segunda-feira, maio 25, 2026

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O poder da mulher na agricultura brasileira: intelecto, liderança e transformação



Nas últimas décadas, as mulheres têm ocupado um papel cada vez mais importante não só na agropecuária, mas em todas as instituições. Muito disso vem da colaboração de diversas lideranças, inclusive religiosas, que enalteceram e transformaram a potência feminina em inclusão de cargos majoritariamente masculinos. Isso aconteceu até mesmo na Igreja Católica.

Acabamos de nos despedir do papa Francisco, que deixou um legado forte. Além de ser defensor das pautas ligadas ao meio ambiente, com esforços em busca da mitigação das mudanças climáticas e do combate à fome em direção ao caminho da segurança alimentar no futuro, ele trouxe a valorização da mulher dentro do Vaticano e a aproximação da igreja com temas muito contemporâneos como a diversidade. Após séculos de exclusão, foi ele quem, corajosamente, nomeou mulheres para cargos de poder e decisão na cúpula da Igreja, rompendo tradições de séculos de exclusão e lançando um claro sinal de que a inteligência feminina é essencial para os rumos da humanidade.

Com a eleição de um novo papa, não apenas a liderança da Igreja Católica é renovada, mas também a responsabilidade histórica de dar continuidade a um dos maiores avanços institucionais das últimas décadas: o dever moral do mundo de não retroceder. O que foi conquistado precisa ser mantido e ampliado pelo sucessor de Francisco e de todas as outras lideranças do mundo.

Esse mesmo espírito de transformação atravessa fronteiras e se manifesta de forma vigorosa no campo brasileiro. A presença feminina no agronegócio não é mais uma exceção simbólica. É força real, concreta, produtiva e cada vez mais estratégica. São milhares de mulheres que, com preparo técnico, visão de gestão e sensibilidade para o futuro, vêm redesenhando a paisagem do agro nacional. 

Dados do IBGE apontam que mais de 30% dos estabelecimentos rurais do Brasil têm participação direta ou compartilhada de mulheres. Mas o protagonismo feminino vai além dos números: ele se revela na qualidade das decisões, na modernização da gestão, na adoção de tecnologias e no compromisso com a sustentabilidade. No olhar 360° que observa o céu e a terra, vigia os filhos e a lavoura, mistura força com sensibilidade na arte de produzir alimentos, com empatia na gestão. 

Carmem Peres, por exemplo, é símbolo dessa nova era ao unir tradição pecuarista com práticas sustentáveis e planejamento sucessório. Desde seus 22 anos, trabalha com a criação de bezerros, na fazenda Orvalho das Flores, em Barra do Garças (MT). Começou acompanhando seu tio e, com sua já latente obstinação, não permitiu que a família vendesse as terras, seu primeiro desafio ainda jovem. Insatisfeita com o sistema vigente na propriedade – considerado bruto demais por ela à época – assumiu o compromisso de buscar alternativas lucrativas, porém respeitosas para com a vida dos animais.

“Quando eu tinha 22 anos, eu tive o privilégio de ouvir a voz da terra e isso me fez começar um movimento de transformação e de evolução da minha fazenda”, diz ela. Carmem se manteve fiel aos seus princípios e à sua convicção de que era viável ter uma produção baseada no respeito às pessoas, aos animais e à natureza. Sua história virou um filme e documentário indicado para premiações internacionais como o festival britânico Lift-Off Sessions e o Latino and Native American Film Festival.

Michelle Morais transformou a dor da perda do pai, Amilton Morais, em uma sucessão familiar de sucesso na gestão da fazenda CBM em Patos de Minas (MG), que foi muito desacreditada no início. “Somos em quatro mulheres, eu e minhas duas irmãs e minha mãe. Foi um desafio pessoal e profissional. Juntos, tivemos que enfrentar um luto e ao mesmo tempo ficar à frente da fazenda”.

Ela conta que no começo teve muitas dificuldades em provar sua legitimidade perante funcionários e fornecedores, e levou tempo para ganhar a confiança das pessoas. O que há 19 anos foi visto com descrença, hoje é exemplo. Ela e a irmã, Cynthia Morais, introduziram sistemas de integração e alta performance nas atividades de pecuária de corte e silvicultura. Investiram em gestão de pessoas e processos, tecnologia de ponta, além da melhoria no manejo do solo e pastagem. A visão empresarial também criou um forte foco em sustentabilidade e elas se tornaram uma inspiração para novas gerações de mulheres do agro. Desde 2023, são idealizadoras do evento Conexão Mulheres do Agro, para a troca de informações e competências. A terceira edição do evento vai acontecer no dia 23 de agosto, em Patos de Minas.

