quarta-feira, maio 27, 2026

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Feijão carioca mantém preços altos no Paraná


A colheita da segunda safra de feijão já começou no Paraná, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A área colhida passou de 1% para 3% dos 332 mil hectares semeados, volume ainda distante da conclusão, mas que já revela impactos climáticos sobre a produtividade.

Apesar da retração de 24% na área plantada em comparação à segunda safra de 2024, que foi de 435 mil hectares, o cultivo permanece significativamente maior do que o da primeira safra, encerrada em março, com 166 mil hectares. Com isso, a expectativa segue sendo de uma produção superior à registrada no primeiro trimestre do ano, quando foram colhidas 339,2 mil toneladas. Até o fim de março, a projeção era de 610,6 mil toneladas.

No entanto, as condições climáticas adversas já afetam as estimativas. As chuvas irregulares e de baixa intensidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Deral, as áreas classificadas como em boas condições passaram de 81% em março para 71% no levantamento atual. As lavouras em situação mediana aumentaram de 18% para 23%, enquanto aquelas em condições ruins subiram de 1% para 6%.

Esse cenário climático tende a afetar diretamente os preços no mercado. Em janeiro, o avanço da colheita da primeira safra pressionou os valores para baixo, especialmente para o feijão preto, que vem ganhando espaço frente ao carioca no estado. No dia 9 de abril, a saca do feijão preto era comercializada a R$ 151, valor inferior aos R$ 202 praticados no mesmo mês de 2024.

Por outro lado, o feijão carioca, ainda com oferta restrita, tem mantido preços mais elevados. “Nos próximos dias a entrada deste feijão será precificada pelo mercado, mas por hora ele apresenta um descolamento importante do feijão preto”, apontam os analistas do Deral. Em 8 de abril, as intenções de compra do feijão carioca chegaram a R$ 267,39 por saca, superando os R$ 223 registrados no mesmo período do ano anterior, mesmo com os descontos de qualidade.

Além das variações internas, o boletim chama atenção para os efeitos possíveis da guerra comercial entre China e Estados Unidos. O Brasil exportou recentemente volumes significativos de feijão para México e Venezuela. “Especialmente no caso do México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, podem ocorrer desdobramentos importantes de deslocamento de produção, além, claro, das oscilações cambiais”, alertam os técnicos do Deral.





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Pastagens de inverno sofrem com chuvas irregulares


A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (10) o Informativo Conjuntural apontando que, apesar das chuvas recentes terem favorecido o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das pastagens de inverno tem sido limitado pela irregularidade das precipitações.

Segundo o levantamento, o plantio das forrageiras de inverno segue em andamento, mas o clima instável tem exigido ações de controle contra a incidência de plantas invasoras. No campo nativo, inicia-se o período de dormência natural de várias espécies, o que também interfere na oferta de forragem.

Na região de Bagé, na Campanha gaúcha, os produtores seguem com a implantação de aveia e azevém. Em Maçambará, há uso expressivo de áreas de soja para o plantio direto de pastagens. Em Caxias do Sul, a queda nas temperaturas e o retorno das chuvas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, o que reduziu a necessidade de uso de silagem e feno.

Em Erechim, embora a integração lavoura-pecuária ainda não seja uma prática difundida, ela tem apresentado bons resultados graças à correção e à adubação dos solos. Já em Frederico Westphalen, a dificuldade de acesso às sementes de cereais de inverno tem afetado a implantação das pastagens, tanto para pastejo quanto para silagem.

Em Ijuí, com o encerramento do ciclo das pastagens de verão, os produtores iniciaram a implantação de anuais de inverno como centeio, trigo para pastoreio e aveia branca. A semeadura de aveia preta e azevém deve ocorrer na sequência.

A baixa oferta de forragem também motivou a ampliação de piquetes na região de Passo Fundo. Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, as pastagens nativas ainda garantem alimentação ao rebanho, embora a qualidade nutricional tenha sido reduzida pela falta de umidade. A situação é semelhante em municípios como Piratini, Pedras Altas, Herval, Jaguarão e Arroio Grande, onde o atraso no plantio das pastagens de inverno pode resultar em um vazio forrageiro no final do outono.

Na região de Porto Alegre, os campos nativos apresentam rebrote após o pastejo. Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a recuperação de áreas secas, embora o crescimento das forrageiras siga lento. Já em Santa Rosa, o clima ameno e a umidade do solo permitiram o manejo adequado das gramíneas anuais, com roçadas em capim-sudão e milheto para estimular o rebrote, além da dessecação de áreas destinadas ao plantio de aveia e azevém.





