quarta-feira, maio 20, 2026

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USDA repete números enquanto Conab projeta safra recorde



A semana foi marcada por importantes atualizações nas estimativas de oferta e demanda de soja no cenário internacional e brasileiro. O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxeram ajustes técnicos, mas sem impacto sobre os preços no mercado.

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O USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimando a produção em 4,340 bilhões de bushels, ou 118,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,5 bushels por acre. O número veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava 4,388 bilhões de bushels (119,4 milhões de toneladas).

Também não houve alterações nos estoques finais, mantidos em 8,03 milhões de toneladas, e nas projeções de esmagamento (2,490 bilhões de bushels) e exportações (1,815 bilhão).

Para a safra global de 2025/26, o USDA projeta produção de 426,82 milhões de toneladas, frente a 420,78 milhões estimadas para 2024/25. Os estoques finais mundiais foram ligeiramente elevados, para 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado (124,6 milhões).

Entre os principais países produtores, a safra do Brasil foi mantida em 175 milhões de toneladas para 2025/26. Já para 2024/25, a estimativa seguiu em 169 milhões de toneladas. A Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas na nova temporada e 49 milhões na atual. A China deverá importar 112 milhões de toneladas em 2025/26 e 108 milhões em 2024/25, sem mudanças.

Conab eleva estimativa de soja no Brasil

No Brasil, a Conab revisou para cima sua estimativa de produção para a safra 2024/25. O novo levantamento da Companhia indica um volume de 168,605 milhões de toneladas – crescimento de 14,8% frente à temporada anterior (147,72 milhões). O número supera o estimado em maio, quando a projeção era de 168,34 milhões.

A área cultivada com soja cresceu 3,2% em relação ao ciclo passado, somando 47,62 milhões de hectares. Já a produtividade média subiu para 3.562 quilos por hectare, 11,3% acima do rendimento registrado em 2023/24 (3.201 kg/ha).



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Óleos vegetais terão safra e consumo maiores



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA



Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA
Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA – Foto: United Soybean Board

A produção e o consumo global de óleos vegetais devem crescer na temporada 2025/26, segundo análise da Hedgepoint Global Markets. A previsão é de safra maior em grandes países produtores, impulsionando a oferta e permitindo aumento de uso e importações em grandes mercados consumidores. A demanda para biocombustíveis deve ser um fator de destaque, com elevação das misturas obrigatórias em alguns países.

Para o óleo de soja, espera-se uma produção maior na Argentina, Brasil e EUA, com consumo crescente na China, Índia e nos próprios países produtores. Mesmo com mais oferta, os estoques finais mundiais tendem a subir pouco, já que o uso para biodiesel deve se intensificar. O óleo de palma também deve ter aumento de produção na Indonésia e Malásia, possibilitando maior exportação, principalmente para a Índia, que pode reduzir as compras de óleo de soja.

No caso do óleo de canola, o cenário aponta para pouca variação em relação à safra anterior, com leve queda nas exportações do Canadá e estoques finais um pouco menores. Já o óleo de girassol continua sujeito aos impactos do conflito Rússia-Ucrânia, principais produtores e exportadores do produto. Mesmo assim, a produção ucraniana deve crescer, favorecida por maior área plantada e recuperação das perdas climáticas, elevando exportações para Índia e China.

A relação de preços entre óleo de palma e óleo de soja pode favorecer o consumo do primeiro nos próximos meses, já que tem registrado cotações mais baixas. A Hedgepoint Global Markets, especializada em inteligência de mercado e hedge para commodities, segue acompanhando esses movimentos para oferecer estratégias de gestão de risco a seus clientes em todo o mundo.

 





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Aves silvestres morrem por gripe aviária em zoológico do RS; “vírus…


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Por Debora Ely e Lisandra Paraguassu

PORTO ALEGRE/BRASÍLIA (Reuters) -Mortes de aves aquáticas silvestres no zoológico de Sapucaia do Sul (RS) foram causadas por gripe aviária, afirmou nesta sexta-feira a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola no Rio Grande do Sul, Tais Oltramari Barnasque, em entrevista a jornalistas.

