quinta-feira, maio 21, 2026

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Chuva alivia seca e melhora safras na Europa



Calor acelera colheita no Sul da Europa




Foto: Pixabay

A Europa registrou um contraste climático na última semana, com chuvas moderadas a fortes sobre o centro e norte do continente, enquanto a Bacia do Mediterrâneo enfrentou condições secas e muito quentes. Uma série de sistemas climáticos se deslocou para o leste, provocando uma ampla faixa de precipitações e tempestades, com volumes de 10 a 100 mm, e localmente mais, desde a Inglaterra, França e norte da Espanha, estendendo-se até a Polônia e os Países Bálticos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

As chuvas proporcionaram “alívio adicional da seca na Inglaterra, norte da França, bem como em grande parte da Alemanha”, embora o USDA ressalte que “mais chuva é necessária para erradicar completamente os déficits significativos que se acumularam desde o início da primavera”. Como resultado, as perspectivas de produtividade para o abastecimento das safras de inverno melhoraram significativamente desde o retorno das chuvas na última semana de maio. O tempo nublado e instável também manteve as temperaturas próximas do normal nas regiões norte e noroeste da Europa.

Por outro lado, o centro e sul da Espanha enfrentaram condições ensolaradas e quentes, com temperaturas de 3°C a 6°C acima do normal e máximas variando de 35°C a 42°C. Esse cenário acelerou a secagem e a colheita dos grãos de inverno. Nos Bálcãs, céus ensolarados e temperaturas acima do normal, entre 32°C e 34°C, promoveram a maturação, secagem e colheita antecipada das culturas de inverno. Contudo, essas condições não tiveram impactos adversos no milho, girassol e soja, que ainda estavam nos estágios iniciais de desenvolvimento vegetativo.





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Mato Grosso abate 611 mil bovinos em maio



Abate de fêmeas volta a subir no anual




Foto: Sheila Flores

Mato Grosso enviou 611,94 mil bovinos para abate em maio de 2025, um acréscimo de 5,24% em relação a abril. Desse total, o abate de fêmeas somou 332,85 mil cabeças, representando 54,39% do volume total, o que marca o segundo maior valor na série histórica. Com isso, a variação anual do abate de fêmeas, que acumulava três meses consecutivos de queda, voltou a crescer em maio de 2025, com um aumento de 3,02% no comparativo anual. As informações foram divulgadas na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

Apesar do avanço observado no último mês, a média móvel dos três últimos meses para o abate de fêmeas permaneceu negativa, em -2,14%. Segundo o Imea, a expectativa é que “a presença de fêmeas nos abates recue no longo prazo, dada a transição do ciclo pecuário”. Essa projeção baseia-se na melhora da margem da cria, que “estimula o movimento de retenção de matrizes”.

Além disso, o instituto indica que “a tendência é que a oferta de machos seja maior, uma vez que a margem de confinamento tende a melhorar com a recuperação nos preços do boi gordo”.





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Cinturão do milho mexicano recebe chuvas



Chuvas sazonais chegam ao planalto sul mexicano




Foto: Agrolink

A maioria das áreas do cinturão de milho do planalto sul do México finalmente recebeu chuvas durante a primeira semana de junho, com totais variando geralmente de 10 a 50 mm, e quantidades localmente maiores. O milho e outras culturas de verão recém-plantadas se beneficiaram do retorno das chuvas sazonais, que foram mais intensas nas regiões de produção do leste do planalto sul e mais leves no oeste. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

A atividade de chuvas também se estendeu ao sudeste do México, enquanto precipitações isoladas se desenvolveram em áreas afetadas pela seca no centro-norte e noroeste do país.

Apesar das chuvas, as temperaturas permaneceram em média de 1°C a 3°C acima do normal em quase todo o México. O clima mais quente, com leituras atingindo 40°C ou mais, afetou o centro-norte do país. O USDA ressalta que, “dada a natureza prolongada da seca no norte do México, qualquer recuperação será lenta devido aos níveis extremamente baixos dos reservatórios e às reservas de umidade do solo esgotadas”.





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Polícia apreende 2,7 toneladas de café impróprio para consumo no RJ



A polícia civil do Rio de Janeiro apreendeu nesta quarta-feira (11) 5.500 pacotes de café de 500g cada impróprios para consumo, o que totaliza 2,75 toneladas, em estabelecimentos comerciais da zona norte da cidade após denúncia da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).

