terça-feira, maio 12, 2026

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Ajuda do governo federal aos setores impactados por tarifaço deve ser limitada e durar pouco



O governo federal finalizou um plano de contingência para apoiar empresas brasileiras que poderão ser impactadas pelo aumento tarifário imposto pelos EUA, previsto para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º).

Para o economista Silvio Campos Neto, é fundamental que tanto o governo federal quanto os governos estaduais adotem medidas para mitigar os efeitos do tarifaço. No entanto, ele ressalta que essas ações têm impacto limitado e de curta duração.

“É importante que os governos tenham planos de contingência para, ao menos, reduzir temporariamente os efeitos da tarifa. Mas, seja qual for a medida adotada, ela será paliativa. Estamos falando de um mercado extremamente relevante e, para alguns setores, insubstituível, seja pelo mercado interno ou por outros países. A solução efetiva, se vier, será por meio de negociações capazes de reverter esse cenário”, afirmou.

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Campos Neto também destacou que a capacidade do governo brasileiro de oferecer ajuda financeira a setores afetados é limitada, devido à fragilidade fiscal do país.

” A situação fiscal do Brasil é muito delicada. Não há espaço no orçamento para medidas que exijam grandes volumes de recursos. Em casos pontuais e extraordinários, até é possível recorrer a créditos especiais para atender demandas emergenciais. Mas não há margem para gastos com subsídios ou qualquer tipo de apoio mais duradouro e abrangente”, explicou o economista.

Busca por novos mercados

Uma das alternativas estudadas pelo setor produtivo diante da taxação imposta pelos EUA é a diversificação de mercados. No entanto, segundo Campos Neto, essa tarefa é complexa, especialmente em setores com alta dependência do mercado norte-americano.

“Alguns segmentos, especialmente os ligados à indústria e ao agronegócio, já devem estar em busca de novos mercados, o que é positivo. Diversificar a demanda reduz a exposição a choques como esse. Mas sabemos que isso não é simples. Para produtos como suco de laranja e café, por exemplo, os EUA são o principal comprador. Redirecionar essas exportações para outros países ou absorvê-las no mercado interno será uma tarefa difícil”.

Segundo o economista, no curto prazo, setores exportadores podem enfrentar queda de preços e terão de fazer ajustes na produção caso a taxação se concretize e não haja solução negociada.



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Carbono no pasto: conheça as fazendas brasileiras que já são solução climática


Um estudo inédito, realizado com as primeiras 100 propriedades participantes, revelou que 70% delas são neutras ou, mais impressionante ainda, recolhem carbono, demonstrando o potencial da pecuária em contribuir ativamente para a agenda climática global. Assista ao vídeo e confira.

Nesta terça-feira (29), o programa Giro do Boi, do Canal Rural, entrevistou Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra; Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10; e Fábio Dias, diretor de pecuária sustentável da Friboi.

Eles detalharam a evolução do programa e seus impactos transformadores na pecuária brasileira.

Fazenda Nota 10: evolução e impacto na pecuária

O programa Fazenda Nota 10, iniciado em 2017/2018 com apenas 10 propriedades, consolidou-se como o maior programa de gestão da pecuária no Brasil.

Ao longo de seis safras completas, impactou quase mil fazendas, provando que “o que trouxe as fazendas até determinado nível, não é o que leva adiante” – é preciso mudar para avançar na busca por melhores resultados.

Os resultados médios das fazendas participantes são impressionantes, refletindo uma melhoria contínua na gestão e produtividade:

  • Aumento de produtividade (GMD – Ganho Médio Diário): 15%
  • Aumento de lotação: 23%
  • Redução de desembolso: 9%

Esses números refletem a profissionalização das propriedades, que passam a ser tratadas como verdadeiras empresas, com metas econômicas claras (reais por hectare, percentual sobre o valor da terra e percentual sobre o valor do rebanho) e um monitoramento trimestral rigoroso.

A metodologia online do programa tem mais de 90% de aprovação entre os participantes.

