quinta-feira, maio 14, 2026

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Médio São Francisco sediará nova feira voltada para agronegócio


A região do Médio São Francisco receberá em Barra, no Oeste da Bahia, uma nova feira voltada para o agronegócio. Na manhã desta segunda-feira (21), a Barra Agro Show foi lançada na capital baiana numa cerimônia com autoridades, lideranças políticas e representantes de instituições.

O lançamento aconteceu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, em Salvador.

Cerca de 100 produtores fazem parte do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e se mobilizaram para atrair investimentos e tecnologia para a região.

Barra Agro Show, feira agropecuária, 2025
Foto: Divulgação

A realização da Barra Agro Show, bem como do evento em Salvador, é fruto desse engajamento. Marco Caviola, produtor e presidente da entidade, atendeu à imprensa exaltando o caráter inovador e diferenciado da Feira.

“Viemos convidar a sociedade para fazer parte deste projeto conosco e conhecer a agricultura e o desenvolvimento que já estão acontecendo em Barra”, afirmou o representante.

O presidente do Sistema Faeb/Senar, Humberto Miranda, destacou o potencial produtivo da região e os desafios que devem ser vencidos.

“Nossos próximos passos devem incluir o avanço da educação para o agro e da aprendizagem rural na região, gerando ainda mais oportunidades em uma área que tanto tem a oferecer”, comentou Miranda.

Nas palavras do Secretário de Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, a feira irá ajudar a consolidar ainda mais a produção baiana.

“Observamos no local a necessidade de investimento em tecnologia e infraestrutura para que todo o potencial seja desenvolvido com sucesso. Sem dúvida, iremos nos empenhar para isso”, resume Barrozo.

Barra conta com uma área consolidada e em produção de 94 mil hectares, com área total agricultável de mais de 1,4 milhões de hectares. Na região, as margens de rio somam mais de 600 km e propiciam irrigação abundante e agricultura tecnificada que já produz cacau, uva, manga, citros, grãos e outras culturas.

A feira acontece de 4 a 6 de setembro, em Barra, e tem expectativa de receber cerca de 12 mil pessoas, além de dezenas de empresas dos segmentos de serviços, startups, insumos, máquinas e equipamentos, transportes, entre outros.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Quatro países retiram restrições de exportação à carne de aves brasileiras



Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira após a conclusão do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), a gripe aviária, registrado no município de Montenegro (RS), informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (23).

De acordo com a pasta, a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

  • Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.
  • Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.
  • Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar
  • Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão
  • Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, afirmou na terça-feira (22) que a pasta trabalha para que China, União Europeia e Chile voltem a comprar carne de aves brasileira no curto prazo, já a partir de agosto.



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AgroNewsPolítica & Agro

Programa Grão Seguro debate segurança em áreas classificadas de armazenagem de grãos



Programa vai ao ar nesta terça-feira às 19h30




Foto: Canva

O Programa Grão Seguro desta terça-feira, 22 de julho, traz um tema fundamental para a segurança nas operações de armazenagem de grãos. A edição vai ao ar às 19h30 (horário de Brasília) e contará com a participação especial do engenheiro Maurício Clábria Vianna, da MCV Consultoria.

O especialista abordará o tema “Área Classificada em Unidades Armazenadoras de Grãos”, assunto que desperta grande interesse entre profissionais do setor por envolver riscos e exigências técnicas específicas no manuseio e estocagem de grãos em larga escala.

Áreas classificadas são locais com potencial de formação de atmosferas explosivas, exigindo cuidados rigorosos com equipamentos elétricos, ventilação, sensores e procedimentos operacionais. Segundo os organizadores, a discussão visa ampliar o conhecimento técnico dos profissionais que atuam em armazenadoras, cooperativas, tradings e indústrias processadoras.

A transmissão será ao vivo pelo canal oficial do Programa Grão Seguro no YouTube, reunindo técnicos, engenheiros, gestores e demais profissionais ligados à cadeia do agronegócio. A participação é gratuita, e os espectadores poderão enviar perguntas em tempo real durante a live.

Clique aqui para assistir.





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Sobe para 284 número de cavalos mortos por ração, diz Ministério da Agricultura



Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou nesta quarta-feira (23) para 284 o número de cavalos mortos após o consumo de rações fabricadas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda.

De acordo com o Mapa, foi revogada a decisão judicial que autorizava, de forma parcial, a retomada da produção e comercialização de rações pela Nutratta. Com a revogação, volta a valer a suspensão cautelar imposta pelo ministério, que proíbe a fabricação de rações para todas as espécies animais, até que a empresa comprove a correção de todas as irregularidades apontadas pela fiscalização, o que ainda não ocorreu até o momento.