Os produtos – cujas marcas não foram divulgadas pela corporação – foram recolhidos por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), após peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli constatarem que as marcas tinham grau de impureza muito acima do permitido.

Uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determina que o teor de impureza no café deve ser de no máximo 1%. Contudo, os testes apontaram índices superiores a 10% em algumas marcas.

As fiscalizações contaram com apoio do Mapa e ocorreram nos bairros de Irajá, Jardim América, Maracanã e Bonsucesso, todos na zona norte carioca, recolhendo cerca de 5.500 pacotes de 500g cada.

Os responsáveis pelos estabelecimentos foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento sobre a origem da compra e os fornecedores do café.

No mês passado, o Ministério da Agricultura e Pecuária desclassificou três marcas de café torrado para consumo humano (Melissa – imitação do Melitta – Pingo Preto e Oficial).

A medida foi tomada após análises em laboratório apontarem impurezas e presença de micotoxinas e matérias estranhas nos produtos em níveis superiores aos permitidos pela legislação.

São consideradas matérias estranhas no café: grãos ou sementes de outras espécies vegetais, areia, pedras ou torrões. Já as impurezas são elementos da lavoura, como cascas e paus.

O Ministério orienta que consumidores que tenham adquirido os produtos listados deixem de consumi-los imediatamente. O consumidor pode solicitar a substituição do produto.

*Com informações da Agência Brasil



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Exportações do agronegócio somam US$ 15 bilhões em maio



As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,9 bilhões em maio de 2025. Apesar da leve queda de 1,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, na visão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado reflete resiliência diante da redução no volume embarcado (-4,2%).

A pasta informa, ainda, que a queda foi parcialmente compensada pela elevação de 2,9% nos preços médios dos produtos exportados.

“Produtos como suco de frutas, sorvetes, papel, goiabas e batatas processadas registraram, em maio, os maiores valores de exportação da série histórica iniciada em 1997. O suco de frutas, por exemplo, saltou de US$ 11,3 milhões em maio de 2024 para US$ 25,5 milhões em 2025, um crescimento de 126%”, diz o Ministério, em nota.

As exportações de sorvetes também avançaram de forma expressiva, passando de US$ 3,6 milhões para US$ 6,4 milhões (+78,6%). A goiaba atingiu US$ 278 mil, o dobro do valor embarcado no mesmo mês do ano anterior.

De acordo com o Mapa, outro destaque foi a celulose, que alcançou recorde em volume (US$ 981,5 milhões) e em volume (2,1 milhões de toneladas). A China, principal destino, ampliou em quase 60% suas compras do produto brasileiro.

As exportações de carne suína in natura também registraram crescimento expressivo, alcançando US$ 274,4 milhões em maio de 2025, uma alta de 30,6% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram exportados US$ 210,1 milhões.

Conforme o Ministério, o aumento foi impulsionado, principalmente, pela demanda de mercados como Filipinas, Chile, Japão e Cingapura.

Exportações recordes

Produtos como óleo de amendoim, manteiga de cacau e sebo bovino também bateram recordes para o mês de maio, evidenciando o potencial de nichos antes pouco explorados.

“O óleo de amendoim, por exemplo, somou US$ 30,1 milhões em exportações, um crescimento de 125% em relação ao valor registrado em maio de 2024 (US$ 13,4 milhões), desempenho que sinaliza novas possibilidades para a agroindústria nacional”, informa o Mapa.

Novos mercados

Em maio, o Brasil ampliou sua presença internacional com a abertura de 25 novos mercados, totalizando 381 acessos desde o início de 2023. Entre os principais novos destinos estão países africanos .

“Também se destaca a China, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, que recebeu missão presidencial durante o mês de maio, reforçando o papel da cooperação bilateral na expansão das exportações.”

Para o Minstério da Agricultura, mesmo setores já consolidados, como o florestal e o sucroalcooleiro, seguem mostrando força. “A despeito da queda nos embarques de açúcar, o crescimento das exportações para mercados como a China (+354%) compensou, em parte, o recuo nas vendas a outros países.”

E a valorização do café no mercado internacional, embora tenha impacto pontual na receita, também contribuiu para a elevação do índice geral de preços.



