Levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea mostram que o preço médio da batata tipo ágata especial no atacado de São Paulo foi de R$ 63/sc na última semana, queda de 16,3% em relação à anterior; nos atacados de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, as médias permaneceram estáveis no período, em R$ 57/sc e R$ 63/sc, nesta ordem. Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, chuvas principalmente nas regiões Sul e Sudeste reduziram o ritmo de colheita, resultando em menor oferta. A demanda por batatas também diminuiu, devido ao final do mês, quando normalmente o poder aquisitivo da população é menor, pressionando as cotações e/ou limitando as altas de preços do tubérculo. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, devido às geadas ocorridas na última semana, pode haver uma desaceleração da oferta, a depender da intensidade dos danos nas lavouras.
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A massa de ar polar que avançou pelo Brasil nesta semana segue atuando com força e será responsável por manter o frio nesta quarta-feira (30), informa a Climatempo.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Após uma terça-feira gelada, que registrou mínimas negativas em cidades do Sul, como Urupema e Morro das Torres (-1,6°C), ambas em Santa Catarina, a quarta começa com risco de geada em áreas do Sudeste e Sul, incluindo pontos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (veja mapa abaixo).
Assim, o amanhecer desta quarta-feira será novamente muito frio e com risco de geada em várias áreas do Sul e do Sudeste. O mapa de risco indica maior potencial para o fenômeno desde o sul de São Paulo até o Rio Grande do Sul, abrangendo Paraná e Santa Catarina.
Segundo a Climatempo, a Serra da Mantiqueira, que engloba cidades como Campos do Jordão (SP), Maria da Fé (MG) e Monte Verde (MG), também deve registrar geada devido ao frio intenso combinado com céu limpo e baixa umidade.
Capitais também sentirão o frio
O frio será sentido de forma ampla e algumas capitais se destacam pelas mínimas previstas para quarta-feira (30):
Os preços do café foram negociados em 307,7 c/lb na última segunda-feira (28), aumento de 1,5% em sete dias.
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o movimento se deve à passagem de uma frente fria que tende a derrubar as temperaturas nas principais áreas produtoras do país, bem como às incertezas a respeito das tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos.
Alguns modelos meteorológicos mostram queda acentuada dos termômetros no sul de Minas Gerais, com os termômetros chegando abaixo dos 5°C nos próximos três dias. Com isso, a ameaça de geadas sobre a região se intensifica.
De acordo com a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, Laleska Moda, além dos riscos climáticos que estão por vir, tempestades de granizo já atingiram algumas fazendas de café do sul mineiro no último fim de semana.
“Embora o evento tenha sido localizado, afetando apenas uma pequena área, essas fazendas relataram danos causados pelas tempestades de granizo, incluindo perda de folhas e possível impacto na produção de 2026/27. No entanto, foi um evento localizado e ainda é muito cedo para avaliar a extensão dos danos”, diz.
Produtores aguardam definições
A analista destaca as regiões brasileiras de conilon, onde a safra 2025/26 está basicamente completa, o clima tem sido mais favorável, com algumas fazendas no Espírito Santo e na Bahia entrando no período de floração da safra 2026/27.
“Nesse contexto, o aumento das chuvas é vital para o desenvolvimento e fixação adequados das flores”, contextualiza.
Laleska aponta que os atuais riscos climáticos no Brasil e a questão com as tarifas dos Estados Unidos também mantiveram as vendas de café no país lentas, enquanto os produtores aguardam novas definições.
“Embora o governo brasileiro e outros agentes da cadeia de suprimentos, como o Cecafé e a Associação Nacional do Café (NCA) dos EUA, tenham se engajado em negociações comerciais com o governo dos EUA, ainda não foi alcançado um acordo para isentar o café de tarifas”, ressalta.
Oferta mundial de café para os EUA
O fluxo de café brasileiro para os EUA pode ser momentaneamente interrompido caso a tarifa de 50% sobre as exportações seja aprovada.
Segundo a analista da Hedgepoint, se isso acontecer, os torrefadores e exportadores norte-americanos terão que contar com outras origens, como Colômbia, América Central e África Oriental.
