terça-feira, abril 7, 2026

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Manejo correto das pastagens pode reduzir emissões de metano



As emissões de metano da pecuária brasileira atingiram um recorde histórico em 2023, segundo levantamento do Observatório do Clima. O país liberou 20,8 milhões de toneladas de metano na atmosfera, 6% a mais que em 2020, e 75% desse total veio da agropecuária, especialmente da fermentação entérica, popularmente conhecida como o “arroto do boi”.

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O resultado preocupa, uma vez que o Brasil se comprometeu, durante a COP26, a reduzir em 30% o volume de metano até 2030, tomando como base o nível de 2020. Para pesquisadores, o desafio é grande, mas há soluções concretas ao alcance do produtor rural.

Manejo sustentável e aumento da produtividade

De acordo com especialistas ouvidos pelo Jornal da Unesp, o caminho mais eficiente para mitigar as emissões de metano passa pela intensificação sustentável da pecuária — ou seja, produzir mais carne e leite com menos animais.

O professor Ricardo Reis, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, afirma que o manejo das pastagens é uma das chaves para equilibrar produtividade e sustentabilidade.

“O grande problema é que muitos pecuaristas ainda não entendem a pastagem como uma cultura”, diz. “Quando o capim é tratado como uma lavoura, com correção de solo, adubação e manejo adequado, o gado come melhor, emite menos metano e o solo passa a estocar carbono.”

Impacto da metodologia de cálculo do rebanho

Reis reforça que pastagens de qualidade reduzem a digestão de fibras pobres, principal causa da liberação de metano pelos ruminantes. Além de diminuir as emissões, o manejo correto evita a degradação ambiental e melhora o desempenho zootécnico do rebanho.

Outro ponto levantado pelos pesquisadores é a metodologia usada para calcular o rebanho nacional, que impacta diretamente nas estimativas de emissões. O engenheiro agrônomo Abmael Cardoso, da Unesp, contesta os números oficiais do IBGE, que estimam 238,2 milhões de cabeças de gado no país. Segundo ele, os cálculos oficiais não refletem os ganhos de produtividade alcançados nas últimas décadas e acabam superestimando o número real de animais.

“Há um descompasso entre as metodologias usadas pela política fundiária e pela política ambiental. Isso distorce as emissões e ignora os avanços obtidos com sistemas integrados e o uso de tecnologias no campo”, afirma Cardoso.

Mesmo reconhecendo o esforço dos órgãos públicos, o agrônomo defende estratégias de mitigação focadas na fase de cria, do nascimento ao desmame do bezerro. “Com bezerros mais pesados e produtivos, teremos menos animais para produzir o mesmo volume de carne e, consequentemente, menos emissões de metano”, conclui.

A combinação de melhor manejo de pastagens, nutrição equilibrada e planejamento produtivo tem se mostrado o caminho mais promissor para que o Brasil cumpra sua meta de reduzir as emissões de metano.

Na prática, isso significa que o produtor é peça central da solução climática, com o poder de transformar o rebanho em uma ferramenta de mitigação, e não apenas de emissão. “Pastagem verde é sinônimo de boi saudável, solo fértil e futuro sustentável”, resume Ricardo Reis.

Com informações de: canaldocriador.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Embrapa inaugura banco de sêmen para conservação do tambaqui



A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas/TO) deu mais um passo importante para a conservação e melhoramento genético do tambaqui (Colossoma macropomum), uma das espécies mais relevantes da aquicultura brasileira. Nesta segunda-feira (20), foi inaugurado o Banco de Sêmen de Peixes Nativos, que visa conservar, por meio de congelamento, material genético de tambaquis selecionados.

