quarta-feira, maio 6, 2026

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Aprosoja MT reforça capacitação para enfrentar período de estiagem no estado



O período de estiagem em Mato Grosso é esperado todos os anos e, junto à escassez de chuvas, aumenta o risco de incêndios nas áreas rurais. Diante disso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância de preparar as equipes nas propriedades. Para auxiliar nesse trabalho, a entidade disponibiliza informações por meio da campanha de combate e prevenção de incêndios: Desinformação é Fogo.

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Segundo Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da associação, ter acesso a informações confiáveis é fundamental para que os produtores saibam como agir. “O solo é a vida do produtor. Se ele queima, perde-se um valor que não se recupera facilmente. Por isso, dentro das fazendas, nos preparamos para emergências. Os funcionários ficam em alerta nesse período, e a Aprosoja MT nos ajuda muito com podcasts, redes sociais e o Canal do Produtor. Toda informação é bem-vinda”, afirma Gilson.

Outras medidas contra a estiagem

Além da capacitação, os produtores reforçam medidas preventivas, como manutenção de máquinas, disponibilidade de equipamentos, limpeza de aceiros e preparo para intervenção rápida em caso de incêndio. Paulo Bustamante, do núcleo de Sinop, explica que a ideia é alinhar toda a equipe para agir imediatamente diante de focos de fogo, protegendo principalmente a palha, considerada a maior riqueza do solo. “Quando a equipe está treinada, sabe exatamente o que fazer. A ação rápida faz toda a diferença”, destaca Bustamante.

Rafael Marsaro, delegado coordenador do núcleo de Campo Verde, ressalta que muitos incêndios recentes foram causados por fios de energia que caíram sobre as lavouras. Ele lembra que o combate na zona rural depende dos próprios produtores.

“Só quem passou por um incêndio em uma palhada sabe o quanto é perigoso e difícil de controlar. Com os ventos, o fogo pode se deslocar até 600 metros. As fazendas contam com equipes, caminhões-pipa e o apoio de vizinhos, que se mobilizam rapidamente. A ajuda mútua é essencial”, pontua Marsaro.



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Carne premium com Caracu: a genética e o manejo que geram gado de 23 arrobas


Pecuaristas, a busca por animais adaptados e de alta performance tem levado o setor a resgatar raças que se confundem com a história do Brasil. O caracu, a primeira raça bovina a desembarcar no país, é um exemplo de animal que, após ser dado como extinto, está revivendo um passado glorioso e se mostrando uma excelente opção para a produção de carne premium. Assista ao vídeo abaixo e confira.

O programa Giro do Boi recebeu Renato Francisco Visconti Filho, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABC Caracu).

Ele explicou como a raça, que chegou a ser a segunda maior do Brasil até a década de 1960, se modernizou e hoje é uma excelente opção para a pecuária moderna.

O caracu e a adaptação ao cocho

Vaca Nelore com bezerro meio-sangue Caracu ao pé. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Vaca Nelore com bezerro meio-sangue Caracu ao pé. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Apesar de ser um animal rústico, que se adaptou a mais de 500 anos de adversidades no Brasil, o caracu é um animal que se destaca em confinamento, provando sua versatilidade.

  • Fácil adaptação: Por ser taurino, o caracu se adapta facilmente ao cocho, comendo bem e tendo uma conversão alimentar muito boa.
  • Precocidade: A raça tem precocidade sexual e de desenvolvimento, o que a torna ideal para a pecuária moderna, com ciclos mais curtos e eficientes.
  • Carne macia: A carne de caracu é macia e de qualidade, e pode ser consumida por qualquer pessoa, atendendo às exigências dos mercados mais nobres.

O caracu em cruzamento com outras raças (seja taurinas ou zebuínas) pode fechar abates de 21, 22 e até 23 arrobas em animais sobreano, o que mostra o potencial de ganho de peso da raça.

As entidades de pesquisa como o IZ (Instituto de Zootecnia) de Sertãozinho (SP) e a Embrapa Gado de Corte têm rebanhos experimentais há décadas, o que comprova o potencial da raça.