As investigações conduzidas pelo ministério indicam que a contaminação ocorreu por falhas no controle da matéria-prima, que continha resíduos de plantas do gênero Crotalaria, conhecidas por conter substância altamente tóxica para os animais.

Essas substâncias não são permitidas na formulação de rações e só aparecem quando há uso indevido de matérias-primas proibidas ou contaminação de ingredientes autorizados.

Consideradas hepatotóxicas, alteram o DNA celular e causam danos ao fígado, com efeitos que variam conforme a dose, o tempo de exposição e a condição do animal.

O Mapa ainda aguarda os resultados de análises de outros lotes de ração produzidos e de lotes de matérias-primas envolvidas para definir os rumos da investigação.



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Galinhas-d’angola do Bioparque no Rio morreram de gripe aviária



O BioParque do Rio confirmou nessa terça-feira (22) que, após análise laboratorial, foi detectada que a infecção por influenza aviária (gripe aviária) foi a causa da morte de nove aves da espécie galinha-d’angola no Zoológico da Quinta da Boa Vista, na quinta-feira passada (17).

No comunicado, o BioParque informou que as amostras foram encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Campinas, São Paulo, e o diagnóstico foi validado por autoridades sanitárias.

Segundo a informação, “todas as aves infectadas estavam na área da Savana Africana, que permanecerá interditada por 14 dias como medida preventiva, conforme protocolos de biossegurança”.

Com a adoção de medidas necessárias e autorização dos órgãos fiscalizadores, as demais áreas do parque serão reabertas ao público a partir desta quinta-feira (24).

A nota diz ainda que “o BioParque do Rio segue comprometido com o bem-estar dos animais e visitantes. Novas atualizações serão divulgadas em nossos canais oficiais”.



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Pecuária sustentável: como o Guandu BRS Mandarim dobra o valor das suas pastagens


Pecuaristas, a recuperação de pastagens degradadas é, sem dúvida, um dos maiores desafios do nosso setor, impactando diretamente a produtividade, a sustentabilidade e a renda das propriedades. Quer transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda? Assista à entrevista abaixo e descubra os segredos do Guandu BRS Mandarim!

A boa notícia é que a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), desenvolveu uma tecnologia inovadora e viável para essa questão: a consorciação de capins tropicais com o feijão-guandu, em especial a cultivar Guandu BRS Mandarim.

Essa leguminosa se destaca por seu duplo propósito, oferecendo uma solução completa e eficiente.

Nesta quarta-feira (23), o programa Giro do Boi entrevistou a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, que tem acompanhado de perto o sucesso da utilização do Mandarim nas fazendas.

Ela detalhou como essa tecnologia dispensa o uso de herbicidas, adota um manejo simples e eleva o desempenho animal. Para transformar suas pastagens degradadas e aumentar a lucratividade da sua fazenda, é fundamental conhecer os segredos do Guandu BRS Mandarim.

Duplo propósito: forragem proteica e adubação verde

Utilização de feijão-guandu BRS Mandarim para fins de pastagem. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste
Utilização de feijão-guandu BRS Mandarim para fins de pastagem. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária Sudeste

O Guandu BRS Mandarim atua de duas formas essenciais e complementares para a pecuária, oferecendo benefícios tanto para a nutrição animal quanto para a saúde do solo:

  • Forragem proteica na seca: No período seco do ano, quando a oferta de pasto diminui drasticamente, o guandu serve como uma excelente fonte de proteína para o pastejo dos animais. Com teores que variam entre 18% e 20% de proteína bruta, ele pode substituir, de forma eficaz, suplementos industriais, resultando em uma significativa redução de custos para o produtor.
  • Adubo verde para o solo: Após o pastejo na seca e o florescimento natural, a leguminosa é roçada. O material vegetal que permanece na superfície do solo atua como um poderoso adubo, fornecendo até 200 kg/ha de nitrogênio ao sistema. Essa contribuição melhora substancialmente a fertilidade do solo, eliminando a necessidade de adubação nitrogenada convencional.

Essa abordagem não só contribui para o aumento do ganho de peso dos animais e a redução do tempo de abate, mas também eleva o ganho de peso por hectare em comparação com sistemas que utilizam pastagens solteiras.

Eficiência comprovada e implantação acessível

Sementes de feijão guandu BRS Mandarim. Foto: Ana Maria Dantas de Maio/Embrapa Pantanal
Sementes de feijão guandu BRS Mandarim. Foto: Ana Maria Dantas de Maio/Embrapa Pantanal

A Embrapa possui estudos robustos que comprovam a eficiência da consorciação com guandu em áreas de pastagem degradada.