Esse projeto foi desenvolvido ao longo de sete anos e contou com um investimento de R$ 3 milhões na formação de uma população de peixes com variabilidade e pureza genética. O objetivo é garantir a preservação e a qualidade genética da espécie, fundamental para a sustentabilidade da aquicultura no país.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Doença viral em rebanhos preocupa pecuaristas na França



O governo francês soou o alerta na sexta-feira (17) ao confirmar novos casos da doença da pele nodular, enfermidade viral altamente contagiosa que atinge bovinos e ameaça o setor pecuário do país. A França enfrenta a primeira disseminação da doença na Europa Ocidental, e o avanço dos surtos preocupa autoridades e pecuaristas.

Segundo a ministra da Agricultura, Annie Genevard, o país vive “um momento crítico” e o futuro da pecuária francesa está em jogo. Em visita à região de Jura, onde o primeiro caso foi identificado recentemente, ela anunciou a suspensão das exportações de gado por 15 dias como medida preventiva.

“É essencial mantermos nossos esforços para proteger o rebanho bovino francês. Vamos enfrentar o desafio juntos, como temos feito desde junho passado”, afirmou Genevard.

A dermatose nodular contagiosa causa lesões na pele, queda na produção de leite e prejuízos econômicos significativos, embora não represente risco à saúde humana. O vírus é transmitido por insetos e pelo contato direto entre animais infectados.

Nesta semana, três novos surtos foram confirmados em municípios dos Pirineus Orientais, La Bastide, Oms e Valmanya , a cerca de 30 quilômetros da fronteira com a Espanha. As autoridades determinaram vacinação obrigatória nas áreas afetadas e investigam uma possível ligação com casos registrados em território espanhol.

Após uma redução dos surtos em agosto, resultado de uma campanha de vacinação em massa, os casos voltaram a crescer neste mês, avançando do leste para o sudoeste francês.

Além da doença da pele nodular, a França também enfrenta a língua azul, outro vírus que atinge bovinos e ovinos e vem se espalhando pela Europa. Itália e Espanha também registraram, pela primeira vez neste ano, a presença da dermatose nodular em seus rebanhos.



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exportação recorde e demanda aquecida dão fôlego a preços no último trimestre do ano



Após um período de quedas nos preços, o mês de setembro foi favorável em relação à demanda por animais no mercado, o que tem trazido certo ânimo para negociações no último trimestre de 2025. 

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea), ao todo, 348 mil toneladas de carne bovina (produtos in natura quanto industrializados) foram embarcadas no mês passado, o maior volume mensal da série da secretaria, iniciada em 1997.

Para o doutor em economia e coordenador do mestrado profissional em agronegócio do FGVAgro, Felippe Serigati, o resultado é puxado por uma condição de mercado que gera sustentação nos preços da pecuária, sobretudo em um momento em que a demanda pela carne brasileira no setor externo está aquecida.

“Sazonalmente, o quarto trimestre é um período mais forte mesmo. A gente não pode esquecer que a preferência sempre na média do brasileiro é a carne bovina. Tendo renda, é fila no açougue. Tem condições, tanto da oferta como da demanda, para gerar sustentação desses preços”, disse.

Exportações em recorde histórico

Ao todo, de acordo com a Secex, o total exportado de janeiro a setembro alcançou 2,41 milhões de toneladas, superando em 15,4% o resultado do mesmo período de 2024 e estabelecendo um novo recorde. 

China e Hong Kong foram os grandes protagonistas desse movimento, respondendo por 56,7% do total da carne vendida pelo Brasil. A demanda segue aquecida pela necessidade de formar estoques para o Ano-Novo Chinês que, em 2026, ocorrerá em 17 de fevereiro. 

“O grande mercado de carne bovina brasileira é o interno, mas no processo de formação de preços, quem forma muito mais esse preço é justamente o setor externo. Ele é o grande driver de formação. E um setor externo aquecido tende a gerar as condições para sustentar o preço da carne bovina brasileira”, disse Serigati.

Efeito do clima

Nesse contexto, vale destacar ainda que o cenário climático para o fim de outubro e o mês de novembro será marcado pela atuação do fenômeno La Niña, principal motor para o retorno das chuvas volumosas, com precipitações acima da média para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. 

