segunda-feira, abril 6, 2026

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separar despesas fixas e operacionais pode salvar o caixa da fazenda; entenda



A gestão financeira de uma fazenda de pecuária exige que o produtor rural adote um método que vá além da simples anotação de despesas.

No novo episódio da série “A Conta do Boi”, no Giro do Boi, o doutor em Zootecnia Gustavo Sartorello afirma que o passo mais crucial é classificar todas as despesas em duas categorias fundamentais: fixas e operacionais. Segundo ele, anotar despesas sem classificá-las é um erro de gestão que impede a tomada de decisões estratégicas.

Sartorello explica que essa classificação, embora pareça simples, é o que separa o custo de base para sustentar a operação (custo fixo) do custo de atividade produtiva (custo operacional).

Sem essa distinção clara, o produtor confunde movimento com resultado e não consegue identificar onde o dinheiro está realmente sendo perdido ou investido. A separação é vital para o controle e a rentabilidade da pecuária.

Confira:

O perigo invisível dos custos fixos no caixa

O principal erro de gestão na pecuária, segundo o especialista, é tentar economizar em itens operacionais (como suplemento, sanidade ou genética) e ignorar a pressão dos custos fixos. Quando a receita da fazenda cai, são os custos fixos que mais apertam o caixa, pois eles não variam com o nível de produção.

Para uma gestão eficaz, a definição das despesas é clara:

  • Despesas fixas: são custos que existem e precisam ser pagos mesmo que a produção seja zero. Exemplos: salários e encargos (13º, férias), energia, internet e honorários do contador.
  • Despesas operacionais: só ocorrem porque há animais no sistema e a produção está em andamento. Exemplos: nutrição, sanidade, reprodução, combustíveis, manutenções (máquinas e pasto) e arrendamento de terra.

O produtor deve monitorar o percentual de despesas fixas em relação ao total de gastos. Quanto maior esse percentual, menos flexibilidade a fazenda terá em momentos de crise ou de baixa no preço da arroba, aumentando a vulnerabilidade do negócio.

A gestão de custos não é um luxo, mas sim uma responsabilidade inadiável do pecuarista. Ao separar as despesas fixas e operacionais, o produtor deixa de ser refém do improviso e assume o controle do negócio, transformando dados em poder de decisão.

A dica é ter critério e consistência: o produtor deve definir onde classificar despesas que geram dúvida (como impostos e taxas) e manter essa regra em todas as anotações futuras. O erro fatal, de acordo com Sartorello, não está em escolher o critério, mas em não ter um ou mudá-lo constantemente.

O próximo passo na gestão será aprender a separar os custos não operacionais e os investimentos do capital. A mensagem final do especialista é direta: “A conta do boi não perdoa. Ou você domina a conta, ou vai ser dominado por ela”.



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Quinta-feira tem alerta para chuva forte e frio em algumas regiões; veja a previsão do tempo



O Brasil segue dividido entre dois extremos climáticos nesta quinta-feira (23). De um lado, o Norte e o litoral do Nordeste continuam sob a influência de chuvas fortes e temporais isolados. Do outro, o Centro-Sul encara o avanço do ar seco, com tarde de baixa umidade e amanheceres frios.

Chuvas intensas no Norte e no litoral do Nordeste

O padrão úmido permanece sobre a faixa norte do país. Amazonas, Roraima, Rondônia e o oeste do Pará seguem em alerta para chuva volumosa e temporais localizados, principalmente entre a manhã e o início da tarde.
As instabilidades atmosféricas continuam ativas e podem vir acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas.

No Nordeste, o destaque vai para o litoral da Bahia, que segue sob alerta de chuva forte e persistente. Áreas do Recôncavo Baiano, incluindo Salvador e região metropolitana, devem registrar acumulados expressivos, com risco de alagamentos e transtornos pontuais.

Entre Sergipe e o litoral do Rio Grande do Norte, há chance de pancadas moderadas, enquanto o interior nordestino volta a ter tempo firme, com retorno do sol e do calor ao longo do dia.

