quinta-feira, maio 28, 2026

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Brasil exporta 10,25 milhões de toneladas de soja



Sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25




Foto: Ivan Bueno/APPA

A forte demanda externa pela soja brasileira impulsionou o ritmo de negócios no mercado spot na última semana. Segundo o boletim informativo do Cepea, a valorização do dólar frente ao Real tornou as commodities nacionais mais competitivas no cenário internacional, estimulando as exportações.

Além disso, sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25 para garantir recursos destinados ao custeio da próxima temporada. Dados preliminares da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o Brasil exportou 10,25 milhões de toneladas de soja até 21 de março, um aumento expressivo de 59,5% em relação ao total embarcado em fevereiro.

Enquanto isso, a colheita segue acelerada, beneficiada pelo clima favorável. De acordo com a Conab, até 23 de março, 76,4% da área total já havia sido colhida, superando os 66,3% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 66,2%.

O cenário positivo reforça a competitividade da soja brasileira no mercado global e mantém o setor atento às oscilações cambiais e à demanda internacional.





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Nova tecnologia da Embrapa fortalece produção de banana-da-terra no Amazonas



A Embrapa Amazônia Ocidental desenvolveu um protocolo de micropropagação para produção em larga escala de mudas de plátano pacovan, que é uma banana-da-terra amplamente cultivada no Amazonas. A nova tecnologia viabiliza o fornecimento local de mudas com alta qualidade genética e sanitária, atendendo à demanda de produtores da região, sobretudo da agricultura familiar.

Até então, os produtores amazonenses dependiam de mudas convencionais, muitas vezes provenientes de áreas comerciais ou de laboratórios localizados em outros estados. Essa logística apresentava diversos problemas, como atrasos no transporte, mistura de cultivares, falta de uniformidade nos lotes e até mesmo contaminação por patógenos e pragas, segundo o pesquisador Ricardo Lopes, da Embrapa.

“O protocolo representa uma alternativa segura e eficiente para multiplicação das plantas. A Embrapa poderá inclusive ceder material para reprodução em laboratório”, destaca o pesquisador.

Tecnologia para multiplicação segura

A micropropagação é uma técnica que permite a reprodução rápida de plantas a partir do cultivo in vitro de fragmentos vegetais, sob condições ambientais controladas. O método possibilita a produção de mudas geneticamente idênticas, com características superiores e livre de contaminantes, atendendo aos padrões sanitários exigidos.

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações da Embrapa voltadas à transferência de tecnologia, à avaliação agronômica e à viabilidade econômica do cultivo do plátano no estado. O material de referência foi coletado em Iranduba (AM) e constitui um clone registrado no Registro Nacional de Cultivares (RNC/Mapa). As mudas produzidas foram cultivadas na Fazenda Amazônia, também em Iranduba.

Os tratos culturais e demais práticas seguiram as recomendações técnicas da Embrapa para o cultivo da bananeira no Amazonas, detalhadas no Comunicado Técnico 169 – BRS Amazonas: cultivar de plátano para o Amazonas.

Projeto de seleção genética

Apesar de sua ampla disseminação e uso na alimentação local, não há caracterização formal da variabilidade genética do plátano pacovan no Amazonas. Para preencher essa lacuna, Ricardo Lopes coordena um projeto que visa caracterizar e selecionar cultivares dessa banana de alto desempenho, com base na coleta de mudas em dez municípios do estado, com pelo menos cinco amostras por localidade.

O objetivo é selecionar plantas com alta produtividade e qualidade de frutos, contribuindo com o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da banana no estado e o fortalecimento da agricultura familiar.

Importância nutricional e cultural

O plátano, conhecido por diferentes nomes em outras regiões do país, como banana-da-terra e banana comprida, é chamado no Amazonas de pacovan, sendo um dos alimentos tradicionais mais consumidos pela população. Seu alto teor de amido exige cocção antes do consumo e é usado em pratos típicos da culinária amazônica.

Cada 100 g de polpa dessa banana contêm 499 mg de potássio, 174 mg de fósforo e 2,33 mg de ferro, entre outros nutrientes. Os frutos são consumidos fritos, assados, cozidos, em farofas e mingaus, entre outras preparações.

As ações da Embrapa relacionadas ao plátano Pacovan estão alinhadas a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, incluindo os de combate à fome, produção sustentável e valorização da vida terrestre.



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Soja avança na semana com demanda da China e câmbio favorável


Segundo análise de mercado da Grão Direto, a soja registrou avanços ao longo da última semana, impulsionada por fatores internos e externos. No Paraná, a colheita da safra 2024/25 já atinge cerca de 90% da área, e o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta um aumento de quase 15% na produção em relação ao ano passado. No cenário internacional, a trégua mediada pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia trouxe alguma estabilidade para o transporte de grãos pelo Mar Negro, embora ainda haja incertezas.