Pesquisas indicam que novilhas nelore em pastagens de braquiária consorciada com guandu apresentaram um melhor desempenho individual e permitiram uma maior lotação de animais por área, além de um menor tempo até o abate.

Em um experimento comparando três sistemas de manejo, animais em pastos que contavam com o guandu tiveram um ganho médio diário de 0,376 kg durante o período de seca.

Esse resultado superou o desempenho de animais que receberam suplementação (0,298 kg) ou aqueles que não tiveram nenhum tipo de reforço alimentar (0,138 kg).

A implantação do guandu é um processo acessível e relativamente simples:

  • O primeiro passo é realizar uma análise de solo e, se necessário, a calagem.
  • O plantio direto do guandu deve ser feito no início da estação chuvosa, preferencialmente até a primeira quinzena de janeiro.
  • As sementes devem ser inoculadas com Bradyrhizobium sp (Cajanus) para otimizar a fixação de nitrogênio.
  • O espaçamento ideal entre linhas é de 70 a 80 cm, com uma densidade de 62,5 a 75 mil plantas por hectare.
  • O sucesso da implantação depende de uma semeadura correta e de um controle eficaz de formigas.

A pastagem já começa a mostrar sinais de recuperação em cerca de 30 dias após o plantio, e o primeiro pastejo pode ocorrer entre 65 e 80 dias após a semeadura.

A palatabilidade do guandu aumenta na fase reprodutiva, o que faz com que os animais consumam preferencialmente o capim nas águas e o guandu na seca, favorecendo o equilíbrio das espécies no consórcio.

Persistência, sustentabilidade e economia de insumos

Flor de feijão-guandu BRS Mandarim, utilizado como pastagem em campo experimental da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos (SP). Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária
Flor de feijão-guandu BRS Mandarim, utilizado como pastagem em campo experimental da Embrapa Pecuária Sudeste em São Carlos (SP). Foto: Juliana Sussai/Embrapa Pecuária

A persistência do guandu no sistema de pastagem consorciada pode durar até três anos. A realização de duas roçadas anuais (uma a cada início de estação chuvosa) funciona como uma forma de adubação verde e de renovação do ciclo da leguminosa.

Ao final do terceiro ano, uma nova sobressemeadura é recomendada para manter o estande acima das 40 mil plantas/ha e garantir a eficácia da técnica a longo prazo.

Essa estratégia está perfeitamente alinhada com os princípios do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), contribuindo para a sustentabilidade da pecuária e a economia de insumos, uma vez que a adubação nitrogenada se torna dispensável.

O Guandu BRS Mandarim é, portanto, uma solução eficiente, de baixo custo e com alto retorno para pecuaristas que enfrentam o desafio da degradação de pastagens.

Ele permite elevar a produtividade da pecuária sem a necessidade de expandir áreas, respondendo de forma inovadora aos desafios climáticos, econômicos e ambientais da atividade.



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EUA e União Europeia estão perto de fechar um acordo comercial



Os EUA e a União Europeia (UE) estão próximos de concluir um acordo comercial que prevê a aplicação de uma tarifa de 15% sobre as importações do bloco europeu, de acordo com informações do Financial Times . O entendimento busca evitar um cenário em que a UE seja obrigada a enfrentar tarifas muito mais altas, já que o governo dos EUA, sob Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 30% sobre a maioria dos produtos europeus importados a partir de 1º de agosto, caso não haja um consenso até essa data.

Diante dessa ameaça, a União Europeia preparou uma resposta contundente, planejando impor tarifas de 30% sobre cerca de 100 bilhões de euros em produtos americanos caso as medidas dos EUA sejam confirmadas. Essa lista incluiria itens emblemáticos da indústria norte-americana, como aeronaves da Boeing, automóveis e bebidas alcoólicas, num movimento de retaliação que visa equilibrar o impacto econômico das tarifas americanas.

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Fontes afirmaram que, como forma de evitar a escalada tarifária, autoridades europeias
demonstraram disposição de fechar o acordo proposto e aceitar a tarifa de 15% – valor que passaria a ser a taxa mínima global sobre produtos europeus exportados para os Estados Unidos. O compromisso também prevê a eliminação de tarifas sobre determinados produtos dos dois lados, como aeronaves, bebidas destiladas e dispositivos médicos. Além disso, uma das mudanças significativas seria a redução da tarifa atual de 27,5% sobre carros europeus importados pelos EUA para o patamar de 15%.

