Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com maior firmeza, registrando negócios pontuais acima da referência média. O movimento reflete um cenário de oferta ainda restrita, com frigoríficos operando com escalas de abate encurtadas, entre cinco e sete dias úteis na média nacional.
Do lado da produção, os pecuaristas seguem em posição confortável para negociar, especialmente nas regiões do centro-norte, onde as condições de pastagem ainda são favoráveis. Esse cenário permite um ritmo mais cadenciado de vendas, evitando pressão sobre os preços.
No mercado externo, as exportações continuam em ritmo acelerado. A demanda chinesa segue aquecida, com importadores atuando de forma agressiva para garantir volumes antecipadamente, enquanto exportadores brasileiros buscam preencher rapidamente suas cotas de embarque. Esse ambiente reforça a sustentação dos preços no mercado interno.
Os preços da arroba apresentaram os seguintes níveis médios nas principais praças:
São Paulo: R$ 360,42, na modalidade a prazo
Goiás: R$ 340,89
Minas Gerais: R$ 346,18
Mato Grosso do Sul: R$ 349,09
Mato Grosso: R$ 356,15
Atacado
No mercado atacadista, os preços seguiram firmes ao longo da segunda-feira (30), sustentados pela baixa disponibilidade de carne. Mesmo diante da perda de competitividade em relação a proteínas concorrentes, como o frango, a restrição de oferta continua sendo o principal fator de suporte.
Os cortes bovinos mantiveram os seguintes patamares:
Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
Quarto dianteiro: R$ 21,80/kg
Ponta de agulha: R$ 20,00/kg
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda. A valorização da moeda norte-americana tende a favorecer as exportações, contribuindo para a sustentação dos preços do boi gordo.
Fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), no posto do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, nordeste paraense na divisa com o Maranhão, apreenderam, na última sexta-feira (27), cerca de 17 toneladas de mel de abelha avaliadas em R$ 241.527,00.
O condutor de uma carreta apresentou nota fiscal do produto informando que a carga era remessa para fim de exportação, com origem no município de Ourém, no Pará e destino ao município de Araranguá, em Santa Catarina.
“A fiscalização fez a verificação física na mercadoria: eram 59 tambores com 17.476 kg de mel de abelha. Na análise da documentação fiscal, e em consulta ao sistema, não foi encontrado no cadastro do contribuinte o regime especial de exportador, obrigatório para esse tipo de operação, conforme determina a legislação tributária”, informou o coordenador Gustavo Bozola.
A carga, no valor total de R$ 241.527,99, foi retida, e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) cobrando imposto e multa no valor de R$ 40.576,70.
O uso de uma planta conhecida por suas propriedades medicinais pode representar um avanço relevante para a aquicultura. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), aponta que a suplementação com Artemisia annua na alimentação de tilápias-do-Nilo melhora o crescimento, a saúde e a produtividade dos peixes em sistemas tropicais de cultivo em tanques-rede.
Os resultados indicam ganhos expressivos no desempenho produtivo, com aumento no peso dos animais e melhora na conversão alimentar, ou seja, os peixes crescem mais consumindo menos ração. Esse fator é considerado um dos principais indicadores de eficiência na piscicultura.
De acordo com a pesquisadora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Michelly Soares, a adoção de soluções naturais pode trazer benefícios simultâneos ao sistema produtivo. ”A suplementação contribui para melhorar o crescimento, a eficiência alimentar e a saúde dos peixes, o que é fundamental em sistemas intensivos”, afirma.
O desempenho observado está relacionado à presença de compostos bioativos na planta, que favorecem a digestão e o aproveitamento de nutrientes, além de promover melhorias na fisiologia intestinal dos animais.
Além do ganho produtivo, o estudo também aponta efeitos positivos na saúde dos peixes. A suplementação com Artemisia annua fortaleceu o sistema imunológico e reduziu indicadores de estresse fisiológico, fatores essenciais em sistemas de cultivo intensivo, onde os animais estão mais expostos a variações ambientais e agentes patogênicos.
Outro destaque é a ação da planta sobre a microbiota intestinal. Os compostos presentes atuam de forma seletiva, inibindo microrganismos prejudiciais e favorecendo bactérias benéficas. Esse equilíbrio contribui para melhor absorção de nutrientes, otimização do metabolismo e aumento do desempenho produtivo.
A planta também apresenta propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a reduzir danos celulares e melhorar o estado geral dos peixes.
