quarta-feira, maio 6, 2026

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Planilha calcula custo de produção e tratamento da madeira na propriedade rural



A madeira tratada pode ter inúmeros usos no estabelecimento rural. Pensando nisso, a Embrapa Pecuária Sul (RS) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) disponibilizam ao produtor uma planilha exclusiva para o cálculo do custo de produção e do tratamento dessa matéria-prima. O objetivo é aprimorar o planejamento e a gestão do recurso nas propriedades.

A planilha auxilia no cálculo do volume de madeira a ser tratada; na obtenção da quantidade de insumos necessários; na inclusão de todos os custos envolvidos no tratamento e na obtenção do seu custo por peça tratada.

Caso o produtor tenha um plantio florestal na propriedade, a tecnologia também calcula o custo de produção com a opção de adicioná-lo ao custo envolvido no tratamento da madeira. Para fazer o download, clique abaixo:

Substituição de seiva

Um dos tratamentos recomendados pela Embrapa é o de substituição de seiva, considerado um procedimento simples para ser feito pelo produtor (veja Comunicado Técnico sobre). Para isso, é preciso dimensionar o volume da madeira a ser tratada e a quantidade de água e de produtos hidrossolúveis usados no processo.

Com a tecnologia, é possível fazer os cálculos automaticamente. “A planilha é um facilitador para o produtor rural calcular a quantidade de produto hidrossolúvel que será usado na sua solução preservativa. Em vez de estar fazendo uma série de cálculos, ele só vai inserir algumas informações na planilha e já vai ter automaticamente os resultados”, destaca o professor da UFPel e um dos responsáveis pela planilha, Leonardo Oliveira.

Conforme o pesquisador da Embrapa Hélio Tonini, também da equipe que desenvolveu a ferramenta, fazer esse tipo de tratamento na propriedade pode ser vantajoso, principalmente para produtores detentores de pequenas áreas florestais em monocultivos ou sistemas silvipastoris que necessitam de madeira tratada para a manutenção de cercas e demais construções rurais, reduzindo os custos com a compra de madeira e o frete até a propriedade.

Durabilidade da madeira na propriedade

Tonini conta que, décadas atrás, as tramas, mourões, palanques, postes etc. utilizados nas cercas das propriedades eram provenientes de espécies nativas, geralmente disponíveis no local, como o angico vermelho e a guajuvira, consideradas de alta durabilidade natural.

“A durabilidade era um fator determinante para a escolha do material utilizado, já que essas peças de madeira têm contato direto com o solo e são expostas às intempéries e a ação de fungos e insetos”, lembra o pesquisador.

“Com a escassez de madeiras nativas de alta durabilidade natural, passou-se a confeccionar essas peças a partir da madeira de eucalipto, normalmente de plantios mais jovens e mais suscetíveis à degradação por agentes decompositores e que necessitam de tratamento com substâncias químicas, capazes de protegê-la da biodegradação e de prolongar sua vida útil”, detalha.

Com o tratamento, a madeira tem durabilidade, no mínimo, cinco vezes maior. “Por exemplo, se nós colocarmos em contato com o solo, uma cerca com madeira de eucalipto sem nenhum tratamento vai durar de dois a três anos, no máximo, e vai se degradar. Entretanto, se fizermos o tratamento dessa peça, ela vai durar 15 anos ou mais. Portanto, a gente prolonga o uso e estende a vida útil desse material, e o produtor vai ter madeira com maior durabilidade dentro da sua propriedade” afirma.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vigilância Sanitária Animal reforça segurança e bem-estar dos pequenos animais que chegam à Expointer


O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, já recebeu cerca de 800 pequenos animais – galinhas e coelhos – para a 48ª Expointer, que abre os portões neste sábado (30/8). Para garantir a segurança sanitária e o bem-estar dos animais, bem como a proteção do público, 125 servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, entre médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas, atuam desde domingo (24) na admissão sanitária e no controle zootécnico dos exemplares.

