quinta-feira, abril 2, 2026

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Embrapa entrega documento de contribuições para o mutirão global contra a mudança do clima



A dez dias da COP30, que será realizada em Belém, no Pará, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) entregou, nesta sexta-feira (31), em Brasília, um documento com contribuições do setor agropecuário ao mutirão global contra a mudança do clima. O material foi apresentado ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

O estudo, intitulado “Contribuições da Embrapa para o Mutirão Global contra a Mudança do Clima”, é resultado do projeto Diálogos pelo Clima, que promoveu debates entre maio e outubro deste ano em todos os seis biomas brasileiros Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica.

Mais de 1,3 mil pessoas participaram dos encontros presenciais, entre pesquisadores do clima, produtores rurais, agricultores familiares, comunidades tradicionais, gestores públicos e representantes do setor privado. Ao todo, cerca de 100 especialistas contribuíram com análises e propostas voltadas à adaptação e mitigação dos efeitos climáticos no campo.

Durante o evento, Corrêa do Lago destacou a importância de ouvir diferentes setores da sociedade na construção de soluções conjuntas. “Precisamos ouvir o Brasil. É por isso que tenho recebido documentos de vários segmentos, inclusive da economia. O melhor da diplomacia é quando a gente realmente está refletindo o que o país pensa”, afirmou.

A entrega do documento marca uma das últimas contribuições oficiais do agronegócio brasileiro antes da COP30, reforçando o papel estratégico da agricultura na agenda climática global.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Pesquisadores do Paraná criam gel cicatrizante à base de tilápia


Pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolveram um gel cicatrizante que trata feridas em animais.

O gel é produzido a partir de um ativo à base da pele da tilápia, por alunos e professores do Departamento de Ciências Farmacêuticas (Defar) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF).

Os resultados mostram diminuição na área machucada a partir de uma semana de tratamento.

O coordenador da pesquisa na instituição, professor Flavio Luís Beltrame, afirma que atualmente utilizam o gel no tratamento de feridas em gatos e cachorros, com resultados positivos.

“Estamos aplicando o gel contendo o hidrolisado do colágeno da tilápia na parte machucada do animal, fazendo uma reestruturação da pele”. Flavio destaca que a pesquisa não sacrifica tilápias vivas para a extração do produto.

Do colágeno da tilápia ao gel cicatrizante

O gel é produzido a partir de um hidrolisado de peptídeos – que são pedaços de proteína do colágeno,  obtidos pelo processo de hidrólise (quebra de uma molécula em partes menores pela adição de uma molécula de água).

Este material vem do laboratório do professor Eduardo César Meurer, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Campus de Jandaia do Sul.

Na UEPG, ele chega na forma líquida. O grupo da Universidade, então, faz a secagem e transforma o material em um pó, utilizando-o como ativo farmacêutico em forma de gel.

Uma pesquisa promissora

A ideia surgiu há cerca de quatro anos, a partir da pesquisa do grupo do professor Meurer, que é químico e queria testar o produto extraído na UFPR.

“Como dentro do nosso grupo trabalhamos com ensaios biológicos e atividade terapêutica, iniciamos essa parceria”, recorda Flavio Luís Beltrame. A pesquisa iniciou com o então mestrando do PPGCF, Rodrigo Tozetto, que é médico-veterinário.

O estudo propôs avaliar a atividade antimicrobiana cicatrizante do produto.

Segundo Tozetto, as análises ocorreram in vitro e in vivo, para a elaboração do gel: “observamos que, com a aplicação do gel, a cicatrização de feridas e queimaduras foi mais rápida, comparado a outros fatores”.

De acordo com o professor Beltrame, os ensaios clínicos e testes pré-clínicos com ratos e camundongos, todos sob autorização do Comitê de Ética em Pesquisa, obtendo resultados de cicatrização significativos.

Agora, a equipe também estuda outras frentes, analisando a estabilidade físico-química da formulação do gel, além de ensaios clínicos do produto com finalidade veterinária.

