sábado, maio 16, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Frio, geadas e chuvas afetam rebanhos bovinos


As condições climáticas adversas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com frio intenso, geadas e excesso de chuvas, têm provocado prejuízos à bovinocultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), os impactos incluem perda de peso dos animais, piora na condição corporal e até óbitos por desnutrição em regiões mais afetadas.

“Nas áreas mais críticas, os produtores relatam mortes de animais e dificuldades no manejo, o que exigiu a adoção de medidas emergenciais, como suplementação alimentar e adaptação dos sistemas produtivos”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, observou-se grande número de vacas e terneiros com baixa condição corporal. Em alguns casos, já há registros de mortes por desnutrição. Em Itaqui, mesmo nas áreas com pastagens cultivadas de inverno, os produtores não conseguem concluir a terminação dos lotes. Em Manoel Viana, os prejuízos foram ampliados pela destruição de cercas em decorrência das enchentes, comprometendo o manejo dos animais.

Em Caxias do Sul, os rebanhos criados em sistema extensivo sofreram perdas de peso. Já os animais que recebem suplementação mantiveram a condição corporal. A região também enfrenta dificuldades para monitorar vacas gestantes devido ao excesso de chuva. Em Erechim, embora o estado nutricional dos animais esteja, em geral, dentro dos parâmetros técnicos, há perda de peso em sistemas com alta lotação e limitação de pasto. Terneiros desmamados estão sendo direcionados para recria, enquanto novilhas e vacas vazias seguem para terminação.

Em Frederico Westphalen, o frio e a umidade têm comprometido o conforto térmico dos rebanhos, com reflexos no ganho de peso. Em Passo Fundo, a redistribuição dos animais para áreas de campo nativo não foi suficiente para evitar a perda de escore corporal. A baixa disponibilidade de forragem e o manejo dificultado pelas chuvas intensas são apontados como causas principais.

A situação em Pelotas é mais controlada. Apesar do desconforto gerado pelo clima, os animais mantêm boas condições corporais e sanitárias. A suplementação com sal mineral proteinado está sendo usada para preservação nutricional, e as gestações seguem em andamento. O mercado de exportação de terneiros está aquecido, e os remates em Canguçu foram adiados devido ao clima.

Em Santa Rosa, os produtores iniciaram as terminações em confinamento. Nos sistemas a pasto, o peso dos bovinos caiu, embora o escore corporal ainda esteja considerado adequado. Já em Soledade, a escassez de forragem tem levado os animais a se deslocarem mais, intensificando o pisoteio, a compactação do solo e a formação de barro, o que compromete o desenvolvimento do campo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Laranja precoce movimenta mercados locais



Colheita de laranjas avança em Passo Fundo com boas perspectivas




Foto: Pixabay

As atividades de colheita das variedades precoces de laranja Rubi e Salustiana seguem em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. Já as variedades tardias, como Valência e Folha Murcha, entraram em fase inicial de maturação. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3).

Segundo o boletim, os citricultores mantêm o manejo fitossanitário com aplicações preventivas contra doenças como pinta-preta e cancro-cítrico, além do controle de pragas como mosca-branca e mosca-das-frutas. Também são realizadas adubações com cloreto de potássio e o plantio de cobertura vegetal no solo. Nos pomares em formação, as práticas incluem poda de formação e remoção de ramos malformados ou doentes.

“A expectativa é de produtividade satisfatória”, informou a Emater/RS-Ascar. A colheita das laranjas precoces é direcionada ao consumo in natura, com comercialização em mercados locais e regionais. A maior parte da produção, no entanto, é destinada à indústria.

Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 1,00 e R$ 1,40 por quilo, o que tem estimulado a perspectiva de ampliação da área plantada, impulsionada pelo bom desempenho comercial registrado na safra anterior.





Source link

News

Frente fria se afasta e deixa rastro de pancadas de chuva



Frente fria se afasta do Sul, mas frio não abandona os estados da Região. No Nordeste, tempo segue instável em toda a costa leste, trazendo pancadas de chuva de moderada intensidade. Confira a previsão para o Brasil inteiro:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria se afasta do Sul do país, mas o transporte de umidade do oceano para o continente favorece a chuva no litoral do Paraná. As demais áreas da Região têm tempo firme com predomínio de sol. Contudo, as temperaturas ficam baixas, especialmente ao amanhecer, devido à influência do ar frio. Os termômetros seguem em patamares amenos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, enquanto no norte do Paraná se elevam um pouco mais.

