quinta-feira, maio 21, 2026

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cinturão do milho espera chuvas acima da média



Semeadura de milho nos EUA atinge 97%




Foto: Nadia Borges

A semeadura de milho nos Estados Unidos para a safra 2025/26 alcançou 97% da área prevista, um avanço de 4 pontos percentuais na comparação semanal e 3 pontos percentuais à frente do ciclo passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 9 de junho, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta segunda-feira (9).

Em relação às condições das lavouras, 71% estão classificadas como boas e excelentes, 24% como medianas e 5% como ruins e péssimas. No mesmo período do ano passado, as condições eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente. Apesar da pequena redução nas condições boas e excelentes, a proporção das lavouras em situações medianas é maior neste ciclo.

Para as próximas semanas, a atenção do mercado se volta para as condições climáticas, já que as chuvas são “fundamentais para garantir bons rendimentos no campo”. O Imea, citando a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), informa que “são esperados volumes pluviométricos acima da média registrada nos últimos anos na maior parte do país, especialmente na região do ‘cinturão do milho’”.





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Bahia Farm Show 2025 é aberta oficialmente com o compromisso de inovação sustentável


A 19ª edição da Bahia Farm Show foi aberta oficialmente nesta terça-feira (10) com a presença de autoridades, expositores e representantes do setor produtivo. Até o próximo sábado (14), o complexo da feira será o espaço para negócios e parcerias estratégicas em torno do tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”. Prospectando uma expressiva movimentação no agronegócio nacional, a feira se consolida como um espaço de inovação, troca de conhecimento e geração de bons negócios para diferentes segmentos do agronegócio.

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que reforçou o papel do agronegócio como vetor do desenvolvimento regional. Em seu discurso, destacou a importância da integração entre inovação, sustentabilidade e educação ambiental. “Este é o momento do agro inteligente, porque produzir bem é produzir com responsabilidade. Esta transição sustentável não é mais uma promessa, é uma realidade. A nossa força [do estado] está na combinação entre tecnologia de ponta e responsabilidade socioambiental, um caminho essencial para garantir a perenidade das nossas riquezas naturais e produtivas”, afirmou.

O presidente da Bahia Farm Show e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, celebrou o amadurecimento da feira, que chega à sua 19ª edição, tornando-se uma referência nacional em inovação tecnológica para o setor. “Estamos prontos para mais uma edição histórica, de bons negócios, muito aprendizado, reencontros e novos caminhos. Que possamos sair ainda mais fortalecidos, certos de que o agro é inteligente, sustentável e essencial para o Brasil”, reforça.

Durante a solenidade, Moisés reforçou o compromisso do agronegócio baiano com a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das redes produtivas. “Todo este cenário tem contribuído para a consolidação do Oeste da Bahia como uma das regiões mais dinâmicas e estratégicas para o agronegócio nacional”, pontuou.

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, destacou a importância da Bahia Farm Show para o desenvolvimento do município. “A feira é uma vitrine de oportunidades e um motor para gerar emprego, renda e prosperidade para todos que aqui vivem”. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, destacou o compromisso do setor com práticas produtivas sustentáveis e o fortalecimento das cadeias produtivas locais.

Também participaram da solenidade de abertura da Bahia Farm Show o presidente da Associação de Máquinas e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba), Fábio Martins, e o presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, que ressaltaram o legado de inovação e crescimento contínuo da feira que, este ano, também celebra os 35 anos da Aiba, entidade organizadora do evento.

Boas práticas – Durante a solenidade, o governo baiano entregou aos presidentes da Aiba e Abapa certificados de boas práticas fitossanitárias do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalba), representando 117 estabelecimentos rurais com base em metas de sustentabilidade, competitividade e modernização tecnológica, através da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Na ocasião, foi também apresentado o selo da Bahia como estado livre da febre aftosa.