São milhares de exemplos que podem ser citados, inclusive o de algumas mulheres que entraram para a história do agronegócio, como a Teresa Vendramini, a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira (SRB) em mais de cem anos, sendo hoje uma das principais vozes do setor. Teka, como é conhecida, começou sua jornada no agronegócio na Fazenda Jacutinga, no interior de São Paulo. Desde jovem, ela se dedicou à pecuária e, com coragem, enfrentou os desafios que surgiram em sua trajetória.

“Para a mulher da minha geração, chegar ao protagonismo exigiu muita coragem e determinação. Muitas vezes, era preciso que o pai ou o marido dessem espaço, ou até mesmo que assumíssemos responsabilidades inesperadamente”, diz ela. Esses espaços já estão preenchidos agora e precisam continuar a crescer em um movimento que enxergue competências além do gênero.

Muitas mulheres ocupam cargos, lideram movimentos, influenciam decisões e provam que o agro moderno passa, necessariamente, por elas. E por trás dessas lideranças estão milhares de outras mulheres anônimas, principalmente da agricultura familiar, que garantem o alimento do país com dignidade, força e sabedoria. São mães, gestoras, técnicas, empreendedoras. São as colunas invisíveis que sustentam o presente e constroem o futuro.

Se o novo papa tem o dever de continuar a abrir portas para as mulheres na Igreja, o Brasil — e especialmente o agronegócio — tem o dever de manter e ampliar o espaço conquistado por essas mulheres que fazem da terra, da gestão e da inovação um campo fértil de liderança.

A mulher no agro não é coadjuvante. É arquiteta do presente e engenheira do futuro. Amém.



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Aprosoja São Paulo elege novo presidente



Em um novo passo para o setor, Andrey Rodrigues assume a presidência da Aprosoja São Paulo para o biênio atual, trazendo uma visão estratégica para os desafios e oportunidades que marcam o agronegócio.

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Rodrigues reconhece a realidade difícil enfrentada pelos produtores rurais, com dois anos consecutivos de safras frustrantes em diversas regiões do estado e do país. ”Estamos em um período desafiador. As margens estão apertadas, os custos de insumos continuam elevados, e como qualquer setor que compra no varejo e vende no atacado, a vulnerabilidade às flutuações do mercado internacional é grande”, afirma, destacando a incerteza que paira sobre o setor.

A missão da nova gestão, segundo o presidente, será garantir que os produtores possam manter suas atividades de forma sustentável e financeiramente viável. “A agricultura é uma paixão, mas precisa ser rentável para que os produtores possam honrar seus compromissos e continuar investindo no futuro de suas propriedades”, enfatiza Rodrigues, reforçando a importância de adaptação às novas realidades econômicas.

Um dos principais objetivos da nova gestão é expandir a atuação da Aprosoja São Paulo para municípios que ainda não contam com a presença da entidade. “Vamos buscar parcerias com sindicatos rurais e outras instituições, fortalecendo a base e oferecendo o apoio necessário ao produtor onde ele mais precisa, seja em questões técnicas, legais ou financeiras”, afirma o novo presidente, sinalizando uma gestão mais inclusiva e proativa.

Andrey transmite uma mensagem de esperança e fé, com destaque para a importância do apoio governamental ao setor rural: “Gostaríamos que nossos governantes, em todas as esferas, municipal, estadual e federal, olhassem para nós, produtores, com carinho e atenção, pois tudo começa na terra. Plantamos uma semente, cuidamos dela, rezamos para que o clima nos favoreça e que a safra seja farta e abençoada. A nossa esperança é que, com o auxílio de Deus, possamos colher os frutos do nosso trabalho e que a colheita seja abundante em todos os momentos.”

Ele enfatiza o papel da fé e da confiança: “Estamos sempre confiantes de que dias melhores virão. Contem conosco. Um grande abraço, e que a sabedoria e as bênçãos de Deus nos acompanhem em cada plantio e colheita.”



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Mercados de grãos iniciam maio com altas



Para a soja, o cenário é oposto



O trigo iniciou o dia em alta
O trigo iniciou o dia em alta – Foto: Divulgação

Segundo boletim da TF Agroeconômica desta quarta-feira (01/05), mesmo com feriado em países como Brasil, Argentina e Paraguai, os mercados internacionais seguem operando normalmente nos Estados Unidos, puxando as cotações na Bolsa de Chicago com destaques distintos entre os principais grãos.