No entanto, não só a maior parte dessas origens está em sua entressafra, com oferta limitada no segundo semestre de 2025, mas os diferenciais também são maiores do que os brasileiros.
“Embora nos últimos meses os diferenciais brasileiros estiveram elevados, o grão brasileiro costuma ser mais barato do que as outras origens e, com a colheita da safra atual, os preços foram pressionados para baixo recentemente”, enfatiza.
Nesse sentido, não só os EUA podem enfrentar uma redução da oferta de café se não importarem do Brasil, mas também os preços tendem a aumentar no país.
“Em uma visão mais ampla, embora alguns países, como Japão e União Europeia, tenham chegado a acordos para diminuir as tarifas propostas atuais, as taxas ainda podem impactar a economia norte-americana, especialmente aumentando a inflação. Portanto, a médio e longo prazo, a demanda por café pode ser afetada, com as perspectivais de uma persistente volatilidade do lado dos preços”, diz.
O mercado brasileiro de soja registrou negócios mais escassos ao longo do dia, tanto nos portos quanto nas regiões industriais. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a queda na Bolsa de Chicago (CBOT) aliada à desvalorização do dólar influenciou o recuo dos formadores de preços no mercado físico.
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Apesar da firmeza nos prêmios de exportação, os valores praticados nos portos recuaram. No interior, as ofertas de compra chegaram a superar a paridade, mas os produtores seguem buscando preços mais firmes, concentrando-se também na venda do milho safrinha. Esse cenário resultou em um mercado travado, com poucos negócios durante o dia.
Soja no Brasil:
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
Santa Rosa (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 132,00
Paranaguá (PR): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 121,00
Dourados (MS): caiu de R$ 121,00 para R$ 120,00
Rio Verde (GO): caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00
Oleaginosa em Chicago
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago fecharam com preços mais baixos na terça-feira, refletindo um cenário de ampla oferta global e arrefecimento da demanda pelo produto americano. As condições das lavouras nos Estados Unidos seguem muito boas, sinalizando uma safra cheia que se soma ao volume recorde da soja sul-americana.
No âmbito financeiro, a valorização do dólar frente a outras moedas afeta a competitividade dos produtos agrícolas americanos, pressionando os contratos futuros para baixo.
USDA
Dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam melhora nas condições das lavouras: até 27 de julho, 70% estavam em boas a excelentes condições, contra 68% na semana anterior.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão para entrega em agosto fecharam com baixa de 7 centavos de dólar, a US$ 9,81 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,09 1/2, com perda de 2 centavos.
Nos subprodutos, o farelo para setembro caiu US$ 3,00, a US$ 266,40 por tonelada. Já o óleo com vencimento em agosto fechou em 57,54 centavos de dólar, com alta de 0,99 centavo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,39%, cotado a R$ 5,5700 para venda e R$ 5,5680 para compra. Durante a sessão, oscilou entre R$ 5,5588 e R$ 5,6043.
Em meio ao debate global sobre proteínas alternativas e carnes cultivadas em laboratório, um grupo de pecuaristas de Mato Grosso lançou a campanha “A carne do futuro é animal”. O objetivo é destacar que a carne bovina produzida nos pastos brasileiros é sustentável, rastreável e competitiva frente aos novos modelos de produção de proteína que ganham espaço no mercado.
A iniciativa é liderada pelo Canivete Pool, coletivo de produtores que aposta na inovação e na valorização da pecuária nacional. O movimento pretende mostrar, com dados técnicos e histórias reais, que é possível unir alta produtividade, bem-estar animal e redução das emissões de carbono na criação de bovinos, reforçando a importância da carne como alimento fundamental para a segurança alimentar global.
A campanha está sendo amplamente divulgada nas redes sociais e em eventos do setor. A proposta é aproximar o consumidor urbano da realidade do campo, quebrando mitos e mostrando como práticas modernas de manejo e tecnologias de rastreabilidade garantem qualidade, sustentabilidade e competitividade internacional para a carne brasileira.
Além da narrativa sobre produção sustentável, o movimento também quer contribuir para que o Brasil mantenha protagonismo no mercado global de carne bovina, explorando vantagens como o uso de pastagens naturais, a adoção de sistemas integrados de produção e o avanço de certificações socioambientais reconhecidas mundialmente.