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Peixe terá preço justo para produtor e consumidor na Semana Santa, garante setor


O feriado da Páscoa é considerado o Natal do setor de peixes no Brasil. A demanda por pescados costuma ser, em média, 30% superior nesta época do ano em todo o país.

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, há motivos para se comemorar em 2025. Isso porque, desde o começo do ano, as vendas estão em volume considerado satisfatório.

“Por uma série de condições econômicas e até questões políticas do Brasil, tínhamos uma preocupação, mas a oferta de pescado é bastante satisfatória e o fator mais importante é que, diferentemente da Páscoa de 2024, principalmente em relação aos peixes de cultivo, como tilápia e tambaqui, teremos uma manutenção de preços ao produtor”, ressalta.

Segundo ele, isso se deve, principalmente, em função das grandes produções de 2024 e deste ano, o que se reflete, também, no bolso do consumidor, que deve encontrar promoções mesmo em um período de demanda tão alto, como na Semana Santa.

Tilápia: rainha da água doce

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Tilápias | Imagem: Reprodução/ Canal Rural

A ampla oferta do produto deve levar a uma maior quantidade de pontos de venda de pescados neste ano. A tilápia, por exemplo, é a principal espécie cultivada no Brasil, com 68% de participação no mercado de cultivados e teve a sua produção elevada em mais de 14% ao longo de 2024.

“A tilápia acabou conseguindo chegar aos mais diversos pontos de venda. No interior do Pará, do Maranhão e em atacarejos de grandes supermercados se encontra filé de tilápia. Praticamente 100% dos grandes supermercados brasileiros têm o produto e ele acabou se encaixando na cadeia de proteína porque é um produto suave, sem espinhas e de fácil preparo”, contextualiza Medeiros.

O presidente da Peixes BR lembra que por conta de o Brasil ser um país ainda majoritariamente católico, o costume de comer peixe na Semana Santa impulsiona o setor. “Uma curiosidade é que a tilápia é um peixe santo. O milagre que é relatado nos Evangelhos, o milagre de Cristo, da multiplicação dos peixes, foi feito com tilápia porque no Rio Jordão tem uma tilápia típica daquela região e por lá, inclusive, se chama de San Peter em homenagem a essa questão da multiplicação.”

Além disso, Medeiros lembra que a tilápia é o único pescado considerado uma commodity dentro do setor de pescados, visto que é produzida em 90 países e comercializada em 140 nações. “Então em 140 países do mundo se encontra exatamente o mesmo filé, do mesmo jeito, o mesmo produto”.

De acordo com ele, atualmente o Brasil exporta tilápias para 42 países. O peixe é, inclusive, a proteína animal cujo consumo tem mais aumentado no país, com crescimento anual de 10% nos últimos 11 anos.

Segundo Medeiros, a demanda por tilápia é tamanha que a projeção da entidade é que até o final desta década, 80% de todos os peixes cultivados sejam da espécie.



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Minas Gerais tem recorde histórico nas exportações do agro


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram, no primeiro trimestre de 2025, o maior valor desde o início da série histórica em 1997. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a receita gerada pelas vendas do setor somou US$ 4,5 bilhões, com volume de 3 milhões de toneladas. O desempenho colocou o agronegócio à frente da mineração, com 45,3% do total das exportações mineiras.

De acordo com a Seapa, o mês de março também foi o melhor da série histórica para as exportações do setor, superando todos os registros anteriores. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, houve um crescimento de 26% na receita, mesmo com uma redução de 14,2% no volume embarcado. O levantamento aponta valorização de 47% no preço médio das commodities agropecuárias por tonelada. Em outros setores da economia mineira, a valorização média foi de aproximadamente 13%.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados pelo estado. Foram comercializadas 7,8 milhões de sacas, o que resultou em uma receita de US$ 2,9 bilhões. “A participação do café na receita total do agronegócio mineiro foi de 64%, o que demonstra sua relevância contínua para a economia estadual”, informou a Seapa. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 77% em valor e 3% em volume.

Minas Gerais permanece como o terceiro maior estado exportador de produtos agropecuários do país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. As exportações mineiras alcançaram 150 mercados internacionais, com destaque para China (19%), Estados Unidos (13%), Alemanha (10%), Itália (5%) e Japão (5%).

