domingo, abril 5, 2026

News

News

Candidato a diretor do IICA, ex-ministro do Uruguai defende papel de liderança do Brasil no agro



Os ministros da Agricultura das Américas se reúnem em Brasília, entre os dias 3 e 5 de novembro, para escolher o novo diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), órgão que reúne 34 países do continente e atua há mais de 80 anos na formulação de políticas e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do setor.

Um dos candidatos ao cargo é Fernando Matos, ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Associação Rural do Uruguai. Em entrevista ao Rural Notícias, do Canal Rural, Matos destacou a importância da integração entre os países das Américas e o papel de liderança do Brasil no avanço tecnológico do agronegócio.

“O IICA é uma organização multilateral especializada na cooperação para a agricultura, assistência técnica e financiamento de projetos. É um órgão com 83 anos de existência e um papel estratégico na segurança alimentar global”, afirmou.

Potencial das Américas e papel do Brasil

Segundo Matos, o continente americano é o que mais reúne condições para expandir de forma sustentável a produção de alimentos no mundo.

“Temos solo fértil, água doce em abundância, clima favorável e produtores qualificados. O hemisfério ocidental tem um papel central na segurança alimentar global”, destacou.

O candidato uruguaio também ressaltou que o Brasil é peça-chave nesse processo, principalmente pela expertise desenvolvida na agricultura tropical e pelos avanços da Embrapa.

“O Brasil é exemplo de sucesso, com evolução tecnológica que o colocou entre os principais produtores e exportadores do mundo. A cooperação brasileira, especialmente em pesquisa e inovação, pode transformar a agricultura em outros países das Américas”, afirmou.

Desafios globais e foco em tecnologia

Matos lembrou que o mundo enfrentará um grande desafio nas próximas décadas: produzir mais com menos recursos.

“A população global deve passar de 8 para 10 bilhões de pessoas, o que exigirá entre 50% e 60% mais alimentos, biocombustíveis e fibras. Isso só será possível com tecnologia, pesquisa e sustentabilidade”, avaliou.

O ex-ministro também defendeu a necessidade de reduzir desigualdades regionais e fortalecer a cooperação diante dos efeitos das mudanças climáticas e dos riscos sanitários.

“A paz do mundo dependerá do que fizermos para fortalecer as cadeias produtivas e garantir o abastecimento de alimentos”, concluiu.

A eleição do novo diretor do IICA ocorre durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, em Brasília. Dos 34 países membros, 32 terão direito a voto, já que Venezuela e Nicarágua estão temporariamente impedidas de participar do processo.



Source link

News

Preços do boi gordo encerram semana em alta e negócios seguem aquecidos



O mercado físico do boi gordo manteve-se acima da referência média em várias regiões, com destaque para Rondônia, Pará, Tocantins e Goiás. Em São Paulo, as negociações se sustentam em patamares estáveis, com frigoríficos de maior porte operando com escalas confortáveis e boa presença de animais de parceria.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

As exportações seguem com desempenho acima do habitual, segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços do boi gordo (arroba):

  • São Paulo: ficou em R$ 314,17 (a prazo)
  • Goiás: arroba a R$ 305,57
  • Minas Gerais: preço de R$ 304,12
  • Mato Grosso do Sul: arroba indicada para R$ 327,95
  • Mato Grosso: ficou em R$ 299,86

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue firme, com tendência de alta no curtíssimo prazo, impulsionada pelo aumento do consumo doméstico com o fim de ano se aproximando. O décimo terceiro salário, postos temporários de emprego e confraternizações contribuem para a maior demanda.

  • Quarto traseiro: R$ 25,00
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20
  • Ponta de agulha: R$ 17,20

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,3926 para venda e R$ 5,3906 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3622 e R$ 5,4027. Na semana, o real valorizou 0,25% frente ao dólar.



Source link

News

Crise do leite: importações e preço baixo pressionam produtores



Produzir leite no Brasil tem se tornado cada vez mais difícil. No Rio Grande do Sul, estado historicamente importante para o setor, o número de produtores caiu para cerca de 28 mil, um terço do que existia há dez anos. A principal causa, segundo entidades representativas, é a combinação entre custos altos, preços baixos e aumento das importações de lácteos, principalmente vindos do Mercosul.

