quarta-feira, maio 20, 2026

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Agricultora indígena de Roraima transforma cupuaçu em jujubas e fortalece economia local


Na comunidade indígena Kauwê, em Pacaraima, ao norte de Roraima, o sabor amazônico do cupuaçu ganhou um novo significado nas mãos de Vera Lúcia, uma agricultora que encontrou em uma antiga receita nova oportunidade de negócio.

Com uma receita caseira, ela deu origem a um pequeno negócio de jujubas que hoje movimenta a economia local e inspira boas práticas ambientais.

“O cupuaçu sempre fez parte da nossa vida. Um dia testei uma receita e vi que aquilo tinha futuro”, conta Vera, ao relembrar o início de sua trajetória.

A produção, que antes se limitava a poucos quilos, alcançou 30 quilos mensais – um volume que não só garante o sustento da família -, mas também espalha um exemplo de sustentabilidade enraizado na cultura indígena.

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Produção sustentável e economia circular

Hoje, além de usar a polpa do cupuaçu produzido em sua propriedade, ela compra o fruto de outras comunidades de Roraima e do Amazonas, valorizando a produção regional e ampliando seu impacto.

Para atender às exigências legais, adaptou um imóvel urbano onde funcionará a futura agroindústria. 

“Queria montar tudo na comunidade, mas a legislação não permite. Seguimos com o nosso propósito”, diz.

Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu.Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu.
Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu. Foto: Divulgação | ASN RR

Na propriedade da Vera, não se utiliza insumos químicos, ela adota práticas como compostagem, adubação orgânica e reaproveitamento de resíduos. As embalagens são produzidas com papel reciclado, confeccionadas por uma moradora local, fortalecendo a economia circular.

Além das jujubas, Vera também produz café, licor e condimentos como urucum, cúrcuma e pimenta rosa. Cada item possui gestão própria, com reinvestimento dos lucros na produção.

“Nunca precisei de empréstimos nem de investidores. Tudo que temos foi conquistado com o lucro da produção”, afirma com orgulho.

A história de Vera Lúcia é um exemplo de como inovação e tradição podem caminhar juntas. Ela mostra que é possível empreender com propósito, usando ingredientes da própria terra, sem abrir mão da identidade, da coletividade e da floresta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia Farm Show fecha 19ª edição em clima de otimismo


Encerrada no último sábado (14), a 19ª edição da Bahia Farm Show manteve o clima de otimismo que marcou toda a semana do evento, com intensa movimentação nos estandes, lançamentos tecnológicos e grande presença de produtores de todas as regiões da Bahia e do Matopiba. Mesmo diante de prévias favoráveis de negócios divulgadas por expositores e instituições financeiras ao longo da semana, a organização da feira decidiu seguir a tendência adotada por outras grandes feiras do agronegócio, como a Expodireto Cotrijal, e não divulgar os números consolidados de comercialização. A decisão reforça o propósito institucional da feira: ser um espaço estratégico de encontro e conexão entre os principais elos do setor produtivo, promovendo inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável para o agro.

A Bahia Farm Show recebeu um total de 162.370 visitantes, ultrapassando a marca registrada na edição anterior. No complexo da feira, o público conferiu o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, representado por 434 expositores e mais de mil marcas. Dentre os milhares de visitantes, mais de 100 caravanas foram mobilizadas para a feira, com a participação de pequenos produtores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

No balanço qualitativo da feira, destaque positivo para os segmentos de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras, pivôs de irrigação, além de veículos, drones e aviões voltados para pulverização e monitoramento de lavouras. Instituições financeiras também relataram bom volume de contratação e prospecção de crédito para investimentos no campo.

“A Bahia Farm Show proporcionou muitos encontros e debates, com a troca de conhecimento entre produtores, consultores e técnicos, além do lançamento de novos produtos que estarão nas lavouras, levando mais produtividade, qualidade e sustentabilidade. Diante do que vivemos na última semana, independente dos números, a feira foi um enorme sucesso na missão de levar conhecimento tecnológico para que os produtores continuem avançando em inovação e sustentabilidade”, destaca o presidente da Bahia Farm Show e da Aiba, Moisés Schmidt.