Sapucaia do Sul está situada a cerca de 50 km de Montenegro, onde um foco de gripe aviária foi detectado pela primeira vez em uma granja comercial nesta semana. O caso tem potencial de levar a embargos por parte de importadores, incluindo a China, conforme os protocolos sanitários.

“Estamos enfrentando dois focos (de gripe aviária no Rio Grande do Sul), com o resultado positivo no zoológico”, disse Barnasque.

O Programa Nacional de Sanidade Avícola é ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura.

Questionado sobre o assunto pela Reuters, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que isso “é um indício de que o vírus está rondando a região”.

Mas ele lembrou que o Brasil já registrou gripe aviária em aves silvestres há dois anos, e que esse tipo de registro não gera embargos de importadores, como pode acontecer quando o foco é em granja comercial.

Ele ressaltou que o sistema sanitário brasileiro é “muito robusto”, o que dificulta a entrada do vírus em granjas comerciais.

“Para adentrar numa granja é bastante difícil. Todos os protocolos de higiene e de acesso às granjas brasileiras são muito eficientes. Então, não significa que ter caso de gripe aviária confirmada em outra região vai significar que vai ter granjas comerciais contaminadas.”

Em suas entrevistas, Fávaro vem ressaltando o fato de o Brasil ter sido o último dos grandes produtores de frango a registrar gripe aviária em granjas comerciais.

O governo gaúcho estava investigando mortes de cerca de 90 aves aquáticas silvestres no zoológico, incluindo cisnes e patos, citando a gripe aviária como suspeita — o número representa cerca de 20% do total de aves aquáticas no local.

O zoológico foi fechado na última terça-feira e seguirá com as atividades suspensas por tempo indeterminado.

“É uma doença que temos observado uma taxa de mortalidade bastante alta e súbita”, disse a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ananda Kowalski.

Na granja de Montenegro, cerca de 17 mil aves morreram afetadas pela doença ou sacrificadas para evitar a propagação do vírus altamente patogênico, afirmou a secretaria.

(Por Débora Ely e Lisandra Paraguassu; edição de Roberto Samora e Marta Nogueira)





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Queijo cremoso sem leite? Embrapa cria alternativa



A Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu um produto semelhante a queijo cremoso simbiótico feito a partir de amêndoas de caju quebradas.

O novo produto visa oferecer uma alternativa, nutritiva e funcional, aos queijos tradicionais, aproveitando o valor nutricional da castanha-de-caju, um produto de destaque na região Nordeste do Brasil.

Simbiótico é a combinação de prebiótico e probiótico, sendo frequentemente considerado mais eficaz porque fornece tanto bactérias benéficas quanto o alimento que elas precisam para crescer.

A castanha-de-caju teve uma produção global de 1,09 milhão de toneladas em 2022/2023 e é reconhecida por sua riqueza em nutrientes.

Amêndoas quebradas

O processo de fabricação do queijo cremoso utiliza amêndoas de caju quebradas, que, apesar de terem menor valor comercial, mantêm o mesmo valor nutritivo, tornando-as uma excelente opção para formulações de produtos.

As etapas incluem tratamento térmico das amêndoas para reduzir contaminação, hidratação por 24 horas, trituração com água para formar uma massa homogênea, fermentação com cultura starter RSF-736, e a adição de ingredientes como óleo de coco, sal, prebiótico, probiótico e goma xantana.

A avaliação sensorial do novo produto foi realizada nove dias após a fabricação, tendo em vista o prazo necessário para liberação do resultado da qualidade microbiológica. O produto obteve uma média de 7 para aceitação global, o que equivale a “gostei”, e uma intenção de compra classificada entre “provavelmente compraria” e “certamente compraria”.

Esses resultados apontam para uma alternativa plant-based promissora, especialmente para consumidores que buscam alimentos funcionais e enriquecidos. A publicação sobre o produto pode ser acessada pelo link.



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Cascas de açaí e castanha viram biochar



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia



Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia
Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia – Foto: Pixabay

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) propõe um destino inovador para resíduos agroindustriais abundantes na Amazônia, como a casca de castanha-do-pará e restos de açaí. Por meio da pirólise, processo de aquecimento controlado sem presença de oxigênio, esses materiais são convertidos em biochar, um biocombustível sólido que se apresenta como alternativa renovável e de alta eficiência energética, contribuindo para a redução de desperdícios e de gases poluentes.

