sexta-feira, maio 8, 2026

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indutor de ovulação eleva taxa de prenhez em 9%



A Embrapa Rondônia depositou pedido de patente de um indutor de ovulação para bovinos que supera os melhores resultados de produtos similares. O novo insumo, chamado de Promov, aumentou em 9% o número de vacas prenhas em comparativo com o grupo que recebeu produtos convencionais. Ambos os grupos foram submetidos à tpecnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

O Promov é resultado da combinação de dois hormônios amplamente utilizados na reprodução bovina, a prostaglandina e o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH). O novo insumo combina os dois em uma única dose administrada por injeção intramuscular, mesma forma de aplicação do GnRH. A Embrapa busca agora parceiros do setor privado para licenciar a finalização do produto.

O resultado da aplicação do GnRH é a melhora na sincronização da ovulação das vacas, aumentando, assim, a chance de prenhez. A prostaglandina, por sua vez, é utilizada antecipadamente, provocando redução nos níveis de progesterona, hormônio que inibe a ovulação e a fecundação. Assim, esta é aplicada dias antes no intuito de preparar o animal para a inseminação.

“Convém ressaltar que essa aplicação convencional de prostaglandina continua sendo necessária em qualquer protocolo de IATF, a diferença é que, além do uso convencional, agora ela foi incluída na formulação do Promov para ser utilizada como adjuvante na indução da ovulação”, frisa o pesquisador Luiz Francisco Pfeifer, que coordenou o desenvolvimento do Promov.

“A inovação do trabalho foi testar a inédita combinação em um só fármaco de dois princípios ativos bem conhecidos, a prostaglandina e o GnRH, algo que não tinha sido feito antes”, conta Pfeifer. Desse modo, o cientista combinou ambos em um só produto a ser aplicado no mesmo momento que o GnRH e do mesmo modo: injeção intramuscular.

Após definir uma fórmula que permitisse a sinergia entre os dois hormônios, os pesquisadores fizeram testes em larga escala. “Foram 12 experimentos para buscar entender o mecanismo de ação e avaliar a fertilidade do produto. No total foram analisadas mais de 1,5 mil vacas, um trabalho enorme”, relata Pfeifer.

Nos resultados, o grupo-controle, que reuniu animais submetidos à IATF convencional e tratados com GnRH, obteve 56% de vacas prenhes. Já o grupo que recebeu o Promov registrou 62% de animais fecundados. “Trata-se de um aumento significativo em uma fazenda de cria que utiliza a IATF como principal forma de manejo reprodutivo”, enfatiza o pesquisador.

Pfeifer revela que não é possível ainda estimar o custo exato do novo insumo, uma vez que isso dependerá de questões mercadológicas que envolvem o futuro parceiro privado. No entanto, ele frisa que como se trata da combinação de dois produtos comerciais conhecidos, dificilmente, a formulação ficaria com preços muito acima dos já praticados no mercado. “Além disso, o impacto obtido na produção é relevante e um aumento de alguns reais nas doses aplicadas já seria compensado aumento no nascimento de bezerros propiciado pelo novo insumo,” observa.

Potencial para outras biotécnicas e espécies

Embora os testes tenham sido realizados exclusivamente com a técnica de IATF, os pesquisadores acreditam que o Promov pode beneficiar outras biotecnologias reprodutivas. Entre as possibilidades está a sincronização de receptoras de embrião, utilizada para melhorar a eficiência reprodutiva e, principalmente, acelerar o ganho genético do rebanho em diferentes contextos.

“Pretendemos agora iniciar novos estudos para avaliar a eficácia do Promov em outras técnicas e também realizar mais estudos de dose-resposta, pois o modo de ação hormonal sugere que ele pode ter bons resultados também em diferentes contextos”, afirma Pfeifer.

Outra frente que deve ser explorada é o uso do indutor em outras espécies de animais, como ovinos, caprinos e equinos. “Essa é uma linha que podemos explorar dentro da própria Embrapa e com centros de pesquisa parceiros”, projeta o pesquisador.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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China bate recorde na produção de carnes



O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês



O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês
O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês – Foto: Pixabay

A produção chinesa de carnes bateu recorde no primeiro semestre, impulsionada principalmente por aves e bovinos, segundo dados do Ministério da Agricultura e de Assuntos Rurais da China, compilados pelo DATAGRO. No período, a produção de carne bovina alcançou 3,42 milhões de toneladas, enquanto aves chegaram a 12,7 milhões de toneladas. A carne suína retomou alta, contribuindo com cerca de 30% do aumento total, enquanto aves representaram mais de 60%. Cortes ovinos seguiram em queda. A carne bovina se destacou com preços em recuperação, indicando demanda interna estável.