A diversidade é um dos destaques do Pavilhão dos Pequenos Animais: são 33 raças de aves, 28 de coelhos e quatro de pássaros em exposição. De acordo com o comissário-geral da feira, Pablo Charão, a estrutura montada neste ano é considerada a mais avançada do país em termos de biossegurança. “Um dos diferenciais é a separação total entre os animais internos, participantes da exposição, e os externos, como aves silvestres. Essa medida busca prevenir a circulação de doenças, incluindo a gripe aviária”, ressalta.

Segundo a fiscal estadual agropecuária Liège Araújo, a concentração de animais exige rigor no controle sanitário para impedir a entrada de exemplares doentes. Com novidade em 2025, o pavilhão recebeu barreiras físicas inéditas, com cortinas plásticas e telas que bloqueiam a entrada de aves de vida livre, sem impedir a circulação do público. Após dois anos de restrição à participação de aves por questões sanitárias, a medida reforça a prevenção contra doenças.

Produtor e galo estreantes

Entre os expositores está Rafael Arenhardt, criador de 200 aves de raça pura em Cerro Largo. Ele trouxe 65 galinhas de sete raças diferentes e participa pela primeira vez de uma feira. Um de seus exemplares, um galo da raça New Hampshire de 10 meses, já passou por julgamento e concorre ao título de grande campeão da categoria.

“É a primeira vez que participo de uma feira, e estrear logo na Expointer é uma honra”, declara Rafael, que cria aves de raça pura desde 2019. O produtor saiu de sua cidade às 8h30 do último domingo e chegou às 7h30 de segunda-feira ao Parque Assis Brasil.

Vigilância e bem-estar animal

A equipe técnica da vigilância também é responsável pela homologação dos julgamentos zootécnicos, realizados por jurados externos, que avaliam os animais inscritos. Esta mesma equipe também emite os documentos sanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), necessária para a movimentação dos exemplares. Os julgamentos ocorrerão ao longo de três dias, definindo os animais padrão da feira, com homologação oficial divulgada após as avaliações.

Os requisitos de admissão variam conforme a espécie. Para aves, são exigidos nota fiscal, GTA, atestado sanitário emitido por médico veterinário, aplicação de anilhas de identificação, protocolo vacinal contra as doenças de Newcastle e Marek, além de exame negativo para Salmonella. Para coelhos, é necessário apresentar o atestado sanitário com identificação por tatuagem, além da nota fiscal e da GTA.

Além das medidas de segurança sanitária, a preocupação com o bem-estar animal também é prioridade. Ventiladores foram instalados para reduzir os efeitos do calor nas aves, e a equipe permanece de prontidão durante todo o evento, monitorando constantemente os animais, acompanhando as vendas e prestando suporte na saída dos exemplares comercializados. “Em qualquer eventualidade, estamos preparados para agir e implementar as medidas necessárias”, afirma Liège Araújo.





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Ferramenta é capaz de ajudar a aquicultura no combate as mudanças climáticas



A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou o Aqua-Adapt, ferramenta que apoia a criação de uma estratégia de adaptação da aquicultura às mudanças climáticas, orientando governos, produtores, pesquisadores e demais atores da cadeia produtiva.

A aquicultura, uma das atividades que mais cresce na produção de alimentos, enfrenta desafios cada vez maiores diante das mudanças climáticas. Ondas de calor, variações na salinidade, redução de oxigênio na água e o aumento de eventos extremos afetam diretamente espécies cultivadas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Fernanda Sampaio, a relevância do lançamento do Aqua-Adapt se amplia pelo fato de tratar de um tema sensível e ainda pouco explorado em termos de soluções práticas.

“Embora a vulnerabilidade da aquicultura às mudanças climáticas seja amplamente reconhecida, há escassez de ferramentas metodológicas que ajudem produtores, gestores e formuladores de políticas a transformar diagnósticos em planos de ação concretos”, diz.

De acordo com Fernanda Sampaio, o documento preenche uma lacuna essencial ao oferecer um roteiro estruturado, baseado em ciência e participação social, que traduz a complexidade do problema em etapas claras e aplicáveis em diferentes contextos.

