quinta-feira, maio 28, 2026

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Carlos Fávaro destaca desenvolvimento do agro durante evento em Brasília



Em palestra durante o One Agro Summit, que aconteceu na última quarta-feira (2) em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o potencial para uma safra recorde no Brasil e as novas oportunidades abertas para o país frente ao avanço no desenvolvimento.

De acordo com o ministro, o Brasil está prestes a atingir a maior produção agropecuária de sua história. “Estamos próximos de concluir uma safra de 328 milhões de toneladas de grãos, mas, somando toda a produção agropecuária, o Brasil chega a 1,23 bilhão de toneladas”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que esse desenvolvimento só é possível graças à eficiência dos produtores agropecuários brasileiros. Citou também uso de tecnologias e a capacidade de inovação do setor.

Além disso, a sustentabilidade também foi tema de discussão com ênfase para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Nos próximos 10 anos a previsão é deque se transformem até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas próprias para o plantio. 

O ministro Fávaro mencionou também a COP30 ereafirmou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. No discurso assegurou que o país se mostrará como uma referência mundial em produção sustentável e segurança alimentar.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra mista em Chicago



O mercado operou de forma cautelosa



O mercado operou de forma cautelosa
O mercado operou de forma cautelosa – Foto: Pixabay

A soja encerrou o pregão desta quarta-feira em movimento misto na Bolsa de Chicago (CBOT), com queda nos contratos até maio de 2026 e leve alta nos vencimentos mais distantes, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, caiu 0,46%, cotado a US$ 1.029,50 por bushel. Já o contrato de julho recuou 0,41%, também para US$ 1.029,50 por bushel. O farelo de soja para maio registrou baixa de 1,74%, encerrando a US$ 287,20 por tonelada curta. Em contrapartida, o óleo de soja para maio subiu 2,23%, alcançando US$ 48,50 por libra-peso.

O mercado operou de forma cautelosa devido às incertezas relacionadas ao chamado “Dia da Libertação”, que levou investidores a uma postura defensiva. Além disso, o anúncio das tarifas de importação foi feito apenas após o fechamento da sessão, o que aumentou a falta de clareza ao longo do dia. O óleo de soja, no entanto, continua sua trajetória de valorização, impedindo quedas mais expressivas para o grão. Esse movimento tem sido impulsionado pela perspectiva de maior uso do biodiesel no corte obrigatório de combustíveis fósseis.

Um levantamento divulgado pela CropLife Brasil e pela Celeres Consultoria revelou que 11% da área cultivada com soja no Brasil utiliza sementes pirateadas. Esse problema gerou um prejuízo de US$ 1,75 bilhão para as empresas de sementes no ano passado. O impacto da pirataria de sementes levanta preocupações sobre a sustentabilidade e inovação no setor agrícola.

Enquanto isso, o óleo de soja mantém uma trajetória independente e altista, refletindo diretamente a possibilidade de aumento no uso de biodiesel. Desde a última quarta-feira, o contrato de maio valorizou 13,74%, subindo de US$ 940,04 para US$ 1.069,22 por tonelada. Esse movimento reforça o interesse crescente por alternativas renováveis em meio às discussões sobre combustíveis fósseis.

 





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Frente fria traz frio, risco de chuva extrema e ressaca em São Paulo



Uma frente fria prevista para os próximos dias vai provocar mudanças expressivas nas condições do tempo em áreas do estado São Paulo. A passagem do sistema deve trazer chuva forte, ventos intensos, risco de ressaca no mar e queda acentuada de temperatura, especialmente nas regiões sul e leste do estado.

Segundo projeções meteorológicas, esta quinta (3) e sexta-feira (4) devem concentrar volumes de precipitação equivalentes à média histórica do mês inteiro. A estimativa é de até 90 mm de chuva em apenas 48 horas, superando a média de 87 mm registrada para abril pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As regiões com maior volume acumulado devem ser o litoral de São Paulo e áreas próximas à serra do Mar, onde os totais podem variar entre 150 mm e 350 mm até domingo (6). Locais como Ubatuba, por exemplo, têm potencial para registrar os maiores acumulados. A Climatempo alerta que esse volume excessivo pode gerar alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e queda de barreiras em áreas de encosta.

Nas demais regiões, como Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba e divisas com Minas Gerais, a expectativa é de chuva entre 50 mm e 100 mm. Já Vale do Paraíba, serra da Mantiqueira, Baixada Santista e o litoral sul também devem receber precipitações acima da média, com acumulados variando de 100 mm a 250 mm.