O excesso de oferta é desafio tradicional no mercado chinês, principalmente para suínos. Mesmo com controle mais rígido de matrizes, a produção segue avançando, pressionando preços pagos aos produtores. As autoridades anunciaram endurecimento da regulamentação. O setor avícola, mais fragmentado, enfrenta maior dificuldade de controle, mantendo pressão de excesso de oferta e queda de preços. Esse quadro também explica a demora na retomada das importações de frango brasileiro, suspensas mesmo após o país recuperar status livre de gripe aviária.

Para a carne bovina, o cenário é diferente: oferta total estável e preços em alta. O avanço da produção está ligado à desaceleração do setor leiteiro e ao descarte de matrizes, aumentando volumes de abate. As importações registraram a primeira alta do ano em junho, sinalizando redução da pressão sobre compras externas de cortes.

O quadro abre perspectivas favoráveis para o Brasil. A investigação chinesa de salvaguarda sobre carne bovina pode resultar em taxação baixa ou cota elevada e não exclusiva, reforçando a competitividade da proteína brasileira. Isso aumenta a expectativa de retomada das exportações ao gigante asiático no segundo semestre, consolidando o país como fornecedor estratégico no maior mercado mundial de carnes.

 





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Produção recorde de milho garante estabilidade para ração


A safra de grãos de 2025 deve ser histórica, com expectativa de superar 330 milhões de toneladas de soja, milho e arroz, sendo o milho responsável por mais de 130 milhões de toneladas, a segunda maior marca da história. Esse resultado reflete não apenas condições climáticas favoráveis, mas também o alto nível de profissionalismo dos produtores brasileiros.

Para a cadeia de proteína animal, esse volume expressivo de grãos significa maior estabilidade no fornecimento de ingredientes para ração. Entretanto, os preços permanecem pressionados por fatores como recomposição dos estoques globais, variações cambiais e incertezas comerciais entre grandes players, como EUA e China. A qualidade na armazenagem continua sendo um ponto crítico, já que é essencial para preservar o valor nutricional dos grãos e evitar perdas por contaminação.

No 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, realizado no Paraná, especialistas destacaram essas questões, trazendo análises relevantes para o setor. Empresas como a Kemin acompanharam de perto os debates, reforçando a importância de uma visão estratégica sobre os insumos essenciais à produção de proteínas.

“No entanto, o preço dos grãos está sob pressão, o que pode impactar o custo da produção. Esse movimento é influenciado por fatores como a recomposição dos estoques globais, variações cambiais e incertezas comerciais entre grandes players como EUA e China”, destaca Teo.

Teo reforça que a integridade dos grãos garante rações seguras e de alto desempenho, impactando diretamente a proteína que chega ao consumidor final. Sobre tarifas comerciais americanas, ele destacou a capacidade da Kemin de reagir com flexibilidade, mantendo o fornecimento estável graças à produção majoritariamente nacional e contratos globais.

“Estar presente nos eventos que conectam indústria, cooperativas e especialistas nos permite atuar de forma cada vez mais alinhada com as necessidades da cadeia produtiva”, conclui o executivo.

 





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Energia solar cresce com novos modelos de financiamento



Cada alternativa atende a diferentes perfis



Cada alternativa atende a diferentes perfis
Cada alternativa atende a diferentes perfis – Foto: Divulgação

O crescimento da energia solar no Brasil vai além da queda de preços dos equipamentos e da maior consciência ambiental. Modelos de aquisição variados, que incluem financiamentos longos, consórcios e arrendamento de sistemas, têm ampliado o acesso de famílias, pequenos empreendedores e produtores rurais. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), a adesão a consórcios solares cresceu 43% em 2024.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) mostram que, em junho, mais de 6,5 milhões de consumidores brasileiros se beneficiavam de créditos de micro e minigeração distribuída (MMGD), incluindo 4 milhões de famílias, por meio de 3,71 milhões de sistemas conectados à rede, com potência próxima de 41,48 GW. Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, destaca que a integração entre integradoras, instituições financeiras e programas de crédito específicos impulsiona grande parte dessa expansão.