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Caíram os preços? Saiba como ficaram as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou preços entre estáveis a mais baixas nesta quarta-feira (11), com poucas negociações efetivadas. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário no meio dos preços foi marcado por lentidão nas operações e por uma combinação de fatores que limitaram a competitividade nas cotações.

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A pressão veio principalmente da queda dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e da desvalorização do dólar frente ao real. Apesar de uma leve elevação nos prêmios de exportação, o movimento foi insuficiente para equilibrar o impacto negativo dos demais fatores de formação de preço.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,50 para R$ 118,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam o dia em baixa, revertendo os ganhos iniciais após o anúncio de um acordo comercial entre China e Estados Unidos.

A mudança de direção refletiu a previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas e a cautela dos investidores com os dados de oferta e demanda que serão divulgados nesta quinta-feira pelo USDA.

Autoridades norte-americanas expressaram otimismo sobre os acordos internacionais em andamento, mas o mercado agrícola segue cético quanto aos efeitos práticos no curto prazo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a China vive um momento estratégico de transição econômica e pode se beneficiar ao focar no consumo doméstico.

Para a nova safra dos EUA (2025/26), analistas esperam um pequeno corte na produção e aumento nos estoques. A produção deve recuar para 4,338 bilhões de bushels, enquanto os estoques podem subir para 302 milhões.

Globalmente, os estoques finais de soja em 2024/25 devem atingir 123,1 milhões de toneladas, com elevação para 124,6 milhões em 2025/26. O USDA também deve revisar para cima a produção brasileira de soja, de 169 para 169,2 milhões de toneladas, mantendo a estimativa da Argentina em 49 milhões.

Contratos futuros

O contrato julho da soja em grão fechou em baixa de 7,25 centavos (–0,68%), a US$ 10,50 1/2 por bushel. A posição novembro encerrou a US$ 10,29 1/4, com queda de 2,00 centavos (–0,19%). O farelo de soja (julho) caiu US$ 1,70, a US$ 294,20 por tonelada. O óleo de soja (julho) subiu 0,23 centavo, a 48,02 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial caiu 0,55% nesta quarta-feira, cotado a R$ 5,5382 para venda. A moeda oscilou entre R$ 5,5216 e R$ 5,5806 ao longo do dia, refletindo fluxo estrangeiro e ajustes técnicos no mercado cambial.



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Preços da arroba do boi gordo no país: confira as cotações de hoje


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo continua com preços acomodados, com uma ou outra negociação realizada acima das referências médias.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos operam com escalas de abate posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

“O mercado ainda se depara com alguma dificuldade na aquisição de animais jovens, principalmente aqueles que cumprem os requisitos de exportação para a China. As exportações são a grande variável da atual temporada, considerando o desempenho espetacular, com o país caminhando a passos largos para um recorde de embarques.”

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 317,25 — ontem: R$ 316,33
  • Goiás: R$ 301,43 — estável
  • Minas Gerais: R$ 300,88 — na terça: R$ 300,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 314,32 — anteriormente: R$ 313,86
  • Mato Grosso: R$ 314,59 — ontem: R$ 311,89

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo.

“Por outro lado, o cenário traçado para as proteínas concorrentes, em especial quando se trata da carne de frango, ainda gera preocupação no mercado”, disse o analista.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,5382 para venda e a R$ 5,5362 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5216 e a máxima de R$ 5,5806.

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Banana azul? Existe sim, e tem gosto de sorvete de baunilha



De tempos em tempos, a internet se põe a falar sobre uma suposta “banana azul”. Mas será que ela existe mesmo? Sim, existe! A banana blue java, conhecida popularmente como banana azul, tem despertado a curiosidade de consumidores e produtores rurais em diversas partes do mundo. Mas ela é praticamente desconhecida aqui no Brasil.

Com casca azulada e polpa cremosa, essa variedade de banana se destaca tanto pela aparência quanto pelo sabor, frequentemente comparado ao de sorvete de baunilha.

Originária do Sudeste Asiático, ela é especialmente cultivada na região entre as Filipinas e o Havaí, lá do outro lado do mundo. Essa banana se desenvolve bem em climas tropicais e subtropicais, suportando inclusive temperaturas mais baixas do que as variedades comuns, o que, em teoria, a tornaria uma alternativa interessante para regiões de clima ameno.

