quinta-feira, maio 21, 2026

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Preços da arroba do boi gordo no país: confira as cotações de hoje


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo continua com preços acomodados, com uma ou outra negociação realizada acima das referências médias.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos operam com escalas de abate posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

“O mercado ainda se depara com alguma dificuldade na aquisição de animais jovens, principalmente aqueles que cumprem os requisitos de exportação para a China. As exportações são a grande variável da atual temporada, considerando o desempenho espetacular, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques.”

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 317,25 — ontem: R$ 316,33
  • Goiás: R$ 301,43 — estável
  • Minas Gerais: R$ 300,88 — na terça: R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 314,32 — anteriormente: R$ 313,86
  • Mato Grosso: R$ 314,59 — ontem: R$ 311,89

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.

“Por outro lado, o cenário traçado para as proteínas concorrentes, em especial quando se trata da carne de frango, ainda gera preocupação no mercado”, disse o analista.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,5382 para venda e a R$ 5,5362 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5216 e a máxima de R$ 5,5806.

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Banana azul? Existe sim, e tem gosto de sorvete de baunilha



De tempos em tempos, a internet se põe a falar sobre uma suposta “banana azul”. Mas será que ela existe mesmo? Sim, existe! A banana blue java, conhecida popularmente como banana azul, tem despertado a curiosidade de consumidores e produtores rurais em diversas partes do mundo. Mas ela é praticamente desconhecida aqui no Brasil.

Com casca azulada e polpa cremosa, essa variedade de banana se destaca tanto pela aparência quanto pelo sabor, frequentemente comparado ao de sorvete de baunilha.

Originária do Sudeste Asiático, ela é especialmente cultivada na região entre as Filipinas e o Havaí, lá do outro lado do mundo. Essa banana se desenvolve bem em climas tropicais e subtropicais, suportando inclusive temperaturas mais baixas do que as variedades comuns, o que, em teoria, a tornaria uma alternativa interessante para regiões de clima ameno.

O fruto é de porte médio, com casca azul-prateada, numa coloração masi intensa antes de amadurecer. Já a polpa, de textura densa e cremosa, oferece um sabor doce e suave, que, dizem, faz lembrar sobremesas geladas. Por esse motivo, a fruta também é chamada de “banana sorvete” em países de língua inglesa (ice cream banana).

Apesar da aparência exótica, o cultivo da blue java segue técnicas semelhantes às aplicadas a outras variedades de banana. No entanto, consta que o ciclo de desenvolvimento é mais lento: leva em média dois anos do plantio até a colheita. A planta pode atingir até seis metros de altura e exige espaço adequado para crescer de forma saudável.

Além do apelo estético e do sabor diferenciado, a banana blue java é rica em nutrientes como potássio, vitaminas do complexo B e fibras, mantendo o valor nutricional característico da fruta tradicional.

Com o aumento do interesse por alimentos diferenciados e sustentáveis, a banana azul surge como uma possibilidade para diversificação da fruticultura, tanto no mercado interno quanto em nichos de exportação.

Ainda que sua produção seja incipiente, especialistas veem potencial na variedade, especialmente em sistemas agroflorestais e de agricultura familiar.

*Texto produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artifical





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AgroNewsPolítica & Agro

plantio de trigo de inverno supera média de 5 anos



Kansas tem 50% do trigo em boas condições




Foto: Divulgação

O plantio da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos alcançou 88% da área total até 8 de junho, igual ao ano passado, mas 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Contudo, a colheita do cereal está com atraso. Apenas 4% da área plantada de trigo de inverno havia sido colhida até o final da semana, o que representa 7 pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado e 3 pontos percentuais abaixo da média. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

Apesar do ritmo mais lento da colheita, as condições das lavouras de trigo de inverno apresentam melhora. Em 8 de junho, 54% da safra de 2025 foi classificada em “boas a excelentes condições”, um aumento de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior. No Kansas, que é o maior estado produtor de trigo de inverno, 50% da safra foi avaliada nessas categorias.





