quarta-feira, maio 6, 2026

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Operações da PF investigam esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis



A Polícia Federal (PF), com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações simultâneas, Quasar e Tank, em vários estados, para combater a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis.

De acordo com a PF, as ações policiais, embora distintas, objetivam desarticular “esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro”. As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

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“Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real”, diz a PF.

“Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos”, acrescenta.

Estão sendo cumpridos, no âmbito da Operação Quasar, 12 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo: na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto.

A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Operação Tank

Também deflagrada nesta quinta, os policiais federais cumprem desde cedo mandados judiciais contra integrantes de uma das “maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná”. Segundo a PF, a organização criminosa investigada na Operação Tank atuava desde 2019 e pode ter lavado pelo menos R$ 600 milhões,

“Movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central”.

Os criminosos utilizavam diversos artifícios para ocultar a origem dos recursos. De acordo com as investigações, eles faziam uso de depósitos fracionados, que ultrapassaram R$ 594 milhões. Isso era feito por meio de “laranjas, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços”.

O trabalho investigativo constatou também fraudes na comercialização de combustíveis, entre elas “adulteração de gasolina e a chamada ‘bomba baixa’, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba estavam envolvidos nessas práticas”.

Os agentes cumprem 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro. “Foram bloqueados bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas, totalizando uma constrição patrimonial superior a R$ 1 bilhão”.



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Liga Nacional de Rodeio define sete classificados para final da Festa do Peão de Barretos



A Liga Nacional de Rodeio (LNR) realizou, na noite desta quarta-feira (27), o terceiro round de montarias em touro, durante a 70ª Festa do Peão de Barretos. Dos classificados em 111 etapas, os 35 melhores competidores que pontuaram na primeira e segunda noites voltaram à arena de rodeios do Parque do Peão para disputar uma das sete vagas para a grande final.

A melhor nota da noite foi conquistada pelo paulista João Gabriel Saran, de Brodowski (SP), que recebeu a nota de 88,50. Ele montou no touro Mercado Livre, do tropeiro Master Boi. Na soma total, o competidor chegou a 175,50 pontos e garantiu o primeiro lugar entre os classificados para a final de sábado (30), na arena do estádio de rodeios do Parque do Peão de Barretos.

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Os outros seis competidores classificados foram: Luciano Pereira – Boituva-SP com 175,00 pontos; Paulo Almeida Marciano – Macaé (RJ) – 174,75 pontos; Andrey Barbosa – Tanabi (SP) – 174,25 pontos; Renan Almeida Alves – Orlândia (SP) – 171,00 pontos; Tiago Lucas – Amparo (SP) – 168,50 pontos; e Murilo Monteiro – Panorama (SP) – 164,50 pontos.

Taça Os Independentes

Além da disputa da Liga Nacional de Rodeio, a arena vibrou com a final da Taça Os Independentes, que consagrou Clara Silva como campeã da categoria Jovem A (11 anos ou mais) e João Vicentini na categoria Jovem B (12 a 14 anos).

Ao obter o tempo de 17.550, o paulista de Terra Roxa (SP), João Vicentini Prudente Correa, foi o campeão da Jovem A. Já na Jovem B, o título ficou com Clara Gonçalves Silva, de Itapagipe/MG, que concluiu a sua participação com 17.745. Na soma total dos tempos dos três dias de competição, com a possibilidade de descartar o pior tempo, João Vicentini somou 35.023, e Clara Gonçalves Silva, 35.513.

Com a vitória em 2025, João Vicentini Prudente Correa se tornou bicampeão dos Três Tambores em Barretos. “Primeiramente agradecer a Deus, minha equipe, meu treinador e estou muito feliz com este resultado”, afirmou.

Já Clara Gonçalves se tornou tricampeã da Festa de Barretos. “Não tenho palavras, minha gratidão e a minha alegria. Só Deus sabe o tanto que almejei estar aqui e Ele é muito bom comigo e generoso. Também agradeço ao meu treinador e todos que torcem por mim”, disse.

