sábado, maio 2, 2026

News

News

Valor bruto da produção deve crescer 11,3% em 2025, projeta Mapa



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,406 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O número fica acima dos R$ 1,404 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,3%, destaca a pasta. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,261 trilhão para R$ 1,263 trilhão, aumento de 1,1% ante o ano anterior.

As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

Crescimento das lavouras e da pecuária

Do total previsto para 2025, R$ 928,075 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 10,8% ante 2024.

Outros R$ 478,080 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3% e o da pecuária cresceu 10,4%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 47,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 115,278 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 8,8% maior, para R$ 322,172 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 164,681 bilhões, incremento anual de 32,4%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,840 bilhões, alta anual de 3,8%.

Culturas em queda

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,3%, estima o ministério, para R$ 117,909 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 17,9%, para R$ 23,073 bilhões.

Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 10,2% e 15,9%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 22,215 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,367 bilhões.

Por outro lado, o valor bruto da produção das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,639 bilhões, alta anual de 8,4%. As previsões apontam para crescimento de 21,1% do VBP do cacau, para R$ 13,310 bilhões.

Valor da cadeia de bovinos

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,5%, para um VBP projetado em R$ 204,168 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

Segundo o Mapa, o valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 9,6%, para R$ 60,932 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,7% acima do ano anterior, para R$ 111,096 bilhões.

Já a receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 5,2%, para R$ 71,514 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 14,1% maior, para R$ 30,370 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



Source link

News

ONU aumenta verba para hospedar países em Belém



A menos de dois meses da COP30, que será realizada em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) aumentou o valor pago a países em desenvolvimento para custear hospedagens durante a COP30, em Belém. O objetivo é viabilizar a participação das delegações no encontro sobre mudanças climáticas, marcado para novembro. Até agora, apenas 40% das reservas foram confirmadas.

A medida, no entanto, ainda não resolveu a crise de acomodações. Até agora, 79 países já reservaram hospedagem em Belém por meio da plataforma do governo ou de articulações próprias. Outros 70 ainda negociam, o que deixa a organização distante da meta de 196 delegações.

O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, avaliou que houve progresso, mas reforçou que “ainda há mais a ser feito”, segundo nota divulgada pela Secretaria Extraordinária para COP30 (Secop).

Brasil considera apoio insuficiente

Apesar do aumento, o governo brasileiro avalia que o valor segue abaixo da média praticada em outras capitais. Além disso, o valor não cobre os custos locais, o que pressiona ainda mais a organização. Como comparação, em Bonn, na Alemanha, sede de uma das conferências preparatórias da ONU, a diária subsidiada chegou a US$ 400.

Diante desse cenário, o Brasil pediu à ONU uma taxa emergencial para a COP30, de forma a facilitar a participação de países em desenvolvimento. O governo, no entanto, rejeitou a proposta de subsidiar hospedagens com recursos próprios. A secretária executiva da Casa Civil, Míriam Belchior, afirmou que o país já arca com despesas significativas para realizar o evento e não cabe transferir esse custo para os brasileiros.

Pressão por hospedagens continua

A crise de hospedagens ganhou força em agosto, quando 29 países enviaram uma carta pedindo a mudança da sede da COP30. Naquele momento, menos de um quarto das delegações tinha garantido acomodação.

Para tentar contornar o impasse, a ONU sugeriu que o Brasil bancasse parte dos custos de hospedagem, mas o governo descartou a hipótese. Segundo a Casa Civil, o país não pode assumir o papel de financiar delegações estrangeiras, inclusive de nações mais ricas.



Source link

News

Chegada da primavera será marcada por frente fria e temporais; veja onde



A chegada da primavera, que se inicia no dia 22 de setembro, virá acompanhada de uma intensa frente fria sobre as Regiões Sul, Sudeste e partes do Centro-oeste e Norte do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre o sábado (20) e a quarta-feira (24), tal condição deve trazer temporais intensos para grandes áreas do país.

