamento Agosto R$ 140,00 (-0,36%) pagamento 30/08, setembro R$ 143,50 pagamento 30/09, outubro R$ 145,00 pagamento 30/10. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça: R$ 133,00 (+1,14%) Cruz Alta – Pgto. 30/08 – para exportador, R$ 133,00 (+1,14%) Passo Fundo – Pgto. fim de agosto, R$ 133,00 (+1,14%) Ijuí – Pgto. 30/08 – para fábrica R$ 135,00 (+1,50%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 24/08. Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 123,00 a saca ao produtor”, comenta.

A comercialização segue travada em Santa Catarina, apesar da boa safra. “Apesar de uma colheita bem sucedida, a comercialização da soja em Santa Catarina continua lenta. Em 17 de julho, a cotação era de R$ 120,00, mas os volumes negociados seguem abaixo do esperado. O bom desempenho da safra 2024/25 trouxe desafios logísticos e pressões sobre a capacidade de armazenagem, especialmente com a aproximação da safra de inverno”, completa.

Oferta elevada pressiona mercado da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,20. Em Cascavel, o preço foi 125,38 (+3,58%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,06 (+6,28%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 126,84 (+4,83%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 135,28. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Mato Grosso do Sul amplia produção, mas enfrenta obstáculos no escoamento da soja. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,00, Campo Grande em R$ 122,50, Maracaju em R$ 120,29 (-2,20%), Chapadão do Sul a R$ 119,49 (+2,13%), Sidrolândia a em R$ 125,09 (+2,53%)”, informa.

O Mato Grosso amplia vendas, mas logística e decisões judiciais geram alerta. “Outro fator de atenção foi a decisão do Tribunal de Justiça do estado que autorizou a penhora de soja em casos de recuperação judicial com CPRs, o que pode impactar o crédito e a segurança jurídica das operações. Campo Verde: R$ 118,74 (+0,63%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,66 (+3,70%), Nova Mutum: R$ 114,10 (+0,97%). Primavera do Leste: R$ 119,37 (+0,73%). Rondonópolis: R$ 120,20. Sorriso: R$ 111,90”, conclui.

 





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Brasil criará agência tributária e aduaneira na China



O Brasil vai criar uma agência tributária e aduaneira na China, informou na segunda-feira (21) o Ministério da Fazenda.

Segundo a pasta, a iniciativa é considerada estratégica pela Receita Federal desde 2023, e o processo não tem motivação política, justificando-se pelo fluxo crescente de mercadorias entre os dois países.

Essa será a quinta Adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal, postos avançados do Fisco brasileiro em outros países para agilizar o comércio e reduzir a burocracia.

As primeiras unidades foram abertas em 2000, em Washington e em Buenos Aires. Em 2002, foram inauguradas as agências em Assunção e em Montevidéu.

A criação da adidância na China, informou a Fazenda, está em andamento. De acordo com a pasta, como o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, a presença de um adido especializado trará vantagens, como:

  • entendimento mútuo das legislações;
  • redução de entraves burocráticos;
  • impulsionamento do comércio bilateral.

O Ministério da Fazenda também informou que a unidade na China ajudará a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral, por meio do:

  • combate à evasão fiscal;
  • combate ao contrabando;
  • troca direta de informações e experiências.

Debatida internamente pelo governo desde 2023, a criação da adidância foi analisada por diversos órgãos e ministérios nos últimos dois anos. O Itamaraty avaliou a iniciativa no início deste ano.

Esse é mais um ato de aproximação entre o Brasil e a China. No início do mês, os dois países assinaram um memorando para a realização de estudos para um corredor ferroviário que ligará os Oceanos Atlântico e Pacífico, integrando ferrovias brasileiras à futura ferrovia que ligará Lucas do Rio Verde (MT) ao porto de Chanclay, no Peru.



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Alckmin diz que acordo do Mercosul com a União Europeia deve ser assinado até o fim do ano



O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, começou a semana intensificando as conversas com o setor produtivo a cerca das trocas comerciais do Brasil com EUA e União Europeia.

Em reunião com representantes da Comissão do Comércio Internacional (INTA) do Parlamento Europeu, na segunda-feira (21), Alckmin reforçou a expectativa de que a assinatura do Acordo Mercosul-União Europeia ocorra no final de 2025.