A cerimônia de abertura contou ainda com a presença de autoridades civis, militares, deputados, prefeitos e vereadores da região, além de representantes dos patrocinadores: Governo da Bahia, Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Desenbahia, Sicredi, Senar/FAEB, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Neoenergia Coelba, ApexBrasil, Inpasa, GTEEX, Instituto Washington Pimentel, Currais Itabira, PYKA, Franciosi Sementes e Assomiba.





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Fronteira do etanol é ampliada com novas usinas em quatro municípios do Sul



Santa Catarina e o Rio Grande do Sul produzem juntos cerca de 40 milhões de toneladas de grãos e cereais. Como alternativa de destinação à parte desse volume, estão em andamento quatro usinas de produção de etanol.

Em território catarinense, a planta será instalada no município de Campos Novos. Já do lado gaúcho, Passo Fundo e Cruz Alta devem abrigar os empreendimentos em breve, mas é em Santiago, oeste do estado, que o primeiro polo, da CB BioEnergia, será inaugurado, com término previsto para setembro deste ano.

Com isso, deve ser a primeira usina de trigo do país. O investimento no local é estimado em R$ 100 milhões e a expectativa é que produza cerca de 12 milhões de litros de etanol por ano, além de subprodutos como DDGS para alimentação animal e gás para bebidas.

“A ideia é processar toda a matéria-prima produzida aqui. Não será trazida de outros estados, regiões ou países. Jamais vamos utilizar o que é destinado a alimentação humana porque o trigo que é processado é aquele de baixa qualidade que muitas vezes é exportado para outros países como nutrição animal”, diz o diretor da companhia, Tiago Gorski Lacerda.

Usinas bilionárias

Já em Passo Fundo, norte do Rio Grande do Sul, a obra da usina foi lançada em abril. A planta tem investimento superior a R$ 1 bilhão e deve suprir 23% da demanda de biocombustíveis do estado. Além de etanol, será a primeira do Brasil a produzir glúten vital – proteína extraída da farinha de trigo para melhoria da qualidade da panificação – com capacidade para atender ao mercado nacional e ao Mercosul.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reitera os planos de crescimento estadual por meio do agro. “A gente deseja fazer a partir dessa politica do pró-etanol e também de incentivos ao biodiesel com que o estado possa crescer muito nessa produção dos biocombustíveis e, assim, gerar mais renda a partir do nosso agronegócio porque estamos falando também da nossa produção primária do milho, do trigo, da soja e de outros.”

Já no noroeste gaúcho, Cruz Alta deve ganhar uma indústria com capacidade de processamento de um milhão de toneladas de soja por ano, com início de operação previsto para 2027. Além de óleo de cozinha, a indústria também vai processar biodiesel, farelo, glicerina e casca de soja.

Produção em Santa Catarina

Em Santa Catarina, Campos Novos é a região que mais produz grãos no estado e também tem uma indústria de biocombustível já em construção. A matéria-prima principal será o milho, mas também poderá processar trigo. A capacidade de produção é de 3,7 milhões de litros de etanol hidratado e 32 milhões de litros de etanol anidro por ano.

A unidade será administrada pela Copercampos. O gerente industrial da empresa, Nelson Cruz, ressalta que a previsão de início de funcionamento é maio de 2026.

Com as adversidades climáticas das últimas safras, que vitimou, principalmente, produtores gaúchos, parte significativa da produção de milho e trigo não atingiu qualidade de exportação ou consumo humano e foi direcionada para a produção de ração. Agora, esses produtos, como o trigo que não atende padrões de panificação, podem ser destinados para a produção de etanol. Com isso, os dois estados esperam aumentar áreas de plantio para as duas culturas, número que vem caindo nos últimos ciclos.

O setor entende que não haverá falta de grãos para alimentação humana ou animal, mas, sim, novas opções de renda ao produtor.