De acordo com o estudo, o Brasil, maior produtor de açaí do mundo com cerca de 1,7 milhão de toneladas anuais, e responsável por 38 mil toneladas de castanha-do-pará, gera grande volume de resíduos que poderiam ser melhor aproveitados. A doutoranda Ianca Oliveira Borges, orientada pelo professor Gustavo Henrique Denzin Tonoli, destaca que o biochar obtido tem poder calorífico de até 21,07 MJ/kg, superando biomateriais convencionais e mostrando estabilidade térmica e baixo teor de compostos voláteis, características que o tornam viável para substituir combustíveis fósseis como petróleo e carvão.

Os benefícios do biochar ultrapassam a geração de energia. O produto também atua como fixador de carbono, ajudando a sequestrar CO2 da atmosfera, além de melhorar a qualidade e a retenção de água do solo quando incorporado à agricultura. Assim, favorece comunidades amazônicas ao criar alternativas de renda e reduzir custos energéticos, alinhando-se à bioeconomia sustentável. 

A pesquisa atende aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contribuindo para acesso à energia limpa, combate às mudanças climáticas e promoção do consumo responsável. Transformar resíduos em recursos valiosos é um passo importante para a preservação da Amazônia e para a construção de um futuro mais verde.

 





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até quando vai esse frio no Centro-Sul? Climatempo responde



Após o frio intenso que marcou a segunda semana de junho, o Centro-Sul do Brasil vai passar por uma elevação significativa nas temperaturas nos próximos dias. Segundo a Climatempo, a mudança é provocada pelo afastamento da massa de ar polar que atuou recentemente na região e por alterações na circulação dos ventos em diferentes níveis da atmosfera.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com meteorologistas, não há previsão de uma nova onda de calor. No entanto, o cenário será marcado por máximas elevadas na segunda quinzena de junho, especialmente em áreas do Sudeste e Centro-Oeste. A ausência de novas incursões de ar polar nos próximos dias, combinada ao predomínio de sol e à chegada de ventos quentes vindos do Norte do país, deve aquecer o ar em grande parte dessas regiões, livrando boa parte do país do frio.

No Sul, o tempo instável, com excesso de nuvens e pancadas de chuva, também contribui para evitar quedas acentuadas nas temperaturas noturnas.

A previsão da Climatempo traz alerta de temporais no sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul no início da segunda quinzena do mês.

Capitais com máximas em elevação

Mesmo com a presença de nebulosidade e registros de chuva em algumas áreas, diversas capitais devem superar os 20 °C nos próximos dias. Em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, as máximas ficam pouco acima desse patamar. Em São Paulo, que enfrentou dias seguidos com temperaturas abaixo de 20 °C, os termômetros podem alcançar 27 °C na próxima quinta-feira (19).

No Rio de Janeiro, a terceira semana de junho se despede do frio e poderá terminar com calor próximo a 30 °C. Em Belo Horizonte, as temperaturas devem atingir 27 °C, enquanto Vitória pode registrar até 28 °C.

Em áreas ao norte e oeste de São Paulo e de Minas Gerais, a previsão é de temperaturas próximas aos 30 °C, cenário típico de verão em algumas localidades.

Calor ganha força no Centro-Oeste

A região Centro-Oeste deverá apresentar as maiores temperaturas do período. Em Campo Grande e Goiânia, os termômetros devem ultrapassar os 30 °C. Já em Cuiabá, a máxima pode chegar aos 35 °C nos dias mais quentes da semana.

A tendência de calor ocorre em um momento de estabilidade atmosférica em boa parte do Centro-Sul, o que pode impactar atividades agrícolas e o consumo de energia, além de aumentar a sensação de desconforto térmico em áreas urbanas.