Sustentabilidade: da eficiência à baixa emissão de carbono

A evolução do Fazenda Nota 10 mostra um compromisso crescente com a sustentabilidade, expandindo seus pilares ao longo das safras.

Inicialmente focado em produtividade e rentabilidade (Safras 2018-2019 e 2019-2020), o programa ampliou seu escopo:

  • Safra 2020-2021: Inclusão de gestão orientada de pessoas.
  • Safra 2021-2022: Inclusão de saúde e bem-estar animal.
  • Safra 2022-2023: Promoção da legalidade com a Plataforma Pecuária Transparente (PPT) e, principalmente, o avanço na produção de baixa emissão, com a implementação de práticas regenerativas e o protocolo GHG (Gases de Efeito Estufa) para mensurar a pegada de carbono das propriedades.

Fábio Dias, da Friboi, destaca que a busca incansável por eficiência na pecuária leva naturalmente à sustentabilidade. Os primeiros dados de fazendeiros disciplinados no programa são reveladores e muito animadores: das primeiras 100 fazendas analisadas, 70% são neutras ou, de fato, recolhem carbono.

Isso demonstra, na prática, que ao buscar a eficiência produtiva, os produtores encontram o caminho da baixa emissão de carbono, consolidando a sustentabilidade como um conceito 360°, que engloba aspectos ambientais, econômicos e sociais.

Reconhecimento e novas oportunidades

Os critérios de premiação do Fazenda Nota 10 são baseados em meritocracia, engajamento e participação ativa dos produtores.

Fazendas que lançaram dados no prazo, participaram das masterclasses, preencheram módulos de saúde e bem-estar, foram cadastradas na PPT e preencheram o protocolo GHG foram reconhecidas em três categorias distintas:

  • Top Educação: Fazenda Valência (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Caruru (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Alabama (Nova Xavantina, no estado de Mato Grosso – Bronze).
  • Top Disciplina: Fazenda Rainha (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais – Prata), Fazenda Jandaia (Anaurilândia, no estado de Mato Grosso do Sul – Bronze).
  • Top Gestão (Top Rentáveis): Fazenda Olhos D’água (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda São Camilo (Aparecida do Taboado, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Coroados do Norte 2 (Paranaíta, no estado de Mato Grosso – Bronze).

O programa Fazenda Nota 10 continua de portas abertas para novos pecuaristas, com baias disponíveis a partir de 60 animais e facilidades como zero burocracia, desembolso inicial zero e linhas de antecipação de valores.

As unidades Boitel da JBS em Mato Grosso (Fazenda Boa Esperança em Itaporã e unidade em Porto Alegre do Norte) reforçam a estrutura para o sucesso do programa.

A iniciativa da Friboi e do Instituto Inttegra é um exemplo concreto de como a pecuária brasileira está se transformando, investindo em gestão eficiente e sustentabilidade para garantir um futuro mais rentável e responsável para o setor. Quer fazer parte do Fazenda Nota 10? Clique e entre em contato!



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AgroNewsPolítica & Agro

Mudança ambiental no Brasil preocupa o mundo


A recente aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021) pelo Senado flexibilizou as regras para setores estratégicos como agropecuária, mineração e infraestrutura, marcando a maior mudança nas normas ambientais desde 1988. A nova lei dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias, amplia o uso do regime de autodeclaração e desvincula o licenciamento do uso de recursos hídricos, além de reduzir a proteção de terras indígenas e quilombolas não homologadas.

Apesar da redução da burocracia, a mudança aumentou o alerta sobre os riscos para empresas que operam no Brasil. Mesmo com regras mais brandas, a responsabilização civil, administrativa e penal por danos ambientais permanece ativa. A nova legislação, ao facilitar procedimentos, pode aumentar a exposição a erros, autodeclarações imprecisas, sanções severas e perda de competitividade internacional.

