segunda-feira, maio 18, 2026

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Casal carioca transforma grãos de café em produto de excelência


O aroma do café passado na hora se mistura com o som da natureza, criando um clima de sonho realizado e de muitas conquistas que estão por vir. Além disso, o cenário acolhedor de Purilândia, distrito de Porciúncula (RJ), oferece mais do que sossego: proporciona um propósito.

Produtora rural e agrônoma, Ana Regina Rocha Ribeiro Majzoub trocou o agito do Leblon (RJ) pela tranquilidade da roça. Desde então, ela comanda o ‘Café Iranita’ ao lado do marido, Suhail Majzoub, seguindo um negócio familiar que une tradição, inovação e sabor.

O nome da marca carrega raízes afetivas. “Irani era meu avô, e Nita, minha avó. Meu pai juntou os nomes e batizou a propriedade de Iranita. Por isso, ‘Café Iranita’”, conta Ana.

A história começa com seu pai, que, já aposentado, decidiu plantar café em 1995. No entanto, o verdadeiro salto veio anos depois.

De commodity a café especial 

Em 2005, após o falecimento do pai, Ana Regina e Suhail decidiram assumir de vez a propriedade. A partir desse momento, a missão ficou clara: transformar o café da família em um produto diferenciado, capaz de contar uma história em cada xícara.

“Na época, a gente não tinha outra fonte de renda. Por esse motivo, precisávamos viver do café e, para isso, tínhamos que agregar valor”, relembra a produtora.

Assim, iniciou-se uma jornada de aprendizado e investimento. Com apoio técnico e muitos cursos, o casal mudou a forma de produção: passaram a separar os grãos por tipo e maturação, investiram em maquinário moderno e melhoraram os processos de beneficiamento.  

O resultado? Um café mais aromático e muito mais valorizado.

“Antes, tudo era misturado. Agora, conseguimos colher o grão maduro, secar com cuidado, selecionar e torrar com precisão. Dessa forma, garantimos um sabor e uma qualidade superiores”, explica Ana.  

Atualmente, a produção gira em torno de 200 sacas por safra, com foco nos cafés especiais.

Casal do Rio de Janeiro produtores de café Casal do Rio de Janeiro produtores de café
Ana Regina cuida da administração e Suhail fica à frente da produção do ‘Café Iranita’. Foto: Arquivo Pessoal.

Da lavoura ao empacotamento  

Enquanto Suhail cuida do campo, Ana Regina comanda a gestão e o planejamento do negócio. Com essa parceria, o ‘Café Iranita‘ já oferece três tipos de produtos: o café especial, gourmet e o superior — certificados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Além disso, a vontade de inovar não para. Em breve, o casal vai lançar o Drip Coffee, uma versão prática do café coado na xícara, ideal para quem tem pressa, mas não abre mão da qualidade. “É só abrir, colocar na xícara e despejar água quente”, conta Ana Regina.

Por trás de tantas conquistas, há uma parceria essencial: o Sebrae/RJ.

“O Sebrae foi nosso primeiro parceiro e continua com a gente até hoje. Por meio do SebraeTec, realizamos todas as consultorias”, afirma Ana Regina.

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De Purilândia para o mundo  

Agora, a meta é conquistar o mercado internacional. Ana Regina participa do programa Agro.BR, da ApexBrasil e CNA, que capacita produtores para exportação.  

Entretanto, a ideia não é vender sacas de café cru: o objetivo é exportar o produto final, empacotado e com a marca ‘Café Iranita’ estampada na embalagem. 

Além disso, o casal está envolvido em um projeto que pode colocar a região no mapa dos cafés com Indicação Geográfica com o nome ‘Café do Alto Noroeste do Rio de Janeiro’.  

A proposta, que inclui quatro municípios, já está na fase final de análise para dar entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Dicas de quem vive o café  

Para quem deseja seguir um caminho semelhante, Ana deixa conselhos valiosos: “Antes de tudo, conheça bem o lugar onde vai plantar: clima, solo, altitude. Além disso, escolher a variedade certa é fundamental. E, claro, contar com ajuda técnica é indispensável, principalmente para quem está começando.”