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Planta raríssima com nome sagrado começará a ser vendida no Brasil


Por meio de reprodução, via cultura de tecidos, a Acosta Plantas Ornamentais alcançou produção em escala comercial do Philodendron spiritus-sancti para disponibilizar ao mercado.

Trata-se de uma das espécies mais raras no mundo, endêmica de uma pequena região do Espírito Santo e considerada criticamente ameaçada de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A novidade será apresentada no 32º Enflor e 20ª Garden Fair, feiras que acontecem em conjunto entre 13 e 15 de julho, em Holambra, interior de São Paulo.

Durante a pandemia, o spiritus-sancti se tornou alvo de coleta ilegal e foi traficado internacionalmente, alcançando valores acima de 5 mil dólares em coleções privadas na Europa e nos Estados Unidos.

Assim, para viabilizar a sua preservação e democratização no mercado, a Acosta investiu na cultura de tecidos, tecnologia que permite a multiplicação segura, genética e sanitariamente controlada da planta.

De acordo com nota da empresa, o trabalho de multiplicação do Philodendron spiritus-sancti contou com a colaboração do Jardim Botânico Plantarum, de Nova Odessa, em São Paulo, e do Instituto Inhotim, de Brumadinho, em Minas Gerais.

Além disso, colecionadores e clientes parceiros da companhia cederam matrizes da espécie para servir como base aos estudos e ao processo de multiplicação em laboratório.

Reintrodução no habitat natural

planta raríssima Philodendron spiritus-sanctiplanta raríssima Philodendron spiritus-sancti
Foto: Divulgação

Como parte do projeto, a Acosta se comprometeu com a reintrodução de exemplares do philodendron espiritus sanctii diretamente no habitat natural, em parceria com órgãos ambientais, escolas e especialistas em flora nativa.

Além disso, o acordo prevê que parte do valor das vendas seja revertido para o fomento de pesquisas científicas e ações de conservação voltadas à espécie por meio de parcerias com pesquisadores, universidades e instituições botânicas brasileiras.

De acordo com a produtora Déborah da Costa, produtora da empresa, também serão disponibilizados vasos com plantas bem formadas para venda ao público, com o objetivo de conter o tráfico e ampliar o acesso responsável à espécie.

“Esse trabalho mostra que a inovação pode andar lado a lado com a preservação. Produzimos com tecnologia para atender o mercado, mas também para devolver à natureza o que foi retirado”, destaca.



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Banana azul? Existe sim, e tem gosto de sorvete de baunilha



De tempos em tempos, a internet se põe a falar sobre uma suposta “banana azul”. Mas será que ela existe mesmo? Sim, existe! A banana blue java, conhecida popularmente como banana azul, tem despertado a curiosidade de consumidores e produtores rurais em diversas partes do mundo. Mas ela é praticamente desconhecida aqui no Brasil.

Com casca azulada e polpa cremosa, essa variedade de banana se destaca tanto pela aparência quanto pelo sabor, frequentemente comparado ao de sorvete de baunilha.

Originária do Sudeste Asiático, ela é especialmente cultivada na região entre as Filipinas e o Havaí, lá do outro lado do mundo. Essa banana se desenvolve bem em climas tropicais e subtropicais, suportando inclusive temperaturas mais baixas do que as variedades comuns, o que, em teoria, a tornaria uma alternativa interessante para regiões de clima ameno.

O fruto é de porte médio, com casca azul-prateada, numa coloração masi intensa antes de amadurecer. Já a polpa, de textura densa e cremosa, oferece um sabor doce e suave, que, dizem, faz lembrar sobremesas geladas. Por esse motivo, a fruta também é chamada de “banana sorvete” em países de língua inglesa (ice cream banana).

Apesar da aparência exótica, o cultivo da blue java segue técnicas semelhantes às aplicadas a outras variedades de banana. No entanto, consta que o ciclo de desenvolvimento é mais lento: leva em média dois anos do plantio até a colheita. A planta pode atingir até seis metros de altura e exige espaço adequado para crescer de forma saudável.