“A nova legislação cria uma ilusão de segurança jurídica. A ausência de exigência formal de licenciamento não elimina a responsabilidade das empresas. Pelo contrário, ela aumenta o risco de autodeclarações equivocadas, danos não previstos e sanções severas para diretores e administradores”, afirma Gleison Loureiro, CEO do AmbLegis, Regtech especializada em compliance e gestão de requisitos legais.

Empresas que exportam ou dependem de certificações ambientais e critérios ESG para captar recursos devem manter padrões rigorosos de compliance. A desconexão entre a flexibilização interna e as exigências globais pode comprometer contratos, certificações como ISO 14001 ou FSC e o acesso a mercados sensíveis como o europeu, que adotam diretrizes socioambientais mais restritivas.

Neste cenário, o compliance ambiental se torna um diferencial competitivo. A adoção de tecnologias para gestão de requisitos legais, monitoramento contínuo de impactos, documentação adequada e auditorias periódicas ajuda a proteger empresas contra sanções, garantir regularidade e preservar sua reputação no mercado nacional e internacional.

“A empresa que não documenta suas práticas corre o risco de ser responsabilizada mesmo que tenha boas intenções. Em um ambiente mais permissivo, a autorregulação será a principal linha de defesa”, alerta Loureiro. “Quem não tiver uma boa estrutura de compliance corre riscos elevados de perda de contratos e acesso a mercados externos”, finaliza.

 





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Sem citar Brasil, EUA estuda não aplicar tarifas para café, cacau, manga e abacaxi



O presidente dos EUA, Donald Trump, estuda aplicar tarifa zero para os alimentos que não são produzidos no país. A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, em entrevista à CNBC Internacional.

Para ilustrar o tema, ele citou café, cacau, abacaxi e manga. A afirmação pode ser vista como um alívio aos produtores brasileiros, visto que esses produtos estão entre os que o Brasil mais exporta aos EUA, tarefa que pode ser inviável com a implementação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiros a partir de 1 de agosto.

No caso da manga, conforme a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o Brasil vende cerca de 2.500 contêineres anualmente ao mercado norte-americano. Já quando o assunto é o café, 33% de tudo o que os norte-americanos consomem saem das lavouras de estados como São Paulo e Minas Gerais.

Apesar de não ter citado a laranja, o Brasil é o maior exportador de suco da fruta aos EUA, país que mais consome a bebida e cujo polo produtor, o estado da Flórida, não dá conta de suprir a demanda por ter tido a produção substancialmente reduzida nos últimos anos devido a problemas climáticos e ao enfrentamento do greening.

“O presidente incluiu que se você cultivar algo e nós não cultivarmos, isso pode chegar a zero. Portanto, se fizermos um acordo com um país que cultiva manga ou abacaxi, eles podem entrar sem tarifa. O café e o cacau seriam outros exemplos de recursos naturais”, comentou Lutnick.

Classificados como produtos naturais pelo secretário, ele reafirmou que a taxa de entrada aos EUA pode chegar a zero caso um acordo com os parceiros comerciais seja firmado. Durante a entrevista à CNBC, o membro da Casa Branca falou que o país fechará todos os acordos tarifários até sexta-feira, dia em que as tarifas entrarão em vigor.

Mesmo não tendo citado o Brasil, Lutnik ressaltou que o 1 de agosto vale para todos os países, exceto para a China, visto que as negociações com os asiáticos acontecem de forma separada.

“Para o restante dos países, as coisas precisam ser definidas até sexta-feira. E sexta-feira não está muito longe”, enfatizou.

De acordo com ele, nesta seara, Trump fez apenas um pedido para fechar os acordos comerciais: ter os “mercados totalmente abertos”.

Economistas criticam as tarifas voltadas ao Brasil, país que os EUA mantém superávit comercial. Apenas no 1º semestre de 2025, a relação entre os dois países pendeu positivamente em US$ 1,7 bilhão para os norte-americanos, aumento de cerca de 500% em comparação com o mesmo período de 2024, conforme levantamento da Amcham Brasil.