No Programa Planeta Campo desta terça-feira (29), o produtor rural Luciano Resende, falou sobre como a campanha está sendo realizada e quais as principais metas. Confira!
O VII Seminário “Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja” acontece nos dias 19 e 20 de agosto de 2025, na Embrapa Soja, em Londrina (PR). O evento é gratuito e reunirá pesquisadores, agentes governamentais e produtores para discutir os desafios e oportunidades que mantêm o Brasil na liderança global da produção da oleaginosa. Inscreva-se neste link.
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Promovido pela Embrapa em parceria com diversas entidades do agronegócio, o seminário abordará desde a evolução da produtividade até questões comerciais e regulatórias, com foco em qualidade do grão, farelo, óleo, biocombustíveis, sustentabilidade e tecnologia. O programa inclui palestras, painéis e debates que refletem a complexidade e relevância do mercado mundial do grão.
Entre os destaques estão discussões sobre o mercado chinês, barreiras fitossanitárias, normas para exportação geneticamente modificada e a geopolítica global da soja, com análises do protagonismo brasileiro frente à China e União Europeia. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, com opções de hospedagem e dicas de logística para os participantes.
Pecuaristas, o sucesso na pecuária brasileira exige cada vez mais gestão e comparação de resultados. A Fazenda Olhos d’Água, controlada pela LM Pecuária e localizada em Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul, é o grande exemplo disso. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história na íntegra.
A propriedade foi a campeã da última safra do programa Fazenda Nota 10, o maior projeto de gestão e comparação de resultados da pecuária brasileira.
Nesta terça-feira (29), o programa Giro do Boi trouxe um especial de encerramento e início de safra, com Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra, Rodrigo Gennari, líder de projetos do Fazenda Nota 10, e Júnior Oliveira, gerente da Fazenda Olhos D’Água.
Eles revelaram os segredos que levaram a propriedade ao topo da rentabilidade no país.
O poder da comparação e da gestão por números
Antônio Chaker destaca que “quem se compara, evolui”. O programa Fazenda Nota 10 permite que propriedades de cria, recria, terminação e confinamento comparem seus desempenhos com outras fazendas em todo o Brasil.
Ver outras fazendas atingindo retornos de 9% sobre o valor da terra, antes impensáveis, gera perspectiva e motivação para os produtores que buscam aprimorar seus negócios.
A Fazenda Olhos D’Água mergulhou profundamente nesse conceito e, ao basear suas decisões em números e dados concretos, alcançou resultados impressionantes em diversas áreas:
Redução de quase 12% na arroba produzida no confinamento, indicando maior eficiência na engorda.
Redução de mais de 30% na perda pré-parto na atividade de cria, um avanço significativo na taxa de sobrevivência de bezerros.
Aumento de 5% no peso à desmama, resultando em animais mais pesados e valorizados ao final dessa fase.
Aumento de quase 12% nos quilos desmamados por vaca exposta, um dos principais indicadores de performance na cria, refletindo a eficácia do manejo reprodutivo.
Redução da perda de prenhez ao desmame e da taxa de mortalidade em quase 8%.
Chaker reforça que um avanço de apenas 1% na taxa de desmame pode aumentar em 5% o resultado da fazenda, e 50 gramas a mais no Ganho Médio Diário (GMD) podem impactar em mais de R$ 200 por hectare.
Isso demonstra que pequenas variações e melhorias nos índices de produtividade podem gerar grandes impactos econômicos e na rentabilidade geral da propriedade.
Os pilares do sucesso da Fazenda Olhos D’Água
Júnior Oliveira, gerente da Fazenda Olhos D’Água, humildemente atribui o resultado a um esforço coletivo e à dedicação de toda a equipe. Mesmo com problemas de áudio durante a entrevista, sua paixão por “resolver problemas” e por buscar a melhoria contínua ficou evidente em suas palavras.
Antônio Chaker desvenda os pilares que sustentam o sucesso da Fazenda Olhos D’Água, transformando-a em um modelo de gestão:
Visão clara do objetivo: A equipe sabe exatamente para onde está indo e quais metas precisam ser alcançadas.