O estudo foi realizado em condições reais de cultivo tropical em tanques-rede, sistema amplamente utilizado no Brasil, o que reforça a aplicabilidade prática dos resultados. Nesse modelo, desafios como estresse ambiental e sanidade tornam ainda mais importante o uso de estratégias nutricionais eficientes.
Para pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, a adoção de aditivos naturais com múltiplas funções pode reduzir custos, aumentar a produtividade e tornar a atividade mais sustentável.
A utilização de plantas medicinais como a Artemisia annua surge como alternativa ao uso de produtos sintéticos e antibióticos, alinhando a produção às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários novos estudos para validar a tecnologia em escala comercial e em diferentes condições de produção.
A tendência, segundo os especialistas, é de crescimento no uso de bioinsumos na aquicultura, com foco em sistemas mais sustentáveis e eficientes.
Centro de Luís Eduardo Magalhães (BA) | Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia
Nesta segunda-feira (30), o município de Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste baiano, comemora 26 anos de emancipação político-administrativa. O que antes era apenas o povoado de Mimoso do Oeste, pertencente a Barreiras, consolidou-se em pouco mais de duas décadas como um dos principais polos agrícolas do Brasil e um símbolo de crescimento acelerado.
Com uma população superior a 118 mil habitantes, segundo estimativa mais recente do IBGE, a cidade une as tradições baianas à força dos produtores sulistas que migraram para a região.
O resultado dessa união é uma economia pujante: em 2024, o PIB do município movimentado pela prefeitura ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, colocando LEM entre os maiores exportadores do estado.
O município também foi um dos que mais cresceram do país de acordo com último senso do IBGE. Um aumento populacional de aproximadamente 80% entre 2010 e 2022.
De “Mimoso” a potência mundial
A localização estratégica, às margens de duas importantes rodovias federais, foi o convite para que investidores e famílias de todo o país escolhessem a região para prosperar.
Para Carminha Missio, produtora rural e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), a história da cidade se confunde com a de sua própria família, que chegou à região antes mesmo da fundação do distrito.
Para ela, celebrar os 26 anos da cidade é honrar uma trajetória de persistência:
“A minha família veio para cá muito antes de existir o Mimoso do Oeste; na época, tudo ainda pertencia a Barreiras e só existia a ‘casa do Negão’. Olhar para trás hoje e ter esse passado como um direcionamento para o futuro nos enche de profundo orgulho. Por isso, quero parabenizar Luís Eduardo Magalhães por seus 26 anos de emancipação política. Fica aqui o meu parabéns pelo esforço, pela dedicação e por tudo que faz a diferença nesta terra que é o nosso grande orgulho.”
Futuro e expansão
O ambiente de negócios em Luís Eduardo Magalhães também atrai lideranças que enxergam na cidade o local ideal para integrar a produção do campo com a indústria de alta performance.
É o caso de Almir Moraes, CEO da Captar Agrobusiness, que viu no município o cenário perfeito para escalar suas operações.
Ele destaca que a infraestrutura local e a proximidade com a agroindústria foram decisivas para o sucesso de seu empreendimento e prevê um salto ainda maior para os próximos anos:
“A estrutura aqui era mais promissora. Nós viemos buscar uma área para construir um confinamento, com o objetivo de aproveitar os resíduos da agroindústria e produzir uma arroba mais barata. Luís Eduardo foi a cidade escolhida e, certamente, nós acertamos nessa decisão. Agora, estamos vendo outras grandes empresas se instalando ao redor, como é o caso da Inpasa. Temos o desafio gigante de alimentar não só a Bahia e o Brasil, mas também o mundo. Parabéns a todos que fazem o agronegócio e outros setores de Luís Eduardo. E digo mais: essa cidade ainda vai dobrar de tamanho, se preparem para isso!”
O Canal Rural parabeniza todos os produtores, empresários e moradores que fazem parte dessa história.
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No mercado global de soja, o preço não é determinado apenas pela CBOT, prêmio (basis) e câmbio. Existe um componente muitas vezes subestimado, mas decisivo na competitividade: o custo logístico, que impacta diretamente a margem do exportador e o preço pago ao produtor.
A soja brasileira compete com Estados Unidos e Argentina em condições semelhantes no preço FOB, mas com diferenças relevantes no custo de escoamento. No Brasil, o predomínio do transporte rodoviário, aliado às longas distâncias e gargalos estruturais, eleva o custo por tonelada e reduz a eficiência da cadeia.
