segunda-feira, maio 18, 2026

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Trigo entre oliveiras melhora fertilização



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas
Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas – Foto: Canva

A prática de cultivar trigo ou leguminosas entre as fileiras de oliveiras tem ganhado destaque como estratégia sustentável nas regiões olivícolas. Segundo Francisco Escribano Hinojosa, técnico de laboratório espanhol, essa técnica conhecida como agricultura intercalada ou agrosilvicultura oferece ganhos agronômicos, ecológicos e econômicos relevantes.

Um dos principais benefícios está na melhoria do solo. As leguminosas, como favas, lentilhas e veza, fixam nitrogênio atmosférico, aumentando a fertilidade de forma natural e reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. Além disso, tanto o trigo quanto as leguminosas contribuem para a estrutura do solo, elevam os níveis de matéria orgânica e ajudam no controle da erosão, fator essencial em terrenos inclinados.

Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas. O cultivo intercalado age como cobertura vegetal, dificultando o desenvolvimento de ervas espontâneas por competir com elas por luz, nutrientes e espaço. Com isso, diminui-se a necessidade de herbicidas, tornando o manejo mais sustentável e menos agressivo ao meio ambiente.

A biodiversidade também é favorecida. A introdução de diferentes culturas entre as oliveiras atrai polinizadores, predadores naturais de pragas e promove o equilíbrio ecológico do sistema agrícola. E não menos importante, essa prática pode gerar uma fonte extra de renda, já que trigo e leguminosas são colhidos sem prejudicar a produção de azeitonas, ajudando a mitigar perdas em safras menos produtivas.

“A integração de culturas como trigo ou leguminosas entre oliveiras é uma escolha inteligente para quem procura uma agricultura mais sustentável, rentável e resiliente. Contribui não só para a saúde do solo e do ecossistema, mas também para a sustentabilidade económica do olival a longo prazo”, conclui.

 





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Preço do boi gordo hoje: veja os patamares em que a arroba foi negociada


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços em queda nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o posicionamento das escalas de abate, mais confortáveis após o aumento da disponibilidade de animais na semana passada.

“A frente fria que atingiu o país semana passada resultou na ampliação da oferta de animais terminados em regime extensivo. Vale destacar que em julho haverá maior disponibilidade de bois terminados em confinamento, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios”, ressalta.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 315,75 — na sexta: R$ 317,33
  • Goiás: R$ 296,43 — R$ 297,14
  • Minas Gerais: R$ 300,29 — R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 314,09 — R$ 315
  • Mato Grosso: R$ 319,19 — R$ 322,70

Mercado atacadista

O mercado registra preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, a expectativa é de algum espaço para recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês.

“Porém, o movimento será limitado pelo padrão de consumo delimitado no Brasil: a prioridade é o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos.”

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,9%, sendo negociado a R$ 5,4335 para venda e a R$ 5,4315 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4247 e a máxima de R$ 5,5057. Em junho, a baixa foi de 5%. A moeda recuou 4,8% no trimestre e 6,4% no semestre.

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Como ficaram os preços de soja em dia de relatório do USDA?



O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais fracos e ritmo lento de negócios. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o viés baixista predominou, puxado principalmente pela queda do dólar comercial.

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Apesar da alta nos prêmios, a Bolsa de Chicago não ofereceu suporte, em um dia de divulgação de relatórios importantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,50 pra R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,50 pra R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 136,50 pra R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,50 pra R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,50 pra R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 pra R$ 115,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,00 pra R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,00 pra R$ 118,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia com comportamento misto. As primeiras posições recuaram enquanto os vencimentos mais longos avançaram. O mercado oscilou ao longo da sessão, reagindo inicialmente com alta técnica e expectativa de avanços comerciais dos Estados Unidos, mas mudou de direção após os números do USDA.

O relatório mostrou estoques de grãos acima do esperado, o que pressionou os preços. No entanto, a recuperação parcial veio com a percepção de que os dados, apesar de mais altos, não trouxeram grandes surpresas.

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2025 deve atingir 83,4 milhões de acres, 4% abaixo do registrado no ano anterior. O número ficou abaixo tanto da expectativa de mercado (83,65 milhões) quanto do relatório de intenções de plantio de março (83,495 milhões). Houve redução ou estabilidade em 25 dos 29 estados produtores.