Além do apelo estético e do sabor diferenciado, a banana blue java é rica em nutrientes como potássio, vitaminas do complexo B e fibras, mantendo o valor nutricional característico da fruta tradicional.

Com o aumento do interesse por alimentos diferenciados e sustentáveis, a banana azul surge como uma possibilidade para diversificação da fruticultura, tanto no mercado interno quanto em nichos de exportação.

Ainda que sua produção seja incipiente, especialistas veem potencial na variedade, especialmente em sistemas agroflorestais e de agricultura familiar.

*Texto produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artifical





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Preço do café ao consumidor teve alta de 76% em três anos



O preço do café ao consumidor, considerando embalagens de 500g, subriu 76% entre maio de 2022 e o mesmo mês de 2025, passando, em média, de R$ 14,20 para R$ 25,01 no período.

Os dados provém do ecossistema de soluções VR, baseado em compras realizadas por mais de três milhões de trabalhadores conectados ao aplicativo da empresa, que recebeu mais de cinco milhões de notas fiscais nos três anos analisados.

Ainda de acordo com a pesquisa, o preço da embalagem de 250g, mais econômica, variou 33% no período, subindo de R$ 16,01 para R$ 21,37.

A VR também avaliou quanto o consumidor está pagando no café em cápsula e solúvel. Entre junho de 2022 e maio de 2025, a versão para máquinas acumulou alta de 62%, saltando de R$ 9,65 para R$ 15,66, enquanto a versão solúvel teve variação mais discreta, com aumento inferior a 3%, indo de R$ 11,59 para R$ 11,89.

Ao considerar todas as opções, na média geral, o preço do café cresceu 23% nos últimos três anos, passando de R$ 13,54 para R$ 16,68. Confira a variação por categoria:

  • Café 500g: +76,1% (de R$ 14,20 para R$ 25,01)
  • Café em cápsula: +62,3% (de R$ 9,65 para R$ 15,66)
  • Café 250g: +33,5% (de R$ 16,01 para R$ 21,37)
  • Café solúvel: +2,6% (de R$ 11,59 para R$ 11,89)
  • Preço médio geral: +23,1% (de R$ 13,54 para R$ 16,68)

Ainda segundo os dados da VR, o trabalhador manteve o consumo regular do produto, com cerca de duas unidades de café compradas por mês, mas adaptou seu comportamento ao buscar opções mais acessíveis.

“Isso pode indicar uma substituição de marcas mais tradicionais por marcas regionais ou com melhor custo-benefício, como forma de se adequar ao cenário de alta de preços”, avalia o diretor-executivo de Negócios Pessoa Física da VR, Cassio Carvalho.



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é gente, família e comunidade’, diz produtor de soja sul-mato-grossense



Tudo começou em um armazém, aos 15 anos. Natural de Fátima do Sul (MS), a trajetória de Maikon Costa deu o pontapé inicial em Sorriso, no Mato Grosso, onde iniciou sua carreira no setor de soja. De lá para cá, construiu uma história marcada por esforço, reinvenção e propósito. Hoje, aos 30, é engenheiro agrônomo, produtor rural, empresário e referência nas redes sociais como educador agro.

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De degrau em degrau

A história de Maikon começa como garçom em uma pizzaria. Foi nesse ambiente que ele chamou a atenção de um cliente, que o convidou a trabalhar como balanceiro de caminhão em um armazém de grãos. A partir desse momento, percorreu todos os setores da empresa até assumir a função de encarregado administrativo.

Seu primeiro grande desafio surgiu quando decidiu migrar para a área comercial. Mesmo sem apoio inicial, Maikon demonstrou seu valor: em apenas três meses como assistente, superou vendedores experientes em volume de vendas. Aos 18 anos, ingressou oficialmente na área comercial de uma multinacional do setor agrícola.

Raízes firmes e visão de futuro

Seu mais novo projeto está localizado no estado do Amapá e envolve toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a industrialização, armazenamento, empacotamento e comercialização.

Apesar das conquistas, Maikon ressalta que seu maior orgulho não está nos resultados financeiros, mas na transformação de vidas. Ele utiliza sua trajetória como inspiração para formar uma nova geração de profissionais do agronegócio, mais conectados, preparados e humanos.