Centro-Sul do país: frio nas manhãs e ar seco à tarde

Em contraste com o norte chuvoso, o Centro-Sul do Brasil vive um cenário marcado por frio ao amanhecer e ar seco intenso à tarde.
A atuação de uma massa de ar seco garante céu aberto, sol forte e queda acentuada da umidade relativa do ar, que deve atingir níveis entre 20% e 30% em diversas regiões.

Sul

O tempo firme predomina em quase todo o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Apenas os litorais paranaense e catarinense podem registrar chuvas fracas e isoladas.
Os ventos seguem intensos, com rajadas acima de 50 km/h em algumas áreas.

Sudeste

O interior de São Paulo e Minas Gerais tem sol forte e baixa umidade. No litoral do Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro, o tempo segue instável, com chuvas rápidas e passageiras.

Em São Paulo (capital), a quinta-feira começa fria e termina com tarde agradável, com máximas próximas de 26 °C. Não há previsão de chuva.

Centro-Oeste

O dia será de céu limpo e calor crescente em Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, com umidade abaixo de 20% nas horas mais quentes. O tempo seco aumenta o risco de queimadas e exige atenção redobrada com a hidratação e atividades ao ar livre.

Ventos e alerta para baixa umidade

A intensificação dos ventos é outro destaque do dia. Rajadas de até 50 km/h são esperadas entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Essas correntes podem acentuar a sensação de frio em algumas regiões e aumentar o risco de propagação de queimadas no interior do país.

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Com comercialização lenta, soja registra estabilidade nos preços e pouco movimento



O mercado brasileiro de soja teve um dia de movimentação contida. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta quarta-feira (22), alguns lotes foram negociados para o porto, mas nada muito agressivo. Hoje, operações pontuais marcaram a sessão.

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Silveira explica que os preços mostraram pequenas alterações, com variações entre R$ 0,50 e R$ 1,00, refletindo movimentos mistos. A comercialização da safra nova segue lenta, com baixa oferta e pouco interesse do produtor. Como dólar e Bolsa tiveram poucas mudanças, o mercado não encontrou força adicional para reagir.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 139,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a quarta-feira com preços predominantemente mais baixos para o grão e o óleo, e cotações mistas para o farelo. O mercado chegou a operar em alta, sustentado pela expectativa de aumento na demanda por parte da China e do Japão, mas perdeu força no fim do dia diante das incertezas sobre um novo acordo comercial e do avanço da colheita nos Estados Unidos.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2025 subiram 4,00 centavos (0,38%), a US$ 10,34 ¾ por bushel, enquanto janeiro de 2026 avançou 1,50 centavo (0,14%), a US$ 10,50 por bushel. As posições mais distantes recuaram.

Nos subprodutos, o farelo para dezembro de 2025 ganhou US$ 3,10 (1,08%), a US$ 290,00 por tonelada. Já o óleo para dezembro de 2025 caiu 0,58 centavo (1,14%), a 50,07 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,3969 para venda e R$ 5,3949 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3776 e R$ 5,4131.



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Iniciativa ajuda produtores paulistas a recuperar áreas degradadas



Produtores rurais do estado de São Paulo estão recuperando a produtividade de áreas degradadas por meio de uma parceria entre o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Segundo o técnico da CATI, Ciro Manzoni, o projeto oferece até R$ 50 mil por produtor, divididos entre o programa Berços d’Água, e o Águas Rurais. No Berços d’Água, o recurso é usado em obras como terraceamento em nível, construção de berços d’água e aquisição de insumos como calcário e gesso, com o objetivo de aumentar a infiltração e reter água da chuva.

Já o Águas Rurais financia a construção de cercas em torno de nascentes e áreas de preservação, instalação de fossas biodigestoras, caixas d’água e tubulações, garantindo o abastecimento das residências e o tratamento do esgoto, promovendo a sustentabilidade e a produtividade da propriedade rural.