Na sequência, uma massa de ar frio e seco provocará queda acentuada das temperaturas, causando, inclusive, geada no Sul e friagem na região Norte.

Chegada dos temporais

Inicialmente, o Inmet indica que os temporais devem atingir áreas do Rio Grande do Sul no sábado. Já no domingo (21), com o avanço da frente fria, as áreas de instabilidade devem se estender por toda a Região Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul, com grandes chances de atingir o extremo sul e sudoeste de São Paulo no final do dia.

Na segunda-feira (22), a frente fria deve chegar ao Sudeste, avançando também pelos estados do Centro-Oeste, onde provocará temporais que se alongam até o sudoeste da Amazônia.

Na Região Sul, os temporais de sábado e domingo devem ser intensos, acompanhados de descargas elétricas, rajadas de vento. Assim, segundo o Inmet, não se descarta queda de grazino e acumulados significativos de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Baixas temperaturas

A partir de segunda (22), é a vez do frio ganhar destaque no Rio Grande do Sul, onde os declínios de temperatura devem ser expressivos.

Com o deslocamento da massa de ar frio ao longo da próxima semana (22 a 24 de setembro), a queda dos termômetros ocorrerão também nas demais áreas do Centro-Sul e até do Norte.



Source link

News

Plantio de soja avança lentamente e atinge 0,12%, aponta AgRural



O plantio da safra de soja 2025/26 atingiu apenas 0,12% da área estimada, segundo dados mais recentes da AgRural. O relatório destaca que o ritmo é puxado principalmente pelo desempenho das lavouras do Paraná, mas estados como Mato Grosso e São Paulo também iniciaram o plantio, de forma gradual.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Estimativas do plantio de soja

A consultoria estima o plantio de soja no Brasil em 48,6 milhões de hectares e a produção em 176,7 milhões de toneladas, de acordo com linhas de tendência de produtividade. Se alcançados, ambos os números seriam recordes, comparáveis com o número de 171,47 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo passado.

Milho

Por outro lado, a primeira safra de milho 2025/26 registra avanço mais expressivo, com 17% da área projetada semeada na região centro-sul do Brasil, principal produtora do cereal. Até o momento, os três estados do Sul lideram o progresso da semeadura.



Source link

News

Ciclone causa virada do tempo, provocando chuva de 100 mm e frio



A formação de um ciclone extra tropical no Sul provoca uma virada de tempo no Centro Sul do Brasil durante o próximo fim de semana, de acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

O fenômeno climático vai provocar chuvas de 100 milímetros no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também em decorrência do ciclone, chuvas de 80 milímetros devem ocorrer em os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso na segunda (22) e terça-feira (23) da próxima semana. Ainda de acordo com Arthur, essas chuvas devem vir acompanhadas de temporais.

Após a onda de calor, que começa nesta quinta-feira (18) e vai até o próxima segunda-feira (22), o frio deve retornar a região Sul, com temperaturas variando de 10 a 12 graus. Há risco de geada na serra gaúcha e catarinense na terça ( 23) e quarta (24).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Moagem de cana no Centro-sul avança 10% em agosto



As usinas do Centro-Sul moeram 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de agosto, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na safra 2024/25 somou 3,872 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, alta de 18,2% na comparação com igual período do ano passado, que registrou 3,276 milhões de toneladas. O mix de produção destinado ao adoçante ficou em 54,2%, enquanto na quinzena anterior havia alcançado 55%.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, o recuo no mix e a redução no teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mostram que algumas usinas ajustaram a estratégia de alocação da cana entre açúcar e etanol. “Embora o ATR não tenha alcançado o pico do ano passado, os dados sugerem restrições operacionais nesse patamar e mudanças no direcionamento da matéria-prima”, afirma.

