domingo, maio 17, 2026

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Geadas podem comprometer safra de milho no Paraná



Milho cresce, mas enfrenta risco climático




Foto: Agrolink

A segunda safra de milho 2024/25 no Paraná já é a maior da história em termos de área cultivada, com 2,77 milhões de hectares plantados, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A estimativa de produção é de 16,5 milhões de toneladas, superando o recorde da safra 2021/22, que havia registrado 2,74 milhões de hectares.

No entanto, os dados não consideram os possíveis danos provocados pelas geadas que atingiram o estado entre os dias 24 e 25 de junho. O documento tem como referência o dia 23 e, de acordo com o Deral, é necessário tempo para avaliação precisa das perdas.

“O relatório não contempla ainda os impactos das geadas. Precisamos de alguns dias para entender com clareza a extensão dos danos”, informou o órgão.

A área com maior risco de comprometimento está estimada em 964 mil hectares, que se encontravam em fase de frutificação no momento das geadas. Esta área tem potencial de produzir até 5,9 milhões de toneladas de milho.

Segundo os analistas do Deral, caso 10% dessa produção em risco seja perdida, a redução seria de cerca de 596 mil toneladas. Se o prejuízo atingir 20%, a perda poderia alcançar 1,19 milhão de toneladas.

Apesar da possibilidade de perdas localizadas, o Deral considera que a produção continuará elevada. “Mesmo com perdas de até 20% na área mais vulnerável, a safra se mantém histórica pela extensão plantada e pelo volume total esperado”, aponta o boletim.





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Preços do arroz voltam a subir após cinco meses em queda



Os preços do arroz em casca subiram na última semana, após consecutivas quedas desde final de janeiro. É isso que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Ainda assim, as cotações se aproximam do valor mínimo de garantia determinado pelo governo no Plano Safra de 2024, de R$ 63,64/sc de 50 kg para o produto da região Sul (exceto o Paraná). 

A média de junho do Indicador Cepea/Irga-RS caiu pelo quinto mês seguido, para o menor nível desde janeiro/20. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação da semana passada veio da expectativa de aumento nas exportações. 

Dessa forma, vendedores limitaram os negócios no mercado interno. Com necessidade de repor estoques, indústrias reajustaram os preços. 

Quanto ao clima, colaboradores do Cepea relatam que as chuvas intensas no estado do Rio Grande do Sul têm prejudicado a logística, desde o carregamento até o escoamento. Enquanto isso, indústrias também vêm recorrendo à importação de arroz do Paraguai como alternativa de abastecimento.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Associativismo fortalece algodão brasileiro na exportação


União entre produtores impulsiona competitividade do algodão

Com 99% da produção e 100% da exportação do algodão brasileiro nas mãos de produtores organizados em associações estaduais, o Brasil se consolidou como líder global em exportação da fibra. O avanço é fruto de um modelo de governança baseado em união, cooperação técnica e investimentos contínuos.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), juntamente com suas nove filiadas estaduais, como a ABAPA, na Bahia, estruturam o setor em torno de objetivos comuns: qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e acesso a mercados.

associativismo no algodão
Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Brasil: referência em qualidade e sustentabilidade

O modelo associativo brasileiro foi essencial para transformar a imagem do algodão nacional no cenário internacional. Ao longo das últimas duas décadas, os produtores investiram fortemente em:

  • Rastreabilidade da produção, com o programa Standard Brasil HVI
  • Capacitação técnica, por meio de parcerias com escolas, institutos e universidades
  • Gestão ambiental, com ações voltadas à preservação e uso racional de recursos naturais
  • Ações de promoção comercial, que fortalecem a imagem do algodão brasileiro em mercados estratégicos

Através da ABAPA, o estado da Bahia se destaca como um dos principais polos de produção e inovação no setor.

Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Estrutura do associativismo no algodão

A estrutura organizacional do algodão brasileiro é composta por:

  • ABRAPA (nacional) – articulação política, promoção internacional, padronização de qualidade
  • Associações estaduais – apoio direto ao produtor, programas regionais, assistência técnica
  • Centros de pesquisa – integração com entidades como Embrapa e instituições privadas

Esse modelo permite uma ação coordenada entre os diversos elos da cadeia produtiva, ampliando ganhos de escala e melhorando a imagem do produto final.