“O produtor não ficará vulnerável a só um mercado, num determinado momento. Uma indústria como essa estimula a pesquisa, traz tecnologia, liquidez e segurança para quem produz de tal forma que estimula a produzir mais milho, às vezes até no lugar da soja. Isso é uma coisa que pode, a médio prazo, ser muito boa para estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, diz o presidente da Abramilho, Paulo Bertolni.



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Autoridades e lideranças do agro prestigiam abertura da 19ª edição da Bahia Farm Show


Autoridades estaduais, municipais, lideranças do agronegócio, expositores e convidados, estiveram presentes na abertura da 19ª edição da Bahia Farm Show, na manhã desta terça-feira (10), no Oeste baiano. A cerimônia, que marca o início oficial da feira, reforça a importância econômica do evento para o município de Luís Eduardo Magalhães (BA).

“Isso tudo movimenta a rede hoteleira, nosso comércio local, a área da gastronomia, que logicamente consome no varejo. Então, isso gera mais empregos e cria mais oportunidades de negócios, de forma geral”, afirmou o prefeito Júnior Marabá.

Como todo grande evento, a maior feira agrícola do Norte e Nordeste representa um desafio para a nova gestão da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

“A Bahia Farm Show, em sua 19ª edição, sempre se supera. Trabalhamos com muito empenho e, já agora, no segundo dia, estamos surpresos com o número de visitantes. Temos muitos desafios pela frente, mas sei que, amparado por esses produtores e com uma visão para 2050 — onde temos essa responsabilidade — levaremos adiante o tripé da sustentabilidade social, ambiental e econômica do nosso negócio. Tenho certeza de que vamos alcançar nossos objetivos com ainda mais inovação”, declarou Moisés Schmidt, presidente da Aiba.

Para Pablo Barrozo, secretário de Agricultura da Bahia (Seagri), a feira é também uma oportunidade para aproximar os produtores rurais da instituição. “Nós estamos todos aqui empenhados, inclusive em dialogar, estar mais próximos e tirar dúvidas dos agricultores — pequenos, médios e grandes — e também da população em geral”, disse.

Outro destaque da cerimônia foi a celebração do reconhecimento da Bahia como estado livre da febre aftosa sem vacinação, condição já conquistada pelo Brasil.

“É um selo que chancela nosso gado para ser vendido no mundo todo, inclusive em países que antes não compravam por exigências específicas. Hoje, podemos vender nosso gado — cuja carne já é reconhecida pela qualidade — sem qualquer desconfiança externa. Isso agrega valor, elimina atravessadores e fortalece a cadeia da pecuária”, pontuou.

Bahia Farm Show 2025, imagem aérea do segundo dia em Luís Eduardo MagalhãesBahia Farm Show 2025, imagem aérea do segundo dia em Luís Eduardo Magalhães
Fim de tarde na Bahia Farm Show nesta terça-feira (10) | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia

Todos os anos, a abertura da Bahia Farm Show também é um momento importante para a apresentação de demandas dos produtores rurais às autoridades.

Na cerimônia desta terça, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, abordou temas como a duplicação da BR-242 e as invasões de terras no Sul do estado.

“A respeito da BR-242, a informação que o ministro Rui Costa nos passou é que o projeto executivo está em fase final de conclusão e que, até agosto, será realizado o leilão público, dentro do modelo da Bolsa, para que a empresa vencedora inicie a duplicação da pista”, afirmou o governador.

Sobre as invasões de terras indígenas, o governador foi categórico ao dizer que seu papel é o de mediação, sem tomar partido.

Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia durante entrevista na Bahia Farm ShowJerônimo Rodrigues, governador da Bahia durante entrevista na Bahia Farm Show
Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia durante entrevista na Bahia Farm Show | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia

“O papel do Estado é mediar. O Estado não pode tomar partido de um lado ou de outro. Eu não vou tomar partido, mesmo pertencendo a um segmento ou a um partido. Meu papel enquanto governador, eleito pela sociedade baiana, é estabelecer unidade e promover a paz. Quando necessário, recorro ao Governo Federal para intermediar questões que envolvem terras fora do domínio do Estado, como áreas indígenas, de reforma agrária ou de proteção ambiental. Nesses casos, não posso agir com a segurança pública estadual. Existe um limite para a atuação do governo estadual, e é fundamental que o Governo Federal também se envolva nesse processo”, declarou.