Esse acordo é extremamente importante do ponto de vista econômico, empresarial, de investimentos, comércio e do ponto de vista geopolítico. É uma mensagem muito forte de apreço pela democracia, pela paz, pelo livre comércio, pelo multilateralismo e pela sustentabilidade, inclui também o tema do meio ambiente, ressaltou o ministro, no começo da noite, após as reuniões.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Ao longo do dia, Alckmin deu seguimento à série de reuniões com o setor produtivo com o objetivo de reverter a tarifa de 50% imposta pelos EUA ao Brasil. No âmbito do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, Alckmin pediu apoio de representantes da Câmara Brasileira de Economia Digital (Câmara-e.net), que reúne representantes de Big Techs, como Meta, Google, Visa e Apple, no diálogo com seus parceiros nos Estados Unidos.

De acordo com o ministro, a reunião marca o início de um bom diálogo com empresas de tecnologia.



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Não é o melhor momento para vender milho



Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores



Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços
Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços – Foto: Nadia Borges

Julho continua sendo, historicamente, o pior momento do ano para a venda de milho no Brasil. A TF Agroeconômica reforça que, salvo em casos de extrema necessidade para saldar dívidas, os produtores devem evitar comercializar o cereal neste período. Para quem realmente precisa vender, a orientação da consultoria é estratégica: utilizar o valor da venda física para adquirir contratos futuros de compra na B3, buscando recuperar possíveis perdas com as altas que tendem a ocorrer à medida que os estoques forem se reduzindo nos próximos meses.

Segundo a TF Agroeconômica, três fatores estão no radar como potenciais impulsores dos preços. O primeiro é o movimento de hedge por parte dos fundos especulativos em Chicago, que aproveitaram os preços mínimos para ampliar posições, atentos à possibilidade de quebra localizada nas lavouras dos EUA, com previsão de calor excessivo e chuvas abaixo do ideal. O segundo fator é a retomada de negociações comerciais entre Estados Unidos e Japão. Um possível acordo poderia aliviar tarifas e reaquecer as exportações de milho norte-americano, beneficiando os preços globais. Por fim, a saída momentânea de grandes exportadores, como EUA e Argentina, reforça a posição do Brasil como principal fornecedor no mercado internacional, diante da demanda crescente.

No entanto, há risco no horizonte: os EUA elevaram tarifas sobre produtos canadenses, especialmente o etanol — setor que responde por cerca de 35% das exportações americanas e absorve entre 34% e 37% da produção anual de milho para ração. Essa medida pode gerar retaliações do Canadá e impactar negativamente a demanda pelo grão. Diante desse cenário de volatilidade, a recomendação é de cautela e posicionamento estratégico para aproveitar as oportunidades futuras do mercado.

 





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Retomada do Ibovespa e fala conciliadora de Haddad animam mercado; ouça especialista


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a retomada do Ibovespa aos 134 mil pontos, puxado por commodities e fala conciliadora de Haddad sobre tarifas dos EUA.

Lá fora, balanços fortes nos EUA impulsionaram o Nasdaq, enquanto o dólar perdeu força global. Juros futuros recuaram, e o Focus revisou para baixo o IPCA de 2025 e 2026. Hoje, destaque para o discurso de Powell.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Frente fria deve trazer geada para áreas de serra; veja a previsão



Uma frente fria de intensidade fraca avança no Sul do país. Enquanto isso, tempo firme e seco no Sudeste e no Centro-Oeste. Veja também a previsão para Norte e Nordeste:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Uma frente fria de fraca intensidade vai avançar pela costa da Região Sul, mas não provoca chuva em nenhum estado, somente um aumento de nebulosidade pela faixa leste dos três estados. A terça-feira será marcada por tempo firme e com predomínio de sol. O dia começa com temperaturas baixas e não se descarta a ocorrência de geada em pontos isolados da serra gaúcha e catarinense. Durante à tarde, os termômetros se elevam, especialmente na metade norte do Paraná, enquanto no Rio Grande do Sul a sensação é mais amena.

Sudeste

Dia de tempo firme e com predomínio de sol em todos os estados do Sudeste. O amanhecer ainda apresenta temperaturas mais baixas pela faixa leste paulista e sul de Minas Gerais, com tendência de elevação no decorrer da tarde. No interior paulista e mineiro a umidade do ar fica em atenção.

Centro-Oeste

Predomínio de tempo firme e sem chuva nos três estados. O sol aparece mais em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e interior de Goiás, favorecendo para a subida das temperaturas durante à tarde. Atenção para a queda da umidade relativa do ar no período da tarde. No sul de Mato Grosso do Sul o amanhecer conta com temperaturas mais baixas e sensação de frio, mas sem risco para geada.

Nordeste

A infiltração marítima mantém o tempo mais instável e com pancadas isoladas pela costa leste do Nordeste, que podem ocorrer com até moderada intensidade entre Sergipe e Pernambuco. No norte do Maranhão e litoral do Ceará e do Piauí o sol aparece, mas à tarde não se descarta alguma chuva isolada. Já no interior da Região o tempo seco e quente vai predominar, com umidade relativa do ar entrando em atenção.

