sábado, abril 25, 2026

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Açúcar terá novas quedas em abril apesar dos ganhos de março


açúcar etanol
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

O mês de março foi finalizado com uma alta muito importante no curto prazo para o driver Maio/26 do açúcar, que teve uma média de negociações ao redor de US$/cents 14,81 ao longo do mês. Este valor se mostrou 6,82% mais alto que a média vista em março de 2026, de US$/cents 13,86.

Apesar disto, no ano, a queda fora ainda intensa, de 24% (frente a cotações médias que se viam em março de 2025 a US$/cents 19,53) sendo que o mesmo podemos afirmar da média de cinco anos sobre o mesmo período que teve recuo de 27% (frente a preços médios que são vistos neste mês do ano em US$/cents 20,37).

A Safras & Mercado alerta que tanto o comparativo anual quanto a média de 5 anos sobre o mesmo período estão com preços deflacionados, colocados em valores presentes e corrigidos pelo índice CPI de inflação dos Estados Unidos. Logo, pontuamos que há uma clara divergência entre o comparativo de curto prazo (variação na margem, ou seja, frente ao mês imediatamente anterior) e os comparativos de médio e longo prazo que são o anual e o comparativo frente a média de 5 anos sobre o mesmo período.

Para piorar o cenário, a primeira semana de abril trouxe consigo dois importantes movimentos que ajudaram a derrubar os preços do açúcar em Nova York:

  • 1. O desenvolvimento da fase de queda em solavanco (que vamos detalhar mais à frente);
  • 2. A mudança de posição driver da primeira para a segunda tela.

Com isto, o contrato Julho/26 teve a primeira semana de abril com preços médios de US$/cents 14,60, ao passo que na segunda-feira (13), início da segunda semana do mês, fora possível observar também a perda da base dos 14 cents.

Logo, antes mesmo deste contexto, a Safras & Mercado já espera uma queda na média mensal de preços a ser vista em abril, com cotações médias esperadas sobre a segunda tela Julho/26 na faixa de US$/cents 13,75. Caso se confirme, esta média de preços deverá representar uma queda na margem de 7,13% frente a média de março que fora de US$/cents 14,81, assim como uma queda de 25% frente ao mesmo momento do ano anterior (com preços médios de abril de 2025 em US$/cents 18,50) além de se posicionar 36% mais baixo que a média de 5 anos sobre mesmo período (que para abril de 2026 aponta para o valor de 21,62).

A mudança da posição driver da primeira para a segunda tela (ou seja, de Maio/26 para Julho/26) é um vetor de fragilidade sobre as cotações da primeira tela, mas de alta sobre a segunda e terceira tela. Ainda assim, o saldo geral permanece mais vendedor do que comprador no movimento geral de rolagem de posições.

A Safras & Mercado pontua que a média de 8 anos de entregas físicas sobre a tela Maio oscila em 1,084 milhão e toneladas. Porém, levando em conta a posição driver anterior (Março/26) que teve 1,11 milhão de toneladas de entregas físicas de açúcar, este volume da média de 5 anos tende a se mostrar superestimado.

No mesmo momento do ano passado a tela Maio/25 deteve entregas físicas de 1,54 milhão de toneladas. Porém, levando em conta a fragilidade do mercado de açúcar desde o início de 2025 e projetado sobre a primeiro trimestre de 2026, a expectativa da Safras & Mercado é de entregas físicas sobre Maio/26 ao redor de 700 mil toneladas.

Ainda que ocorra uma tendência elevada de demanda das indústrias em travar volumes de entregas físicas abaixo dos 14 cents, não há contrapartida de oferta de contratos futuros por parte das usinas em ficar vendidas em Nova York nesses níveis de preços que representam cotações dentro da usina (na modalidade PVU) abaixo dos custos de produção que oscila entre US$/cents 13,50 a US$/cents 13,80 a depender da unidade.

Queda em solavanco

Outro ponto é a eclosão do movimento de Queda em Solavanco ocorrida na primeira semana de abril que veio na sequência do movimento de Alta em Solavanco desenvolvido nos primeiros 20 dias de março. Nas edições anteriores deste mesmo relatório semanal de açúcar, a Safras & Mercado já estava alertando para as três fases deste movimento que eram as de Alta em Solavanco, a criação de uma Zona de Conjunção no topo da alta dos preços e, posteriormente, termos a fase de Queda em Solavanco, a qual estamos atravessando agora na primeira e na segunda semana de abril.

