segunda-feira, maio 18, 2026

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Geada e muito frio atingem Sul nesta quarta; veja previsão da Climatempo


O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.

O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.

Possível recorde de frio em Curitiba

Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.

Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.

A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.

Temperaturas abaixo de zero

Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.

Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.



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Geada e muito frio atingem Sul nesta quarta; veja previsão da Climatempo


O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.

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A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.

O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.

Possível recorde de frio em Curitiba

Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.

Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.

A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.

Temperaturas abaixo de zero

Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.

Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

preços de itens básicos caem no Sul


Os consumidores brasileiros tiveram um alívio no orçamento em maio com a queda nos preços de alimentos básicos para o almoço, segundo levantamento da Neogrid, referência em tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo. Produtos como ovos, arroz e feijão ficaram mais baratos em todas as regiões do país, inclusive no Sul.

Os ovos apresentaram a maior queda, com redução de 11,8%, passando de R$ 1,15 para R$ 1,02 o dúzia. O arroz caiu 5,7%, de R$ 5,82 para R$ 5,49, enquanto o feijão recuou 2,7%, com o preço médio de R$ 6,86 para R$ 6,68. No Sul, essa tendência se repetiu, com destaque para os ovos (-7,7%), arroz (-6,6%) e feijão (-5,9%).

Por outro lado, itens como café em pó e em grãos registraram alta de 3,7% no mês, devido à quebra da safra de 2024 causada pelo clima adverso e à valorização das exportações. Margarina, legumes, carne suína e água sanitária também tiveram aumento de preços em maio.

Segundo Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, a expectativa é que os preços dos ovos se mantenham estáveis nos próximos meses, desde que não ocorram novos impactos climáticos ou econômicos, enquanto a pressão sobre o preço do café deve persistir. “A combinação entre a crescente demanda global e a desvalorização do real tem incentivado a priorização das exportações. Com isso, a pressão sobre os preços no mercado nacional deve se manter nos próximos meses”, indica.

“O declínio no preço dos ovos já era esperado após o pico de consumo durante a Quaresma. Apesar disso, o produto ainda acumula alta desde dezembro – reflexo do aumento no custo do milho, das ondas de calor que afetaram a produção e do avanço nas exportações por conta da gripe aviária nos Estados Unidos. A tendência é de estabilidade nos próximos meses, desde que não haja novos impactos climáticos ou econômicos”, conclui.


 





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Brasil cria grupo de trabalho para ampliar investimentos agropecuários com Angola



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) instituíram, nesta terça-feira (1º), o Grupo de Trabalho Interministerial Brasil-Angola (GTI BR-AO). A portaria interministerial nº 23, publicada no Diário Oficial da União, cria o grupo com o objetivo de elaborar um Programa de Investimento Produtivo Agropecuário entre os dois países.

Segundo o governo, o GTI BR-AO terá como foco fortalecer a cooperação técnica, comercial e institucional no setor agrícola, além de propor soluções para desafios estruturais em Angola.

Entre os temas a serem abordados estão os altos custos de produção, a carência de unidades de armazenagem, a falta de infraestrutura básica no meio rural, a demanda por assistência técnica permanente aos produtores e a necessidade de linhas de financiamento agropecuário de médio e grande porte.

O grupo será composto por representantes do Mapa, MRE, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Embrapa, Programa de Financiamento às Exportações do Banco do Brasil, além de entidades do setor produtivo agropecuário brasileiro.

A coordenação do GTI BR-AO será feita conjuntamente pelos representantes do Mapa e do MRE, enquanto a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa) exercerá a secretaria-executiva. De acordo com a Portaria, o grupo se reunirá ordinariamente uma vez por semana, podendo convocar reuniões extraordinárias quando necessário.

A proposta de Programa de Investimento Produtivo Agropecuário a ser encaminhada ao governo angolano deverá conter, no mínimo, o diagnóstico da realidade dos dois países em relação a recursos territoriais, capital e finanças, infraestrutura, qualificação de pessoal, legislação sobre terras rurais e políticas públicas de apoio à agricultura.

A criação do GTI BR-AO reforça o posicionamento do Brasil em ampliar a presença internacional do agronegócio, impulsionando exportações, tecnologia, capacitação e investimentos conjuntos no setor agropecuário.



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FPA critica governo por controlar só 22% do Plano Safra e vender como apoio ao agro


O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), teceu duras críticas ao Plano Safra 2025/26, anunciado nesta terça-feira (1) pelo governo federal.

