sábado, abril 25, 2026

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Exportações de carne suína do Paraná batem recorde em março e crescem 10,1% em 2026


suínos
Foto: Seara

No Paraná, foram enviadas 21,36 mil toneladas de suínos para o mercado externo em março de 2026, configurando o melhor desempenho exportador para este mês, segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgado nesta quinta-feira (16).

O resultado foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas em março de 2026, um aumento de 86,9% (2,16 mil toneladas) em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Março registrou o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado.

Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que levantam os números das exportações brasileiras desde 1997, mostram que as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam um aumento de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de resultados recordes vem sendo observado no Paraná desde julho de 2024.

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AgroNewsPolítica & Agro

Fenasul Expoleite e Fenovinos são lançadas com expectativa de mais de 3 mil animais


O lançamento da 19ª Fenasul e da 46ª Expoleite ocorreu na manhã desta quinta-feira (16), no pavilhão do gado leiteiro do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Durante o ato, também foi anunciada a 38ª edição da Fenovinos, que ocorrerá nas mesmas datas e no mesmo local. O evento contou com a presença de autoridades, dirigentes de entidades e produtores. A feira, com entrada gratuita, ocorre de 13 a 17 de maio no parque. A cerimônia contou com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o vice-governador do Estado, Gabriel Souza.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, destacou a importância da feira no calendário do setor e a expectativa de grande público. “A data do evento já se consolidou como um patrimônio, reunindo tradição e relevância econômica. A projeção é de mais de duas mil pessoas ao longo da programação, que contará com atrações voltadas a todos os públicos”, apontou.

Madalena ainda ressaltou a força da exposição de animais, com número de ovinos praticamente equivalente ao da Expointer, além da expectativa de novos recordes nesta edição. Ele lembrou que a feira não pôde ser lançada há dois anos em razão de questões climáticas, o que reforçou ainda mais a importância do evento neste momento.

O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, destacou a força coletiva das entidades envolvidas na Fenasul Expoleite e os desafios enfrentados pelo setor leiteiro no Rio Grande do Sul. Em seu discurso, Tang ressaltou a consolidação do evento como resultado da união entre diversas instituições, como Farsul, Fetag, Secretaria da Agricultura e outras entidades representativas.

Segundo Tang, a feira cresceu e ganhou relevância ao integrar diferentes segmentos do agronegócio, reunindo mais de dois mil animais, número que pode chegar a três mil ao considerar as atividades paralelas, como o rodeio. O dirigente também enfatizou a diversidade de atrações, incluindo a participação da Fenovinos, provas com equinos e a presença de raças como o cavalo crioulo. Para Tang, a Fenasul Expoleite se firmou como um espaço representativo de toda a pecuária gaúcha.

O presidente da Gadolando, no entanto, chamou atenção para a situação delicada do setor leiteiro. Ele criticou o impacto das importações e a falta de medidas efetivas de proteção ao produtor nacional. “O produtor precisa trabalhar e pagar suas contas com o próprio produto, sem depender constantemente de crédito bancário”, destacou.

O engenheiro agrônomo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Adrik Francis Richter, representando a entidade no lançamento da Fenasul Expoleite, destacou a importância do evento para o fortalecimento da cadeia leiteira e da agricultura familiar no Estado. Segundo ele, a feira é um espaço fundamental de visibilidade, integração e valorização dos produtores de leite, que são quem de fato viabilizam a realização do evento.

Ele ressaltou ainda que, além de evidenciar a força do setor, é essencial aproveitar o momento para cobrar das autoridades avanços em políticas públicas que garantam mais estabilidade no preço pago ao produtor. Adrik lembrou que 2025 foi um ano difícil para a atividade, marcado por oscilações e desafios na remuneração, reforçando a necessidade de dar mais segurança e previsibilidade à produção leiteira.

Outro ponto destacado foi a participação das agroindústrias familiares, com 40 empreendimentos na Multifeira da Agricultura Familiar. No espaço, o público poderá encontrar produtos como queijos, iogurtes, doce de leite, além de itens tradicionais como cucas e salames, que agregam valor à produção, geram renda no campo e contribuem para o fortalecimento da economia gaúcha.