Sudeste

Na quarta-feira, uma frente fria de fraca intensidade atua no oceano, favorecendo chuva fraca e isolada no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. No norte do Espírito Santo a infiltração marítima pode provocar pancadas moderadas, enquanto as demais áreas do estado, bem como Minas Gerais, interior de São Paulo e Rio de Janeiro, tem predomínio de tempo firme. As temperaturas permanecem mais baixas ao amanhecer e esquentam um pouco mais pelo oeste e norte paulista.

Centro-Oeste

Predomínio de tempo firme e sem chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. O sol vai aparecer desde as primeiras horas do dia, contribuindo para a elevação das temperaturas durante a tarde. Amanhece com temperaturas mais baixas no sul e sudoeste do território sul-mato-grossense. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% nos três estados.

Nordeste

O tempo segue instável e com pancadas de chuva em toda a costa leste do Nordeste. Pode chover entre moderada a forte intensidade no sul e litoral norte da Bahia, e entre Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Na Paraíba e no Rio Grande do Norte a chuva é mais isolada, e no norte do Maranhão e litoral do Piauí pode ocorrer precipitações moderadas. Já no interior, tempo seco e quente com baixa umidade relativa do ar nos horários de maior aquecimento.

Norte

O calor e a alta umidade continuam estimulando a formação de nuvens carregadas e as pancadas de chuva sobre a metade norte do Amazonas, em Roraima, Amapá e norte do Pará, onde pode chover com até forte intensidade. Por outro lado, o ar seco predomina em Rondônia, sul do Pará e no Tocantins, onde a umidade do ar pode atingir níveis de atenção nos horários de maior aquecimento.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo amplia produção de biogás com resíduos da cana-de-açúcar


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou sobre iniciativas voltadas à transição energética e ao fortalecimento do setor sucroenergético. Dentre os destaques está a instalação do primeiro gasoduto destinado exclusivamente ao transporte de biometano, em Presidente Prudente. O projeto, conduzido pela empresa Nécta Gás Natural, envolve investimento de R$ 12 milhões e prevê a implantação de uma rede de 40 quilômetros, com expectativa de atender 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos. O fornecimento do gás será feito pela Usina Cocal, localizada no município de Narandiba, próximo à região.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à transição energética no estado de São Paulo. Entre elas, está o licenciamento ambiental das plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético, apresentado em 2024 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O estado conta com cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar e mantém-se como principal produtor nacional. Resíduos da cultura, como bagaço, vinhaça, palha e torta de filtro, são utilizados na geração de biogás. Após purificação, esse biogás se transforma em biometano, combustível com composição semelhante à do gás natural.

Parte desse avanço se deve ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Programa Cana IAC, que completa 30 anos em 2024, promoveu o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, além de tecnologias de manejo e ações em melhoramento genético, impulsionando o setor sucroenergético paulista.

Estudo conjunto da Fiesp e do Governo do Estado aponta que a produção de biometano pode alcançar 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, frente aos atuais 0,4 milhão, o que representa o potencial de suprir até 40% da demanda de gás natural em São Paulo. O estudo estima ainda a criação de até 20 mil empregos diretos e indiretos, com redução de 16% nas emissões previstas nas metas climáticas estaduais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Dia do Chocolate reforça valor da produção artesanal



Gramado tem chocolate com Indicação Geográfica




Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (7), data em que se celebra o Dia Mundial do Chocolate, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou a importância do reconhecimento da origem geográfica do produto como forma de valorização da cadeia produtiva cacaueira no Brasil. A pasta tem incentivado o registro de Indicação Geográfica (IG) para produções de chocolate que se destacam por suas características específicas de solo, clima, relevo e práticas culturais.

Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o registro de IG pode assumir duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP refere-se a regiões que se tornaram conhecidas por determinada produção ou extração. Já a DO exige que as qualidades do produto estejam diretamente ligadas ao meio geográfico e aos fatores naturais e humanos locais.

O Brasil já conta com reconhecimentos relevantes no setor. A Associação de Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado, no Rio Grande do Sul, obteve o selo de IP em 2021, por sua tradição na produção artesanal. No segmento de cacau, duas associações receberam o reconhecimento: a Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia e a Associação dos Cacauicultores de Linhares, no Espírito Santo, ambas pela produção de amêndoas com potencial de transformação em chocolate.

Para conquistar o selo, é necessário que a região comprove uma origem geográfica específica, características distintas do produto, métodos de produção tradicionais e um sistema de controle e registro. A certificação é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o Mapa atuando como fomentador dos processos e da qualificação das cadeias produtivas.

