segunda-feira, abril 6, 2026

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Para Galípolo, Brasil precisa elevar produtividade para crescer



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (23), que o Brasil passa por um ciclo de crescimento contínuo, mas que esse movimento se deve muito mais à inserção de novos fatores de produção na economia do que efetivamente a um ganho de produtividade disseminado no sistema econômico brasileiro.

Na sequência, defendeu que o aumento dos ganhos de produtividade é o caminho para que o país possa crescer de maneira mais sustentável, por um prazo mais longo.

“É possível, sim, a gente observar ganhos de produtividade em uma série de setores, como foi dito aqui antes, especialmente no setor agro e no setor de commodities. O Brasil consegue observar e enxergar ganhos de produtividade, mas, ainda, o crescimento se dá predominantemente por um aumento da participação na força de trabalho e uma redução do desemprego”, ponderou, ao discursar no Fórum Econômico Indonésia Brasil, promovido pela ApexBrasil, em Jacarta, na Indonésia.

Galípolo afirmou que o crescimento como ocorre hoje no país é desejável, mas frisou ser difícil sustentá-lo, uma vez que haverá um momento de esgotamento da inclusão desses novos fatores de produção.

“O caminho para que a gente possa crescer de maneira sustentável, por um prazo mais longo, é que a gente possa assistir ganhos de produtividade na nossa economia. Que o crescimento se dê, não simplesmente pelo emprego de mais fatores de produção, mas porque os fatores de produção conseguem produzir mais”, emendou. Esse movimento, disse o banqueiro central, depende de o país ter mais parcerias com outros países, de pesquisa, tecnologia, desenvolvimento e investimento.

Ao encerrar sua fala, pontuou ainda que Brasil e Indonésia têm muitas semelhanças nesse sentido. Disse que são dois países que estão em busca de aumentar a complexidade de suas cadeias produtivas, que têm vantagens “bastante especiais” quando comparadas ao resto do mundo, em termos de população e recursos naturais.



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Safra 25/26 de algodão terá mais área e menos renda



Estudo da Conab indica redução na produtividade do algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, em outubro de 2025, a nova estimativa da safra brasileira de algodão 2025/2026. O levantamento marca o início do ciclo com elevação nas projeções de área cultivada.

A expectativa da Conab indica aumento de 2,50% na área de cultivo em relação à temporada anterior, totalizando 2,14 milhões de hectares. Apesar da ampliação da área plantada, a produtividade média do algodão em pluma foi estimada em 125,67 arrobas por hectare, o que representa queda de 3,55% em comparação à safra 2024/2025.

Como consequência da redução na produtividade, a produção nacional de pluma está prevista em 4,03 milhões de toneladas, o que corresponde a uma retração de 1,14% no comparativo entre safras.

De acordo com a Conab, “o recuo previsto inicialmente para o rendimento se dá devido à postura conservadora adotada pela Companhia e às análises climáticas”, mesmo diante do aumento da área cultivada apontado no relatório.





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Na Indonésia, Lula confirma que vai ser candidato em 2026



Durante visita de Estado à Indonésia nesta quinta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que será candidato à reeleição em 2026. O anúncio ocorreu ao final de seu discurso em Jacarta, durante declaração à imprensa ao lado do presidente indonésio, Prabowo Subianto.

“Vou disputar um quarto mandato no Brasil”, afirmou Lula, acrescentando que, apesar de completar 80 anos, está “com a mesma energia de quando tinha 30”. O atual mandato termina no fim de 2026.

Comércio e agronegócio no centro da pauta

Antes da confirmação da candidatura, o presidente destacou o papel estratégico da Ásia na política externa brasileira e defendeu o fortalecimento do comércio com países do Sudeste Asiático. Ele lembrou que, em 2024, a Indonésia foi o quinto destino das exportações do agronegócio brasileiro.

Além disso, Lula afirmou ser “inexplicável” que o comércio bilateral entre Brasil e Indonésia some apenas US$ 6,5 bilhões e defendeu ampliar a cooperação entre os dois países, especialmente nas áreas de agricultura, energia, ciência e tecnologia.