Foto cedida por Lúcia Bortolozzo

Bahia se destaca com ações integradas

A Bahia é um dos estados com maior representatividade no setor. Através da ABAPA, diversos programas são executados com foco em:

  • Capacitação de mão de obra rural e técnica
  • Educação básica em comunidades produtoras
  • Certificação de unidades produtivas
  • Parcerias com o setor público e privado para inovação no campo

Essas ações impactam diretamente a produtividade, a competitividade e a reputação do algodão brasileiro no exterior

Desafios e perspectivas

Mesmo com os avanços, o setor enfrenta desafios como:

  • Aumento nos custos de produção
  • Demandas internacionais por sustentabilidade comprovada
  • Necessidade de mão de obra qualificada
  • Adaptação a novas exigências de mercado

O associativismo segue sendo o principal instrumento de resposta coletiva, com soluções escaláveis e sustentáveis para toda a cadeia.

O protagonismo feminino no associativismo do algodão

O avanço do algodão brasileiro no cenário internacional não é resultado apenas de tecnologia e organização — ele também carrega a marca da liderança feminina. Em um setor historicamente dominado por homens, mulheres vêm assumindo papéis estratégicos nas associações que estruturam a cadeia produtiva da fibra.

Acesse a reportagem completa no site A Protagonista e entenda o papel fundamental das associações estaduais nesse avanço coletivo.
👉 Leia agora: Conexão que transforma – o protagonismo feminino no associativismo do algodão



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inscrições para o CNU 2025 começam hoje



As inscrições para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) começam nesta quarta-feira, às 10h, e vão até as 23h59 minutos de 20 de julho, horário oficial de Brasília.

Assim, o prazo para os interessados solicitarem a isenção da taxa de inscrição também começa hoje e se estende até 8 de julho.

Como se inscrever

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela organização do concurso.

Ao se inscrever, os interessados deverão:

  • optar por apenas um dos nove blocos temáticos;
  • optar pelos diferentes cargos e especialidades, entre as opções ofertadas dentro do mesmo bloco temático;
  • indicar a ordem de preferência de ocupação dos cargos, como foi no CNU 2024;
  • indicar a cidade de realização das provas.

Dessa forma, o candidato poderá escolher todos os cargos e suas respectivas especialidades ofertadas em um único bloco temático.

Como parte do processo de inscrição, o candidato deverá ainda preencher um questionário socioeconômico. No entanto, o edital único do CNU 2025 explica que não usarão as informações como critério de classificação ou eliminação no certame.

Taxa de inscrição

A taxa de inscrição única é de R$ 70, para todos os 3.652 cargos de nível superior e nível médio.

O prazo para a realização do pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) é até 21 de julho, por meio de Pix, com a leitura do QR Code disponível no próprio documento.

Há ainda as opções de pagamento online pela plataforma PagTesouro, gerida pela Secretaria do Tesouro Nacional. Nessa ferramenta digital, a realização dos pagamentos pode ser feita via Pix, boleto bancário, cartão de crédito ou saldo em carteira digital.

Outra forma é presencialmente, em qualquer agência bancária, casa lotérica e unidadesdos Correios.

O candidato deve observar o horário de funcionamento das agências e dos correspondentes bancários, bem como as regras de aplicativos e internet banking da instituição.

Em caso de feriado ou de qualquer evento que implique o fechamento de agências bancárias na localidade, o candidato deverá antecipar o pagamento ou realizá-lo por outro meio válido, no prazo limite.

A validação da inscrição ocorrerá apenas após a confirmação do pagamento até a data do vencimento.

Isenção da taxa

A isenção total do pagamento do valor de inscrição poderá ser solicitada entre 2 e 8 de julho na página do concurso, por pessoas com os seguintes perfis:

  • ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • ser doador de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde;
  • ser ou ter sido bolsista do Programa Universidade para Todos (Prouni) do Ministério da Educação (MEC);
  • comprovar ser ou ter sido financiado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do MEC.

Para comprovar a condição de doador de medula óssea, o candidato deverá encaminhar, via upload no sistema de inscrição seu documento de identidade com foto e o comprovante da doação, contendo data da coleta de células de medula óssea, data da emissão do documento, assinatura da pessoa responsável pelo órgão emissor e o nome legível e completo da assinante.

A Fundação Getulio Vargas explica que para análise correta da solicitação de isenção do pagamento da taxa de inscrição, irá consultar os órgãos federais responsáveis pelo CadÚnico, Prouni, Fies ou o órgão gestor do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), conforme o caso de cada pedido.

Inscrição única

A aplicação das provas de todos os nove blocos temáticos ocorrerá em 228 cidades, nos mesmos dias e horários:

  • primeira etapa: prova objetiva, em 5 de outubro de 2025, das 13h às 16h30;
  • segunda etapa: prova discursiva, em: 7 de dezembro de 2025, das 13h às 15h, aos aprovados na primeira.