A versão preliminar foi submetida a revisão internacional antes de ser testada em dois estudos de caso: a criação de salmão e a produção de mexilhão no Chile. Essas experiências ajudaram a refinar o quadro metodológico, garantindo sua aplicabilidade prática em diferentes contextos.

Seis etapas para enfrentar riscos climáticos

  • 1. Definir a unidade de adaptação: pode ser uma fazenda, uma espécie ou uma região, considerando sempre o contexto socioecológico.
  • 2. Selecionar projeções climáticas: escolher modelos e cenários que sirvam de base para o planejamento.
  • 3. Avaliar riscos e vulnerabilidades: identificar os principais perigos, níveis de exposição e capacidade adaptativa.
  • 4. Elaborar um plano de adaptação: definir ações de curto, médio e longo prazo, avaliando eficácia, custos, viabilidade técnica, benefícios adicionais e riscos de má adaptação.
  • 5. Implementar a estratégia: colocar em prática o plano de trabalho com a participação das partes envolvidas.
  • 6. Monitorar e avaliar continuamente: ajustar medidas de acordo com os resultados e novas informações disponíveis.

De acordo com a pesquisadora da Universidade de Concepción, Doris Soto, o grande diferencial da ferramenta é combinar análise de riscos com um processo participativo, que envolve desde produtores até gestores públicos, permitindo alinhar ciência e prática em prol da resiliência climática.

Orientação para políticas e investimentos

O documento final está organizado em três capítulos: uma revisão dos principais desafios da aquicultura frente ao clima; a descrição do processo de desenvolvimento e implementação do Aqua-Adapt; e os resultados da aplicação prática no Chile. Além disso, traz um anexo com resumo impresso do quadro metodológico, pensado para facilitar a consulta por técnicos, gestores e produtores.

O Aqua-Adapt é também uma ferramenta de apoio à formulação de políticas públicas e à definição de investimentos, uma vez que organiza o processo de adaptação de forma sistemática e comparável entre países.

Setor estratégico em transformação

A aquicultura é responsável por mais da metade do pescado consumido no mundo e desempenha papel crescente na segurança alimentar global. No entanto, sua alta vulnerabilidade a impactos climáticos exige estratégias urgentes e coordenadas.

Especialistas destacam que a resiliência do setor depende de esforços que integrem desde a escala local (fazendas, espécies e sistemas produtivos) até a governança nacional e internacional.



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Clima favorável deve impulsionar crescimento da produção de soja para a safra 2025/26



A produção de soja para a safra 2025/2026  deve atingir 75,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,1% em relação à safra anterior, segundo dados da Cog Consultoria. Esse aumento é impulsionado por uma combinação de fatores, como a recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, que superou um ciclo difícil de adversidades climáticas, e o crescimento da área plantada, especialmente nas regiões do Arco Norte.

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O aumento na área plantada será mais moderado em relação às temporadas anteriores, estimando um crescimento de cerca de 2%, o que corresponde a aproximadamente 900.000 hectares, Carlos Cogo, analista da Cog Consultoria. A expansão da soja será concentrada no Arco Norte, que inclui estados como Rondônia, Acre, e partes do Pará e Matopíba, além de uma substituição de arroz por soja no Rio Grande do Sul, que enfrenta um mercado negativo para o grão.

Clima favorável

Ao contrário de anos anteriores, a safra 2025/2026 se beneficiará de uma “neutralidade climática”, explica Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Isso significa que o fenômeno El Niño, que causou grandes prejuízos no passado, não será um fator determinante nesta temporada. Müller diz que as chuvas deverão retornar no momento adequado para a maioria das regiões produtoras, o que favorece as colheitas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A expectativa é que as condições climáticas, como a redução do calor excessivo, beneficiem a safra como um todo.