Na mesma quinzena, a produção de etanol atingiu 2,42 bilhões de litros. Por um lado, o etanol hidratado, usado diretamente nos veículos, registrou retração de 7,6% e totalizou 1,46 bilhão de litros. Já o anidro, que é misturado à gasolina, avançou 8,3% e chegou a 964,57 milhões de litros.

O etanol de milho manteve trajetória de expansão e, além disso, atingiu 405,92 milhões de litros na segunda metade de agosto. O volume representa alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Com isso, a participação do milho no total produzido alcançou 16,8%. Para a Unica, esse avanço reforça a diversificação de matérias-primas e a relevância do biocombustível na matriz energética.

Produção e unidades em operação

No período, 257 unidades estavam ativas no Centro-Sul. Destas, 237 processaram cana, 10 produziram etanol de milho e outras 10 atuaram de forma flex, alternando entre cana e milho. Portanto, o resultado significa um avanço, já que no ciclo passado, eram 261 unidades em operação.

A moagem avançou, mas a qualidade da matéria-prima foi menor. O ATR médio caiu de 155,82 quilos por tonelada em 2024 para 149,79 quilos neste ano, queda de 3,9%. Por isso, a Unica avalia que o cenário exige ajustes na estratégia das usinas para equilibrar a oferta de açúcar e etanol e atender à demanda do mercado interno e externo.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Margem de lucro do produtor de soja cai pela metade em quatro anos


A soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, apresentou nos últimos anos oscilações de receitas, custos e margens. O novo estudo da Serasa Experian aponta que essa movimentação pressiona a saúde financeira dos produtores, que nos últimos quatro anos registraram suas margens de lucro caindo pela metade. Segundo a empresa, o resultado decorre da combinação de preços menores, custos ainda elevados e recuos de produtividade, fatores que reforçam a necessidade de “uma gestão de risco ainda mais tecnológica, baseada em dados e com um monitoramento em tempo real para toda a cadeia”.

A análise de sensibilidade foi construída a partir de dados de receitas e custos – insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra – apurados nos principais municípios brasileiros nos últimos cinco anos. Essas informações foram associadas aos mapas de produtividade produzidos pela Serasa Experian para o mesmo período nessas regiões.

Frente às últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175. No entanto, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

Os custos também pesaram. De acordo com a Serasa Experian, fertilizantes e defensivos subiram substancialmente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, registrando R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados.

Segundo o aponta o estudo, esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25.

Para o arrendatário, a situação foi mais crítica. De 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. A Serasa Experian observou que cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos.

De acordo com especialistas da Serasa Experian, “a sustentabilidade financeira do agronegócio depende cada vez mais de governança de crédito robusta e análise de dados de alta precisão”. A empresa afirma que hoje é possível “combinar diferentes dimensões de risco – histórico de pagamentos, capacidade produtiva, resiliência climática, compliance ESG e projeções de preços – para antecipar riscos e renegociar contratos quando necessário”.





Source link

News

Atraso na colheita do algodão faz Adab prorrogar início do vazio sanitário



A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) concedeu, por meio de Portaria e em caráter excepcional, novos prazos para conclusão da destruição de soqueiras (restos culturais) do algodão, para a Safra 2024/2025, e início do vazio sanitário em decorrência ao atraso na colheita da pluma baiana.

De acordo com o novo ato normativo (078/2025), publicado em 4 de setembro no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE-BA), propriedades em regime irrigado, que não conseguiram cumprir os prazos anteriormente estabelecidos, precisam requerer a mudança junto ao órgão, assumindo o compromisso de manter suas áreas manejadas, sem a presença de plantas de algodão com risco fitossanitário.

A medida estabelece normas para o controle da praga bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) no Estado da Bahia.

O calendário agrícola regionalizado define os prazos máximos de 5 de outubro, para conclusão da destruição de soqueiras do algodão das propriedades irrigadas da Região I, e dia 25 de setembro de 2025 para a Região II.