Entre os produtos com crescimento mais expressivo está o ovo. Impulsionadas pelo surto de influenza aviária nos Estados Unidos, as exportações aumentaram 266% em valor e 153% em volume. Foram 2 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 4 milhões. No mesmo período do ano passado, o estado havia exportado 809 toneladas, com faturamento de aproximadamente US$ 1 milhão. “A alta demanda, especialmente dos Estados Unidos e do Chile, reforça a presença do produto mineiro no cenário internacional”, diz o relatório.

As carnes também registraram crescimento. O setor exportou 115 mil toneladas e obteve receita de US$ 385,4 milhões, um aumento de 23%. As exportações de carne bovina somaram US$ 269 milhões, com 57 mil toneladas, impulsionadas pelo crescimento de 148% nas vendas para os Estados Unidos. A carne de frango gerou US$ 94,8 milhões, com 49 mil toneladas embarcadas, e os suínos totalizaram US$ 18 milhões em vendas, com 8 mil toneladas.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram retração. O complexo sucroalcooleiro, composto por açúcar e etanol, registrou queda de 50% na receita e de 46% no volume, com faturamento de US$ 255 milhões. A Seapa atribui o resultado à baixa nos preços internacionais. O complexo soja também apresentou retração de 18,3% em valor e 8,8% em volume, totalizando US$ 546 milhões e 1,4 milhão de toneladas. Apesar disso, houve melhora nos embarques em março com a entrada da nova safra.

O grupo de produtos florestais, formado por celulose, papel e madeira, teve receita de US$ 243 milhões, com queda de 15%. A redução foi atribuída à desaceleração de economias importadoras e à persistência de gargalos logísticos no transporte marítimo.





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Preços mistos na abertura da semana; saiba onde as cotações da soja caíram



O mercado brasileiro de soja começou a semana com poucos movimentos. As cotações ficaram mistas, com a Bolsa de Chicago e o dólar em queda, mas Chicago seguiu volátil, com alguns momentos de alta. Os prêmios também recuaram, mas as indicações atuais ainda são boas oportunidades, conforme aponta o consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

O produtor, que vendeu bastante nas últimas semanas, agora está um pouco mais tranquilo, esperando por chances ainda melhores, mesmo com os preços atuais sendo bastante atrativos, comenta.

A soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 136,00 para 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de 142,00 para 141,00
  • Cascavel (PR): caiu de 133,00 para 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em 138,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 120,00 para 118,00
  • Dourados (MS): manteve em 123,00
  • Rio Verde (GO): subiu de 120,00 para 128,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com comportamento misto. Após alcançar na semana passada os melhores patamares desde o fim de fevereiro, o dia foi marcado por uma consolidação técnica. O mercado continua atento à evolução da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

As importações chinesas de soja em grão somaram 3,5 milhões de toneladas em março, uma queda de 36,8% em comparação com o mesmo mês de 2024. Foi o menor volume para o mês desde 2008, refletindo tanto os atrasos na colheita brasileira quanto a cautela dos processadores chineses frente às tarifas sobre os grãos norte-americanos.

No acumulado de 2025, as compras da China totalizam 17,11 milhões de toneladas, retração de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando abaixo das expectativas de mercado.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) divulga nesta terça-feira (15) o volume de esmagamento de soja nos EUA referente a março. A previsão do mercado é de 197,602 milhões de bushels, ante 177,870 milhões em fevereiro e 196,406 milhões em março de 2024.

As inspeções de exportação de soja nos EUA somaram 546.348 toneladas na semana encerrada em 10 de abril, segundo o USDA. Na semana anterior, o volume havia sido de 814.309 toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar (0,09%), a US$ 10,41 3/4 por bushel. A posição julho recuou 2,75 centavos (0,26%), cotada a US$ 10,50 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo julho caiu US$ 2,50 (0,81%) para US$ 303,40 por tonelada. O óleo com vencimento em julho fechou a 46,85 centavos de dólar, queda de 0,99 centavo (2,06%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,29%, cotado a R$ 5,8513 para venda e R$ 5,8493 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,8276 e R$ 5,8741 ao longo do dia.



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chuva intensa pode trazer transtornos a SP, diz Defesa Civil; veja quando



A Defesa Civil de São Paulo alertou que a partir de quarta-feira (16) volta o período de instabilidade, com pancadas de chuva em várias regiões do estado. 

A temperatura deverá manter-se estável esta segunda-feira (14) e na terça-feira (15), sem grandes ocorrências, mas com possibilidade de pancadas de chuva concentradas, principalmente nesta terça-feira.