Os estoques trimestrais de soja em grão totalizaram 1,008 bilhão de bushels, 4% acima do mesmo período de 2024, e também superaram a expectativa de 971 milhões de bushels.

Contratos futuros de soja

O contrato julho da soja em grão caiu 3,50 centavos de dólar (0,34%), fechando em US$ 10,24 1/4 por bushel. Já a posição novembro subiu 2,25 centavos (0,21%) e encerrou o dia cotada a US$ 10,27 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo julho subiu US$ 0,20 (0,07%), cotado a US$ 271,30 por tonelada. O óleo para o mesmo vencimento fechou a 52,51 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,06 centavo (0,11%).

Dólar

O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,9%, negociado a R$ 5,4335 na venda e R$ 5,4315 na compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4247 e a máxima de R$ 5,5057. No mês de junho, o recuo foi de 5%, acumulando perdas de 4,8% no trimestre e 6,4% no semestre.



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Sementes resistentes potencializam o algodão



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração
A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração – Foto: Pixabay

O cultivo de algodão está sendo retomado com força no Norte de Minas Gerais, especialmente na região de Catuti, graças ao uso de sementes transgênicas, técnicas modernas de irrigação e biotecnologia. Segundo informações divulgadas pela Santiago Cotton, esse renascimento da cotonicultura na região é resultado direto de parcerias estratégicas e investimentos em inovação agrícola.

A produção, que chegou a ocupar cerca de 130 mil hectares no passado, foi reduzida drasticamente ao longo dos anos, mas agora volta a ganhar espaço: já são cerca de 300 hectares plantados, com projeções otimistas de expansão. A produtividade também impressiona: produtores locais têm colhido até 400 arrobas por hectare, acima da média estadual de 333 arrobas/ha, impulsionados por sementes resistentes a pragas e tecnologias de manejo de alta eficiência. 

A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração entre a Coopercat, Bayer, Amipa, Governo de Minas Gerais e AgFeed. Além do apoio técnico, esses parceiros contribuíram para a instalação de uma usina de beneficiamento na região, que já está em fase de testes. Com capacidade de processar quatro fardos de 200 kg por hora, a estrutura poderá atender até 800 hectares de lavouras, dando suporte ao crescimento sustentável da cadeia produtiva. 

Esse avanço representa mais que números: sinaliza a revitalização econômica de uma região marcada pela escassez de recursos hídricos, que agora encontra na biotecnologia e na irrigação uma nova esperança de renda, desenvolvimento e permanência das famílias no campo.

  





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Frio extremo e chuvas intensas marcam semana no Brasil, prevê Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas volumosas e variação de temperatura em diferentes regiões do Brasil nesta semana, entre os dias 30 de junho e 7 de julho.

As chuvas mais intensas devem atingir a região Norte e o leste do Sudeste e Nordeste, podendo ultrapassar 50 mm. A previsão é de tempo aberto no interior do
Nordeste, no Centro-Oeste e no oeste das regiões Sudeste e Sul.

Na região Norte, áreas de instabilidade se concentram no centro-norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados que podem superar os 50 milímetros. Já no leste do Acre, Rondônia, sul do Amazonas e do Pará, além do Tocantins, não há previsão de chuvas, mantendo o tempo seco ao longo da semana.

Para o Nordeste, a previsão indica tempo aberto no interior, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no sul do Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. No litoral nordestino, são esperadas chuvas acima de 20 mm, com destaque para o leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e extremo noroeste do Maranhão.

No Sudeste, chuvas entre 30 e 50 mm devem atingir áreas do leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nas demais regiões, como centro-oeste de Minas Gerais, o tempo permanece aberto, com redução da umidade relativa do ar.

A previsão para o Centro-Oeste é de tempo firme na maior parte da região, com baixa umidade principalmente no nordeste de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Na região Sul, as chuvas mais significativas estão previstas apenas para o leste do Paraná, mas com volumes inferiores a 20 mm. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer aberto durante toda a semana.

Temperaturas terão grande variação no país

As temperaturas máximas devem ser elevadas no sul da região Norte e no norte das regiões Centro-Oeste e Nordeste, especialmente na quinta-feira (3), quando os termômetros podem passar de 30 °C no sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará, norte de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí.