Resultado Final – Categoria Jovem A

1 – João Vicentini Prudente Correa – Terra Roxa (SP) – 35.023

2 – Helena Zerbinato Costa – Botucatu (SP) – 35.047

3 – Adryan Gabriel Ferreira Bigi – Monte Aprazível (SP) – 35.057

4 – Henry Rezende Zanetti – São Jorge do Ivaí (PR) – 35.140

5 – Antônio Miguel Terui Nappi – Santa Adélia (SP) – 35.684

Resultado Final – Categoria Jovem B

1 – Clara Gonçalves Silva – Itapagipe (MG) – 35.513

2 – Joaquim Vicentini Prudente Correa – Terra Roxa (SP) – 35.716

3 – Leonardo Roberto da Silva Mendes – Barretos (SP) – 35.794

4 – Iasmyn Sandrini Vieira – Cajobi (SP) – 36.190

5 – Melissa Silva Terêncio – Barretos (SP) – 36.210

Transmissão

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025. O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380).



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Queda de braço entre Trump e Fed pode abalar o dólar e a ordem mundial


Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) sempre foi mais do que um banco central. É a âncora de estabilidade da maior economia do planeta, o guardião do dólar, moeda utilizada como reserva por quase todos os países e referência para a formação de preços das principais commodities. É também a base sobre a qual repousa o mercado financeiro internacional, altamente alavancado e, em grande medida, lastreado na confiança de que o dólar continuará sendo um ativo seguro.

É justamente essa credibilidade que está sob ataque. A interferência do presidente Donald Trump no Fed, pressionando por cortes artificiais de juros e tentando demitir a governadora Lisa Cook em um gesto inédito e politicamente agressivo, abre um precedente perigoso. Se o banco central americano perder sua autonomia, o impacto não será apenas interno: o efeito dominó se espalhará pelos quatro cantos do mundo.

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Os EUA se beneficiam do privilégio de emitir a moeda mundial. Isso permite financiar déficits, sustentar investimentos e administrar sua dívida pública com juros relativamente baixos. Mas esse privilégio depende de um fator intangível e insubstituível: confiança. Sem ela, o dólar perde força, os títulos do Tesouro americano perdem atratividade e os investidores buscam refúgio em outros ativos, como já se vê na disparada do ouro.

Risco global

A história mostra que a politização de bancos centrais cobra seu preço. A Turquia, sob o comando de Erdogan, mergulhou em inflação explosiva; a Argentina tornou-se exemplo crônico de instabilidade; o Japão sofreu décadas de crescimento anêmico após intervenções equivocadas. Repetir esse caminho nos EUA, país que sustenta o sistema monetário internacional, seria muito mais devastador.

Se Trump seguir adiante em sua ofensiva contra o Fed, o maior risco não é apenas a inflação ou a volatilidade de curto prazo. O que se coloca em jogo é a hegemonia americana. Um dólar enfraquecido aceleraria movimentos de desdolarização já em curso, daria espaço ao euro e ao yuan, e enfraqueceria a capacidade dos EUA de impor sua vontade política e econômica no cenário internacional, o que acaba fortalecendo a europa e seu adversário, a china.

No fim das contas, a batalha em torno do Fed não é apenas sobre juros. É sobre poder. Ao fragilizar a independência da instituição, Trump mina o próprio alicerce da supremacia americana. E sem esse pilar, não apenas os EUA, mas todo o mundo correm o risco de mergulhar em uma era de instabilidade prolongada.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Temporais e ventos fortes devem ocorrer em algumas regiões do país; veja na previsão do tempo



A presença de algumas perturbações em níveis médios da atmosfera e a presença de umidade devem manter as instabilidades sobre o leste catarinense e litoral paranaense nesta quinta-feira (28). As pancadas de chuva começam a ganhar força ainda pela manhã, variando entre fraca e moderada intensidade e adotando comportamento intermitente no decorrer das horas. Em algumas cidades do noroeste paranaense, também pode chover de maneira isolada ao longo da tarde, devido ao avanço de algumas instabilidades que atuam sobre o Mato Grosso do Sul.

