Logo na estreia da JBS na Bolsa de Valores dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (13), as ações da companhia fecharam em alta de 1,61%, cotadas a US$ 13,87 (R$ 76,84).
A empresa passou a ser negociada na New York Stock Exchange (NYSE) sob o código JBS. A companhia fará o pagamento dos dividendos em 17 de junho.
“Estar na NYSE nos posiciona mais próximos dos grandes centros de investimento globais, fortalecendo nossa capacidade de executar nossa estratégia de crescimento, inovação e de entrega de valor aos nossos acionistas, colaboradores e comunidades”, afirmou em comunicado o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni.
Agora, com a listagem em Nova York, o frigorífico da família Batista, que iniciou as atividades em 1953, quando seu fundador, José Batista Sobrinho, iniciou as operações em uma pequena planta com capacidade de processamento de cinco cabeças de gado por dia, visa aumentar a captação de capital, acessando a maior Bolsa de Valores do mundo.
Além disso, os Estados Unidos seguem como um importante mercado para a empresa. Vale lembrar que no final de maio deste ano, foi anunciado o plano de investimento de US$ 135 milhões para aconstrução de uma moderna fábrica de produção de salsichas na cidade de Perry, no estado norte-americano de Iowa.
O conglomerado JBS conta, atualmente, com mais de 250 fábricas, produção em 17 países, empregando 280 mil pessoas (no Brasil, são 158 mil). Seus produtos são comercializados em mais de 180 países.
Há exatamente um mês, máquinas agrícolas posicionadas na beira de importantes rodovias do Rio Grande do Sul estampam cartezas pedindo apoio ao setor, vítima de estiagens e enchentes que trouxeram sucessivas quebras de safra.
Os cartazes, em sua maioria, pedem o andamento do Projeto de Lei 320/25, o PL da Securitização, que prorroga as dívidas dos produtores rurais por um prazo de 20 anos e oferece melhores condições de pagamento.
O agricultor Renato Birai da Silva conta que, por conta das dificuldades enfrentadas, já não tem mais esperanças em ter “sangue novo” na área. “A gente não tem incentivo nenhum de trabalhar hoje na agricultura com a dificuldade que a gente tem. Quando eu e o meu guri começamos, ele estava incentivado a trabalhar na agricultura, mas hoje ele quer vir embora para a cidade. Ele está me incentivando a vender as máquinas para a gente parar de trabalhar.”
Sem as prorrogações das dívidas, muitos produtores estão sem poder de investimento. Assim, com o CPF bloqueado nos bancos, não conseguem ter acesso a novos créditos para plantar a safra de inverno e a de verão que vem na sequência.
No fim de maio, a Resolução 5220, do Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o adiamento das dívidas vencidas em 2025 por até três anos, mas a medida não agradou o setor.
“O banco poderia renegociar dívidas dos agricultores respeitando o limite de 8% da sua carteira agrícola, ou seja, a cada R$ 100.000 emprestados, apenas R$ 8 mil poderiam ser renegociados. Esses limites foram aumentados especificamente para esse ano e para o estado do Rio Grande do Sul, chegando até 23% da carteira agrícola da instituição. Esse apontamento, portanto, é o único item específico para a agricultura gaúcha”, destaca o advogado especialista em agronegócio Francisco Torma.
Diante disso, tratoraços continuam sendo feitos em diversas regiões do estado na intenção de explicar para a população urbana a importância do agro seguir plantando e gerando renda. Afinal, grande parte das cidades gaúchas tem o setor primário como base da economia.
Atualmente, o projeto de securitização está nas comissões do Senado. Se não houver andamento, entidades do agro apontam para uma diminuição severa na área plantada no estado na safra 2025/26.
A previsão do tempo para a semana de 9 a 16 de junho indica um cenário climático contrastante no Brasil, com destaque para chuvas volumosas na Região Norte e queda acentuada nas temperaturas no centro-sul do país. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os acumulados de chuva podem ultrapassar os 60 mm em estados como Amazonas, Roraima, Amapá e noroeste do Pará.