Em entrevista recente ao programa Giro do Boi, o meteorologista Arthur Miller afirmou que a previsão de chuva acima da média se estende também para o Matopiba – região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia – e Pará.

No entanto, de acordo com Serigati, apesar da maior quantidade de precipitações em relação aos meses anteriores, elas devem ficar abaixo do normal para o período. 

“Se comparado à média histórica das diversas regiões do país, somente ali da porção mais central e Sudeste do país, estamos falando de um volume de chuva abaixo da média histórica. Isso, naturalmente, pode vir a comprometer a qualidade das pastagens com os todos os efeitos que isso tem, naturalmente, sobre os preços da pecuária”, destacou.

Projeções para o trimestre

Para o intervalo entre outubro e dezembro de 2025, o economista acredita que o cenário para a pecuária deve ser confortável, impulsionado por um consumo mais aquecido e expectativa de volumes recordes de carne bovina exportada.

“Olhando para 2026, o governo está mantendo a política fiscal extremamente expansionista. O ritmo dos embarques deve prosseguir. Deve ter só aquela pausa devido ao Ano Novo Chinês, mas isso é sazonal, o mercado já se prepara para isso. Acho que os fundamentos para sustentação dos preços da pecuária de corte são bem sólidos”, finalizou.



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Mato Grosso do Sul se destaca como polo florestal do Brasil; entenda



O estado de Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos maiores polos florestais do Brasil, com um crescimento significativo impulsionado pelos sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Segundo a Indústria Brasileira de Árvores, em apenas uma década, a área de florestas plantadas no estado aumentou 88%.

Em 2014, Mato Grosso do Sul registrava 833 mil hectares de florestas plantadas; no ano passado, esse número ultrapassou 1,5 milhão de hectares. Em 2024, a área cresceu 15% no estado.

Destes, 99,5% correspondem ao eucalipto, destinado à indústria de celulose. Mato Grosso do Sul ocupa a vice-liderança no ranking nacional de árvores plantadas, atrás apenas de Minas Gerais, e busca ser o primeiro estado Carbono Neutro do Brasil até 2030.

Crescimento sem impacto na pecuária

A expansão florestal do estado é acompanhada por um aumento na capacidade de integrar diferentes atividades. No que se refere aos sistemas integrados de produção, como a ILP e a ILPF, Mato Grosso do Sul é o líder nacional, com mais de três milhões de hectares nessas modalidades.

O crescimento da área de florestas plantadas não prejudicou a pecuária. Em 20 anos, o estado reduziu suas áreas de pastagens em mais de 15%, muitas delas convertidas para o cultivo de eucalipto, sem impactar a produção de carne, que aumentou em quase 10% no mesmo período.

Essa situação demonstra que a intensificação e o uso inteligente da terra, por meio da integração, permitem ao pecuarista ceder áreas para outras culturas e ainda assim aumentar sua produção. O estado, portanto, se destaca na implementação de práticas sustentáveis que favorecem tanto a agricultura quanto a pecuária.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Operação apreende quase 7 mil m³ de madeira ilegal no Pará



O Ibama, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Força Nacional, iniciou neste mês nova fase da Operação Maravalha, no município de Rurópolis (PA).

A ação tem como objetivo combater o desmatamento e o comércio ilegal de madeira visto que a região contém dezenas de serrarias suspeitas de receber matéria-prima procedente de terras indígenas e unidades de conservação federais.

Em uma semana de operação, os agentes flagraram diversas indústrias madeireiras em situação irregular, sem licença ambiental e com estoques de madeira sem origem legal comprovada.

A ação também identificou pontos clandestinos de armazenamento de toras, sem qualquer identificação, utilizados para ocultar grandes quantidades de madeira ilegal.

Ação bem-sucedida

Até o momento, as equipes identificaram dois locais de ocultação, contendo cerca de 630 toras, o que corresponde a aproximadamente 1.825 m³ de madeira, material que está sendo inutilizado, conforme prevê a legislação ambiental.