Com o tema “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, a Bahia Farm Show recebeu, somente até o meio-dia desta terça-feira, mais de 19 mil visitantes. A expectativa é de que o número ultrapasse os 100 mil até o encerramento do evento, no próximo sábado.


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Preço da arroba do boi gordo tem expectativa de alta graças à China



O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços, com registros pontuais de negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consuloria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias ainda se deparam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

“A aquisição de animais jovens, que cumprem os requisitos de exportação para a China segue complicada, o que pode resultar em elevação dos preços. As exportações permanecem em ótimo nível, e são a grande variável de demanda para a atual temporada”, disse.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 316,33 — ontem: R$ 316,67
  • Goiás: R$ 301,43 — na segunda: R$ 300,54
  • Minas Gerais: R$ 300,29 — estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,86 — inalterado
  • Mato Grosso: R$ 311,89 — anteriormente: R$ 310,54

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. Para Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“A situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango ainda é preponderante para o andamento do mercado no curto prazo”, pontuou.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo e, por fim, a ponta de agulha continua no patamar de R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,5690 para venda e a R$ 5,5670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5388 e a máxima de R$ 5,5773.



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confira os preços pelo Brasil


O mercado brasileiro de soja registrou preços estáveis nesta terça-feira (10), com fraca movimentação de negócios no dia e prêmios estáveis.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o destaque da semana é o relatório de oferta e demanda de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado na quinta-feira (12).

“De um lado o comprador está de fora das atividades e tenta preços mais baixos, do outro, o produtor segura a soja, mostrando-se bem capitalizado”, aponta.

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 130
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 131
  • Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 135
  • Cascavel (PR): se manteve em R$ 129
  • Porto de Paranaguá (PR): continuou em R$ 135
  • Rondonópolis (MT): foi indicado em R$ 117
  • Dourados (MS): recuou de R$ 120,50 para R$ 120
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 119,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira mistos, em dia de muita volatilidade.

Segundo Silveira, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas limitou qualquer reação mais consistente, mesmo com o otimismo do mercado com as conversas comerciais entre China e Estados Unidos.

Expectativas para o relatório do USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá, no seu relatório de junho, indicar um pequeno corte na produção de soja norte-americana em 2025/26. Os estoques, no entanto, devem ser revisados para cima. 
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra norte-americana em 2025/26 deverá ficar em 4,338 bilhões de bushels, contra 4,340 bilhões previstos em maio.

Para os estoques de passagem, a previsão é de um número de 302 milhões de bushels para 2025/26, contra 295 milhões projetados em maio. Para 2024/25, a aposta é de um aumento, passando dos 350 milhões indicados em maio para 352 milhões de bushels.

A estimativa é que o órgão eleve a estimativa para a safra do Brasil em 2024/25 de 169 milhões para 169,2 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deverá ser mantida em 49 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

soja preço cotação pib Chicago dólarsoja preço cotação pib Chicago dólar

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar ou 0,16% a US$ 10,57 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, ganho de 0,50 centavo ou 0,04%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,40, ou 0,13%, a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 47,79 centavos de dólar, com ganho de 0,41 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,5690 para venda e a R$ 5,5670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5388 e a máxima de R$ 5,5773.



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Empada de milho com queijo coalho e brigadeiro com rapadura: surpreenda na quermesse



O Dia de Santo Antônio é nesta sexta-feira (13), o de São João é comemorado em 24 de junho e, por fim, São Pedro tem as festividades no dia 29. Os três remetem à fé católica e, também, à festa típica mais gostosa do ano: as quermesses.