“Estamos analisando o tratamento de feridas que os veterinários chamam de primeira e segunda intenções, que são aquelas feridas feitas por uma incisão numa castração do animal, ou quando o animal sofre algum trauma, por exemplo”.

Resultados positivos nos animais

Assim, os pesquisadores da UEPG transformam o hidrolisado de peptídeos de colágeno da tilápia em pó pela facilidade na manipulação do material.

A mestranda Ana Carolina Ventura destaca que o processo de secagem permite transformar a substância em várias formas farmacêuticas.

“No caso do meu projeto, estou testando um hidrogel, e é importante agora sabermos o prazo de validade deste produto, e como ele se comporta em condições de temperatura e umidade, por exemplo”.

A testagem ocorre também em alguns animais. “Aplicamos esse hidrogel duas vezes ao dia nos animais que estamos acompanhando, e já observamos uma melhora, uma retração desse tecido ferido a partir de uma semana”.

Além disso, algumas variáveis podem influenciar no tempo de tratamento, a depender do estado de saúde do animal. Os pesquisadores avaliam que o tratamento completo pode durar em torno de 35 dias.

O grupo já acompanha cerca 44 animais tratados, dentre cães e gatos. Um desses pets é a Pixy, gata de aproximadamente dois anos, que foi resgatada da rua com feridas nas pernas e barriga.

Foto: Jéssica Natal/UEPG

A doutoranda Anna Claudia Capote acompanha a gatinha desde o primeiro dia de tratamento. “Foi difícil vê-la machucada nos primeiros dias, mas foi muito interessante ver a evolução, o fechamento da ferida. Agora ela está muito alegre e brinca com a gente”, conta.

Próximos passos

Em 30 de setembro, a equipe recebeu reconhecimento no Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), de iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

A ação premiou pesquisadores que tiveram iniciativas de destaque. Em parceria com a Fundação Araucária e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), o Prime nasceu com a missão de aproximar o conhecimento acadêmico do mercado.

Foi a primeira vez que o prêmio veio para a UEPG. O projeto recebeu um certificado de excelência e um cheque simbólico no valor de R$ 200 mil.

“A partir desse valor, planejamos fazer todo o processo, desde a extração da proteína da pele da tilápia, aqui na UEPG, até a produção de mais produtos, para dar mais variedade em nosso portfólio”, acrescenta o professor Flávio.

“Acreditamos nas patentes que geramos desta tecnologia e esperamos encontrar universidades e empresas parceiras para a comercialização”, completa.



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Produtores do Pará ampliam conhecimento técnico em curso de piscicultura



O município de Portel (PA) recebeu, em outubro, duas importantes ações de capacitação voltadas à piscicultura promovidas pelo Sistema Faepa/Senar. Os cursos foram desenvolvidos em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais, a Prefeitura Municipal e o Porto Camarapi Pescados da Amazônia.

Durante quatro dias, foram realizados os cursos de Piscicultura e Beneficiamento do Pescado, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar o conhecimento técnico dos produtores da região.

Os treinamentos reuniram produtores e trabalhadores do setor pesqueiro, interessados em aprimorar suas técnicas, adotar boas práticas e ampliar as oportunidades de renda no município.

O curso de Piscicultura, ministrado pelo instrutor Antônio Márcio Rodrigues dos Anjos, abordou temas como manejo de tanques, alimentação e sanidade de peixes, contribuindo para o aumento da produtividade e para a sustentabilidade da atividade.

Já o curso de Beneficiamento do Pescado, conduzido pela instrutora Suzana da Silva Oliveira, capacitou os participantes em técnicas de processamento, conservação e comercialização, agregando valor à produção regional e estimulando o desenvolvimento da cadeia do pescado.

As ações contaram com o apoio do Núcleo Regional do Marajó, representado por Daniel Araújo e pelo assessor técnico Luís Canizo, reforçando o compromisso do Sistema Faepa/Senar com o desenvolvimento da piscicultura e o fortalecimento da economia local.



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qualidade da mistura do suplemento pode definir desempenho do rebanho; entenda



A eficiência da pecuária durante o período de seca depende diretamente da qualidade da mistura do suplemento oferecido aos animais em diferimento.

