quinta-feira, maio 21, 2026

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Grupo Ferrarin comunica falecimento de Gustavo Ferrarin, neto do fundador Wilson Ferrarin



Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferra




Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Grupo Ferrarin comunicou, com profundo pesar, o falecimento de Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferrarin, fundador da empresa. Gustavo integrava a família Ferrarin, que dá nome ao grupo empresarial.

Em nota oficial divulgada pela companhia, a trajetória de Gustavo foi destacada como fortemente ligada à história do Grupo Ferrarin, sendo marcada por valores como trabalho, união e legado familiar. “Sua presença, sempre gentil e comprometida, foi símbolo da continuidade de uma geração que carrega os princípios que nos trouxeram até aqui”, afirmou o comunicado.

O texto ressalta ainda a importância de Gustavo como inspiração pela sua humanidade, respeito e dedicação. “Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com toda a família Ferrarin, com amigos e colegas que partilham essa perda irreparável”, diz a nota.

O Grupo Ferrarin finaliza a homenagem com votos de solidariedade à família e a todos que conviveram com Gustavo, reafirmando que sua memória permanecerá viva naqueles que seguem os mesmos valores que marcaram sua vida.





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Colheita de arroz é oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul



Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz




Foto: Pixabay

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2024/2025 foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira (12), conforme anúncio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A equipe técnica da autarquia confirmou a conclusão dos trabalhos em todas as regiões produtoras do estado.

Embora haja uma “pequena área a ser colhida em alguns municípios”, o volume remanescente é considerado “pouco significante do ponto de vista estatístico”, justificando o encerramento do ciclo de colheita pelo Irga. As informações consolidadas sobre a área colhida, produtividade média, produção total e área perdida estão em fase de finalização e serão divulgadas no Relatório Final da Safra 2024/2025.

O Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz, sendo responsável por mais de 70% da produção do país. O Irga reafirma seu “compromisso com o acompanhamento técnico e a transparência dos dados, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz no estado”.

Uruguaiana lidera o ranking estadual de produção, com 707.219,10 toneladas, seguido por Santa Vitória do Palmar (653.120,40 toneladas) e Itaqui (604.789,17 toneladas).

Ranking dos maiores produtores do estado:

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 3º Itaqui 604.789,17
  • 4º Alegrete 460.753,00
  • 5º Dom Pedrito 339.271,97
  • 6º Camaquã 330.461,39
  • 7º Arroio Grande 308.809,20
  • 8º São Borja 306.703,95
  • 9º Mostardas 248.314,80
  • 10º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Ranking dos maiores produtores por região:

Campanha

  • 1º Dom Pedrito 339.271,97
  • 2º São Gabriel 218.640,00
  • 3º Rosário do Sul 146.854,68
  • 4º Cacequi 93.660,30
  • 5º Sant’Ana do Livramento 76.596,54

 

Região Central

  • 1º Cachoeira do Sul 218.275,89
  • 2º São Sepé 123.300,00
  • 3º Restinga Seca 95.449,20
  • 4º Formigueiro 80.014,75
  • 5º Agudo 68.656,50

 

Fronteira Oeste

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Itaqui 604.789,17
  • 3º Alegrete 460.753,00
  • 4º São Borja 306.703,95
  • 5º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Planície Costeira Externa

  • 1º Mostardas 248.314,80
  • 2º Viamão 137.789,70
  • 3º Palmares do Sul 130.489,10
  • 4º Santo Antônio da Patrulha 105.966,00
  • 5º Capivari do Sul 80.510,00

 

Planície Costeira Interna

  • 1º Camaquã 330.461,39
  • 2º Tapes 175.258,00
  • 3º Arambaré 141.384,50
  • 4º Barra do Ribeiro 115.507,35
  • 5º Eldorado do Sul 106.114,27

 

Zona Sul

  • 1º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 2º Arroio Grande 308.809,20
  • 3º Rio Grande 191.297,05
  • 4º Jaguarão 155.585,43
  • 5º Pelotas 81.810,00





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frio tímido e calor antecipado


Mesmo com temperaturas acima da média, o inverno de 2025 deve se mostrar um pouco mais próximo da normalidade em comparação aos dois anos anteriores. A análise é do meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, que destaca: “O frio deve aparecer, sim, mas não será tão intenso. Ainda assim, será um pouco mais presente do que nos invernos de 2023 e 2024, que foram bastante amenos.”