Além disso, os agentes identificaram sete serrarias operando ilegalmente, o que resultou na apreensão de aproximadamente 4.300 m³ de toras e 823 m³ de madeira serrada.

O Ibama aplicou diversas multas até o momento, relacionadas a infrações ambientais como funcionamento sem licença, depósito de madeira ilegal e prestação de informações falsas.

A gerente regional do ICMBio na Amazônia, Carla Lessa, afirma que a fiscalização de irregularidades nas unidades de conservação do Pará permanecerá ocorrendo de forma ininterrupta.

“Há previsão legal tanto para o exercício de quaisquer atividades econômicas quanto para os usos permitidos em nossas reservas extrativistas e florestas nacionais, que prezam por modalidades sustentáveis. A prática ilegal e degradadora do meio ambiente, seja na extração da madeira ou na mineração, será efetivamente combatida”, ressalta.

O coordenador da operação, Luciano Silva, comentou que o apoio das demais instituições foi fundamental para o êxito da operação. O ICMBio disponibilizou a infraestrutura e apoio operacional, enquanto a Força Nacional assegurou a integridade dos agentes.

Parte da madeira apreendida está sendo destinada a órgãos da administração pública, conforme os procedimentos legais de destinação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feijão enfrenta desafios de qualidade e apresentação



Outro ponto de atenção destacado é a baixa umidade dos grãos


Outro ponto de atenção destacado é a baixa umidade dos grãos
Outro ponto de atenção destacado é a baixa umidade dos grãos – Foto: Pixabay

A safra de feijão deste ano tem enfrentado dificuldades significativas, principalmente em relação à qualidade dos grãos. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), um comprador relatou que grande parte do produto disponível apresenta defeitos como grão miúdo, presença de palha e cisco, exigindo muitas vezes a passagem pela máquina para tentar corrigir ou ao menos reduzir esses problemas.

Apesar desses desafios, parte do feijão é empacotada mesmo com essas condições, buscando atender à realidade do varejo, que precisa de preços competitivos para atrair consumidores. Outro ponto de atenção destacado é a baixa umidade dos grãos, que compromete a uniformidade do enchimento dos pacotes e prejudica a apresentação visual do produto nas prateleiras.

Em termos de preços, é possível afirmar que o Feijão-carioca nota 8,5, com peneira acima de 90/12 e umidade em torno de 11%, tem sido negociado entre R$ 240 e R$ 250, embora negócios ocorram também abaixo dessa faixa. Lotes de qualidade inferior, com peneira menor e baixa umidade, variam de R$ 180 a R$ 210, dependendo da quebra de fundo e das condições do grão.

Apesar das dificuldades, segundo o Instituto, o comprador acredita que o momento é sazonal e que o mercado deve se normalizar nos próximos meses. No entanto, ele alerta que muitos produtores podem reavaliar seus plantios devido ao impacto das pragas e à frustração com os resultados desta safra. Ainda assim, a confiança na recuperação do mercado permanece, com base no histórico da cadeia produtiva. As informações foram divulgadas no encerramento da semana.

 





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Chuvas benéficas e acima de 50 mm devem chegar em breve; veja quando e onde



A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja do país indica uma mudança importante no padrão de chuvas nos próximos dias. O solo começa a apresentar melhora na umidade em áreas do norte de Mato Grosso do Sul e do sul de Mato Grosso, mas ainda há necessidade de volumes mais expressivos em Goiás, Minas Gerais e no interior do Matopiba, onde o avanço do plantio segue limitado pela falta de precipitação.

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Uma frente fria continua avançando pelo país, levando chuva para o Tocantins e o interior do Matopiba, especialmente para o oeste da Bahia, com acumulados entre 30 e 40 milímetros nos próximos cinco dias. No Centro-Sul, o ar mais seco favorece o andamento dos trabalhos de campo, já que não há previsão de chuva.