O gene mocho e a modernização da raça

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Um dos grandes avanços na raça foi a introdução do gene mocho, que veio do mocho nacional, um gado que apareceu na região de Goiás.

O gene mocho, que atende a uma demanda do mercado para facilitar o manejo em confinamentos, trouxe outros benefícios para a raça:

  • Acabamento de carcaça: A mochação resultou em um animal com maior convexidade e um acabamento mais moderno, que atende à exigência do mercado.
  • Encurtamento do ciclo: A genética do mocho trouxe uma precocidade de desenvolvimento, o que encurta o ciclo de produção e aumenta a rentabilidade.

A ABC Caracu não tem a visão de separar o “chifrudo” do mocho. Há espaço para todos, e o caracu mocho é mais uma opção para os produtores que buscam a eficiência e a modernização.

O potencial da genética e a oportunidade

Reprodutor Caracu em área de curral. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de curral. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

A história do caracu é a história de um animal sobrevivente que se adaptou a todas as adversidades. A associação tem um projeto de genômica para acontecer e busca identificar indivíduos que possam encurtar ainda mais o ciclo de produção.

Renato Visconti Filho ressalta que o caracu ainda tem um rebanho pequeno, o que o torna uma oportunidade para novos criadores. O fato de o Zé Mineiro, um dos fundadores da JBS, com 93 anos, ter se associado à associação para criar a raça, mostra o quanto o caracu é um animal promissor.

A dedicação de Renato e de tantos outros criadores, que investem em melhoramento genético e na comunicação, tem o objetivo de fazer a raça crescer e garantir que ela continue a ser um patrimônio da pecuária nacional.



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Clima favorecerá reta final do milho 2ª safra, diz meteorologista



Com apenas uma pequena parte das lavouras de milho ainda em maturação, o clima favorece a finalização da colheita do milho segunda safra. Essa é a avaliação do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 94,8% das áreas com o cereal no Brasil já foram retiradas de campo.

Apesar da boa perspectiva, o meteorologista chama a atenção para alguns fatores que podem prejudicar o produtor nesta reta final. “O tempo quente e seco favorece essa etapa final. Quanto às operações em campo, o produtor precisa ficar atento, pois já está deixando a palhada para plantar a soja e deve tomar cuidado com focos de incêndio, para que a situação não saia do controle”, reforça.

No relatório divulgado na última segunda-feira (25), a Conab ressalta que a colheita se aproxima do fim em Mato Grosso do Sul e em Goiás. Em Mato Grosso e no Paraná, no entanto, os trabalhos são apenas pontuais. Já em São Paulo, a produtividade varia em função da época de plantio e da influência das geadas que aconteceram no fim de junho.

De acordo com Müller, o atraso na colheita dos milharais no estado de São Paulo também pode ser explicado pelo plantio mais tardio. “Esse atraso, que está na casa dos 30%, foi provocado pelo prolongamento do período chuvoso na época da colheita da soja, o que acabou atrasando um pouco o trabalho dos produtores”, diz.

O que esperar daqui para frente?

Uma frente fria deve avançar no fim de semana, mas não há risco para o milho segunda safra e nem geada. “A atmosfera já começa a responder a um padrão de primavera. A geada é mais preocupante nas fases iniciais ou na floração, mas agora, no período de colheita, o dano é pontual. O produtor pode ficar tranquilo quanto ao frio”, destaca.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o frio chegou a atrasar os trabalhos. Entretanto, as temperaturas voltam a subir no fim de semana, com máximas perto de 30°C e mínimas entre 15°C e 18°C, bem diferentes dos 3°C ou 4°C que provocaram geada. Sobre a possibilidade de altos índices de chuva, Müller diz que o produtor não precisa se preocupar. 

“Nesse momento, a maior preocupação é que não chova, já que a palhada molhada e o solo encharcado dificultam a entrada das máquinas. Após a colheita, a expectativa volta a ser por chuva, para garantir o início da safra de verão”, reforça.

Safra de milho dos Estados Unidos

A expectativa também é positiva para o milho norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), mais de 70% das áreas são avaliadas como boas ou excelentes.