O Mapa avalia que o reconhecimento fortalece a produção rural, valoriza o produto artesanal e promove o desenvolvimento das economias locais. Além disso, o selo assegura autenticidade e reforça a confiança do consumidor em relação à procedência e qualidade do chocolate brasileiro.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Frio e férias influenciam preços de frutas em Minas Gerais


A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) divulgou, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, a mais recente análise dos preços das frutas comercializadas na unidade da Ceasa Minas em Contagem. O levantamento, referente ao período de 23 de junho a 4 de julho de 2025, aponta variações nos preços influenciadas principalmente por fatores climáticos e pela demanda atípica durante o recesso escolar.

Segundo a análise, entre as dez frutas mais comercializadas no entreposto — como banana, limão, mamão, maçã, manga, melancia e uva — apenas algumas mantiveram os preços estáveis, como o abacaxi, o coco verde, a laranja pera, a melancia e a uva Itália. Já produtos como banana, limão Tahiti e mamão apresentaram elevação nas cotações.

O mamão, por exemplo, teve alta mesmo com a demanda moderada. A Seapa destacou que as temperaturas mais baixas reduziram a oferta nacional, resultando em frutos menores e menos maduros. “A menor disponibilidade nas lavouras e nos centros de distribuição sustenta os preços em patamar elevado”, avaliou a pasta.

No sentido oposto, maçã e manga registraram queda de preços. A redução no valor da maçã foi atribuída ao impacto das ondas de frio e ao recesso escolar, que retraíram o consumo. A manga Tommy também apresentou leve recuo, refletindo a menor procura durante o inverno nas regiões Sul e Sudeste, além da redução na demanda provocada pelas férias.

O levantamento, realizado semanalmente pela Seapa, integra uma estratégia de monitoramento do abastecimento e formação de preços baseada em custos, concorrência, oferta e demanda. O objetivo é antecipar impactos no mercado hortifrutigranjeiro e orientar os agentes da cadeia produtiva sobre os movimentos comerciais.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra global de arroz 2025/26 deve atingir recorde



No Brasil, a conjuntura é desafiadora



No Brasil, a conjuntura é desafiadora
No Brasil, a conjuntura é desafiadora – Foto: Pixabay

A produção mundial de arroz na safra 2025/26 deve atingir um volume recorde de 542 milhões de toneladas, superando em 1% a colheita de 2024/25. Os estoques finais globais também devem alcançar patamar histórico, com 185,1 milhões de toneladas. As informações são da analista Marina Marangon Moreira, do Itaú BBA.

A Índia se destaca ao projetar sua décima safra recorde consecutiva, estimada em 151 milhões de toneladas, impulsionada pela ampliação da área plantada e pelo início precoce das monções. Com estoques iniciais elevados e a retomada das exportações após restrições na temporada 2023/24, os preços do arroz indiano devem se manter bastante competitivos no cenário internacional.

Nos Estados Unidos, as áreas de arroz estão em fase de desenvolvimento, com a maioria das lavouras em boas condições, contribuindo para o cenário global de ampla oferta. Esse ambiente de abundância tende a exercer pressão sobre os preços no mercado internacional.

No Brasil, a conjuntura é desafiadora. A forte oferta, aliada à competitividade externa, continua restringindo a liquidez do mercado interno. A tendência é de que esse quadro persista, a menos que haja ajustes na demanda ou redução dos estoques. Além disso, os preços deprimidos devem dificultar os investimentos na safra 2025/26. O USDA já projeta uma queda na produção brasileira para 7,6 milhões de toneladas, inferior à registrada em 2024/25.

“Do lado do varejo, uma retomada nos estoques deve ocorrer apenas quando os preços do arroz se estabilizarem. Porém, as aquisições vêm mostrando níveis fracos por um longo período, o que significa que o reabastecimento não deve demorar muito a acontecer”, conclui.

 





Source link

News

Brasil e Índia assinam parcerias na produção de alimentos e etanol



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta terça-feira (8), em Brasília, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, após reuniões do encontro dos Brics.

Durante a visita de Estado, quatro acordos comerciais foram assinados em temas que envolvem parcerias em energia renovável, combate ao terrorismo e ao crime organizado, troca de informações confidenciais e pesquisa agrícola.

No que compete ao agro, ficou estabelecido uma cooperação entre a Embrapa e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola para estimular projetos de inovação na produção de alimentos.

“Nossa pecuária deve muito à Índia. 90% do rebanho zebuíno brasileiro é resultado de 60 anos de intensa cooperação bilateral em melhoramento genético”, disse o presidente Lula na ocasião.