Apesar do avanço nas negociações, autoridades americanas ressaltaram que a situação ainda é volátil e pode sofrer alterações até o fechamento do acordo definitivo. O anúncio formal é aguardado pelos mercados, já que a ausência de um acordo até agosto levaria à implementação das tarifas mais severas, acirrando ainda mais as tensões comerciais entre as duas maiores economias do planeta.



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COP 30 no Brasil: o papel do agro na sustentabilidade climática



A COP 30, marcada para 2025 em Belém (PA), representa uma virada estratégica para o Brasil e, especialmente, para o agronegócio nacional. Pela primeira vez sediando a Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, o país terá a chance de apresentar ao mundo como o agro pode ser parte da solução climática.

Mais do que discutir metas de redução de emissões, a COP 30 é uma oportunidade para mostrar resultados práticos, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de áreas degradadas e projetos de agricultura de baixo carbono.

O agro como aliado da sustentabilidade

No Brasil, mais de 50% das florestas nativas protegidas estão em propriedades privadas. Isso significa que o produtor rural é também um guardião da biodiversidade, responsável direto por manter os recursos naturais que sustentam a vida e o próprio agronegócio.

A implementação de sistemas como o Código Florestal, aliada ao uso eficiente de recursos, reforça o compromisso do setor com a preservação ambiental. O desafio agora é escalar essas boas práticas e garantir remuneração justa por serviços ambientais.

Eficiência produtiva e governança

Produzir mais com menos é o princípio da sustentabilidade econômica e ambiental. A adoção de tecnologias que otimizam o uso de água, fertilizantes e energia permite ao produtor manter a competitividade sem abrir novas áreas. Além disso, propriedades bem geridas geram impacto social positivo: combatem o êxodo rural, fortalecem comunidades e contribuem com a economia circular.

Oportunidades e desafios diante das mudanças climáticas

As mudanças climáticas já afetam diretamente o campo: secas severas, enchentes e eventos extremos têm causado perdas de produtividade e riscos financeiros. Diante disso, o agro brasileiro tem investido em:

  • Melhoramento genético de sementes
  • Sistemas de irrigação mais inteligentes
  • Consorciação de culturas e diversificação produtiva
  • Monitoramento climático via satélites e sensores

Essas estratégias são essenciais para tornar o agro mais resiliente, mas exigem políticas públicas e financiamento contínuos.

COP 30 e mercados internacionais: o agro como diferencial competitivo

O agro brasileiro já exporta para mercados como a União Europeia, onde exigências ambientais e sociais são cada vez mais rígidas. Produtos com certificações de sustentabilidade, rastreamento de origem e comprovação de boas práticas têm maior valor agregado e são mais bem aceitos no exterior.

A COP 30 será uma vitrine para apresentar esses casos de sucesso e atrair investimentos verdes, além de pressionar por mecanismos de pagamento por serviços ambientais, reconhecendo o valor de quem conserva e produz com responsabilidade.

Caminhos futuros: do crédito de carbono ao serviço ambiental

O Brasil já conta com programas como o RenovaBio, que remunera produtores pela redução de emissões na cadeia dos biocombustíveis, e o Plano ABC+, focado na recuperação de áreas degradadas. Porém, ainda há espaço para avançar em políticas que:

  • Incentivem o pagamento por serviços ambientais (PSA)
  • Apoiem financeiramente a transição agroecológica
  • Valorizem iniciativas de agricultura regenerativa

Confira a entrevista completa com Adriana, convidada especial no programa A Protagonista, e entenda, direto da fonte, como o agronegócio pode ser um agente decisivo no combate às mudanças climáticas. Ela compartilha cases reais, desafios do setor e as oportunidades que a COP 30 traz para o Brasil e para quem produz com responsabilidade. Não perca essa conversa inspiradora!



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No frio, ração ‘mash’ ajuda na hidratação de equinos



Com a chegada do inverno, criadores devem redobrar os cuidados com a alimentação e hidratação dos cavalos. Durante os dias mais frios, o consumo de água costuma diminuir, e o apetite também pode cair devido à menor qualidade das forragens — fatores que aumentam o risco de distúrbios digestivos, queda de desempenho e até cólicas.

Estudos apontam que a incidência de cólicas pode aumentar em até 30% no inverno, principalmente devido à redução da ingestão hídrica.

Para contornar esse cenário, especialistas em nutrição animal indicam o uso da ração úmida tipo mash, uma solução tradicional em países de clima frio que tem ganhado espaço no Brasil por seus benefícios à saúde digestiva e à hidratação dos equinos.

Leia também: Iboi: brinco com GPS leva precisão ao rastreamento de bovinos

O que é a ração mash e como ela ajuda no frio

A mash é uma mistura rica em cereais e fibras que, ao ser hidratada, adquire uma consistência pastosa e palatável. Essa textura favorece a retenção de líquidos no trato digestivo, estimula o apetite e auxilia na reposição hídrica — especialmente importante quando os animais consomem menos água e menos fibra úmida no frio.