Esse custo afeta diretamente o preço de paridade de exportação (PPE). Quanto maiores o frete interno e as despesas portuárias, menor o valor disponível “sobre rodas”, ou seja, o preço na origem. A logística, portanto, atua como um redutor direto da renda do produtor.
Além do transporte, fatores como armazenagem, filas nos portos (line-up), eficiência de embarque (loading rate) e disponibilidade de modais alternativos influenciam o basis. Em regiões distantes dos portos, esses custos podem representar parcela relevante do valor da soja, aumentando a sensibilidade ao frete.
Por outro lado, avanços logísticos geram ganhos imediatos de competitividade. A expansão do Arco Norte reduziu distâncias e elevou o preço recebido no interior, ao melhorar a paridade de exportação.
Nesse contexto, o porto de Miritituba (PA) consolidou-se como um dos principais hubs do Arco Norte, integrando o transporte rodoviário via BR-163 com a hidrovia dos rios Tapajós e Amazonas. Apesar disso, ainda enfrenta limitações operacionais, especialmente no pico da safra, quando há forte concentração de fluxo e formação de filas.
A análise dos fretes saindo de Sorriso (MT), considerando 2024 e 2025 e ajustados para valores reais pela inflação, evidencia diferenças estruturais entre rotas. O escoamento via Miritituba apresenta custos consistentemente inferiores ao de Paranaguá, reforçando a vantagem logística do Arco Norte.
Na prática, essa diferença se traduz diretamente no preço ao produtor. Como o frete é descontado na formação do PPE, reduções no custo por tonelada aumentam o valor disponível na origem. Em termos de saca, variações aparentemente pequenas no frete geram impactos relevantes na margem, podendo a chegar em lucros de R$ 9 a R$ 10, apenas pela escolha da logística.
Essa dinâmica reforça que a escolha do corredor logístico deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica. Em regiões como Sorriso, maior produtor de soja do Brasil, decidir entre Arco Norte e portos do Sul pode significar ganho ou perda de competitividade.
Localizado no médio-norte do Mato Grosso, Sorriso depende fortemente da eficiência logística para transformar produtividade em rentabilidade. A distância superior a 1.500 km até os portos faz do frete um dos principais determinantes do preço recebido.
Durante a safra, a concentração de oferta eleva a demanda por transporte, pressionando o frete e reduzindo o preço no interior. Nesse cenário, o enfraquecimento do basis reflete mais as limitações logísticas do que o mercado global.
Na entressafra, com menor fluxo de cargas, o frete recua, permitindo ao produtor capturar melhores preços. Isso reforça que o frete é uma variável de mercado, e não apenas um custo operacional.
Nesse ambiente, a armazenagem torna-se estratégica, permitindo evitar a venda no pico logístico e capturar melhores condições de mercado.
Assim, em Sorriso, a logística atua como um verdadeiro “formador de preço invisível”. Mais do que produzir bem, é necessário entender quando e como escoar.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a vantagem não está apenas na produtividade, mas na capacidade de transformar eficiência logística em margem.
*Thiago Oleto é economista e analista júnior do complexo soja na consultoria Safras & Mercado
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Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1% – Foto: USDA
O mercado internacional da soja encerrou a semana em queda, refletindo ajustes técnicos e pressões combinadas de fundamentos globais e regionais. Segundo análise da TF Agroeconômica , o movimento seguiu a lógica de realização de lucros após a confirmação de metas de biocombustíveis nos Estados Unidos, com investidores adotando a estratégia de venda após o fato.
Na Bolsa de Chicago, os contratos recuaram mais de 1%, com destaque para o farelo de soja, que liderou as perdas no dia. Apesar da definição de um volume mais elevado para mistura de biocombustíveis em 2026, o mercado já havia antecipado parte desse cenário, abrindo espaço para correções. Ao mesmo tempo, a pressão da oferta sul-americana contribuiu para o viés negativo, com o Brasil avançando na colheita e elevando a estimativa de safra recorde, enquanto a Argentina mantém boas condições das lavouras.
No cenário interno, a dinâmica regional mostra forte influência de fatores logísticos e de demanda. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda avança lentamente, com produtividade afetada por estiagem em algumas áreas, enquanto o alto custo do diesel impacta o transporte, majoritariamente rodoviário. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta preços firmes, garantindo liquidez mesmo diante da pressão externa.