Ficou decidido, também, que os dois países avançarão em parcerias que envolvam biocombustíveis. Isso porque a Índia tem a meta de ampliar para 20% a mistura de etanol na gasolina que circula em seu território e para 5% a proporção de biodiesel no óleo diesel.

Comércio bilateral

O comércio entre os dois países somou US$ 12 bilhões em 2024, mas já mostra sinais de crescimento em 2025, com 24% de alta nos primeiros cinco deste ano.

Lula e Modi disseram ver espaço para aumentar exponencialmente este volume de trocas, sendo que o presidente brasileiro disse em triplicar o valor já no curto prazo. O primeiro-ministro indiano, por outro lado, enxerga potencial para chegar em US$ 20 bilhões nos próximos cinco anos.

No saldo da balança comercial, ligeira vantagem aos indianos: as exportações brasileiras chegaram a US$ 5,26 bilhões, com destaque para açúcar, petróleo bruto, óleos e aviões. Já as importações somam US$ 6,8 bilhões. Apesar de ter 1,4 bilhão de habitantes, a Índia é apenas o décimo maior parceiro comercial do Brasil.

No encontro dos chefes de Estado, Lula destacou a afinidade entre Brasil e Índia, ressaltando a importância de uma relação sólida entre nações que compartilham características semelhantes.

“É muito importante que as pessoas compreendam que um país megadiverso como o Brasil tem a obrigação de ter uma relação política, cultural, uma relação econômica e comercial com outro país megadiverso”, afirmou.

Segundo Lula, a riqueza natural, a pluralidade cultural e a diversidade social de ambos os países são bases para uma cooperação ampla.



Source link

News

Brasil passará a exportar castanha de baru à União Europeia



Os países da União Europeia passarão a comprar castanhas torradas de baru do Brasil, anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (8).

Considerada um “superalimento” por suas propriedades nutricionais, a exportação desse tipo de castanha tem potencial crescente nos mercados de alimentos funcionais e naturais.

“A abertura é marco importante no fortalecimento da bioeconomia brasileira e na valorização de produtos oriundos do cerrado no mercado internacional”, diz a pasta, em nota.

Com mais de 447 milhões de habitantes, a União Europeia é composta de 27 países e é o segundo maior comprador de produtos agropecuários brasileiros. Em 2024, o bloco importou mais de US$ 23 bilhões do Brasil, com destaque para soja, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 389 aberturas de mercado desde o início de 2023.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Evolução dos EPIs garante mais segurança aos aplicadores


Na ausência inicial de equipamentos específicos para a proteção de trabalhadores rurais, foram adotados itens inadequados, como roupas de PVC e máscaras industriais. Segundo Luiz Carlos Castanheira, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a década de 1980 marcou um avanço, quando a Shell introduziu kits de EPI fabricados em TNT, com proteção direcionada para cada tipo de Aplicação de defensivos. No entanto, materiais como TNT, TYVEK® e PVC mostraram-se pouco eficazes para o campo.

Com o tempo, surgiram vestimentas de algodão tratadas com hidro-repelente, que passaram a garantir mais proteção e conforto térmico aos trabalhadores. A legislação, vale lembrar, exige o uso de EPIs, mas Castanheira destaca que não é possível padronizar a proteção, dada a variedade de culturas e métodos de aplicação existentes.

Cada situação demanda um tipo específico de EPI. Um aplicador de isca peletizada, por exemplo, não enfrenta a mesma exposição de quem opera um pulverizador costal. Da mesma forma, quem pulveriza alface, morango ou café enfrenta riscos distintos de quem trabalha com culturas como cana-de-açúcar, abacate, citrus, abacaxi ou tomate. Além disso, o ambiente — se aberto ou fechado — e o tipo de equipamento (costal, drone, avião agrícola, autopropelido, entre outros) influenciam diretamente na escolha do equipamento de proteção.

Hoje, a indústria já oferece conjuntos específicos de EPI para diferentes culturas e situações, refletindo a evolução no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Com produtos menos tóxicos, aplicação mais eficiente e EPIs adequados, é possível alcançar um equilíbrio entre produtividade e segurança no campo.

“Dessa maneira, hoje é possível garantir que, em função do uso de produtos menos tóxicos, o desenvolvimento de equipamentos de aplicação mais eficientes, e a evolução do conceito de proteção do trabalhador, com EPI específicos para cada situação de trabalho, os trabalhadores do campo podem hoje contar com mais segurança e conforto em suas atividades”, conclui.

 





Source link