O trigo iniciou o dia em alta, com o contrato de maio/25 negociado a US$ 517,50 (+4,50) e o de dezembro/25 a US$ 571,00 (+2,75). A valorização é explicada pelo alívio nas tensões comerciais: a isenção de tarifas sobre automóveis deve manter ativa a demanda do principal comprador de trigo dos EUA. Essa dinâmica ocorre a exatos 30 dias do início da colheita americana, o que exige escoamento rápido da produção.

Para a soja, o cenário é oposto. Os contratos de maio/25 caíram para US$ 1.027,00 (-7,75), enquanto os de maio/26 recuaram para US$ 1.036,50 (-5,25). A ausência de acordos comerciais sólidos com a China e as boas condições climáticas para a safra americana continuam pressionando os preços. Mesmo com a Europa tendo importado 11,46 milhões de toneladas — alta de 8,19% em relação ao ano anterior — os EUA ainda precisam fortalecer suas relações com o continente europeu para garantir o escoamento da colheita 25/26.

No milho, os preços também abriram em alta, com o contrato de maio negociado a US$ 468,50 (+1,25). A isenção tarifária para automóveis mexicanos, que influencia a demanda, junto com o aumento da produção de etanol e a liberação para maior uso do biodiesel via E-15, têm sustentado os preços em Chicago nesta manhã. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira.

 





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São Paulo começa a Campanha de Atualização de Rebanhos



São Paulo começou nesta quinta-feira, dia 1º de maio, a terceira Campanha de Atualização de Rebanhos após o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a Febre Aftosa.

Devem ser atualizados, além dos bovídeos, os rebanhos de búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que os proprietários devem declarar todas as espécies presentes em suas propriedades até o dia 7 de junho.

O governo paulista informou que o produtor rural passa, também em caráter obrigatório, a ter que atualizar seus rebanhos junto ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave).

O produtor que não atualizar os dados junto ao Gedave, fica impedido de emitir, por espécie, a Guia de Trânsito Animal (GTA).

“A atualização de rebanhos é de fundamental importância para que a Defesa Agropecuária faça um monitoramento eficaz em relação à sanidade dos rebanhos paulistas, além de ser um balizador para identificar e controlar com maior agilidade um possível surto de doenças que podem trazer prejuízos econômicos aos produtores”, explica Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária.

Como fazer a declaração de rebanho

A declaração pode ser feita diretamente no sistema do Gedave. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível no site http://defesa.agricultura.sp.gov.br



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Projeto impulsiona produção e qualidade do rebanho de búfalos



Aumento na produção leiteira e produto premiado mundialmente são alguns dos benefícios que o criador de búfalos, Fabio Montezuma, vem obtendo com seu plantel. Resultados viabilizados após parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).

Durante a Agrishow, o produtor foi um dos participantes de um evento, realizado pela secretaria com a ABCB, que enalteceu o trabalho do projeto. O estado de São Paulo é o maior consumidor e produtor de leite de búfala no Brasil, como aponta o pesquisador do IZ, Aníbal Eugênio Vercesi Filho. “Temos programas de ponta em diversas áreas, entre elas na produção de enzimas como a kappa kazeína do leite. Ela ajuda a ter maior rendimento na produção de queijos”, exemplifica.

Outro trabalho em andamento é a pesquisa da enzima lactoferrina que poderá ser utilizada como aditivo na alimentação e suplemento alimentar. Ela também melhora sensivelmente a flora animal.

Simon Riess, presidente da ABCB, destaca a importância do suporte técnico do IZ para o avanço do rebanho brasileiro. Com metade de seus 115 associados localizados em São Paulo, a associação observa grande entusiasmo dos produtores em relação ao aprimoramento da raça e das práticas de manejo.

Presente na Agrishow, o secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, destacou o trabalho desenvolvido para ampliar o conhecimento e a produção sustentável de búfalos no estado.



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Agrishow destaca máquinas agrícolas a etanol


O agronegócio brasileiro tem papel central na transição energética global, com o etanol despontando como alternativa para reduzir as emissões de motores a combustão. Esse movimento é impulsionado pelo aumento da oferta de tratores e equipamentos pesados movidos a biocombustível, tendência em destaque na 30ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina.

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a expansão da oferta de veículos agrícolas a etanol no Brasil é resultado de múltiplos fatores. “A cada edição da Agrishow, temos mais expositores apresentando equipamentos movidos a etanol e outras fontes renováveis. E o mais interessante é perceber que todo esse desenvolvimento acontece aqui no Brasil. Se produzir e exportar etanol continuará sendo cada vez mais importante para o nosso setor, avançaremos também com a oferta para o mercado mundial com maquinário agrícola de baixa emissão”, afirmou.