Representando a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o diretor administrativo da entidade, Francisco Schardong, afirmou que a expectativa de público será superada com o incremento da Fenovinos na programação do evento. O dirigente também saudou a “estreia” do secretário da Agricultura, Márcio Madalena. Schardong dirigiu-se ao governador Eduardo Leite, salientando a parceria do Governo do Estado com o setor produtivo, especialmente na rápida resposta às invasões de terra ocorridas durante seu mandato. Ao encerrar sua fala, ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelos produtores: “Mas, mesmo com o endividamento que passamos, quem vier na Fenasul Expoleite vai conhecer o nosso tamanho, vai saber quem é o produtor do Rio Grande do Sul”, salientou.

O prefeito de Esteio, Felipe Costella, destacou a importância de ouvir os copromotores como parte essencial da construção coletiva do evento. Segundo ele, o reconhecimento dos avanços conquistados ao longo dos anos caminhou junto com a necessidade de atenção às demandas do setor. “A gente reconhece tudo o que já foi feito, mas também entende que ouvir quem está na ponta é fundamental para continuar avançando”, afirmou.

Costella ressaltou que a realização conjunta da Expoleite, Fenasul e Multifeira foi resultado de um trabalho integrado entre diversas mãos, com planejamento e diálogo constante. De acordo com o prefeito, a organização foi construída com foco em ampliar o alcance do evento, atrair mais público e fortalecer a geração de negócios. “A gente se reuniu, pensou estratégias para crescer, trazer mais gente e criar mais oportunidades para todos que participam”, explicou.

O chefe do Executivo também reforçou o papel de Esteio como cidade anfitriã e destacou a importância do evento para o desenvolvimento econômico regional. “Esteio recebeu a todos de braços abertos, porque a gente entende o tamanho e a relevância desse momento para o setor produtivo”, disse.

A 5ª Multifeira de Esteio, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SMDEMA) trará uma programação que integra cultura, tradição, agronegócio e desenvolvimento econômico, com atrações artísticas, atividades tradicionalistas e espaços voltados à valorização da identidade gaúcha. Um dos destaques da programação é a 4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio, promovido pelo CTG Independência Gaúcha, com apoio da Administração Municipal e da RBS TV. O evento ocorre nos dias 16 e 17 de maio, das 8h às 20h, com entrada gratuita.

A programação também inclui atrações gastronômicas no Pavilhão do Chef, com competições e experiências ligadas ao churrasco. Além disso, espaços institucionais e de desenvolvimento econômico irão apresentar iniciativas e potencialidades do município e da região. A expectativa é de mais de 100 estandes e o edital para inscrições deve ser aberto em breve.Confira imagens do evento.





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Colheita de soja 25/26 chega a 90,3% de área no Brasill, aponta consultoria


Colheita da soja no oeste da Bahia
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 90,3% da área plantada até o dia 17 de abril, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço representa um ganho significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 86%.

Apesar da evolução consistente, o ritmo segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada, quando 91,8% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual está praticamente alinhado à média histórica para o período, estimada em 90,9%.

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Colheita de soja 25/26 chega a 90,3% de área no Brasill, aponta consultoria


Colheita da soja no oeste da Bahia
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 90,3% da área plantada até o dia 17 de abril, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço representa um ganho significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 86%.

Apesar da evolução consistente, o ritmo segue ligeiramente abaixo do observado no mesmo período da safra passada, quando 91,8% da área já havia sido colhida. Ainda assim, o índice atual está praticamente alinhado à média histórica para o período, estimada em 90,9%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Limitantes de solo no milho exigem diagnóstico correto para evitar perdas na lavoura


A produtividade do milho começa no solo. Quando há restrições químicas ou físicas no perfil, a cultura perde capacidade de enraizamento, reduz a absorção de água e nutrientes e fica mais vulnerável a períodos de estiagem. Por isso, identificar os principais limitantes de solo é passo decisivo para o produtor planejar correções e evitar prejuízos recorrentes no campo.

O milho é uma cultura altamente responsiva às condições do ambiente. Em solos com boa fertilidade, estrutura adequada e ausência de toxidez, a planta consegue expressar melhor seu potencial produtivo. Já em áreas com acidez elevada, alumínio tóxico, compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), deficiência de nutrientes e, em situações específicas, salinidade, o desempenho da lavoura tende a cair.

Entre os principais entraves está a acidez do solo. Em ambientes muito ácidos, o alumínio se torna mais disponível em níveis tóxicos para as raízes. Na prática, isso limita o alongamento radicular e reduz a capacidade de a planta explorar água e nutrientes em profundidade. O reflexo aparece em lavouras desuniformes, plantas menores e menor resposta ao uso de fertilizantes.