O preço pago ao produtor, que tradicionalmente sobe no inverno, teve quedas sucessivas ao longo de 2025. Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a média nacional em outubro ficou em R$ 2,22 por litro, frente aos R$ 2,66 registrados no mesmo período de 2024. Em Santa Catarina, o valor médio está em R$ 2,14. O custo de produção, no entanto, ultrapassa R$ 2,20 por litro, o que mantém milhares de produtores no prejuízo.

“Nós estamos enormemente preocupados com a queda no preço pago ao produtor. Produzimos com qualidade, mas o custo é alto. Nosso custo médio hoje está acima de R$ 2,20”, afirma Marcos Tang, presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul.

A entidade sugere três medidas imediatas para conter a crise:

  • Controle das importações de lácteos, especialmente dos países vizinhos;
  • Campanha nacional de incentivo ao consumo interno de leite e derivados;
  • Incentivo à exportação de produtos lácteos brasileiros.
  • Oferta maior que a demanda pressiona preços

Em entrevista ao Mercado & Cia, telejornal do Canal Rural, a pesquisadora Natália Grigol, do Cepea, explicou que a queda nos preços é reflexo de um desequilíbrio entre oferta e demanda.

“A produção de leite aumentou nos últimos meses, resultado de investimentos feitos em 2024, quando as margens estavam melhores. Essa oferta maior, somada à entrada de produtos importados, ampliou a disponibilidade no mercado, o que pressiona as cotações para baixo”, detalha Grigol.

A especialista destaca ainda que o cenário deve permanecer desafiador nos próximos três meses, com tendência de queda até o fim do ano. O aumento das chuvas favorece as pastagens, elevando ainda mais a produção e dificultando uma recuperação rápida dos preços.

Planejamento e gestão como saída

Para enfrentar o período de baixa rentabilidade, Natália recomenda planejamento financeiro e controle rigoroso dos custos de produção.

“A volatilidade é um velho vilão do setor. O produtor precisa se planejar, manter um olho no curto prazo e outro no longo prazo, para não desinvestir de forma precipitada”, afirma.

Enquanto isso, nas propriedades, o sentimento é de incerteza. Muitos pequenos produtores relatam que, sem medidas urgentes, pode haver um novo êxodo rural semelhante ao ocorrido nos últimos anos.

“Os pequenos não estão conseguindo se manter. A cada mês que o preço cai, mais gente deixa a atividade”, lamenta Celis Gasparetto, produtora de Xaxim (SC).



Source link

News

Assembleia Legislativa aprova regras para uso produtivo da terra nos vales do Araguaia e Guaporé


Mato Grosso
Imagem: reprodução/Planeta Campo

Produtores dos vales do Araguaia e do Guaporé, em Mato Grosso, celebram a aprovação unânime na Assembleia Legislativa de um projeto que define com precisão as áreas úmidas e estabelece regras claras para o uso produtivo das terras. A medida promete encerrar anos de incertezas e garantir mais segurança jurídica aos agricultores e pecuaristas da região.

O projeto encerra um impasse histórico relacionado ao zoneamento socioeconômico ecológico do estado. Estudos anteriores classificavam grandes trechos dos vales do Araguaia e do Guaporé como semelhantes ao Pantanal, o que poderia restringir o uso de mais de 4 milhões de hectares em cerca de 19 municípios.

O novo levantamento da Universidade Federal de Mato Grosso revelou que apenas parte do território é realmente sujeita a inundações.

Com base nesses dados, o projeto de lei complementar foi elaborado e aprovado pelos deputados, permitindo a reclassificação de áreas que não apresentam características de zona úmida para atividades agropecuárias, sempre respeitando as normas ambientais.

O zoneamento completo deve ser finalizado até março de 2026 e passará por audiência pública. O texto aprovado segue agora para sanção do governador Mauro Mendes, cabendo ao Conselho Estadual de Meio Ambiente sua aplicação.

