terça-feira, maio 19, 2026

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Após ataque do Irã, petróleo despenca mais de 12% com anúncio de paz de Trump


Nesta segunda-feira (23), os preços do petróleo despencaram mais de 12% nos mercados internacionais, em resposta a dois fatores-chave: a resposta calculada do Irã aos bombardeios norte-americanos e o anúncio do presidente Donald Trump de que “os Estados Unidos não têm interesse em uma guerra prolongada no Oriente Médio e estão abertos a um cessar-fogo imediato”.

O movimento de queda foi impulsionado pela percepção de que o risco geopolítico extremo, que vinha pressionando o mercado nas últimas semanas, começou a ceder. Embora o Irã tenha retaliado com mísseis contra bases militares americanas no Catar e no Iraque, não houve danos a infraestruturas críticas nem ao tráfego no Estreito de Ormuz — por onde transitam cerca de 20% do petróleo global.

A declaração de Trump reforçou a leitura de que os ataques iranianos foram simbólicos, com alvos militares escolhidos para evitar perdas humanas em grande escala e, principalmente, preservar os canais de exportação de petróleo.

“Este é um momento para a diplomacia. Mostramos força, mas não queremos uma nova guerra”, declarou o presidente norte-americano em pronunciamento no fim da tarde.

Com isso, investidores passaram a ajustar rapidamente suas posições, devolvendo os prêmios de risco que haviam inflado os preços da commodity nas últimas semanas.

Impacto no mercado

  • Brent: queda de mais de 9%, fechando abaixo de US$ 69 o barril.
  • WTI: recuo semelhante, com contratos futuros operando no menor patamar desde abril.
  • Mercados acionários: leve alta nas bolsas globais, puxada pelos setores industriais e de transporte.

Allívio para o agro brasileiro, o recado é claro

A queda nos preços do petróleo pode ter reflexos positivos de curto prazo para o setor agropecuário brasileiro, principalmente na redução de custos com frete e combustíveis. No entanto, especialistas alertam que a instabilidade geopolítica permanece como um risco estrutural.

O Brasil, altamente dependente de fertilizantes e combustíveis importados, deve permanecer atento a qualquer nova mudança na rota diplomática entre Washington e Teerã.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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ministério confirma bloqueio de R$ 445 milhões



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta terça-feira (24) o bloqueio de cerca de R$ 445 milhões previstos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O contingenciamento ocorre para que o governo federal consiga cumprir suas metas fiscais. O ministério informa que “esse cenário deve ser temporário”.

“Vamos trabalhar para reverter esse bloqueio o mais rápido possível, para não prejudicar as contratações da safra de verão. Por se tratar de uma despesa discricionária, o orçamento do PSR está sempre sujeito a esse tipo de situação”, disse o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, em nota publicada no site do Mapa.

Também nesta terça, o ministério publicou uma resolução do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural aprovando a distribuição PSR até o mês de agosto.

A partir de junho, serão disponibilizados aos produtores mais R$ 280 milhões contratações de apólices para culturas de inverno; R$ 36 milhões para frutas; R$ 7,5 milhões para a modalidade de pecuário; R$ 1,5 milhão para florestas; e R$ 35,5 milhões para as demais culturas.

“Com esses recursos, estimamos que conseguiremos atender praticamente toda a demanda dos produtores para as culturas de inverno e sinalizamos mais valores para as demais atividades”, afirmou Campos.



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maior oferta pressiona as cotações



Os preços da melancia graúda, superior à 12 quilos, recuaram novamente na semana passada. É isso que mostram os levantamentos do  Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, as sucessivas quedas têm sido registradas desde o início do mês. De acordo com o instituto elas  se devem ao aumento de oferta tanto em Uruana (GO) quanto no Tocantins. 

Além disso, termômetros mais amenos no Sul e no Sudeste têm enfraquecido a demanda, reforçando as baixas nos valores. Levantamento do Hortifrúti/Cepea mostra que os preços das melancias de calibres médio e miúdo em Uruana (GO) foram de R$ 0,33/kg e de R$ 0,26/kg, respectivamente. Segundo produtores, estes patamares são insuficientes para cobrir os principais custos de produção. 

Para a melancia de maior calibre (>12kg), os preços recuaram 26%, com a média semanal a R$ 0,44/kg. Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea indicam que a disponibilidade da fruta deve seguir crescendo, devido ao avanço da colheita em Goiás. 

Assim, caso a demanda não volte a se aquecer, as cotações devem seguir enfraquecidas, pressionando ainda mais os resultados financeiros dos produtores em junho.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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cotações do grão estabilizam e do farelo sobem



Os preços do trigo estão estáveis no mercado spot nestes últimos dias, como mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As médias vem operando na casa dos R$ 1.500 a tonelada no Paraná e na dos R$ 1.300/t no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário pode estar atrelado à redução da área da atual temporada e às condições climáticas extremas no Sul do País.

Quanto aos derivados, os preços do farelo estão avançando, impulsionados pelo aumento na demanda para consumo de ração animal. 