Também foram assinados novos acordos nas áreas de estatística, agricultura, energia e promoção comercial, além de um memorando de entendimento sobre cooperação sanitária e fitossanitária. Ficou decidido ainda que o Brasil e a Indonésia vão avançar nas negociações de um Acordo de Comércio Preferencial entre o Mercosul e o país asiático até o fim do ano.

Integração e multilateralismo

Lula e o presidente Subianto também discutiram temas da agenda internacional, como transição energética, defesa de florestas tropicais e combate à fome. O brasileiro destacou ainda a intenção de ampliar a cooperação no setor de defesa e o uso das moedas locais nas trocas comerciais, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar.

A visita faz parte da agenda internacional do presidente, que também incluirá passagem pela Malásia e participação na Cúpula da ASEAN, bloco econômico que já figura como o quinto maior parceiro comercial do Brasil.



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Tensões entre EUA e Rússia pressionam economia mundial


No morning call desta quinta-feira (23), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que tensões entre EUA e Rússia elevaram a volatilidade global e impulsionaram o petróleo, que subiu até 4%.

O Ibovespa avançou 0,55% a 144 mil pontos, com Petrobras e Vale sustentando o índice. O dólar fechou em alta de 0,12% a R$ 5,40, pressionado por incertezas fiscais. Hoje, atenção à reunião do CMN, IPC-S e leilão de títulos do Tesouro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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CRA aprova regras para o registro de terras públicas em faixas de fronteira


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou nesta terça-feira (21) o projeto de lei que cria regras para facilitar o registro de terras públicas em faixas de fronteira que tenham sido vendidas ou concedidas (PL 4.497/2024). Do deputado Tião Medeiros (PP-PR), a matéria recebeu parecer favorável na forma do substitutivo apresentado pelo relator, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), e segue agora para o Plenário em regime de urgência.

O projeto altera a Lei de Registros Públicos e a que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira para, segundo o autor, destravar registros que hoje enfrentam entraves por falta de regras claras, regularizando imóveis e incentivando o desenvolvimento na região.

Para o senador Beto Faro (PT-PA), o substitutivo de Jaime Bagattoli apresenta avanços. Ele disse, no entanto, ainda ver pendências graves no texto. Faro apontou pontos que poderiam ser considerados inconstitucionais, como uma possível regularização por ato declaratório. O senador foi o único a registrar voto contrário ao projeto.

Em resposta, o relator afirmou que atendeu algumas demandas do governo e disse que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terá cinco anos para confirmar a parte social do uso da terra.

— Esse projeto vai dar muito mais segurança ao produtor, à União e a todos nós — declarou Bagattoli.

Os senadores Jayme Campos (União-MT) e Tereza Cristina (PP-MS) manifestaram apoio ao projeto. Tereza Cristina lembrou ao senador Beto Faro que o texto ainda vai ao Plenário e depois terá de retornar à Câmara dos Deputados, por ter sido modificado no Senado. Assim, alguma modificação poderá ser implementada.

— Nós precisamos caminhar. O projeto é muito razoável e traz segurança jurídica — registrou a senadora.

O senador José Lacerda (PSD-MT) disse que o projeto é importante por atingir 588 municípios e cerca de 11 milhões de habitantes. Ele lembrou que várias leis já tentaram resolver a questão da regularização das terras de fronteira, mas que sempre têm surgido novas demandas.

— Este momento é oportuno para o projeto, para que essa questão seja resolvida de forma definitiva. Senão, daqui a pouco vamos ter mais pedidos de ratificação — disse o senador.  

Segundo a Constituição, as terras devolutas, entendidas como aquelas indispensáveis à preservação ambiental bem como à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares e das vias federais de comunicação, pertencem à União. Os estados são proprietários das terras devolutas que não sejam da União.

Além disso, a Lei das Faixas de Fronteira exige o consentimento do Conselho de Segurança Nacional para a alienação de terras públicas de qualquer ente federativo na faixa de fronteira, o que é dispensado em casos de leis especiais, como a lei que transferiu terras federais para Roraima e Rondônia.

De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), as concessões de terras devolutas em faixa de fronteira, feitas pelos estados, autorizam apenas o uso, permanecendo o domínio da União. A outra diretriz é a de que a ratificação do registro dessas terras deve ser feita de modo a comprovar o cumprimento do princípio da função social da propriedade, ou seja, gerar riqueza e emprego, reduzir desigualdades e respeitar o meio ambiente, sob pena de sanções legais.

