sábado, abril 25, 2026

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Inmet emite alerta de vendaval com ventos de até 60 km/h



Instituto informa que os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h



Foto: Arquivo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de vendaval para esta sexta-feira (17), com previsão de ventos entre 40 km/h e 60 km/h em áreas do Rio Grande do Sul. O aviso começou às 9h e indica perigo potencial, com baixo risco de queda de galhos de árvores.

Segundo dados do Inmet, o alerta atinge municípios de regiões como Sudoeste Rio-grandense, Sudeste Rio-grandense e Metropolitana de Porto Alegre. O órgão destaca que, apesar da classificação de perigo potencial, a condição exige atenção ao longo do dia, principalmente em áreas mais expostas às rajadas.

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O instituto informa que os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h, cenário que aumenta o risco de transtornos pontuais. Entre os principais impactos previstos estão queda de galhos, além de possíveis intercorrências em locais com estruturas mais vulneráveis.

Como medida de prevenção, o Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, devido ao leve risco de queda e de descargas elétricas. Outra recomendação é não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

O órgão também orienta que informações complementares sejam buscadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.





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Colheita da soja chega a 50% da área cultivada no RS


A colheita da soja avançou de forma descontínua e alcança 50% da área cultivada nesta safra 2025/2026, que é de 6.624.988 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (16/04), a recorrência de precipitações em volumes heterogêneos entre as regiões manteve elevada umidade no solo e nas plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita. Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura.A produtividade da soja apresenta elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciada pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, o rendimento está adequado. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha.Milho – A colheita de milho evoluiu de forma parcial e se aproxima do final, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada, que é de 803.019 hectares. Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial, onde as condições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte das lavouras tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual do milho nesta safra é de 7.424 kg/há, apesar da variabilidade produtiva observada, e grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade. Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.Milho silagem – A colheita de milho destinado à silagem alcança 83% de uma área de 345.299 hectares cultivados nesta safra. Houve avanço limitado em função da elevada umidade nas lavouras no período, a qual dificultou tanto a operação de corte quanto o adequado enchimento e compactação dos silos. Nas áreas remanescentes, predominam lavouras em enchimento de grãos, com vegetação adequada. Porém, o porte das plantas está inferior ao desejado devido ao déficit hídrico em fases anteriores. A reposição de umidade do solo tem beneficiado a manutenção da área foliar verde até a base das plantas no momento do corte, o que contribui para a qualidade da silagem e permite ajustes na altura de corte para compensar parcialmente a menor produção de biomassa. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 37.840 kg/ha.Feijão 1ª safra – A colheita de feijão da 1ª safra está concluída no Rio Grande do Sul, incluindo a região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada. Nessa região, o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis nos meses de janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras, resultando em redução nos rendimentos. Em alguns municípios, observam-se quedas expressivas de produtividade, que chega em torno de 1.200 kg/ha, o que tende a influenciar negativamente o resultado estadual, atualmente estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras não sofreram impactos significativos e mantiveram o potencial produtivo esperado. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.Feijão 2ª safra – Com uma área projetada pela Emater/RS-Ascar de 11.690 hectares, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições adequadas de umidade do solo, pela ocorrência de precipitações e pela manutenção de temperaturas relativamente elevadas para a época do ano. Esse cenário tem contribuído para a boa evolução fenológica, para elevada carga de vagens, para o ótimo enchimento de grãos e para manutenção do potencial produtivo.A colheita avançou de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras ainda se concentra nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais obtidos apontam perspectiva de desempenho satisfatório na safra. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 1.401 kg/ha.Arroz – A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 79,3% de uma área de área cultivada de 891.908 hectares, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram em fase de maturação e maduras para colheita, indicando proximidade do encerramento do ciclo produtivo. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.Pastagens e Criações – O período se caracterizou por uma transição no sistema forrageiro, marcada pela perda gradual de qualidade das pastagens de verão e pelo avanço na implantação das espécies hibernais. Ainda que haja oferta de volumoso em diversas regiões, sua qualidade nutricional encontra-se em declínio. As chuvas das últimas semanas têm sido determinantes para a germinação e o estabelecimento inicial das pastagens de inverno, influenciando diretamente o planejamento alimentar dos rebanhos a curto prazo.Bovinocultura de Corte – O cenário da atividade é marcado por estabilidade nas condições corporais e no desempenho dos rebanhos. Ainda há oferta de forragem, embora já em transição. Estão ocorrendo ajustes na alimentação, como aumento do uso de volumosos conservados. O calor e a alta umidade têm imposto desafios ao manejo, e há potencial impacto sobre o desempenho reprodutivo e o bem-estar animal.Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os dias de calor excessivo geraram preocupação entre os pecuaristas quanto a possíveis perdas reprodutivas, especialmente reabsorção embrionária no início da gestação e eventuais abortos por estresse térmico. O estado corporal dos bovinos está adequado, uma vez que ainda não houve restrição alimentar. Na região de Passo Fundo, o estado nutricional e o escore corporal dos animais estão satisfatórios para suas fases. Em propriedades com Integração Lavoura Pecuária (ILP), os lotes têm sido mantidos em áreas de campo nativo. As condições sanitárias estão dentro do esperado.Bovinocultura de Leite – Em parte das regiões, houve redução de produção nos sistemas mais dependentes de pastagens, em função da transição entre ciclos forrageiros e da queda na qualidade do pasto. As condições meteorológicas, especialmente temperaturas elevadas associadas à irregularidade das chuvas, têm intensificado o estresse térmico e impactado o desempenho dos animais. Por essa razão, tem sido intensificado o uso de alimentos conservados e ajustes na dieta. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em Manoel Viana, os produtores assentados estão investindo na atividade com recursos do Pronaf-A, com vistas à renovação e à melhoria genética do rebanho. Observa-se também elevada demanda por esse recurso em municípios com bacia leiteira desenvolvida e expressivo número de assentados, como Santana do Livramento, Hulha Negra e Candiota.Na região de Santa Rosa, as chuvas ao longo do período resultaram na formação de barro nas áreas próximas às instalações, exigindo maior cuidado no manejo e na higiene. Além disso, as temperaturas elevadas em alguns períodos do dia geraram desconforto térmico nos animais, que passaram a buscar sombra com maior frequência, reduzindo o tempo de pastejo, o que impactou seu desempenho. Foram realizados ajustes nas dietas, como aumento da oferta de silagem e melhoria na qualidade das rações. Esse cenário tem sido favorecido pela excelente qualidade nutricional da silagem de milho desta safra, que está superior à dos anos anteriores, o que tem permitido reduzir a dependência de concentrados na alimentação dos animais.