O boletim meteorológico aponta que, além do Norte, há previsão de chuvas entre 20 e 40 mm em áreas do leste do Nordeste, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, no sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul. Essas chuvas, no entanto, devem ser mais isoladas, com destaque para áreas específicas, segundo o Inmet.
Na Região Nordeste, o tempo deve permanecer predominantemente seco no interior. As exceções ficam para áreas litorâneas da Bahia, Sergipe e Alagoas, onde os volumes podem ultrapassar os 20 mm. Já no interior nordestino, a tendência é de tempo aberto, com poucas chances de precipitação significativa.
As regiões Sudeste e Centro-Oeste também terão influência de instabilidades pontuais. A previsão indica chuvas em áreas do sul de Goiás, leste e sul de Mato Grosso do Sul, norte e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e no estado do Rio de Janeiro. Nesses locais, os volumes podem superar os 20 mm, especialmente no início da semana.
O destaque na Região Sul será a queda nas temperaturas. A chegada de uma massa de ar frio provocará declínio acentuado nos termômetros. Conforme o Inmet, as mínimas devem se aproximar de 0°C em áreas do Sul, com possibilidade de formação de geadas, especialmente em regiões serranas e de maior altitude.
O restante da Região Sul terá tempo mais estável até o fim da semana, com chuvas isoladas apenas no leste de Santa Catarina e do Paraná. A combinação de frio intenso e baixa umidade aumenta o risco de impactos na agricultura, o que exige atenção redobrada dos produtores rurais quanto às condições meteorológicas e medidas de proteção às lavouras sensíveis ao frio.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou nesta sexta-feira (13) a detecção do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (gripe asiática) em Goiás. O caso foi registrado em aves de subsistência no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste de Goiás.
O resultado foi divulgado após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa).
A notificação da suspeita foi feita à agência na última segunda-feira (9), com relatos de morte de cerca de 100 galinhas que apresentaram sinais como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face.
“Mesmo sendo um caso isolado, sem impacto no comércio de produtos avícolas, a confirmação reforça a necessidade de intensificarmos as medidas de contenção e de vigilância. Já mobilizamos nossas equipes para atuarem na área afetada, com ações de controle sanitário, investigação epidemiológica e reforço das orientações à população. A Agrodefesa segue atenta e comprometida com a proteção da avicultura goiana”, afirma o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.
Ele acrescenta que é importante ressaltar que a influenza aviária não representa risco à saúde humana, quando não há contato direto com aves doentes, e que o consumo de carne de aves e de ovos continua seguro para a população.
Medidas de contenção e controle
Como parte do Plano Estadual de Contingência para a Influenza Aviária, a Agrodefesa já colocou em operação um Grupo Especial de Emergência Zoossanitária, com apoio de setores como segurança pública, Defesa Civil e prefeitura do município afetado. Uma equipe técnica da agência estará no local para as atividades de vigilância e monitoramento. O foco do trabalho, segundo a Agrodefesa, está concentrado em ações imediatas e coordenadas para conter a disseminação do vírus, proteger a saúde animal e humana e preservar a produção avícola goiana.
Entre as ações emergenciais estão a implantação de vigilância no raio de dez quilômetros ao redor do foco, com monitoramento intensivo do trânsito de aves, ovos e materiais avícolas, restrição de movimentações e reforço nas barreiras sanitárias e suspensão temporária de feiras e exposições com aves vivas nas regiões afetadas.
O trabalho de educação sanitária também faz parte, por meio da conscientização de produtores, profissionais, imprensa e população local sobre os riscos e medidas de prevenção, além da necessidade de notificação em caso de suspeitas da doença.
Segundo a previsão do tempo, chuvas entre 40 e 60 milímetros são esperadas em Roraima nos próximos dias. Os volumes são considerados ideais para a região, que enfrenta calor intenso, e devem favorecer diretamente o desenvolvimento das lavouras, um alívio para os produtores locais, já que o estado é o único do país em plena safra de soja neste momento.
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Nas demais regiões brasileiras, o cenário climático apresenta características bem distintas. Estados do Centro-Oeste, por exemplo, estão no período de entressafra ou focados na colheita da segunda safra de milho, o chamado safrinha. O tempo seco previsto para os próximos dias deve favorecer o andamento dessas atividades, permitindo que os produtores trabalhem com mais tranquilidade e sem grandes interrupções.