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O que faz uma assessoria pecuária e por que ela é essencial


Organização dos lotes, apoio técnico e vendas: descubra como a assessoria pecuária atua nos bastidores dos leilões e garante o sucesso do evento

Por trás de um leilão de gado, existe uma verdadeira engrenagem em movimento. São muitos os profissionais e processos envolvidos, desde a escolha dos animais até a batida final do martelo. Em meio a essas etapas, a assessoria pecuária cumpre um papel estratégico: ela atua para garantir que tudo funcione com eficiência, valorizando os lotes e conectando criadores e compradores. Entenda por que esse serviço é fundamental para o sucesso dos leilões, e como ele ajuda a transformar cada evento em uma grande vitrine de genética e negócio.

O que faz uma assessoria pecuária?

A assessoria pecuária é uma consultoria especializada que atua em todas as etapas de um leilão de gado, oferecendo suporte técnico e estratégico para garantir que o evento alcance os melhores resultados.

Seu papel vai desde a seleção e organização dos animais que serão ofertados até a divulgação dos lotes, passando também pela produção de catálogos técnicos, orientação à equipe de manejo e, principalmente, pela intermediação de vendas durante o leilão. Trabalhando em parceria com criadores, promotores e agências, a assessoria tem o objetivo de valorizar os animais, facilitar a tomada de decisão dos compradores e assegurar a concretização dos negócios no remate. Conheça cada etapa desse trabalho.

Leia também: FIV ou inseminação artificial? Entenda as diferenças

Etapas do trabalho de assessoria pecuária

Antes do leilão: planejamento e estruturação
Plinio Queiroz visita a chácara Mafra - imagem: Lance RuralPlinio Queiroz visita a chácara Mafra - imagem: Lance Rural
Visita à Chácara Mafra, Uberaba (MG) | Imagem: Lance Rural

O trabalho da assessoria começa muito antes do evento. A equipe visita a propriedade do promotor, define a estrutura do leilão, orienta o manejo e organiza os lotes com base em critérios técnicos e comerciais. É nessa fase que os animais são preparados para o remate.
Principais atividades:

  • Seleção dos animais com maior potencial de venda.
  • Visita técnica à fazenda para conhecer os animais e a estrutura;
  • Definição da quantidade de lotes e sua organização;
  • Orientação à equipe de manejo sobre preparo e escore dos animais;
  • Coleta de dados reprodutivos, genéticos e zootécnicos;
Preparação do material e divulgação
Catálogos de leilão - Imagem Larissa Bezerra Catálogos de leilão - Imagem Larissa Bezerra
Catálogos do 2º Shopping Genética Mato Verde edição Expozebu 90 anos | Imagem: Larissa Bezerra

Com os dados organizados, a assessoria atua em parceria com agências de comunicação para produzir os materiais do leilão, como catálogos e vídeos. Essas informações são fundamentais para promover os animais com precisão e credibilidade.

Principais atividades:

  • Sistematização dos dados coletados na visita técnica;
  • Elaboração de fichas técnicas dos lotes;
  • Envio das informações para produção de catálogos e materiais promocionais;
  • Apoio na criação de conteúdo para redes sociais e mídias especializadas.
Durante o leilão: apoio técnico e comercial
Assessoria pecuária e Guadalupe agropecuária - 90ª Expozebu - Imagem Larissa Bezerra Assessoria pecuária e Guadalupe agropecuária - 90ª Expozebu - Imagem Larissa Bezerra
À esquerda Thiago Trevisi, da Guadalupe Agropecuária e à direita Junior Reis, da Premier Assessoria Pecuária | Imagem: Larissa Bezerra

No dia do leilão, a assessoria assume um papel central. Além dos comentários técnicos, os assessores fazem a ponte entre os promotores e os compradores, orientando escolhas, tirando dúvidas e impulsionando as vendas.

Principais atividades:

  • Acompanhamento do evento do início ao fim;
  • Comentários técnicos ao vivo sobre os lotes;
  • Indicação de animais conforme o interesse dos clientes;
  • Esclarecimento de dúvidas sobre genética e desempenho;
  • Intermediação comercial para fechamento de vendas.

“É no dia do leilão que a assessoria mostra sua força. Somos o elo entre o cliente e o promotor, responsáveis por transformar informação em venda. Nosso principal objetivo é a concretização dos negócios”, afirma Ademir Jovanini, da Premier Assessoria.

Assista aqui o depoimento completo de Ademir Jovanini.

Profissão que move o mercado

Por trás de cada animal valorizado e de cada negócio fechado com sucesso, existe o olhar técnico e estratégico de um assessor. Esses profissionais são responsáveis por transformar dados em confiança, informação em valor e planejamento em resultado.