Para Bagattoli, as experiências legislativas anteriores para ratificação dos registros imobiliários foram desastrosas pela burocracia imposta pelas leis. A burocracia representaria, para o senador, um boicote silencioso aos produtores rurais, com exigências que inviabilizam a ratificação.

“A verdade é que a União, desde o século 19, sabia das ocupações na faixa de fronteira e sempre manteve silêncio. Tratava-se de um silêncio oportunista: a União se beneficiava com a ocupação das faixas de fronteira por conta da proteção da integridade do território nacional, mas queria resguardar a possibilidade de reclamar as terras a qualquer tempo”, destaca.

O novo texto estabelece que são imediatamente ratificados os registros imobiliários de imóveis rurais vendidos ou concedidos pelos estados em terras devolutas da União situadas em faixas de fronteira e outras sem a aprovação do Conselho de Segurança Nacional, incluídos os seus desmembramentos e remembramentos inscritos no registro de imóveis até 23 de outubro de 2015. 

A ratificação iniciará com o requerimento do interessado ao registrador de imóveis, devendo apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), que servirá como prova do cumprimento da função social, sem a necessidade da apresentação de outros documentos.  

O registrador deverá verificar se há algum ato estadual de transmissão na cadeia dominial filiatória do imóvel, ou seja, no histórico completo e cronológico de todas as transmissões de propriedade do imóvel, desde a sua origem até o proprietário atual.

Segundo o projeto, decairá em cinco anos o direito da União para invalidar, apenas por via judicial, a ratificação, contados da data da averbação. A averbação de ratificação deverá ser requerida ao registrador de imóveis no prazo decadencial de 15 anos da entrada em vigor da futura lei. 

Ainda, a ratificação dos registros imobiliários referentes a imóveis com área superior a 2,5 mil hectares ficará condicionada à aprovação do Congresso Nacional no prazo de dois anos do recebimento dos autos, configurando aprovação automática após o fim do período.

Uma vez realizada a averbação da ratificação, o registrador comunicará ao Incra. A partir da comunicação, o órgão terá cinco anos para analisar se o imóvel cumpre ou não a sua função social, podendo declarar ineficaz a ratificação ao publicar o decreto de desapropriação por interesse social. O Incra poderá desapropriar o imóvel que não cumpre a sua função social sem ter de pagar nenhuma indenização. 

De acordo com a Lei de Registros Públicos, para a matrícula do imóvel rural é necessária a sua identificação, que será feita com a indicação do código do imóvel, dos dados constantes do CCIR, da denominação e de suas características, confrontações, localização e área. 

Nos casos de desmembramento, parcelamento ou remembramento de imóveis rurais, a identificação prevista será obtida a partir de memorial descritivo, assinado por profissional habilitado com a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), contendo as coordenadas dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com a precisão de sua posição a ser fixada pelo Incra. 

O novo texto estabelece que a identificação referida será obrigatória para efetivação do registro, em qualquer situação de transferência de imóvel rural, a partir de 31 de dezembro de 2028. Já para os imóveis rurais cuja somatória das áreas não exceda a quatro módulos fiscais, a obrigatoriedade será´ exigida após quatro anos da publicação de ato normativo do Poder Executivo que regulamenta a isenção de custos financeiros a esses proprietários.

O projeto também estabelece que não será´ exigido o georreferenciamento previamente a atos de registro relativos a: heranças; partilha e a doações de extinção de casamento e união estável; atualização de especialidades subjetiva e objetiva; constrições judiciais, como penhora ou indisponibilidade; instituição, modificação e extinção de garantias reais e atos decorrentes.

As áreas que não se encaixem nos requisitos da ratificação ficarão submetidas às regras de regularização fundiária da Lei 11.952, de 2009.

O presidente da CRA, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), foi quem dirigiu a reunião. Ele informou que o PL 3.100/2023, previsto para ser votado nesta terça, foi retirado de pauta a pedido do relator, senador Pedro Chaves (MDB-GO). O projeto autoriza o uso de recursos dos fundos constitucionais no Programa Nacional de Crédito Fundiário (Terra Brasil) com o objetivo de ampliar o acesso dos agricultores familiares à terra por meio do crédito fundiário.