No leste do Nordeste e em partes do Sudeste e Centro-Oeste, as máximas não devem ultrapassar 28 °C. Já no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, leste do Paraná e São Paulo, além do sul de Minas Gerais, são previstas máximas abaixo de 18 °C.

As mínimas devem se manter acima de 24 °C na região Norte e norte do Nordeste. No centro-sul do Brasil, as temperaturas mínimas ficam abaixo de 18 °C, com destaque para o período entre 30 de junho e 3 de julho, quando a atuação de uma massa de ar frio provocará temperaturas abaixo de 6 °C no sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com possibilidade de geadas em áreas de maior altitude.

Esse sistema de ar frio deve avançar ao longo da semana, derrubando as temperaturas no Acre, sul de Rondônia, oeste e sul de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A partir do sábado (5), são previstas temperaturas abaixo de 10 °C no sul de Minas Gerais e em São Paulo.

Previsão de temperaturas mínimas para o dia 5 de julho, às 6h (horário de Brasília). Fonte: Inmet

O Inmet recomenda atenção às atualizações diárias da previsão do tempo e aos avisos meteorológicos especiais, disponíveis no site oficial e redes sociais do instituto.


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decepção e crédito mais caro


O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (1), com transmissão ao vivo pelo Canal Rual a partir das 11 horas, o Plano Safra da Agricultura Empresarial 2025/26, que contará com R$ 515 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores rurais.

Embora o número impressione, o crescimento em relação ao ciclo anterior é de apenas 1,5%, o que representa uma queda real, já que a inflação acumulada dos últimos 12 meses supera os 5%.

A grande novidade — e também alerta — é o avanço das Cédulas de Produto Rural (CPRs) lastreadas em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Estima-se que até R$ 212 bilhões do total virão dessa fonte, ou seja, menos recursos com juros subsidiados e mais dependência do mercado financeiro.

Na prática, o crédito rural com taxas controladas e apoio do Tesouro está encolhendo. Em 2024/25, esse montante foi de R$ 400,5 bilhões, enquanto nesta nova safra a participação das linhas tradicionais será menor, compensada pela expansão das CPRs.

Além disso, os juros mais altos tornam o cenário ainda mais desafiador. O Banco Central manteve a Selic elevada ao longo do ano, pressionando o custo do crédito no campo. Muitos financiamentos com taxas livres chegam a ultrapassar 13% ao ano, inviabilizando investimentos em um momento de margens apertadas e aumento dos custos de produção.

O governo promete melhorar a transparência na divulgação da origem dos recursos — uma crítica constante do setor produtivo — detalhando o que é efetivamente dinheiro público, o que é exigência legal e o que é capital próprio dos bancos com juros livres. A medida busca reverter a percepção de que os planos anteriores inflaram números com pouca efetividade no campo.

Outro ponto sensível é que, a partir de 2026, o governo pretende taxar em 5% os rendimentos das LCAs, hoje isentos de Imposto de Renda. Isso pode tornar os títulos menos atraentes para investidores e encarecer ainda mais o crédito rural no futuro, elevando os riscos financeiros para quem produz.

O crescimento simbólico do volume anunciado e a redução dos recursos subsidiados mostram que o governo está transferindo para o mercado financeiro a responsabilidade de sustentar a produção rural. Em um país com desigualdades regionais, riscos climáticos e uma taxa de juros elevada, essa mudança pode acentuar o endividamento e a exclusão produtiva dos agricultores que mais precisam de apoio.

Assim, o Plano Safra, que deveria ser ferramenta estratégica de desenvolvimento, vem se tornando apenas uma conta contábil empurrada para o mercado.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Quanto custa produzir uma arroba no pasto? Veja como calcular


Saber quanto custa produzir uma arroba de boi gordo no pasto é essencial para garantir lucro na pecuária. Foi com essa dúvida que o produtor Vinícius Midilej, da Fazenda São José, em Mundo Novo (BA), participou do quadro Giro do Boi Responde. Assista ao vídeo abaixo e confira.

A resposta veio do zootecnista Leonardo Lima, especialista em gestão de pecuária. Segundo Lima, o primeiro passo é organizar as finanças da fazenda, separando as contas pessoais das contas da propriedade.