A decisão de não divulgar os valores consolidados de negócios acompanha um movimento já percebido em outras grandes feiras do agro nacional. Embora as cifras cheguem à casa dos bilhões, elas não traduzem, de forma fiel, o real impacto e a missão de um evento como a Bahia Farm Show. A prioridade, segundo a organização, é seguir fortalecendo a conexão entre produtores, empresas de tecnologia agrícola, instituições financeiras, universidades, consultorias de pesquisa e os diversos níveis do poder público.

“Quem esteve na Bahia Farm Show viveu um clima de alegria, entusiasmo e otimismo, comemorando o resultado da safra e percorrendo as ruas da feira com olhar atento às novas tecnologias, já pensando nas próximas safras. Também tivemos, neste ano, um diferencial com o incentivo à vinda de caravanas de toda a Bahia e do Matopiba. Queremos agradecer a todos — patrocinadores, expositores e produtores — que continuam acreditando na Bahia Farm Show e proporcionaram mais uma edição de sucesso”, reforça Moisés Schmidt.

A edição comemorativa de 20 anos da Bahia Farm Show já tem data marcada: de 8 a 13 de junho de 2026.





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AgroNewsPolítica & Agro

o que deve influenciar o mercado da soja e milho?


Com o fim da colheita da soja e o início da colheita do milho safrinha, grande parte das estruturas de armazenamento e logísticas ainda estão ocupada pelos estoques da supersafra de soja, o que dificulta o recebimento do milho recém-colhido. O cenário pressiona a cadeia produtiva e pode gerar efeitos sobre o próximo ciclo.

Para a safra 2025/26, o cenário vai além das condições climáticas e da produtividade no campo. Fatores geopolíticos, econômicos e institucionais devem influenciar as decisões estratégicas do setor. A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o comportamento da inflação global, a guerra entre Irã e Israel, a transição energética e a corrida eleitoral no Brasil surgem como pontos centrais para a formação de preços, o fluxo de exportações e a competitividade do agro nacional.

Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, destaca que “essa análise oferece uma leitura estratégica que vai além do curto prazo. Entender os vetores de transformação ajuda o produtor rural a se antecipar e se posicionar melhor frente a um mercado cada vez mais volátil e interligado globalmente”.

A relação entre Estados Unidos e China continua como um fator relevante para o agronegócio brasileiro. O cenário permanece incerto. A manutenção das tarifas contra produtos chineses pode favorecer as exportações do Brasil. Por outro lado, um acordo entre os dois países pode redirecionar a demanda para os norte-americanos. O conflito entre Irã e Israel também preocupa. A instabilidade no Oriente Médio impacta a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a oferta global de fertilizantes. O Irã é um dos principais fornecedores de ureia, insumo essencial para culturas brasileiras. Qualquer interrupção nas exportações iranianas pode gerar escassez e elevar os custos de produção no Brasil, além de pressionar o câmbio e aumentar os custos logísticos com a alta do petróleo. Jordy avalia que “é importante lembrar que o Brasil colheu uma safra recorde de soja em 2024/25, o que pode ampliar sua competitividade dos preços no mercado internacional. A disputa entre EUA e China, ao mesmo tempo que abre oportunidades para o agro brasileiro, também impõe riscos que não podem ser ignorados. Da mesma forma, a instabilidade no Oriente Médio, especialmente em países-chave para o fornecimento de insumos, pode comprometer o equilíbrio de custos e impactar a rentabilidade do setor”.

No campo econômico, o ambiente macro começa a apresentar sinais de melhora. Apesar da pressão sobre o crédito agrícola, o cenário atual já não é tão negativo quanto nos meses anteriores. A expectativa é de queda dos juros ainda neste ano, influenciada por um câmbio mais baixo, com reflexos da desvalorização do dólar em meio às incertezas políticas nos Estados Unidos. O risco fiscal brasileiro, no entanto, segue como ponto de atenção e pode impactar o Real. Jordy avalia que “apesar das incertezas, caso a inflação global desacelere nos próximos trimestres, há espaço para redução nos custos de insumos, o que tende a estimular a demanda e sustentar os preços agrícolas no médio prazo”.