Na opinião do parlamentar, o valor anunciado de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial contém distorções e omissões que comprometem a transparência do programa e impõem custos sem precedentes ao setor produtivo.

“O governo anuncia um plano de R$ 516 bilhões, mas só tem controle real sobre 22% disso. O restante é dinheiro dos bancos, a juros de mercado, muitas vezes acima de 2% ao mês. Não se pode vender isso como apoio estatal ao agro”, disse Lupion.

De acordo com o deputado, no ano passado o governo havia prometido R$ 138 bilhões em recursos com juros controlados, mas contingenciamentos reduziram a execução a R$ 92,8 bilhões. Neste ano, o governo anunciou R$ 113,8 bilhões nessa mesma categoria, o que representa aumento frente ao que foi efetivamente executado, mas queda em relação ao valor prometido no ano anterior.

“Quando comparo o que foi anunciado em 2023 com o que está sendo prometido agora, houve recuo. Estão vendendo crescimento onde há perda de ambição”, afirmou.

Equalização de juros do Plano Safra

Lupion também criticou o volume de recursos da União destinados diretamente à agricultura empresarial. Dos R$ 13,5 bilhões previstos para equalização de juros na safra 2025/26, R$ 9,5 bilhões serão para a agricultura familiar e somente R$ 3,9 bilhões para a empresarial.

“Esse é o gasto real do governo com o agro empresarial. Todo o resto é dinheiro de banco, do mercado, emprestado a taxas muitas vezes impagáveis. No fim, o governo gasta pouco e transfere o custo ao produtor”, criticou.

Segundo Lupion, o impacto da alta da Selic — atualmente em 15% ao ano — vai impor um peso inédito à produção. Ele estima que, mesmo com parte do crédito rural operando com equalização, o custo adicional só com juros será de pelo menos R$ 54 bilhões em 2025/26, podendo ultrapassar R$ 58 bilhões se considerados também os efeitos da tributação sobre instrumentos como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

“Esse é o verdadeiro recorde que o governo está entregando: R$ 58 bilhões a mais em juros para o produtor pagar. O plano é recorde no custo, não no apoio”, disse o presidente da FPA.

Tributação das LCAs

Pedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPAPedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPA
Deputado Pedro Lupion. Foto: FPA/divulgação

O deputado também voltou a criticar a MP 1303/2025, que prevê a taxação das LCAs, responsáveis por financiar até 43% da produção rural na última safra.

“Mexer nas LCAs é atacar o coração do crédito rural. A insegurança jurídica afasta investidores e tira liquidez do sistema. É um risco enorme para quem produz e para quem financia”, afirmou.

Segundo ele, os próprios bancos poderiam ampliar o volume de recursos destinados ao setor agropecuário se elevassem de 50% para 60% a exigência de aplicação das LCAs.

Outro ponto de preocupação destacado por Lupion é o silêncio do governo sobre o seguro rural. De acordo com ele, essa é a principal política de proteção da agricultura, e sua ausência compromete a segurança da produção.

Segundo dados do Portal da Transparência, dos R$ 1 bilhão previstos no orçamento para o seguro rural em 2025, apenas R$ 67 milhões foram executados até o momento — pouco mais de 6% do total.

Por fim, Lupion reconheceu aspectos positivos do anúncio, como o discurso do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que destacou a importância estratégica do agro e demonstrou sensibilidade com o Rio Grande do Sul. Ele também elogiou o aumento do teto do Pronamp de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, vem como a elevação do limite do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para 12 mil toneladas.

Diminuição de recurosos para investimento

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também demonstrou insatisfação com o novo Plano Safra. Em nota, a entidade diz reconhecer o esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na busca de recursos para o programa, mas considera os volumes insuficientes e as taxas
de juros inadequadas.

“O Plano Safra não atendeu o setor, aumentou muito pouco o volume total e diminuiu o volume de recursos para investimentos. As taxas de juros são elevadas ainda e o tema do seguro agrícola nem foi tocado pelo governo, o que é negativo para nós”, avaliou o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo.

Além disso, a entidade entende que o corte de 5,4% nos programas de máquinas, irrigação e armazenagem limita o avanço tecnológico e a produtividade futura, comprometendo a competitividade do setor no médio e longo prazo.