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Extrativistas têm até final de dezembro para solicitar pagamentos ao Sociobio Mais relativos a 2025


Os extrativistas têm até 60 dias para solicitar à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) os pagamentos relativos ao Sociobio Mais. A partir deste ano, as informações para requerer a subvenção dos produtos extrativos comercializados abaixo do preço mínimo estabelecido devem ser enviadas para a Companhia até o próximo dia 20 de dezembro.

“Os extrativistas devem estar atentos ao novo prazo. Antes era possível enviar as solicitações até o final de fevereiro do ano seguinte. Dentre as mudanças implementadas com o Sociobio Mais, o prazo de envio foi alterado para o final do ano civil de forma a dar mais celeridade, segurança e transparência à ação de apoio aos produtores extrativos”, reforça o gerente de produtos da Sociobiodiversidade da Conab, Fernando Motta.

Para solicitar o benefício, é preciso entregar as notas fiscais comprovando a venda do produto abaixo do preço mínimo estabelecido pelo governo federal. Além disso, os extrativistas devem apresentar, além da nota fiscal comprovando a comercialização, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, e estar em situação regular nos sistemas da Conab. 

As solicitações de pagamentos à Conab quanto à comercialização dos produtos extrativos devem ser realizadas por meio do SociobioNet, um sistema desenvolvido pela estatal no ano passado. Os extrativistas não precisam mais entregar os documentos nas superintendências regionais da estatal. Para os extrativistas utilizarem o SociobioNet será preciso instalar o sistema em um computador. Não é preciso fazer autenticação, ou seja, login. Os dados pessoais serão fornecidos durante o preenchimento do formulário. Vale destacar que, após realizado o download do sistema, o fornecimento dos dados e a inserção de notas poderão ser realizados de maneira off-line. No entanto, a transmissão desses documentos para a Companhia requer conexão com a Internet.

Outra mudança implementada no Sociobio Mais se refere à forma de pagamento que passa a ter um valor fixo para alguns produtos determinados. A partir de  2025, o pirarucu de manejo, a amêndoa de babaçu e borracha natural extrativa terão bônus de pagamento fixo e não mais variável, mesmo que a venda destes produtos ocorra acima do preço mínimo estabelecido pelo governo federal. Assim, o valor fixo de pagamento estabelecido para a borracha é de R$ 3,00 pelo quilo. Já as quebradeiras de coco babaçu e os manejadores de pirarucu que comercializarem seus produtos irão receber R$ 2,50 por quilo vendido da amêndoa e do peixe, respectivamente.

A nova fórmula de cálculo da subvenção para estes produtos tem como objetivo incentivar os produtores a negociar melhor os preços para suas vendas, sem pressões de atravessadores para diminuição de preços de comercialização. Já para os demais produtos, o pagamento a ser recebido pelos extrativistas permanece como a diferença entre o preço mínimo vigente e o valor de venda de produtos extrativos declarados em nota fiscal. Os produtos que terão bônus fixo ou variável, os valores de subvenção e os preços mínimos são estabelecidos anualmente pelos ministérios gestores.

Atualmente, a Conab garante o preço para os dezessete produtos extrativos: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha natural, buriti, cacau, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão, umbu e pirarucu de manejo. A iniciativa visa ao fortalecimento e ao desenvolvimento socioeconômico dos povos e comunidades tradicionais, à permanência do homem na floresta e à garantia de renda, além de conservação, preservação e uso sustentável dos recursos naturais.

O Sociobio Mais será executado pela Conab, com diretrizes dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Fazenda (MF), do Planejamento e Orçamento (MPO) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), sendo o MDA o coordenador e gestor orçamentário das ações.





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Sul e Sudeste vão enfrentar forte aumento das temperaturas nos próximos dias


Uma massa de ar polar está atuando no país neste momento, trazendo frio intenso e geadas para o Sul e Sudeste. No entanto, previsões indicam que o calor volta até o final da semana, com um aumento de mais de 10°C nos termômetros.

