domingo, maio 17, 2026

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Onda de frio enfraquece, mas ainda tem geada e temporais; veja previsão do tempo para esta sexta



A sexta-feira (4) marca o fim da quarta onda de frio de 2025 no Brasil, mas as temperaturas seguem baixas no Centro-Sul. Enquanto isso, as condições de chuva aumentam no litoral da Bahia e na costa leste do Nordeste, com risco de temporais. A previsão do tempo também indica fortes chuvas previstas no Amazonas e em Roraima.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Confira a seguir como ficam as condições do tempo em todas as regiões do Brasil nesta sexta, de acordo com informações da Climatempo.

Sul: frio perde força, mas geada persiste nas serras

O amanhecer desta sexta ainda será gelado na região Sul, com temperaturas abaixo de 4 °C em áreas de serra no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de pontos do planalto catarinense, onde há condição para geada.

Com o afastamento do sistema de alta pressão associado ao ar frio para alto-mar ao longo do fim de semana, as temperaturas tendem a subir gradualmente, principalmente durante a tarde.

No litoral do Paraná, a infiltração marítima provoca chuva moderada, enquanto o tempo firme predomina nas demais áreas do estado e nas capitais Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Sudeste: chuvas ganham força no Rio de Janeiro e Espírito Santo

O transporte de umidade do oceano para o continente, aliado ao reforço de um cavado meteorológico, aumenta a frequência de chuvas desde o litoral de São Paulo até o Espírito Santo. Há previsão de acumulados significativos ao longo do dia, principalmente no Rio de Janeiro e no litoral capixaba.

Na cidade de São Paulo, o dia começa gelado e nublado, com possibilidade de garoa pela manhã. À tarde, o sol aparece entre nuvens e as condições de chuva diminuem. O mar segue agitado na costa do Sudeste, mas sem alerta de ressaca emitido pela Marinha do Brasil.

Centro-Oeste: frio dá trégua e tempo seco predomina

Na região Centro-Oeste, as temperaturas permanecem amenas pela manhã, mas o frio intenso perde força, especialmente no sul de Mato Grosso do Sul. A tarde será mais ensolarada, com elevação gradativa das máximas ao longo dos próximos dias.

Não há previsão de chuva em nenhuma área, e o tempo seco predomina. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30% entre Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, exigindo atenção para riscos à saúde e à produção agropecuária.

Norte e Nordeste: temporais preocupam Amazonas, Roraima e litoral baiano

No Norte, o calor e a alta umidade mantêm as condições para temporais no norte do Amazonas, em Roraima e no noroeste do Pará. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua provocando pancadas de chuva moderadas a fortes e temporais localizados.

No Nordeste, a infiltração marítima aumenta as chuvas no litoral da Bahia, com alerta para temporais entre Ilhéus e Salvador. De Sergipe até o Rio Grande do Norte, as pancadas podem variar de moderadas a fortes.

No interior nordestino, o tempo permanece seco e quente, com baixa umidade do ar ao longo do dia.



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Tocantins ganha destaque na produção de sementes de soja fora do calendário tradicional



Os municípios de Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré, no estado de Tocantins, estão entre as cidades autorizadas pelo governo federal a cultivar sementes de soja no período de entressafra, graças às condições diferenciadas das várzeas tropicais do Tocantins.

Essa janela de produção, fora do calendário habitual, é possível graças ao sistema de cultivo das várzeas tropicais do Tocantins, que proporciona infiltração adequada e favorece o desenvolvimento de sementes com alto vigor e germinação.

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A liberação excepcional foi concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), considerando o baixo desenvolvimento da Ferrugem Asiática na região, praga que afeta a cultura em outras partes do país.

Produção de sementes

Na safra de 2024, foram implantados 56.672 hectares destinados à produção de soja na região, com 111 cadastros registrados. Atualmente, as lavouras encontram-se na fase de manutenção, com colheita prevista para ocorrer entre julho e setembro.

O setor de sementes no Brasil gera mais de 600 mil empregos e arrecada cerca de 220 milhões de reais em impostos anualmente, reafirmando a importância econômica e social dessa cadeia produtiva.

Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, Lagoa da Confusão representa um exemplo de excelência técnica e inovação para a agricultura. ”A produção de sementes no período de entressafra é uma oportunidade única que o estado vem consolidando com maestria. Essa atividade fortalece a competitividade dos nossos produtores, gera empregos e movimenta a economia local”, destaca.

Já o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, ressalta a importância do alinhamento entre produtores, entidades de classe e o poder público para garantir a sanidade e a qualidade das sementes produzidas. ”A produção de soja para sementes fora do calendário tradicional é um diferencial competitivo para o país e reforça o potencial do Tocantins como fornecedor de sementes de altíssima qualidade para o mundo”, afirma.

A autorização para o cultivo de soja no período de entressafra contempla, além de Lagoa da Confusão, os municípios de Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré. A prática é voltada exclusivamente para fins de pesquisa, produção de sementes e a chamada “salva legal” para uso próprio.



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Milho recua na B3 e em Chicago


Os contratos futuros de milho encerraram a terça-feira (1º) em baixa na B3, refletindo a pressão de uma possível supersafra nos Estados Unidos e o avanço da colheita da safrinha no Brasil. De acordo com a TF Agroeconômica, mesmo com a queda diária, os preços se mantêm acima dos registrados no mesmo período do ano passado, devido ao atraso na colheita da segunda safra brasileira.

Segundo a Conab, a colheita da safrinha atingiu 17% da área estimada, contra 10,3% na semana anterior. Em 2024, o índice já era de 47,9%, e a média dos últimos cinco anos é de 28,2%. O mercado segue atento às ondas de frio, que podem prejudicar lavouras ainda não colhidas. Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 62,98 (queda de R\$ 0,46 no dia e R\$ 1,61 na semana), setembro/25 caiu para R\$ 61,57 (baixa de R\$ 0,39 no dia e R\$ 2,81 na semana), e novembro/25 encerrou a R\$ 66,03 (recuo de R\$ 0,22 no dia e R\$ 1,70 na semana).

Na bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de milho também caíram, com o vencimento julho recuando 0,12%, a US\$ 4,20 por bushel, e setembro caindo 0,79%, a US\$ 4,06 por bushel. A queda foi puxada pela melhora inesperada na qualidade das lavouras americanas: o relatório do USDA elevou de 70% para 73% o índice de lavouras em condições boas a excelentes, o melhor nível para esta época desde 2018, segundo a Reuters.

Com previsão de clima favorável — calor e chuvas — nos próximos dias nos EUA, o cenário de maior safra da história se fortalece. Além disso, a proximidade do fim da carência das tarifas impostas pelos EUA para outros países pressiona o mercado, uma vez que as exportações seguem essenciais para sustentar os preços, mesmo com o consumo interno elevado.

 





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Banho de imersão: vale a pena usar contra o carrapato bovino?


Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o controle desse vilão que é o carrapato bovino, o quadro “Giro do Boi Responde” ouviu o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira, que explicou detalhes sobre uma técnica clássica, mas cada vez mais rara: o banho de imersão. Quer saber se essa técnica ainda é viável? Clique no vídeo e acompanhe as valiosas dicas do especialista!

Na lida diária do campo, poucos problemas causam tanta dor de cabeça quanto o carrapato bovino, o Rhipicephalus microplus.

O parasita compromete a saúde do rebanho e o bolso do produtor, reduzindo o ganho de peso, a produção de leite e até a fertilidade dos animais. 

O tema ganhou força após o pecuarista Gilberto Junior, de Juazeiro do Norte (CE), questionar a eficácia da prática. A resposta é direta: o banho de imersão funciona, mas está em desuso devido aos riscos e à evolução dos métodos disponíveis.

Como funciona o banho de imersão?

Bovino em banho de imersão contra parasitos. Foto: Divulgação
Bovino em banho de imersão contra parasitos. Foto: Divulgação
Bovino em banho de imersão contra parasitos. Foto: Divulgação

O banho de imersão consiste em um grande tanque ou fosso com calda carrapaticida. Os animais passam por dentro desse “piscinão”, se molham por completo e, assim, o produto entra em contato com todo o corpo do bovino.