Geopolítica

Outro ponto crucial para a safra 2025/26 será o  impacto das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China sobre o mercado global de soja. Cogo destacou que a guerra tarifária e o aumento das tarifas impostas pelos EUA à soja chinesa vêm gerando mudanças no fluxo de comércio. Em agosto, os EUA não conseguiram vender soja para a China, um mês tradicionalmente crucial para as encomendas. Esse cenário tem beneficiado o Brasil, que já exportou 75% de sua soja para o mercado chinês até julho deste ano, alcançando um recorde histórico.

Apesar disso, Cogo alerta que a evolução do mercado internacional dependerá de um eventual acordo entre os EUA e a China, o que poderia reverter as atuais condições comerciais. Caso a tarifa de 23% seja reduzida ou eliminada, as exportações dos EUA poderiam voltar a ser competitivas, afetando diretamente o preço da soja no Brasil.

Estoques e demanda

A alta demanda por soja não se limita ao mercado externo. A mistura de biodiesel, com 15% de biodiesel no óleo diesel a partir de agosto, tem aumentado a demanda interna por óleo de soja. O analista da COG Consultoria avalia que o Brasil pode enfrentar um estoque muito baixo de soja na virada da safra, com estoques quase zerados devido à intensa exportação e à crescente demanda interna. Em 2026, as exportações dependem do ritmo de colheita precoce, com a soja do Cerrado, por exemplo, podendo atender à demanda da China já em janeiro.



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Brasileiro é destaque na segunda noite da competição internacional na Festa do Peão de Barretos



O 32º Barretos International Rodeo teve o 2º round de montarias na arena do Parque do Peão, na noite de sexta-feira (29). Após o mexicano Álvaro Alvarez se destacar na primeira noite, desta vez o brasileiro Caio Vinicius Fazan, de Andradina (SP), recebeu 89,75 pontos ao parar no touro Sai do Eixo, da Companhia Tércio Miranda. A segunda melhor nota foi conquistada por Ademir Filho Izidoro, de Lagoa Santa (GO), com 88,50 pontos, montando o touro Mensageiro, da Companhia BR – Bananinha.

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 Dos 35 competidores da etapa internacional, permanecem invictos Vitor Manoel Dias (Sales/SP), Douglas Xavier (Santa Cruz de Monte Castelo/PR) e o campeão de 2023, Warley Oliveira Silva (Aparecida do Taboado/MS). Na classificação, Vitor Dias lidera com 174,00 pontos; Douglas Xavier aparece em segundo, com 165,50 pontos; e Warley Oliveira Silva ocupa a terceira posição, com 160,75 pontos.

 Melhor Boiada

Na disputa entre as boiadas que participam do 32º Barretos International Rodeo, a liderança é da Companhia Califórnia, com 44,67 pontos. A tropa busca o bicampeonato em Barretos após vencer em 2024.

Grande final

Nesta sexta-feira (29), 12 competidores conseguiram pontuar. No total, 18 atletas já registraram ao menos uma parada nos dois dias de disputa. As eliminatórias prosseguem neste sábado (30), quando os 25 melhores retornam à arena do Parque do Peão em busca de vaga na grande final.

Transmissão

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025. O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380)



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Tarifaço afeta a previsibilidade e o crescimento da economia, avalia ex-diretor da OMC



Em entrevista ao Canal Rural, o diplomata e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, avaliou os impactos a longo prazo do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Azevedo destacou que a nova política tarifária de Donald Trump causa um desarranjo significativo na economia global, afetando a previsibilidade dos mercados e gerando incertezas.

“Hoje, o sistema multilateral não está funcionando. As regras da OMC não estão sendo respeitadas. Isso cria um cenário de total imprevisibilidade. O impacto será negativo, tanto nos fluxos de investimento quanto no crescimento econômico, além de gerar pressões inflacionárias. Minha esperança é que, no futuro, haja algum tipo de acomodação que leve a uma estabilidade sem uma ruptura tão drástica”, afirmou Azevedo.

Ele também ressaltou que, embora os efeitos no valor agregado da economia brasileira possam não ser tão visíveis em termos absolutos, o impacto setorial será muito mais forte. “O efeito será mais evidente em setores específicos, principalmente em indústrias que dependem 100% das exportações para os Estados Unidos. São milhares de empregos em risco se essa situação persistir”, afirmou o ex-diretor da OMC.