Em mais um episódio da série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não”, no Giro do Boi, o zootecnista Iorrano Cidrini, especialista em nutrição, alerta que a correta formulação e a homogeneidade da mistura são cruciais para que o animal consiga processar a fibra do pasto, que perde proteína e qualidade na estiagem.

Confira:

Segundo Cidrini, o principal objetivo da suplementação na seca é corrigir o baixo teor de proteína bruta do pasto diferido. Essa proteína é o “combustível” essencial para as bactérias do rúmen, que degradam a fibra de baixa qualidade e garantem o maior consumo de forragem pelo animal, resultando em desempenho superior.

Composição da proteína do suplemento

A composição da proteína do suplemento é crucial. O animal em seca exige tanto a Proteína Verdadeira (PDR – de fontes como farelo de soja ou DDG) quanto o Nitrogênio Não Proteico (NNP), que deve ser prontamente disponível para as bactérias do rúmen.

O produtor que faz a mistura do suplemento na fazenda pode obter uma economia de 20% a 30% no custo final do produto. No entanto, o sucesso depende da estrutura e do treinamento da equipe para garantir que o suplemento entregue a composição nutricional adequada em cada bocado.

Ainda de acordo com Cidrini, outros fatores cruciais para a eficiência são o manejo adequado e a monitorização constante das condições nutricionais do rebanho.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Agrosolidário garante alimentação nutritiva à terceira idade, em Brasília



Há 40 anos, o Instituto Lar dos Velhinhos Maria Madalena oferece acolhimento digno e cuidados integrais a idosos em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. O trabalho inclui assistência à saúde, higiene, alimentação, medicação e suporte social, garantindo mais qualidade de vida a quem precisa de apoio na terceira idade.

Para reforçar esse trabalho, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário, realiza doações de bebida de soja. O alimento garante uma nutrição rica e equilibrada aos idosos atendidos, contribuindo para a manutenção de uma dieta saudável e adequada às necessidades especiais da terceira idade.

O diretor de relações institucionais do Instituto, Civaldo Florêncio, ressaltou a importância da parceria. “A Aprosoja MT é um dos principais parceiros que nos permitem realizar nosso trabalho. A bebida de soja é fundamental para os idosos pelo seu valor proteico. Sem essa contribuição, nossos recursos não seriam suficientes para atender a todos. É uma parceria que esperamos manter por muitos anos. Somos muito gratos à Aprosoja MT e aos produtores rurais de Mato Grosso”, afirmou.

Entre os beneficiados está Maria José Ferreira, que vive no Lar há três anos. Ela ressalta os cuidados nutricionais recebidos, incluindo o acompanhamento das intolerâncias alimentares. “Eu me sinto bem aqui e sou uma pessoa feliz. A alimentação é excelente, com nutrientes como a soja. Agradeço muito aos agricultores que cultivam soja em Mato Grosso e fazem essa doação para o Lar dos Velhinhos Maria Madalena”, disse.

A nutricionista da instituição, Julia Gomes Ribeiro, explica a versatilidade da bebida de soja no preparo das refeições diárias. “Ela é inserida nas vitaminas dos lanches da tarde e pode ser utilizada em bolos, brigadeiros e sorvetes. Por não ter lactose, atende perfeitamente às necessidades dos idosos com restrições alimentares. As vitaminas ficam mais nutritivas e aumentam o valor biológico das refeições. É fácil perceber: eles estão mais alegres e saudáveis”, destacou.

Alessandra Pereira da Silva, captadora de recursos do Instituto, reforçou a relevância da parceria. “Nosso agradecimento especial é ao pessoal do Agrosolidário pelas doações. Esses suplementos reduzem nossos custos mensais e contribuem diretamente para o bem-estar dos idosos”, afirmou.



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Pesquisadores identificam nova espécie de cigarrinha-da-cana em lavouras



Em 2015, o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Gervásio Silva Carvalho, recebeu amostras de cigarrinha-da-cana (Mahanarva sp.) vindas de plantações do Sul e Sudeste do país. O inseticida usado para conter a praga não estava surtindo efeito, e a suspeita era de que se tratasse de uma espécie diferente das já conhecidas.