O post Assembleia Legislativa aprova regras para uso produtivo da terra nos vales do Araguaia e Guaporé apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Negócios pontuais e foco no plantio de soja marcam o fim da semana; confira as cotações



O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com ritmo moderado de negócios. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, alguns lotes chegaram a rodar ao longo do dia, mas nada muito expressivo. O foco do produtor permanece voltado ao avanço do plantio da safra nova, o que reduz sua participação nas negociações do disponível.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Silveira destaca que indústria e porto seguem com movimentações lentas, em um ambiente de pouca oscilação externa. “CBOT, dólar e prêmios variaram muito pouco, então os preços também mudaram pouco”, explica. Com isso, a semana foi considerada calma em termos de comercialização, tanto para a safra velha quanto para a safra nova.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 140,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira com preços mais baixos para grão e óleo, e ligeira alta para o farelo. O movimento foi de realização de lucros antes do final de semana, mas as perdas para o grão foram limitadas pelo otimismo em torno de um possível avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Contratos futuros de soja

A posição novembro/25 da soja acumulou na semana alta de 2,18%. O contrato para novembro/25 fechou em US$ 10,41 ¾ por bushel, queda de 0,28%, enquanto o janeiro/26 ficou em US$ 10,60, recuo de 0,16%. No farelo, dezembro/25 subiu 0,61%, cotado a US$ 294,10 por tonelada. No óleo, o vencimento dezembro/25 caiu 1,17%, para 50,27 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em leve alta de 0,13%, cotado a R$ 5,3926 para venda e R$ 5,3906 para compra. Ao longo do dia, a moeda variou entre R$ 5,3622 e R$ 5,4027. Na semana, acumulou desvalorização de 0,25%.



Source link

News

Endividamento recorde no agro pressiona crédito e acende sinal vermelho no setor financeiro



O agronegócio brasileiro passa por um período de ajuste depois de anos de expansão e rentabilidade elevada. A combinação entre custos altos, queda nos preços das commodities e aumento do endividamento tem elevado os índices de inadimplência no campo, gerando preocupação em toda a cadeia financeira, dos fornecedores de insumos aos bancos.

Segundo Eric Emiliano, sócio da L.E.K. Consulting, o cenário atual reflete uma fase de margens mais apertadas e menor capacidade de pagamento por parte dos produtores.

“O agronegócio teve anos muito bons, especialmente nas culturas de soja e milho, mas já vem há duas ou três safras com margens mais curtas. Os custos subiram, os preços das commodities caíram e isso pressiona o caixa do produtor”, explicou.

Eric lembra que a alavancagem é algo comum na atividade agrícola, com produtores recorrendo a crédito de cooperativas, revendas, tradings e bancos , mas ressalta que a estrutura de endividamento se tornou mais pesada diante do cenário de rentabilidade menor.

“Nos momentos de margens altas, muitos produtores investiram e captaram mais recursos. Agora, com receitas menores, pagar as contas e as dívidas ficou mais difícil”, pontuou.
Apesar da alta da inadimplência, o especialista avalia que o problema não deve se estender por muito tempo.

“O agricultor brasileiro é muito resiliente. Já passamos por outros ciclos de aperto e o setor sempre se adapta. A retomada vai depender de fatores como o aumento da produtividade, que é essencial para melhorar o resultado dentro da porteira”, destacou.

Modelo de financiamento em transição

Eric também chama atenção para as mudanças na estrutura de crédito do setor. A participação do governo no financiamento agrícola, segundo ele, vem diminuindo, abrindo espaço para bancos e mercado de capitais.

“A agricultura cresce mais rápido do que a capacidade do governo de ampliar recursos. Por isso, outros agentes da cadeia, como indústrias de insumos, tradings e instituições financeiras, vêm assumindo papel maior no crédito rural”, explicou.

Nos últimos anos, observa o consultor, os bancos e o mercado de capitais aumentaram sua presença no financiamento ao agro. No entanto, com a inadimplência em alta, há um movimento de cautela.