A previsão de um cenário climático neutro para o próximo ciclo reduz o risco de eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas excessivas. A estabilidade climática pode beneficiar a produtividade e a logística das lavouras. Especialistas, contudo, alertam para a possibilidade de eventos localizados que afetem algumas regiões, mesmo em um contexto global favorável.

No mercado internacional, o equilíbrio entre oferta e demanda global de grãos passa por uma nova configuração. Os estoques de soja seguem elevados após sucessivas supersafras, enquanto a demanda da China apresenta sinais de estabilização. No milho, a ampliação da área plantada nos Estados Unidos deve contribuir para a recomposição dos estoques e aumentar a oferta global. O consumo interno brasileiro, impulsionado pela produção de etanol e pelo setor de nutrição animal, tem sustentado os preços regionais. No entanto, a expectativa de estoques mais robustos, especialmente na Bolsa de Chicago, pode gerar pressão de baixa sobre as cotações nos próximos ciclos.

A transição energética também começa a redesenhar o mercado de milho no Brasil. O avanço de usinas de etanol de milho reposiciona o cereal como insumo estratégico na matriz energética nacional. Novos projetos estão em implantação e o país pode se tornar o segundo maior produtor mundial de etanol de milho. Jordy destaca que “estamos diante de uma mudança de paradigma na destinação do milho no Brasil, com reflexos diretos sobre oferta, preço e fluxo logístico”.

A eleição presidencial de 2026 adiciona mais um elemento de incerteza. As definições sobre política fiscal, crédito rural, tributos e relações comerciais podem afetar o setor. Medidas populistas podem alterar o ambiente de negócios, enquanto a possibilidade de novos acordos internacionais pode abrir mercados para o agro brasileiro. A volatilidade cambial, comum em anos eleitorais, já preocupa o setor. Jordy afirma que “as eleições de 2026 terão papel central na definição do ambiente regulatório e fiscal do agronegócio. É importante que o produtor esteja atento ao comportamento dos mercados e às propostas em debate”.





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Robustez da China e expectativa pela Selic: acompanhe os destaques do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, analisa a tensão dos mercados diante da Super Quarta, com decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A inflação norte-americana mais fraca aumentou as apostas de corte pelo Fed. Por aqui, IPCA em desaceleração e dados fracos de comércio e serviços reforçam o tom cauteloso do Copom.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Previsão do tempo para hoje se divide entre chuva forte e tempo seco; confira



Previsão do tempo para esta terça-feira (17) indica chuva forte para parte da Região Sul e tempo seco em outras áreas:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A intensificação de uma nova área de baixa pressão deve manter as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul. A chuva começa ainda de madrugada e cai em forma de pancadas – que variam de moderada a forte intensidade. Já em Santa Catarina, alguns pontos do centro e oeste do estado podem receber precipitações de maneira isolada. No Paraná, o tempo segue mais aberto ao longo do dia.

Sudeste

Tempo segue firme em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – com predomínio de sol entre algumas nuvens ao longo do dia. Umidade relativa do ar volta a atingir limiares de atenção no interior paulista e mineiro. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro continuam a apresentar maior aumento das temperaturas. No Espírito Santo, a chuva fica restrita ao litoral capixaba.

Centro-Oeste

Tempo firme em toda a Região. Dia ficará marcado pelo predomínio de sol entre algumas nuvens no céu e sem condições para chuva. Destaque para as temperaturas elevadas – sobretudo entre o norte de Mato Grosso do Sul, de Goiás e em Mato Grosso. À tarde, a umidade relativa do ar permanece baixa em boa parte dos estados.

Nordeste

Instabilidades continuam se espalhando por boa parte da costa leste, especialmente entre o litoral da Bahia e de Pernambuco. Alerta para temporais entre as capitais Aracaju (SE) e Recife (PE). Chove também no litoral do Maranhão e do Rio Grande do Norte. No interior nordestino, o predomínio ainda é de ar seco, com dia de bastante sol e calor.

Norte

As instabilidades seguem ganhando força entre o Amapá e Roraima, com chuva forte em forma de pancadas ao longo do dia. Os temporais continuam concentrados entre o oeste do Amazonas e o Acre. Já o Pará fica com chuva restrita às áreas do norte do estado. Tocantins e boa parte de Rondônia devem ter predomínio de tempo aberto.