Exatamente por isto que a Safras & Mercado projeta a continuidade dos preços mais baixos ao longo de abril com média de cotações em US$/cents 13,50 que, no dia a dia do mercado, podem ser até mais baixas, com mínimas até US$/cents 13,50 onde uma zona de acomodação deverá ser criada junto a esta mínima de médio prazo.

Por enquanto não vemos como provável cotações na casa dos 12 cents sobte Julho/26 e sobre nenhuma tela dos demais contratos futuros do açúcar bruto em Nova York. Ainda que se acumulem os vetores de baixa aos preços, a mínima dos US$/cents 13,50 ou até mesmo dos US$/cents 13,00 deverá ser mantida nos momentos de maior pressão vendedora sobre estes ativos.

Porém níveis de preços ainda nos 14 cents já representam prejuízos operacionais as usinas quando colocados na modalidade PVU, o que deixa as fixações futuras cada vez mais difíceis e serem realizadas, ainda mais com níveis de câmbio muito negativos para as exportações, na base dos R$ 5,00 como tem disso visto na primeira semana de abril sendo que no início da segunda semana deste mesmo mês o dólar chegou até mesmo a operar abaixo dos US$/cents 5,00 nas mínimas do dia.

Com isso, a Safras & Mercado alerta que as usinas têm enfrentado um mês de abril em que as cotações do açúcar bruto em Nova York retornam para as mínimas do ano ao passo que o real forte frente ao dólar também não colabora para a renumeração em dólares das exportações. Neste contexto, a Safras & Mercado reforça a sua leitura de que a safra corrente 2026/27 que fora iniciada em abril terá um míx de produção altamente concentrado ao etanol.

Mix açúcar x etanol

A expectativa de Safras & Mercado é que o mix médio da temporada como um todo tenda a ser de 54% para o etanol e 46% para o açúcar. Em nosso primeiro levantamento de safra realizado em dezembro de 2025 havíamos apontado um valor de 53% para o etanol e 47% para o açúcar que fora ajustado agora em abril com o aceno do governo federal de elevação da mistura de anidro a gasolina de 30% para 32%.

Apenas para se ter uma ideia, a média de 5 anos de mix de produção para o início da safra é de 88% para o etanol, sendo que os dados de março, publicados pela Unica relativos a primeira quinzena do mês apontaram para um mix médio da região em 95% para o etanol. Porém pontuamos que nem mesmo este padrão de mix exponencialmente concentrado ao etanol e nem mesmo o real acentuadamente mas forte frente ao dólar [abaixo dos R$ 5,00] se mostram como vetores de alta fortes o suficiente ao açúcar para motivar uma reação que eleva os preços das primeiras telas de volta aos 14 cents. Além disso, em nossa visão, isto não irá acontecer tão cedo.

Ao longo do início de abril temos apontado como 7 os vetores de baixa aos preços do açúcar em Nova York que fundamentam a nossa visão de preços mais baixos em abril e ao longo do primeiro semestre de 2026:

  1. Movimento de bump and run reverse que segue ativo sobre as duas primeiras telas do açúcar bruto em Nova York;
  2. Expectativa de prolongamento do superávit internacional sobre 2026 por parte do USDA com seu novo reporte de maio de 2026;
  3. Declarações recentes da Índia negando restrições das exportações;
  4. Perda da base dos 14 cents;
  5. Perda da Média Móvel Exponencial de 50 dias;
  6. Redução de 2% na demanda da Índia na safra 2025/26 saindo de 28,3 para 27,7 milhões de toneladas;
  7. Início da moagem da safra nova 2026/27 do Centro-Sul do Brasil.

Alertamos também sobre o descolamento do petróleo e o açúcar em Nova York que se mostrou válido ao longo de todo o mês de março mas que, agora em abril, não mais se observa no mercado. Em momento de alta de 8% no petróleo, o açúcar consegue se mostrar com ganho de apenas 0,5% quando não incorre em perdas.

Maurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Mercado do boi abre estável após altas


O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (15) com estabilidade nos preços, após as altas registradas no dia anterior para o “boi China” e para a vaca. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o ambiente seguiu firme, com negociações conduzidas de forma mais cautelosa entre compradores e vendedores.

Segundo a Scot Consultoria, “tanto a ponta vendedora quanto a compradora estiveram realizando negócios de forma mais compassada, em busca de melhores oportunidades no curto prazo”. A escala de abate média permaneceu em oito dias.

No Pará, a oferta reduzida e as escalas curtas, de até seis dias, sustentaram a firmeza do mercado. Ainda conforme a Scot Consultoria, fatores como boas condições de pastagem, desempenho das exportações e melhora no escoamento da carne contribuíram para o cenário, que resultou em valorização nas cotações em algumas regiões.

Na região de Marabá, os preços permaneceram estáveis. Já em Redenção, a cotação da vaca registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a novilha não apresentaram variações. Para o “boi China”, houve aumento de R$ 2,00 por arroba nas regiões de Marabá e Redenção.

Em Paragominas, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba na comparação diária, enquanto vaca e novilha mantiveram os preços. O “boi China” também apresentou valorização de R$ 2,00 por arroba.

Em Roraima, após as altas registradas no dia anterior, o mercado seguiu firme, com a cotação de referência estável, conforme apontado pela Scot Consultoria.





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17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis


Parecis
Foto: reprodução/Planeta Campo

A 17ª edição da Parecis SuperAgro começou nesta semana em Campo Novo do Parecis, no noroeste de Mato Grosso, reunindo 180 marcas e apresentando mais de 100 novidades voltadas ao produtor rural.

Considerada uma das principais vitrines de tecnologia agrícola da região, a feira destaca soluções que vão da lavoura ao mercado em um momento em que eficiência e gestão estratégica se tornam ainda mais essenciais dentro e fora da porteira.

Realizado no Chapadão dos Parecis, uma das regiões mais produtivas do país, o evento reúne lançamentos nacionais em máquinas, insumos, serviços financeiros e ferramentas voltadas ao aumento da produtividade no campo.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, Antônio Brólio, o objetivo da feira é levar ao produtor “o que há de melhor em tecnologia no mundo”, além de oferecer oportunidades de negócio e acesso a informações estratégicas para enfrentar os desafios do setor.

Em meio a um cenário de margens apertadas e incertezas no agronegócio, a programação da Parecis SuperAgro também aposta em palestras e debates para orientar os produtores. A proposta é apresentar alternativas para melhorar a rentabilidade e preparar o agricultor para a próxima safra, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nos últimos anos.

“O que nós temos melhor em tecnologia do mundo está aqui para apresentar ao agricultor. O expositor vem preparado para tentar fazer negócios com o agricultor da região e com boas negociações, com prazos e aqui dentro mesmo a gente tem instituições financeiras que ajudam nesse caso”, destaca Brólio.

Apesar do momento delicado, o setor produtivo da região mantém o otimismo. Campo Novo do Parecis ocupa posição de destaque no agronegócio nacional, tendo o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do país, além de se destacar na pecuária dentro de Mato Grosso.

Expectativa

A expectativa é que entre 8 mil e 10 mil pessoas passem pela feira ao longo da programação, que segue até sexta-feira (17) com intensa movimentação e oportunidades de negócios.

Além de fortalecer a economia regional, a Parecis SuperAgro reforça a importância da inovação e da troca de conhecimento para garantir competitividade ao produtor rural em um cenário cada vez mais exigente.

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Duas semanas para votar: decida para quem vai o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!


Imagem gerada por IA

Faltam 15 dias para a votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 chegar ao fim! Até o dia 30 de abril você ainda pode votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Se ainda está em dúvida, relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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Brasil começará a exportar 11 tipos de frutas para Arábia Saudita, El Salvador e Azerbaijão


melancia cultivo mínimo
Foto: Pexels

O Brasil concluiu negociações para iniciar a exportação de produtos do agro para Arábia Saudita, El Salvador, Jordânia, Azerbaijão e Etiópia.