Entre os modelos de aquisição mais utilizados estão financiamentos bancários com prazos de até 84 meses, consórcios sem juros, crédito próprio de fintechs e integradoras, leasing de sistemas solares e geração compartilhada via cooperativas. Cada alternativa atende a diferentes perfis, tornando o investimento viável mesmo para quem antes via barreiras econômicas.

“A diversificação de mecanismos de aquisição permite que a energia solar atenda a diferentes perfis de consumo, do pequeno agricultor que deseja reduzir a conta de luz no campo, ao empresário urbano que busca previsibilidade de custos e um posicionamento mais sustentável no mercado”, finaliza o CEO da Energy+.

 





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por que qualidade e procedência são decisivas na lavoura?


Às vésperas de uma nova safra, produtores rurais têm em mãos uma das decisões mais estratégicas do ciclo produtivo: a escolha da semente. E, diferentemente do que muitos ainda imaginam, optar por sementes de alta qualidade vai muito além de uma questão de marca – trata-se de um investimento direto na produtividade, no controle fitossanitário e na viabilidade econômica da lavoura.

Segundo especialistas, o uso de sementes certificadas e com alto vigor germinativo impacta diretamente na uniformidade da emergência, no número de plantas por hectare, na sanidade das plantas, na produtividade, dentre outros, o que influencia diretamente a expectativa de colheita.

Entre os atributos que devem ser considerados estão: pureza genética, germinação, vigor, sanidade e tratamento industrial. Sementes salvas, por sua vez, carregam riscos significativos – entre eles a presença de patógenos, baixo vigor e desuniformidade de plantas.

Além disso, a origem das sementes influencia no potencial de resposta às adversidades do campo. Cultivares adaptadas à região de cultivo, com histórico comprovado em desempenho, aumentam a chance de êxito em ambientes desafiadores.

Com os custos de produção elevados e margens cada vez mais apertadas, apostar em sementes de procedência segura não é um luxo: é uma estratégia racional para minimizar riscos e garantir retorno sobre investimento. E para o produtor atento, o momento de definir esse insumo é agora.

A escolha da semente também define, em grande parte, a eficiência do estande inicial da cultura – etapa crítica do ponto de vista agronômico. Um estande falho pode comprometer o arranjo espacial, aumentar a competição entre plantas e reduzir o potencial produtivo, mesmo em lavouras com manejo tecnificado.

Do ponto de vista fisiológico, o vigor da semente determina a capacidade da plântula suportar estresses iniciais, como variações de temperatura, umidade do solo ou ataques iniciais de patógenos. Essa característica é avaliada em laboratório por meio de testes específicos, como o de envelhecimento acelerado e o de condutividade elétrica.

Outro aspecto técnico importante está no tratamento industrial das sementes, que garante cobertura uniforme com inseticidas, fungicidas e bioestimulantes, além de reduzir a exposição do operador ao manuseio de produtos químicos. Esse tratamento assegura proteção na fase inicial de desenvolvimento, quando a planta ainda está formando seu sistema radicular e folhas primárias.

Além da tecnologia embarcada, as sementes certificadas passam por um rigoroso processo de rastreabilidade, desde a produção até o beneficiamento, o que assegura conformidade com os padrões legais e fitossanitários exigidos pelo Ministério da Agricultura. Esse controle permite ao produtor tomar decisões mais seguras e amparadas tecnicamente.

Semente é mais do que insumo: é o ponto de partida de todo o sistema produtivo. Escolher com critério técnico é um passo essencial para quem busca não apenas produtividade, mas sustentabilidade e longevidade.





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o que está por trás da valorização?



Alta dos preços está diretamente ligada ao cenário internacional




Foto: Pixabay

Mesmo com uma queda expressiva no volume exportado, o café brasileiro manteve seu protagonismo no comércio internacional. De janeiro a julho de 2025, o país embarcou 22,15 milhões de sacas de 60 kg, número que representa uma retração de 21,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, o recuo não impediu que o setor registrasse um aumento significativo na receita: foram US$ 8,55 bilhões em sete meses — um salto de 36% no faturamento.