Mais do que executar tarefas, a assessoria conecta pessoas, traduz necessidades e potencializa o que a pecuária brasileira tem de melhor. É uma atuação que exige conhecimento, sensibilidade comercial e, acima de tudo, paixão pelo que se faz.





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Preço do boi gordo segue estável em São Paulo



Boi China tem queda de R$3,00 no Sul de Goiás




Foto: Divulgação

A análise “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou estabilidade nos preços do boi gordo nas praças paulistas nos últimos dias. A oferta de bovinos aumentou e a comercialização de carne no mercado interno demonstrou sinais de desaceleração. Segundo a consultoria, parte dos compradores está fora das compras e pretende aguardar o desempenho das vendas do fim de semana para retomar as negociações.

Apesar do cenário de pressão, os valores não sofreram alterações para todas as categorias. As escalas de abate nas indústrias frigoríficas paulistas seguem atendendo, em média, a nove dias.

No Acre, também não houve variação nas cotações. As escalas estão mais dilatadas, alcançando cerca de 30 dias.

No Sul de Goiás, compradores mantêm escalas confortáveis e parte deles se afastou da aquisição de machos. Com a redução na venda de carnes e a oferta suficiente para atender à demanda atual, os preços sofreram queda: R$ 3,00 por arroba para o “boi China” e R$ 2,00 para as demais categorias. As escalas de abate na região atendem a uma média de sete dias.

No Sul do Tocantins, os preços permaneceram inalterados em comparação ao dia anterior, segundo o levantamento da Scot Consultoria.





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excesso de chuva atrasa colheita da safrinha


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise divulgada nesta quinta-feira (26), que os preços do milho seguem estabilizados no Brasil. A média gaúcha está em R$ 63,41 por saca, enquanto as principais praças locais operam em torno de R$ 61,00. Em outras regiões do país, os valores recuaram, variando entre R$ 40,00 e R$ 64,00, com algumas localidades do Centro-Oeste registrando cotações abaixo de R$ 40,00 por saca.

No cenário de colheita, o avanço da safrinha 2025 segue comprometido pelo excesso de umidade. Segundo a AgRural, até 26 de junho, 13% da área havia sido colhida no Centro-Sul, abaixo dos 34% observados no mesmo período do ano anterior. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que, até o dia 21, a colheita atingia 10,3% do total nacional, ante 17,5% na média das últimas cinco safras. Os maiores avanços foram registrados no Mato Grosso (27,6%), Tocantins (14,6%), Maranhão (11,4%) e Paraná (8,8%).

No Mato Grosso, dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a colheita chegou a 14,1% no início desta semana, bem abaixo dos 37,6% registrados no mesmo período de 2024. A média histórica é de 26,8%.

No Tocantins, o trabalho de campo teve início com boa produtividade. Até 13 de junho, cerca de 2,1% da área havia sido colhida. O estado plantou 440 mil hectares na segunda safra, 7% acima do ciclo anterior, e estima-se uma produção de 2,4 milhões de toneladas, com produtividade média de 90,3 sacas por hectare.

Enquanto a Conab projeta uma produção total de segunda safra em torno de 101 milhões de toneladas, a consultoria Agroconsult estima um volume superior, de até 123,3 milhões. Se esse número se confirmar, a produção total de milho no Brasil em 2025 poderá chegar a 148 a 150 milhões de toneladas.

A grande oferta, no entanto, não encontra contrapartida nas exportações. A Ceema alerta para o risco de forte pressão nos preços devido à lentidão nas vendas externas e aos gargalos logísticos. De acordo com os dados mais recentes, o Brasil exportou apenas 234.682 toneladas de milho nos 14 primeiros dias úteis de junho, o que representa uma queda de 60,6% na média diária em relação a junho de 2024. A projeção para o ciclo comercial 2025/26 é de que o Brasil exporte 48 milhões de toneladas até 31 de janeiro de 2026.





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Chuvas ganham força em alguns estados neste domingo; confira a previsão da Climatempo



Veja como o tempo fica neste domingo (29) em todas as regiões do Brasil, de acordo com a análise dos meteorologistas da Climatempo, e saiba onde vai ter chuva.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Como fica o tempo no Sul hoje

A chuva continua forte no norte do Rio Grande do Sul. A Grande Porto Alegre fica em alerta para temporais no decorrer do dia. Os volumes serão significativos no litoral médio e norte gaúcho.