Nas demais regiões, o tempo deve seguir mais aberto, apenas com algumas variações de nebulosidade. As temperaturas permanecem mais amenas ao longo do dia entre o estado gaúcho, boa parte do estado catarinense e no leste e litoral paranaense. Em contrapartida, a metade norte paranaense deve contar com a presença do calor e do ar seco durante o dia.

No Sudeste, a circulação de umidade vinda do oceano ainda pode favorecer a ocorrência de pancadas de chuva com fraca intensidade sobre o litoral de São Paulo, além de estimular a maior presença de nuvens ao longo do dia. Ao longo do dia, o avanço de um cavado meteorológico na média atmosfera deve favorecer a formação de instabilidades sobre o oeste e noroeste de São Paulo, com risco de pancadas de chuva forte isoladas.

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Algumas cidades entre o sul de Minas Gerais e a região da Zona da Mata também podem contar com chuva forte na parte da tarde. Nas demais regiões do interior e leste paulista, além de boa parte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o predomínio segue sendo de tempo aberto, com sol e temperaturas em gradual elevação.

Enquanto no Centro-Oeste, o avanço deste cavado meteorológico na média atmosfera deve resultar na ocorrência de algumas pancadas de chuva sobre áreas centrais, no leste e sul de Mato Grosso do Sul, incidindo de maneira isolada – sobretudo na parte da tarde. Nas demais regiões, o predomínio segue sendo de tempo aberto, com sol entre poucas nuvens presentes ao longo do dia. Mato Grosso e Goiás continuam sendo destaque para o calor intenso no período da tarde. Em boa parte do estado de Goiás, no Distrito Federal e parte de Mato Grosso, segue o alerta para baixa umidade do ar, com índices abaixo de 20% durante as horas mais quentes do dia.

Já no Nordeste, a incidência de ventos úmidos do oceano continua realizando a manutenção das instabilidades sobre parte da costa leste. As pancadas de chuva seguem esporádicas, variando entre fraca e pontual moderada intensidade no litoral da Bahia. Entre o leste de Sergipe e Alagoas, há risco de chuva forte no decorrer das horas. Nas demais regiões, o tempo segue estável, com calor e potencial para alerta de baixa umidade do ar na parte da tarde – sobretudo entre áreas do meio-norte e sertão nordestino.

E no Norte, a atuação da área de alta pressão em níveis médios da atmosfera deve contribuir para que a chuva comece a perder espaço em boa parte da região, seguindo apenas sobre algumas áreas do Amazonas e no estado de Roraima, incidindo de maneira isolada, mas que ainda pode cair com forte intensidade. Pode chover também entre o norte e litoral do Amapá. No Pará, Tocantins, Acre e Rondônia, o tempo segue estável, com predomínio de sol e calor.

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Bolsas sob expectativa de decisão do Fed sobre corte de juros


No morning call desta quinta-feira (28), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o S&P 500 renovou recorde em NY com expectativas de cortes de juros nos EUA.

No Brasil, o Ibovespa superou 139 mil pontos, impulsionado pelo setor financeiro e criação de vagas formais em julho. O dólar recuou a R$ 5,41 e DIs oscilaram após discurso do presidente do BC. Destaque para o IGP-M, reunião do CMN e dados econômicos nos EUA e Japão.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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TCU vai fiscalizar bancos que utilizam a Moratória da Soja como critério para concessão de crédito



A pedido da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a fiscalização de bancos que estariam adotando a Moratória da Soja como critério para concessão de crédito a produtores rurais.

A decisão, assinada pelo ministro relator Aroldo Cedraz, estabelece que a fiscalização seja realizada no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia, podendo, entretanto, ser estendida a outras instituições financeiras.

“Com o objetivo de atender à solicitação em análise, a unidade instrutiva propõe a realização de auditoria de conformidade, nos termos do art. 38, inciso I, da Lei nº 8.443/1992, combinado com o art. 239, inciso II, do Regimento Interno do TCU. Essa auditoria deverá avaliar a aplicação do Plano Safra, dos recursos dos Fundos Constitucionais e do crédito rural com isenção fiscal, diante da possível adoção de critérios externos ligados a entidades privadas não integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural, instituído pela Lei nº 4.829/1965.”, diz trecho da decisão.