De acordo com informações do Observatório do Café, o preço médio da saca teve forte valorização e saltou de US$ 223,16 em 2024 para US$ 386,24 neste ano. A alta dos preços está diretamente ligada ao cenário internacional de oferta ajustada e demanda consistente, o que elevou a competitividade do grão brasileiro.

Entre os principais destinos do café nacional, os Estados Unidos seguem na liderança, com a compra de 3,71 milhões de sacas — o equivalente a 16,8% de todo o volume exportado. Em seguida, aparecem Alemanha, Itália, Japão e Bélgica, países que tradicionalmente ocupam o topo do ranking de importadores. Completam a lista Holanda, Turquia, Rússia, Espanha e Coreia do Sul, refletindo a capilaridade do produto brasileiro no cenário global.

Mais do que uma performance comercial, os dados revelam a importância de estratégias de posicionamento e valorização do produto. A diferença entre o volume exportado e o valor gerado evidencia como o mercado internacional está disposto a pagar mais por qualidade e confiabilidade na entrega — dois atributos cada vez mais valorizados no agro global.





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Especialistas debatem o potencial da Integração Lavoura-Pecuária para solos arenosos


O futuro da agricultura e da pecuária no Brasil passa pela integração dos dois sistemas. É o que mostram os resultados de pesquisas e experiências de campo apresentadas no 7º Seminário Técnico em Integração Lavoura-Pecuária (ILP), realizado em 8 de agosto, na Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, Mato Grosso do Su. O evento reuniu produtores e lideranças agropecuárias da região e do Paraná.

“A Integração Lavoura Pecuária (ILP) tem um potencial de conservação ambiental e ganho de produtividade, inclusive em solos arenosos, que demandam um cuidado muito maior. O plantio direto (não revolvimento do solo, rotação de cultura, cobertura com palhada) precisa ser praticado”, disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste e coordenador do evento, Luís Armando Zago Machado, em sua palestra “Diversificação na rotação dos sistemas integrados”. 

Ele enfatizou a importância das diversificações de culturas, por mais desafiador que seja e que demanda prática. “Áreas com limitações relevantes, associadas aos solos arenosos e altas temperaturas são desafiadoras. Mas, a rotação de culturas com a diversificação de cultivos, tais como: mandioca, amendoim e cana-de-açúcar são alternativas que contribuem com o desenvolvimento de pastagens, aumento da produtividade, associada a conservação ambiental”, explicou Zago.

O nitrogênio também foi destacado pelo pesquisador “ele é um grande desafio para os agricultores, especialmente, para intensificação da produção, porque o nitrogênio mineral é caro, 80% é importado, tem uma instabilidade muito grande e é fundamental para a agricultura. Algumas alternativas são o cultivo de leguminosas, tais como: guandu, crotalária e estilosantes. Sistemas, como o Antecipasto, que tem sua adoção ampliada em vários estados, tais como: Mato Grosso, Roraima e Bahia. 

Mandioca no ILP O especialista técnico da cultura da mandioca da Copasul, de Naviraí (MS), Clayton Simão Zebalho falou sobre o cultivo de mandioca como estratégia para recuperação de pastagens degradadas. Ele trouxe dados de produtividade e rentabilidade, falou da importância da mandioca para a alimentação, panorama produtivo mundial e nacional, apresentou informações sobre a produção de mandioca industrial. Porém, em sua fala, enfatizou a importância de adotar estratégias que contribuam com o aumento da produtividade. 

“Um ciclo de mandioca tem um potencial produtivo que pode chegar a até 61 toneladas por hectare. Se a média atual tem sido de 25 toneladas, temos uma lacuna de 36 toneladas”, destacou. Para ele, preparo do solo, com palhada de qualidade, posicionamento adequado de cultivares e a adoção de estratégias de manejo adequadas em todas as etapas do cultivo fazem muita diferença nesse sentido. Rentabilidade e comercialização da mandioca também foi abordada por Clayton, que também possuí um perfil no instagram com informações sobre a cultura denominada @universo_da_mandioca.