Dessa forma, não se permite mais de uma inscrição no CNU 2025.

Caso a Fundação Getulio Vargas verifique a existência de mais de uma inscrição efetivada (por meio de pagamento ou isenção da taxa) por um mesmo candidato somente será considerada válida e homologada aquela que tiver sido feita por último, identificada pelo sistema de inscrições online pela data e hora de envio do requerimento por meio da internet.

Consequentemente, o cancelamento das demais inscrições é automático, não cabendo reclamações nem mesmo quanto à restituição do valor pago pela taxa de inscrição.

Após o pagamento da taxa de inscrição de R$ 70, se o candidato se inscrever novamente não precisará efetuar novo pagamento. O valor será transferido para a inscrição mais atualizada no chamado Enem dos Concursos.

Inclusão [ou Reserva de vagas]

O concurso unificado apresentará as seguintes modalidades de concorrência de vagas: ampla concorrência; pessoas com deficiência (PCD); pessoas negras; indígenas e quilombolas.

A reserva das vagas ofertadas ocorrerá da seguinte forma:

  • 65% para ampla concorrência;
  • 25% para pessoas negras;
  • 5% para pessoas com deficiência (PCD);
  • 3% para indígenas;
  • 2% para quilombolas.

Para concorrer às vagas reservadas, o candidato deverá, no ato da solicitação de inscrição, optar por disputar as reservadas às pessoas negras, indígenas e quilombolas.

Vale lembrar que essas pessoas serão convocadas, posteriormente, conforme cronograma descrito no edital, para passar por procedimentos complementares que comprovem a autodeclaração: pessoas com deficiência (PCD); pessoas negras; indígenas e quilombolas..

A autodeclaração é facultativa. Caso não opte pela reserva de vagas, o candidato será submetido às regras gerais do certame e disputará as vagas da ampla concorrência.

Outra novidade é que haverá equiparação entre gêneros dos candidatos, quando houver chamada para a segunda fase do processo seletivo.

Com isso, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou segunda-feira (30) o número de homens e mulheres chamados para a prova discursiva será igual. A regra funciona tanto para ampla concorrência quanto para as vagas destinadas às cotas.

Blocos temáticos

O CNU 2 terá nove blocos temáticos, sendo dois deles para cargos de nível médio. Confira:

  1. seguridade social: saúde, assistência social e previdência: 789 vagas;
  2. cultura e educação: 130 vagas;
  3. ciências, dados e tecnologia: 212 vagas;
  4. engenharias e arquitetura: 306 vagas;
  5. administração: 1.171 vagas;
  6. desenvolvimento socioeconômico: 286 vagas;
  7. justiça e defesa: 250 vagas;
  8. intermediário – saúde: 168 vagas;
  9. intermediário – regulação: 340 vagas.

CNU 2025

Ao todo, o CNU 2025 vai selecionar 3.652 candidatos para 32 órgãos da administração pública federal.

São 3.144 vagas de nível superior, incluindo 1.172 para preenchimento a curto prazo e 508 de nível intermediário.

A aplicação das provas ocorrerá em 228 municípios, distribuídos em todas as 27 unidades federativas, com questões objetivas de conhecimentos gerais e específicos e dissertativas, por área de atuação, nos nove blocos temáticos do certame.

Do total das 3.652 vagas, 135 são para a Região Norte, 165 para o Nordeste, 814 para o Sudeste, 54 para o Sul e 4 para o Centro-Oeste (exceto o Distrito Federal, que concentra 2.089 vagas por abrigar a maior parte dos órgãos federais).

Outras 391 vagas serão para diferentes regiões, de acordo com o interesse da administração pública federal.

Para mais informações sobre o Concurso Público Nacional Unificado 2 o contato deverá ser feito pelo telefone da FGV (0800 591 0452) e pelo e-mail [email protected] .



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cotações recuam com vendedores mais flexíveis



Em junho, os preços do algodão em pluma caíram com certa força, como apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com o instituto, as quedas refletem as desvalorizações tanto externa quanto do dólar, observadas na maior parte do mês, e que reduzem a paridade de exportação.

No Brasil, o movimento de queda também foi influenciado pela pressão de compradores e pela maior flexibilidade de vendedores, conforme o centro de pesquisas. 

Entre 30 de maio e 30 de junho, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, acumulou baixa de 6,16%. Assim o valor no fechamento foi de R$ 4,1456/lp no dia 30. Este é o  menor valor nominal desde dia 17 de fevereiro de 2025 (R$ 4,1153/lp). 