Essa técnica já foi muito utilizada nas décadas de 1970 e 1980, especialmente no Sul do Brasil. Na época, ela se destacava pela eficiência no controle do carrapato, mas enfrentava vários desafios:

  • Contaminação da calda: fezes, barro e sujeiras trazidas pelos animais reduziam rapidamente a eficácia do produto.
  • Falta de troca da solução: o ideal seria renovar a calda a cada 20 ou 30 animais, mas isso raramente era feito corretamente.
  • Riscos para o gado: casos de afogamento e pisoteamento eram comuns, especialmente com bezerros ou animais mais assustados.

Por essas razões, a técnica perdeu espaço para métodos mais práticos e seguros.

Métodos modernos: por que o banho caiu em desuso?

Hoje, os produtos pour-on e os endectocidas são os queridinhos dos pecuaristas. Eles permitem um controle mais eficiente e com menor risco.

O pour-on, por exemplo, é aplicado no dorso do animal, com fácil absorção e boa eficácia. Já os endectocidas combatem parasitas internos e externos, com aplicação injetável ou oral.

Esses métodos exigem menos infraestrutura, evitam o estresse nos animais e são mais seguros para o manejo, tanto do ponto de vista sanitário quanto ambiental.

Dicas para evitar resistência aos carrapaticidas

Aplicação de pour on em bovinos de corte. Foto: Arquivo pessoal/Guilherme Vieira
Aplicação de pour on em bovinos de corte. Foto: Arquivo pessoal/Guilherme Vieira
Aplicação de pour on em bovinos de corte. Foto: Arquivo pessoal/Guilherme Vieira

Mesmo com tantos avanços, o carrapato segue desafiador. Um dos principais problemas é a resistência aos produtos químicos, causada principalmente pelo uso incorreto. Para evitar isso, o veterinário Guilherme Vieira recomenda:

  1. Rodízio de princípios ativos: não repita o mesmo tipo de produto várias vezes seguidas.
  2. Siga sempre a dose recomendada: usar menos do que o indicado pode tornar o produto ineficaz.
  3. Atenção ao intervalo entre aplicações: respeite o tempo sugerido (em média, 21 dias).
  4. Monte um plano de controle com orientação profissional, combinando estratégias como pour-on, aspersão, endectocidas e até controle ambiental nas pastagens.

Estratégia certa protege o rebanho e o bolso

A mensagem final é clara: o banho de imersão já foi útil, mas não é mais a melhor opção.

Com o avanço das tecnologias e o conhecimento sobre o comportamento dos parasitas, hoje é possível montar planos de controle integrados, que protegem o rebanho e aumentam a produtividade.

Produtor atento é aquele que busca informação, como fez Gilberto Junior, e que adapta seu manejo com o apoio técnico certo. Assim, o carrapato pode até continuar sendo um desafio, mas nunca será um obstáculo intransponível.



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Onda de frio: saiba quando ela termina



A quarta onda de frio de 2025 trouxe temperaturas de até -10 °C na Serra Catarinense nesta semana, marcando o auge do inverno brasileiro. Apesar da intensidade do frio, a área de alta pressão que provocou geadas em grande parte da região Sul começa a se deslocar para o oceano, reduzindo gradativamente os impactos sobre as lavouras e propriedades rurais.

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Nesta quinta-feira (3), no entanto, várias cidades gaúchas ainda amanheceram com temperaturas abaixo de zero. Em Dom Pedrito, os termômetros marcaram -1,5°C; em Jaguarão, -1,3°C; e em Bagé, -0,4°C. Para esta sexta-feira, a previsão indica mínimas de 5°C no sul do Rio Grande do Sul, 11°C na cidade de São Paulo e 16°C em Mato Grosso, mantendo o desconforto térmico, especialmente para a pecuária, mas sem previsão de temperaturas negativas.

No Sudeste, o tempo gelado dá lugar a uma leve elevação de temperaturas. Em São Paulo, a sexta-feira (4) deve ter máxima de 21°C, após uma tarde gelada nesta quinta. Em Dourados (MS), a previsão indica mínima de 12°C e máxima de 22°C na sexta-feira, subindo gradualmente para máximas de 24°C no sábado (5) e 25°C no domingo (6).