De acordo com a Adab, a mudança no calendário agrícola atende ao pleito apresentado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que representa os cotonicultores do setor produtivo.

A justificativa da entidade, para o não cumprimento dos prazos, anteriormente fixados, está fundamentada em fatores climáticos e operacionais, que impactaram diretamente na atividade de colheita e, por consequência, na de destruição das soqueiras.

O vazio sanitário é uma prática essencial e prevista no Programa Nacional de Controle do Bicudo, sendo fundamental para a convivência com essa praga.

Trata-se de uma medida integrada de manejo fitossanitário, onde a coordenação do período de proibição de plantio em todo o território restringe a fonte de alimento para os insetos.

O Termo de Compromisso e Responsabilidade, para os produtores requerentes desta prorrogação, está disponível no site www.adab.ba.gov.br. O descumprimento é considerado infração, com penalidades previstas em Lei.

A medida vale para as regiões:

  1. Região I:

a) Bacia do Rio Corrente: Brejolândia, Canapolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, Serra Dourada, São Felix do Coribe e Tabocas do Brejo Velho e;

b) Bacia do Rio Grande: Angical, Barreiras, Buritirama, Catolandia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério.

  1. Região II:

a) Bacia do Rio Grande: (Microrregião de Campo Grande no município de São Desidério, Baianópolis, Wanderley e Linha Branca no município de Correntina).


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit na 2ª semana de setembro


Na segunda semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), “no mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões”.

De acordo com os dados divulgados pela Secex/MDIC, no acumulado do ano as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões.

O órgão informou que, no comparativo mensal das exportações, houve queda de 2,2% nas médias diárias até a segunda semana de setembro de 2025 (US$ 1,326 bilhão) frente ao mesmo período de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Em relação às importações, a média diária cresceu 3,3%, passando de US$ 1,113 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,150 bilhão em setembro de 2025.

Assim, até a segunda semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Segundo a Secex/MDIC, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio em comparação com a média de setembro de 2024.

No acumulado até a segunda semana do mês de setembro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária apresentou queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária, de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mesmo período, os setores importadores registraram crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Segundo a Secex/MDIC, até a segunda semana de setembro de 2025, o desempenho das exportações por setor indicou queda de 4,0% em Agropecuária, que somou US$ 2,60 bilhões; retração de 1,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,85 bilhões; e queda de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,64 bilhões. A combinação desses resultados levou à queda do total das exportações.

A Secex/MDIC apontou que a retração das exportações foi puxada pela queda nas vendas de animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (-35,0%), soja (-7,5%) e algodão em bruto (-29,1%) na Agropecuária; outros minerais em bruto (-31,2%), minério de Ferro e seus concentrados (-9,7%) e minérios de níquel e seus concentrados (-100,0%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-27,5%), celulose (-50,7%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-34,6%) na Indústria de Transformação.

Ainda assim, alguns produtos registraram aumento nas vendas: arroz com casca (140,5%), milho não moído, exceto milho doce (2,1%) e sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (77,9%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (56,8%), minérios de Cobre e seus concentrados (7,3%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (6,7%) na Indústria Extrativa; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,6%), veículos automóveis de passageiros (46,9%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (79,4%) na Indústria de Transformação.

No caso das importações, até a segunda semana de setembro de 2025, a Secex/MDIC informou queda de 11,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,20 bilhão; queda de 8,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,67 bilhão; e crescimento de 5,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,61 bilhões. A combinação desses resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras de milho não moído, exceto milho doce (11,8%), centeio, aveia e outros cereais, não moídos (211,6%) e soja (619,4%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (185,2%), outros minérios e concentrados dos metais de base (12,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (15,4%) na Indústria Extrativa; medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (43,4%), outros medicamentos, incluindo veterinários (56,8%) e motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (79,0%) na Indústria de Transformação.