O produtor Igor Masirevic, contemplado pelo programa, destacou que a propriedade, localizada em área de transição entre cerrado e serra, passou a reter melhor a água e reduzir perdas com erosão. “As águas agora ficam na terra, aumentaram as nascentes, e a produtividade voltou”, afirmou.

A CAT reforça que a adoção de práticas conservacionistas é um investimento e que os recursos estão disponíveis para produtores de todo o estado, bastando procurar as Casas da Agricultura.



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Cecafé e governo preparam terreno para encontro Lula-Trump



O setor cafeeiro brasileiro acompanha de perto as negociações em torno de uma possível revisão das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. Em setembro, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques de café ao mercado norte-americano registraram queda de 52,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

Diante desse cenário, o Cecafé intensificou o diálogo com o governo federal para tentar reverter o quadro. Nesta quarta-feira (22), representantes da entidade se reuniram com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto, para tratar das estratégias de retomada.

Café é prioridade nas negociações com os EUA

De acordo com Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, o encontro foi “muito importante e produtivo”. Segundo ele, Alckmin solicitou uma análise detalhada sobre produção, exportação e consumo de café no Brasil e nos principais países produtores e importadores, visando preparar o terreno para a reunião entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, prevista para ocorrer na Malásia.

De acordo com Matos, duas frentes estão em andamento. A primeira é a suspensão total das tarifas sobre produtos brasileiros, proposta que já foi encaminhada oficialmente ao senador norte-americano Marco Rubio e às autoridades do Departamento de Comércio e do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A solicitação está sob análise do governo norte-americano.

“Os ministérios do MDIC, MRE, Mapa, Camex e Fazenda estão trabalhando de forma integrada para preparar essa reunião. O vice-presidente relatou que fez um pedido direto ao presidente Lula para que o tema seja tratado pessoalmente”, afirmou Matos.

A segunda frente, caso a suspensão total não avance, prevê o processo de isenção produto a produto, com o café brasileiro como prioridade na lista de análise. “Seguindo a orientação do vice-presidente, o café é o primeiro produto a ser incluído na lista de isenção, tanto do lado do governo brasileiro quanto do lado dos EUA”, destacou o diretor do Cecafé.

Impacto e expectativa para o setor

O avanço nas negociações é considerado essencial para reduzir os efeitos das tarifas, que elevaram o custo de entrada do café brasileiro no mercado norte-americano — um dos principais destinos da bebida nacional.

Marcos Matos reforçou que o diálogo entre os países continua intenso e que há otimismo moderado quanto a um desfecho positivo. “O governo brasileiro tem demonstrado sensibilidade com o setor e disposição para defender a competitividade do café nacional”, afirmou.

Para o Cecafé, a isenção tarifária seria um passo fundamental para recuperar a participação do Brasil nos Estados Unidos e fortalecer a imagem do país como líder global em sustentabilidade e qualidade no café.

Força do Brasil no mercado norte-americano

De um lado temos o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo. De outro, os Estados Unidos, que são os principais consumidores do grão brasileiro. Além da redução nas exportações, outra preocupação é com uma possível mudança nos hábitos do consumidor norte-americano.

“A redução desse mercado tem afetado o setor como um todo e aberto espaço para outros países. Isso preocupa, porque o consumidor norte-americano pode se acostumar a cafés sem as características do produto brasileiro”, afirma Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

Reunião entre Lula e Trump no radar

As conversas entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início do mês, aumentaram as expectativas no setor. O clima de otimismo também foi reforçado pela reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Mauro Rubio.

Agora, as atenções se concentram na Malásia, onde os dois líderes estarão para participar da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).



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Além da ‘falsa couve’, outras 9 plantas tóxicas podem causar a morte; veja quais são


A morte de uma mulher de 37 anos e a intoxicação de outras 11 pessoas após a ingestão da Nicotiana glauca, planta tóxica popularmente conhecida como “falsa couve”, no interior de Minas Gerais, reacenderam o alerta sobre o risco de confundir espécies venenosas com hortaliças.