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O pedido de fiscalização dos parlamentares se fundamenta no entendimento de que instituições financeiras não podem utilizar acordos comerciais privados, como a Moratória da Soja, para definir a concessão de crédito. Pela legislação brasileira, os critérios devem seguir o Código Florestal.

De acordo com a decisão do TCU, a adesão do Banco do Brasil à Moratória da Soja pode configurar irregularidade, uma vez que se trata de acordo firmado em 2006 entre a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O acordo inclui regras mais rígidas que a legislação nacional, dificultando o acesso dos produtores ao crédito rural.

Enquanto a Moratória proíbe o plantio de soja em áreas desmatadas no bioma amazônico após julho de 2008, o Código Florestal permite o desmatamento de até 20% da área de uma propriedade rural (respeitadas as especificidades regionais). Os parlamentares argumentam que um acordo privado firmado entre empresas e ONGs estrangeiras não pode se sobrepor à legislação nacional.

Disputa judicial

No dia 18 de agosto, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concedeu medida cautelar suspendendo imediatamente a Moratória da Soja. O processo teve início a partir de representações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Aprosoja-MT, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Apesar das diferenças de argumentação, todas as entidades alegaram que a Moratória configuraria prática ilícita e deveria ser condenada. A CNA, mais recentemente, solicitou providências urgentes, alegando prejuízos concretos aos produtores e apresentando parecer econômico que apontava danos ao setor e ao país. Com base nesses argumentos, o Cade determinou a suspensão do acordo até a conclusão do processo.

No entanto, no dia 25 de agosto, a Abiove obteve na Justiça uma liminar suspendendo os efeitos da decisão do Cade. A entidade argumentou que a medida havia sido tomada de forma monocrática, violando o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.



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Exportações de carne bovina sobem 34,7% em agosto



Cotações do boi gordo seguem firmes no mercado interno




Foto: Canva

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (26) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade nas cotações em São Paulo. A consultoria informou que o dia começou “especulado, porém, parte dos frigoríficos não abriu as compras”. O cenário foi marcado por oferta razoável, escoamento lento da carne e escalas de abate avançando.

Segundo a publicação, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias, com as escalas de abate atendendo, em média, a dez dias no estado.

Em Mato Grosso do Sul, o quadro foi de ofertas reduzidas, com escoamento variando entre razoável e lento. As cotações também se mantiveram estáveis em todas as regiões. As escalas de abate estavam em média em sete dias em Dourados e Campo Grande e em nove dias em Três Lagoas.

Na região Noroeste do Paraná, as ofertas foram consideradas razoáveis e a exportação de carne permaneceu aquecida, o que sustentou os preços. O mercado abriu oferecendo R$ 2,00 a mais por arroba da novilha, com escalas de abate médias de nove dias.

No acumulado até a quarta semana de agosto, as exportações de carne bovina in natura somaram 212,9 mil toneladas, com média diária de 13,3 mil toneladas, crescimento de 34,7% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 26,3% na comparação anual.





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Nigéria e Brasil abrem novas frentes de cooperação


Em evento realizado no Sebrae, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o aprofundamento das relações entre Brasil e Nigéria durante a visita do presidente nigeriano, Bola Tinubu. O encontro, segundo Alckmin, evidenciou a diversidade de possibilidades para investimentos e comércio bilateral.

A visita de Tinubu ao Brasil retribui a missão brasileira a Abuja, em junho, que foi liderada por Alckmin a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vice-presidente destacou que as conversas entre os dois governos resultaram na assinatura de acordos e na abertura de novas frentes de cooperação.