Na região Norte, as chuvas continuam intensas. Em Belém (PA), são esperados acumulados de até 126 mm nos próximos dias. Mesmo sem El Niño ou La Niña, a neutralidade climática favorece incursões de massas de ar polar, trazendo um inverno com características típicas, diferente dos últimos dois anos, que registraram temperaturas acima da média histórica.

O tempo seco predomina em grande parte do Brasil central, incluindo Centro-Oeste, interior do Sudeste e Sul, o que deve beneficiar regiões que sofreram com excesso de chuvas e solos encharcados no primeiro semestre. Na Serra Catarinense, que registrou os -10 °C nesta semana, a previsão para os próximos dias indica mínimas entre 3 °C e 4 °C e máximas que podem chegar a 14 °C, reduzindo o risco de geadas generalizadas.

Para o litoral do Nordeste, há previsão de chuvas fracas e passageiras, enquanto no restante do país o tempo aberto deve predominar. Segundo a Climatempo, julho tende a registrar volumes de chuva abaixo da média no Sul do Brasil, consolidando um cenário mais seco nos próximos dias.



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SLC Agrícola abre vagas de estágio com imersão em fazendas pelo Brasil



A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, está com inscrições abertas para seu programa de estágio. A empresa oferece experiência prática em fazendas localizadas em sete estados brasileiros. As inscrições vão até 21 de julho.

Voltado a estudantes do penúltimo ou último semestre dos cursos de Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Engenharias (Agrícola, Agronômica, de Biossistemas, de Produção, Mecânica e Têxtil), o estágio tem duração de seis meses, com início no segundo semestre de 2025.

Durante o estágio, os participantes atuarão diretamente nas operações da empresa, aplicando conhecimentos adquiridos na universidade em atividades de produção agrícola, manejo de gado, beneficiamento de grãos e fibras, entre outras frentes. O programa inclui ainda uma Trilha de Desenvolvimento exclusiva, vivências práticas e acompanhamento voltado ao crescimento profissional dos estagiários.

Segundo a gerente de Gestão de Pessoas e Comunicação Corporativa da SLC Agrícola, Juliana Vencato, a empresa busca estudantes que desejam aprender na prática.

“Temos vagas para fazendas de vários estados. A SLC Agrícola busca talentos com perfil analítico, pensamento crítico, proatividade, resiliência e boa comunicação. São características que valorizamos na nossa cultura organizacional”, afirma.

Para participar, é necessário estar matriculado regularmente na instituição de ensino e sem pendências para a realização do estágio obrigatório no segundo semestre de 2025. Também é preciso ter disponibilidade para estagiar por seis meses em uma das unidades da empresa e interesse em construir carreira na companhia.

Programa de Estágio SLC Agrícola 2025

  • Inscrições: até 21 de julho
  • Duração: 6 meses (início no segundo semestre de 2025)
  • Local: Fazendas da SLC Agrícola em diferentes estados brasileiros
  • Cursos: Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária e Engenharias (Agrícola, Agronômica, de Biossistemas, de Produção, Mecânica e Têxtil)
  • Dia 1 dos candidatos: 22 de setembro
  • Inscrição: aqui



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Vendas de tratores sobem 63,2% em um ano, revela Fenabrave



As vendas de tratores tiveram crescimento de 63,2% em maio, frente ao mesmo mês de 2024, somando 4,5 mil unidades. Frente a abril, o número corresponde a um crescimento mais modesto, de 3,5%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (3) pela Fenabrave, associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No acumulado de janeiro a maio, as vendas de tratores tiveram crescimento de 22,6%, totalizando 18,9 mil unidades.

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o desempenho está sendo puxado por máquinas de menor potência, compradas por produtores de café e arroz, culturas onde os preços favoreceram as margens e, consequentemente, os investimentos.

Nas máquinas de maior cilindrada – usadas, em especial, em lavouras de soja -, o crescimento foi menor, refletindo as taxas de financiamento elevadas e a queda dos preços, explicou o executivo em entrevista coletiva à imprensa.