Em junho/25, a média foi de R$ 4,2901/lp, 2,4% inferior à de maio/25, mas 9,1% superior à de junho/24, em termos nominais.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Café sofre queda de mais de 20% no mês de junho



Os preços do café caíram fortemente em junho, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 2.126,10/saca de 60 kg. Dessa forma, o valor é 14,4% inferior à do mês anterior e a menor desde novembro/24, em termos reais (valores corrigidos pelo IGP-DI de maio/25).  Desde o dia 18, este Indicador opera abaixo dos R$ 2.000/sc, fechando o dia 30 a R$ 1.834,36/sc, com expressivo recuo de 21,5% no acumulado do mês. 

Para o robusta, a média do Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, foi de R$ 1.256,71/sc,. Representando, assim, queda de 18,4% sobre a de maio e a menor desde junho/24, em termos reais. No dia 30, este Indicador encerrou a R$ 1.105,07/sc, acumulando significativa baixa 20,75% no mês. 

Quanto ao clima, o frio mais intenso na semana passada resultou na formação de geadas em importantes regiões cafeeiras do Brasil. 

Segundo o centro de pesquisas, o Norte do Paraná foi a região mais afetada. Produtores ainda calculam os impactos, mas muitos apontam perdas expressivas para a safra que será colhida em 2026. 

Em São Paulo e igualmente em Minas Gerais, foram verificados impactos pontuais especialmente em áreas de baixadas. Todas essas praças estão colhendo o café arábica da temporada 2025/26, que, em contrapartida, não apresentou perdas por conta do clima.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preço do milho em MT se aproxima do mínimo da Conab, afirma Imea



O avanço da colheita da segunda safra em Mato Grosso tem pressionado os preços do milho no estado. As cotações voltaram a cair e se aproximam do piso oficial estipulado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio da saca no mercado disponível recuou para R$ 39,84 na semana passada, queda de 0,79% na comparação semanal. O valor se mantém acima da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), fixada em R$ 35,91 por saca para 2025, mas a diferença vem diminuindo semana após semana.

A colheita do milho em Mato Grosso avançou 12,99 pontos percentuais no período e já atinge 26,99% da área estimada. A produção total para o ciclo 2024/25 foi revisada para cima e agora é estimada em 50,38 milhões de toneladas, segundo o Imea.

O aumento da oferta, combinado a um cenário externo de baixa, amplia a pressão sobre as cotações no mercado interno.

A paridade de exportação para julho/25 recuou 4,79%, para R$ 36,16 por saca, reforçando o descolamento entre o mercado internacional e o preço praticado dentro da porteira.

Segundo o Imea, a leve alta do dólar não foi suficiente para compensar a queda nas cotações externas. A diferença de base entre o milho disponível em Mato Grosso e os contratos futuros em Chicago se manteve negativa, em US$ 14,10 por bushel.

O Imea destaca que, se o preço médio do milho em Mato Grosso continuar recuando e ultrapassar o limite inferior da PGPM, poderá haver acionamento de políticas públicas de suporte, como leilões de compra ou pagamento de prêmios.

No acumulado da safra 2024/25, Mato Grosso já comercializou 51,05% da produção estimada. Para a safra 2025/26, a comercialização atinge 5,83%.

Estoques públicos

O assunto foi abordado durante o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, na segunda-feira (30). Entre as medidas anunciadas, está a modernização da legislação que rege a atuação da Conab em momentos de oscilação de preços.

“Propusemos uma nova lei para a formação de estoques públicos, pois hoje a companhia só pode comprar quando o preço do mercado está abaixo do preço mínimo, e isso tem dificultado para alguns produtos a formação de estoques”, disse o presidente da estatal, Edegar Pretto, em nota.

“Os estoques públicos são tão fundamentais por isso: uma mão do governo que ajuda o produtor pagando um preço melhor, e auxilia o consumidor quando o preço subir nas prateleiras dos supermercados”, afirmou.



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CMN aprova ajustes em encargos financeiros



O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta terça-feira (1º) duas resoluções atualizando os encargos financeiros, limites e condições adicionais no crédito rural para o ano agrícola de 2025/2026. As medidas foram aprovadas em uma reunião extraordinária na segunda-feira (30), mas divulgadas apenas na tarde de ontem.