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Produção de algodão une histórias de fibra no Oeste da Bahia


A Bahia já colheu cerca de 40% da safra de algodão 2024/25. Considerada de alta qualidade, a fibra produzida no estado tem uma trajetória marcada por desafios, mas também de resiliência dos produtores, especialmente da região Oeste, onde a cotonicultura se consolidou como uma das mais relevantes do país e do mundo.

No município de Barreiras, a artesã Rosanete Reis conta parte da história da cultura por meio de bonecos feitos com sementes de jatobá, vestidos com peças de algodão.

As figuras homenageiam os trabalhadores de quando, há décadas, a colheita era 100% manual. 

“É isso que a gente quer trazer, a história e manter ela viva, porque não pode apagar como tudo começou.Coletado um a um, colocado nos cestos e levados para a sede das fazendas, e assim, a gente sabe que as culturas antigamente eram diferentes das de hoje. Hoje a gente utiliza máquinas, antigamente não, a plantação era diferente. Então, tudo mudou muito”, afirma Rosanete.

Imagem: Felipe Carvalho/Canal Rural BA

Esses retratos do passado se conectam com a transformação da atividade agrícola no estado. Segundo o produtor e pesquisador Celito Breda, que veio à Bahia de Jacutinga, no Rio Grande do Sul, a cotonicultura no Oeste baiano começou no início do século XIX, impulsionada por iniciativas pioneiras como as do coronel Antônio Balbino. 

“Ele conseguiu colocar uma pequena descaroçadeira e uma tecelagem. Assim, deu início ao algodão aqui no Oeste”, conta.

A cultura passou por momentos difíceis, principalmente com a infestação do bicudo-do-algodoeiro, praga que quase dizimou a produção tradicional.

A virada veio nos anos 1990, com a introdução do algodão anual, mecanizado, e o fortalecimento da pesquisa e do investimento por parte dos produtores. 

“Esse tipo de algodão, que não era algodão anual, eram outras plantas arbóreas, e se colhia vários meses do ano, em várias etapas. Com o bicudo, esse algodão foi dizimado, e aí nós tivemos que introduzir, na década de 90, o algodão anual, mecanizado, Upland, que temos hoje aqui. No primeiro ano já arrancamos com 150 arrobas de média. No terceiro ano, lá na Fazenda Mizote chegamos a 305 arrobas por hectare. Foi talvez a maior produtividade do Brasil em 1998”, recorda Breda.

Desafios e produtividade

De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), nesta safra 2024/25, são mais de 413 mil hectares cultivados, um aumento de 20% em relação ao ciclo anterior.

A expectativa de produção é de 787,6 mil toneladas de algodão beneficiado — 14% acima do volume da safra passada.

Apesar disso, os primeiros resultados indicam uma produtividade menor: 1.783 quilos por hectare, o que representa uma queda de 6,5% em relação ao ciclo anterior. 

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, atribui, neste primeiro momento, a redução à falta de chuvas em um período crítico do ciclo da planta, em março. 

“Ainda é cedo para falar de números gerais, mas acreditamos que as lavouras de sequeiro terão uma produtividade um pouco mais baixa”, explica.

Contudo, mesmo diante dos desafios, a qualidade da fibra baiana segue sendo reconhecida. Consultores do setor destacam a facilidade de comercialização do algodão da Bahia devido ao alto padrão do produto.

Na Fazenda São Francisco, foram plantados 18.200 hectares de algodão em sistema de sequeiro. A produtividade atual está em 328 arrobas por hectare, com expectativa de fechar acima de 330.

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

“Com tecnologia, gestão e foco na fertilidade, conseguimos ter um saldo muito positivo nesta safra”, afirma Rafael Zacarias, diretor de produção da fazenda.

A Bahia se mantém como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso. Um feito que reforça o potencial produtivo do estado e a importância da continuidade em boas práticas agrícolas.

Por fim, na agricultura uma premissa é certa: o passado te faz ser melhor no futuro e mais suave, como uma pluma de algodão.