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Mercados agrícolas iniciam o dia com ajustes



A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados


A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados
A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados – Foto: Nadia Borges

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos mistos, refletindo fatores climáticos, ajustes de oferta e demanda e o comportamento recente das exportações globais. As indicações de preços e tendências foram divulgadas pela TF Agroeconômica, apontando um cenário de cautela entre os agentes.

No trigo, os contratos em Chicago registram leve alta após uma sequência de quatro sessões positivas. A valorização está ligada às preocupações com as condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos, especialmente nas Grandes Planícies do Sul, onde a previsão de chuvas segue limitada. Apesar disso, o mercado pode enfrentar realização de lucros diante dos ganhos recentes. No Brasil, os preços continuam avançando de forma gradual, sustentados pela escassez de produto de melhor qualidade.

A soja opera em queda, acompanhando o recuo de seus derivados. A previsão de chuvas no Meio-Oeste americano, seguida por dias secos favoráveis ao plantio, pressiona as cotações. Soma-se a isso a confirmação de exportações mais fracas dos Estados Unidos e compras chinesas abaixo do esperado. No cenário internacional, o ambiente geopolítico mais estável contribui para a queda do petróleo, influenciando o complexo soja. Regionalmente, os preços no Brasil mostram sustentação, enquanto há atrasos relevantes na colheita argentina, com riscos crescentes à qualidade dos grãos.

O milho apresenta leve alta em Chicago, impulsionado pelo ritmo forte das exportações norte-americanas, que já superam com folga a projeção anual. Ainda assim, o avanço é limitado pelas condições climáticas favoráveis ao plantio da próxima safra. No Brasil, os preços seguem em queda, refletindo a pressão da oferta no curto prazo, com expectativa de recuperação a partir do segundo semestre, conforme os estoques diminuam.

 





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“Nem todo produtor está no mesmo agro”



De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens


De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens
De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens – Foto: Pixabay

O cenário da soja em 2026 é marcado por pressão sobre as margens e por uma diferença cada vez maior entre regiões produtoras. As informações são de Marcos Rubin, fundador da Veeries, que analisa o comportamento econômico da safra no país.