De acordo com Bortolozzo, é fato que houve aumento no volume de recursos anunciado, totalizando um valor recorde de R$ 594 bilhões, somando-se agricultura familiar e empresarial. “Porém, o crescimento nominal do crédito (1,5% para empresarial e 3% para
familiar) fica abaixo da inflação acumulada (IPCA de 5,2%), reduzindo o poder real de compra e o impacto efetivo do financiamento. A SRB gostaria de um plano safra mais abrangente, que acompanhasse o crescimento vigoroso do agro brasileiro.”

Pontos positivos

Apesar das críticas, a SRB avalia alguns pontos positivos no Plano Safra 25/26. “Destacamos, por exemplo, a prioridade para linhas empresariais de custeio, o que ajuda a manter a liquidez dos produtores diante da compressão das margens, reduzindo o risco de inadimplência”, diz o presidente da entidade.

Para a Sociedade Rural Brasileira, é válida a iniciativa de oferecer desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros para produtores rurais que adotam práticas sustentáveis. A entidade ressalta que o financiamento de reflorestamento, culturas de cobertura e ações de prevenção a incêndios trazidos pelo Plano ampliam o compromisso com a sustentabilidade.

A SRB entende que entre as medidas que podem beneficiar o setor está ainda a ampliação da exigibilidade das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). “O aumento de 50% para 60% deve liberar cerca de R$ 64 bilhões adicionais em funding privado para o setor, diversificando as fontes de financiamento e reduzindo a dependência do Tesouro Nacional”, finaliza a nota.



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Preços mistos e pouco alterados no Brasil; saiba como ficaram as cotações de soja



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços mistos e com poucas alterações, em um cenário de oscilação nos fatores externos e atenção à movimentação cambial. A volatilidade da Bolsa de Chicago e o avanço do dólar influenciaram os negócios, segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Ainda assim, o ritmo de comercialização foi pontual e sem grande impacto nos preços médios.

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Confira como ficaram os preços nas principais praças de soja no país:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta, após uma sessão marcada por volatilidade. O mercado começou pressionado por dados do USDA que apontaram estoques maiores do que o esperado e boas condições das lavouras nos Estados Unidos. No entanto, houve recuperação ao longo do dia, com suporte técnico e cobertura de posições vendidas, o que limitou as perdas iniciais.

USDA

O USDA informou que, até 29 de junho, 66% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, 27% em situação regular e 7% entre ruins e muito ruins, números idênticos aos da semana anterior. Já os estoques trimestrais somaram 1,008 bilhão de bushels, 4% acima do volume do mesmo período do ano passado e também acima das expectativas do mercado.

Contratos futuros de soja

O contrato de julho da soja em grão subiu 0,50 centavo (0,04%) e fechou a US$ 10,24 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 0,25 centavo (0,02%) e terminou o dia cotada a US$ 10,27 1/2 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo com entrega em julho caiu US$ 2,10 (0,77%) e fechou a US$ 269,20 por tonelada. Já o óleo subiu 1,25 centavo (2,38%) e terminou a US$ 53,76 por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,4600 para venda e R$ 5,4580 para compra. Durante a sessão, a moeda americana oscilou entre R$ 5,4183 na mínima e R$ 5,4698 na máxima, refletindo o movimento global de valorização do dólar e a cautela do mercado doméstico com o cenário fiscal.



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Conheça o Curupira, mascote da COP30 e guardião das florestas



A gestão da COP30 divulgou nesta terça-feira (1º) a imagem do personagem escolhido como símbolo do evento: o curupira, lenda do folclore brasileiro que atua como guardião das florestas. O menino com cabelo de fogo e pés virados para trás compõe a identidade visual do evento, que ocorrerá em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro.

A Conferência das Partes (COP30) marca os dez anos do Acordo de Paris, que determinou metas nacionais e internacionais para limitar o aquecimento da Terra. Para a organização, o curupira “reflete o compromisso da presidência brasileira em solidificar ações de redução das emissões dos gases que provocam o aquecimento da Terra”, afirma nota.

Em carta à comunidade internacional, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, defende que as florestas serão um “tópico central” nas discussões do evento.

“Quando nos reunirmos na Amazônia brasileira em novembro, devemos ouvir atentamente a ciência mais avançada e reavaliar o papel extraordinário já desempenhado pelas florestas e pelas pessoas que as preservam e delas dependem. As florestas podem nos fazer ganhar tempo na ação climática durante uma janela de oportunidade que se está fechando rapidamente”, afirma o embaixador.