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Azevedo ressaltou que muitos setores da economia brasileira têm uma dependência crucial do mercado norte-americano, e a imposição de tarifas elevadas pode levar a uma desaceleração econômica significativa. “Não vou nomear setores específicos para não ser injusto, mas o impacto será devastador para muitas indústrias”, completou.

Brasil acionou a OMC

Em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos EUA, o Brasil acionou formalmente a Organização Mundial do Comércio. A denúncia brasileira foi motivada pelo aumento de tarifas sobre produtos como aço e alumínio, que impactam diretamente a indústria nacional. O governo brasileiro considera essas tarifas como uma violação das regras comerciais internacionais estabelecidas pela OMC.

Apesar de aceitar a consulta solicitada pelo Brasil, os Estados Unidos argumentaram que as tarifas impostas estão relacionadas a questões de segurança nacional, o que complica o processo de resolução no âmbito da OMC. Esse tipo de justificativa é permitido em certas circunstâncias, mas precisa ser bem fundamentada para que seja aceita pelas autoridades internacionais.

A ação do Brasil visa garantir que as regras do comércio global sejam cumpridas, buscando uma solução que proteja os interesses da indústria nacional, sem prejudicar a estabilidade econômica global.



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AgroNewsPolítica & Agro

oferta atende frigoríficos, mas sem excedentes



Mercado do boi encerra semana sem variações em São Paulo




Foto: Divulgação

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “as cotações fecharam a semana estáveis, sem alterações em relação ao dia anterior”.

De acordo com o levantamento, a oferta de bovinos foi suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne no mercado interno continuou, embora em ritmo menor em relação ao início do mês. As exportações mantiveram desempenho positivo. As escalas de abate no estado estavam, em média, programadas para nove dias.

No Mato Grosso, o cenário variou entre estabilidade e alta, dependendo da região. No Norte, não houve alteração nos preços. No Sudoeste, os valores permaneceram estáveis para boi gordo e novilha, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 3,00/@, enquanto a da novilha não sofreu mudanças. No Sudeste, não foram registradas alterações em nenhuma categoria. O preço do chamado “boi China” também não variou. Todos os valores foram brutos e com prazo.

Na região Sudeste de Rondônia, a entressafra de capim e a redução da capacidade de suporte dos pastos diminuíram a oferta de bovinos terminados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações incentivou os frigoríficos a oferecer preços maiores. “Na comparação diária, a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 1,00/@, enquanto a da vaca e da novilha registrou alta de R$ 2,00/@”, informou a Scot Consultoria. As escalas de abate na região atenderam, em média, a oito dias.





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ILP e irrigação: a receita para produzir carne e grãos o ano todo


Pecuaristas, a busca por uma produção de carne e grãos mais sustentável e de alta precisão é uma realidade em muitas fazendas brasileiras. Para garantir a produção o ano todo, mesmo em tempos de seca e veranicos, a Agropecuária Maragogipe tem investido pesado em tecnologia e em sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a irrigação. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história.

Em mais um episódio de “A Saga Maragogipe”, o diretor de Operações Agropecuárias, Lucas Marques, e o supervisor agrícola, Emanuel Pereira Araújo, mostraram o trabalho de preparo de solo para a implantação de um novo projeto de irrigação na fazenda, destacando como o sistema ILP e a irrigação se complementam para um negócio de alta performance.

O solo como base da produção: ILP e preparo de solo

Plantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipePlantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Plantio de soja em área de integração. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Na Agropecuária Maragogipe, a principal premissa é investir no solo, a base de toda a produção agrícola e animal.

A fazenda está em um projeto contínuo de recuperação do solo, com a implantação de 500 hectares de área irrigada. No entanto, o projeto não se resume a apenas “colocar a água”, mas a preparar o solo de forma estratégica.

O preparo do solo é feito com um arado da Iveco, que revira o solo em uma profundidade de 35 a 40 centímetros.