Muitas lavouras estão na fase de enchimento de grãos, com chuvas regulares ajudando no desenvolvimento. Segundo o meteorologista do Canal Rural, a previsão é que, em 20 a 25 dias, o tempo fique mais firme, favorecendo o início da colheita e garantindo bom rendimento.



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Caracu: a história da 1ª raça genuinamente brasileira que agora está sendo resgatada


Pecuaristas, a história da pecuária brasileira se confunde com a história de uma das raças mais antigas do país. O caracu, um taurino originário da Península Ibérica, foi a primeira raça bovina a desembarcar no Brasil, trazida por portugueses e espanhóis em 1534. Naquela época, o animal era tido como de tripla aptidão: carne, leite e tração. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes desta incrível história.

O programa Giro do Boi recebeu Renato Francisco Visconti Filho, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABC Caracu), para contar a história de resgate dessa raça que se tornou um patrimônio da pecuária nacional.

O resgate de um patrimônio da pecuária nacional

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti FilhoReprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

A seleção natural ao longo dos séculos fez com que o caracu desenvolvesse características desejáveis para a pecuária nacional, como:

  • Rusticidade e docilidade: O animal se adaptou ao clima e ao solo do Brasil tropical.
  • Precocidade sexual e de desenvolvimento: O que o torna um animal de ciclo curto.
  • Habilidade maternal: Qualidade que o torna uma excelente matriz na cria.
  • Inigualável adaptação: O caracu é adaptado às nossas condições de clima e solo.

A raça chegou a ser a segunda maior do Brasil até a década de 1960. No entanto, por falta de foco e pela expansão de outras raças, ela foi dada como extinta.

Renato Visconti Filho, cirurgião dentista aposentado e produtor rural, é um dos responsáveis pelo seu resgate. Ele, que produzia nelore, angus e brahman, decidiu resgatar a paixão de seu avô na criação de caracu.

O renascimento do caracu e o papel da ABC Caracu

Detalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti FilhoDetalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Detalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Renato Visconti Filho iniciou a criação de gado puro caracu em 2010. Ele se associou à ABC Caracu e, ao visitar outros criatórios, viu o potencial da raça.

Em 2019, ele foi eleito presidente da associação, com a missão de não deixar a raça “perder terreno” novamente. Hoje, a ABC Caracu é presidida por Isabel Penteado (SP), e Renato atua como vice-presidente.

A ABC Caracu é responsável por manter a associação viva e por impulsionar projetos de resgate e melhoramento genético.

A raça, que um dia foi o maior rebanho do Brasil, está de volta, revivendo um passado glorioso graças ao trabalho de pessoas dedicadas, que acreditam em sua genética e na sua adaptabilidade às condições brasileiras.



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Evento em Florianópolis revela as 10 startups mais promissoras do Brasil



O Startup Summit 2025, promovido pelo Sebrae em Florianópolis (SC), segue até amanhã (29) e já movimenta o ecossistema de inovação brasileiro. Durante a abertura, nesta quarta-feira (27), foram anunciadas as dez empresas finalistas do Prêmio Sebrae Startups, que agora disputam o título de grande vencedora.

As startups foram selecionadas entre as Top 30 que apresentaram seus pitches no primeiro dia do evento. Além do prêmio, cada uma delas conquistou vaga no Web Summit Lisboa 2025, uma das maiores conferências de tecnologia do mundo.

Na quinta-feira (28), as 10 finalistas voltam ao palco para uma nova rodada de apresentações, e ao final serão reveladas as três melhores. A grande campeã será conhecida na sexta-feira (29).

Com mais de 3,3 mil inscrições, o Startup Summit reforça Santa Catarina como polo de inovação e tecnologia no país. A equipe do Porteira Aberta Empreender está na cobertura do evento, acompanhe a matéria.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abertura oficial do Pavilhão do Artesanato ocorrerá na próxima segunda-feira na Expointer


A abertura oficial do Pavilhão do Artesanato na Expointer ocorrerá, na próxima segunda-feira, 1º de setembro, às 14h, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Pavilhão será sede da 42ª Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul (Expoargs), que ocorrerá simultaneamente à Expointer, de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025. Promovida pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), por meio do Programa Gaúcho de Artesanato (PGA), a feira estará aberta para visitação das 8h às 20h.