O contraste fica ainda mais evidente no Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as chuvas persistem com volumes elevados. Os acumulados têm deixado o solo encharcado, o que já causa preocupação entre os agricultores e levanta alertas sobre possíveis prejuízos em diversas culturas, especialmente as que são mais sensíveis ao excesso de água.
No Norte do Brasil, a presença contínua da Zona de Convergência Intertropical mantém os índices de umidade elevados, contribuindo para um clima mais instável. Já na faixa leste do Nordeste, a previsão para os próximos 10 dias indica volumes de chuva entre 60 e 70 milímetros, mantendo as extremidades do país mais úmidas. Enquanto isso, a região central brasileira permanece sob condições de tempo seco, reforçando a divisão climática que caracteriza o país neste período.
O Vietnã é o mais novo país parceiro do Brics. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (13) pela presidência brasileira do Brics, que comanda o bloco este ano. Com a decisão, o Vietnã se torna o décimo país parceiro do Brics, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na 16ª Cúpula realizada em Kazan, na República do Tartaristão, em outubro de 2024.
O país asiático tem população de quase 100 milhões de habitantes, destacando-se como um ator relevante na região, em razão do dinamismo da sua economia fortemente integrada às cadeias globais de valor.
“O país compartilha com os membros e parceiros do Brics o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa. Sua atuação em prol da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável reforça a convergência com os interesses do agrupamento”, informou a presidência brasileira do bloco ao anunciar a parceria.
Na condição de país parceiro, o Vietnã tem convite garantido para a Cúpula do bloco, para a reunião de ministros das Relações Exteriores e pode integrar outros espaços de discussão do fórum dos Brics, após consulta aos países membros e decisão por consenso.
Os países parceiros podem ainda endossar às Declarações de Cúpula do Brics, Conjuntas dos ministros das Relações Exteriores do Brics, bem como a outros documentos finais.
Atualmente o bloco é composto por 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Em termos populacionais, ele representa aproximadamente 48,5% da população do planeta.
No comércio internacional, os países do Brics respondem por 24% do total das trocas mundiais. O Brics tem também aproximadamente 72% das reservas mundiais de minerais de terras raras, 43,6% da produção mundial de petróleo, 36% da produção mundial de gás natural e 78,2% da produção global de carvão minera.
No que diz respeito à corrente de comércio do Brasil com o Brics, ela totalizou USD 210 bilhões, representando 35% do total em 2024.
O bloco foi ainda o destino de USD 121 bilhões das exportações brasileiras, representando 36% do total exportado pelo Brasil em 2024 e foi a origem de USD 88 bilhões das importações brasileiras, representando 34% do total importado pelo Brasil no mesmo ano.
Os meses de junho e julho prometem ser favoráveis para o estado de Roraima neste ano. As previsões indicam chuvas dentro ou acima da média, o que deve contribuir para uma alta produtividade dos produtores de soja locais. Essa antecipação permite aproveitar as melhores condições climáticas antes do possível fim das chuvas em agosto, caso o fenômeno El Niño se confirme.
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O plantio no estado teve início ainda em março para os produtores que já tinham os insumos disponíveis, aproveitando o volume de chuvas acima da média registrado entre março e início de abril, que totalizou cerca de 400 mm. Segundo o presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, essas condições ajudaram no preparo do solo, na reação do calcário e no manejo eficiente das plantas daninhas, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
Área de soja cultivada no estado
Em relação à área cultivada, Murilo destaca que a associação projeta um crescimento de 6% a 7%, com cerca de 125 mil a 128 mil hectares destinados à soja. Porém, ele ressalta que os altos custos de produção e a rentabilidade apertada têm levado muitos produtores a postergar a abertura de novas áreas, optando por investir na recuperação e no aumento da produtividade das áreas já estabelecidas.