Nos últimos dias, uma massa de ar frio avançou pelas regiões Sul e Sudeste e fez as temperaturas despencarem. Algumas das menores temperaturas registradas pelas estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) nesta terça-feira (21) foram:

Com temperaturas tão baixas, houve ocorrência de geadas pontuais em vários municípios do Sul e do Sudeste ao longo dos últimos dias, especialmente em regiões de maior altitude como serras, montanhas e picos.

No entanto, previsões já indicam uma mudança no tempo até o final da semana.

Embora a massa de ar frio ainda mantenha as baixas temperaturas em grande parte do país ao longo da semana, existe uma tendência de que, gradualmente, as temperaturas voltem a subir. A previsão para São Paulo capital ilustra essa situação:

Isso ocorre porque o ar frio seguirá em direção ao oceano, deixando de atuar no país, e a radiação solar voltará a aquecer o solo, fazendo as temperaturas se elevarem gradualmente ao longo da semana. Já a partir de quarta-feira, geadas se tornam improváveis no Sul, ocorrendo apenas nos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira, no Sudeste.

Já no domingo (26), a massa de ar frio terá deixado de atuar na maior parte do país, dando espaço para um aquecimento que voltará a deixar as temperaturas mais altas do que o normal – especialmente na região que compreende Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde o aquecimento será mais pronunciado.

Por enquanto, não há previsão de outra frente fria ou massa de ar frio tão intensa quanto essa avançando pelo país ao longo de Outubro. A tendência é, portanto, que Novembro se torne um mês mais quente do que esse. Ainda assim, vale notar que uma frente fria menos abrangente vai atuar ao longo da última semana de Outubro.

Um novo sistema frontal irá se formar na semana que vem e pode fazer as temperaturas caírem novamente no Sul e no Sudeste do país, inclusive com possibilidade de formação de geadas no Rio Grande do Sul.

Embora as temperaturas possam cair também no Sudeste ao longo da semana que vem, essa frente terá menor abrangência e o frio NÃO será tão intenso quanto o registrado ao longo da semana atual. Até o momento, não há previsão de novas geadas na região Sudeste após esta semana.

De qualquer maneira, não deixe de conferir as atualizações das previsões e nem as previsões específicas para o seu município, que estão disponíveis aqui no portal da Meteored. Assim você evita ser pego de surpresa pelo frio intenso.





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Projeto permite que créditos de atividade preservacionista paguem multas ambientais do setor rural



PL prevê uso de créditos de conservação ambiental para quitar multas e compensações


Foto: Canva

O Projeto de Lei 448/25, em análise na Câmara dos Deputados, permite ao produtor rural usar créditos gerados por serviços de conservação ambiental, como restauração de uma área degradada, como forma de pagamento de multas por infrações ambientais.

Pelo texto, os créditos também poderão ser usados para pagar compensações financeiras decorrentes do licenciamento ambiental ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O TAC é ferramenta legal, proposta pelo poder público, que serve para resolver problemas sem precisar ir para a Justiça.

“O projeto tem por objetivo tornar mais inteligente o sistema, gerando a possibilidade de compensação de débitos do produtor rural ou do empresário com créditos advindos de sua atividade preservacionista”, explica o deputado Zé Trovão (PL-SC), autor do projeto.

O texto altera duas leis ambientais (Código Florestal e Lei 14.119/21, que trata do pagamento por serviços ambientais).

Próximos passos

O projeto será analisado, de forma conclusiva, nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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Exportações de frutas somam US$ 909 milhões em 2025


Mesmo diante dos desafios enfrentados pelo setor, o terceiro trimestre de 2025 reafirmou a força da fruticultura brasileira. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com base no Comex Stat, as exportações de frutas frescas cresceram 30,2% em valor e 16,3% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 323,6 milhões e 290,6 mil toneladas embarcadas no trimestre. No acumulado do ano, as vendas somam US$ 909,8 milhões e 836,9 mil toneladas.

O resultado reflete o trabalho conjunto entre produtores, exportadores e instituições representativas. Mesmo após o anúncio do “tarifaço” americano, que gerou preocupação no início do semestre, o setor reagiu com firmeza. “Em um primeiro momento, foi necessário refletir sobre as alternativas e avaliar os impactos, mas em nenhum momento deixamos de produzir o planejado. O setor continuou negociando, trabalhando e mostrando sua força. Os números alcançados são o reflexo direto desse esforço coletivo, que une produtores, exportadores e instituições em torno de um mesmo propósito: mostrar ao mundo a força e a excelência da fruticultura brasileira”, afirmou o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.