Também há pancadas fortes no oeste de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná. A chuva perde força em Curitiba e no norte paranaense.

Como fica o tempo no Sudeste hoje

Pouca chuva vai atingir o Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas e o leste e o norte do Espírito Santo, pela entrada de umidade que vem do mar.

As demais áreas do Sudeste ficam sem chuva; nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, o calor retorna à tarde.

Como fica o tempo no Centro-Oeste hoje

Pancadas no sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, com risco de raios e trovoadas – há potencial para temporais em Iguatemi, Dourados e Ponta Porã. O tempo fica firme em Campo Grande.

O dia será ensolarado, quente e seco em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Como fica o tempo no Nordeste hoje

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) se aproxima mais da costa leste do região. Com isso, a chuva aumenta no litoral do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com risco de pancadas forte e temporais.

O dia continua abafado na costa leste do Nordeste, desde Salvador até Natal, com pancadas moderadas.

Como fica o tempo no Norte hoje

O tempo continua firme no Acre, sul de Rondônia e do Pará, assim como no Tocantins. Chove forte no Amazonas, Roraima e Amapá, com risco para temporais e ventos fortes.



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Europa registra calor de 42°C em junho



Safras de verão aceleram sob calor europeu




Foto: Canva

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (24) o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, no qual aponta a intensificação das condições secas e quentes sobre o território europeu. A elevação das temperaturas se estendeu para o leste do continente, enquanto chuvas precederam a onda de calor na Europa Central.

Uma ampla área de alta pressão foi responsável pelas temperaturas elevadas observadas na Espanha, onde os termômetros marcaram entre 35°C e 42°C, e em países vizinhos. A França registrou máximas entre 34°C e 38°C, enquanto o norte da Itália apresentou variações entre 33°C e 37°C. Esse cenário acelerou o avanço das safras de verão rumo ao estágio reprodutivo e, segundo o USDA, pode ter provocado estresse em lavouras de algodão em flor na Andaluzia, no sul da Espanha. “As temperaturas médias semanais superaram os 30°C, limite considerado crítico para o algodão”, informou o órgão.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

O calor anormal, com até 5°C acima da média, atingiu também regiões do norte da Europa, como Inglaterra e Alemanha, favorecendo a secagem e a colheita das culturas de inverno, além de acelerar o desenvolvimento dos grãos de primavera e demais cultivos de verão.

Nos dias finais do período de monitoramento, o calor se espalhou pelo leste europeu. Entretanto, no início da semana, as temperaturas médias se mantiveram próximas ao normal na faixa entre a Polônia e os Bálcãs.

A alta temperatura foi antecedida por chuvas e tempestades de intensidade variada, com volumes entre 1 mm e 65 mm, principalmente na Europa Central. Esse regime irregular de precipitações manteve a umidade do solo em níveis adequados para o suporte das culturas de inverno e vegetativas de verão. Contudo, o USDA alertou para a persistência de tempo seco em áreas agrícolas importantes situadas entre a Hungria e o baixo Vale do Rio Danúbio, ainda que as máximas diurnas tenham permanecido abaixo dos níveis de estresse para as lavouras.





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Lavouras de trigo têm bom desempenho no Paraná



Trigo mantém preços estáveis no PR e RS




Foto: Canva

Segundo análise divulgada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na quinta-feira (26), os preços do trigo de qualidade superior seguiram estáveis na semana de 20 a 26 de junho.

No Rio Grande do Sul, o valor praticado foi de R$ 70,00 por saca, enquanto no Paraná o preço permaneceu em R$ 78,00. No mercado livre FOB, também houve estabilidade, com a tonelada cotada a R$ 1.500,00 no Paraná e R$ 1.300,00 no Rio Grande do Sul.

Em relação ao plantio, o Paraná alcançou 91% da área esperada para esta safra, com 99% das lavouras avaliadas em boas condições. No Rio Grande do Sul, o avanço foi mais lento, atingindo aproximadamente 40% da área prevista. Segundo a Ceema, o ritmo mais lento no estado gaúcho é resultado das chuvas intensas Trigo mantém preços estáveis no PR e RSTrigo mantém preços estáveis no PR e RSas nos últimos dias, que dificultaram os trabalhos no campo.





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Produção de mel sofre perdas com o inverno gaúcho



Frio e chuva prejudicam apicultura no RS




Foto: Pixabay

O clima adverso no Rio Grande do Sul impactou a atividade apícola no estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), o frio intenso e as chuvas frequentes provocaram a redução da atividade das abelhas, das floradas e da produção de mel. Também foram registrados confinamento prolongado dos enxames, declínio populacional das colmeias e necessidade de suplementação alimentar.