Segundo Rodrigues, o comportamento climático está relacionado à atual fase de neutralidade dos oceanos, sem a atuação dos fenômenos El Niño ou La Niña. “Estamos sob neutralidade climática e essa condição deve permanecer durante todo o inverno. Isso contribui para uma atmosfera menos influenciada por extremos, o que favorece um padrão mais próximo do esperado para a estação”, explica o meteorologista.

Primavera pode chegar mais cedo no Sul e Sudeste

Apesar do cenário de neutralidade, o especialista chama atenção para o aumento das temperaturas no fim da estação. “No final do inverno, as temperaturas devem subir ainda mais, antecipando as características da primavera, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Essa condição pode impactar o desenvolvimento de culturas que dependem de frio mais intenso, como frutas de clima temperado”, alerta.

Chuvas abaixo da média no Norte e dentro da normalidade no Centro

Em relação à precipitação, o meteorologista ressalta que o inverno tende a ser seco em boa parte do país, como já é comum para esta época. “No Brasil Central, mesmo que as chuvas fiquem dentro da média histórica, estamos falando de um período naturalmente seco. Ou seja, pouca chuva é o padrão esperado.”

No entanto, há destaque para o extremo Norte, onde a previsão é de chuvas abaixo da média, afetando estados como Roraima, Amapá e o norte do Pará. Por outro lado, áreas do Nordeste, especialmente o litoral norte da Bahia até o litoral do Ceará, podem registrar precipitações acima do normal.

Perspectivas positivas para o agronegócio, com atenção ao calor

De forma geral, o inverno de 2025 deve ser tranquilo para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A maior atenção, segundo Rodrigues, está voltada para as temperaturas acima da média. “O calor fora de época pode representar um desafio para o manejo de algumas culturas de clima frio, impactando o ciclo de produção, principalmente na fruticultura”, conclui.





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Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA



O mercado brasileiro de soja registrou preços fracos, de estáveis a mais baixos, mais uma vez nesta quinta-feira (12).

Em dia de atenções para o relatório de oferta e demanda de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado teve negócios arrastados, com a soja caindo em Chicago, o dólar neutro e os prêmios estáveis.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, a indústria recuou um pouco nas ofertas e houve fraca demanda.

Preços médios da soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 130 para R$ 129
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande: diminuiu de R$ 135 para R$ 133,50
  • Cascavel (PR): baixou de R$ 129 para R$ 128
  • Porto de Paranaguá (PR): foi de R$ 134,50 para R$ 133
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 117 para R$ 116
  • Dourados (MS): decresceu de R$ 119 para R$ 118
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118 para R$ 117

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve baixa, revertendo os ganhos iniciais.

De acordo com Silveira, mesmo sem grandes novidades, o mercado sentiu certa pressão vinda do relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os estoques globais acima do esperado adicionaram pressão fundamental aos preços. O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,340 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 118,11 milhões de toneladas.

A produtividade foi indicada em 52,5 bushels por acre. Não houve alterações na comparação com o relatório passado. O mercado esperava uma produção de 4,388 bilhões ou 119,4 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 295 milhões de bushels ou 8,03 milhões de toneladas, também sem mudanças. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels ou 8,22 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,490 bilhões de bushels e exportações de 1,815 bilhão, repetindo as projeções de maio.

Safra mundial de soja

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 de 426,82 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 420,78 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 124,6 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 124,2 milhões de toneladas, contra expectativa de 123,1 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas – o mercado esperava 169,2 milhões. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas.

Para 2024/25, o número foi mantido em 49 milhões, enquanto o mercado esperava 49 milhões de toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,78% a US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,27 1/4 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,30, ou 0,10%, a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 47,61 centavos de dólar, com perda de 0,41 centavo ou 0,85%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.



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Arroba do boi gordo sobe quase R$ 10 em Minas Gerais; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo registrou negócios acima das referências médias nesta quinta-feira (12).