Como todos sabem, o agro está presente em cada pedacinho dessa comemoração, afinal, sem milho não há canjica ou pipoca, sem amendoim não existe paçoca e sem uva não tem vinho quente, apenas para citar alguns exemplos.

No entanto, até mesmo o que já é muito bom pode, vez ou outra, ganhar novas abordagens. Por isso, separamos duas receitas com a cara desse período do ano, mas com novas abordagens. Aprenda a fazer uma deliciosa empada de milho com queijo coalho e um surpreendente brigadeiro de paçoca com rapadura e flor de sal.

Empada

Ingredientes

Para a massa:

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 100 g de manteiga gelada (em cubos)
  • 1 colher (sopa) de água gelada (se necessário)

Para o recheio:



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Patas de animais com risco de introdução de aftosa no país são barradas em aeroporto



Três patas com cascos fendidos – possivelmente de caprinos – foram interceptadas pelo serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na última quinta-feira (5). A carga vinha de um voo da África e a mala estava desacompanhada.

A apreensão chamou atenção das autoridades em um momento em que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acaba de receber, na França, a certificação de país livre de febre aftosa sem vacinação, conferida pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa).

De acordo com o Vigiagro de Guarulhos, a ocorrência comprova a importância da vigilância agropecuária brasileira, já que a introdução de microrganismos junto com o material encontrado poderia colocar em risco o rebanho nacional.

Isso porque alguns países da África não possuem o status de livre de febre aftosa reconhecido oficialmente pela entidade e enfrentam desafios no controle e erradicação da doença.

“Devido à ausência desse reconhecimento de áreas livres da doença, as exportações de produtos de origem animal desses países enfrentam restrições sanitárias em diversos mercados internacionais”, diz o Mapa, em nota.

Falta de rastreabilidade

Além do risco de introdução da febre aftosa, o Ministério informa que produtos como as patas apreendidas podem veicular outras doenças infecciosas de interesse pecuário.

Assim, como não havia qualquer identificação, não é possível determinar a origem, os tratamentos sanitários realizados ou o status sanitário do rebanho de onde vieram os animais.

O Mapa ressalta que a importação de animais, material genético e de produtos de origem animal não comestíveis somente pode ser realizada com o cumprimento dos requisitos sanitários definidos pelo Departamento de Saúde Animal (DSA) e acompanhada de Certificado Veterinário Internacional previamente acordado pelo DSA com os serviços veterinários oficiais dos países exportadores.

Ainda segundo o Vigiagro, o material apreendido não tinha nenhum cuidado na manutenção ou transporte. Esse tipo de produto não pode entrar no país sem a expressa autorização do Mapa.



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Soja tem produtividade abaixo do esperado


No Rio Grande do Sul, a produção de soja encerra a safra 2024/2025 com forte queda na produtividade, segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (5). A área plantada foi estimada em 6.770.405 hectares, com produtividade média de 1.957 quilos por hectare — resultado 38,43% inferior aos 3.179 kg/ha projetados inicialmente.

Em diversas regiões do estado, o clima dificultou o avanço da colheita e comprometeu os rendimentos. Na região administrativa de Bagé, a sequência de dias chuvosos impediu a conclusão da colheita nas poucas áreas ainda em campo. A expectativa é que essas lavouras sejam colhidas com a previsão de tempo firme para a primeira semana de junho.

No município de Dom Pedrito, onde historicamente as várzeas apresentam bons resultados em anos de La Niña, os rendimentos ficaram abaixo do esperado. “Dos 165 mil hectares plantados, cerca de 40 mil estavam em várzeas. Mesmo assim, a média foi de apenas 1.860 kg/ha, somando áreas baixas e de coxilhas”, informou o boletim.

Na Campanha, o cenário econômico dos produtores deve limitar o uso imediato do solo. Com recursos escassos, muitos agricultores não têm condições de investir no cultivo de inverno ou na aquisição de animais para engorda em pastagens. A tendência é de que parte das áreas permaneça em pousio até a próxima safra de verão.