De forma geral, o produtor entra no ano com uma das menores margens dos últimos quatro ciclos, mas o destaque está na desigualdade entre as regiões. Antes do custo de arrendamento, o Centro-Oeste apresenta resultados entre R$ 1.400 e R$ 3.000 por hectare, enquanto o MAPITOBA varia de R$ 1.900 a R$ 2.400. O Paraná aparece com desempenho mais positivo, acima de R$ 2.500, enquanto a Metade Sul do Rio Grande do Sul registra os piores resultados, abaixo de R$ 600 por hectare.

Ao considerar o custo médio de arrendamento, hoje entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por hectare, o cenário muda de forma relevante. Em diversas áreas, especialmente entre produtores com maior dependência de terras arrendadas, a margem praticamente desaparece e pode se tornar negativa.

Na comparação com a safra anterior, o comportamento também varia. O Rio Grande do Sul mostra recuperação, apesar de ainda apresentar resultados frágeis. Regiões do Oeste e Norte do Paraná, além de Mato Grosso do Sul, também registram melhora impulsionada pela produtividade. No restante do país, predomina a compressão de margens.

O quadro reforça que o desafio não está apenas no nível de rentabilidade, mas na sua distribuição entre regiões e perfis de produtores. A produtividade passa a definir realidades econômicas distintas, enquanto o custo de produção, sobretudo o arrendamento, se consolida como fator decisivo. Produtores que expandiram área com maior alavancagem tendem a enfrentar maior pressão financeira.


 





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adiantar ou atrasar? Entenda os impactos na logística


A decisão de adiantar ou atrasar a colheita do arroz irrigado pode definir o resultado econômico da safra. Em um cenário de gargalos logísticos, filas em unidades de recebimento e limitação de secagem, o momento da colheita impacta diretamente custos, qualidade dos grãos e eficiência operacional no campo.

A colheita do arroz irrigado concentra grande volume de produção em um curto período, exigindo sincronia entre lavoura, máquinas, transporte e armazenagem. Quando essa engrenagem falha, o produtor é forçado a tomar decisões fora do ponto ideal — e é nesse momento que surgem os principais prejuízos.

O principal desafio está no descompasso entre a capacidade de colheita e a estrutura de recepção e secagem. Esse gargalo leva à formação de filas, aumento do tempo de espera e, muitas vezes, à necessidade de colher antes ou depois do momento ideal.

Adiantar a colheita: estratégia ou risco calculado?

Antecipar a colheita pode ser uma decisão estratégica para diluir picos de entrega e evitar filas nas unidades armazenadoras. No entanto, essa prática traz impactos diretos na logística e nos custos. Quando o arroz é colhido com alta umidade, o volume de água a ser retirado aumenta significativamente, exigindo mais tempo de secagem e reduzindo a capacidade operacional dos secadores. Na prática, isso pode gerar um novo gargalo dentro da própria estrutura de pós-colheita.

Além disso, há aumento no consumo de energia e no custo operacional, pressionando a margem do produtor. Por outro lado, essa antecipação pode evitar perdas maiores no campo, especialmente em cenários de previsão de chuvas ou risco de acamamento.

O equilíbrio está na decisão técnica: assumir maior custo de secagem pode ser vantajoso quando o risco climático ou logístico é elevado.

Atrasar a colheita: quando o problema vira prejuízo

Se adiantar a colheita exige planejamento, atrasar geralmente é consequência de falhas logísticas — e costuma ser mais arriscado.

Entre os principais impactos observados estão:

– Aumento de grãos quebrados e trincados devido à baixa umidade

– Maior incidência de grãos ardidos, mofados e brotados

– Perdas por debulha natural e queda de espigas

– Maior exposição a eventos climáticos adversos

Além disso, filas prolongadas com caminhões carregados podem agravar ainda mais a situação. Grãos úmidos parados por longos períodos favorecem aquecimento e deterioração, comprometendo a qualidade final do produto.

Logística é o fator decisivo

O que define se o produtor deve antecipar ou postergar a colheita não é apenas o ponto fisiológico da planta, mas a capacidade logística disponível.