No Paraná, o avanço da colheita convive com entraves sanitários nas exportações, elevando custos e restringindo margens. Já em Mato Grosso do Sul, o aumento dos custos e limitações de armazenagem reduzem o ritmo de negócios. Em Mato Grosso, o fim da colheita expõe gargalos logísticos, com fretes elevados e capacidade limitada de estocagem, pressionando os preços ao produtor mesmo diante de processamento recorde.
Vacas e novilhas com bezerros ao pé em área de pastagem na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
No outono de 2026, o planejamento nutricional para a terminação intensiva de novilhas exige estratégias que combinem alto volume de volumoso com correção proteica de baixo custo. O zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes, afirma que a mistura de ureia com o capim capiaçu é o “pulo do gato” para acelerar o ganho de peso.
O capiaçu é uma excelente máquina de produção de massa, mas apresenta um gargalo proteico que a ureia consegue corrigir com alta eficiência e economia. Para que as novilhas convertam o nitrogênio da ureia em músculo, o rúmen precisa de um componente extra: o enxofre.
A introdução da ureia na dieta das novilhas deve ser gradual. O organismo do animal precisa de tempo para que a flora ruminal aprenda a processar o nitrogênio não proteico sem risco de intoxicação. A distribuição deve ser rigorosamente homogênea. Se as novilhas ingerirem pelotas de ureia pura, o risco de morte por intoxicação é altíssimo.
Turbinar o capiaçu com ureia e sulfato de amônio é uma estratégia vencedora para fechar a conta da terminação com lucro. Como a ureia acelera o metabolismo, garantir sombra e conforto térmico para as novilhas permitirá que elas convertam esse aporte nutricional em ganho de peso máximo.
O governo anunciou uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que estabelece regras mais rígidas para exportação, importação e reexportação do tubarão-azul (Prionace glauca), conhecido como cação-azul, espécie migratória comercializada de maneira expressiva no mundo.
A apresentação ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS), na última quinta-feira (26).
Segundo o governo, a medida fortalece a proteção e atende a compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês), que incluiu a espécie em seu Anexo II em 2023.
A instrução normativa proíbe a exportação de barbatanas separadas do corpo do tubarão e veda a retenção de fêmeas e de indivíduos jovens.
Também estabelece um limite máximo de captura por cruzeiro de pesca destinada ao comércio exterior e restringe as operações a recintos aduaneiros específicos. Além disso, consolida e substitui três normas anteriores, unificando o marco regulatório para a espécie.
Para o presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, a iniciativa demonstra o compromisso do governo do Brasil com a implementação efetiva dos acordos multilaterais, assim como o avanço de medidas concretas para a conservação da biodiversidade, incluindo as espécies migratórias.
“Trata-se de uma estratégia estruturada de fortalecimento do multilateralismo, da governança ambiental e dos espaços de cooperação internacional, na qual o país retoma seu papel histórico de construir soluções baseadas no consenso, especialmente no âmbito da proteção da biodiversidade e das espécies migratórias”, reforçou.
Compromisso com o ecossistema
Foto: Rogério Cassimiro/MMA
De acordo com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o Instituto avança para um modelo mais sólido de gestão pesqueira, que une rigor técnico, monitorimento e diálogo com o setor produtivo.
Assim, assegura-se que a exploração ocorra dentro de pârametros sustentáveis e com maior controle ao longo de toda cadeia.
Ainda na avaliação de Agostinho, “a medida reforça o papel do Brasil na agenda internacional de conservação, ao promover maior transparência, rastreabilidade e responsabilidade no comércio, ao mesmo tempo em que contribui para a proteção efetiva das espécies e a integridade dos ecossistemas marinhos”.
A norma
O processo de elaboração da norma resultou na formalização de subsídios brasileiros junto à CITES para fortalecer o controle sobre a exploração da espécie.
A instrução normativa estabelece regras detalhadas para exportação, importação e reexportação de espécimes, partes, produtos e subprodutos do tubarão-azul.
A norma exige licenças CITES e comprovação de origem legal, além da obrigatoriedade de avaliação técnico-científica que ateste que a exploração não prejudica a sobrevivência da espécie.
Entre as medidas determinadas pelo texto, está a definição de recintos aduaneiros específicos para o desembaraço das cargas, incluindo portos e aeroportos previamente autorizados.