Norte

Pancadas alternadas com períodos de melhoria na metade norte do Amazonas e em Roraima, onde não se descartam alguns temporais localizados. No norte do Pará e no Amapá pancadas com até moderada intensidade. Por outro lado, o sol prevalece nas demais áreas da Região e a umidade do ar pode ficar em atenção no Tocantins e na metade sul do Pará.



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Milho fecha semana em alta na B3 e em Chicago


O mercado de milho encerrou a semana em alta tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo uma combinação de fatores favoráveis aos preços. O avanço do dólar, a recuperação técnica em Chicago e o atraso na colheita da safrinha no Brasil contribuíram para sustentar os contratos futuros e animar os investidores.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a valorização semanal na CBOT foi de 3,16%, impulsionada por previsões de calor intenso no cinturão agrícola dos Estados Unidos, o que elevou as compras técnicas e o interesse por hedge. O dólar também teve alta de 0,71% na semana, o que favoreceu as exportações brasileiras e impulsionou os preços internos. A colheita da safrinha segue atrasada, o que está sustentando os preços no mercado futuro e começa a impactar o físico — a média Cepea subiu 0,76% na semana.

Na B3, o contrato de setembro/25 fechou a R\$ 65,48, com alta de R\$ 1,00 no dia e de R\$ 1,50 na semana. O novembro/25 terminou em R\$ 68,25 (+R\$ 0,48 no dia e +R\$ 1,02 na semana), enquanto o janeiro/26 encerrou cotado a R\$ 71,97 (+R\$ 0,35 no dia e +R\$ 0,57 na semana). Em Chicago, o contrato de setembro subiu 1,62% no dia, a US\$ 4,08/bushel, e o dezembro teve alta de 1,60%, a US\$ 4,27/bushel.

Apesar da valorização, o mercado internacional segue pressionado por questões comerciais. Recentes campanhas para substituir o xarope de milho por açúcar de cana em grandes empresas geram preocupação entre produtores. Segundo a Associação de Refinadores de Milho, mudanças nesse sentido poderiam impactar a receita agrícola em até US\$ 5,1 bilhões.





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Embrapa testa óleos naturais da Amazônia contra parasitas que afetam tambaquis


Óleos essenciais extraídos de plantas amazônicas demonstraram eficácia no combate a parasitas que comprometem a saúde do tambaqui (Colossoma macropomum), o peixe nativo mais cultivado no Brasil. A pesquisa, coordenada pela Embrapa Amapá, em parceria com a Unifap e a Embrapa Amazônia Ocidental, oferece uma solução natural ao uso de quimioterápicos, com potencial para transformar práticas na piscicultura nacional.

Os testes laboratoriais analisaram óleos de três espécies do gênero Piper: P. callosum (conhecido como aperta-ruão, caá-peba ou falso-jaborandi, entre outros nomes populares); P. hispidum (matico ou  aperta-ruão); e P. marginatum (capeba, malvarisco ou pimenta-do-mato, entre outros). As duas primeiras apresentaram bons resultados contra vermes monogenéticos, parasitas que se fixam nas brânquias dos peixes, dificultando a respiração e impactando a produção.

Alternativa segura e sustentável

Segundo o pesquisador Marcos Tavares Dias, coordenador do estudo, os tratamentos convencionais com produtos como formalina e albendazol, embora eficazes, apresentam riscos à saúde de quem manipula e ao meio ambiente. Já os óleos essenciais não mostraram toxicidade nas doses aplicadas e foram eficazes na redução dos parasitas.

“Além de seguros para os trabalhadores e para os peixes, os óleos não estimulam resistência nos parasitas, como ocorre com os quimioterápicos”, afirma Dias. A aplicação foi feita por meio de banhos terapêuticos. O óleo de P. callosum foi utilizado em dois banhos de 20 minutos com 24 horas de intervalo. Já o de P. hispidum, em três banhos de uma hora com intervalos de 48 horas. Em ambos os casos, a infestação caiu significativamente, mostra a pesquisa.

Pesquisa com base na biodiversidade

As plantas usadas na extração dos óleos foram cultivadas na Embrapa Amazônia Ocidental, em Manaus, sob a responsabilidade do pesquisador Francisco Célio Chaves. As espécies são da família Piperaceae, tradicionalmente empregada por comunidades amazônicas na medicina natural.

Após o cultivo e secagem, os óleos foram extraídos e analisados no Rio de Janeiro, pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, onde o pesquisador Humberto Bizzo identificou os compostos majoritários dos extratos por cromatografia gasosa.