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Produtos usados na criação de frangos ajudam a acelerar crescimento de alface


Microrganismos amplamente utilizados na avicultura brasileira podem ganhar um novo papel no campo: estimular o crescimento de hortaliças. É o que revela uma pesquisa conduzida pela Embrapa Meio Ambiente (SP), em parceria com o Instituto Biológico de São Paulo e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O estudo mostrou que probióticos aplicados na criação de frangos também têm potencial para promover o desenvolvimento da alface, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Os testes utilizaram produtos comerciais à base de bactérias dos gêneros Bacillus e Lactobacillus, conhecidos por equilibrar a microbiota intestinal dos animais. Ao serem aplicados no solo, os mesmos microrganismos estimularam o crescimento vegetal por meio de mecanismos naturais, como a produção de substâncias bioestimulantes e a competição com patógenos.

A pesquisa avaliou duas formulações da empresa Biocamp: Colostrum BIO 21 Pó e Colostrum BS Pó. Ambas promoveram crescimento mais vigoroso da alface, com maior massa foliar e raízes mais robustas. “Os resultados foram consistentes, com melhora significativa nos principais indicadores agronômicos”, afirma a pesquisadora Rafaela Vargas, da Unesp, responsável pelo estudo em seu mestrado.

amostras de pés de alface que receberam probióticos via drench. Foto: Embrapaamostras de pés de alface que receberam probióticos via drench. Foto: Embrapa
Foto: Embrapa

As aplicações foram feitas de duas maneiras: diretamente no substrato no momento da semeadura e via drench, técnica de irrigação localizada nas raízes. Ambas as formas mostraram eficácia, mas a aplicação via drench favoreceu a absorção direta pelas raízes, o que pode ser vantajoso em cultivos comerciais.

O pesquisador da Embrapa Wagner Bettiol reforça que os microrganismos agem em sinergia com o solo, fortalecendo processos biológicos naturais. “O solo é um ambiente vivo, e a introdução dessas bactérias benéficas favorece o crescimento das plantas sem a dependência de insumos químicos”, afirma.

Apesar dos bons resultados, os cientistas alertam que ainda são necessários testes em outras culturas e ambientes. Fatores como o tipo de solo, clima e a interação com microrganismos locais podem influenciar os efeitos dos probióticos. A empresa produtora dos bioinsumos, em parceria com um grupo do setor agrícola, já estuda ajustes nas formulações para ampliar sua eficácia.

A pesquisa se insere em um movimento mais amplo de transição para uma agricultura de baixo impacto, com menor uso de fertilizantes sintéticos. A adoção de bioinsumos, como os probióticos, pode aumentar a resiliência das lavouras e responder à crescente demanda por alimentos mais saudáveis.

No Brasil, a produção de alface ultrapassa 1,5 milhão de toneladas por ano, com destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A pesquisa abre caminho para ampliar a produtividade de hortaliças com tecnologias já disponíveis no mercado, aproveitando o potencial brasileiro no uso de microrganismos em sistemas tropicais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Excesso de chuva compromete calendário do trigo


A elevada umidade do solo e as chuvas registradas nas últimas semanas prejudicaram o plantio do trigo em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (12), em algumas áreas, os volumes de precipitação chegaram a causar erosão. A estimativa é que 12% da área prevista tenha sido implantada até o momento. Os agricultores aguardam condições climáticas mais favoráveis para avançar com a operação. O desenvolvimento das lavouras permanece estagnado devido à alta nebulosidade. A expectativa é que o plantio se intensifique assim que o clima permitir.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, mesmo sem chuvas significativas durante o período, a umidade no solo limitou a semeadura em municípios da Fronteira Oeste até o dia 4 de junho, quando o tempo continuava nublado. A partir de 5 de junho, foi possível retomar os trabalhos no campo. Em Maçambará, 20% da área prevista de 14.830 hectares foi semeada. A dessecação e o plantio devem avançar rapidamente com a previsão de tempo seco e o uso de máquinas de maior porte. Em Manoel Viana, o plantio segue em ritmo lento, com 10% da área cultivada. Em Itacurubi, o percentual semeado é de 20%. Já em São Borja e São Gabriel, o excesso de umidade impediu o avanço da semeadura. Nas lavouras mais adiantadas, foi realizada a aplicação de fertilizante nitrogenado para estimular o perfilhamento das plantas. Na Campanha, ainda não há registro de plantio. Os produtores devem iniciar o preparo do solo e as dessecações nos próximos dias, com preferência pelo estabelecimento da cultura em julho.