No mercado externo os valores do estiveram elevados na semana passada. este fato se deu por conta das fortes chuvas na região das Grandes Planícies dos Estados Unidos. Somado a isso , houve também a piora nas condições das lavouras norte-americanas de trigo de inverno e o atraso na colheita daquele país.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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semana começa com bom ritmo de negócios



A semana começou com interesse comprador e bom ritmo de negócios no mercado de boi gordo no Brasil. Apesar disso, de acordo com análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maioria dos negócios ainda saiu pelos mesmos patamares de preço da semana passada.

A exceção teria sido São Paulo, onde a resistência dos pecuaristas aos valores atuais limitou os fechamentos. Eles estariam à espera de preços mais altos, preferindo aguardar para negociar. Isso levou a um volume de comercialização relativamente pequeno no estado nesta segunda-feira (23).

O indicador do boi Cepea/Esalq mostrou uma média de R$ 314,40 por arroba em São Paulo, representando uma variação positiva de 2,71% dentro do mês. Já na B3, o cotação futura com base junho/2025 foi de R$ 317,95/arroba.

Segundo a entidade, a maior parte das compras de balcão se deu a preços estáveis; em alguns casos, boi e novilha tiveram reajuste de R$ 5 por arroba.

Aos poucos, aumenta a oferta de lotes de confinamento. De acordo com pesquisa do Cepea, as escalas estão entre 7 e 14 dias na maioria dos casos. No geral, a demanda dos frigoríficos por animais para abate seguem em bom ritmo, porque há interesse pela carne. A exportação continua crescendo em volume e preços.

A carne no atacado ainda se mantém estável, com mínimos recuos, informa o Cepea. A carcaça casada de boi teve média de R$ 22,21/kg no atacado da Grande Sâo Paulo nesta segunda-feira.



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preços voltam a subir após cinco semanas em queda



Depois de recuarem por cinco semanas consecutivas, os preços do etanol hidratado subiram no mercado spot do estado de São Paulo de 16 a 20 de junho. Isso segundo os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo os pesquisadores do instituto, a postura firme do vendedor e os estoques menores de etanol deram sustentação ao valor do hidratado. Vendedores abriram preços mais altos no começo da semana, e as cotações se sustentaram ao longo do período. 

A forte valorização externa do barril do petróleo foi um fator que influenciou essa postura de agentes. Do lado comprador, alguns estiveram ativos, mas negociaram de forma pontual. 

Assim, no mercado spot do estado de São Paulo, entre 16 e 20 de junho, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 2,5696 o litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). Valor este que representa uma alta de 1,15% frente ao do período anterior.

Similarmente, o Indicador Cepea/Esalq do etanol anidro fechou a R$ 2,9134/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 0,39% no mesmo comparativo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do café caem em junho no Paraná


Os preços recebidos pelos produtores de café no Paraná registraram queda em maio e apresentam nova retração em junho, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na última quarta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, os valores pagos pela saca de café beneficiado recuaram 1% em maio, alcançando média de R$ 2.361,33. A cotação diária de 18 de junho indica novo recuo, com o preço sendo negociado a R$ 2.083,57, o que representa redução de 13% em relação aos valores praticados em meados de maio.

Apesar da desvalorização recente, os analistas do Deral destacam que os preços atuais estão “muito superiores em relação à safra anterior”, chegando a quase o dobro da média registrada em junho de 2024, que foi de R$ 1.151,55. Outro fator relevante é a margem positiva em relação aos custos totais de produção, estimados em R$ 1.186,69 por saca em maio.

Com 36% da colheita concluída sobre uma produção estimada de 713 mil sacas para 2025, os produtores começam a comercializar volumes maiores e a capturar parte da valorização acumulada durante a entressafra. Segundo o Deral, o pico de preços ocorreu em fevereiro, quando cerca de dois terços da safra de 2024 já haviam sido vendidos. Muitos cafeicultores não tinham produto disponível para comercializar naquele período.

Até maio deste ano, apenas 1% da nova safra havia sido comercializada. A expectativa é que o percentual suba significativamente em junho, superando os 11% registrados no mesmo período da safra anterior.

O impacto da alta de preços também já aparece no Valor Bruto da Produção (VBP) regional. Carlópolis, responsável por um quarto da produção estadual de café, apresentou o maior aumento absoluto de VBP no Paraná em 2024, saltando de R$ 513 milhões para R$ 763 milhões, impulsionado especialmente pela cafeicultura.

O levantamento do Deral indica ainda que o VBP do café no Paraná ultrapassou novamente a marca de R$ 1 bilhão. O resultado estadual subiu de R$ 563 milhões em 2023 para R$ 1,1 bilhão em 2024. Parte desses recursos deve ser reinvestida na renovação do parque cafeeiro paranaense. Os dados preliminares do VBP foram divulgados no dia 16 de junho.





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preços seguem em queda com baixa liquidez no mercado



A liquidez no mercado spot de açúcar cristal branco está baixa no estado de São Paulo. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a semana passada, apresentou movimentação reduzida por conta do feriado de Corpus Christi na quinta-feira (19). O cenário contribuiu para reduzir o volume das negociações, fazendo com que compradores não adquirissem grandes quantidades no spot. 