“Esses compostos têm reconhecida atividade biológica e podem ser usados tanto na piscicultura quanto no controle de pragas agrícolas”, ressalta Chaves.

O pesquisador Francisco Chaves ao lado da planta ‘P. hispidum’. Foto: Maria Tupinambá/Embrapa

Caminho para piscicultura mais sustentável

Além de tratar os peixes, a pesquisa reforça a importância da prevenção. Medidas como quarentena, controle de densidade nos tanques e monitoramento da água são fundamentais para evitar surtos. Estima-se que o controle de parasitas possa representar até 22% dos custos de produção.

A expectativa dos cientistas é que o uso dos óleos sirva como alternativa viável aos quimioterápicos, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial ao ODS 8, que promove crescimento econômico e trabalho decente.

No entanto, os especialistas alertam: ainda é preciso avançar em regulamentações, validação em campo e na produção em escala desses óleos. “É necessário garantir acesso, segurança e eficácia para que essa tecnologia beneficie o produtor e fortaleça a piscicultura brasileira”, conclui Dias.

‘Piper marginatum’. Foto: Maria Tupinambá/Embrapa



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Como o mercado de milho encerrou a semana?


Em relação ao milho do Rio Grande do Sul, o mercado segue estagnado e dependente do milho externo, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra para entrega em agosto recuaram para entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca, mas os produtores seguem pouco dispostos a negociar. As cotações permanecem enfraquecidas: R$ 64,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 65,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

Negociações paradas e mercado sem direção em Santa Catarina. “O comércio de milho em Santa Catarina segue sem avanços, com liquidez quase nula e forte divergência entre compradores e vendedores. Em Campos Novos, as pedidas variam entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto as ofertas CIF não passam de R$ 75,00/saca. No Planalto Norte, a discrepância continua: compradores oferecem até R$ 75,00, contra pedidas mínimas de R$ 80,00/saca”, completa.

Colheita avança, mas mercado segue sem reação no Paraná. “O ritmo das negociações de milho no Paraná continua travado, com baixa liquidez e distanciamento entre pedidas e ofertas. Produtores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais de até R$ 80,00, mas o setor de rações permanece ofertando R$ 73,00 CIF, o que tem impedido fechamentos”, indica.

Mercado parado, mas Dourados antecipa possível reação no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua travado, com liquidez muito baixa e cotações em torno de R$ 46,00/saca, mesmo após semanas de quedas. Apesar da estabilidade nas principais praças, Dourados registrou alta inesperada nos últimos dias, o que pode sinalizar um movimento semelhante nas demais regiões”, conclui.

 





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Mercado do trigo segue pressionado



Quem precisa vender grãos, deve aguardar



Quem precisa vender grãos, deve aguardar
Quem precisa vender grãos, deve aguardar – Foto: Pixabay

O mercado de trigo permanece sob pressão, principalmente devido à vantagem competitiva dos moinhos localizados no litoral, que recebem grãos de alta qualidade a preços similares aos praticados no interior do Brasil. A proximidade desses moinhos com os centros consumidores reforça essa competitividade. Além disso, a colheita antecipada no Centro-Oeste contribui para a pressão baixista. No entanto, o cenário pode mudar a partir do segundo mês de 2026, caso se confirmem danos na qualidade da safra nos estados do Sul do país.

Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação aos produtores se mantém: quem precisa vender grãos deve aguardar, enquanto os compradores devem agir rapidamente. Entre os fatores de alta estão a recente desvalorização do dólar frente ao euro, que favorece exportações americanas, o acordo comercial entre EUA e Indonésia, o atraso na colheita da região do Mar Negro e a leve alta nos preços no Brasil (0,28% no RS e 0,26% no PR). Porém, esses movimentos positivos ainda são limitados pela concorrência com preços internacionais mais baixos, especialmente os do trigo argentino.

No campo dos fatores de baixa, a colheita acelerada na França está gerando estoques elevados e pode pressionar ainda mais os preços globais. A FranceAgriMer estima exportações modestas para fora da UE e um aumento de 66% nos estoques finais, o maior patamar em 21 anos. No Brasil, a possível ocorrência de geadas severas em agosto preocupa o setor, não pela quebra de safra em si, mas pelos efeitos colaterais observados nas últimas temporadas, quando a baixa qualidade permitiu a alguns moinhos forçar os preços para baixo, retraindo margens e demanda.

Diante desse cenário, o mercado segue com cautela, especialmente atento às condições climáticas e seus impactos na qualidade da safra nacional. A expectativa de maior necessidade de importação ainda não foi completamente considerada pela Conab, o que pode agravar o descompasso entre oferta e demanda interna nos próximos meses.

 





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