Na região de Caxias do Sul, parte das áreas colhidas está em repouso, enquanto outros produtores já iniciaram o plantio de culturas de cobertura e pastagens de inverno. Em Ijuí, a colheita avançou lentamente, com solo ainda úmido, mas sem danos aos grãos até o momento.

Já na regional de Pelotas, as chuvas entre os dias 26 e 29 de maio suspenderam os trabalhos no campo, que só foram retomados no fim da semana com a chegada do tempo seco, permitindo a conclusão da colheita.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos de campo foram encerrados e os produtores se dedicam agora às atividades pós-colheita.





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Exportações de soja avançam e tendência de recorde se confirma



O complexo soja foi o destaque do programa AgroExport desta terça-feira (10). Os dados mais recentes mostram que as exportações brasileiras do grão, do farelo e do óleo de soja seguem em alta entre janeiro e maio, reforçando a tendência de novo recorde em 2025.

A força da agroindústria nacional se reflete na exportação de soja em grão e também na retomada das vendas externas de farelo e óleo, mostrando um novo ciclo agroindustrial puxado pela oleaginosa.

Soja em grão: ritmo acelerado

As exportações de soja em grão bateram novo recorde para o período de janeiro a maio: foram 51,5 milhões de toneladas embarcadas em 2025, superando as 50,2 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024. O crescimento em relação a 2021 é ainda mais expressivo, um avanço de 11% em cinco anos, partindo de 46,5 milhões de toneladas.

O Brasil se consolida como líder global na exportação da soja em grão, impulsionado por uma colheita robusta e pela forte demanda externa.

Farelo de soja: Brasil desafia liderança argentina

Outro destaque é o farelo de soja. O país exportou 9,64 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses de 2025, contra 9,37 milhões no mesmo período de 2024. Em um recorte de cinco anos, o volume embarcado cresceu 51% de janeiro a maio, sinal de avanço consistente.

O Brasil vem disputando espaço com a Argentina, tradicional líder global na exportação de farelo. Em 2022, os brasileiros superaram os argentinos, favorecidos por uma quebra climática na safra do país vizinho. A expectativa era que a Argentina retomasse sua posição, o que não aconteceu. Agora, com uma produção estável e crescente, o Brasil se posiciona como um fornecedor confiável e com capacidade industrial para esmagamento.

Essa força agroindustrial mostra que o país pode, de forma orgânica e consistente, tomar a dianteira no mercado internacional de farelo de soja.

Óleo de soja: retomada após recuo

As exportações de óleo de soja também apontam recuperação. Em 2025, o Brasil exportou 0,65 milhão de toneladas entre janeiro e maio. Embora não seja um recorde, representa um crescimento importante após a queda em 2024, influenciada pela guerra na Ucrânia.

O pico foi em 2022, com 2,6 milhões de toneladas exportadas. Ainda não se vislumbra a repetição desse desempenho, mas o crescimento atual é visto como uma retomada sustentável.

Complexo

Somando os embarques de soja em grão, farelo e óleo, o Brasil exportou 60,05 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2025. O farelo lidera a puxada das exportações no ano, mas todos os segmentos contribuíram para o bom desempenho.

A meta é superar os recordes históricos. No grão, o recorde é de 101,8 milhões de toneladas exportadas em 2023, e a expectativa é alcançar 105 milhões em 2025. Para o farelo, o maior volume foi de 23,1 milhões de toneladas em 2024, e a projeção é atingir 25 milhões, consolidando o Brasil como novo líder global. Já no óleo, o objetivo é ultrapassar o resultado de 2021, quando foram embarcadas 1,65 milhão de toneladas.

Uma nova era para a agroindústria brasileira

Os dados reforçam que o Brasil vive um novo ciclo agroindustrial, ancorado na força da soja. Mais do que grãos, o país está exportando valor agregado, e isso se reflete na consolidação de sua presença global em todos os segmentos do complexo soja.



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