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Com risco de tarifas, soja brasileira sente clima de incerteza



O mercado de soja iniciou a semana em clima de tensão: o clima favorável no cinturão agrícola dos Estados Unidos consolidou as expectativas de safra de soja recorde, com a derrubada das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e traders em alerta.

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Segundo a plataforma Grão Direto, no Brasil, porém, o cenário foi diferente. Os preços internos mostraram força, sustentados por prêmios de exportação elevados e pela forte demanda internacional, especialmente da Ásia.

Outro fator que mexeu com os mercados foi a proximidade do prazo para a possível aplicação de tarifas de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros, medida que pode entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Essa incerteza geopolítica adicionou um “prêmio de risco” às negociações, impulsionando a busca pela soja brasileira e aumentando a volatilidade do câmbio.

O que esperar da soja?

O grande ponto de atenção é o desfecho da disputa comercial entre Brasil e EUA. Qualquer sinal de acordo, adiamento ou efetivação das tarifas deve provocar fortes oscilações, especialmente no câmbio.

Além disso, o mercado segue de olho no clima americano. A continuidade das condições favoráveis deve manter a pressão sobre Chicago, mas qualquer sinal de problema nas lavouras pode trazer uma recuperação nas cotações.

No Brasil, a força da demanda externa e a sustentação dos prêmios nos portos continuarão sendo os principais aliados dos produtores para evitar uma queda mais acentuada nos preços.



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Cerro Azul conquista Indicação Geográfica com a tangerina ponkan


Nesta terça-feira (29), a tangerina ‘Ponkan de Cerro Azul’, no Vale do Ribeira, Paraná (PR), recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG) na categoria Indicação de Procedência (IP). O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

Desde 2023, o município tornou-se a ‘Capital Nacional da Ponkan’. Atualmente, responde por cerca de 10% da produção da fruta no Brasil. Além disso, a conquista da IG, reflete o trabalho iniciado em 2021, com a união de mais de 130 produtores locais.

Para esta conquista, o processo envolveu diagnóstico técnico feito pelo Sebrae/PR, mobilização dos agricultores e apoio da Prefeitura, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e da Associação Vale da Ponkan.

“Todo este esforço trouxe não só o reconhecimento por meio da Indicação Geográfica, mas o fortalecimento do capital social dos produtores e da economia de Cerro Azul”, afirma Ivan Silva Evangelista, consultor do Sebrae/PR.

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Selo concedido pelo Inpi: Ponkan de Cerro AzulSelo concedido pelo Inpi: Ponkan de Cerro Azul
IP Cerro Azul. Foto: Divulgação: Inpi | ASN/PR

De acordo com o Inpi, este é o primeiro registro de IG para tangerina. A ‘Ponkan de Cerro Azul’ é doce e suculenta, com baixa acidez. Sua coloração mais alaranjada é influenciada pelas condições do solo e do clima da região.

A fruta tornou-se a sétima IG concedida ao Paraná em 2025. Com isso, o Estado passa a ter 21 Indicações Geográficas, empatando com Minas Gerais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar em queda pressiona preços do trigo com semeadura na reta final



Mercado segue com baixa liquidez




Foto: Canva

A semeadura do trigo caminha para a reta final no Brasil, e os produtores seguem com foco nas atividades de campo. Essa movimentação tem reduzido a oferta do cereal no mercado interno, enquanto compradores priorizam negociações com o mercado externo, o que mantém o ritmo lento nas vendas à vista no país.

De acordo com as informações divulgadas pelo Cepea, esse cenário contribui para uma liquidez reduzida no spot nacional. Além disso, a queda do dólar frente ao real na última semana pressionou ainda mais os preços do cereal no mercado disponível.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 19 de julho, cerca de 96,9% da área estimada para o plantio de trigo já havia sido semeada no país. O ritmo está em linha com o mesmo período de 2024 e também com a média dos últimos cinco anos. Apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não concluíram completamente o plantio.