Além disso, é importante redobrar a atenção em ambientes com crianças e animais domésticos, já que muitas plantas ornamentais ou silvestres podem causar intoxicações graves e até a morte se ingeridas.

Confira abaixo 10 plantas tóxicas comumente encontradas no Brasil:

Falsa couve (Nicotiana glauca)

falsa couve
Foto: Divulgação Universidade Federal de São João Del-Rei

De aparência semelhante à couve tradicional, essa planta contém alcaloides tóxicos que atacam o sistema nervoso e respiratório. A ingestão pode causar vômitos, fraqueza muscular, confusão mental e parada cardiorrespiratória.


2. Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia picta)

Imagem: Embrapa

Muito usada como planta ornamental, libera um líquido cáustico ao ser cortada. O contato com a pele pode causar irritação e inchaço; a ingestão leva a inchaço da língua e garganta, podendo bloquear as vias respiratórias.


🌸 3. Espirradeira (Nerium oleander)

Imagem: USP

De flores bonitas e comuns em jardins, é letal em todas as partes da planta. Contém glicosídeos que afetam o coração, podendo causar arritmia, parada cardíaca e morte.


🌰 4. Mamona (Ricinus communis)

Imagem: Embrapa

Suas sementes contêm ricina, uma das substâncias naturais mais tóxicas do mundo. A ingestão de poucas unidades já é suficiente para causar vômitos, convulsões e falência de órgãos.


🍂 5. Tinhorão (Caladium bicolor)

Imagem: Pixabay

Com folhas coloridas e ornamentais, o tinhorão é perigoso para crianças e animais. Provoca inchaço na boca e garganta, náuseas e asfixia se mastigado.


🐍 6. Saião-roxo (Kalanchoe blossfeldiana)

Imagem: Pixabay

Usado popularmente como planta medicinal, o saião contém substâncias que podem causar arritmia cardíaca em humanos e animais, especialmente bovinos e cães.


🌾 7. Trombeta (Datura stramonium ou “zabumba”)

Imagem: Pixabay

Conhecida por seus grandes flores brancas, é altamente alucinógena e tóxica. A ingestão pode provocar delírios, convulsões, taquicardia e até parada respiratória.


🪴 8. Antúrio (Anthurium andraeanum)

Imagem: Pixabay

Comum em interiores e escritórios, o antúrio contém cristais de oxalato de cálcio. Causa queimaduras na boca, dor intensa e edema na língua e garganta.


🍎 9. Manchineel (Hippomane mancinella)

Imagem: Pixabay

Considerada uma das árvores mais perigosas do mundo, seu látex é extremamente irritante. Apenas ficar sob a árvore durante a chuva pode causar bolhas na pele e inflamações graves. Os frutos, semelhantes a maçãs, são altamente venenosos.


🌺 10. Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)

Imagem: Pixabay

Popular no Natal, essa planta contém seiva leitosa tóxica, que pode causar irritação nos olhos, mucosas e pele. A ingestão em grandes quantidades provoca náuseas, vômitos e diarreia.



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nascem no Zoo de SP cinco filhotes de uma das maiores corujas do planeta


Cinco filhotes de uma das maiores espécies de coruja do mundo, a coruja-águia, nasceram entre os dias 27 de setembro e 8 de outubro no Zoológico de São Paulo.

As aves são fruto da primeira ninhada de ovos do casal de coruja-águia que vive no zoológico. De acordo com o Zoo, para garantir que tudo corresse bem, a equipe de especialistas acompanhou de perto o desenvolvimento e nascimento de cada um deles.

Além disso, câmeras de segurança registraram e monitoraram cada etapa, permitindo que os especialistas acompanhassem em tempo real variações que pudesse interferir no desenvolvimento saudável dos filhotes, garantindo assim um protocolo de cuidados rigoroso e contínuo.

