quinta-feira, maio 21, 2026

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Como o maior exportador de carne de frango do mundo enfrenta a influenza aviária


O mês de maio foi marcante para a avicultura mundial, em especial para a brasileira: pela primeira vez na história foi registrada uma ocorrência de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial no Brasil. Principal exportador de carne de frango do mundo, avançando a olhos vistos nas exportações de ovos comerciais e de genética avícola, o país é uma potência na produção de derivados avícolas, além de ser a referência mundial quando o assunto é sanidade animal.

Quando se trata de carne de frango, o Brasil é particularmente relevante. Nos últimos dois anos o país foi capaz de exportar mais de 5 milhões de toneladas anualmente, e já representa em torno de 40% da corrente de comércio global. Os protocolos sanitários firmados pelo Brasil com seus parceiros comerciais vislumbram em algumas oportunidades a suspensão de todos os produtos de origem avícola do país, não só o embargo dos produtos avícolas oriundos do estado epicentro do problema, ou mesmo do munícipio em que aconteceu o foco da doença.

China, Filipinas, África do Sul e União Europeia têm em seus protocolos sanitários o fechamento de todos os produtos brasileiros de origem avícola. Sob o prisma da carne de frango, esses países representam em torno de 25% das exportações brasileiras, o que sem dúvida gera transtornos nas mais diferentes esferas.

Para mitigar os efeitos do embargo, o país adota uma postura combativa em todos os ângulos possíveis. Do ponto de vista de mercado, busca a regionalização dos embargos com seus principais parceiros comerciais. O processo de renegociação se acelera conforme o país segue à risca todas as etapas desde o registro do foco da doença, restando apenas o encerramento do prazo de vazio sanitário (18 de junho).

Nesse processo de renegociação conta a favor do Brasil a ausência de substitutos à altura. A Tailândia apresenta expansão de suas exportações no período; no entanto, o país asiático não conta com a escala de produção necessária para substituir o Brasil por um período mais extenso.

O que se relata é o processo inflacionário no mercado internacional, algo previsível diante da ausência, mesmo que parcial e temporária, do principal exportador de carne de frango. Outra estratégia, adotada para mitigar os efeitos dos embargos no Brasil, é a estocagem de produto em câmaras frias e em contêineres frigoríficos. Essa manutenção por si só já representa um importante adicional de custos para o setor, no entanto, evita quadros nocivos de excesso de oferta no mercado doméstico.

Mesmo com essa estratégia, alguma oferta adicional é disponibilizada no mercado doméstico, o que produziu queda dos preços, tanto do frango vivo, quanto do frango abatido no atacado. No estado de São Paulo, principal centro consumidor do país, esse movimento é bastante perceptível.

Preço do frango congelado em São Paulo (R$/kg)

Do ponto de vista da biosseguridade todas as etapas foram seguidas à risca – o aumento da testagem no país mostra isso com muita clareza. Felizmente para a avicultura mundial as possibilidades de um novo episódio de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial são remotas, considerando o término do período de migração das aves, que retornam ao hemisfério norte para a primavera/verão.

Além disso, precisa ser mencionado que há toda uma “blindagem” nas granjas comerciais brasileiras, que dificulta esse tipo de ocorrência, uma vez que as granjas são teladas, há controle de pessoas e de veículos e até mesmo o abastecimento de água é de fontes diferentes daquelas que abastecem a população.

O foco da doença registrado no munícipio de Montenegro, no Rio Grande do Sul, parece exceção, e não a regra para o Brasil.

O Brasil conduz a situação de maneira exemplar, não deixando dúvidas para o restante do mundo, sanidade animal é assunto sério e o país está preparado para qualquer evento de ordem sanitária. A operação de guerra que foi montada para suplantar o problema, sempre com muita transparência, passa serenidade para os parceiros comerciais do Brasil.

O ponto central é que o país precisa renegociar seus protocolos sanitários e conseguir a regionalização dos embargos. Diante de toda a seriedade brasileira na condução do problema, além da importância do país na segurança alimentar de inúmeras populações ao redor do mundo, a mudança dos protocolos é algo imprescindível, para não produzir distorções no mercado global, além de potencial desequilíbrio mercadológico para o principal exportador do mundo.

Essa premissa é válida para todas as proteínas de origem animal exportadas pelo país.