De acordo com a Defesa Civil, apesar de até o momento não haver previsão de acumulados expressivos, a possibilidade de chuva forte localizada pode causar transtornos, como alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos em áreas mais vulneráveis.

A partir de quarta-feira (16) uma nova frente fria vai favorecer a formação de áreas de instabilidade sobre o território paulista.

Com isso, aumentam as condições para pancadas de chuva em diversas regiões, incluindo a capital e  região metropolitana.



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Arroba do boi gordo: veja o fechamento das cotações hoje


arroba do boi gordo mercado
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado físico do boi gordo abriu a semana apresentando, basicamente, o mesmo padrão de negócios dos últimos dias em grande parte do país.

Segundo o o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem encurtadas nas principais praças pecuárias, o que sugere por negócios acima da referência média no curto prazo.

“Às vésperas do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes, o ritmo dos negócios tende a declinar, o que leva a crer em um maior apetite de compra da indústria frigorífica na retomada das negociações, na outra terça-feira (22). As exportações seguem em ótimo nível, também contando com melhora dos preços pagos pela carne bovina no mercado internacional”, acrescentou Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 328,67 – na sexta: R$ 329
  • Goiás: R$ 321,25 – anteriormente: R$ 320,89
  • Minas Gerais: R$ 320,29 – no dia 11: R$ 320,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,61 – na sexta: R$ 322,39
  • Mato Grosso: R$ 330,61 – anteriormente: R$ 330

Mercado atacadista

O mercado atacadista abriu a semana com preços firmes para a carne bovina, e ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com o grande potencial de consumo antecipado para a primeira quinzena do mês.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro segue a R$ 26,00 e a ponta de agulha, permanece a R$ 18,00 por quilo.

Exportação de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,8513 para venda e a R$ 5,8493 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8276 e a máxima de R$ 5,8741.

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Seis produtos da cesta básica de Páscoa têm alta e cinco, baixa



Os preços dos produtos mais procurados na semana da Páscoa no país tiveram, na média, queda de 0,43% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na Páscoa de 2024, em relação ao feriado de 2023, houve elevação de 20,2%.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (14), foram levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 11 produtos analisados, seis tiveram alta, e cinco, queda. A diminuição foi verificada nos seguintes itens:

  • Batata-inglesa (-40,5%);
  • Cebola (-37,6%);
  • Tomate (-7,6%);
  • Arroz (-4,1%); e
  • Pescados (-0,2%)

Já as elevações ocorreram nesses produtos:

  • Azeite de oliva (12,6%);
  • Ovo de galinha (13,2%);
  • Azeitona (13,2%);
  • Chocolate e achocolatado em pó (15,1%);
  • Chocolate em barra e bombom (18,5%); e
  • Alho (26,3%)

“O aumento dos chocolates acontece, dentre outros fatores, por causa da quebra na safra dos grandes players do produto no mercado internacional, como é o caso de Gana, na África. Por isso, o item disparou em nível mundial”, contextualiza a FecomercioSP, em nota.

As estimativas da entidade para as vendas na data são positivas. A projeção indica que os supermercados devem faturar 5% a mais em abril, no estado de São Paulo, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

“Entra nessa conta não apenas a Páscoa, mas a conjuntura marcada pelo mercado de trabalho aquecido, o crescimento da renda e a disponibilidade de crédito.”



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Invasões de terra são oficialmente apoiadas pelo governo, diz senador



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou cerca de 30 invasões de propriedades rurais somente em 2025, conforme levantamento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

De acordo com o presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Congresso, o senador Zequinha Marinho, um setor que traz ao Brasil tanto retorno financeiro, com exportações, geração de renda e empregos, como o agronegócio, não pode ficar vulnerável, refém de ações que gerem insegurança jurídica.

Por conta disso, a bancada se reuniu, na última quarta-feira (9), em audiência pública, para cobrar do governo federal um posicionamento contrário às ações empreendidas pelo MST.

“É muito importante que o governo tome providências. Se tiver que fazer reforma agrária, que se compre terra e que se assente e não [se atue] da forma como se trabalha [com invasões de terra]. Isso é é inaceitável. Precisamos rever conceitos, pontos de vista, rever a questão ideológica, porque eu não entendo porque ter que invadir terra para poder, então, comprar essa terra e repassar aos futuros colonos. Não há necessidade para isso. O governo tem toda a condição de fazer isso [a reforma agrária] tranquilamente, de forma planejada, de uma maneira que não haja conflito e nem tampouco a insegurança jurídica que está provocando neste momento”, considera o senador.