O balanço da Fenabrave mostra também que 224 colheitadeiras de grãos foram vendidas em maio, o dobro (alta de 109,3%) do número de um ano antes. Em relação a abril, a alta no segmento foi de 143,5%. Nos cinco primeiros meses do ano, as vendas de colheitadeiras, de 1,1 mil unidades, recuaram 1,2% frente ao mesmo período de 2024.

Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado nesta quinta pela Fenabrave com dados já relativos a junho.



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Milho segue parado: Confira


O mercado de milho segue travado no Rio Grande do Sul, com pouca liquidez e expectativa contida, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações continuam estáveis: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00, enquanto os compradores seguem ausentes, sem estímulos para atuar”, comenta.

Em Santa Catarina, segue o mercado parado e com descompasso nos preços. “No Planalto Norte, as pedidas seguem firmes em R$ 82,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda mais acentuado, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00, frente a ofertas CIF de até R$ 80,00. A média estadual segue em R$ 71,00, mas há grande variação: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

O mercado paranaense continua travado. “A firmeza dos produtores nas pedidas e a postura cautelosa dos compradores seguem dificultando os avanços. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”, indica a consultoria.

Movimento lento e pressão de custos no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez, marcado por negociações esporádicas e pouca disposição entre as partes. As referências mais recentes indicam quedas, com preços em torno de R$ 48,00 em Dourados, R$ 49,00 em Campo Grande, R$ 48,00 em Maracaju, R$ 50,00 em Sidrolândia e R$ 47,00 em Chapadão do Sul, que tenta se reerguer após perdas mais severas nas semanas anteriores”, conclui.

 





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Bahia acelera na pecuária: gado jovem já é 60% dos abates


A pecuária baiana está passando por uma transformação que chama atenção de todo o Brasil. O estado já é o sétimo maior rebanho bovino do país e viu a presença de animais jovens nos frigoríficos saltar para 60% dos abates. Um reflexo direto de investimentos em nutrição, genética, bem-estar animal e estratégias de engorda intensiva. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Durante o programa Giro do Boi, os entrevistados José Roberto Bischofe Filho, diretor executivo da Captar Agrobusiness, e Ivon de Almeida, gerente de negócios da Friboi na Bahia, explicaram como o estado está se tornando um novo polo da pecuária de precisão no Nordeste.

O número impressiona: entre 50% e 60% do gado abatido na Friboi de Itapetinga já é composto por animais jovens, reflexo da evolução do rebanho baiano.

O gado jovem entrega carne de melhor qualidade, com mais maciez e melhor acabamento de carcaça, características fundamentais para atender mercados exigentes, inclusive o internacional.

Confinamento cresce e movimenta economia

Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)

A Captar Agrobusiness, localizada em Luís Eduardo Magalhães, é o maior confinamento do Nordeste. A empresa tem capacidade estática para 65 mil animais, realizando até dois giros e meio por ano.

A expectativa de abate em 2024 é de 130 mil cabeças, com planos de chegar a 200 mil em breve. A produção atende dois mercados:

  • Mercado interno: gado jovem para a unidade da Friboi em Itapetinga;
  • Exportação: parte dos animais vai para outras plantas, como em Itaberaí (MG).

Com cerca de 95% da carne voltada para exportação, a Captar já é referência em rastreabilidade total, rastreando 100% dos seus animais — algo que será obrigatório em todo o país até 2032.

Pequenos produtores no radar da pecuária moderna

Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)
Bovinos meio-sangue Angus em área de curral. Foto: Divulgação/Friboi Itapetinga (BA)

Mesmo com o crescimento das grandes estruturas, a Bahia ainda é formada por pequenos pecuaristas. Dados da Secretaria de Defesa Agropecuária mostram que mais de 90% das fazendas têm até 100 cabeças de gado.

Esses produtores enfrentam desafios para atingir o padrão de qualidade exigido pelo mercado. É nesse ponto que entra a parceria com confinamentos, como a Captar. O modelo permite ao pequeno pecuarista engordar melhor seus animais e acessar mercados mais valorizados.

Além disso, programas de rastreabilidade e plataformas como o Pecuarista Transparente (PPT), da JBS, vêm ajudando esses produtores a se adequarem às exigências ambientais e comerciais.