De acordo com Alckmin, a visita trouxe “boas notícias por terra, mar e ar”, em referência às parcerias firmadas em áreas como agropecuária, aviação, transição energética e saúde. O vice-presidente afirmou: “Temos aí uma avenida de possibilidades de trabalho, investimentos e comércio exterior. São dois países irmãos. A Nigéria, uma das maiores economias do continente africano, e o Brasil, a maior da América Latina. Vamos superar o Oceano Atlântico e trabalhar muito juntos em benefício das nossas populações, pois o desenvolvimento é o novo nome da paz”.

Alckmin ressaltou ainda que o comércio exterior entre os dois países cresceu 20% no último ano e apontou que a tendência é de aceleração. O evento contou com a presença de autoridades como o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o presidente do Sebrae, Décio Lima, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, além de ministros e empresários nigerianos.

Na parte da manhã, o presidente Lula recebeu o presidente Bola Tinubu no Palácio do Planalto. Foram anunciados novos acordos em áreas estratégicas e reafirmada a disposição de ampliar o intercâmbio econômico, político, cultural e tecnológico. Para Lula, a visita simboliza um marco na retomada da cooperação. O presidente destacou: “Na última década, o intercâmbio entre Brasil e Nigéria diminuiu drasticamente. De 10 bilhões de dólares em 2014, passamos a 2 bilhões de dólares em 2024. Não foi por acaso. Nos últimos governos, o Brasil se distanciou da África. Duas das maiores economias da América Latina e da África deveriam ter um intercâmbio muito maior”.





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Cooperativa registra faturamento de R$ 2,85 bi no semestre



A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas



A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas
A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas – Foto: Pixabay

A Capal Cooperativa Agroindustrial realizou uma reunião online com seus produtores associados para apresentar o balanço financeiro do primeiro semestre de 2025. O evento, conduzido pelo presidente do Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, permitiu que os cooperados enviassem dúvidas e comentários, reforçando o compromisso da cooperativa com transparência e trabalho colaborativo. Durante a apresentação, também foram discutidos aspectos da conjuntura do agronegócio brasileiro e os desafios enfrentados pelo setor.

Segundo Erik Bosch, presidente da Capal, a cooperativa mantém a estratégia de investimento mesmo em meio a adversidades climáticas e geopolíticas. “Além das condições climáticas e questões geopolíticas mundiais, os desafios aumentaram para todo o setor, e notamos muitos casos de empresas em recuperação judicial no agronegócio. É nesse ambiente que precisamos continuar com as nossas atividades, modernizar nossas fazendas e a cooperativa, não parar de crescer e de investir”, declara.

No primeiro semestre, a Capal alcançou faturamento bruto de R$ 2,85 bilhões e receita líquida de R$ 24,3 milhões, com expectativa de resultados ainda melhores no segundo semestre. A recepção bruta de grãos nas unidades chegou a 606 mil toneladas, com aumento de 15% na soja, totalizando 403 mil toneladas. A produção de leite superou as projeções, com 74,4 milhões de litros comercializados.

A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas no período, totalizando R$ 57,5 milhões. Entre os projetos estão melhorias e expansões nas unidades de Arapoti, Wenceslau Braz e Santo Antônio da Platina (PR), além de Itararé, Fartura e Taquarituba (SP), reforçando o compromisso com crescimento sustentável e infraestrutura moderna para os cooperados.

 





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Produção de pepino salada em baixa



Plantio a céu aberto deve iniciar no fim de agosto




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (21), a produção de pepino está na baixa nos municípios de Bom Princípio e São Sebastião do Caí, na região administrativa de Lajeado. A redução foi atribuída ao período de temperaturas mais baixas, o que levou muitos agricultores a iniciarem o preparo dos canteiros para o replantio.

A Emater/RS-Ascar informou que, diante do cenário, os preços seguem elevados. A salada de pepino tem sido comercializada entre R$ 70,00 e R$ 80,00 por caixa de 20 quilos. O pepino japonês apresenta cotação em alta, variando de R$ 115,00 a R$ 130,00 a caixa de 18 quilos. Já o pepino conserva oscila entre R$ 140,00 e R$ 150,00 a caixa de 20 quilos.

A entidade destacou ainda que o plantio a campo, em áreas de céu aberto, está previsto para o final de agosto.





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