“Mesmo assim, acreditamos que uma participação maior dessas instituições é positiva, porque traz especialização financeira e deixa a cadeia de insumos e tradings focada em suas atividades principais”, afirmou.

Para o especialista, o futuro do crédito agrícola deve ser marcado por soluções financeiras mais sofisticadas e garantias estruturadas, acompanhando a maturidade do setor.
“Os modelos de financiamento vão ficar mais complexos, tanto na origem dos recursos quanto nas formas de garantia. Isso é sinal de um mercado que está evoluindo”.



Source link

News

Produtores de aves e suínos devem redobrar cuidados com calor, diz especialista



Produtores de aves e suínos enfrentam a necessidade de redobrar os cuidados com o manejo devido à previsão de temperaturas acima de 35 °C nas próximas semanas. As regiões mais afetadas incluem o Centro-Oeste e o interior de São Paulo.

O meteorologista Arthur Muller, do Canal Rural, destacou que a onda de calor deve impactar áreas como Tangará da Serra (MT), onde as temperaturas podem chegar a 36 °C entre sexta e sábado (25 e 26 de outubro). Esse nível é considerado estressante para aves e bovinos em confinamento.

No Mato Grosso do Sul, Sidrolândia também deve registrar calor intenso até o fim de semana, com temperaturas em torno de 30 °C. No interior de São Paulo, em Itapetininga, os termômetros devem registrar até 34 °C, com uma queda esperada após a chegada da frente fria, que trará chuvas e máximas de 26 °C.

Impactos no manejo

“Essa variação de temperatura impacta diretamente na imunidade dos animais. O calor excessivo seguido de queda brusca pode comprometer o desempenho das aves e aumentar o risco de doenças”, alertou Muller.

Adriano da Silva, extensionista da Seara, informa que os primeiros sinais de desconforto térmico nas aves incluem ofegação, apatia e redução do consumo de ração. “O ideal é que, nos horários de maior calor, as aves estejam sob ventilação máxima, com bom controle das cortinas e uso adequado da nebulização”, ressaltou.

Estratégias preventivas

Os especialistas destacam que a combinação entre previsões meteorológicas e manejo preventivo é a melhor estratégia para evitar perdas produtivas durante o período mais quente da primavera. A atenção deve ser constante para garantir o bem-estar e o desempenho das aves e suínos.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

Balança comercial de Goiás fecha setembro com superávit de US$ 700,5 milhões



A balança comercial de Goiás teve superávit de US$ 700,5 milhões em setembro de 2025, com exportações de US$ 1,19 bilhão e importações de US$ 490,1 milhões.

O resultado representa crescimento de 38,5% nas vendas externas em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC).

Balança comercial

O complexo soja foi o principal destaque das exportações de Goiás em setembro, respondendo por 32,4% do total, com ênfase na soja in natura, cujas vendas cresceram 176% em relação a setembro de 2024.

Também se destacaram os setores de carnes, que representaram 23,88% das exportações e registraram alta de 41,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e os minérios de cobre, com participação de 4,46%, cujas exportações mais que dobraram, registrando crescimento de 111%.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, Goiás soma US$ 10,35 bilhões em exportações e US$ 3,99 bilhões em importações, gerando um superávit de US$ 6,36 bilhões, alta de 14,7% em relação ao mesmo período de 2024.

A China permanece como principal destino das exportações goianas, concentrando 38,6% das vendas em setembro e 47,3% no acumulado do ano. Em seguida, aparecem Espanha, Estados Unidos, Irã, Vietnã e Indonésia.

Municípios de destaque

Entre os municípios, Rio Verde liderou as exportações do mês, com US$ 281,2 milhões, seguido por Jataí, Mozarlândia, Palmeiras de Goiás e Alto Horizonte. Nas importações, Anápolis se destacou, respondendo por 37,6% do total estadual, impulsionada pelo polo farmacêutico.