De acordo com anúncio desta quinta-feira (16) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), serão vendidos para a Arábia Saudita nove produtos da fruticultura nacional: abacate, atemoia, goiaba, carambola, citros, gengibre, mamão, maracujá e melancia.

O país é um dos principais mercados para o agronegócio brasileiro no Oriente Médio. Em 2025, foram vendidos para lá mais de US$ 2,8 bilhões em produtos agropecuários.

Já em El Salvador, as autoridades locais aprovaram a exportação de maçã e, no Azerbaijão, foi autorizada a venda de uvas. Segundo o sistema Agrostat, em 2025, o Brasil embarcou cerca de US$ 103 milhõs para a nação da América Central e US$ 24 milhões para o país localizado entre a Europa e a Ásia.

Na Jordânia, o aval é para a exportação de feno. No ano passado, o país importou quase US$ 500 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Na Etiópia, por fim, foi autorizada a venda de sementes de forrageiras das espécies Brachiaria spp., Panicum spp. e Setaria spp.

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 591 aberturas de mercado desde o início de 2023.

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Fiscais apreendem carga de cerveja e polpa de açaí avaliadas em mais de R$ 800 mil


apreensão de cerveja e açaí
Foto: divulgação/Sefa

A Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) realizou, nesta quarta-feira (15), duas apreensões de mercadorias em operações de fiscalização no estado, resultando em autuações que somam quase R$ 290 mil entre impostos e multas. As ações ocorreram nos municípios de Novo Progresso, no sudoeste paraense, e Cachoeira do Piriá, no nordeste do estado.

Na Rodovia BR-163, em Novo Progresso, fiscais estaduais apreenderam 257,4 mil unidades de cerveja em lata, avaliadas em R$ 697.605,40. A carga saiu de Frutal (MG) com destino a Santarém (PA).

Segundo coordenador Maycon Freitas, apesar de a mercadoria estar acompanhada de nota fiscal e recolhimento de ICMS por substituição tributária, foram identificadas inconsistências na base de cálculo do imposto.

“Verificou-se que o valor informado na nota fiscal não incluía a devida Margem de Valor Agregado (MVA), conforme exigido pela legislação tributária, o que resultou em recolhimento inferior ao valor devido”, explicou.

Diante da irregularidade, foram emitidos dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs), totalizando R$ 263,3 mil em imposto e multa.

Açaí

Já em Cachoeira do Piriá, fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi apreenderam 8,9 toneladas de polpa de açaí avaliadas em R$ 132.211,80. A carga havia saído de Castanhal (PA) com destino a Maracanaú (CE).

“Após o início de fiscalização e entrega dos documentos fiscais os servidores, ao analisarem a nota fiscal, verificaram que o contribuinte não havia feito o pagamento do imposto devido na saída do estado”, disse o coordenador Gustavo Bozola.

Neste caso, foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito no valor de R$ R$ 25.384,67, que ainda aguarda pagamento. As ações fazem parte do trabalho de fiscalização da Sefa para combater irregularidades tributárias no transporte de mercadorias e garantir o recolhimento correto dos tributos estaduais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar perde força após altas recentes


A expectativa de uma safra elevada de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 2026/27 deve ampliar o excedente global e manter pressão sobre os preços do açúcar. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a produção pode alcançar cerca de 635 milhões de toneladas de cana, com volume superior a 40 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, esse cenário se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, ampliando a oferta global e reforçando a tendência de preços mais baixos para o açúcar.

Ainda conforme a Hedgepoint Global Markets, movimentos recentes de alta, que levaram o açúcar a cerca de 16,1 centavos de dólar por libra, perderam força com a redução dos prêmios de risco geopolítico e a queda no complexo energético, indicando limitação desse suporte no curto prazo.

“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade de curto prazo, os fundamentos permanecem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste por meio de reduções na mistura e estímulo à demanda”, afirma Lívia Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o etanol voltou a ganhar competitividade frente ao açúcar desde o final de 2025, influenciando o mix produtivo das usinas. Atualmente, o mercado opera com cerca de 48% da produção direcionada ao açúcar, enquanto o nível necessário para equilibrar oferta e demanda estaria próximo de 44,5%.