Segundo a médica veterinária Natalia Schmidt, especialista em nutrição de equinos da Archer Daniels Midland Company (ADM), “a mash é uma estratégia alimentar muito eficaz para o inverno, oferecendo benefícios como hidratação, energia extra, digestibilidade e estímulo ao apetite, já que os animais costumam gostar mais de alimentos úmidos”.

O modo de preparo é simples:

  • Misture 1 kg da mash com 1 litro de água;
  • Aguarde cerca de 15 minutos antes de oferecer ao animal.

Esse tipo de ração é produzido no Brasil pela Royal Horse, marca de nutrição animal da ADM, empresa global especializada em soluções para nutrição animal e humana.

Estratégia indicada para potros, atletas e animais em recuperação

A mash pode ser oferecida a potros em crescimento, cavalos idosos, animais em repouso, em recuperação clínica ou que estejam retornando de viagens ou provas. Também é uma alternativa recomendada para cavalos com gastrite, que não devem consumir dietas com melaço.

Além de facilitar a digestão, a consistência úmida estimula o consumo e ajuda a manter os níveis de hidratação — fator essencial para evitar quadros de cólica no inverno.

Alimentação de inverno exige mais atenção à água e às fibras

Mesmo no frio, um cavalo adulto precisa consumir entre 40 e 45 litros de água por dia. Já a forragem mínima recomendada gira entre 7 e 10 kg por dia para um animal de 500 kg, podendo aumentar conforme a queda nas temperaturas. A avaliação regular da condição corporal e a oferta de alimentos com alta densidade nutricional também são práticas recomendadas para esse período.



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No frio, ração ‘mash’ ajuda na hidratação de equinos



Com a chegada do inverno, criadores devem redobrar os cuidados com a alimentação e hidratação dos cavalos. Durante os dias mais frios, o consumo de água costuma diminuir, e o apetite também pode cair devido à menor qualidade das forragens — fatores que aumentam o risco de distúrbios digestivos, queda de desempenho e até cólicas.

Estudos apontam que a incidência de cólicas pode aumentar em até 30% no inverno, principalmente devido à redução da ingestão hídrica.

Para contornar esse cenário, especialistas em nutrição animal indicam o uso da ração úmida tipo mash, uma solução tradicional em países de clima frio que tem ganhado espaço no Brasil por seus benefícios à saúde digestiva e à hidratação dos equinos.

Leia também: Iboi: brinco com GPS leva precisão ao rastreamento de bovinos

O que é a ração mash e como ela ajuda no frio

A mash é uma mistura rica em cereais e fibras que, ao ser hidratada, adquire uma consistência pastosa e palatável. Essa textura favorece a retenção de líquidos no trato digestivo, estimula o apetite e auxilia na reposição hídrica — especialmente importante quando os animais consomem menos água e menos fibra úmida no frio.

Segundo a médica veterinária Natalia Schmidt, especialista em nutrição de equinos da Archer Daniels Midland Company (ADM), “a mash é uma estratégia alimentar muito eficaz para o inverno, oferecendo benefícios como hidratação, energia extra, digestibilidade e estímulo ao apetite, já que os animais costumam gostar mais de alimentos úmidos”.

O modo de preparo é simples:

  • Misture 1 kg da mash com 1 litro de água;
  • Aguarde cerca de 15 minutos antes de oferecer ao animal.

Esse tipo de ração é produzido no Brasil pela Royal Horse, marca de nutrição animal da ADM, empresa global especializada em soluções para nutrição animal e humana.

Estratégia indicada para potros, atletas e animais em recuperação

A mash pode ser oferecida a potros em crescimento, cavalos idosos, animais em repouso, em recuperação clínica ou que estejam retornando de viagens ou provas. Também é uma alternativa recomendada para cavalos com gastrite, que não devem consumir dietas com melaço.

Além de facilitar a digestão, a consistência úmida estimula o consumo e ajuda a manter os níveis de hidratação — fator essencial para evitar quadros de cólica no inverno.

Alimentação de inverno exige mais atenção à água e às fibras

Mesmo no frio, um cavalo adulto precisa consumir entre 40 e 45 litros de água por dia. Já a forragem mínima recomendada gira entre 7 e 10 kg por dia para um animal de 500 kg, podendo aumentar conforme a queda nas temperaturas. A avaliação regular da condição corporal e a oferta de alimentos com alta densidade nutricional também são práticas recomendadas para esse período.



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