A partir da análise morfológica (estudo das características físicas do inseto), Carvalho buscava identificar se os exemplares apresentavam variações significativas em relação às cigarrinhas mais comuns nos canaviais.

Sem saber disso, pouco tempo depois, o professor Diogo Cavalcanti Cabral-de-Mello, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp), em Rio Claro, também recebeu, da mesma pessoa, vários exemplares do inseto. Alguns que Carvalho já havia analisado.

Especialista em citogenética e genômica, Cabral-de-Mello observou diferenças nos cromossomos que indicavam a possível descoberta de uma nova espécie, mas não tinha elementos suficientes para confirmar a hipótese.

Quando finalmente souberam um do trabalho do outro, os pesquisadores se uniram para ampliar o número de exemplares analisados. O trabalho conjunto confirmou a existência de uma nova espécie, batizada de Mahanarva diakantha, descrita em um estudo apoiado pela Fapesp e publicado no Bulletin of Entomological Research.

A descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre o comportamento e o impacto da praga nas lavouras de cana-de-açúcar.

Diferente das outras espécies, a Mahanarva diakantha pode apresentar variações no ciclo de vida, na interação com o ambiente e até maior resistência a inseticidas, fatores que podem influenciar diretamente o controle da praga e a produtividade dos canaviais.

“Esse gênero de cigarrinha-da-cana tem espécies muito parecidas entre si, que chamamos de crípticas. Naquela ocasião, após dissecar os insetos, vimos que alguns tinham a genitália do macho diferente, o que podia indicar uma nova espécie”, conta a primeira autora do estudo, Andressa Paladini.

Diferença entre as espécies

A olho nu, a nova espécie é impossível de ser diferenciada das duas mais próximas, Mahanarva fimbriolata e Mahanarva spectabilis. Para complicar, as três possuem uma área comum de ocorrência no Sul e Sudeste do Brasil.

Sem o sequenciamento do gene COI, a única forma de diferenciá-las é dissecando os machos. Neles, a extremidade de uma parte da genitália da nova espécie se diferencia por ser bifurcada, o que deu origem ao seu nome científico, M. diakantha, “dois espinhos” em grego.

“Não sabemos exatamente há quanto tempo, mas tudo indica que as espécies se diferenciaram recentemente. Isso fica bem evidente nas análises genéticas e morfológicas”, diz Cabral-de-Mello.

Com a identificação da nova espécie, pesquisadores alertam para a necessidade de reavaliar resultados de estudos anteriores com cigarrinhas-da-cana. Ao revisar coleções biológicas, foram encontrados exemplares da nova espécie coletados há décadas, mas registrados como outras. Um deles, datado de 1961, havia sido classificado como M. fimbriolata.

Próximos passos

Um dos próximos passos vislumbrados pelos pesquisadores é aumentar a amostragem, a fim de verificar com mais acurácia a distribuição da nova espécie no país e seu impacto nas lavouras. Outra perspectiva é compreender melhor a diversidade genética da espécie, conhecimento fundamental para o desenvolvimento de estratégias de manejo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Primeira semana de novembro terá temporais, granizo e chuvas de até 100 mm; saiba onde



A primeira semana de novembro deve trazer condições climáticas desafiadoras em diferentes regiões do Brasil. Enquanto algumas áreas recebem chuvas volumosas de até 100 mm, outras enfrentam calor intenso e tempo seco, com risco elevado de focos de incêndio.

Confira a previsão do tempo por região:

Região Sul

No norte e leste do Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no leste e metade sul do Paraná, as pancadas de chuva variam de fraca a moderada, com possibilidade de volumes de até 100 mm a partir de quinta-feira. Até quarta-feira, o tempo ficará firme no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, favorecendo os trabalhos em campo.