Personagem

Curupira vem da língua indígena tupi-guarani, em que “curumim” significa menino e “pira” corpo. O personagem é muito presente na tradição amazônica e associado à proteção das matas e dos animais, especialmente contra a caça. Os pés virados ao contrário são uma artimanha usada para confundir aqueles que tentam seguir seus passos.  

Segundo a organização do evento, a primeira referência ao Curupira na história brasileira foi feita pelo padre José de Anchieta, em 1560, em uma carta feita em São Vicente, no litoral da cidade de São Paulo. O jesuíta veio ao Brasil introduzir o catolicismo na cultura indígena e, para isso, escrevia poesias e peças de teatro. Em um desses textos, ele descreveu que os indígenas temiam muito essa figura folclórica e faziam oferendas para não serem atacados. 



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Novilhada angus surpreende em Rondônia com carcaças de 19@ e alta padronização


O programa Giro do Boi, na edição de 1º de julho, trouxe um verdadeiro espetáculo da pecuária brasileira: um lote de 170 novilhas Angus meio-sangue, direto de Vilhena (RO), que impressionou pela precocidade, acabamento e uniformidade. Dê o play no vídeo abaixo e confira esse lote de animais.

A média de carcaça foi de 287 kg, o equivalente a 19,1 arrobas, com destaque absoluto no quadro Giro pelo Brasil.

Quem apresentou os animais foi Franklin Chaves, gerente da unidade da Friboi em Vilhena, ao destacar o trabalho exemplar do pecuarista Orlando Vitorio Bagattoli, da Fazenda Alvorada.

Genética de cruzamento valoriza carne e desempenho a campo

O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

As novilhas são fruto do cruzamento entre Nelore e Angus, combinação que alia rusticidade e adaptação do zebuíno com a qualidade de carne, marmoreio e precocidade da raça taurina.

O lote foi classificado dentro do Protocolo 1953, que reconhece carcaças que atendem aos mais altos padrões do mercado premium, com remuneração diferenciada ao produtor.

Chaves elogiou o lote como uma “safra de pérolas negras”, referência à coloração dos animais e à excelência dos resultados obtidos.

Fazenda Alvorada eleva o nível da pecuária em Rondônia

Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

A Fazenda Alvorada se consolida como referência na pecuária de ciclo completo com foco em qualidade, mesmo em uma região considerada desafiadora como Rondônia.

O segredo está no investimento contínuo em genética, nutrição, manejo e visão de mercado, fatores que permitiram a entrega de animais jovens, bem terminados e altamente padronizados.

Essa performance reforça que a produtividade pode andar lado a lado com a valorização da carne e abre portas para que mais produtores apostem no cruzamento industrial com propósito.

Friboi de Vilhena sediará etapa do Circuito Nelore de Qualidade

Durante a exibição, Franklin Chaves também anunciou que a unidade da Friboi em Vilhena será sede de mais uma etapa do Circuito Nelore de Qualidade, marcada para o dia 25 de setembro.

A iniciativa valoriza boiadas jovens, bem acabadas e com genética superior, sendo uma grande vitrine para os produtores da região mostrarem seu trabalho e conquistarem premiações e reconhecimento técnico.



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setor vê gargalos na execução e alerta para juros elevados



O governo federal anunciou nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado à agropecuária empresarial, com volume recorde de R$ 516,2 bilhões. O montante representa alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior. No entanto, descontada a inflação acumulada de 5,32% desde o último anúncio, não há ganho real.

“Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante o lançamento do programa, em Brasília.

Os recursos para custeio e comercialização cresceram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, refletindo o foco em linhas de curto prazo, diante de juros elevados. Já os investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, em meio à cautela dos produtores rurais.

As taxas de juros também subiram, acompanhando a alta da Selic de 10,5% no lançamento do Plano Safra passado para os atuais 15% ao ano. Para custeio, médios produtores terão juros de 10%, enquanto demais produtores pagarão 14%. No caso dos investimentos, as taxas variam entre 8,5% e 13,5% ao ano.

Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliou que, mesmo com o esforço para conter aumentos, as condições continuam desafiadoras. “O Plano Safra agora tentou minimizar esse problema. O Moderfrota subiu de 11,5% para 13,5%, um aumento de 2 pontos percentuais. É um juro alto, mas ainda mais barato que os 20% a 22% do mercado. Mesmo assim, muito agricultor vai esperar para comprar máquina ou comprar à vista”, disse.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, o aumento de recursos para armazenagem é positivo, mas há gargalos na execução. “Passa para R$ 8,2 bilhões, o que seria bom se fosse empregado na sua totalidade. Mas, muitas vezes, apenas 70% são utilizados, e no caso do PCA [Programa para Construção e Ampliação de Armazéns], apenas 50% foram efetivados no ano passado. Grandes grupos conseguem pegar esse recurso, mas o produtor fica refém dos cerealistas. É importante que o Banco do Brasil e o BNDES efetivem esses recursos para o produtor ter armazenagem na fazenda”, defendeu.

Na área de pesquisa, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a evolução das políticas para custeio sustentável. “A Embrapa vem trabalhando junto ao governo na transição ecológica, criando índices e métricas para agricultura tropical que sirvam de parâmetro para políticas públicas como o Plano Safra”, disse. Ela informou que a empresa realiza pilotos de zoneamento agrícola de manejo sustentável no Paraná e Mato Grosso do Sul, com quatro níveis de práticas agrícolas para subsidiar políticas futuras.

O coordenador do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, avaliou que o cenário macroeconômico limitou os recursos. “Houve majoração das principais linhas de 1,5% a 2%, principalmente armazenagem, um gargalo do setor. Esses custos fazem o produtor recalcular investimentos de longo prazo”, disse.

Já Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, destacou a importância do crédito para a fruticultura. “O custeio é caro para produção de frutas. Estamos lutando para continuar como terceiro maior produtor de frutas do mundo. Ninguém gosta de juro alto, mas temos recurso disponível para trabalhar”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, ressaltou que o Plano Safra recorde ajudará a gerar excedentes exportáveis. “Com produção recorde e mercados abertos, poderemos apoiar a segurança alimentar mundial e gerar mais emprego e receita no Brasil”, disse.



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Vale a pena comprar uma parte do gado? A estratégia por trás das frações



Nos bastidores dos grandes leilões de genética, uma estratégia cada vez mais comum tem despertado a atenção de investidores: a venda parcial de animais. Ao invés de adquirir um exemplar por completo, o comprador frações, como 25% ou 33%, e ainda assim participa dos lucros e da valorização futura.

Por que vender apenas uma parte do animal

Segundo especialistas, as frações menores têm impacto direto na valorização dos lotes. Isso porque o valor de cada parcela se torna proporcionalmente mais alto. “Quando você vende 33%, o valor da parcela automaticamente multiplica por três”, explica o assessor pecuário Ademir Jovanini, com experiência em leilões de elite.

Além do efeito financeiro, a venda fracionada também permite a entrada de mais sócios no negócio, democratizando o acesso a animais de altíssimo valor genético.

Exemplos que mostram a força da estratégia

Casos como o da recordista Carina FIV do Kado, que teve 25% de sua propriedade ofertada ou das doadoras TN, descendentes da consagrada Parla FIV AJJ, ajudam a ilustrar o sucesso dessa prática. Com genética consagrada e grande potencial reprodutivo, esses exemplares são vendidos em fatias menores justamente para atrair investimentos maiores por parte de compradores mais qualificados.

Frações como ferramenta de valorização e parceria

A decisão sobre o percentual a ser vendido costuma envolver os promotores de leilão e as assessorias técnicas. Muitas vezes, as frações são divididas igualmente para facilitar a gestão entre sócios. Em outros casos, a opção por porcentagens menores é pensada como estratégia para elevar o preço do lote e reforçar o prestígio do animal.

“São animais que merecem esse tipo de operação”, afirma Jovanini. “É um recurso que ajuda a promover tanto a valorização quanto o fortalecimento de parcerias no setor.”

Leia também: O que faz uma assessoria pecuária e por que ela é essencial

Quando faz sentido comprar só uma parte

A prática é pontual e voltada a exemplares diferenciados, como doadoras com alto número de filhos avaliados ou clones de matrizes históricas. Para quem entra nesses negócios, comprar apenas uma parte do gado significa ter acesso ao uso genético e aos lucros das futuras gerações, sem arcar com o investimento integral.

Em um mercado cada vez mais sofisticado, comprar uma fração pode ser, sim, um grande negócio.



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