Educação como missão do produtor

Com presença ativa nas redes sociais, Maikon se destaca por sua linguagem acessível e prática. Compartilha aprendizados, estratégias de vendas, técnicas agronômicas e mensagens motivacionais. Seu lema é direto: “O agro é uma ponte para transformar vidas.”

Para ele, o setor agropecuário precisa de mais do que conhecimento técnico. “Não adianta saber tudo de adubo se você não souber conversar com o produtor. Não adianta ter a melhor lavoura se você não sabe vender”, afirma.

Muito além das lavouras de soja

Defensor de um agro mais eficiente e sustentável, Maikon incentiva o uso de tecnologia de precisão, bioinsumos, gestão por dados e soluções digitais. Mas destaca que o mais importante ainda são as pessoas.

“O agro não é só lavoura. É gente, é família e comunidade”, costuma dizer. Ele acredita que a internet democratizou o acesso ao conhecimento e ao mercado: “Você pode estar no interior do Amapá e ainda assim se conectar com o mundo, aprender, vender, crescer. Foi assim que eu fiz, e é isso que eu ensino.”

Onde você quer chegar como produtor rural?

Maikon encerra suas palestras e publicações sempre com uma mensagem de esperança e ação. “Se você é do agro, não importa onde começou. Importa onde quer chegar. E com trabalho, fé e estratégia, o campo abre as portas. Sempre abriu para mim, agora quero ajudar a abrir para outros.



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Fim de isenção a títulos privados não prejudicará produtor, diz Haddad



O fim da isenção de Imposto de Renda a títulos privados e a determinados fundos não prejudicará o produtor, disse nesta quarta-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em audiência conjunta das Comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, o ministro afirmou que a medida, que integra o pacote para compensar a alta no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), corrigirá distorções no mercado financeiro.

“Quando a gente fala de reduzir um pouco o benefício fiscal de título isento é porque estamos com uma Selic de quase 15% ao ano. Nem o Tesouro Nacional está conseguindo concorrer com esses títulos privados. Isso não é demonizar a construção civil. Talvez esse governo seja o maior amigo da construção civil. Metade da construção civil depende do Minha Casa, Minha Vida, que tinha acabado [no governo anterior]”, declarou o ministro.

Conforme a medida provisória que deve ser publicada ainda esta semana, a isenção de Imposto de Renda (IR) sobre as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito ao Agronegócio (LCA), fundos imobiliários e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) deixará de existir a partir de 2026. Pela proposta, esses investimentos pagarão 5% de Imposto de Renda (IR).

Haddad ressaltou que a maior parte dos benefícios da isenção do IR não fica com os produtores.

“Esses benefícios fiscais não vão para o produtor, 60% a 70% ficam no meio do caminho, com o detentor do título ou o sistema bancário. Não fica com o produtor. A gente está vendo essas distorções e procurando corrigir”, disse o ministro.

Haddad negou que a correção de distorções signifique alta de imposto. “Isso não é aumento de tributo. É correção de distorção. São R$ 41 bilhões de renúncia fiscal nos títulos isentos. É mais que o seguro desemprego inteiro. São três [programas] Farmácia Popular. Do que estamos falando? É do tamanho do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, declarou.

“Agro não será prejudicado”

Haddad também negou que o agronegócio será prejudicado e ressaltou que o atual governo beneficia o setor com R$ 158 bilhões de renúncias fiscais e com Planos Safras recorde.

“No caso do agro, o governo está prejudicando? Nós fizemos o maior Plano Safra do Brasil pelo segundo ano consecutivo. E a renúncia fiscal do agro é de R$ 158 bilhões. Vamos negar que estamos patrocinando o agro brasileiro? Sou orgulhoso da agricultura brasileira”, declarou.

Impacto sobre os mais ricos

Assim como na reforma do Imposto de Renda em tramitação no Congresso, Haddad ressaltou que as medidas para compensar a alta do IOF se concentrarão nos mais ricos e atingirão uma parcela ínfima da população.