Por fim, Ferrari ressalta que o estado possui uma vantagem no calendário de comercialização, atuando em um período diferente do restante do Brasil. Essa diferença permite aos produtores aproveitar oportunidades de venda em um momento em que a disputa comercial entre Estados Unidos e China pode favorecer a soja brasileira. O presidente se mostra otimista quanto à safra e convida produtores e investidores a conhecerem melhor o potencial do estado.
Evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização
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Foto: Divulgação
A 19ª edição da Bahia Farm Show confirma mais uma vez seu protagonismo como vitrine de inovação no agronegócio. Já consolidada como a maior feira tecnológica do Norte e Nordeste do Brasil, o evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização e à eficiência do trabalho no campo. Entre os destaques, o pavilhão coberto se tornou um verdadeiro centro de convergência entre tecnologia, segurança e praticidade para o homem do campo.
De São Paulo, o casal Munisia e Kleber Veloso, do Grupo Elétrica, apostou na apresentação de um sistema preventivo inovador que detecta tempestades e descargas elétricas a longa distância. O “previstorm”, como é chamado, utiliza um software desenvolvido na Espanha que emite alertas com até 50 quilômetros de antecedência. “Essa é a nossa terceira participação na Bahia Farm Show e, este ano, viemos com essa solução que permite ao produtor rural antecipar medidas de segurança e proteger sua propriedade. A precisão é total”, afirma Kleber.
Outro exemplo de como a tecnologia está cada vez mais presente na rotina rural é o inversor de frequência apresentado pela empresa Deel. Segundo o engenheiro elétrico Antônio Lima, o equipamento é capaz de controlar a velocidade de motores, otimizando o uso de energia em diversas máquinas utilizadas na agricultura. “A proposta é facilitar a operação no campo, oferecendo mais controle, economia e durabilidade aos equipamentos. A eletricidade é uma aliada fundamental na mecanização rural”, pontua.
O espaço do pavilhão abriga uma diversidade que reflete as múltiplas dimensões da vida e do trabalho no campo. Além das inovações tecnológicas, o público encontra também doces artesanais, botas e acessórios até soluções de grande porte, como fábricas de adubo, equipamentos para produção agrícola e sistemas de pavimentação, como a venda da massa asfáltica estocável. Nos dois primeiros dias de Bahia Farm Show, cerca de 40 mil pessoas já passaram pelo complexo em Luís Eduardo Magalhães. A expectativa é que mais de 100 visitantes passem pela feira agrícola até sábado (14).
O mês de maio foi marcante para a avicultura mundial, em especial para a brasileira: pela primeira vez na história foi registrada uma ocorrência de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial no Brasil. Principal exportador de carne de frango do mundo, avançando a olhos vistos nas exportações de ovos comerciais e de genética avícola, o país é uma potência na produção de derivados avícolas, além de ser a referência mundial quando o assunto é sanidade animal.
Quando se trata de carne de frango, o Brasil é particularmente relevante. Nos últimos dois anos o país foi capaz de exportar mais de 5 milhões de toneladas anualmente, e já representa em torno de 40% da corrente de comércio global. Os protocolos sanitários firmados pelo Brasil com seus parceiros comerciais vislumbram em algumas oportunidades a suspensão de todos os produtos de origem avícola do país, não só o embargo dos produtos avícolas oriundos do estado epicentro do problema, ou mesmo do munícipio em que aconteceu o foco da doença.
China, Filipinas, África do Sul e União Europeia têm em seus protocolos sanitários o fechamento de todos os produtos brasileiros de origem avícola. Sob o prisma da carne de frango, esses países representam em torno de 25% das exportações brasileiras, o que sem dúvida gera transtornos nas mais diferentes esferas.
Para mitigar os efeitos do embargo, o país adota uma postura combativa em todos os ângulos possíveis. Do ponto de vista de mercado, busca a regionalização dos embargos com seus principais parceiros comerciais. O processo de renegociação se acelera conforme o país segue à risca todas as etapas desde o registro do foco da doença, restando apenas o encerramento do prazo de vazio sanitário (18 de junho).
Nesse processo de renegociação conta a favor do Brasil a ausência de substitutos à altura. A Tailândia apresenta expansão de suas exportações no período; no entanto, o país asiático não conta com a escala de produção necessária para substituir o Brasil por um período mais extenso.