*Fernando Henrique Iglesias é coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Canola se destaca no inverno gaúcho



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo
Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo – Foto: Pixabay

A canola vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul como uma alternativa promissora às culturas tradicionais de inverno. Com mais de 151 mil hectares cultivados e produção estimada em 226 mil toneladas na safra de 2024, segundo a Emater/RS, a oleaginosa se consolida especialmente na região Noroeste do Estado, onde produtores já acumulam experiência significativa com a cultura.

Entre os principais atrativos da canola estão seu alto teor de óleo — até 45%, superando em até 30% o da soja — e a crescente demanda da indústria. O baixo custo de produção, a menor incidência de doenças e a tolerância a graminicidas favorecem o manejo e o controle de plantas daninhas resistentes, como o azevém. Embora a média de produtividade ainda seja de 25 sacas por hectare, há registros de lavouras que alcançaram até 50 sacas/ha.

Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo, principalmente em relação ao fornecimento de enxofre e nitrogênio, fundamentais para a formação de óleo e proteína. A cultura também é vulnerável ao mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), sendo necessário o uso de biofungicidas à base de *Trichoderma*, como o Tribalance, que atua no controle biológico do patógeno.

Outro ponto crítico é o fornecimento de boro, nutriente essencial para o florescimento e a polinização. Produtos como o Humicbor, que combinam boro com extrato de algas e substâncias húmicas, têm mostrado bons resultados em produtividade. Com o apoio da pesquisa e da indústria, a canola tende a se firmar como uma cultura estratégica para a sustentabilidade e diversificação agrícola no Sul do Brasil.

 





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exportações batem recorde no mês de maio



Na contramão do que foi observado para a carne de frango, as exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) continuaram avançando em maio. As cotações avançam mesmo após às restrições comerciais impostas frente ao caso de gripe aviária, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A alta nas vendas veio principalmente pela forte e constante demanda dos Estados Unidos, que absorveram 77,8% das exportações no mês passado. Dessa forma, o volume foi o maior já registrado na série histórica da Secex, iniciada em 1997. 

Segundo dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, a soma embarcada foi de 5,36 mil toneladas de ovos in natura e processados em maio. Representando, assim, aumentos de 23% em relação a abril e de fortes 296% na comparação anual. 

No mercado doméstico, levantamentos do Cepea mostram que as cotações dos ovos estão em alta pela segunda semana consecutiva em todas as regiões acompanhadas. A combinação de oferta controlada e demanda aquecida tem sustentado as elevações nesta primeira quinzena de junho, conforme os pesquisadores.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Queda no preço do frango ameaça poder de compra do avicultor



De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço do frango vivo vem caindo de maneira superior aos preços dos principais insumos da atividade. 

Dessa forma, a queda pode vir a interromper a sequência e altas no poder de compra dos avicultores. Alta que vinha sendo registrada a dois meses para a soja e sete meses para o farelo de soja.  

Segundo o centro de pesquisas, a elevada oferta de carne de frango no mercado doméstico reflete das restrições às exportações causadas pela gripe aviária. Esse aumento tem levado compradores a se afastarem da aquisição de novos lotes, o que intensifica a pressão sobre as cotações neste início de junho. 

No estado de São Paulo, o frango vivo registra média de R$ 5,51/kg na parcial deste mês. O valor representa forte recuo de 12% em relação à de maio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Limão thaiti apresenta alta nas cotações frente à menor oferta



Os preços do limão tahiti seguem em alta, impulsionados pela oferta restrita, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nesta semana (de 9 a 12 de junho), a média foi de R$ 38,81 por caixa de 27,2 kg. Assim, o aumento foi de 20,03% em relação à do período anterior. Segundo pesquisadores, o volume disponibilizado no mercado spot está mais reduzido desde maio, quando o clima passou a limitar o ritmo de colheita.

Além disso, a demanda externa pela fruta está mais aquecida neste mês, diante da aproximação do verão na Europa, principal destino da fruta brasileira in natura. O centro de pesquisas destaca, ainda, que a atual temporada de tahiti apresenta menor volume. Isso se dá devido ao clima registrado em 2024, que resultou em uma forte oscilação da oferta ao longo deste primeiro semestre. 

Além disso, conforme a equipe do Cepea, a indústria prolongou a moagem do limão até o começo de maio, o que acabou enxugando ainda mais a disponibilidade no spot agora em junho.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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tradição, fé e cultura popular no Brasil



Comemorado nesta sexta-feira (13), o Dia de Santo Antônio marca o início oficial das festas juninas em diversas regiões do Brasil. Conhecido como o “santo casamenteiro”, ele é um dos santos mais populares do catolicismo e recebe homenagens em missas, procissões e quermesses espalhadas por todo o país.