Segundo o analista de Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate, entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

“Animais jovens ainda são o grande gargalo neste momento. Já as exportações permanecem em alto nível, com o país caminhando a passos largos para um recorde na atual temporada”, disse.

Preços médios da arroba

  • São Paulo: R$ 319,92 — ontem: R$ 317,25
  • Goiás: R$ 303,39 — na quarta: R$ 301,43 
  • Minas Gerais: R$ 310,29 — anteriormente: R$ 300,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,18 — ontem: R$ 314,32
  • Mato Grosso: R$ 315,47 — na quarta: R$ 314,59

Mercado atacadista

O mercado atacadista teve preços acomodados para a carne bovina ao longo do dia. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor apelo à alta dos preços na próxima semana, em linha com o arrefecimento do consumo durante a segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo.

“Destacando que em 2025 há uma preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro do boi segue no patamar de R$ 24,50 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,5425 para venda e a R$ 5,5405 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5243 e a máxima de R$ 5,5588.



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Governo regulamenta fiscalização agropecuária


O governo federal publicou nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil. A nova norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e estabelece um rito único para apuração e julgamento de infrações em todas as áreas da fiscalização agropecuária, incluindo sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.

A medida visa proporcionar “mais clareza, agilidade e segurança jurídica” às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda do setor agropecuário por maior simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.

Entre os avanços, destaca-se a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária. Esta instância colegiada de terceira e última instância administrativa será composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A comissão terá a missão de “assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas”.

O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá a conversão de penalidades mais severas, como suspensão ou cassação de registros, em multas. Essa conversão ocorrerá mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública, em casos nos quais o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.

O novo modelo oferece ainda incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos.

A implementação da medida não gerará novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa. A padronização e a digitalização dos procedimentos “devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente maior celeridade na tramitação dos processos”.





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Ciclone e frente fria trazem chuva de até 100 mm; veja quando e onde


Entre esta sexta-feira (13) e segunda (16), acumulados de chuva que devem variar entre 40 mm e 80 mm, chegando a 100 mm em áreas pontuais, deve atingir os três estados da Região Sul do Brasil.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, a instabilidade tem início com a formação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. Assim, durante o sábado, ganha consistência no oceano e ganha força no Sul do Brasil, originando uma frente fria que deve ser caracterizada como ciclone extratropical.

Acumulado de chuva

mapa de chuva no Sul do país mapa de chuva no Sul do país
Foto: Climatempo

Conforme o mapa de chuva acima, a região oeste, as Missões, o centro e o nororoeste do Rio Grande do Sul (áreas em laranja mais escuro) podem receber chuva de até 100 mm. Mesma condição para o oeste do Paraná e de Mato Grosso do Sul. Este último, aliás, pode experimentar volumes próximos a 120 mm.

Já em Santa Catarina e nas demais áreas gaúcha e paranaense, a expectativa é de precipitações entre 40 mm e 80 mm.

Alerta da Defesa Civil

alerta Defesa Civilalerta Defesa Civil
Foto: Defesa Civil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul coloca as seguintes áreas em situação de alerta para chuva pontualmente forte, acompanhadas de temporais isolados, raios e rajadas de vento:

  • Oeste, Missões, Noroeste, Centro, Norte, Vales, Serra e Litoral (cidades como Itaqui, Santa Maria, Santo Ângelo, Erechim, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Cambará do Sul, Novo Hamburgo, Mostardas e Capão da Canoa).

Além disso, o órgão também classifica estado de atenção para chuva moderada e pontualmente forte, com descargas elétricas e rajadas de vento na Campanha, Sul, Sudeste e RMPOA (cidades como São Gabriel, Canguçu, Pelotas, Encruzilhada do Sul, Camaquã e Porto Alegre).