O que se relata é o processo inflacionário no mercado internacional, algo previsível diante da ausência, mesmo que parcial e temporária, do principal exportador de carne de frango. Outra estratégia, adotada para mitigar os efeitos dos embargos no Brasil, é a estocagem de produto em câmaras frias e em contêineres frigoríficos. Essa manutenção por si só já representa um importante adicional de custos para o setor, no entanto, evita quadros nocivos de excesso de oferta no mercado doméstico.
Mesmo com essa estratégia, alguma oferta adicional é disponibilizada no mercado doméstico, o que produziu queda dos preços, tanto do frango vivo, quanto do frango abatido no atacado. No estado de São Paulo, principal centro consumidor do país, esse movimento é bastante perceptível.
Preço do frango congelado em São Paulo (R$/kg)
Do ponto de vista da biosseguridade todas as etapas foram seguidas à risca – o aumento da testagem no país mostra isso com muita clareza. Felizmente para a avicultura mundial as possibilidades de um novo episódio de influenza aviária de alta patogenicidade em granja comercial são remotas, considerando o término do período de migração das aves, que retornam ao hemisfério norte para a primavera/verão.
Além disso, precisa ser mencionado que há toda uma “blindagem” nas granjas comerciais brasileiras, que dificulta esse tipo de ocorrência, uma vez que as granjas são teladas, há controle de pessoas e de veículos e até mesmo o abastecimento de água é de fontes diferentes daquelas que abastecem a população.
O foco da doença registrado no munícipio de Montenegro, no Rio Grande do Sul, parece exceção, e não a regra para o Brasil.
O Brasil conduz a situação de maneira exemplar, não deixando dúvidas para o restante do mundo, sanidade animal é assunto sério e o país está preparado para qualquer evento de ordem sanitária. A operação de guerra que foi montada para suplantar o problema, sempre com muita transparência, passa serenidade para os parceiros comerciais do Brasil.
O ponto central é que o país precisa renegociar seus protocolos sanitários e conseguir a regionalização dos embargos. Diante de toda a seriedade brasileira na condução do problema, além da importância do país na segurança alimentar de inúmeras populações ao redor do mundo, a mudança dos protocolos é algo imprescindível, para não produzir distorções no mercado global, além de potencial desequilíbrio mercadológico para o principal exportador do mundo.
Essa premissa é válida para todas as proteínas de origem animal exportadas pelo país.
*Fernando Henrique Iglesiasé coordenador do departamento de Análise de Safras & Mercado, com especialidade no setor de carnes (boi, frango e suíno)
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Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo – Foto: Pixabay
A canola vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul como uma alternativa promissora às culturas tradicionais de inverno. Com mais de 151 mil hectares cultivados e produção estimada em 226 mil toneladas na safra de 2024, segundo a Emater/RS, a oleaginosa se consolida especialmente na região Noroeste do Estado, onde produtores já acumulam experiência significativa com a cultura.
Entre os principais atrativos da canola estão seu alto teor de óleo — até 45%, superando em até 30% o da soja — e a crescente demanda da indústria. O baixo custo de produção, a menor incidência de doenças e a tolerância a graminicidas favorecem o manejo e o controle de plantas daninhas resistentes, como o azevém. Embora a média de produtividade ainda seja de 25 sacas por hectare, há registros de lavouras que alcançaram até 50 sacas/ha.
Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo, principalmente em relação ao fornecimento de enxofre e nitrogênio, fundamentais para a formação de óleo e proteína. A cultura também é vulnerável ao mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), sendo necessário o uso de biofungicidas à base de *Trichoderma*, como o Tribalance, que atua no controle biológico do patógeno.
Outro ponto crítico é o fornecimento de boro, nutriente essencial para o florescimento e a polinização. Produtos como o Humicbor, que combinam boro com extrato de algas e substâncias húmicas, têm mostrado bons resultados em produtividade. Com o apoio da pesquisa e da indústria, a canola tende a se firmar como uma cultura estratégica para a sustentabilidade e diversificação agrícola no Sul do Brasil.