Segundo a Secex/MDIC, mesmo com o crescimento geral das importações, alguns produtos apresentaram diminuição: trigo e centeio, não moídos (-35,4%), cevada, não moída (-99,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-28,7%) na Agropecuária; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-13,0%) e gás natural, liquefeito ou não (-20,6%) na Indústria Extrativa; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-10,5%), válvulas e tubos termiônicas, diodos, transistores (-20,0%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-44,2%) na Indústria de Transformação.





Source link

News

Alternativas para solos siltosos auxiliam produtores para maior segurança produtiva em MT



A safra 2024/25 no Vale do Araguaia foi marcada por extremos climáticos que reforçaram um desafio recorrente para os produtores da região. Os solos siltosos, comuns no Araguaia, exige estratégias de manejo específicas para garantir rentabilidade e sustentabilidade na produção agrícola.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A soja da primeira safra se beneficiou das chuvas, enquanto milho, sorgo e gergelim da segunda safra foram prejudicados pela seca. Com esse cenário em mente, o Centro Tecnológico do Vale do Araguaia (CTECNO Araguaia), da Aprosoja MT, localizado em Nova Nazaré, aprofunda estudos voltados às alternativas para a segunda safra, com resultados que ajudam a orientar as decisões dos agricultores.

Práticas para solos siltosos

Segundo pesquisadores da unidade, o foco tem sido identificar as melhores práticas para solos siltosos, desde a escolha de variedades mais adaptadas até o manejo da fertilidade e a definição das culturas de cobertura mais adequadas. A ideia é construir soluções que ofereçam maior segurança produtiva, mesmo em safras marcadas por irregularidade de chuvas.

Safra 24/25 de soja

Durante o ciclo 2024/25, as lavouras de primeira safra foram beneficiadas por chuvas acima de 1.500 mm, garantindo produtividades médias de até 83 sacas de soja por hectare. Já a segunda safra enfrentou restrição hídrica severa, com apenas 291 mm em localidades como Nova Nazaré, o que comprometeu o desempenho de milho, sorgo e gergelim.

Para ampliar a base de pesquisas, 66 hectares foram reintegrados ao centro experimental, destinados a ensaios de rotação de culturas, calibração de fósforo e potássio, correção do perfil de solo, testes de plantabilidade, herbicidas e vitrines de cultivares de soja e híbridos de milho. Esses experimentos permitem compreender melhor a interação entre clima, solo e manejo, fortalecendo a geração de tecnologias locais.

Entre os destaques está o ensaio de rotação de culturas, que busca entender como diferentes combinações na segunda safra, como milho, braquiária, gergelim e consórcios integrados. Trata-se de um estudo de médio e longo prazo, estruturado para avaliar o impacto agronômico e, também, a viabilidade econômica de cada sistema.

Além de soja

Outro experimento relevante foi a vitrine de milho em sequeiro, semeada em fevereiro de 2025, com 29 híbridos avaliados. Apesar dos veranicos durante o florescimento e enchimento de grãos, a média foi de 106 sacas por hectare, com alguns materiais se destacando mesmo em condições adversas.

O sorgo também vem ganhando espaço no Araguaia, impulsionado pela demanda para ração animal e biocombustíveis. Ensaios conduzidos desde a safra 2023/24 investigam a resposta de diferentes materiais e manejos de nitrogênio, ampliando o leque de opções para o produtor.

Já no gergelim, estudos sobre adubação nitrogenada mostraram que a resposta da cultura depende fortemente do teor de matéria orgânica do solo. Em áreas com baixos níveis de MO (1,2%), o efeito do nitrogênio foi direto sobre a produtividade. Em contrapartida, solos mais ricos (2,3%) supriram naturalmente a necessidade da planta, reduzindo a dependência de fertilizantes.

Além disso, os ensaios também apontaram cuidados essenciais com o manejo de plantas daninhas, especialmente em culturas de base tecnológica restrita, como o próprio gergelim, que demanda implantação em áreas bem preparadas.



Source link