Além das chuvas, o avanço da frente fria será acompanhado por uma massa de ar frio de origem polar, responsável por derrubar as temperaturas. A previsão indica mínimas próximas de 15 °C e máximas ao redor dos 20 °C durante o fim de semana. Esses valores representam as menores temperaturas registradas desde novembro do ano passado em diversas localidades da região.

No litoral paulista, os impactos não se limitam à chuva e ao frio. Há risco de ressaca e agitação marítima intensa, especialmente na sexta-feira e no final de semana, devido à intensificação dos ventos e à instabilidade atmosférica.

O alerta meteorológico em São Paulo é reforçado pelas condições oceânicas, com o Atlântico Sul apresentando temperatura acima da média, o que intensifica a formação de nuvens carregadas e favorece precipitações mais volumosas.



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Carlos Fávaro destaca desenvolvimento em evento do agro



Em palestra durante o One Agro Summit, que aconteceu na última quarta-feira (2) em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o potencial para uma safra recorde no Brasil e as novas oportunidades abertas para o país frente ao avanço no desenvolvimento.

De acordo com o ministro, o Brasil está prestes a atingir a maior produção agropecuária de sua história. “Estamos próximos de concluir uma safra de 328 milhões de toneladas de grãos, mas, somando toda a produção agropecuária, o Brasil chega a 1,23 bilhão de toneladas”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que esse desenvolvimento só é possível graças à eficiência dos produtores agropecuários brasileiros. Citou também uso de tecnologias e a capacidade de inovação do setor.

Além disso sustentabilidade também foi tema de discussão com ênfase para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Nos próximos 10 anos a previsão é deque se transformem até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas próprias para o plantio. 

O ministro Fávaro mencionou também a COP30 ereafirmou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. No discurso assegurou que o país se mostrará como uma referência mundial em produção sustentável e segurança alimentar.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Tarifas e retaliação definirão mercado da carne suína, diz analista



O analista de Safras & Mercado, Allan Maia, avalia que os impactos das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos no mercado mundial de carne suína estarão subordinados às retaliações que vierem a ser impostas pelos outros países.

“O principal player mundial é a China. Temos de avaliar se estes países irão colocar novas tarifas sobre os produtos suínos norte-americanos”, comentou Maia.

O analista destaca que os Estados Unidos exportam cerca de 20 mil toneladas mensais de carne suína à China, volume que em parte poderia ser absorvido pelo Brasil. “É preciso lembrar que Brasil e Estados Unidos são concorrentes nas exportações mundiais de carne suína”, avalia.

Falando diretamente sobre a tarifa imposta de 10% ao Brasil, que antes não existia, Maia
ressalta que seu efeito seria bastante limitado, uma vez que o nosso país exporta pouca carne suína ao mercado estadunidense.

Em termos globais, Maia acredita que é preciso aguardar como a União Europeia, Canadá e México irão reagir frente às novas tarifas e se irão estabelecer algum tipo de retaliação.
“O mesmo vale para o Japão, que é um mercado consumidor bastante importante e que poderia direcionar compras ao Brasil após as tarifas impostas por Trump”, pontua



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os fatores que minimizaram os impactos na safra



A safra de soja 2024/25 na Bahia já atingiu 90% da área colhida. De acordo com um levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), realizado em mais de 130 locais de monitoramento, também foram revisadas as estimativas de área e produtividade do milho e do algodão, considerando os impactos climáticos ao longo do ciclo.

O presidente da Aprosoja do estado, Darci Américo, destaca que a safra atual representa um marco histórico para o estado, evidenciando tanto o avanço da produção quanto a resiliência dos produtores diante dos desafios climáticos.

”De acordo com as informações fornecidas por nossos diretores, estimamos que a produtividade na Bahia ultrapasse as 63 a 64 sacas por hectare, reforçando a eficiência e o crescimento do setor agrícola no estado”, afirma.

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Chuva como desafio para os produtores

Apesar do avanço da colheita, as chuvas registradas recentemente interromperam temporariamente as operações em algumas áreas. O levantamento confirma uma tendência observada desde o início da safra: lavouras semeadas dentro da janela ideal (outubro e novembro) apresentaram melhor desempenho, enquanto o plantio tardio sofreu com o déficit hídrico de fevereiro, principalmente nos municípios de Formosa do Rio Preto e São Desidério.

Segundo Américo, antes de fevereiro, a projeção era de 70 sacas por hectare. No entanto, a produtividade variou entre as regiões, com algumas apresentando resultados superiores e outras ficando abaixo do esperado. “Ainda restam entre 10% e 15% das lavouras a serem colhidas, e em algumas áreas que receberam chuvas recentes, os resultados têm sido razoáveis. No entanto, também registramos algumas perdas. Somente com o fim da colheita teremos um número mais preciso”, explicou.