O objetivo é corrigir a acidez e fornecer calcário, gesso e micronutrientes, permitindo que as raízes da soja ou do capim se aprofundem em busca de água e nutrientes, o que é fundamental para a produtividade.

A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é o coração da produção da fazenda. A metodologia convencional da ILP, que é utilizada em 90% da área da fazenda, consiste em:

  • Plantar soja: Colhe-se a soja na época das águas.
  • Plantar capim: A área é destinada para a safra de carne.
  • Plantio direto de soja: Quando o gado sai da área de pasto, a massa que fica é utilizada para o plantio direto da soja na safra seguinte.

A presença do boi no pasto ajuda a melhorar o solo, fazendo com que as raízes do capim se aprofundem, o que contribui para o sucesso da cultura seguinte.

Irrigação: garantindo a produção o ano todo

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Foto: Reprodução

A irrigação é uma ferramenta de suma importância para o negócio, pois ela corta os veranicos, que causam quebras de safra e perdas de produtividade. Mesmo com o preparo do solo, a temperatura pode influenciar na produção, e a água é um fator que mitiga o risco, garantindo a produtividade.

O sistema da Agropecuária Maragogipe, com a integração da agricultura e da pecuária e o uso da irrigação, cria um ciclo dinâmico e versátil. Após uma safra de soja, uma safra de milho com capim pode ser plantada.

O milho se transforma em silagem para o confinamento, e depois a área é usada para a safra de boi, ou para silagem de capim. O sistema de ILP faz com que 1+1 seja igual a 3, dando mais dinamismo e alternativas ao negócio.

A produção de carne e grãos na fazenda é um caminho sem volta, e o investimento em preparo de solo, ILP e irrigação tem se mostrado viável e de alta rentabilidade.

O sucesso da Agropecuária Maragogipe, com produções de até 87 sacas de soja por hectare, comprova que a tecnologia, a gestão e a sustentabilidade andam de mãos dadas para garantir a produção o ano todo.



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Ciclone provoca temporais com queda de granizo e ventos fortes



Um ciclone extratropical deve se formar na altura do Uruguai, trazendo temporais não só para o Rio Grande do Sul, mas também para grande parte do Centro-Oeste. Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, a virada de domingo (31) para segunda-feira (1) trará a canalização da umidade, atingindo áreas de fronteira com a Bolívia e Mato Grosso, Paraguai, Mato Grosso do Sul e até Rondônia.

Parte do estado do Rio Grande do Sul estará sob risco de queda de granizo e rajadas de vento intensas no domingo (31). A partir de segunda-feira (1), o sistema se desloca para o oceano, formando uma frente fria que permanecerá estacionária sobre o Rio Grande do Sul durante toda a semana. A previsão é de chuva, granizo e rajadas de vento, com risco de danos às estruturas agrícolas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Nos próximos cinco dias, a previsão é de chuvas entre 30 a 40 mm, mas o acumulado pode superar os 200 mm ao longo da semana, especialmente nas áreas produtoras do centro do Rio Grande do Sul. Em locais como Cruz Alta, espera-se um acúmulo superior a 200 mm até a segunda quinzena de setembro.

Esse volume de chuva pode provocar alagamentos e deslizamentos de terra. Com a previsão de temporais durante toda a semana, há risco de queda de árvores e, consequentemente, de interrupção no fornecimento de energia.

No entanto, a partir do dia 5, a temperatura começa a cair, com mínimas chegando a 8°C, mas sem risco de geada. As temperaturas devem se manter dentro da média para a época do ano,afirma Arthur.

Em contrapartida, as demais regiões do país terão tempo mais firme. São Paulo e Triângulo Mineiro terão dias secos, enquanto o Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais enfrentam chuvas. No Centro-Oeste, a chuva se concentra apenas no domingo (31) em Mato Grosso do Sul e nas áreas de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.

Na Região Norte, a previsão é de chuvas isoladas, com temperaturas que podem chegar a 37°C a 38°C no Matopiba e Rondônia até o final de semana e o tempo segue firme também no Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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