A partir de quinta-feira, a formação de um sistema de baixa pressão deve trazer chuva volumosa, temporais com risco de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h, podendo causar alagamentos e dificultar as atividades nas lavouras. As temperaturas permanecem dentro da normalidade, com mínimas próximas de 15ºC e máximas entre 28ºC e 30ºC.

Chuvas seguem no Sudeste

Em grande parte de São Paulo, no centro-sul, Triângulo e oeste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, as chuvas devem atingir volumes entre 30 e 40 mm em muitas áreas, com risco de temporais isolados.

As temperaturas permanecem elevadas, com máximas em torno de 30ºC em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-sul de Minas Gerais, chegando a 35ºC no centro-norte de Minas Gerais. A chuva ajuda a repor a umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo, mas os produtores devem ficar atentos ao centro-sul de Minas Gerais entre segunda-feira (3) e terça-feira (4), quando há risco de granizo.

O tempo na região Centro-Oeste

Os estados de Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal terão pancadas de chuva fortes, com acumulados entre 30 e 40 mm, enquanto em Mato Grosso do Sul os volumes variam de moderados a fortes, com risco de temporais isolados. No nordeste e centro-norte de Goiás, os acumulados podem chegar a 100 mm, revertendo o déficit hídrico, mas, prejudicando o avanço do plantio da safra 2025/26 de forma temporária.

Calorão no Nordeste

O sul e sudoeste do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia terão chuva moderada a forte, com acumulados de até 50 mm. Na faixa litorânea, as precipitações diminuem e o calor predomina.

Nas demais áreas do Nordeste, o calor intenso se mantém, com máximas de até 40ºC no norte do Maranhão, no norte do Piauí e no Ceará, e 35ºC no Rio Grande do Norte, Pará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia. Produtores devem ter cautela com o risco de incêndios e planejar os trabalhos em campo, evitando manejos de risco sob calor intenso.

Previsão para o Norte

As pancadas de chuva retornam ao Amazonas, no centro-sul do Pará e em Rondônia, com volumes de 30 a 40 mm, variando de fraca a moderada. Em Roraima e Tocantins, podem ocorrer precipitações mais fortes em pontos isolados.

No Acre, a chuva será fraca, e no Amapá, o tempo permanecerá firme. As temperaturas se mantêm elevadas, com máximas próximas de 40ºC, aumentando o risco de incêndios no Amapá e no centro-norte do Pará. Os acumulados ajudam os produtores a avançar com o plantio da safra 2025/26, garantindo umidade suficiente em Amazonas, Acre, Rondônia, centro-sul do Pará e Tocantins.

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Avião de pequeno porte cai em fazenda no estado de TO; piloto morreu no local


Um avião de pequeno porte caiu, neste sábado (1º), em uma fazenda na zona rural do município de Fátima, região central de Tocantins. O acidente resultou na morte do piloto, Diomedio Aires da Silva Filho, de 56 anos, e deixou outro homem, José Rosário Carneiro, de 52 anos, gravemente ferido. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Referência de Porto Nacional. Segundo a Polícia Militar do estado, o chamado de emergência foi registrado pouco antes das 19h.

Imagens de moradores mostram que a aeronave estava voando em baixa altitude antes de perder altura rapidamente e cair. Testemunhas relataram um forte barulho do motor momentos antes do impacto. O avião ficou totalmente destruído, com danos severos na parte frontal e nas asas, além de derramamento de combustível.

O local do acidente foi isolado para os trabalhos de perícia, com apoio do Instituto Médico Legal (IML) de Tocantins.

Também foi acionado o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por investigar acidentes aéreos, que atua por meio do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).



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Nova tecnologia garante leite mais nutritivo a bebês prematuros



Bebês prematuros internados em UTIs neonatais poderão receber um leite materno mais nutritivo e completo devido a uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo, em andamento desde 2019, adapta tecnologias usadas na indústria de laticínios para melhorar o aproveitamento do leite humano doado, reduzindo a perda de gordura e nutrientes essenciais.

A proposta busca aumentar a disponibilidade deste alimento e, assim, reduzir a mortalidade de prematuros extremos, bebês com menos de 1,5 quilo.

“O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.