Outro problema frequente é a compactação, causada principalmente pelo tráfego excessivo de máquinas, preparo inadequado do solo, baixa presença de matéria orgânica e ausência de plantas de cobertura com raízes mais agressivas. Quando há camadas adensadas, as raízes do milho ficam restritas à superfície, a infiltração de água é prejudicada e a cultura se torna mais suscetível à estiagem e ao acamamento.

A baixa CTC e o baixo teor de matéria orgânica também estão entre os fatores que comprometem o desempenho da cultura. Solos com essas características, comuns em áreas arenosas, têm menor capacidade de reter nutrientes e menor efeito tampão frente à adubação. Isso aumenta o risco de lixiviação, reduz a eficiência dos fertilizantes e exige manejo mais criterioso ao longo da safra. Para o milho, que demanda nutrição constante, essa limitação pesa diretamente no resultado final.

As deficiências e os desequilíbrios de nutrientes completam a lista dos principais limitantes. Fósforo, nitrogênio e potássio estão entre os elementos mais exigidos pela cultura. Quando o fósforo está baixo, por exemplo, o produtor pode observar crescimento lento e coloração arroxeada nas folhas nas fases iniciais. Já desequilíbrios entre cálcio, magnésio e potássio afetam o desenvolvimento radicular e a eficiência de absorção de nutrientes.

Em áreas irrigadas ou com material de origem salino-sódico, a salinidade e a sodicidade também merecem atenção. Nesses casos, o excesso de sais dificulta a absorção de água pelas raízes, enquanto o sódio pode comprometer a estrutura do solo. O resultado aparece em germinação prejudicada, plântulas fracas e queda de produtividade.

O diagnóstico desses problemas não deve se basear apenas na observação visual da lavoura. A análise de solo segue como principal ferramenta para identificar limitações químicas, enquanto a avaliação física, com abertura de trincheiras e uso de penetrômetro, ajuda a detectar camadas compactadas. Em campo, sinais como desuniformidade no talhão, plantas de menor porte em manchas específicas, raízes curtas e pouco ramificadas e redução de estande podem indicar que o problema está no solo.

A recomendação técnica é que a correção desses limitantes seja pensada além da safra imediata. O planejamento deve considerar análise de solo em diferentes profundidades, correção da acidez, manejo da fertilidade, uso de plantas de cobertura, rotação de culturas e melhoria gradual da matéria orgânica. A lógica é sair do improviso safra a safra e construir um ambiente mais equilibrado para o milho ao longo dos anos.

 





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Safra de cana cai 0,5%, mas etanol e açúcar avançam


colheita de cana-de-açúcar
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26 deve somar 673,2 milhões de toneladas, queda de 0,5% na comparação anual, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da retração, o país caminha para a maior produção de etanol da série histórica e a segunda maior de açúcar.

Mesmo com o recuo, esta é a terceira maior safra já registrada, atrás apenas dos ciclos 2022/23 e 2024/25.

Etanol cresce puxado pelo milho

A produção total de etanol, considerando cana e milho, está estimada em 37,5 bilhões de litros, alta de 0,8% sobre a safra passada.

O avanço é sustentado pelo etanol de milho, que deve atingir 10,17 bilhões de litros — aumento de 29,8% e participação de pouco mais de 27% na oferta total.

Já o etanol de cana está projetado em 27,33 bilhões de litros, queda de 6,9% na comparação anual.

Açúcar tem leve alta

A fabricação de açúcar deve alcançar 44,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,1% frente ao ciclo anterior.

Segundo a Conab, a menor disponibilidade de matéria-prima limitou um avanço mais expressivo, ainda que o volume projetado seja o segundo maior da série histórica, atrás apenas de 2023/24.

Clima reduz produtividade

A queda na produção de cana é explicada pela redução de 2,6% na produtividade média nacional, estimada em 75.184 quilos por hectare.

O desempenho reflete condições climáticas adversas durante o desenvolvimento das lavouras após a colheita de 2024, especialmente no Centro-Sul.

A área colhida, por outro lado, cresceu 2,1%, para 8,95 milhões de hectares, o que ajudou a compensar parte das perdas.

Sudeste puxa queda; Centro-Oeste avança

Principal região produtora, o Sudeste deve colher 430,1 milhões de toneladas, recuo de 2,2%, impactado por estiagem, altas temperaturas e incêndios em 2024.

No Norte, a produção está estimada em 3,8 milhões de toneladas, queda de 7,1%, enquanto o Nordeste deve produzir 53,3 milhões de toneladas, redução de 2%.