Segundo o Zoo, as aves nasceram com aproximadamente 30 gramas, mas, na fase adulta, a espécie pode ultrapassar quatro quilos, alcançar 75 centímetros de altura e ter envergadura de asas de até 1,80 metro.

Coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Considerada uma predadora, a coruja-águia está topo da cadeia alimentar e exerce papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo para o controle de populações de pequenos vertebrados.

Coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo
coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Funcionamento do Zoológico de São Paulo

Segunda a sexta-feira: das 9h às 16h (visitação até 17h)

Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h (visitação até 18h)

Endereço: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda, São Paulo – SP



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AgroNewsPolítica & Agro

Pequenos negócios podem pedir devolução de tributos sobre exportações


Iniciativa do governo federal voltada a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas (MPEs) exportadoras, o Programa Acredita Exportação já está disponível. A partir desta terça-feira (21), os empreendedores podem pedir a compensação ou ressarcimento de até 3% sobre o valor exportado, devolvendo de forma simplificada os tributos pagos ao longo da cadeia produtiva.

A medida representa um avanço na desoneração das exportações e busca aumentar a competitividade das empresas de menor porte no comércio internacional, antecipando efeitos previstos na reforma tributária. O programa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e o Ministério da Fazenda, com suporte da Receita Federal.

O pedido é feito de forma totalmente digital, pelo site da Receita Federal. O Acredita Exportação beneficia tanto vendas de bens como de serviços.

Para orientar os empreendedores, o Mdic e a Receita realizaram uma live no YouTube, explicando o passo a passo do processo de solicitação e como acessar o sistema de ressarcimento pelo site da Receita Federal.

Sancionado em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Acredita Exportação prevê devolução de até 3% do valor exportado. O crédito pode ser ressarcido em dinheiro ou utilizado para compensar tributos federais — como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

O primeiro período de referência será para as exportações realizadas de 1º de agosto a 30 de setembro de 2025. Após o fechamento de cada trimestre, as empresas devem reunir as informações das notas fiscais e calcular o crédito de 3%. Mais detalhes estão disponíveis no guia completo do Acredita Exportação, divulgado pelo Mdic.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), 11,5 mil MPEs exportaram em 2024, representando 40% do total de empresas exportadoras do país — que somaram 28,8 mil. Juntas, essas pequenas empresas movimentaram US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais.

Há dez anos, em 2014, eram pouco mais de 5,3 mil exportadoras de pequeno porte, o que correspondia a 28,6% do total, mostrando o avanço expressivo do setor.

Além do Acredita Exportação, as micro, pequenas e médias empresas podem buscar outros programas de incentivo. Entre as iniciativas estão o Brasil Mais Produtivo, que oferece capacitação e consultorias; o Programa de Financiamento à Exportação (o Proex); o Seguro de Crédito à Exportação, com garantia do Fundo de Garantia à Exportação (SCE/FGE); e o Desenrola Pequenos Negócios, voltado à renegociação de dívidas.





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Genética e produtividade colocam o Brasil no caminho da liderança global da carne, diz diretor da Friboi



A pecuária brasileira entra na próxima década com o desafio de consolidar sua liderança global em um mercado cada vez mais competitivo.

Em entrevista ao Giro do Boi, o zootecnista Eduardo Pedroso, diretor executivo de originação da Friboi, afirma que o caminho para o sucesso reside na aceleração genética e na adoção de um sistema de alta eficiência, com foco inegociável na sustentabilidade e na rentabilidade.

Confira:

Segundo Pedroso, para dar o próximo passo em produtividade, o Brasil precisa erradicar imediatamente o uso de touros inferiores na reprodução. “O maior sócio oculto da pecuária brasileira hoje chama boi cabeceira de boiada emprenhando vaca”, disse.

O custo e o tempo são os mesmos para produzir um bezerro bom e um ruim, mas o bezerro de genética inferior é o “sócio oculto” que mais impacta o lucro da fazenda. O diretor reforça que o retorno do investimento em genética superior é garantido e se traduz em quatro alavancas de ganho para o produtor.