Também é preciso classificar as despesas em duas categorias: custeio (nutrição, sanidade, manutenção) e investimentos (máquinas, infraestrutura, benfeitorias).

Esses custos devem ser organizados em grupos como:

  • Insumos do rebanho
  • Mão de obra permanente
  • Manutenção de pastagens
  • Infraestrutura e máquinas
  • Administração e impostos

Com esse controle em mãos, o produtor pode monitorar indicadores essenciais para entender a saúde financeira da atividade.

Indicadores para acompanhar de perto

Peões guiando o rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva
Peões guiando o rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva

Lima destaca três indicadores que todo pecuarista deve calcular:

  • Desembolso por cabeça/mês: gastos mensais divididos pelo número médio de animais no período.
  • Custo por arroba produzida: soma total das despesas dividido pela quantidade de arrobas efetivamente produzidas.
  • Margem por arroba: diferença entre o custo de produção e o valor de venda da arroba.

Como referência, o consultor explica: se o preço da arroba for R$ 300 e o animal tiver um ganho médio diário (GMD) de 500g, o ideal é gastar até R$ 90 por mês por animal. Esse número corresponde a cerca de 6% a 7% do valor da arroba para cada 100g de ganho por dia.

“Se a produção cair, os custos também precisam ser ajustados para manter a margem”, alerta Lima. Já com GMD mais alto, é possível investir um pouco mais — sem comprometer os resultados.

Como calcular a produção de arrobas

Rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva
Rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva

Para saber o custo real da arroba produzida, o especialista sugere a seguinte fórmula:

Produção de arrobas = (estoque final – estoque inicial) + arrobas vendidas – arrobas compradas

Com esse número em mãos, basta dividir o total de gastos no período pela produção de arrobas, e o resultado será o custo médio da arroba a pasto.

Controle é a chave do lucro na pecuária

Bovino de corte de sangue zebu em área de pasto. Foto: Canva
Bovino de corte de sangue zebu em área de pasto. Foto: Canva

Para fechar a conta no azul, o produtor pode:

  • Aumentar a produtividade,
  • Reduzir custos fixos e variáveis,
  • Fazer bom manejo de pastagens,
  • Investir em suplementação estratégica,
  • E manter uma infraestrutura funcional.

“A pecuária só dá lucro com controle. Se você não sabe quanto gasta para produzir uma arroba, fica impossível melhorar o desempenho da fazenda”, conclui Lima.

Gestão é tão importante quanto o pasto

Bovino de corte em área de pasto. Foto: Canva
Bovino de corte em área de pasto. Foto: Canva

A mensagem é clara: entender os números da fazenda é tão importante quanto cuidar do gado. Com uma gestão organizada e os indicadores sob controle, o pecuarista tem mais segurança para crescer, investir e enfrentar o mercado da arroba com confiança.



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setor vê avanços, mas cobra menos burocracia no crédito



O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/26 da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados ao setor. Do total, R$ 78,2 bilhões serão alocados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 3% em relação à safra passada. O pacote inclui ainda recursos para seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e garantia de preço mínimo.

As reações de lideranças do agro familiar foram de reconhecimento ao esforço do governo, mas também de cautela quanto à execução prática. João Prieto, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacou que a entidade havia solicitado cerca de R$ 90 bilhões. “Há um esforço da equipe econômica e do MDA para ampliar os recursos. Mas é preciso analisar quanto desse valor estará destinado a linhas equalizadas ou controladas e qual será o custo final para a agricultura familiar”, disse.

Para Vânia Marques Pinto, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), houve avanços importantes no Pronaf e nas taxas de juros, principalmente para agroecologia e orgânicos. “Mesmo com a Selic em 15%, houve redução para 2% nesses casos, o que é muito satisfatório. O valor anunciado é significativo e viabiliza a safra, mas sempre precisamos de mais recursos para ampliar a produção”, afirmou.

Ela também apontou desafios como a burocracia para acesso ao crédito, a necessidade de mais assistência técnica e de maior orçamento para programas de compras públicas, como PAA e PNAE. “Sem isso, o produtor pode até produzir, mas não tem para quem vender”, ressaltou.