Na região de Caxias do Sul, o plantio, que poderia ter sido iniciado em municípios de menor altitude, foi adiado devido à umidade no solo. A expectativa é de início das atividades nos próximos dias, quando as condições de campo melhorarem. Em Erechim, o plantio começou, mas os produtores aguardam melhores condições de solo para intensificar o trabalho.

Em Frederico Westphalen, a evolução da área plantada foi limitada, já que nos primeiros dias do período o solo apresentava alta umidade. No dia 4 de junho, novas precipitações interromperam as operações. Cerca de 11% da área prevista foi semeada até agora. O avanço do plantio dependerá da melhora nas condições de umidade do solo. O desenvolvimento inicial das lavouras está estagnado por conta da baixa luminosidade.

Em Ijuí, a semeadura alcançou 8%, concentrada principalmente no dia 2 de junho, nas localidades menos afetadas pelas chuvas da semana anterior, apesar da umidade elevada no solo. As lavouras semeadas no final de abril apresentam emergência uniforme nas áreas com maior capacidade de infiltração da água. Em solos mais compactados, a emergência é irregular, com casos de erosão e assoreamento dos sulcos de semeadura.

Na região de Passo Fundo, as áreas destinadas ao trigo estão em fase de dessecação. Em Pelotas, o plantio começou e os preparativos de área seguem em andamento. Cerca de 20% da área prevista já foi semeada. Os produtores continuam as negociações e aquisições de insumos para a implantação da safra.

Em Santa Maria, poucos municípios iniciaram o plantio. No próprio município de Santa Maria, 280 hectares foram semeados, correspondendo a 20% da área prevista para a safra. As lavouras estão em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo. Em Pinhal Grande, a previsão é de 1.500 hectares, com as primeiras áreas já implantadas.

Na região de Santa Rosa, a implantação atingiu 17%. A baixa insolação nas últimas semanas dificultou o avanço dos trabalhos, deixando o plantio atrasado em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 57%. As dificuldades com a dessecação, causadas pela falta de sol entre a segunda quinzena de maio e o início de junho, levaram os produtores a avaliar a possibilidade de uma dessecação total para viabilizar o plantio. A expectativa é de intensa movimentação de máquinas nos próximos dias. Foram registrados casos de erosão de sulcos em algumas lavouras devido às chuvas. Assim que as condições climáticas melhorarem, a semeadura será intensificada. Em algumas áreas, já ocorre adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras.

Na região de Soledade, o excesso de umidade limitou os avanços na semeadura, dificultando o acesso das máquinas às lavouras. A estimativa é de que 15% da área prevista tenha sido semeada. A germinação e emergência das primeiras áreas plantadas são consideradas satisfatórias, com bom estabelecimento das lavouras. A previsão de tempo firme nos próximos dias deve favorecer o avanço do plantio.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja dos EUA superam expectativas


O mercado internacional da soja operou em clima de expectativa ao longo da última semana, aguardando a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado na quinta-feira (12). A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em relatório publicado nesta quinta-feira (12), com dados referentes à semana de 06 a 12 de junho.

De acordo com o USDA, as projeções para a safra 2025/26 indicam manutenção na produção norte-americana, estimada em 118,1 milhões de toneladas. Os estoques finais nos Estados Unidos permanecem em 8 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor local segue em US$ 10,25 por bushel.

A produção mundial de soja também não apresentou alterações e continua estimada em 426,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais foram revisados para cima, alcançando 125,3 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação ao relatório de maio.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 175 milhões e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. Quanto às importações chinesas, o USDA projeta a aquisição de 112 milhões de toneladas, mesmo volume indicado no mês anterior.