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Brasil amplia exportação em 82% e reduz importações em maio



O Brasil exportou 92,2 mil toneladas de arroz beneficiado (base casca) no mês de maio, gerando uma receita de US$ 25,7 milhões. Os dados constam no relatório mensal divulgado pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base nas estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume embarcado pela indústria nacional representa um crescimento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita obtida com as vendas externas também teve alta, de 20% na comparação anual.

Segundo a Abiarroz, os principais destinos do arroz brasileiro, em termos de volume, foram países do continente africano: Gâmbia, Serra Leoa e Senegal.

Queda nas importações de arroz

Na direção oposta, as importações brasileiras de arroz apresentaram recuo em maio. O país adquiriu 128,6 mil toneladas (base casca), com desembolso de US$ 35,8 milhões.

O volume é 10% menor do que o registrado no mesmo mês de 2024. Quase toda a quantidade importada, 126,5 mil toneladas, corresponde a arroz beneficiado.



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Novo mapa de aptidão agrícola mostra onde há maior potencial para agricultura no Brasil


O mapa de aptidão agrícola das terras do Brasil ganhou uma versão atualizada que já está disponível.

Apresentado na escala um para 500 mil (1:500.000), ele indica em nível regional o potencial das terras para uso com lavouras, dividido em três níveis de manejo. Também ilustra o potencial para usos menos intensivos, com pastagem plantada, silvicultura ou pastagem natural. 

Os estudos que resultaram na classificação da aptidão agrícola em todas as regiões brasileiras foram desenvolvidos por pesquisadores da Embrapa Solos (RJ) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com aporte financeiro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O mapa de aptidão agrícola está disponível gratuitamente na plataforma da Infraestrutura de Dados Espaciais da Embrapa (GeoInfo) e no Portal de Dados da Plataforma Tecnológica do PronaSolos.

Detalhe de uma das áreas do GeoInfo

A ideia é que o ativo cartográfico subsidie o direcionamento de políticas públicas relacionadas ao uso da terra e tomada de decisão, em escala regional, visando a conservação e sustentabilidade da atividade agrícola. 

A versão atual do mapa apresenta uma segunda aproximação. Ainda devendo passar por mais uma etapa de revisão e aprimoramento para complementação e melhor adequação das informações disponibilizadas.

Pela metodologia adotada no mapa de aptidão agrícola, a divisão feita consiste em classificar a terra quanto às possibilidades de aproveitamento agropecuário. Tendo em vista, assim, suas qualidades naturais e a viabilidade de melhoramento das condições agrícolas por meio do emprego de insumos. Além da aplicação de diversas práticas de manejo, em distintos níveis tecnológicos.

Para as diferentes classes de solo, os pesquisadores avaliaram as possíveis interações entre os atributos mais relacionados aos cinco fatores limitantes ao uso agrícola das terras. Estes são a deficiência de fertilidade, deficiência de água, deficiência de oxigênio (ou excesso de água), suscetibilidade à erosão bem como impedimentos à mecanização. No caso da avaliação da aptidão para silvicultura os “impedimentos ao enraizamento” são outro fator limitante.

Para cada um desses fatores, explicam os pesquisadores, se atribuem no mapa de aptidão agrícola, diferentes graus de limitação sendo eles nulo, ligeiro, moderado, forte, muito forte, extremamente forte e intermediários. Estes expressam o grau de desvio das terras em relação a uma situação ideal. 

Levando em consideração as diferentes condições socioeconômicas ao alcance do agricultor, três níveis de manejo (A, B e C) podem ser considerados. Assim, estes, representam distintos níveis tecnológicos. O primeiro deles (o nível A) contemplando apenas o emprego de técnicas simples e rudimentares. O nível B, para o qual estão previstos recursos tecnológicos intermediários, adequado a produtores de média capacidade de investimento. Por fim, o nível C corresponde à agricultura moderna altamente tecnificada, com aplicação intensiva de capital e tecnologia.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amaury de Carvalho Filho, essa diferenciação permite identificar o potencial de uso das terras. Analisando assim tanto para pequenos produtores rurais, com baixo grau de instrução e descapitalizados, como para agricultores de nível médio e também para a agricultura em escala empresarial. 