Pesquisadora da área de Nutrição Neonatal e de Leite Materno para Prematuros na Fiocruz, a médica neonatologista Maria Elizabeth Moreira conta que, há quase duas décadas, a equipe buscava uma instituição parceira para trabalhar com o manuseio do leite materno.

“Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.

Homogeneização do leite

Um dos projetos em vigor avalia o processo de homogeneização do leite humano e busca evitar a perda de gordura e nutrientes deste líquido destinado a bebês internados em UTIs neonatais.

A separação de fases e a perda da gordura são um grande desafio enfrentado pelos bancos de leite.

“A gordura do leite humano se separa naturalmente após a doação. Com isso, o leite oferecido nas UTIs neonatais fica parcialmente desnatado, quando o bebê precisaria de mais calorias para sobreviver”, explica Denise Sobral.

A professora ainda detalha que a proposta constitui em processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. Durante o processo, o leite é forçado a passar em pequenos orifícios, que quebram os glóbulos maiores de gordura em partes menores.

Dessa forma, a distribuição de gordura é mais homogênea no líquido, evitando que se separe ou grude nas superfícies.

Andamento das pesquisas

A primeira fase de experimentos definiu as condições de processamento, por meio de diferentes pressões e temperaturas.

Atualmente, a etapa consiste em averiguar se o fluido preserva os nutrientes e fatores de imunidade e em simular o comportamento desse leite nas bombas de infusão, como as usadas nas UTIs neonatais.

De acordo com o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva, os testes clínicos estão previstos para 2026.

“Esperamos que esse trabalho resulte no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais”, informa o gestor.

Responsável pela pesquisa clínica, a neonatologista Maria Elizabeth Moreira destaca que antes da oferta aos bebês este líquido passa por avaliações de segurança, eficiência e de efeitos adversos.

Ela ainda reforça que o objetivo final é disponibilizar um leite humano que contribua no crescimento, desenvolvimento neurológico, comprimento e peso de cada prematuro. Por isso, a parceria com o Instituto Cândido Tostes prioriza minimizar ao máximo a perda de nutrientes.

“Os resultados até agora são o que a gente esperava. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Semeadura de soja começa com atrasos e incertezas no Paraná



A Expedição Soja Brasil, exibida no último programa, chegou ao Paraná em um momento de apreensão para os produtores rurais. A semeadura da safra 2025/26 começou oficialmente em 1º de setembro, mas o avanço foi irregular em várias regiões do estado devido à ausência de umidade suficiente no solo. Em áreas como Londrina, o plantio está atrasado, reflexo direto da falta de chuvas nas primeiras semanas da temporada.

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As primeiras precipitações significativas só ocorreram em meados de outubro, comprometendo o desenvolvimento inicial das lavouras e reduzindo o potencial produtivo. “Quem plantou cedo fez um péssimo negócio. A maioria segurou o plantio, e isso vai ter consequência no milho segunda safra, que pode ficar inviável pelo atraso”, relatou o produtor rural Antônio Sampaio, de Londrina. Segundo ele, o problema se soma a dois anos consecutivos de resultados ruins por causa da falta de chuva.

O cenário é agravado pela sequência de safras afetadas pelo clima e pelos baixos resultados produtivos. A persistência do fenômeno La Niña até o final do ano deve manter a irregularidade das chuvas, com risco de períodos de seca intercalados com excesso de precipitação, o que pode comprometer a germinação e o crescimento das plantas. “Esses intervalos secos costumam ocorrer entre novembro e dezembro, quando a soja mais precisa de água. E, com temperaturas elevadas, os impactos podem ser severos”, explicou Edivan Possamai, coordenador estadual do Programa de Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná.

Soja no Paraná

Apesar dos desafios climáticos, o otimismo ainda não desapareceu completamente. A estimativa é que o Paraná cultive 5,77 milhões de hectares de soja nesta safra, com produção de 21,9 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ciclo anterior. No entanto, os produtores enfrentam custos de produção elevados, crédito restrito e juros altos, fatores que têm levado a uma postura mais cautelosa nos investimentos.



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