Pela primeira vez, a Bahia alcança a maior média de produtividade da soja na história, com 68 sacas por hectare, segundo consenso do Conselho Técnico. O presidente do Conselho Técnico da Aiba, Orestes Mandelli, afirmou que ainda há cerca de 10% da área a ser colhida, e os números finais serão revisados na próxima reunião, em maio. Ele também ressaltou que o retorno das chuvas trouxe um alívio importante para a cultura do algodão, evitando perdas em áreas que estavam próximas do limite de estresse hídrico.

Previsão nas lavouras de soja

Nesta quinta-feira (3), o sol aparece em todo o estado da Bahia. Em Salvador, dia abafado, com períodos de sol e pancadas que podem ser moderadas a fortes. Pelo interior, o predomínio é do tempo quente e seco.

Na sexta-feira (4), as condições do tempo não se alteram muito. O sol aparece em todo o estado da Bahia e só tem previsão de pancadas de chuva pelo litoral. Pelo interior, atenção para a baixa umidade relativa do ar.

No sábado (5) e domingo (6) há previsão de pancadas no oeste e sudoeste da Bahia, na divisa com Minas Gerais e pelo litoral sul baiano. Há risco de raios. Nas demais áreas baianas, predomínio de tempo firme e seco.

A Aiba reforça a importância do acompanhamento técnico contínuo da safra, garantindo que os dados reflitam com precisão o cenário agrícola da Bahia. O monitoramento realizado pela equipe técnica do Núcleo de Agronegócio e validado pelo Conselho Técnico serve como referência para produtores, agentes do mercado e tomadores de decisão do setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como a soja tem se comportado


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a colheita está paralisada devido às chuvas, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril na casa de R$ 134,00. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pagamento 30/04 – para fábrica, R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 30/04, R$ 132,00 Ijuí – Pagamento 30/04 – para fábrica, R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento meados de maio. O preço da pedra, em Panambi, caiu para R$ 126,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Enquanto isso, a estiagem prejudica a segunda safra de soja em Santa Catarina. “No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 132,47, valor que incorpora as preocupações do mercado com o cenário climático adverso. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 132,47, valor que incorpora as preocupações do mercado com o cenário climático adverso”, completa.

No Paraná, mais especificamente no porto de Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,63. “Em Ponta Grossa foi de R$ 125,36 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,01. Em Maringá, o preço foi de R$ 122,15 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 125,36 por saca FOB, sem negócios reportados. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, indica.

A safra de soja 2023/24 em Mato Grosso do Sul está quase concluída, com 93% da colheita finalizada até 28 de março, atingindo 14,686 milhões de toneladas, um crescimento de 11,4% apesar do estresse hídrico. A produtividade média subiu para 54,4 sc/ha, e a área plantada aumentou 6,8%, chegando a 4,5 milhões de hectares. Os preços da soja no mercado spot ficaram em R$ 118,04 na maioria das praças, exceto Chapadão do Sul, que registrou R$ 103,04.

Colheita recorde de soja pressiona fretes e eleva custos logísticos em Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 115,22, Lucas do Rio Verde: R$ 110,51 Nova Mutum: R$ 110,51. Primavera do Leste: R$ 115,22. Rondonópolis: R$ 115,22. Sorriso: R$ 110,51”, conclui.

 





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CitrusBR avalia os impactos do tarifa americana no mercado de suco de laranja



O diretor executivo da Associação Nacional de Sucos Cítricos (Citrus BR), Ibiapaba Netto, disse que a entidade ainda “está avaliando os impactos” do tarifaço de importação anunciadas pelos Estados Unidos. 

No caso do Brasil, foi anunciada uma tarifa uniforme de 10% para todos os produtos, mas há dúvidas sobre se a tarifa será cumulativa às atualmente aplicadas ou vão ser uniformizadas. “Ainda vamos ler a ordem executiva do governo dos EUA para avaliar”, diz Netto, que representa a indústria exportadora de suco de laranja no Brasil.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam uma tarifa de US$ 415 por tonelada de suco de laranja brasileiro exportado para lá. Netto diz que, considerando-se o preço futuro do suco de laranja de hoje na Bolsa de Nova York, isso daria uma tarifa em torno de 11% a 12%. Mas, quando o preço do suco está mais baixo, esta tarifa pode alcançar até 30% por tonelada, como já aconteceu.