Ainda segundo a Hedgepoint Global Markets, limitações operacionais e comerciais tendem a restringir ajustes mais rápidos no mix, mantendo o mercado em situação de excedente. Esse desequilíbrio é estimado em pelo menos 3,2 milhões de toneladas, fator que segue pressionando os preços.

Nesse contexto, a Hedgepoint Global Markets indica que o piso do açúcar deve se situar em torno de 13,5 centavos de dólar por libra, considerando o etanol hidratado próximo de R$ 2,2 por litro, referência para o ajuste entre oferta e demanda ao longo da safra.

Apesar do cenário, a Hedgepoint Global Markets aponta fatores que podem trazer volatilidade ao mercado, como mudanças no setor energético e riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que podem afetar a produção no Hemisfério Norte e influenciar os preços a partir de 2027.





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Ciclone extratropical avança no Brasil e chuvas podem ultrapassar 100 mm em cinco dias; veja onde


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Foto: Freepik

A colheita de soja no Brasil caminha para a reta final, com cerca de 85% da área já colhida, embora o ritmo ainda esteja aproximadamente 3% atrás do registrado no mesmo período do ano passado. Estados como Mato Grosso e São Paulo já encerraram os trabalhos em campo, enquanto outros importantes produtores, como Paraná e Minas Gerais, superam os 90% de área colhida.

Apesar do avanço, ainda há diferenças relevantes entre as regiões. Os maiores atrasos são observados no Maranhão, com diferença de 15%, na Bahia, com 20%, e em Santa Catarina, que lidera o atraso nacional, com cerca de 23,4%. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul apresenta recuperação e já opera 1% à frente da última safra.

As condições climáticas têm sido determinantes para esse cenário. No geral, o tempo mais seco no Brasil central tem favorecido o andamento da colheita, especialmente em Minas Gerais. Por outro lado, a elevada umidade do solo e a persistência das chuvas em Santa Catarina e no Maranhão seguem dificultando o avanço das máquinas no campo.

A situação tende a se complicar ainda mais no Sul do país com a formação de um ciclone extratropical, que deve provocar novos episódios de chuva intensa, especialmente em Santa Catarina, atrasando novamente as operações.

Na região do Matopiba, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém volumes expressivos de precipitação no Maranhão, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm em cinco dias.

Na Bahia, a previsão indica chuvas pontuais no fim de semana em áreas como Barreiras, sem grandes impactos no campo. Os volumes mais significativos devem retornar apenas na virada do mês, com tendência de corte das chuvas ao longo de maio.

Entre os dias 21 e 25 de abril, o cenário será de tempo mais firme no Brasil central, abrindo uma janela importante para o avanço da colheita. Já no Sul, a chuva continua presente, principalmente entre Santa Catarina e Paraná. Em regiões do Matopiba, como o sul do Piauí e Tocantins, a tendência é de alívio nas precipitações.

No Centro-Oeste, áreas como Rio Verde devem ter condições favoráveis, com tempo firme até o fim de abril, garantindo cerca de dez dias seguidos para o produtor acelerar os trabalhos. As chuvas retornam no início de maio, com acumulados entre 20 e 30 mm até o período do Dia das Mães, favorecendo também o desenvolvimento do milho safrinha.

Já no Sul, a preocupação segue elevada. Em Campos Novos, importante polo produtivo de Santa Catarina, os acumulados podem ultrapassar 150 mm na semana do dia 21 ao dia 26, mantendo o risco de atrasos significativos na colheita.

Além da chuva, o produtor deve ficar atento à chegada do primeiro frio mais intenso do outono na primeira semana de maio. As temperaturas mínimas podem cair para perto de 5°C, com possibilidade de geadas em áreas de baixada, o que acende um alerta para as lavouras.

No curto prazo, a formação do ciclone extratropical também traz risco de temporais no Centro-Sul do país, incluindo o interior da região Sul, o sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Há previsão de rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h, além de possibilidade de granizo.

Enquanto isso, o tempo segue mais aberto em estados como Minas Gerais, Bahia e Goiás, com predomínio de sol e temperaturas elevadas, variando entre 30°C e 32°C. Já no Norte, áreas como Vilhena, em Rondônia, devem registrar dias consecutivos de chuva até o fim de semana, com temperaturas mais amenas.