“Assim, por exemplo, uma determinada área com condições topográficas ou de solo desfavoráveis ao emprego de máquinas e implementos agrícolas pode não ser apropriada para a implantação de lavouras altamente tecnificadas, que requerem grande escala de produção, mas em contrapartida pode apresentar boas condições para o uso com agricultura familiar, em nível tecnológico mais baixo, possibilitando boa rentabilidade com modesto emprego de capital”, afirma.

A classificação utilizada no Mapa de aptidão agrícola prioriza as possibilidades de usos mais nobres da terra, como é o caso das lavouras, seguida de usos menos intensivos.

As classes de aptidão agrícola

Para cada condição de manejo especificada no procedimento metodológico adotado – níveis A, B e C – foram identificadas as classes de aptidão agrícola “boa”, “regular” ou “restrita” para o uso com lavouras dos solos que ocorrem nas distintas unidades cartografadas no mapa. 

Por outro lado, há a possibilidade de usos menos intensivos caso o solo apresente condições inadequadas para exploração com culturas agrícolas. Sendo estes referentes a pastagem plantada, pastagem nativa e silvicultura. 

“A avaliação para exploração florestal, ou silvicultura, no nível mais avançado (nível C) foi incorporada como uma inovação à metodologia utilizada. É um diferencial em relação aos trabalhos anteriores”, acrescenta Carvalho Filho.

O pesquisador reforça que um ponto importante da metodologia adotada para o mapa de aptidão agrícola é a apresentação em formato digital da classificação da aptidão de maneira conjunta. Indicando, ao mesmo tempo, o potencial das terras para uso com lavouras nos três níveis de manejo. Ou ainda para usos menos intensivos, com pastagem plantada, silvicultura, em nível tecnológico médio ou alto, ou pastagem nativa.

“Resumindo, esse mapa de aptidão agrícola das terras do Brasil apresenta a classificação para diferentes tipos de uso e níveis tecnológicos de exploração. Assim, para cada unidade espacial delimitada no mapa, e para os seus respectivos solos, são indicadas as classes de aptidão ‘boa’, ‘regular’ ou ‘restrita’ para lavouras nos três níveis de manejo, para pastagem plantada, para silvicultura ou para pastagem nativa, expressando o máximo potencial de uso agrícola de suas terras em nível regional”, detalha o pesquisador.

Outra indicação é a falta de viabilidade do aproveitamento agrícola de determinadas áreas (classe inapta). Caso não apresentem condições mínimas de sustentabilidade econômico-ambiental, o destino destas é à preservação da natureza ou a algum outro tipo de uso não agrícola.

Elaboração do novo mapa de aptidão agrícola

Os especialistas informam que os dados de entrada para desenvolvimento do trabalho de avaliação do potencial das terras do Brasil para uso agrícola são oriundos do Mapa de Solos do Brasil, na escala 1:250.000, lançado pelo IBGE em 2018, conjugado ao Mapa de Áreas não Desmatadas da Amazônica Legal, conforme mapeamento de 2007 do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e ao Mapa de Unidades de Conservação de Proteção Integral e Terras Indígenas, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em 2020.

O pesquisador Amaury de Carvalho Filho explica que o realização do trabalho ocorreu de acordo com o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola da Terras, método adotado pela Embrapa, desenvolvido para atender necessidades gerais de planejamento do uso das terras e propiciar a decodificação das informações técnicas disponibilizadas nos levantamentos pedológicos. Esses estudos viabilizam a aplicação prática do inventário dos recursos de solos de determinada área ou região, representada em mapas de solos de diferentes escalas.

Para interpretar a grande quantidade de dados disponíveis no mapa de solos do Brasil, a avaliação estabelece cruzamentos entre as diferentes características expressas na denominação dos solos, correspondentes aos quatro níveis do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), e informações de textura, tipo de horizonte superficial, saturação por bases relevo e ocorrência de pedregosidade, rochosidade e erosão.

“Os trabalhos de avaliação da aptidão agrícola por meio desse método são realizados há bastante tempo, abrangendo áreas de dimensões variadas, desde microbacias até grandes regiões, incluindo unidades da federação. Mas ainda não havia sido realizada uma avaliação semelhante a essa que estamos lançando, que aborda todo o território nacional de uma forma integrada”, acrescenta.