O andamento do plantio da nova safra nos Estados Unidos também foi destacado. Até o dia 8 de junho, 90% da área prevista estava semeada, superando a média histórica de 88% para o período. Cerca de 75% das lavouras já haviam germinado, contra 72% na média para a mesma época. Em relação à condição das lavouras, 68% estavam classificadas entre boas e excelentes, percentual abaixo dos 72% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 67% verificados na semana anterior.

Os embarques de soja pelos Estados Unidos, na semana encerrada em 5 de junho, somaram 547.040 toneladas, volume que superou as expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, o país exportou 45,2 milhões de toneladas, resultado 11% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior.





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Exportações de milho dos EUA crescem 29%


O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira (12), trouxe ajustes pontuais nas projeções para o milho na safra 2025/26. A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o USDA, a produção de milho nos Estados Unidos foi mantida em 401,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram reduzidos em pouco mais de 1,2 milhão de toneladas, passando para 44,5 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor norte-americano segue projetado em US$ 4,20 por bushel.

A produção mundial de milho foi elevada em 1 milhão de toneladas, totalizando 1,266 bilhão de toneladas. Por outro lado, os estoques finais globais sofreram redução de 2,6 milhões de toneladas, ficando agora em 275,2 milhões de toneladas.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 131 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras permanecem projetadas em 43 milhões de toneladas para o novo ciclo comercial.

O USDA também divulgou informações sobre o desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Até o dia 8 de junho, 81% das áreas semeadas haviam germinado, percentual abaixo da média histórica de 87% para o período. Quanto à condição das lavouras, 71% estavam classificadas entre boas e excelentes, enquanto 24% apresentavam situação regular e 5% eram avaliadas como ruins ou muito ruins.

Os embarques semanais de milho dos Estados Unidos, encerrados em 5 de junho, somaram 1,66 milhão de toneladas, superando ligeiramente as expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, os EUA já exportaram 50,3 milhões de toneladas, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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Falta de sol prejudica desenvolvimento de pastagens


A escassa insolação e a umidade elevada em diversas regiões do Rio Grande do Sul comprometeram o desenvolvimento das pastagens de inverno e agravaram os danos por pisoteio. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (12).

Segundo o órgão, as forrageiras cultivadas como aveia e azevém ainda oferecem algum suporte para pastejo, mesmo com limitações. As áreas remanescentes seguem sendo implantadas pelos produtores.

Na região administrativa de Bagé, o ciclo das pastagens nativas entrou em declínio. Em Maçambará, erosões provocadas pelas chuvas causaram perda de sementes, fertilizantes e solo. Em Bagé, a entrada de animais em potreiros com manejo por diferimento foi iniciada. Algumas áreas receberam calagem, adubação e espécies de inverno.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram crescimento, mas com baixa qualidade nutricional. As pastagens cultivadas estão em desenvolvimento inicial e sofreram danos pelo pisoteio em solo encharcado. Em Erechim, a germinação foi favorecida pela umidade e pelas temperaturas, mas o avanço das pastagens é limitado pela reduzida insolação.

Na região de Ijuí, as forrageiras se desenvolvem bem, mas em áreas muito úmidas, o pisoteio compromete o rebrote. Em Frederico Westphalen, o excesso de chuvas e a falta de sol causaram apodrecimento das folhas inferiores e dificultaram a adubação. Em Passo Fundo, a escassez de luz solar reduziu o crescimento das pastagens e, por consequência, a oferta forrageira. O plantio de trigo, cevada e triticale para duplo propósito está em andamento.

Na região de Pelotas, geadas em Pinheiro Machado afetaram as pastagens nativas. Em Pedras Altas, as pastagens cultivadas apresentaram boa oferta. Já em Jaguarão, as forrageiras foram implantadas sobre a resteva da soja.

Na área de Porto Alegre, o desenvolvimento das pastagens de inverno foi favorecido pelas condições climáticas da semana. Em Santa Maria, o campo nativo teve o crescimento interrompido, apresentando alta concentração de fibras. Azevém e aveia crescem lentamente devido à baixa luminosidade.

Em Santa Rosa, as pastagens nativas estão com desenvolvimento estagnado, mas os animais seguem em pastejo. O rebrote das perenes avança lentamente com a queda das temperaturas. As áreas semeadas mais cedo com espécies de inverno já estão sendo utilizadas.





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