Já o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud ressalta que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, não se tinham invasões de terra e a legislação era a mesma. “No governo do presidente Lula, por questões ideológicas, o MST, de certa forma é um braço do Partido dos Trabalhadores ou tem uma representação, acompanhando, muitas vezes, o presidente em algumas viagens, mostra que eles [o MST] estão muito à vontade. Isso mostra a leniência do governo.”

Proposta da FPA

O senador Zequinha Marinho conta que a CRA está trabalhando para priorizar projetos de lei voltados à restrição de benefícios sociais a quem participar de invasões de terra, como a suspenção do pagamento do Bolsa Família, por exemplo.

De acordo com ele, iniciativas dessa natureza estão sendo intensamente discutidas e a expectativa é que avancem. “Todos os projetos que possam criminalizar quem comete tal ação, precisamos colocar na pauta para avançar. Agora o governo, pela questão ideológica, trabalha de uma maneira diferente. Não é preciso invadir terra para que o programa de reforma agrária avance.”

Segundo o parlamentar, existem diversas formas para cadastrar pessoas que queiram trabalhar com a terra sem que elas precisem invadir propriedades.

“Temos várias alternativas de modelo para selecionar famílias sem precisar força-las a ir para um acampamento sem terra. O ministro do MDA [Paulo Teixeira] diz que hoje nós temos no Brasil cerca de 180 acampamentos [do MST]. São pessoas que, de repente, mesmo não concordando com esse tipo de ação, vão forçadamente para o acampamento para tentar ganhar uma terra. Essa estratégia é a que eu considero ruim ou péssima e a gente precisa conversar muito sobre isso para achar uma maneira civilizada de poder atender essa clientela.”

Miguel Daoud, por sua vez, diz acreditar que o modelo de assentamento estabelecido no Brasil não tem condições de dar certo porque muitas famílias levadas aos acampamentos do MST são, na visão dele, utizadas como massa de manobra e não se oferece a elas o mínimo de infraestrutura. “É preciso ser duro e dizer que invasões são crimes, independentemente das circunstâncias.”

Pressão de ONGs

Para Marinho, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério dos Povos Indígenas, criados pela atual administração, foram “turbinados”, sendo que o primeiro está ao lado do MST e o segundo, dos indígenas.

“Eu sou amazônida, sou do Pará. Aqui nós temos muita pressão de ONGs, principalmente as ONGs que recebem recursos externos, [que trabalham] para segurar o avanço da produção”.

De acordo com o senador, há no estado do Pará a requisição para criação de 46 novas áreas indígenas. “Ainda bem que está em fase de requerimento e estudo. Estou preparando as lideranças, os sindicatos [rurais] para que eles entendam como é que funciona esse processo e, na hora da contestação, que é uma etapa na criação da terra indígena, poder entrar não só administrativamente mas também judicialmente para embargar o avanço disso e provar que não há necessidade de se criar uma reserva indígena até porque a gente não tem índigenas para ‘botar’ nessas terras”, salienta.



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Chuva benéfica chega ao Norte do Brasil; há previsão de precipitação para outras regiões?



A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças nos próximos dias. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a retomada das chuvas deve beneficiar especialmente os produtores de milho segunda safra e as lavouras de inverno, aliviando a seca e ajudando na recuperação da umidade do solo. No entanto, ainda existem desafios, especialmente em algumas regiões.

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Atenção, produtor: chuvas exigem cautela

Nos próximos 5 dias, a previsão é de chuvas volumosas no Centro-Oeste, região de destaque na produção de soja. O aumento da umidade do solo será favorável, mas pode interferir na colheita da soja, que já está perto da finalização em algumas áreas. O excesso de umidade pode dificultar a mecanização e o armazenamento, impactando a qualidade do grão.

BA e Norte de MG: seca nas lavouras de soja

A seca continua sendo um desafio em algumas áreas da Bahia e do norte de Minas Gerais, dificultando a recuperação da umidade do solo. A falta de chuvas compromete o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões onde a soja foi semeada mais tarde e no milho segunda safra. O setor agrícola local aguarda a chegada das chuvas para evitar perdas.

Norte: precipitações trazem alívio ao Pará

No Norte do Brasil, as previsões para o Pará são positivas, com a volta das chuvas trazendo alívio para os produtores de soja que sofreram com a seca. A umidade renovada será essencial para garantir boas colheitas, especialmente nas áreas mais sensíveis. Caso as chuvas se mantenham regulares, a produtividade pode aumentar, ajudando a região a expandir ainda mais sua produção de soja.



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