Por fim, o pesquisador ressalta a exclusão das áreas de unidades de conservação, estaduais e federais, e as terras indígenas do mapa de aptidão agrícola. Além das áreas não desmatadas da Amazônia Legal. “Assim, devido à condição especial do bioma Amazônia, reserva natural da biodiversidade, somente suas áreas desmatadas foram consideradas na avaliação da aptidão agrícola, com o propósito de embasar a exploração sustentável das terras já incorporadas ao processo produtivo.”

*Sob supervisão de Victor Faverin



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São Paulo registra 1º caso de gripe aviária em 2025



Foi confirmado no fim da tarde desta sexta-feira (13), pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP), o primeiro caso positivo de influenza aviária de alta patogenicidade (Iaap), a gripe aviária, no estado de São Paulo neste ano. O foco ocorreu em uma marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor), ave silvestre que foi localizada na região central de Diadema, município da Grande São Paulo.

Segundo o governo paulista, trata-se de um caso isolado, em ave silvestre migratória, sem qualquer relação com granjas comerciais ou produção de alimentos.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento atuou rapidamente no isolamento da ave, sendo esta examinada com colheita de amostras. A ave foi encontrada sem reação à presença humana e apresentava sinais clínicos como dificuldade de voar e letargia, além de alterações respiratórias e neurológicas.

Em nota, o governo de São Paulo informou que não há risco à população nem impacto na produção avícola, e que o consumo de carne de aves e ovos é seguro.

De acordo com a Defesa Agropecuária do estado, não existem estabelecimentos avícolas comerciais no raio de 10 quilômetros da ocorrência do foco. No entanto, serão realizadas ações de vigilância epidemiológica na área, procurando identificar a possível ocorrência de mortalidade em aves e ou existência de sintomatologia compatível com a gripe aviária.

Orientações

A Defesa Agropecuária reforça que o consumo de aves e ovos não transmite a doença e pede para que a população siga as orientações do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e não toque em aves que possam apresentar os sinais clínicos.

A infecção humana ocorre principalmente por contato direto com aves infectadas, portanto, aves doentes ou mortas não devem ser manipuladas sem a utilização de equipamento de proteção individual (EPI). A Defesa Agropecuária deve ser acionada imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou identificação de aves mortas.



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Transação Tributária facilita regularização de dívidas



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada



Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada
Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada – Foto: Divulgação

Segundo Douglas Machado Nunes, Consultor Tributário no Amaral e Melo Advogados, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou o Edital PGDAU nº 11/2025, que amplia as possibilidades para contribuintes quitarem dívidas inscritas na dívida ativa da União com condições especiais. A adesão vai até 30 de setembro de 2025, permitindo acordos ajustados à capacidade de pagamento de cada contribuinte.

Podem participar os devedores com dívidas registradas até 4 de março de 2025, desde que o valor não ultrapasse R\$ 45 milhões. Um diferencial é a classificação automática da capacidade de pagamento em faixas de “A” a “D”, definindo prazos e descontos: quanto menor a capacidade, maiores são os benefícios, incluindo prazos de até 133 parcelas para pequenas empresas, MEIs, cooperativas, entidades assistenciais e instituições de ensino.

Entre as vantagens estão entrada facilitada ou até dispensada, descontos de até 70% sobre juros, multas e encargos, além do uso de precatórios federais para abater dívidas. É vedado, no entanto, utilizar créditos de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa da CSLL.

O contribuinte deve ficar atento às condições: o não pagamento da primeira prestação ou a inadimplência de três parcelas implica cancelamento ou rescisão do acordo, com retomada da cobrança integral e restrição para novas negociações por dois anos. Para mais detalhes, basta acessar o edital no portal REGULARIZE da PGFN.

“A Transação Tributária, com as novas regras do Edital PGDAU nº 11/2025,  representa uma excelente oportunidade para regularizar pendências fiscais  com condições acessíveis e adaptadas à realidade financeira de cada  contribuinte. Não perca o prazo de adesão e garanta a sua tranquilidade  fiscal!”, conclui.

 





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