Desta forma, Netto diz: “Por enquanto, o posicionamento oficial da Citrus BR é de que estamos analisando, vendo os impactos e aí, assim que tivermos uma posição falaremos”.

No ano passado, o Brasil exportou para os Estados Unidos 1,346 milhão de toneladas de sucos, sendo a maior parte de suco de laranja. Em 2023, havia exportado 2% menos em volume, com 1,34 milhão de toneladas. O faturamento alcançou, no ano passado, US$ 1,193 bilhão (27% mais ante 2023, com US$ 930 milhões), conforme dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.



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Em meio a disputas tarifárias, algodão brasileiro deve ganhar mercado chinês



A disputa comercial entre Estados Unidos e China pode levar a um aumento das exportações brasileiras e também australianas de algodão para o país asiático, disse o Conselho Consultivo Internacional do Algodão (Icac, na sigla em inglês) em relatório mensal.

“Em 2018 e 2019, durante o período de tensões comerciais entre EUA e China, o país asiático redirecionou suas importações de algodão dos Estados Unidos para o Brasil e a Austrália”, afirmou o Icac.

“Esses países são os que mais devem se beneficiar caso a escalada das disputas tarifárias entre EUA e China continue em 2025.”

A China é o maior importador mundial da pluma, enquanto os EUA são o segundo maior exportador. “Qualquer mudança nas políticas comerciais entre esses dois países pode gerar impactos significativos no comércio mundial de algodão”, informou o conselho.

Ontem (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um “tarifaço” global sobre impostos de importação. A data foi nomeada pelo republicano como o “Dia de Libertação”. Ele confirmou uma taxa de 10% para os produtos brasileiros.



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Bahia alcança maior média de produtividade da soja


Com a colheita de soja da safra 2024/25 feita em 90% da área plantada, pela primeira vez, a Bahia alcançou a maior média de produtividade da soja na história, com 68 sacas por hectare, segundo consenso do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Durante reunião realizada na última quarta-feira (26), o Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) apresentou uma atualização detalhada da safra, com informações sobre a produtividade das lavouras e os desafios enfrentados pelos produtores.

Segundo a Aiba, apesar do avanço da colheita, as chuvas registradas recentemente interromperam temporariamente as operações em algumas áreas.

Os dados, coletados pelo Núcleo de Agronegócio da Aiba em mais de 130 pontos amostrais, abrangem diversas microrregiões produtoras do estado.

Além da soja, o levantamento revisou as estimativas de área e produtividade do milho e do algodão, considerando os impactos das variações climáticas registradas ao longo do ciclo.

“Ainda há cerca de 10% da área a ser colhida, e os números finais serão revisados na próxima reunião, em maio. Mas os dados já apontam um resultado muito positivo para a safra”, destacou o presidente do Conselho Técnico da Aiba, Orestes Mandelli.

Conselho técnico da Aiba; colheita de soja, safra 2024/25Conselho técnico da Aiba; colheita de soja, safra 2024/25
Foto: Divulgação/Aiba

Mandelli também ressaltou que o retorno das chuvas trouxe um alívio importante para a cultura do algodão, evitando perdas em áreas que estavam próximas do limite de estresse hídrico.

O levantamento confirma uma tendência observada desde o início da safra: lavouras semeadas dentro da janela ideal (outubro e novembro) apresentaram melhor desempenho, enquanto o plantio tardio sofreu com o déficit hídrico de fevereiro, principalmente nos municípios de Formosa do Rio Preto e São Desidério.

Perspectivas para o setor

A Aiba reforça a importância do acompanhamento técnico contínuo da safra, garantindo que os dados reflitam com precisão o cenário agrícola da Bahia.

O monitoramento realizado pela equipe técnica do Núcleo de Agronegócio e validado pelo Conselho Técnico serve como referência para produtores, agentes do mercado e tomadores de decisão do setor.

Para Aloísio Júnior, gerente de Agronegócio da Aiba, a atualização desses números é fundamental para a previsibilidade do mercado e o planejamento estratégico dos produtores.

“O avanço da colheita confirma a força do setor agrícola da Bahia, mas também evidencia a importância de um monitoramento constante das condições climáticas e produtivas. Os dados atualizados ajudam a traçar um panorama mais realista da safra e auxiliam os produtores a tomarem decisões mais seguras para os próximos ciclos agrícolas”, destaca Aloísio.

Com a colheita da soja se aproximando da reta final, o foco agora se volta para o desenvolvimento das demais culturas de grãos e fibras no estado, consolidando a Bahia como uma das maiores potências agrícolas do país.


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