Ao todo, 189 artesãos de 56 municípios gaúchos irão expor e comercializar seus produtos em 124 estandes na Expoargs. A maior feira de artesanato gaúcho reunirá ampla variedade de técnicas tais como: cutelaria, tecelagem, patchwork, macramê, modelagem em couro, entalhe em madeira, típico regional, tapeçaria e pintura, entre outras.

Uma das atrações do evento será a exposição permanente “Saberes e Fazeres Artesanais”, um showroom que apresentará a diversidade do artesanato gaúcho. O espaço possibilitará ao público contemplar peças representativas da produção artesanal e, posteriormente, visitar os estandes para conhecer os artesãos e adquirir os produtos diretamente.

Participarão da feira artesãos de Alegrete, Alvorada, Ametista do Sul, Arroio do Meio, Arroio do Sal, Bagé, Barra do Ribeiro, Butiá, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Cachoeirinha, Camaquã, Campo Bom, Canoas, Capão da Canoa, Capela de Santana, Eldorado do Sul, Esteio, Fagundes Varela, Flores da Cunha, General Câmara, Gramado, Gravataí, Imbé, Lindolfo Collor, Marau, Morro Reuter, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Paraí, Passo do Sobrado, Passo Fundo, Pelotas, Portão, Porto Alegre, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, Santana do Livramento, Santo Antônio da Patrulha, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Sertão Santana, Sobradinho, Tapes, Taquara, Torres, Tramandaí, Venâncio Aires, Veranópolis, Viamão, Vila Flores e Xangri-Lá.

Os expositores foram selecionados por uma Comissão de Avaliação e Triagem, de acordo com os seguintes critérios: aplicação da técnica e qualidade do produto final; estética (equilíbrio e harmonia na criação das peças); produto associado à cultura local (possuir atributos / características culturais ou iconografia do estado); destaque técnico (artesãos apresentam trabalho diferenciado, em termos de criatividade, inovação, qualidade e domínio do processo produtivo, dentro da sua matéria-prima/técnica); ineditismo e diversidade (produtos, técnicas ou matérias-primas com referência cultural, únicas ou pouco frequentes no conjunto de artesãos inscritos para a oportunidade).

Resultados da edição anterior

Em 2024, a 41ª Expoargs registrou a comercialização de 25.999 peças, totalizando R$ 1.770.530,60 em vendas.

PGA

Desenvolvido pela FGTAS, o Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) incentiva a profissionalização e fomenta a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e apoio à comercialização. É responsável pela emissão da Carteira de Artesão, que viabiliza a isenção de ICMS para a circulação de produtos, a emissão de notas fiscais e a exportação de produtos como pessoa física, além da participação de exposições e feiras para comercialização dos produtos.





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Haddad diz que operações deflagradas pela PF chegaram à ‘cobertura’ do crime organizado



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (28), que as três grandes operações deflagradas no período da manhã em dez estados, chegaram à “cobertura” do sistema do crime organizado. Segundo o ministro, o combate a essas organizações exige uma resposta igualmente organizada e coordenada entre diferentes agentes públicos.

“Porque são muitas camadas que precisam ser abertas para se chegar no patrimônio do crime organizado, sem o que fica muito difícil você vencer o crime, porque se você prende uma pessoa, mas o dinheiro fica à disposição do crime, essa pessoa presa vai ser substituída por outra”, comentou o ministro.

Haddad citou que o esquema criminoso possui muitas camadas, envolvendo, por exemplo, fundos fechados, o que demanda a atuação de auditores fiscais com inteligência e precisão para identificar o destino final dos recursos.

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“Se não fosse por isso, nós não teríamos conseguido chegar a mais de mil postos de gasolina, quatro refinarias, mais de mil caminhões que estavam à disposição do crime organizado para transportar o combustível, geralmente adulterado”, disse o ministro.

Operação Carbono Oculto

Na manhã desta quinta-feira, uma megaoperação contra o crime organizado foi deflagrada por agentes da Polícias Federal e Militar, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), além de agentes e fiscais das Receitas Estadual e Federal.