O presidente destaca ainda o pioneirismo nacional no uso do biocombustível, a posição do país como segundo maior produtor mundial de etanol e o compromisso do setor com práticas sustentáveis.

A indústria brasileira de máquinas agrícolas aposta na adaptação e no desenvolvimento de novos equipamentos a etanol. A MWM, fabricante de motores e expositora da Agrishow, já oferece um motor a etanol para trator agrícola, desenvolvido integralmente no Brasil, com desempenho similar ao modelo a diesel. A empresa estima um mercado potencial de 5 mil unidades no país.

No transporte de pessoal em áreas rurais, a Volare, líder em micro-ônibus no Brasil, apresenta o Attack 9, modelo híbrido etanol/elétrico, além de veículos com motores a GNV e biometano.

Na aviação agrícola, o etanol já tem uso consolidado. O Ipanema 203, fabricado pela Embraer, chega à Agrishow 2025 com 180 unidades vendidas nos últimos três anos. Um exemplar da aeronave movida a etanol está exposto na feira. Fora do setor agrícola, o etanol também avança como base para o SAF (combustível sustentável de aviação), apontado como solução para reduzir emissões no transporte aéreo.

Além das inovações tecnológicas, a Agrishow celebra sua 30ª edição com ações educativas. Um e-book gratuito, “Exploradores do Agro”, convida crianças a conhecerem a importância do agronegócio de forma lúdica, com quadrinhos e passatempos.

A programação inclui ainda a coletiva de imprensa da ABIMAQ, que será realizada nesta terça-feira (30), às 14h, no estande das Entidades Realizadoras. A coletiva ocorrerá presencialmente e em formato híbrido, com transmissão online.





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Núcleo das Mulheres do Agro elege nova diretoria para o biênio 2025/2026



Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (30), em Luís Eduardo Magalhães, o Núcleo das Mulheres do Agro do Oeste da Bahia elegeu sua nova diretoria para o biênio 2025/2026.

Apesar da renovação de algumas integrantes da diretoria, a produtora rural Suzana Viccini foi reeleita por unanimidade para a presidência da entidade.

Durante a assembleia, as associadas também debateram ideias, compartilharam conquistas e definiram o calendário de atividades que será executado ao longo do próximo ano, com destaque para o projeto “Algodão que Aquece”.

Na ocasião, também foram apresentados o novo estatuto e a prestação de contas da associação.

De acordo com a entidade, a eleição refletiu a confiança em lideranças que nasceram da própria base — mulheres que conhecem a realidade da agropecuária regional e que carregam consigo a missão de manter o Núcleo das Mulheres do Agro em constante movimento.

Além disso, novas associadas foram oficialmente apresentadas. Com um propósito alinhado às causas sociais, à sustentabilidade e ao fortalecimento das relações humanas no agro, temas como protagonismo feminino no campo, participação ativa das associadas e representatividade da entidade na região também foram abordados pela nova diretoria.

Nova Diretoria – Gestão 2025/2026

  • Suzana Viccini – presidente
  • Rosane Hopp – vice-presidente
  • Dileta Maier – secretária
  • Carolina da Cunha – segunda-secretária
  • Dayana Coneglian – tesoureira
  • Cristiane Teixeira – Segunda-tesoureira

Conselho Fiscal

  • Sônia Gross
  • Naira Parizzi
  • Betina Schwengber
  • Carolina Zuttion (suplente)

Reportagem do Canal Rural Bahia, exibida em agosto de 2023 sobre a entrega de agasalhos para crianças carentes através do projeto idealizado pelo Núcleo das Mulheres do Agro.

Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Operação apreende mais de 6 mil litros de vinho sem procedência



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Rio Grande do Sul, fez duas ações de fiscalização de vinhos sem procedência nos dias 22 e 29 de abril, em estabelecimentos comerciais e distribuidoras de bebidas nos municípios de Porto Alegre e Gravataí.

Segundo a pasta, a ação faz parte das atividades de fiscalização para combater a comercialização de bebidas derivadas da uva e do vinho clandestinas, sem o controle sanitário adequado.

Foram apreendidas 4.430 garrafas de vinho, totalizando 6.645 litros. Em um das operações, os agentes encontraram garrafas que possuíam rótulos com a expressão “Vinho Colonial”.

“Existe um enquadramento diferenciado para o vinho produzido por agricultor familiar ou empreendedor familiar rural. O vinho colonial é a bebida elaborada de acordo com as características culturais, históricas e sociais da vitivinicultura, conforme está previsto na Lei Federal n° 12.959/2014. Somente o produto que atende as exigências previstas nessa lei pode utilizar a denominação de Vinho Colonial”, informa Andresa Lucho, chefe substituta da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) da secretaria.