Na região de Bagé, as chuvas obrigaram a retirada emergencial de apiários instalados em áreas alagadas. Além disso, o confinamento das abelhas provocou consumo elevado das reservas alimentares nas colmeias. Em Caxias do Sul, os apicultores adotaram manejo alimentar e estrutural das colmeias para garantir a manutenção dos enxames.

Em Erechim, os produtores optaram pela unificação de colmeias e aplicação de cuidados preventivos. Em Frederico Westphalen, foram utilizadas técnicas de controle térmico, além de ações sanitárias e controle da praga varroa. Já em Lajeado, as colmeias apresentaram bom preparo para o período de inverno.

No município de Passo Fundo, mesmo com aumento da demanda por mel no inverno, as vendas seguem em volume reduzido e preços estáveis. Em Pelotas, a colheita está na fase final, com produtividade variando de acordo com a mortalidade dos enxames e o uso de agrotóxicos. Os preços permanecem estáveis, com leve tendência de queda nas regiões com maior oferta.

Em Santa Maria, as enchentes e temperaturas baixas interromperam a colheita e causaram perdas de colmeias, embora a comercialização siga ativa. Em Santa Rosa, os apicultores iniciaram a alimentação de inverno e instalaram coberturas plásticas nas colmeias. Na região de Soledade, as condições climáticas exigem monitoramento contínuo dos enxames e suplementação alimentar frequente.





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São Paulo amplia acesso a crédito rural para compra de tratores



A medida visa fortalecer a agricultura familiar e modernizar a frota agrícola




Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou a formalização de novos convênios com cooperativas de crédito para a expansão do programa FEAP Pró-Trator e Implementos. As parcerias foram firmadas com o Banco Cooperativo Sicredi, o Banco Cooperativo Sicoob e a Cooperativa Central de Crédito Cresol Baser.

Com os acordos, as cooperativas passam a operar diretamente as linhas de crédito do programa. Caberá a elas a análise das propostas, a liberação dos recursos e a aplicação do subsídio estadual sobre o saldo devedor do financiamento.

Segundo a secretaria, o Pró-Trator foi criado para apoiar a aquisição de tratores e implementos agrícolas por pequenos e médios produtores rurais. “A principal vantagem é o subsídio de 50% da taxa de juros, equivalente à metade da Selic, concedido por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP)”, informou a pasta.

Cada produtor pode obter até R$ 50 mil em crédito, o que, segundo o governo, amplia a capilaridade da política pública. Os recursos são destinados à compra de tratores novos de fabricação nacional com potência máxima de 125 cavalos. A medida visa fortalecer a agricultura familiar e modernizar a frota agrícola em todo o estado de São Paulo.





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Guaíba pode voltar à cota de inundação no domingo (29), alerta IPH/UFRGS



Nível do Guaíba deve subir novamente com chuvas e ventos no RS




Foto: Redes Sociais

Após um período de lenta redução no nível da água, o Lago Guaíba pode voltar a registrar inundações a partir deste domingo (29), segundo projeções divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS. Às 12h15, a régua da Usina do Gasômetro marcava 3,30 metros — em queda nas últimas 24 horas —, mas os modelos indicam nova elevação nos próximos dias, impulsionada por chuvas intensas e ventos fortes.

De acordo com o Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala (HGE), vinculado ao IPH/UFRGS, há possibilidade de o nível atingir novamente a cota de inundação (3,6 metros) durante a semana que vem. A expectativa é de que os efeitos do mau tempo sejam sentidos já no domingo, com ondas e rápida elevação do nível d’água causadas pela ação dos ventos.

O instituto reforça o alerta para o risco de alagamentos nas áreas urbanas de Porto Alegre e regiões vizinhas. A população deve ficar atenta às atualizações meteorológicas e, principalmente, às orientações da Defesa Civil. As previsões indicam que o volume de precipitação no final de semana será significativo, o que pode impactar diretamente o sistema de drenagem das cidades.

O IPH/UFRGS mantém o monitoramento e deve divulgar novos boletins conforme o avanço das condições meteorológicas. A recomendação é redobrar os cuidados em áreas de risco, evitar deslocamentos desnecessários durante as chuvas e acompanhar os canais oficiais de comunicação das autoridades.





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