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1195, e faleceu em Pádua, na Itália, em 1231. Foi canonizado menos de um ano após sua morte, tamanha era a devoção popular à sua figura. Pregador eloquente, defensor dos pobres e conhecido por relatos de milagres, é considerado doutor da Igreja.

No Brasil, a devoção a Santo Antônio chegou com os colonizadores portugueses e rapidamente se espalhou, especialmente entre os mais humildes. O santo passou a ser associado à união matrimonial, surgindo orações e simpatias populares com pedidos de casamento. Por isso, é comum que no dia 13 de junho fiéis façam promessas ou rituais pedindo companheiros(as).

Além da fama de casamenteiro, Santo Antônio é também conhecido como o santo dos pobres e dos necessitados. Muitas paróquias realizam neste dia a bênção e a distribuição do “pão de Santo Antônio”, símbolo de fartura e solidariedade.

Em diversas cidades brasileiras, a data representa não apenas um momento de fé, mas também de reencontro com tradições culturais. A figura do santo reforça valores como caridade, união familiar e esperança — elementos centrais da religiosidade popular no Brasil.



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Quem vai colocar o guizo no gato?


Num momento em que o Brasil vive intensa tensão entre Executivo e Legislativo, a crise do corte de despesas — especialmente nos custos dos próprios poderes — assume uma fisionomia curiosamente familiar. Como os ratos da fábula de La Fontaine, os parlamentares e o governo discutem propostas, apontam soluções e, ao final, ninguém quer ser o portador da ação efetiva.

Na fábula “A Reunião Geral dos Ratos”, de Jean de La Fontaine (século 17), os roedores decidem que precisam pendurar um guizo no pescoço do gato para saber quando ele se aproxima. A ideia parece genial — até que surge a pergunta: “Quem vai colocar o guizo no gato?” Todos se calam. Faltava coragem, ação. Restava apenas a retórica.

Essa metáfora atravessou séculos e ganhou força no Brasil durante a Assembleia Nacional Constituinte. Ulysses Guimarães, presidente da Constituinte e símbolo da redemocratização, costumava repetir a imagem em seus discursos: propor reformas era fácil — difícil era encontrar quem tivesse coragem de enfrentá-las. “Todos querem o guizo no gato, mas ninguém quer ser o rato que assume a tarefa”, dizia, diante das pressões de grupos organizados e corporações de Estado.

Hoje, mais de três décadas depois da promulgação da Constituição Cidadã, a fábula segue atual. Executivo e Legislativo reconhecem a necessidade de cortar gastos, especialmente os que envolvem privilégios do próprio Estado. Mas, na hora da execução, prevalece o silêncio — ou a covardia.

Há consenso público sobre a necessidade de rever emendas parlamentares bilionárias, verbas de gabinete, penduricalhos de altos salários, fundos eleitorais e partidários inflados. Mas quando se chega à mesa de decisões, cada lado protege seus próprios privilégios. E o guizo volta à gaveta.

Cortar gastos em áreas sensíveis politicamente é abrir mão de poder, de votos e de base. Parlamentares temem represálias em suas bases eleitorais; o Executivo, por sua vez, evita atritos com o Congresso que possam travar votações. Assim, o que se vê é uma “solidariedade tácita” entre os poderes — na manutenção do custo Brasil.

Na prática, ninguém quer ser o rato audaz que desafia o gato. Todos se beneficiam da letargia coletiva.

A crise revela duas carências estruturais:

  1. Liderança com coragem de enfrentar castas e privilégios.
  2. Reformas institucionais que limitem os gastos automáticos e as verbas fora de controle.

Sem isso, seguiremos na encenação institucional: discursos afiados, medidas simbólicas e zero efetividade.

Enquanto Executivo e Legislativo se esquivam do protagonismo no corte de seus próprios privilégios, quem paga é a sociedade. A metáfora do guizo permanece viva, não como uma lembrança literária, mas como um retrato cruel da nossa paralisia política.

Talvez falte ao Brasil um novo Ulysses — ou, ao menos, a coragem de resgatar sua lição. Alguém que entenda que “colocar o guizo no gato” não é apenas um desafio político: é um ato de responsabilidade histórica.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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JBS e Ital inauguram centro de inovação de colágeno em Campinas



A JBS e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inauguraram nesta quinta-feira (12) em Campinas, interior de São Paulo, o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, pioneiro no mundo.