De acordo com a Seapi, o vinho colonial somente pode ser comercializado diretamente para o consumidor final na sede do imóvel rural onde foi produzido, em estabelecimento mantido por associação ou cooperativa de produtores rurais, ou em feiras da agricultura familiar.

Vinho importado

Outro foco das ações fiscais foram os vinhos de procedência estrangeira, os “vinhos importados”. Somente poderão efetuar a importação de vinhos e produtos derivados da uva e do vinho estabelecimentos devidamente registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme previsão legal.

No contra rótulo afixado na garrafa deverá constar as características do produto, o nome empresarial do estabelecimento importador, o seu endereço e o número de registro do importador junto ao Mapa.

É proibido e constitui infração a importação de vinhos e derivados da uva e do vinho sem o prévio registro do estabelecimento importador no Mapa e importar, manter em depósito ou comercializar vinhos e derivados da uva e do vinho importados em desconformidade com o disposto na legislação.

Além das apreensões dos produtos, os comerciantes poderão ser responsabilizados nas esferas administrativa – multas, civil e penal pelo produto que estiver sob a sua guarda, quando a procedência deste não for comprovada por meio de documento fiscal ou quando ele concorrer para a alteração da identidade e qualidade do produto, conforme previsto na legislação.

A Seapi informou que os produtos que foram apreendidos ficam no local, sendo o proprietário o fiel depositário até o encerramento do processo. Já os documentos são enviados ao Mapa, que abre processo e faz o julgamento.

Os riscos do consumo

Consumir a bebida sem procedência pode representar graves riscos à saúde, pois esses produtos não passam por inspeções sanitárias que garantem sua qualidade e segurança. Além disso, há a possibilidade de adulteração, o que pode comprometer o sabor e até causar danos à saúde dos consumidores.

Para evitar problemas, as pessoas devem estar atentas ao rótulo do produto. A verificação ajuda a garantir a autenticidade e qualidade da bebida, além de fornecer informações sobre o vinho. O conhecimento da procedência garante a sua rastreabilidade.

A fiscalização é continua para coibir a comercialização de bebidas sem procedência e proteger os consumidores, destacou a Seapi.



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Produção de milho deve superar 120 milhões de toneladas



Paraná mantém boas condições na safra de milho




Foto: Nadia Borges

As condições das lavouras da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná permaneceram estáveis na última semana, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com os analistas do Deral, dos 2,7 milhões de hectares plantados nesta safra, 63% apresentam condição considerada boa, com potencial para atingir a produtividade média esperada. Outros 23% estão em condição mediana, o que, segundo o boletim, representa um cenário de incerteza quanto ao alcance da produtividade esperada. Já 14% da área está em condição ruim, com expectativa de produção abaixo da média.

“Houve chuvas em todas as regiões do estado nos últimos dez dias, o que provavelmente contribuiu para estabilizar a situação das lavouras e evitar uma piora das condições no campo”, informaram os técnicos no boletim.

Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção superior a 120 milhões de toneladas de milho na soma da primeira e segunda safra. O Centro-Oeste lidera a produção, respondendo por 57% do total estimado.





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Tecnologia é aposta do setor para enfrentar queda na safra de cana



A safra de cana-de-açúcar no Brasil deve alcançar 663,4 milhões de toneladas, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa uma queda de 2% em relação ao ciclo anterior. O recuo é atribuído, principalmente, às condições climáticas adversas no Sudeste do país.

Apesar do cenário desafiador, o setor canavieiro mostra resiliência e aposta em tecnologia para manter a produtividade. A área plantada deve crescer 0,3%, atingindo 8,79 milhões de hectares — um reflexo da confiança dos produtores e da força da inovação no campo.

Na maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, empresas destacam soluções voltadas ao aumento da eficiência nas lavouras. A Basf, por exemplo, apresentou um novo fungicida com aplicação recomendada para o final do ciclo da cana, etapa crítica para evitar perdas de produtividade.

Outro destaque vem da Valley, com um pivô de irrigação adaptável a diferentes cultivos, projetado para garantir maior controle hídrico e eficiência no uso dos recursos. Equipamentos como esse mostram como a mecanização e a agricultura de precisão seguem sendo aliadas importantes do setor diante de instabilidades climáticas.

As tecnologias apresentadas demonstram que, mesmo diante da queda na safra, o agrocanavieiro continua investindo em soluções que garantam não apenas a produção atual, mas a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.



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