O produtor rural de Paranavaí (PR), Victor Machado Vendramin, destacou que mandiocultores que fazem o manejo adequado e utilizando o plantio direto, têm obtido produtividade de 60 toneladas por hectare. Segundo ele, dados revelam ainda que o cultivo sob palhada apresenta um potencial de redução da temperatura do solo em até 2ºC

ILP O produtor rural da fazenda Cabeceira, localizada em Maracaju (MS), Ake Van Der Vinne, apresentou informações  sobre rotação de culturas e diversificação com o uso de mix forrageiro Ele apresentou detalhes do mix forrageiro e os benefícios de cada uma. Ele falou do mix de plantas de cobertura composto de ervilha, ervilhaca, guandu anão, crotalária ochroleuca, canola, trigo mourisco, chicória e milho moído. Ele destacou a vantagem da utilização do mix por animais em pastejo (“rolo vaca”), em relação ao rolo faca, mesmo para cultura seguinte, a soja. 

Em sua fala, Ake comparou o custo de produção de gramíneas e o custo de produção com o uso de mix de cobertura. Apesar do investimento maior para o uso do mix de cobertura, por hectare, ele explicou que “pode ser que vendo os dados o produtor pense que ficou muito mais caro, mas não é bem assim. A qualidade do pasto que vem depois é muito superior”. Ele fez uma conta de cabeça e explicou para a plateia: “cada animal vai produzir a mais, em média, 200g/dia, pensando em três animais por hectare, temos um incremento de 600g/dia, no prazo de 90 dias, dá 45 kg a mais. Isso é um bom lucro”.

Ele disse ainda que o uso de ILP, no longo prazo, favorece os produtos biológicos para controle de pragas e doenças na soja, além de ser eficiente no controle das plantas daninhas. Para finalizar sua apresentação, Ake apresentou o calendário de manejo pecuário utilizado em sua propriedade e que tem possibilitado ciclos pecuários (cria, recria e engorda) de 17 meses, com resultados de 18 arrobas/cabeça.   Cultivo de amendoim A cultura do amendoim foi o tema das duas apresentações do período vespertino. O pesquisador do IAC, de Ribeirão Preto (SP), Denizart Bolonhezi falou sobre a cultura do amendoim na abertura de área de rotação. Ele apresentou relevantes conceitos de agricultura regenerativa e explicou que é complementar a agricultura conservacionista, pois primeiro é preciso conservar para depois regenerar. Destacando que o amendoim contribui com essa finalidade e que o cultivo da leguminosa apresenta inúmeras vantagens, tais como: a planta é do gênero Arachis sendo nativa da América do Sul; disponibilidade de soluções tecnológicas em termos de melhoramento genético: cultivares e sementes; interação com biota em solos tropicais; tolerância à seca, além de sistema radicular robusto e pequeno. Ele explicou que a resiliência do cultivo de amendoim é ampliada pela palhada em plantio direto, proporcionando maior tolerância à seca e acrescentou que essa capacidade de adaptação às adversidades climáticas é crucial.. 

O caso de sucesso sobre o uso do amendoim no ILP, foi apresentado pelo produtor rural da fazenda Santa Bernadette, localizada em Nova Alvorada do Sul (MS) Roberto Junqueira. Ele abordou aspectos do mercado produtor, do manejo e da rentabilidade da cultura do amendoim. Ele explicou que, desde 2018, já foram renovadas quatro mil hectares de pastagens degradadas com o uso do ILP na propriedade. Com o uso do amendoim conseguiram dobrar a capacidade de unidade animal por hectare e todos os custos de produção relacionados ao preparo e a correção do solo foram pagos com a produção do amendoim. 

Lideranças presentes  O presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio, destacou que a tecnologia desempenha um papel muito importante para a produtividade agropecuária e acrescentou que “eventos como esse viabilizam o acesso a essas informações e a parceria com a Embrapa é fundamental”.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato enfatizou a importância das parcerias para o fortalecimento regional e avanço do ILP na região. “Estamos fortalecendo as parcerias em Nova Alvorada do Sul, que possuí um amplo potencial produtivo tanto por sua posição geográfica quanto pelas características altamente produtivas do solo local”. Ele disse que a Embrapa Agropecuária Oeste conta com uma Unidade Referência Tecnológica (URT), no município, com intuito de facilitar a adoção das tecnologias que a Unidade tem pesquisado. “Eventos como esse são fundamentais para podermos trocar experiências”, completou Harley.

O prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari, agradeceu os produtores do município e arredores, além de empresas da iniciativa privada e representantes institucionais presentes no evento e completou “sempre tivemos um sonho de ser um município que pode alavancar e demonstrar seu potencial produtivo estadual, sendo mais que um município entroncamento. Nós somos referência no agro e a presença da Embrapa reforça esse compromisso. Este é o primeiro Seminário que estamos realizando com a Embrapa no município e acreditamos que esse é o primeiro de muitos”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul, vereador Israel Gomes de Sousa, agradeceu a presença dos participantes e dos apoiadores do evento e disse que a Câmara de Vereadores está disponível para outras atividades técnicas e relvantes como esta. 

Realização O Seminário é uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste e Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, conta com apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores de Nova Alvorada do Sul. Os patrocinadores da 7ª edição do Seminário são: Sementes Alvorada, Agro Jangada, Cargill, Sicredi e Cooperativa Alfa.

 





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Expointer terá inauguração do Memorial do Queijo Gaúcho e recorde nacional com o maior monumento de queijo do Brasil



Memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação


Foto: Divulgação

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (APIL) prepara um momento histórico para o setor lácteo e para o turismo gaúcho. No dia 04 de setembro de 2025, durante a 48ª Expointer, será inaugurado o Memorial do Queijo Gaúcho, um espaço permanente de valorização da história, da cultura e da tradição queijeira do Estado e do Brasil.

Instalado junto à Casa da APIL, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação — será um ponto de encontro para turistas, apreciadores, profissionais do setor e escolas, promovendo o queijo gaúcho como patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul e fortalecendo o setor lácteo.

Para marcar a inauguração, a APIL apresentará ao público o maior monumento de queijo do Brasil, uma peça imponente com 14,91 metros de altura e 9,16 metros de largura, que conquistará o recorde nacional e projetará o setor lácteo gaúcho para todo o país. A escultura monumental, símbolo de excelência e grandeza, também entra na disputa pelo recorde mundial, reforçando a imagem do Rio Grande do Sul como terra de queijos gigantes em sabor e qualidade.

O projeto é viabilizado pelo Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso da APIL com a preservação, promoção e valorização da identidade cultural e gastronômica gaúcha. Com isso, o memorial se tornará uma atração turística ativa durante todo o ano, mantendo vida e movimento dentro do Parque da Expointer mesmo fora do período da feira.

Anote na agenda:

?? Data: 04 de setembro de 2025, às 16h

?? Local: Casa da APIL – Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio/RS





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CNA responde acusações de práticas desleais no comércio feitas pelos Estados Unidos



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta sexta-feira (15), respostas técnicas ao processo que o governo dos Estados Unidos abriu contra o que chamam de “práticas desleais” de comércio que seriam praticadas pelo Brasil.

A investigação dos Estados Unidos tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio que permite, ao Poder Executivo norte-americano, apurar práticas comerciais que possam ser consideradas “desleais ou discriminatórias”. A lei também permite a aplicação de sanções, de forma unilateral, caso sejam comprovadas irregularidades.

Os Estados Unidos apontaram seis eixos temáticos na investigação aberta contra o Brasil:

  • Comércio Digital e Pagamentos Eletrônicos;
  • Tarifas Preferenciais;
  • Práticas Anticorrupção;
  • Propriedade Intelectual;
  • Acesso ao Mercado de Etanol;
  • Desmatamento Ilegal.

Legalidade dos eixos

Na defesa enviada pela CNA foram apresentados fundamentos legais que buscam demonstrar a conformidade e legalidade das políticas e práticas adotadas pelo país relativas a três eixos apontados pelos norte-americanos: “Tarifas Preferenciais”, “Acesso ao Mercado de Etanol” e “Desmatamento ilegal”.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que o agronegócio brasileiro está intrinsicamente ligado ao mercado internacional, seja comprando insumos ou vendendo sua produção. “O Brasil se tornou um grande exportador agrícola porque somos altamente produtivos e competitivos”. Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro principal destino das exportações agropecuárias do Brasil.

“A CNA, que representa mais de cinco milhões de produtores rurais brasileiros, tem confiança de que a investigação americana comprovará o compromisso, não só do agro, mas de toda a economia brasileira, em um comércio internacional justo, transparente e baseado em regras claras”, afirmou Sueme.