A Operação Carbono Oculto é a maior feita até hoje contra a infiltração do crime organizado na economia formal e mira o setor de combustíveis e instituições financeiras sediadas na avenida Faria Lima, na capital paulista.

Ao todo 1.400 agentes estão cumprindo 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos em dez estados do país.

Mais duas outras operações simultâneas

A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou também nesta quinta-feira duas outras operações simultâneas voltadas ao combate à atuação do crime organizado na cadeia produtiva de combustíveis.

As duas operações, embora distintas, têm em comum o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro e envolvimento de organizações criminosas.

Operação Quasar

A Operação Quasar, conforme informações do site da Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. A investigação identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

De acordo com a PF, a estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.

Operação Tank

Também deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Tank tem como foco, conforme a PF, o desmantelamento de uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná.

O grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

PEC da Segurança

O ministro da Fazenda afirmou nesta quinta-feira que a aprovação da PEC da Segurança, em tramitação no Congresso Nacional, é o caminho para que a coordenação contra o crime organizado seja fortalecida no país.

“Vejo na PEC encaminhada pelo governo federal um caminho para que essa coordenação seja naturalizada, que seja o dia a dia da nossa ação contra o crime. Isso vai criar sinergias importantes entre as diversas forças envolvidas. O Brasil com isso lidera e fortalece as instituições para esse enfrentamento e protege o consumidor, que é a parte frágil disso tudo”, disse Haddad.

Ele acrescentou que essas operações visam ainda garantir a concorrência leal entre os atores do mercado de combustíveis. “Porque você acaba punindo o bom empresário não combatendo o crime organizado, você acaba criando uma assimetria no mercado com todas as decorrências disso que são muito deletérias para a economia brasileira”, emendou.

As três operações deflagradas nesta quinta-feira resultaram em 141 veículos apreendidos, 1.500 veículos sequestrados, mais de R$ 300 mil em dinheiro apreendidos, 41 pessoas físicas, 205 pessoas jurídicas, bloqueio de mais de R$ 1 bilhão, e bloqueio total de mais 21 fundos de investimento, além de sequestros de 192 imóveis e 2 embarcações.



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Dia da Avicultura alerta para os riscos de privatizar inspeção, diz Anffa Sindical



O Dia da Avicultura é celebrado nesta quinta-feira (28) e o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sinfical) enxerga dois grandes desafios para o setor: o risco de um novo foco de influenza aviária em granja comercial após o caso registrado em maio deste ano e o avanço da proposta de privatização das inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate em frigoríficos brasileiros.

A avicultura brasileira tem se mostrado uma potência consolidada: desde o primeiro embarque, em agosto de 1975, o país já exportou quase 100 milhões de toneladas de carne de frango para mais de 150 países. Atualmente, é o líder global em vendas externas.

“Porém, a confirmação de influenza aviária, há pouco mais de três meses, trouxe impactos imediatos ao comércio exterior. O episódio forçou o fechamento temporário de mercados estratégicos e reduziu as exportações brasileiras em 12,9% em maio, 21,2% em junho e 13,8% em julho. Apesar disso, o sistema de vigilância e biosseguridade, aliado ao trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários, foi fundamental para conter os danos”, diz o Sindicato, em nota.

O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, ressalta que graças à atuação dos fiscais, o Brasil conseguiu retardar a chegada do vírus da gripe aviária às granjas comerciais e preservar a confiança internacional na avicultura brasileira.

Privatização das inspeções

Macedo considera que outro risco ronda o setor: a proposta de privatização das inspeções ante mortem e post mortem realizadas nos frigoríficos.

Segundo ele, hoje essa fiscalização é realizada por auditores fiscais federais agropecuários, servidores públicos de carreira que atuam com isenção e critérios científicos, blindados de pressões econômicas.

Em nota, o Anffa Sindical afirma que transferir essa atribuição à iniciativa privada fragilizaria o controle sanitário, colocaria em risco a saúde da população e ameaçaria a credibilidade internacional da carne de frango brasileira.

“O prestígio que o Brasil conquistou como líder mundial em avicultura decorre justamente da seriedade e da independência da inspeção oficial. Transformar essa atividade típica de Estado em um serviço privado seria um retrocesso inaceitável, com consequências graves para a economia e para a saúde pública”, considera Macedo.