Enquanto isso, a colheita já avança em Goiás e teve início em Minas Gerais, sinalizando que a safra começa a ganhar ritmo em algumas regiões. Com a colheita se aproximando nas demais áreas produtoras e o câmbio menos favorável às exportações, o mercado interno pode seguir pressionado nas próximas semanas.

A expectativa é de que, com o término da semeadura e o avanço da colheita, o cenário de comercialização possa mudar, especialmente se houver variações significativas nos preços internacionais e na taxa de câmbio.





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Após férias coletivas, tarifaço faz indústria da madeira iniciar demissões



O setor de madeira processada já tem sentido o efeito do tarifaça anunciado pelo presidente Donald Trump. Empresas têm colocado trabalhadores em férias coletivas e promovido demissões. De acordo com a Abimci ( Associação Brasileira de Indústrias de Madeira Processada Mecanicamente), o setor emprega 180 mil pessoas e exporta 50% da produção nacional para os EUA.

A Sudati, empresa de compensados e MDF, demitiu 100 funcionários de duas unidades localizadas no interior do estado do Paraná. Em nota, a empresa diz que as demissões foram motivadas pelo cenário de incertezas causado pelo tarifaço.

“O atual cenário econômico tem exigido das indústrias maior eficiência e resiliência a uma demanda mais retraída até a definição de início de vigência ou negociação de tais tarifas. Após cuidadosa análise, a medida se mostrou necessária para garantir o equilíbrio financeiro e a sustentabilidade da operação, sem comprometer os compromissos com clientes, fornecedores e parceiros”.

Férias coletivas

Outras empresas do setor têm trabalhadores em férias coletivas. É o caso da Brasilpine que tem 1500 dos 2500 empregados em férias coletivas. Em nota, o CEO da empresa, Eduardo Loges, disse que a decisão foi estratégica e tem como intenção a proteção de empregos e a continuidade da companhia a longo prazo.

O mesmo caminho foi adotado pela Millpar que decidiu dar férias coletivas de 15 dias a 640 funcionários da unidade de Guarapuava, na região dentral do Paraná. Todos os funcionários temporariamente afastados são do setor de manufatura de produtos exportados. Segundo a assessoria, a empresa cogita estender a medida a mais trabalhadores, a depender do desenrolar da situação nos próximos dias.

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Para a Abimci, é fundamental prorrogação do prazo para implementação da tarifa e a não aplicação de reciprocidade por parte do governo brasileiro

“Ressaltamos, a importância de um pedido de prorrogação do prazo para a implementação das tarifas — essencial para ajustes contratuais e logísticos —, assim como enfatizamos sobre a não aplicação da reciprocidade tarifária, que poderia ser interpretada como retaliação ao governo norte-americano, fato que certamente dificultaria ainda mais o diálogo”, diz trecho da nota da Abimci.



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Farelo recua e óleo de soja sobe em Mato Grosso



Os preços do óleo e do farelo de soja seguiram direções opostas na última semana em Mato Grosso, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Enquanto o óleo foi impulsionado pela demanda por biocombustíveis, o farelo recuou com maior oferta e menor procura regional.

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No cenário internacional, a cotação do óleo de soja na bolsa de Chicago (CME-Group) avançou 1,56%, encerrando a semana com média de US$ 56,06 por libra-peso. A alta reflete o otimismo com o consumo de biocombustíveis nos Estados Unidos. Já o farelo também teve leve valorização em Chicago, subindo 1,42% e fechando a US$ 286,14 por tonelada, apoiado na expectativa de compras pelas Filipinas, segundo o USDA.

Em Mato Grosso, o óleo de soja acompanhou o movimento externo e subiu 1,75%, sendo negociado, em média, a R$ 6.142,27 por tonelada. A valorização também reflete o aumento da demanda local pelo coproduto.

Por outro lado, o farelo de soja registrou queda de 0,41% na semana, com média de R$ 1.493,27 por tonelada. Segundo o Imea, o recuo está ligado à ampla disponibilidade do produto e à menor demanda na região.

As informações são do Boletim Semanal do Imea.



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