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida comemorou a criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um avanço para a transição agroecológica no Brasil. “É um sinal positivo para o mundo, principalmente com a COP30 se aproximando. Mostra que o Brasil quer enfrentar a crise climática e a dependência de agrotóxicos, investindo na saúde, no meio ambiente e na agricultura familiar”, avaliou Jakeline Pivato, secretária-executiva da campanha.

Para o setor de máquinas agrícolas, o Plano Safra também trouxe medidas positivas. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou a manutenção de juros baixos para aquisição de equipamentos.

“O juro de 5% para máquinas maiores e de 2,5% para investimentos de até R$ 100 mil é muito atrativo, principalmente em um cenário de Selic alta. Além disso, o limite para investimento subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil, ampliando a base de agricultores que podem financiar a mecanização” – Pedro Estevão, da Abimaq

No Paraná, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), avaliou o anúncio como positivo, especialmente pela redução de juros para máquinas e produtos da cesta básica. No entanto, ele reforçou a importância de garantir a liberação dos recursos ao longo de toda a safra. “Não adianta ter juros bons e condições favoráveis se o dinheiro acaba antes do fim do ciclo. Vamos continuar cobrando o governo para assegurar recursos suficientes”, disse.

Entre as novidades do Plano Safra estão linhas de crédito para adaptação às mudanças climáticas, microcrédito para quintais produtivos de mulheres rurais, investimentos em conectividade no campo e ampliação dos limites para habitação e regularização fundiária. Em 2025, o Pronaf completa 30 anos, tendo destinado quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos desde sua criação.




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Brasil acelera transição energética com ganhos econômicos e ambientais


Enquanto o mundo lida com as incertezas do Oriente Médio, crise do petróleo e a instabilidade nos preços do petróleo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou, na última quarta-feira (25), o aumento dos níveis de mistura dos biocombustíveis ao petróleo no Brasil.

A partir de agosto teremos a ampliação da mistura do biodiesel, de 14% para 15%, e do etanol anidro à gasolina, de 27% para 30%. O aumento dos percentuais, aprovado na Lei do Combustível do Futuro, da qual fui relator na Câmara dos Deputados, é a forma mais custo-efetiva de descarbonizar a matriz brasileira de transporte.

Apesar de originalmente programada para março deste ano, a implementação foi temporariamente suspensa em fevereiro devido a preocupações com adulterações de combustíveis. Desde então, houve progressos significativos: o Ministério de Minas e Energia articulou ações com a Polícia Federal para combater fraudes, o setor privado doou equipamentos à ANP para reforçar a fiscalização, e o Congresso aprovou medidas para endurecer punições.

Esses avanços destravaram o caminho para o B15, enquanto a safra recorde de soja de 2025 – estimada em 170 milhões de toneladas – assegura matéria-prima suficiente sem pressionar os preços do grão.

No caso do etanol, os três pontos percentuais representam um aumento da demanda de 1,5 bilhão de litros por ano, o que tornará o Brasil livre da importação de 760 milhões de litros de gasolina.

Além disso, o novo percentual poderá reduzir em até R$ 0,13 o preço do combustível para o consumidor final, bem como reduzir em 1,7 milhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa (GGE’s) – o mesmo que retirar 720 mil veículos das ruas.

Segundo o Ranking de Veículos em Emissões de CO2 por km rodado, um carro movido à gasolina emite, em média, 148 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilômetro rodado, frente a 83 g CO2 por quilômetro rodado, quando se utiliza a mistura com 27% de álcool anidro.

Sancionada em novembro de 2024, a Lei do Combustível do Futuro consolidou o marco regulatório que possibilita a atração de mais de R$ 200 bilhões em investimentos. O modelo brasileiro – que não exige adaptações em motores – destaca-se globalmente pela integração entre agroindústria e energia limpa.

Os Mandatos de Teor de Biocombustíveis são uma política assertiva. Ao invés de conceder subsídios, estimula a produção por meio da garantia de uma demanda firme. Assim, conseguimos desenvolver um dos programas mais eficientes do mundo para substituir os combustíveis fósseis, sem alterações substancias nos motores e com redução substancialmente na emissão de GEE’s.

O setor produtivo está mobilizado por esta pauta que agrega valor, gera renda e coloca o Brasil como protagonista da economia de baixo xarbono.

*Arnaldo Jardim é deputado federal, foi relator da Lei do Combustível do Futuro e é presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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