Source link

News

Crédito desacelera e avança 1,1% em setembro, diz Febraban



O saldo total da carteira de crédito deve mostrar expansão de 1,1% em setembro, segundo a Pesquisa Especial de Crédito divulgada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira, 24. Com isso, a expectativa é de desaceleração no ritmo de crescimento anual, de 10,1% para 9,9%, de volta ao nível de um dígito pela primeira vez desde maio de 2024.

O levantamento mensal é resultado de dados consolidados das principais instituições financeiras do Brasil e serve como prévia da Nota de Crédito do Banco Central, que será divulgada em 29 de outubro.

Em meio aos juros elevados, à majoração da alíquota do IOF e à competição com linhas com recursos direcionados, a carteira Pessoa Jurídica (PJ) com recursos livres deve seguir apresentando “baixo dinamismo”, segundo a pesquisa. A estimativa é de que o avanço nessa métrica tenha desacelerado de 4,5% para 3,5% no acumulado de 12 meses até setembro. No mês, a carteira PJ livre deve ter crescido 1,6%, com sazonalidade positiva das linhas de descontos recebíveis (especialmente risco sacado), que normalmente crescem no fim do trimestre.

No geral, ainda conforme o estudo, o crédito destinado às empresas deve ter indicado alta de 1,7% no mês passado, impulsionada pela carteira com recursos direcionados (+1,8%), diante de programas governamentais e recursos via BNDES. Assim, o incremento da carteira PJ Direcionada deve acelerar de 16,2% para 17,8%, maior ritmo de expansão em mais de quatro anos, desde junho de 2021.

No segmento Pessoa Física (PF), a pesquisa antevê uma alta de 0,7% na carteira destinada às famílias em setembro, com avanço de 0,8% nos recursos livres e de 0,6% nos direcionados. No agregado de 12 meses, a tendência é de desaceleração, de 12,2% para 12%, e de piora na composição, com crescimento sustentado por linhas de maior risco (rotativas). De acordo com o levantamento, a carteira PF direcionada deve desacelerar ao menor ritmo anual desde julho de 2020, para 9,1%, pressionada pelo desempenho mais fraco do crédito rural, que sofre com aumento da inadimplência.



Source link

News

terminal da VLI desembarca recorde de 285 mil t em setembro



A VLI, companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais, realizou em setembro seu maior desembarque histórico mensal de cargas de importação de fertilizantes no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP).

Segundo comunicado da companhia, as 285 mil toneladas descarregadas, oriundas de mercados como América do Norte, Oriente Médio e China, foram destinadas a importantes polos produtores do agronegócio brasileiro como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso.

A VLI é a maior transportadora de fertilizantes por ferrovia no País, respondendo por 90% dos fluxos de enxofre, rocha fosfáltica e amônia.

Conforme a VLI, o Tiplam é a ponta de fluxos de importação e exportação do Corredor Sudeste da VLI, que passa por Estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Para maximizar este potencial operacional, a companhia concluiu, em maio, o aumento do calado dos berços do terminal, credenciando-o a operar embarcações de maior porte. Um dos resultados disso foi a operação recente do maior volume de insumos para fertilizantes da história do terminal em um só navio, com 72,6 mil toneladas.

O gerente-geral Comercial de Grãos e Fertilizantes da VLI, Gabriel Fonseca, disse em nota que “mais que um registro numérico, a movimentação recorde de insumos para fertilizantes no Tiplam ilustra nosso foco ao atendimento aos clientes do segmento e a contribuição da companhia ao agronegócio brasileiro, em todas as fases do processo: do plantio à exportação, uma vez que movimentamos grãos em todos os nossos corredores logísticos”.

Além do Corredor Sudeste, a VLI transporta insumos para fertilizantes em outros dois importantes corredores logísticos: o Leste, que liga o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo, por meio da Ferrovia Centro-Atlântica, controlada pela companhia, e a Estrada de Ferro Vitória a Minas, onde a VLI passa por processo de transição para a operação como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C); e o Norte, que liga o Tocantins aos portos de São Luís (MA), por meio do tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul, também controlado pela VLI, e a Estrada de Ferro Carajás, por onde as composições da companhia trafegam por direito de passagem.



Source link