A Defesa Civil traça o seguinte cronograma de instabilidades:

  • Sexta (13): formação da baixa pressão e primeiras pancadas à noite.
  • Sábado (14): instabilidade generalizada com chuva moderada a forte e rajadas de até 80 km/h, pontualmente 90 km/h. Acumulados de 15–70 mm no RS.
  • Domingo (15): ciclone extratropical trará chuva fraca a moderada e ventos de 60–80 km/h; acumulados de 10–20 mm, isolados 20 mm no Norte e Serra.
  • Segunda (16/06): novo sistema de baixa pressão aliado ao fluxo de umidade do Norte retorna a chuva moderada a forte, com risco de granizo e ventos fortes; 30–50 mm no Oeste e Missões, até 20 mm nas demais áreas.



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Decreto busca dar mais simplicidade e agilidade às fiscalizações do Mapa



Foi publicado nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 12.502/2025, que regulamenta o processo administrativo de fiscalização agropecuária no Brasil.

A norma detalha a aplicação da Lei nº 14.515/2022, conhecida como a Lei do Autocontrole, e institui um rito único para procedimento de apuração e julgamento de infrações, aplicável a todas as áreas da fiscalização agropecuária, como sanidade vegetal, sanidade animal, controle de insumos e fiscalização de produtos.

Com isso, o objetivo é que a medida dê mais clareza, agilidade e segurança jurídica às ações de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atendendo a uma demanda histórica do setor agropecuário por mais simplicidade, previsibilidade e justiça regulatória.

Comissão especial

Outro avanço é a criação da Comissão Especial de Recursos de Defesa Agropecuária, uma instância colegiada de terceira e última instância administrativa.

Composta por representantes do Mapa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a comissão terá a missão de assegurar decisões técnicas, imparciais e fundamentadas.

O decreto também autoriza a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que permitirá converter penalidades mais severas – como a suspensão ou cassação de registros – em multas, mediante acordo entre o infrator e a Administração Pública.

De acordo com o Mapa, essa ferramenta será utilizada em casos em que o autuado demonstre boa-fé e disposição para corrigir a irregularidade, sem comprometer o rigor da legislação sanitária e regulatória.

“Além disso, o novo modelo oferece incentivos para regularização voluntária, como parcelamento e desconto de multas, e garante o direito à ampla defesa e ao contraditório, com prazos definidos para apresentação de recursos”, diz a pasta, em nota.

Recursos do Mapa

A medida não gera novos custos ao governo, sendo executada com os recursos já disponíveis no orçamento do Mapa.

De acordo com o ministro da pasta, Carlo Fávaro, a nova regulamentação representa um avanço significativo para o setor agropecuário. “Ao unificar regras e procedimentos, fortalecemos a atuação fiscal do Mapa, atendemos a uma demanda histórica do setor e reafirmamos o compromisso do governo com um agro moderno, competitivo e em conformidade com as exigências sanitárias do Brasil e do mercado internacional”, destacou.

A padronização e a digitalização dos procedimentos devem proporcionar ganhos de eficiência, melhor aproveitamento da estrutura administrativa existente e maior celeridade na tramitação dos processos.



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umidade e temperatura amena favorecem fungo



Medidas de controle contra mofo-branco no algodão


Foto: Canva

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, tem sido observado com frequência crescente em lavouras de algodão, especialmente em áreas irrigadas que seguiram o plantio de soja e feijão. A informação é da engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo no Blog da Aegro.

O fungo pode afetar folhas, hastes e maças do algodoeiro. Inicialmente, as plantas apresentam “lesões com aspecto encharcado na parte aérea”. Com o avanço da doença, surge um sintoma “bastante característico: crescimento do fungo com aspecto cotonoso (coloração branca)”. Os tecidos atacados tendem a apodrecer, e a infecção prevalece na região baixeira da planta. Após um período, ocorre a formação de escleródios, que são estruturas de resistência do fungo.

Condições de temperatura amena e alta umidade favorecem o desenvolvimento do mofo-branco. Além disso, plantios adensados podem contribuir para a formação de um microclima propício ao fungo.

Para o manejo do mofo-branco no algodoeiro, a especialista indica a utilização de sementes sadias e o uso de variedades com porte mais ereto, o que desfavorece a formação de um microclima favorável ao fungo. A aplicação de fungicidas e a rotação de culturas com espécies não hospedeiras também são medidas recomendadas para o controle da doença.





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