Fruto de modelo de gestão inédito entre instituição pública de pesquisa e indústria, novo centro é focado em soluções inovadoras em colágeno e ingredientes naturais para nutrição, bem-estar e qualidade de vida.

Nos últimos cinco anos, o consumo de colágeno no Brasil teve um aumento significativo de 167%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad). Para atender a essa crescente demanda, a JBS, por meio da JBS Novos Negócios, conta com duas marcas: Novapron+, voltada à aplicação funcional do colágeno em alimentos, e Genu-in, especializada em peptídeos bioativos.

Instalado nas dependências do Ital, o novo centro está preparado para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e aplicações inovadoras do colágeno em diversas matrizes alimentícias. A operação será conduzida por uma equipe multidisciplinar da Genu-in e da Novapron+, dedicada a projetos de inovação em áreas como produtos cárneos, lácteos, pet food, além do desenvolvimento de aromas, condimentos e outras soluções para a indústria alimentícia.

“Pretendemos aumentar as aplicações tecnológicas em matrizes alimentícias mais versáteis, desde balas até pães e chocolates, de forma que a proteína tenha funções diferenciadas como emulsificante, espumante, gelificante e outras. Também queremos evoluir em peptídeos bioativos de colágeno com capacidade antioxidante, anti-inflamatória e, quem sabe, com potencial antiglicêmico”, afirma Gisele Camargo, diretora de Programação de Pesquisa e vice-diretora do Ital, que lidera o plano de trabalho.

As atividades incluem desde pesquisas em escala laboratorial até o desenvolvimento de protótipos em escala piloto, com flexibilidade para atuar em projetos específicos de cada unidade de negócio ou iniciativas colaborativas com clientes.

O presidente da JBS Novos Negócios, Nelson Dalcanale, destaca que a iniciativa foi impulsionada pela crescente demanda por soluções que promovam saúde e longevidade. “A colaboração entre JBS e Ital reflete um compromisso com a inovação sustentável e a promoção da saúde por meio da ciência. Somos uma empresa de multiproteína e, quando entramos em um segmento, ingressamos para fazer a diferença. Acreditamos que temos muito a fazer em desenvolvimento, tecnologia e pesquisas considerando uma demanda cada vez maior por proteína”, explica.

A diretora geral do Ital, Eloísa Garcia, ressalta a importância de estreitar laços com o setor produtivo. “O Ital está numa trilha ao longo dos últimos anos de reforçar muito mais a parceria público-privada, pois sabe que juntando a expertise que a indústria tem e a capacidade do Ital, em termos de laboratórios e plantas-piloto e competência dos pesquisadores, pode acelerar o desenvolvimento de ingredientes e produtos inovadores.”



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preços do petróleo disparam e ações globais recuam



O preço do petróleo subiu e as ações operam em queda nos mercados globais nesta sexta-feira (13), depois que Israel atacou alvos nucleares e militares iranianos em um investida que aumentou o risco de uma guerra total entre os dois países.

O petróleo bruto WTI, de referência nos EUA, subia 8,33%, para US$ 74,05 o barril às 7h40, horário de Brasília. Já o petróleo tipo Brent, padrão internacional, subia 8,77%, para US$ 75,44 o barril. Durante a madrugada, o preço chegou a subir mais de 10%.

Os preços do petróleo devem subir no curto prazo, mas a questão principal é se as exportações serão afetadas, disse Richard Joswick, chefe de petróleo de curto prazo da S&P Global Commodity Insights. “Quando o Irã e Israel trocaram ataques anteriormente, os preços subiram inicialmente, mas caíram quando ficou claro que a situação não estava se agravando e não havia impacto no fornecimento de petróleo”, escreveu ele em uma análise enviada por e-mail.

“Os prêmios de risco do preço do petróleo podem subir acentuadamente se o Irã realizar ataques retaliatórios mais amplos, especialmente se forem contra alvos que não Israel”, disse Joswick.

A China é o único cliente do petróleo iraniano, mas poderia buscar fontes alternativas de abastecimento entre os exportadores do Oriente Médio e a Rússia, disse.

O comércio de petróleo do Irã é restringido por sanções ocidentais e proibições de importação, e Israel exporta apenas pequenas quantidades de petróleo e derivados.