Na contramão, o Centro-Oeste deve crescer 3,4%, para 150,2 milhões de toneladas, impulsionado pela expansão da área. No Sul, a produção deve atingir 36 milhões de toneladas, alta de 1,9%, com recuperação da produtividade.

Mercado segue ajustado

Na safra 2025/26, houve maior direcionamento da cana para a produção de açúcar, o que ajudou a sustentar a oferta do adoçante.

No etanol, a queda na produção a partir da cana foi parcialmente compensada pelo avanço do milho.

No curto prazo, a transição entre safras tende a manter o mercado de etanol sustentado, especialmente no segmento anidro. Para o açúcar, a maior oferta global limita altas mais consistentes, embora ainda haja suporte pontual com prêmios de exportação e incertezas externas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de arroz avança e entra em fase decisiva



Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido


Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido
Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido – Foto: Divulgação

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança em ritmo consistente e entra em uma fase decisiva para a consolidação dos resultados da safra. As informações foram apresentadas por Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações.

De acordo com os dados mais recentes, os trabalhos já alcançam 79,3% da área cultivada no estado. O percentual indica um progresso relevante, impulsionado principalmente pelas regiões que iniciaram a colheita mais cedo e conseguiram manter maior regularidade nas operações.

Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido e passa a ser a forma como a safra será concluída. As áreas restantes concentram maior complexidade operacional, com condições de campo mais desafiadoras e influência direta de fatores climáticos, especialmente a ocorrência de chuvas que tende a desacelerar o ritmo das máquinas.

Esse cenário é considerado esperado dentro do ciclo produtivo, mas exige atenção redobrada em pontos específicos. Entre eles, destacam-se as lavouras acamadas, que apresentam risco direto de perdas econômicas. Nesses casos, há impacto na produtividade, maior dificuldade na colheita e possibilidade de redução na qualidade dos grãos.

A etapa final da colheita ganha, assim, um peso estratégico. Com a safra praticamente definida em termos de potencial, o resultado financeiro ainda depende da condução dessa reta final. A gestão eficiente das áreas mais sensíveis pode ser determinante para garantir melhor desempenho, reforçando que, neste estágio, detalhes operacionais passam a influenciar diretamente o resultado no campo.

 





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Petróleo despenca e dólar recua com reabertura de Ormuz


Fed, dólar
Foto: Pixabay

O anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz provocou uma forte reação nos mercados globais. O preço do petróleo caiu 10,4%, sendo negociado a US$ 89 por barril, enquanto o dólar também recuou frente ao real.

A decisão de permitir novamente o trânsito de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento de petróleo , foi determinante para a queda da commodity.

No mercado de câmbio, o dólar acompanhou o movimento e registra queda de 0,6%, sendo cotado na faixa dos R$ 4,96.

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Produtores de leite de MG discutem custos e impactos da guerra


Em Uberaba, produtores de leite de 12 regiões de Minas Gerais se reuniram para discutir o atual momento do setor, com foco nos desafios enfrentados devido à guerra no Oriente Médio. O encontro, que marcou o primeiro presencial do ano, abordou principalmente o aumento dos custos de frete e a necessidade de medidas antidumping para proteger a produção local.

Custos e desafios do setor

Os participantes destacaram que os custos de frete têm encarecido o preço do litro de leite, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores. Além disso, foi discutido o plano de diretrizes da Comissão Técnica de Pecuária de Leite, que visa enfrentar os desafios impostos pela concorrência desleal de produtos importados.

Medidas antidumping

O conceito de dumping foi explicado como a prática de exportar produtos a preços inferiores ao custo de produção. Os produtores expressaram a expectativa de que o governo brasileiro, através do Ministério da Indústria e Comércio, tome medidas para coibir essa prática, especialmente em relação ao leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Visitas técnicas e troca de experiências

Durante o encontro, os representantes também realizaram visitas a fazendas no Triângulo Mineiro, onde puderam trocar experiências e discutir práticas de sustentabilidade e sucessão familiar. O presidente do Sindicato Rural de Uberaba ressaltou a importância da união entre os produtores para fortalecer o setor.

  • Encontro presencial em Uberaba reúne 12 regiões de MG.
  • Custos de frete e dumping foram temas centrais da discussão.
  • Expectativa de medidas antidumping para proteger a produção local.
  • Visitas a fazendas promovem troca de experiências entre produtores.
  • União entre produtores é fundamental para enfrentar desafios.

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‘O desafio desta safra não é apenas colher , mas fechar as contas’, diz vice-presidente da Aprosoja MT


A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.

Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.

O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.

Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.

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