Aumentaram as taxas efetivas para créditos de custeio e comercialização (12% para 14% ao ano), créditos de investimento (10% para 12,5%, créditos a cooperativas de produção agropecuária (11,5% para 14%), Pronamp – custeio e investimento (8% para 10%), Procap – Agro (11,5% para 13,5%), Proirriga (10,5% para 12,5%), Inovagro (10,5% para 12,5%) e Prodecoop (11,5% para 13,5%). Também tiveram alta as taxas do Funcafé (11% para 13% ou 14,5%), Moderfrota e Moderfrota Pronamp (10,5% ou 11,5% para 12,5% ou 13,5%), RenovAgro (7% ou 8,5% para 8,5% ou 10%) e PCA (7% ou 8,5% para 8,5% ou 10%).

Os outros ajustes ocorreram em operações de crédito rural com recursos controlados. Nesse caso, as menores taxas serão aplicadas a financiamentos contratados por agricultores familiares do Pronaf.

O juro foi mantido em 2% ao ano para operações destinadas ao cultivo de produtos da sociobiodiversidade, produtos inseridos em sistemas de base agroecológica e sistemas orgânicos de produção; e em 3% ao ano nos itens relacionados à produção de alimentos.

Também foram mantidas as mesmas taxas praticadas no ano agrícola 2024/2025 para itens de investimento e equipamentos e tratores, assim como para o Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Jovem, Pronaf Grupo ‘B’, Pronaf Agroecologia e Pronaf Produtivo Orientado.

Em contrapartida, foram ajustadas as seguintes taxas: de custeio para aquisição de animais destinados a recria e engorda e operações destinadas ao cultivo de milho que, somadas, ultrapassem R$ 25 mil (6% para 6,5% ao ano); custeio para cultivo de soja, algodão e bovinocultura de corte (para 8,5% ao ano); cooperativa da agricultura familiar, para atendimento a cooperados em projetos destinados à bovinocultura (6% para 8%); e demais itens de investimento (6,0% para 8,0%).

Também aumentaram as taxas do crédito de investimento – Pronaf Agroindústria (6% para 8%); crédito de investimento – Pronaf Mulher para demais finalidades (6% para 8%); Crédito de Industrialização – Pronaf Industrialização de Agricultura Familiar (6% para 8%); Crédito para Integralização de Cotas-Partes – Pronaf Cotas-Partes (6% para 8%); e Crédito de Investimento – Pronaf Bioeconomia para Silvicultura (6% para 8%).



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Mercado do boi gordo mantém preços estáveis, mas vendas de carne seguem fracas



A liquidez do mercado de boi gordo nesta terça-feira (1°) foi um pouco melhor do que no dia anterior, de acordo com o boletim Bom dia do Boi Cepea, preparado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP. Ainda assim, não foi um período de grande movimento de negócios. 

Com escalas confortáveis, os frigoríficos não forçam compra e negociam lotes, em geral pequenos, nos mesmos patamares de preços que vinham sendo praticados ou com alguma redução. 

A maioria das vendas é fechada a valores estáveis, segundo o Cepea. Em São Paulo, os negócios têm saído principalmente entre R$ 310 e R$ 315 por arroba, com alguns em até R$ 305. As escalas estão entre 9 e 15 dias na maioria dos casos. 

Carne bovina

No segmento da carne, as vendas estão fracas e todos os cortes com osso recuaram 0,5%. A carcaça casada de boi teve média de R$ 21,95/kg à vista. 

O preço abaixo de R$ 22 não acontecia desde o fim da primeira quinzena de junho. 

A expectativa dos analistas do Cepea é de que hoje o mercado tenha algum aquecimento, como costuma ocorrer às quartas-feiras. Além disso, entre esta e a próxima semana aumenta o ritmo de compras no supermercado, e as vendas de carne tendem a se ampliar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Umidade alta favorece microrganismos no feijão



Chuvas afetam lavouras finais de feijão




Foto: Pixabay

As lavouras remanescentes de feijão da segunda safra no Rio Grande do Sul foram severamente prejudicadas pelas chuvas intensas dos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (26), cerca de 2% da área ainda não havia sido colhida, e as precipitações inviabilizaram os trabalhos em muitas regiões.

A entidade alerta que a permanência dos grãos nas vagens sob umidade elevada provocou germinação precoce em plantas já maduras. “Esse fenômeno compromete diretamente a qualidade comercial do produto”, aponta o boletim. A combinação de umidade relativa elevada com saturação hídrica nas vagens criou ambiente propício para o surgimento de microrganismos.

Segundo a Emater, esse cenário acelerou a degradação fisiológica e sanitária dos grãos remanescentes, comprometendo o rendimento e a viabilidade da comercialização do feijão colhido neste estágio final da safra.





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