Segundo o ministro, a aprovação do pacote ajudará a cumprir as metas do arcabouço fiscal, trazendo mais crescimento no médio prazo.

“Só 0,8% da população está afetada por todas as medidas de equilíbrio fiscal e redução da renúncia tributária. Em benefício do quê? Mais crescimento, menos taxa de juros, mais emprego, mais igualdade. Isso vai permitir mais espaço para investimento”, declarou.



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AgroNewsPolítica & Agro

governo eleva carga tributária sem cortar gastos


O recuo do governo sobre o aumento abrupto das alíquotas do IOF, anunciado como resposta à forte reação política e institucional, não foi suficiente para acalmar tributaristas e o mercado. A nova Medida Provisória, que substitui o decreto inicial, mantém o foco em ampliar a arrecadação — agora com a taxação de apostas eletrônicas (bets), fim das isenções para LCI e LCA, prováveis restrições ao uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e mudanças na tributação das fintechs.

Para o advogado Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a estratégia revela um cenário preocupante. “Os sucessivos e repentinos aumentos de tributos, sem nenhum sinal concreto de redução de gastos, apontam para um futuro com queda de investimentos, que pode gerar desemprego, inflação e desaceleração do consumo. Muito embora sejam de conhecimento geral os efeitos danosos da combinação de juros altos e carga tributária elevada, o governo parece não se dar conta disso.”

Garcia também alerta para uma das frentes menos discutidas do pacote: a intenção de aproximar a tributação das fintechs à das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. “Hoje, as fintechs, por operarem com limites menores de faturamento, podem optar pelo regime do Lucro Presumido, enquanto os bancos estão submetidos ao Lucro Real. A principal diferença está na alíquota da CSLL: 9% para fintechs, contra 20% para bancos. O governo quer igualar esse percentual, o que pode inviabilizar parte do modelo de negócio dessas empresas”, explica.

“As fintechs exercem papel fundamental na democratização dos serviços financeiros, que deverão ficar mais caros. Mais preocupante ainda é o possível aumento no custo do crédito, o que traz entraves à economia, reduz investimento e consumo e penaliza diretamente o consumidor.”

Na avaliação da advogada Livia Heringer, do escritório Ambiel Belfiore Gomes Hanna Advogados, o uso político do IOF desvirtua o papel técnico do tributo e compromete a previsibilidade regulatória: “A recorrente utilização do IOF como instrumento de ajuste fiscal evidencia a fragilidade da estratégia econômica adotada. O imposto, que tem natureza regulatória e deveria cumprir função específica, está sendo manejado com viés arrecadatório, sem a devida transparência e sem diálogo com o setor produtivo. Isso compromete a segurança jurídica e desestimula o investimento privado.”

O tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados e presidente do Comitê de Transação Tributária da ABAT, também critica a condução do tema: “Vemos a repetição da estratégia do ‘bode na sala’: cria-se um impacto abrupto para depois suavizar a proposta original, mantendo o aumento de carga tributária como plano viável.”

“Trata-se, mais uma vez, de uma reconfiguração unilateral da carga tributária, que escancara a prioridade arrecadatória da atual política econômica. Ao invés de uma plataforma estruturada de revisão de gastos públicos, a solução recai invariavelmente sobre o aumento de tributos. Isso afasta a previsibilidade necessária ao ambiente econômico.”

O novo pacote prevê:

  • Redução das alíquotas de IOF inicialmente propostas;
  • Elevação da tributação sobre apostas eletrônicas (bets), com alíquota de 18% sobre a receita líquida (GGR);
  • Fim da isenção para LCIs e LCAs, agora com tributação de 5%;
  • Possível limitação no uso de JCPs pelas empresas;
  • Aumento da CSLL para fintechs, aproximando da alíquota aplicada a bancos (de 9% para até 20%).
  • Para os especialistas, a escolha do governo por elevar tributos agora e adiar medidas estruturantes — como a revisão dos chamados “gastos tributários” — reforça a lógica de curto prazo, minando a credibilidade da política fiscal e impactando negativamente o ambiente de negócios.





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