Liderança com autonomia: Júnior possui liberdade para atuar e tomar decisões, mas com plena responsabilidade sobre os resultados alcançados.
Investimento na equipe: A fazenda investe no desenvolvimento profissional e pessoal de seus colaboradores, e quem se alinha à cultura de alta performance permanece e cresce junto.
Intolerância ao baixo desempenho: Não há espaço para o mediano ou o ruim. A busca por excelência é uma constante em todas as operações.
Foco na solução de problemas: A equipe enxerga os problemas não como obstáculos, mas como oportunidades claras para implementar melhorias e inovações.
Júnior confirmou que a participação no programa Fazenda Nota 10 foi fundamental para que eles percebessem onde precisavam avançar, levando a investimentos estratégicos em pastagem, nutrição, pessoas e, sobretudo, em gestão.
Esses investimentos culminaram nos resultados de sucesso alcançados. O segredo, segundo Chaker, não está em grandes novidades revolucionárias, mas em fazer o básico bem feito, usar os números de forma inteligente e focar em gente, gestão e produção de maneira integrada.
Reconhecimento e o futuro da pecuária
Foto: Acervo/Fazenda Olhos D’Água
A Fazenda Olhos D’Água foi a campeã na categoria “Top Gestão (Top Rentáveis)” do Fazenda Nota 10, demonstrando que a disciplina, o engajamento e a busca contínua por conhecimento levam a resultados exponenciais. Outras fazendas também foram reconhecidas por sua excelência em diferentes categorias:
Top Educação: Fazenda Valência (Aquidauana, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Caruru (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Prata), Fazenda Alabama (Nova Xavantina, no estado de Mato Grosso – Bronze).
Top Disciplina: Fazenda Rainha (Nova Andradina, no estado de Mato Grosso do Sul – Ouro), Fazenda Nossa Senhora de Lourdes (Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais – Prata), Fazenda Jandaia (Anaurilândia, no estado de Mato Grosso do Sul – Bronze).
Júnior Oliveira, apesar do sucesso alcançado, mantém-se com a certeza de que “satisfeito nunca”, sempre buscando novas melhorias e desafios.
A pecuária é um setor que exige disciplina e a busca contínua por conhecimento, e a Fazenda Olhos D’Água se consolida como um farol de como a gestão de ponta pode transformar a atividade, garantindo lucratividade e um futuro promissor para o agronegócio brasileiro.
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“O que antes era técnico, tornou-se político” – Foto: Canva
Em 27 de julho de 2025, Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo comercial que estabelece uma tarifa geral de 15% sobre a maioria das importações europeias, mas, segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, alguns agroquímicos europeus foram isentados dessa cobrança na categoria de “Produtos Especiais”. Essa decisão reflete a complexa interdependência econômica entre as duas regiões, já que a UE é grande importadora de commodities agrícolas dos EUA, enquanto os americanos dependem das biotecnologias e insumos químicos europeus produzidos por gigantes como Bayer e BASF.
“A decisão final de isentar agroquímicos pelos europeus da tarifa, se confirmada, resulta da clara interdependência econômica e geopolítica existente hoje entre EUA e Europa. Embora a Corteva tenha fortalecido a autonomia produtiva americana, a realidade tecnológica permanece clara: boa parte da biotecnologia agrícola e dos insumos de alta complexidade ainda provém das fábricas europeias”, comenta.
Durante as negociações, Bayer e BASF pressionaram para evitar interrupções no fluxo desses insumos essenciais, enquanto o conglomerado americano Corteva Agriscience exerceu contrapressão, ameaçando tarifas mais severas. O acordo revela que agroquímicos deixaram de ser simples commodities industriais para se tornarem ativos estratégicos e peças-chave na segurança alimentar global.
“A grande lição estratégica do acordo EUA-UE para o agro é que os insumos químicos deixaram definitivamente o campo técnico e migraram para o centro da mesa geopolítica. Produtores, investidores e empresas precisarão, daqui para frente, acompanhar muito de perto esses movimentos de bastidores. O que antes era previsível tornou-se dinâmico, e o que antes era técnico tornou-se político”, conclui.
Operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entre os dias 22 e 24 de julho apreendeu 1.368 litros de bebidas alcoólicas irregulares, incluindo cachaças, coquetéis e licores artesanais, em Morretes, na Região Metropolitana de Curitiva, Paraná.
A ação foi conduzida pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), com apoio da Prefeitura Municipal, e teve como alvo os produtores e os pontos de venda.
No comércio local, principalmente em feiras livres, foram identificadas bebidas sem origem conhecida, sem nota fiscal e com rotulagem fora dos padrões exigidos pela legislação.
De acordo com o órgão do Mapa, a operação flagrou algumas garrafas reutilizadas, sem qualquer controle de higiene, colocadas à venda.
Já entre os estabelecimentos produtores, dois foram autuados: um deles clandestino, sem registro no Mapa, e em condições precárias de higiene e estrutura; o outro, mesmo registrado, foi interditado por falhas sanitárias e uso de embalagens inadequadas. Em ambos os casos, os responsáveis foram autuados e responderão às medidas cabíveis.
O chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, conta que os produtos foram apreendidos cautelarmente. A Prefeitura de Morretes, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, atuará como depositária e, com acompanhamento da equipe do Mapa, será responsável pelo descarte ambientalmente adequado, a ser realizado conforme prevê a legislação vigente.
Segundo ele, a operação reforça a importância do controle sanitário e da valorização dos produtores que atuam de forma regular. “Nosso objetivo é proteger o consumidor, garantir a segurança dos alimentos e fortalecer a reputação da cachaça artesanal local”, afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, estuda aplicar tarifa zero para os alimentos que não são produzidos no país. A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, em entrevista à CNBC Internacional.
Para ilustrar o tema, ele citou café, cacau, abacaxi e manga. A afirmação pode ser vista como um alívio aos produtores brasileiros, visto que esses produtos estão entre os que o Brasil mais exporta aos EUA, tarefa que pode ser inviável com a implementação do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiros a partir de 1 de agosto.
No caso da manga, conforme a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o Brasil vende cerca de 2.500 contêineres anualmente ao mercado norte-americano. Já quando o assunto é o café, 33% de tudo o que os norte-americanos consomem saem das lavouras de estados como São Paulo e Minas Gerais.
Apesar de não ter citado a laranja, o Brasil é o maior exportador de suco da fruta aos EUA, país que mais consome a bebida e cujo polo produtor, o estado da Flórida, não dá conta de suprir a demanda por ter tido a produção substancialmente reduzida nos últimos anos devido a problemas climáticos e ao enfrentamento do greening.
“O presidente incluiu que se você cultivar algo e nós não cultivarmos, isso pode chegar a zero. Portanto, se fizermos um acordo com um país que cultiva manga ou abacaxi, eles podem entrar sem tarifa. O café e o cacau seriam outros exemplos de recursos naturais”, comentou Lutnick.
Classificados como produtos naturais pelo secretário, ele reafirmou que a taxa de entrada aos EUA pode chegar a zero caso um acordo com os parceiros comerciais seja firmado. Durante a entrevista à CNBC, o membro da Casa Branca falou que o país fechará todos os acordos tarifários até sexta-feira, dia em que as tarifas entrarão em vigor.
Mesmo não tendo citado o Brasil, Lutnik ressaltou que o 1 de agosto vale para todos os países, exceto para a China, visto que as negociações com os asiáticos acontecem de forma separada.
“Para o restante dos países, as coisas precisam ser definidas até sexta-feira. E sexta-feira não está muito longe”, enfatizou.
De acordo com ele, nesta seara, Trump fez apenas um pedido para fechar os acordos comerciais: ter os “mercados totalmente abertos”.
Economistas criticam as tarifas voltadas ao Brasil, país que os EUA mantém superávit comercial. Apenas no 1º semestre de 2025, a relação entre os dois países pendeu positivamente em US$ 1,7 bilhão para os norte-americanos, aumento de cerca de 500% em comparação com o mesmo período de 2024, conforme levantamento da Amcham Brasil.