Entre os principais fatores que precisam ser considerados estão:

– Capacidade diária de secagem (toneladas/dia)

— Volume total a ser colhido

– Número de caminhões disponíveis

– Distância até a unidade de recebimento

— Tempo de ciclo de transporte

Impacto no bolso do produtor

A escolha do momento da colheita influencia diretamente três pilares do resultado financeiro:

– Custo operacional – secagem, transporte e uso de máquinas

– Qualidade do grão – que define o preço recebido

– Perdas no campo – que reduzem o volume comercial

Ou seja, não se trata apenas de colher mais rápido, mas de colher no momento certo, dentro da capacidade logística disponível.

 





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Produtora indignada relata furto de cinco pivôs nos últimos 8 meses


Produtora Maria Eduarda - roubo de cabos de pivô
Foto: Reprodução/ Montagem: Canal Rural

A produtora rural e engenheira agrônoma Maria Eduarda Tramontini Ceolin, de 26 anos, de Estrela Velha, no Rio Grande do Sul, tem postado vídeos em suas redes sociais para chamar a atenção para um problema inusitado: o furto de cabeamento de pivôs centrais.

O último caso ocorreu nesta semana, quando os cabos de 13 torres de dois pivôs foram subtraídos, em um prejuízo estimado entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, a depender da mão de obra para a reposição.

“Como voltou a chover no Rio Grande do Sul, percebemos que haviam roubado os pivôs apenas nessa quarta, mas a gente suspeita que o crime ocorreu por volta do último domingo”, relatou à reportagem.

Na propriedade de sua família, que cultiva milho, soja, trigo, canola e aveia, apenas nos últimos oito meses foram subtraídos os cabos elétricos de cinco sistemas de irrigação. “Em todas as vezes a gente fez boletim de ocorrência, mas sentimos que a polícia fica de mãos atadas. O campo não recebe muita atenção da segurança pública”, desabafa.

Maria Eduarda conta que desde a primeira vez que postou vídeos relatando o problema, seguiu conselhos de seus seguidores das redes sociais, posicionando braçadeiras a cada 20 cm da torre para segurar o cabeamento, mas a medida não surtiu efeito.

“Levamos três dias para instalar tudo e acho que quem roubou deve ter feito o serviço em duas noites. […] Dessa vez até o cabo das rodinhas foi roubado. Deve ser um quadrilha especializada porque eles sabem exatamente onde mexer para não levar choque, sabem onde desligar a energia”, detalha.

Nos vídeos que posta, a produtora e engenheira agrônoma mostra indignação com o caso. “Não é só prejuízo financeiro, é falta de respeito com quem trabalha, com quem produz. É falta de respeito até com quem está em casa porque o furto de um pivô traz insegurança alimentar. A gente precisa irrigar para poder produzir porque o Rio Grande do Sul sofre com estiagem o tempo todo.”

Por fim, Maria Eduarda diz que resta apenas continuar na lavoura, que desistir não é uma opção para o produtor rural, especialmente para o gaúcho. “Horas ruins criam pessoas melhores e profissionais melhores”, destaca.

A reportagem busca contato com o 35º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Rio Grande do Sul, responsável pela área. O texto será atualizado se houver posicionamento.

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Chuvas em Itaituba superam 300 mm entre abril e maio


As chuvas em Itaituba, no Pará, somaram mais de 300 mm entre abril e maio, superando a média climatológica de 200 mm esperados para o período. A zona de convergência intertropical (ZCIT) continua atuando na região, o que deve resultar em um volume significativo de precipitações nos próximos dias.

Previsão de chuvas

A previsão indica que as temperaturas na região devem variar entre 23ºC e 31ºC, com a expectativa de chuvas intensas nos próximos 60 dias. A ZCIT, que atrasou sua chegada este ano, também deve atrasar sua saída, contribuindo para um aumento no volume de chuvas.

Impactos na agricultura

Os produtores rurais devem acelerar os trabalhos em campo, especialmente com a previsão de chuvas acumuladas em curto período. Os principais pontos a serem considerados incluem:

  • Chuvas na casa de 100 a 150 mm previstas para junho.
  • Necessidade de atenção à logística, devido às estradas de terra na região.
  • Condições ideais para o desenvolvimento de cultivos, especialmente o sorgo.

Os agricultores devem estar preparados para os desafios logísticos que as chuvas intensas podem trazer, como caminhões atolados nas estradas. No entanto, a umidade e as temperaturas favoráveis são promissoras para uma boa safra.