Apesar disso, os pesquisadores do Cepea ressaltam que a demanda tem sido limitada desde o início da atual safra 2025/26 (abril/25). Aparentemente, o volume de açúcar recebido por meio dos contratos se mostra suficiente para o andamento da produção, reduzindo, desta forma, a necessidade de compras adicionais no spot. 

Dessa forma, os preços seguem em queda. Na segunda-feira, 16, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco até mostrou sinal de reação, quando fechou a R$ 128,22/saca de 50 kg. O valor representa uma alta de 2,14% frente ao período anterior. 

Porém, ao longo da semana, os valores voltaram a cair, e na sexta-feira, (20), o Indicador Cepea/Esalq encerrou a R$ 123,02/saca. No acumulado da parcial de junho (até o dia 20), a retração do Indicador é de quase 8%.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Conciliação no STF mantém marco temporal para terras indígenas



O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta segunda-feira (23) a última reunião da comissão de conciliação convocada pelo ministro Gilmar Mendes sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Após nove meses de trabalho, foi elaborada uma minuta com sugestões de um anteprojeto que será enviado ao Congresso Nacional para alteração na lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos indígenas, inseriu o marco temporal para as demarcações.

Pela tese do marco temporal, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

A questão do marco temporal não foi alterada porque não houve consenso.

Além disso, no ano passado, Gilmar Mendes negou uma liminar contra a suspensão da regra e enviou o caso para conciliação.

Também não há consenso sobre o procedimento de indenização dos proprietários de terras após o reconhecimento de que eles ocupam uma terra indígena.

As regras estão sendo elaboradas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e deverão ser protocoladas no STF até quinta-feira (26).

Minuta

A minuta apresenta pontos de consenso entre os representantes do Senado, da Câmara dos Deputados, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de estados e municípios.

A aprovação não contou com a participação ampla dos povos indígenas.

Em agosto do ano passado, representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) se retiraram da conciliação. A entidade entendeu que os direitos dos indígenas são inegociáveis e não há paridade no debate.

O documento trata de pontos consensuais que, em alguns casos, já constam na lei 14.701/2323 e foram explicitados, como permissão para turismo em áreas indígenas, desde que seja autorizado pelos indígenas, além da obrigatoriedade de participação de estados e municípios no processo de demarcação.

A minuta também prevê que o processo demarcatório, que é realizado pela Funai, deverá ser público, e os atos deverão ser amplamente divulgados.

Em dezembro de 2022, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco.

Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A decisão da Corte foi levada em conta pela equipe jurídica do Palácio do Planalto para justificar o veto presidencial.



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Frente fria avança e provoca geada, chuva e ventania; veja previsão do tempo para hoje


Nesta terça-feira (24), o sol predominará em grande parte da região Sul, com chance de pancadas isoladas apenas na faixa leste e nordeste do Paraná, devido à circulação mar–continente. Há previsão de geada em boa parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

As rajadas de vento soprarão entre 51 e 70 km/h no leste gaúcho e catarinense; no litoral norte do Rio Grande do Sul, podem chegar a 90 km/h.

Na região Sudeste, a frente fria progride lentamente, deixando o tempo instável em São Paulo (sobretudo no sul do estado), no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com pancadas de moderada a forte intensidade ao longo do dia.

No sudeste paulista, no centro-norte mineiro e no Espírito Santo, o céu ficará claro, e o calor se fará sentir especialmente no norte de Minas e no Espírito Santo, em virtude do efeito pré-frontal.

Há risco de geada na faixa sul do estado de São Paulo, pelo avanço da massa de ar polar. Rajadas de 51 a 70 km/h são esperadas no Vale do Paraíba, na Zona da Mata Mineira e na capital fluminense.

No Centro-Oeste, a frente fria continuará seu deslocamento lento, provocando pancadas de chuva moderada a forte em Mato Grosso, no norte de Mato Grosso do Sul e no centro-sul de Goiás. Enquanto isso, o Distrito Federal, o norte de Goiás e o nordeste de Mato Grosso terão tempo firme e temperaturas elevadas no pré-frontal.

Em Mato Grosso do Sul, o tempo volta a estabilizar na faixa central e sul, mas, com o ingresso de ar polar, a sensação térmica tende a cair. Há previsão de geada nessas áreas.

No Nordeste, a chuva se concentrará entre o litoral norte da Bahia e o litoral leste do Rio Grande do Norte, com volume moderado a forte, novamente estimulado pela circulação mar–continente.

Há alerta de temporais em Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Nas demais áreas — interior da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão —, o tempo permanece firme, o ar seco predomina e a umidade relativa despenca nos horários mais quentes.

Por fim, na região Norte, pancadas moderadas a fortes ocorrerão em Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, oeste do Pará e Amapá, com destaque para esta última, onde a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça os temporais.

No sudeste do Pará e no Tocantins, o tempo fica estável, mas a umidade diminui nas horas de sol intenso.



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