O cenário, portanto, exige atenção redobrada do produtor, que terá janelas curtas, porém importantes, para avançar com a colheita diante de um clima ainda bastante instável em diversas regiões do país.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Entre guerra e custos altos, milho deve perder espaço nos EUA e provocar…


No Brasil, clima para safrinha permanece em evidência, mas mercado monitora comportamento em Chicago

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O mercado global de grãos está bastante ansioso pela chegada dos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês de março. O relatório Prospective Plantings chega com as primeiras projeções oficiais de área da safra 2026/27 do país e o que os especialistas esperam encontrar é uma confirmação dos sinais trazidos pelos Outlook Forum do USDA, realizado no fim de fevereiro: uma redução na área de milho e um aumento para a soja. As expectativas são grandes porque estes números vão dizer muito também sobre como ambos os mercados reagirão no Brasil, em especial o de milho. 

Com o que os especialistas não contavam, no entanto, é que uma guerra no Oriente Médio seria deflagrada entre o fórum do departamento norte-americano e a chegada deste boletim. E mais do que isso, que os conflitos fossem severos o bastante para elevar de forma muito rápida e agressiva os preços dos fertilizantes – em especial os nitrogenados -, além de promover uma disrupção forte na logística destes insumos. As altas não são só intensas, como contínuas desde o último dia 28 de fevereiro, quando os ataques foram iniciados. 

“Já víamos, desde o Outlook, uma pequena redução de área, e depois veio este agravante da guerra, todo esse custo com os fertilizantes esse incômodo que está se passando e preços nada atrativos para o produtor (…) Então, sabemos que algo (de área menor de milho nos EUA) já está previsto e fica a parte da surpresa. Eu até acredito que teremos uma área ainda menor do que o previsto no Outlook, mas agora é difícil estimar, até porque temos outras medidas que podem também melhorar o consumo de biocombustíveis”, explica o diretor da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael.

Para o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os custos de produção mais baixos da soja do que os do milho nos EUA serão muito considerados pelo produtor norte-americano no atual ambiente, com total influência do comportamento dos preços da ureia. “mesmo que o milho mostre cotações futuras muito atrativas”. Caso a área destinada ao cereal seja significativamente menor no país, os preços em Chicago poderiam testar níveis acima dos US$ 5,10, US$ 5,20 por bushel no ano que vem, “para haver um equilíbrio em cima dessa nova fase de custos majorados”. 

Ele lembra ainda que diante dos atuais preços do fertilizante nitrogenado, a China também começou a regular suas exportações para buscar garantir valores mais adequeados a seus produtores. “Mas, se o nitrogenado estiver alto na China, existe uma tendência, talvez, do produtor chinês de plantar um pouco mais de soja e menos de milho”.  

Roberto Carlos Rafael pondera que, considerando a “fotografia atual” do mercado norte-americano de milho, são ainda estoques confortáveis no radar dos traders, e que, os “próximos retratos” vão incluir outros elementos além da área da nova safra norte-americana, como o clima para a safrinha do Brasil e a próxima safra de verão. 

“A possibilidade de um El Niño está presente com uma força de mais de 80% ao final deste ano. Isso pode, às vezes, mudar o jogo, mas ainda é cedo para afirmar. Do ponto de vista da safrinha, me parece que o sistema será neutro, parecido com o do ano passado, e devemos ter um clima muito parecido, mas atentos aos meses de abril e maio, que são dois meses importantíssimos”, complementa Rafael. “Mas, esse ainda é um jogo muito aberto”. 

E o jogo está mais aberto do que estaria em condições normais, justamente, por conta da guerra EUA/Israel x Irã. Daqui em diante, além da área e do clima nos EUA, do clima no Brasil para a segunda safra e de como será finalizado o plantio para que também se tenha uma estimativa mais precisa de área, o comportamento da demanda pode também surpreender. 

COMO PODEM SENTIR OS PREÇOS DO MILHO NO BRASIL?

Os impactos do comportamento dos preços em Chicago no mercado brasileiro são mais intensos no segundo semestre por conta da janela de exportação mais forte do milho e é ali onde devem estar as atenções dos produtores, como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro. “Mas, esse impacto de Chicago chega também ao sentimento do produtor, do especulador, do operador da B3, então, se tivermos uma conversão de área importante e que leve o milho a escalar, a gente pode ver também oportunidades chegando também ao produtor brasileiro, oportunidades estas que coloquem preços melhores para ele vender estes estoques que ainda estão na mão” diz. 