O fruto é de porte médio, com casca azul-prateada, numa coloração masi intensa antes de amadurecer. Já a polpa, de textura densa e cremosa, oferece um sabor doce e suave, que, dizem, faz lembrar sobremesas geladas. Por esse motivo, a fruta também é chamada de “banana sorvete” em países de língua inglesa (ice cream banana).

Apesar da aparência exótica, o cultivo da blue java segue técnicas semelhantes às aplicadas a outras variedades de banana. No entanto, consta que o ciclo de desenvolvimento é mais lento: leva em média dois anos do plantio até a colheita. A planta pode atingir até seis metros de altura e exige espaço adequado para crescer de forma saudável.

Além do apelo estético e do sabor diferenciado, a banana blue java é rica em nutrientes como potássio, vitaminas do complexo B e fibras, mantendo o valor nutricional característico da fruta tradicional.

Com o aumento do interesse por alimentos diferenciados e sustentáveis, a banana azul surge como uma possibilidade para diversificação da fruticultura, tanto no mercado interno quanto em nichos de exportação.

Ainda que sua produção seja incipiente, especialistas veem potencial na variedade, especialmente em sistemas agroflorestais e de agricultura familiar.

*Texto produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artifical





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plantio de trigo de inverno supera média de 5 anos



Kansas tem 50% do trigo em boas condições




Foto: Divulgação

O plantio da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos alcançou 88% da área total até 8 de junho, igual ao ano passado, mas 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Contudo, a colheita do cereal está com atraso. Apenas 4% da área plantada de trigo de inverno havia sido colhida até o final da semana, o que representa 7 pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado e 3 pontos percentuais abaixo da média. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

Apesar do ritmo mais lento da colheita, as condições das lavouras de trigo de inverno apresentam melhora. Em 8 de junho, 54% da safra de 2025 foi classificada em “boas a excelentes condições”, um aumento de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior. No Kansas, que é o maior estado produtor de trigo de inverno, 50% da safra foi avaliada nessas categorias.





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Planta raríssima com nome sagrado começará a ser vendida no Brasil


Por meio de reprodução, via cultura de tecidos, a Acosta Plantas Ornamentais alcançou produção em escala comercial do Philodendron spiritus-sancti para disponibilizar ao mercado.

Trata-se de uma das espécies mais raras no mundo, endêmica de uma pequena região do Espírito Santo e considerada criticamente ameaçada de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

A novidade será apresentada no 32º Enflor e 20ª Garden Fair, feiras que acontecem em conjunto entre 13 e 15 de julho, em Holambra, interior de São Paulo.

Durante a pandemia, o spiritus-sancti se tornou alvo de coleta ilegal e foi traficado internacionalmente, alcançando valores acima de 5 mil dólares em coleções privadas na Europa e nos Estados Unidos.

Assim, para viabilizar a sua preservação e democratização no mercado, a Acosta investiu na cultura de tecidos, tecnologia que permite a multiplicação segura, genética e sanitariamente controlada da planta.

De acordo com nota da empresa, o trabalho de multiplicação do Philodendron spiritus-sancti contou com a colaboração do Jardim Botânico Plantarum, de Nova Odessa, em São Paulo, e do Instituto Inhotim, de Brumadinho, em Minas Gerais.

Além disso, colecionadores e clientes parceiros da companhia cederam matrizes da espécie para servir como base aos estudos e ao processo de multiplicação em laboratório.

Reintrodução no habitat natural

planta raríssima Philodendron spiritus-sanctiplanta raríssima Philodendron spiritus-sancti
Foto: Divulgação

Como parte do projeto, a Acosta se comprometeu com a reintrodução de exemplares do philodendron espiritus sanctii diretamente no habitat natural, em parceria com órgãos ambientais, escolas e especialistas em flora nativa.

Além disso, o acordo prevê que parte do valor das vendas seja revertido para o fomento de pesquisas científicas e ações de conservação voltadas à espécie por meio de parcerias com pesquisadores, universidades e instituições botânicas brasileiras.

De acordo com a produtora Déborah da Costa, produtora da empresa, também serão disponibilizados vasos com plantas bem formadas para venda ao público, com o objetivo de conter o tráfico e ampliar o acesso responsável à espécie.

“Esse trabalho mostra que a inovação pode andar lado a lado com a preservação. Produzimos com tecnologia para atender o mercado, mas também para devolver à natureza o que foi retirado”, destaca.



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