A rastreabilidade não é apenas uma exigência de mercado, mas também uma ferramenta de transparência e sustentabilidade.

Oeste baiano: integração e tecnologia no campo

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar AgrobusinessVista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

O Oeste da Bahia é hoje um dos maiores exemplos da força do agro nacional. A região aposta na integração lavoura-pecuária, que acelera o ganho de peso e reduz o tempo de abate, resultando em animais mais jovens, produtivos e bem acabados.

Segundo José Roberto, grandes indústrias estão se instalando na região para processar grãos e produzir insumos como o DDG, subproduto essencial na nutrição de confinamento. A irrigação em 330 mil hectares também contribui para a estabilidade e expansão da pecuária local.

Essa estrutura tem despertado o interesse de grandes empresas e investidores, consolidando a Bahia como um estado estratégico para o futuro da produção de carne bovina no Brasil.

Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar AgrobusinessVista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Divulgação/Captar Agrobusiness

O plano da Captar para os próximos anos é ambicioso: dobrar sua capacidade estática para 130 mil animais até 2030. O objetivo é operar com um modelo integrado ao estilo americano, conectando produção, transporte e abate de forma coordenada.

Essa expansão vai gerar empregos, impulsionar a economia regional e colocar a Bahia como referência em confinamento sustentável, rastreável e competitivo.

Para Ivon de Almeida, da Friboi, e José Roberto, da Captar, o caminho está claro: colaboração entre indústria e campo, apoio ao pequeno pecuarista e foco na qualidade. É assim que a carne baiana vai continuar conquistando espaço no Brasil e no exterior.



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Brasil assume Mercosul com proposta de mais integração regional


Ampliação comercial, promoção da transição energética, desenvolvimento tecnológico, combate ao crime organizado e enfrentamento das desigualdades sociais. Essas são as cinco prioridades para a próxima presidência do Mercosul, que será exercida pelo Brasil no segundo semestre deste ano.

As pautas foram apresentadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (3), durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, na Argentina, quando recebeu a coordenação do bloco sul-americano do presidente argentino, Javier Milei.

O encontro reúne os líderes dos países-membros Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia, que está em processo de adesão, e países associados, para discutir temas prioritários do bloco.

A presidência brasileira também buscará o fortalecimento da Tarifa Externa Comum (TEC), a incorporação dos setores automotivo e açucareiro ao regime comercial do bloco, além do fortalecimento dos mecanismos de financiamento de infraestrutura e desenvolvimento regional.

presidentes do Mercosul. Ricardo Stuckert/PRpresidentes do Mercosul. Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR

Em seu discurso, o presidente brasileiro defendeu a modernização do sistema de pagamento em moedas locais para facilitar as transações digitais.

Para Lula, o Mercosul é um refúgio para os países da região, diante de um mundo “instável e ameaçador”.

“Ao longo de mais de três décadas, erguemos uma casa com bases sólidas, capaz de resistir à força das intempéries. Conseguimos criar uma rede de acordos que se estendeu aos Estados associados. Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio, baseada em regras claras e equilibradas”, afirmou.

“Estar no Mercosul nos protege. Nossa Tarifa Externa Comum nos blinda contra guerras comerciais alheias. Nossa robustez institucional nos credencia perante o mundo como parceiros confiáveis. Enfrentaremos o desafio de resguardar nosso espaço de autonomia em um contexto cada vez mais polarizado”, acrescentou.

Entre os acordos firmados durante a presidência da Argentina no Mercosul, entretanto, está a flexibilização dos produtos que podem ficar fora da tarifa comum do bloco. A nova exceção amplia em 50 o número de códigos tarifários de produtos que poderão ter a cobrança de TEC flexibilizada, de acordo com a conveniência de cada país.

A TEC é uma tarifa unificada adotada pelo Mercosul sobre produtos importados de outros mercados, uma forma de estimular e promover o comércio entre os países do bloco. Está em vigor desde os primeiros anos de criação do bloco, em meados dos anos 1990. A aprovação representa uma concessão do governo brasileiro a um pedido da Argentina e melhora a capacidade de reação do Mercosul a distorções comerciais criadas por barreiras ou por práticas não autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC).



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