Nova Mutum (MT)

Em Nova Mutum (MT), o tempo deve permanecer firme até o dia 26 ou 27 de outubro, com o retorno das chuvas previsto para o início de novembro. A primeira quinzena do mês deve registrar mais de 100 milímetros, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras.

Nova frente fria à vista

Na próxima semana, uma nova frente fria deve avançar sobre o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com acumulados que podem ultrapassar 80 milímetros em cinco dias, especialmente no Paraná.

A precipitação também alcança o sul de Goiás e o oeste de Mato Grosso, porém com volumes mais modestos, entre 10 e 15 milímetros, o que ainda gera preocupação entre produtores devido à má distribuição das chuvas.

Alta Floresta (MT)

No norte de Mato Grosso, em municípios como Alta Floresta, a previsão indica mais 15 a 20 milímetros de chuva até quarta-feira (22), seguida por um período de tempo firme entre os dias 23 e 28. Na virada do mês, o cenário muda: estão previstos acumulados superiores a 200 milímetros, o que deve normalizar a umidade do solo e garantir o avanço do plantio.

Fim de outubro

A expectativa é que as precipitações mais volumosas retornem a partir do fim de outubro, ultrapassando 50 mm. Isso proporcionará melhores condições aos produtores de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e do interior do Matopiba.

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Chuvas irregulares preocupam sojicultor; USDA aponta lavouras em boas condições nos EUA



O plantio da safra 25/26 de soja no Brasil avançou nos últimos dias, porém, em ritmo lento. Segundo a plataforma Grão Direto, os trabalhos seguem abaixo da média histórica dos últimos cinco anos. Em Mato Grosso, por exemplo, a escassez de chuvas retardou o início das atividades, enquanto no Rio Grande do Sul o excesso de umidade atrasou o plantio em algumas áreas.

Em relação à semeadura, nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, o cultivo ocorre principalmente em áreas irrigadas, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das lavouras. No Norte e Nordeste, o retorno das chuvas, especialmente em Tocantins e Pará, tem acelerado o plantio ao melhorar a umidade do solo.

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Além dos trabalhos em campo, o mercado foca o olhar, também, para o ‘tarifaço’, já que Brasil e Estados se reuniram para discutir sobre o tema. Até o momento, nenhuma atualização foi divulgada.

Shutdown

Por falar em Estados Unidos, o shutdown do país se estendeu ao longo da semana, interrompendo a divulgação de dados essenciais sobre as safras e trazendo cautela e incertezas ao mercado internacional.

Em Chicago, os contratos de soja apresentaram comportamentos distintos. O vencimento para agosto de 2025 encerrou a semana cotado a US$ 10,21 por bushel, registrando alta de 1,39%, enquanto o contrato para março de 2026 recuou 1,33%, fechando a US$ 10,38 por bushel. O dólar também teve queda de 1,64%, terminando a semana a R$ 5,41.

No mercado físico brasileiro, a tendência foi de valorização, sustentada principalmente pelos prêmios portuários ainda em patamares elevados, refletindo a firme demanda externa pela soja nacional.

O que esperar do mercado?

As projeções climáticas para os próximos dias indicam continuidade de um padrão irregular de chuvas no Brasil. Parte do Centro-Oeste e do Sul deve receber novas precipitações, beneficiando o plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras.

Por outro lado, Norte, Nordeste e áreas do Sudeste ainda podem registrar volumes abaixo da média, com destaque para o leste de Mato Grosso, onde a umidade permanece insuficiente para o avanço das semeaduras.

Cenário internacional

O cenário internacional apresenta oportunidades para o Brasil. Na China, as margens de esmagamento de soja seguem positivas e as indústrias operam com alta ocupação. Os estoques atingiram níveis recordes devido ao forte volume de soja exportado pelo país em curto período, superando a capacidade de processamento e logística dos portos chineses.