Coelho destacou ainda que, além de produzir, o setor sabe negociar e buscar novos mercados. Segundo ele, “o trabalho vai muito além da porteira, envolve planejamento, qualificação, parcerias e uma visão cada vez mais global”.

O desempenho positivo também é atribuído à participação do Brasil em feiras internacionais. Em 2025, o país marcou presença em eventos estratégicos como a Fruit Logistica, na Alemanha, a Fruit Attraction, em São Paulo e Madrid, e a Asia Fruit Logistica, em Hong Kong. Esses encontros reforçaram a imagem do país como fornecedor confiável e sustentável.

De acordo com a diretora de ESG da Abrafrutas, Priscila Nasrallah, o Brasil tem avançado de forma consistente na adoção de certificações socioambientais e de qualidade, o que amplia a confiança dos mercados e consolida o compromisso do setor com critérios ESG. “Temos trabalhado continuamente para fortalecer a imagem do Brasil no exterior, diversificar mercados e abrir novas oportunidades para nossos produtores. Em breve, a Abrafrutas apresentará uma grande novidade, que vai potencializar ainda mais os negócios e a visibilidade do país no comércio internacional de frutas”, afirmou Nasrallah.

Entre as principais frutas embarcadas no período, a manga manteve a liderança, com alta de 3,8% em valor e 36,9% em volume, impulsionada pela demanda da União Europeia e do Reino Unido. O limão teve leve aumento de 0,02% em valor e 7,97% em volume, consolidando sua presença na Europa e no Oriente Médio. O melão registrou alta de 29,77% em volume e 47,01% em valor, favorecido pela estabilidade da oferta nordestina. As exportações de melancia cresceram 97,4% em valor e 64,9% em volume, enquanto as de banana aumentaram 40,8% em valor e 63,8% em volume.





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Brasil fortalece comércio agro com Ásia e Oriente Médio


O governo brasileiro anunciou a abertura de novos mercados para produtos agropecuários. Entre os destaques estão as exportações de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Segundo o governo, o Japão, com cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024. O país asiático tem forte demanda por ingredientes de alta qualidade para panificação e confeitaria, setores em que a castanha-do-Brasil se destaca pelo teor de selênio. “A abertura gera ganhos para produtores e processadores brasileiros, além de ampliar o leque de fornecedores para a indústria japonesa”, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Em Singapura, as autoridades sanitárias autorizaram a entrada de ovos processados do Brasil. Com mais de 6 milhões de habitantes e dependente de importações para suprir mais de 90% do consumo interno, o país demanda produtos padronizados com maior durabilidade e segurança alimentar. “O mercado de hotéis e restaurantes singaBrasil amplia exportações com novos mercados abertospurense exige insumos de qualidade e estabilidade operacional, o que torna o produto brasileiro competitivo”, destacou o Mapa.

A Coreia do Sul também aprovou a importação de heparina purificada suína do Brasil, insumo farmacêutico ativo utilizado em medicamentos anticoagulantes. O país, com população superior a 51 milhões de pessoas, importou quase US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, açúcar, cereais e farinhas. De acordo com o governo, de janeiro a setembro, 37% das novas aberturas de mercado tiveram como destino o continente asiático.

O Egito, parceiro tradicional do Brasil em proteínas animais, autorizou a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. As compras egípcias vêm crescendo em razão do reconhecimento da certificação halal e da previsibilidade do fornecimento brasileiro. “A diversificação de produtos reflete a confiança do mercado egípcio na produção nacional”, afirmou o Mapa.

Durante missão oficial do vice-presidente da República à Índia, foi acordada a exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, destinados à produção de gelatina e outros usos industriais, incluindo a indústria têxtil. Segundo o ministério, a medida “fortalece a economia circular e agrega valor ao complexo pecuário brasileiro”.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 460 novas oportunidades comerciais desde o início de 2023. O governo destacou que os resultados “reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, especialmente aqueles com maior valor agregado”, fruto da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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