A manifestação da CNA foi submetida ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Em setembro, a Confederação pretende participar presencialmente da audiência pública sobre a investigação.

Resposta da CNA às acusações

Abaixo está o resumo das alegações que constam na resposta da CNA enviada ao governo de Donald Trump para cada um dos três eixos:

“Tarifas Preferenciais”

  • O Brasil concede tratamento tarifário preferencial de forma limitada, com base em acordos compatíveis com o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) e com a Cláusula de Habilitação da Organização Mundial do Comércio (OMC), como os celebrados com México e Índia;
  • Esses acordos com tratamento tarifário preferencial representam apenas 1,9% das importações brasileiras e não discriminam ou prejudicam as exportações americanas;
  • Em comparação, os EUA possuem acordos de livre comércio abrangentes em vigor com 20 países;
  • Portanto, não há tratamento discriminatório contra os EUA e a rede atual de acordos preferenciais do Brasil é limitada e não prejudica as relações comerciais bilaterais com o país.

Acesso ao Mercado de Etanol

  • Entre 2010 e 2017 houve isenção tarifária para o etanol dos EUA; posteriormente, adotou-se a tarifa de Nação Mais Favorecida (NMF) de 18%, inferior à aplicada aos países do Mercosul, que permanecem com tarifa de 20%;
  • A política tarifária é transparente, não discriminatória e em conformidade com a OMC;
  • O programa RenovaBio é aberto a produtores estrangeiros que atendam aos critérios técnicos e ambientais;
  • Alegações de favorecimento à Índia e México não se sustentam diante dos volumes exportados.
  • A CNA defende a cooperação bilateral com os EUA na transição energética, especialmente em bioenergia e combustíveis sustentáveis, reconhecendo a relevância desses produtos para a descarbonização global.

Desmatamento ilegal

  • O Brasil possui legislação ambiental robusta e avançada, como o Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais, além de sistemas de monitoramento;
  • O Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCD) e políticas semelhantes resultaram em reduções no desmatamento;
  • Ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) garantem rastreabilidade e conformidade da produção agropecuária;
  • O controle da exploração de madeira é feito via Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e via Documento de Origem Florestal (DOF+), com rastreabilidade obrigatória e certificações reconhecidas.



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Preços da soja continuam impactados por relatório do USDA; veja cotações


O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negócios moderados. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, esse movimento foi influenciado por feriados locais em algumas regiões e por preços variando de estáveis a mais baixos nos portos.

“As ofertas foram escassas, sem grandes oportunidades no spot. No interior, a indústria apresentou bids mais fracos, mas o produtor resistiu e manteve indicações firmes”, detalha.

Apesar da retração desta sexta-feira (15), a semana foi positiva em termos de negócios, com volumes expressivos vendidos após a disparada em Chicago, impulsionada pelo último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)“, detalha.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): foi de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): recuou de R$ 142,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 140 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 125 para R$ 126
  • Dourados (MS): subiu de R$ 124,50 para R$ 126
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 124 para R$ 127

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com bons ganhos, consolidando uma semana de recuperação consistente. Segundo Silveira, um movimento de cobertura de vendas pré final de semana assegurou a elevação.
"Os agentes evitam passar o período mal posicionados. As atenções se voltam para o clima, com as lavouras entrando em uma fase crítica para a definição do potencial produtivo", destacou.

Nesta semana, o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao apontar projeção de safra abaixo do esperado. As expectativas se voltam agora para a tradicional crop tour da Pro Farmer, que será realizada durante a próxima semana.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) indicou que o processamento de soja nos Estados Unidos em julho ficou em 195,7 milhões de bushels.

O mercado apostava em número de 191,6 milhões de bushels processados. Em julho do ano passado, o esmagamento havia ficado em 182,9 milhões. No mês passado, o número foi de 185,3 milhões.

Contratos futuros

Cotações Soja BrasilCotações Soja Brasil
Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 14,75 centavos de dólar, ou 1,46%, a US$ 10,22 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,42 1/2 por bushel, com alta de 14,00 centavos ou 1,36%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,90, ou 0,31%, a US$ 283,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 53,18 centavos de dólar, com ganho de 1,190 centavo ou 2,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,3988 para venda e a R$ 5,3968 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3844 e a máxima de R$ 5,4144. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,68%.



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