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Calendário da soja é divulgado no Paraná


O calendário do vazio sanitário da soja no Paraná para a safra 2026/2027 foi definido pela Ministério da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria nº 1.579/2026. A medida determina a ausência total de plantas vivas de soja durante o período estabelecido, incluindo as chamadas plantas voluntárias, com o objetivo de interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar perdas na produção.

De acordo com a normativa, o estado foi dividido em três macrorregiões, cada uma com datas específicas para o vazio sanitário e para a semeadura. A regionalização considera características produtivas e climáticas distintas dentro do Paraná.

Na Região 1, que abrange Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral, o vazio sanitário ocorre entre 21 de junho e 19 de setembro de 2026, com semeadura autorizada de 20 de setembro de 2026 a 20 de janeiro de 2027. Já na Região 2, composta por áreas do Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, o período de vazio vai de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. No caso da Região 3, que inclui o Sudoeste, o vazio sanitário ocorre entre 12 de junho e 10 de setembro, e a semeadura está permitida entre 11 de setembro de 2026 e 10 de janeiro de 2027.

Segundo o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o cumprimento dos prazos é determinante para o controle da doença nas lavouras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

A fiscalização do cumprimento das regras é realizada em todo o estado, e o descumprimento pode resultar em sanções aos produtores. Conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o respeito ao calendário também contribui para o planejamento da safra e para o manejo fitossanitário, sendo a adesão dos produtores considerada necessária para a execução das estratégias de defesa agropecuária.

Para orientações adicionais, os produtores podem buscar atendimento junto aos escritórios locais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) ou por meio dos canais oficiais da instituição.





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Santa Catarina lidera abate de suínos com 70% do total


Santa Catarina se destaca no mercado internacional de carne suína, com a região do Grande Oeste concentrando cerca de 70% do abate do estado, totalizando mais de 12,9 milhões de animais. Este crescimento é impulsionado por um modelo de produção integrada e um padrão sanitário elevado, que garante acesso a mercados exigentes.

Principais municípios produtores

Entre os municípios que se destacam na suinocultura, estão:

  • Concórdia: 4,1 milhões de suínos abatidos
  • Joaçaba
  • Chapecó
  • São Miguel do Oeste

Desempenho no mercado internacional

Em 2025, Santa Catarina embarcou quase 750.000 toneladas de carne suína, reforçando sua posição no cenário global. Apesar da liderança, o setor enfrenta desafios como custos de produção e oscilações do mercado externo.

Indústrias e desenvolvimento

A presença de indústrias multinacionais, como Sadia e Seara, e o desenvolvimento da produção de proteína animal são fatores que contribuem para o sucesso da região. A Embrapa Suínos e Aves também desempenha um papel crucial no avanço tecnológico e genético da produção.

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Yakitori: conheça o famoso espetinho japonês de frango


O yakitori, um famoso espetinho japonês, é uma iguaria que se destaca pela variedade de cortes de frango e molhos que o acompanham. Em uma visita à loja Shimomaru, em Tóquio, foi possível explorar as diferentes opções disponíveis e entender a popularidade desse prato entre os japoneses.

Variedade de cortes e sabores

Na loja, todos os espetinhos são preparados exclusivamente com frango, oferecendo uma diversidade de cortes, como:

  • Coxa e sobrecoxa
  • Fígado
  • Coração de frango
  • Almôndega de frango

Os espetinhos são servidos com molhos típicos, como o molho tarê, que é à base de shoyu reduzido com açúcar, proporcionando um sabor único.

Preços acessíveis

Os preços dos espetinhos variam, sendo que:

  • Espetinho de coxa com alho-poró: 180 yenes (aproximadamente R$ 5)
  • Espetinho com folha típica Xu: cerca de 200 yenes (R$ 6)
  • Caraguê (frango empanado): 600 yenes (R$ 20)

Essas opções tornam o yakitori uma escolha popular para quem passa pela estação de trem, oferecendo uma refeição rápida e saborosa.

Consumo de frango no Japão

É importante destacar que 60% da produção de frango no Japão é feita internamente, mas o país ainda depende de 40% de importações. O caraguê, uma das preparações mais consumidas, é um frango empanado e crocante, servido com diversos acompanhamentos.

O yakitori, com sua rica variedade de sabores e preços acessíveis, continua a ser uma parte essencial da cultura alimentar japonesa, atraindo tanto locais quanto turistas.

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