A colheita do milho verão já está bem adiantada no Brasil, com os preços sentindo uma pressão um pouco maior onde há a chegada desta oferta, por isso, uma melhora das referências na CBOT chegariam em boa hora para o mercado nacional. “E essas oportunidades seriam importantes de serem aproveitadas, porque sem um problema climático daqui para frente, ainda teremos uma oferta importante de milho. É claro que a demanda é muito boa e vale salientar que a demanda este ano foi surpreendentemente boa, não só no Brasil, mas no mundo”, afirma o analista de mercado. 

BRASIL PODE SE APROXIMAR DE 100 MILHÕES DE T CONSUMIDAS

Essa demanda forte pelo milho – no Brasil e no mundo – tem trazido um respiro importante para o fluxo de caixa do produtor brasileiro na última temporada, em que as margens da soja estão muito ajustadas, ficando até mesmo negativas em algumas regiões. 

“Para 2026, podemos nos aproximar das 100 milhões de toneladas consumidas em nosso mercado interno. Temos uma demanda crescente, com uma oferta que tem dificuldade de crescer. O clima do ano passado para a safrinha foi muito bom e a produtividade foi muito alta. Neste ano, nosso levantamento mostra que a área plantada está muito próxima do ano passado na safrinha e eu acredito que será muito difícil repetirmos uma produtividade tão boa”, detalha Palavro. 

Com isso, a expectativa é de que a demanda interna cresça, mesmo que o Brasil siga exportando bons volumes, acima de 40 milhões de toneladas em 2026. 

DEMANDA CRESCENTE DE UMA OFERTA ABUNDANTE

O consumo intenso de milho que se deu mundo afora veio em um cenário de recorde de produção nos principais países produtores globais do cereal, entre eles EUA, China, Brasil. “Mesmo assim, a demanda superou a oferta. Então, vemos que o milho é um mercado incentivado. Por mais que possamos ter pressão com a proximidade do desenvolvimento em boas condições da safrinha, eu não acredito em preços muito baixos do milho porque a demanda surpreende”, acredita o diretor da Pátria.

Com o conflito em andamento, o consumo iraniano de milho – que é suprido majoritariamente pelo Brasil – está em xeque. “No ano passado, exportamos 9,5 milhões de toneladas para o Irã. Se essa guerra continuar, quanto vai sobrar para o Brasil?”, questiona o Roberto Carlos Rafael. E mais do que isso, ele lembra ainda que caso o governo do país seja mesmo derrubado pelos EUA, sanções podem ser retiradas e os norte-americanos poderiam, inclusive, passar a vender milho para o Irã. “Tudo vai depender da escalada dessa guerra”. 

FUNDAMENTOS PRÓPRIOS CRIAM UM AMBIENTE POSITIVO

Vlamir Brandalizze explica que a demanda crescente do milho é constante. 

“O milho, com certeza, vai estar mais valorizado com o passar do tempo. Estamos entrando em uma nova era mostrando um aumento no uso de biocombustíveis, pode haver um aumento dos biocombustíveis nos EUA, aumentando a demanda local por milho para a produção de etanol e isso traz os EUA para um potencial de exportação menor, deixa o mercado mais carente. Tudo indica que se confirmados esses dois milhões de hectares a menos de milho nos EUA haverá uma queda na safra americana na ordem de 20 milhões de toneladas e isso traz o mercado para uma oferta mundial muito menor do que o consumo e isso é benéfico para as cotações internacionais”, diz. 

E todas estas relações, até este ponto, criam um ambiente positivo para o mercado do milho por seus próprios fundamentos. “Tudo indica que teremos uma safra global menor do que o consumo e isso traz um apelo positivo para a cotação, mantém as cotações firmes. O próprio trigo está ajudando, com a maioria dos meses acima dos US$ 6,00 por bushel. O trigo também está valorizado e não haverá tanto produto assim para entrar em ração e disputar o espaço”, afirma o especialista da Brandalizze Conslting. 





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