Embora esse desequilíbrio seja temporário, as projeções para 2025 indicam estoques médios mais baixos, o que pode levar à ampliação das importações chinesas e beneficiar os preços internos, contratos futuros e prêmios de exportação brasileiros. No entanto, essa tendência depende da manutenção da ausência dos Estados Unidos no mercado chinês, já que um eventual acordo comercial poderia reverter a situação e pressionar os prêmios.

Soja nos EUA

Nos Estados Unidos, as condições das lavouras de soja permanecem atrativas. Segundo o USDA, 62% das áreas estão classificadas como boas ou excelentes, indicando bom potencial produtivo. A colheita avança rapidamente, podendo atingir cerca de 30% da área projetada, acelerando em relação aos 9% da semana anterior. O clima seco e quente previsto para os próximos dias deve facilitar o trabalho das máquinas e ampliar a oferta inicial.

Com a evolução da semeadura no Brasil e a continuidade da colheita nos Estados Unidos, a expectativa é que os preços da soja permaneçam pressionados, especialmente se a demanda externa não se intensificar. Nos próximos dias, a atenção do mercado estará voltada à evolução climática nas regiões produtoras, que pode influenciar diretamente as cotações e estratégias comerciais.



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Fintech do agro alcança R$ 600 mi em carteira e foca em indústrias de insumo



A Agrolend, fintech especializada em crédito digital para o agronegócio, alcançou em 2025 uma carteira de crédito de R$ 600 milhões e ampliou sua atuação para atender também grandes indústrias de insumos agrícolas, além de produtores e revendas. O anúncio foi feito, na sexta-feira (17) pelo diretor financeiro e cofundador Alan Glezer, durante o Agrolend Day, em São Paulo. “Esse é um passo enorme desde o nosso início, em dezembro de 2020. Nossa originação mensal está em torno de R$ 100 milhões, mantendo disciplina de risco e velocidade de resposta ao cliente”, afirmou.

Segundo ele, a Agrolend tem ocupado um espaço que antes era dominado pelos grandes bancos, que hoje mostram menor apetite por crédito ao agro.

A fintech, fundada pelos irmãos Alan e André Glezer, vem diversificando suas fontes de financiamento por meio de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), que já somam cerca de R$ 500 milhões captados em plataformas como XP, BTG, Nubank, Itaú e Mercado Livre, com participação de quase 20 mil investidores pessoas físicas. “Isso é confiança de quem coloca o capital onde enxerga valor, governança e propósito”, disse.

Glezer afirmou que a empresa nasceu com foco em produtores de médio porte e revendas de insumos, mas agora passa a desenhar estruturas de crédito sob medida para indústrias. “Estamos oferecendo soluções mais sofisticadas, ágeis e integradas à realidade da cadeia de suprimento. São financiamentos com prazos alinhados à safra, processos enxutos e integração de dados em tempo real”, afirmou.

Entre os novos produtos estão antecipação de recebíveis, CPR financeira com repasse direto ao fornecedor e CPR financeira com recebíveis em garantia. “Essa evolução não substitui o que já fazemos bem. Ela soma, amplia o alcance da Agrolend e nos posiciona como parceiro estratégico para quem quer vender mais, receber melhor e financiar com segurança”, disse o executivo.

Glezer destacou que a expansão ocorre em um momento de escassez de crédito no agronegócio, cenário que tende a continuar. “Há produção, há demanda por insumos, e há necessidade de mecanismos financeiros eficientes para girar estoques, apoiar vendas e dar suporte ao produtor. É aí que a Agrolend cria valor, conectando capital à necessidade real, com agilidade e precificação adequada ao risco”, afirmou.

O executivo também observou que o processo de consolidação entre revendas perdeu força e que as multinacionais estão mais cautelosas na concessão de crédito no Brasil. “As empresas buscam alternativas locais que preservem capital de giro e deem previsibilidade à cadeia. Isso abre espaço para estruturas que integrem indústria, distribuição e produtor com governança e dados de ponta a ponta”, avaliou.



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