Por fim, o Sindicato enfatiza que o sucesso do setor não se explica apenas pelo volume de produção ou pela competitividade do agronegócio, mas também pela fiscalização pública rigorosa que garante alimentos seguros e mantém a confiança dos mercados internacionais.



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Produção de soja no Paraná atingirá 22 milhões de t, aponta Deral



O Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou seu relatório mensal de agosto estimando que a produção de soja do estado na safra 2025/26 deve atingir 22,048 milhões de toneladas, alta de 4% em relação às 21,153 milhões de toneladas produzidas na safra anterior (2024/25).

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Segundo informações divulgadas pela Safras & Mercado, a área plantada deve alcançar 5,798 milhões de hectares, ligeiramente acima dos 5,763 milhões de hectares da safra passada. Já a produtividade média está estimada em 3.803 quilos por hectare, crescimento frente aos 3.670 quilos por hectare registrados na safra 2024/25.

Plantio de soja no Paraná

Os trabalhos em campo com a soja começarão em breve no estado. O período do vazio sanitário começa no final de agosto e tem como objetivo combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam a soja, podendo atingir a planta em qualquer estágio de desenvolvimento. Em regiões onde a praga se manifestou de forma epidêmica, os danos à produção variaram entre 10% e 90%.

No Paraná, os prazos do vazio sanitário variam de acordo com a região. Na Região I, o período termina em 19 de setembro de 2025, permitindo o plantio de 20 de setembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026. Na Região II, o vazio sanitário se encerra em 30 de agosto, com a semeadura liberada de 31 de agosto a 31 de dezembro de 2025. Já na Região III, o período termina em 10 de setembro, com plantio permitido de 11 de setembro de 2025 a 10 de janeiro de 2026.



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AgroNewsPolítica & Agro

Engenheiros agrônomos são homenageados na cerimônia Deusa Ceres


Evento tradicional da AEASP acontece em 11 de setembro, no Instituto Agronômico de Campinas, e reconhece profissionais que se destacaram em 2024 em áreas estratégicas para o agro brasileiro.

Reconhecimento à excelência agronômica marca cerimônia em Campinas

A valorização dos profissionais que impulsionam o desenvolvimento sustentável do agronegócio será o foco da 53ª edição da cerimônia Deusa Ceres, promovida pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP). O evento está marcado para o dia 11 de setembro de 2025, às 18h, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e homenageará engenheiros agrônomos que se destacaram em 2024.

Entre os reconhecimentos, será entregue o título de Engenheiro Agrônomo do Ano a Ondino Cleante Bataglia, além das tradicionais medalhas Fernando Costa e Joaquim Eugênio de Lima. Também serão homenageados profissionais em categorias como ação ambiental, ensino, pesquisa, defesa agropecuária, extensão rural e iniciativa privada.

Destaques da premiação

A Medalha Fernando Costa reconhece a atuação de sete profissionais em diferentes frentes da engenharia agronômica. Entre os premiados, estão Otávio Vieira de Melo (Ação Ambiental), Gerson Casentini Filho (Assistência Técnica e Extensão Rural), Gisele Herbst Vazquez (Ensino), Oswaldo Júlio Vischi Filho (Defesa Agropecuária), Michel Henrique Reis dos Santos (Iniciativa Privada) e Oliveiro Guerreiro Filho (Pesquisa).

Já a Medalha Joaquim Eugênio de Lima, voltada a trajetórias de impacto institucional, será entregue a Joaquim Teotônio Cavalcante Neto.

Parcerias estratégicas e convite à colaboração

Desde sua criação, a cerimônia Deusa Ceres conta com o apoio de instituições públicas e privadas, que colaboram para a realização do evento e reforçam a representatividade da engenharia agronômica. Neste ano, a AEASP reforça o convite a empresas interessadas em apoiar a cerimônia como patrocinadoras nas categorias Bronze, Prata, Ouro ou Diamante.

“O apoio institucional é essencial para que possamos manter viva essa tradição que valoriza o trabalho técnico, ético e inovador de quem faz o agro acontecer”, afirma a diretoria da entidade.





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