Os índices futuros do S&P 500 caíram 1,2% antes da abertura do mercado dos EUA, enquanto os do Dow Jones Industrial Average perderam 1,2%. Na Europa, o índice DAX da Alemanha, operava em queda de 1,4% nesta manhã, para 23.437,61, e o CAC 40 em Paris recuava 1%, para 7.685,89 pontos. O FTSE 100, da Grã-Bretanha, caía 0,5%, para 8.840,95.

No mercado de câmbio na manhã desta sexta-feira, o dólar americano tinha alta de 0,3% em relação ao iene japonês, para 143,93 ienes, e 0,47% em relação ao euro, que caiu para US$ 1,153. Já o rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano caiu de 4,41%, no final da quarta-feira, para 4,35%, num movimento que surpreende, de certa forma. Em geral, os títulos do Tesouro e o dólar costumam subir quando os investidores se mostram menos inclinados a assumir riscos.

Na Ásia, o Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,9%, para 37.834,25, enquanto o Kospi, de Seul, recuou 0,9%, para 2.894,62. O Hang Seng de Hong Kong recuou 0,6%, para 23.892,56 pontos, e o Índice Composto de Xangai perdeu 0,8%, para 3.377,00. O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,2%, para 8.547,40.

“Um ataque israelense ao Irã representa um dos dez maiores riscos globais, mas os mercados asiáticos devem se recuperar rapidamente, pois têm exposição relativamente limitada ao conflito e laços crescentes com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, que não foram afetados”, disse Xu Tiachen, da The Economist Intelligence.

Na quinta-feira, 12, os índices de ações dos EUA haviam subido após mais uma atualização encorajadora sobre a inflação em todo o país. O S&P 500 subiu 0,4%, o Dow Jones Industrial Average teve alta de 0,2% e o Nasdaq Composite ganhou 0,2%, para 19.662,48.

As ações receberam ajuda geral da redução dos rendimentos do Tesouro no mercado de títulos após a última atualização sobre a inflação, considerada um sinal de que o Federal Reserve terá mais margem de manobra para reduzir as taxas de juros no final deste ano, a fim de impulsionar a economia.

O Federal Reserve tem hesitado em reduzir as taxas de juros e está em espera este ano, após o corte no final do ano passado, porque aguarda para ver o quanto as tarifas do presidente Donald Trump prejudicarão a economia e aumentarão a inflação.

A próxima reunião do Fed sobre taxas de juros está marcada para a próxima semana, mas a expectativa quase unânime em Wall Street é que elas permanecerão inalterado novamente. Os traders estão apostando que é provável que comece a reduzir a taxa em setembro, de acordo com dados do CME Group.



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AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz cobra ações urgentes do governo federal para enfrentar crise no arroz


Diante do cenário de forte desvalorização do arroz e dificuldades de mercado, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) esteve novamente reunida nesta quarta-feira, 11 de junho, em Brasília (DF), com representantes do governo federal para tratar de medidas emergenciais de apoio ao setor produtivo. O encontro contou com a participação do presidente da entidade, Alexandre Velho, e do presidente eleito, Denis Dias Nunes, além de representantes da Conab, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Fazenda.

Durante a reunião, os dirigentes da Federarroz relataram o momento crítico vivenciado pelos produtores. “Deixamos claro que a situação está insustentável. Além dos preços estarem muito baixos, o mercado enfrenta uma grave falta de liquidez. Precisamos com urgência de alguma medida de apoio aos produtores”, destacou Alexandre Velho.

Entre as possibilidades debatidas, foi sinalizada a adoção de uma ação de curto prazo ainda em 2025, como o uso de contratos de opção — ferramenta que permite compras com flexibilidade de até 20% acima do preço mínimo. Também foram mencionadas eventuais medidas no novo Plano Safra, com foco no próximo ciclo produtivo.

A Federarroz reforçou, no entanto, sua posição contrária à compra de arroz pelo preço mínimo vigente, de R$ 63,00 por saca. “Esse valor de forma alguma representa uma faixa de preço que sustente os custos reais da lavoura de arroz. O setor produtivo foi enfático: se os preços permanecerem neste patamar, haverá uma drástica diminuição na área plantada, o que certamente não interessa ao governo”, alertou o dirigente.

No encerramento da agenda, Alexandre Velho reiterou sua preocupação com a ausência de medidas imediatas. “Saio da reunião preocupado e espero sinceramente que o governo tenha compreendido a gravidade do momento”, afirmou.

Ainda nesta semana, a entidade também esteve reunida em Porto Alegre com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil e Sicredi, tratando do escalonamento das dívidas de custeio como estratégia para reduzir a pressão de venda nos meses de junho e julho.





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