A era da escassez de proteína e o “motor” do Brasil

O cenário global projeta uma nova e urgente era: a da escassez de proteína. Atualmente, o rebanho bovino comercial mundial é equivalente ao da década de 1960, enquanto a população global subiu de 3 bilhões para mais de 8 bilhões de pessoas.

“O Brasil é o único país capaz de ter um incremento de produção e produtividade para suprir o déficit global no curto espaço de tempo”, afirma o diretor da Friboi.

Segundo projeções da Datagro, o Brasil deve ultrapassar ou emparelhar a produção de carne bovina dos Estados Unidos entre 2027 e 2028, tornando-se o maior produtor global. Esse crescimento será impulsionado por tecnologias essenciais:

  • Integração Lavoura-Pecuária (ILP);
  • Recuperação de pastagens;
  • Aproveitamento de coprodutos da agroindústria, como DDG (Dried Distillers Grains) e WDG (Wet Distillers Grains).

Pedroso destaca o Mato Grosso como o “motor do Brasil” e um exemplo de que o incremento do rebanho e da produtividade é plenamente possível “sem precisar abrir novas áreas, só com uso de tecnologia”.

Três revoluções e o futuro da carne com valor agregado

A pecuária moderna brasileira é definida por três revoluções interligadas: Confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP), o avanço na Cria e Recria e o investimento em Genética Melhoradora. “Não tem boi jovem sem nutrição de alto nível”, explica o executivo, enfatizando a importância da terminação intensiva.

O impacto da genética é evidente na ponta da cadeia. Segundo o executivo, o abate de gado jovem já é uma realidade na Friboi (acima de 82% do abate), e a redução da idade de abate nos últimos 15 anos é notória. A média de carcaça dos animais jovens está na casa das 20 arrobas, mas, segundo ele, o objetivo é mais ambicioso.

“Nós acreditamos que as médias devem galgar o próximo passo: 22, depois 24, depois 25, depois 26 arrobas nos próximos anos. O objetivo final é que o Brasil se posicione na ‘festa de gala da carne mundial’, onde a paridade de preços exige “padrão, constância, credibilidade, reputação internacional de qualidade. E nós estamos nesse caminho”, destacou.



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‘O prêmio também é vitória dos agricultores’, afirma Mariangela Hungria, da Embrapa Soja



A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, será homenageada, nesta quarta-feira (23), com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), considerado o “Nobel da Agricultura”. O evento de premiação será realizado às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhado pelo site da Fundação WFP.

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Mariangela Hungria será reconhecida pelo impacto de suas pesquisas no desenvolvimento de insumos biológicos e na promoção de uma agricultura mais sustentável. Emocionada, afirmou estar “vivendo um sonho” e destacou o apoio recebido ao longo da trajetória. “Sempre tive o suporte da instituição, dos colegas de trabalho e, principalmente, dos produtores. Eles estarão comigo no palco, porque sem o interesse deles e o nosso trabalho conjunto, eu não estaria aqui”, pontuou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou o orgulho pelo reconhecimento internacional da trajetória de Mariangela Hungria. “Como primeira mulher à frente da Embrapa, é um momento de arrepiar. Mariangela mostra o impacto da pesquisa pública no campo e na vida das pessoas”, disse. A pesquisadora acrescentou: “Mais de 40 anos de investimento da Embrapa nos biológicos, acreditando que poderiam substituir total ou parcialmente os químicos, e hoje o mundo reconhece esse trabalho”

Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, o prêmio é motivo de orgulho para a instituição e para o país, por reconhecer o trabalho da Mariangela Hungria e o impacto das pesquisas da Embrapa.

Mariangela reforçou o compromisso com a pesquisa pública e a inovação sustentável. “A ficha ainda não caiu. Este prêmio é um reconhecimento a todo o trabalho da Embrapa e à ciência brasileira, que acreditou no potencial dos biológicos e fez deles uma realidade para o campo”, completou.



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