Também é requisitado o agendamento prévio de inspeções e a possibilidade de realização de análises laboratoriais para verificar a conformidade dos produtos e eventuais riscos ambientais.
Além disso, o regulamento reforça critérios para garantir a sustentabilidade da exploração da espécie. Entre eles, a determinação que os animais desembarquem com as barbatanas naturalmente aderidas ao corpo, o que amplia a capacidade de fiscalização e reduz brechas para práticas ilegais.
Restrições na pesca
No âmbito da pesca, a norma desconsidera o tubarão-azul como espécie-alvo em operações destinadas ao comércio exterior, estabelecendo limite máximo de 20% do total capturado por cruzeiro.
Também proíbe a retenção e comercialização de indivíduos abaixo do tamanho mínimo ou de fêmeas, além de restringir práticas e equipamentos que possam aumentar o impacto sobre a espécie.
O texto define que, para importações, passam a exigir documentos como licença CITES emitida pelo país de origem, registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) e comprovação de que a exportação não compromete a sobrevivência da espécie.
Além de vedar a entrada no país de espécies de tubarões listadas como ameaçadas de extinção, a medida reforça o controle sobre fluxos internacionais e evita a internalização de produtos de origem irregular.
Em outro trecho, o documento prevê que cargas em desacordo com os padrões estabelecidos poderão ser devolvidas ao país de origem ou submetidas à destruição, conforme a legislação ambiental vigente.
A Ihara, empresa parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma sucessão planejada em sua presidência. Após mais de 30 anos na companhia, sendo mais de 15 como presidente, Julio Borges passará a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.
Para o cargo de presidente, foi nomeado Clayton Veiga, executivo com mais de 20 anos na empresa e experiência em diferentes áreas do negócio, incluindo vendas, marketing, pesquisa e desenvolvimento e operações.
O novo presidente da Ihara, Clayton Veiga, é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Gestão de Vendas e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas, PMD pela IESE Escola de Negócios e Programa de Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School.
André Nannetti assumirá como vice-presidente
A mudança faz parte de um processo estruturado de governança e reforça a continuidade da estratégia da companhia, com foco em inovação, crescimento sustentável e fortalecimento da atuação no agronegócio brasileiro.
Sobre a Ihara
A Ihara é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes.
A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a Ihara ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da Ihara.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica volumes expressivos de chuva em várias regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril.
Os maiores acumulados devem se concentrar no Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.
Norte
Na região Norte, os maiores acumulados são esperados no Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins.
Nessas áreas, os volumes podem ultrapassar 80 mm, com picos acima de 150 mm em pontos isolados.
A chuva tende a ser mais persistente em Roraima e no oeste do Amazonas. Já no restante da região, as precipitações devem ocorrer de forma mais fraca e isolada.
Nordeste
No Nordeste, a chuva se concentra no centro-norte do Maranhão e do Piauí e no sul do Ceará.
Os acumulados devem ficar em torno de 80 mm, podendo atingir até 150 mm em áreas isoladas.
No sul da Bahia e em parte do Maranhão, os volumes variam entre 50 mm e 80 mm. Já no restante do litoral e em áreas do interior, a previsão indica acumulados entre 20 mm e 50 mm. Em outras áreas, a chuva será mais fraca.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a chuva tende a se concentrar no norte de Mato Grosso, com acumulados que podem chegar a 70 mm e, pontualmente, superar 80 mm.
Nas demais áreas, como centro-sul de Mato Grosso, noroeste de Goiás e Distrito Federal, os volumes variam entre 20 mm e 40 mm.
No restante da região, a previsão é de chuva irregular, com acumulados abaixo de 10 mm.
Sudeste
No Sudeste, a semana será marcada por chuva persistente no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro.
Nessas áreas, os acumulados devem superar 50 mm, podendo chegar a 80 mm.
No Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e centro de São Paulo, os volumes ficam entre 20 mm e 50 mm.
Já no restante da região, a chuva será mais fraca, com acumulados inferiores a 10 mm.
Sul
Na região Sul, os maiores acumulados são esperados na faixa litorânea do Paraná e em pontos do litoral de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e picos de até 80 mm.
No centro-sul do Paraná e norte de Santa Catarina, a chuva varia entre 20 mm e 50 mm.
Nas demais áreas, os acumulados não devem ultrapassar 10 mm.