As exportações brasileiras seguem aquecidas, aproximando-se de um novo recorde de embarques para a China no primeiro trimestre de 2025. Em Chicago, o contrato da soja para maio de 2025 encerrou a US$ 10,22 por bushel, com alta de 1,19% na semana, enquanto o contrato para março de 2026 subiu para US$ 10,39 por bushel (+1,56%). O dólar também registrou valorização de 0,7%, fechando a R$ 5,76, o que impactou positivamente algumas praças do mercado físico.

Para os próximos dias, a expectativa é de que a demanda chinesa continue influenciando o mercado. Até 20 de março, a China já havia embarcado cerca de 15,3 milhões de toneladas de soja brasileira. No entanto, o ritmo de esmagamento no país ainda está abaixo do normal, o que mantém os prêmios elevados. A partir da segunda quinzena de abril, o aumento no volume de soja desembarcado pode começar a pressionar os preços para baixo.

Na Argentina, os produtores seguram a comercialização da oleaginosa devido à expectativa de possíveis isenções fiscais e variações cambiais, limitando a oferta do país, que tradicionalmente é o maior processador de soja do mundo. Esse movimento tem aumentado a demanda por soja brasileira.

O mercado cambial também deve seguir no radar. O dólar vem perdendo força globalmente, com a perspectiva de novas tarifas de importação nos Estados Unidos, que devem ser anunciadas por Donald Trump em 2 de abril. Caso o Brasil seja incluído na lista de países afetados, o impacto sobre o câmbio pode influenciar a precificação da soja.

Diante desse cenário, a tendência para a primeira semana de abril ainda é positiva, mantendo os ganhos da semana anterior. No entanto, as pressões de baixa podem se intensificar a partir da segunda quinzena do mês, conforme o aumento da oferta global da oleaginosa se concretize.





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Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade
A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade – Foto: Divulgação

Os portos privados do Arco Norte movimentaram 52,3 milhões de toneladas de soja e milho para exportação em 2024, segundo o Anuário Estatístico da ANTAQ. O volume representou 47,4% das exportações nacionais de milho, com 18,4 milhões de toneladas, e 35,3% das exportações de soja, totalizando 34,4 milhões de toneladas. O desempenho superou corredores tradicionais como Santos, que escoou 16,7 milhões de toneladas de milho (42% do total) e 27,9 milhões de toneladas de soja (28,3%).  

Mesmo com os desafios da seca extrema em 2024, os portos da região mantiveram operações eficientes, impulsionadas por investimentos contínuos em infraestrutura e medidas para garantir a competitividade. A modernização e a ampliação da capacidade de escoamento foram fatores determinantes para a superação das dificuldades climáticas.  

A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade para minimizar os impactos das secas prolongadas. A dragagem de pontos críticos do Rio Tapajós, planejada pelo DNIT, é uma das ações consideradas essenciais para garantir a navegabilidade e evitar interrupções no transporte de cargas. Medidas como essa são vistas como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia regional.  

Com uma capacidade atual de 52 milhões de toneladas, o setor já projeta um crescimento significativo. Investimentos em andamento devem dobrar essa capacidade nos próximos cinco anos, permitindo o embarque de até 100 milhões de toneladas de grãos. O cenário indica um futuro promissor para os portos do Arco Norte, que seguem se consolidando como peça-chave na logística de exportação brasileira.

 





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colheita provoca alta do preço de fretes em MT, diz Conab



A colheita da soja em Mato Grosso tem provocado alta no preço do frete no estado, diz o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (31).

Segundo a estatal, a alta de preços ocorreu especialmente nas regiões nas quais a colheita se intensificou primeiro, “com destaque para o médio-norte”, diz, no boletim.

Assim, ao longo de fevereiro ocorreu avanço das cotações de frete no estado “de forma mais generalizada”.

Em Sorriso, por exemplo, o frete de soja para Santos (SP) subiu 7% em fevereiro, para R$ 490 a tonelada. Para Paranaguá (PR), a alta foi de 8%, a R$ 460 a tonelada. A alta mais expressiva no mês, no estado, ocorreu em Querência, onde o valor da tonelada transportada para Santos subiu 11%; para Araguari (MG), 25%; para Colinas (TO), 21% e para São Luís (MA), 20%.

A Conab observa ainda que, na atual safra, referente ao ciclo 2024/25, diversos fatores têm contribuído para a alta do transporte de grãos. Primeiramente, a safra recorde de soja, superior a 46 milhões de toneladas em Mato Grosso, ou 7 milhões a mais ante 2023/24, é um fator de alta.

Em segundo lugar, a Conab cita a concentração da colheita em um curto intervalo de tempo. “A produção já havia sido majoritariamente implantada em uma curta janela, com cerca de 90% realizados em apenas cinco semanas”, justifica, e acrescenta que o fato de ter chovido muito em janeiro, o que postergou os trabalhos de campo, “contribuiu para um represamento ainda maior da soja a ser colhida”.

Com a redução das chuvas, houve, “de repente”, diz a Conab, uma enorme quantidade de soja a ser transportada.

“Adicionalmente, o referido atraso fez com que tenha ocorrido coincidência no período da colheita com outros estados, que passaram a concorrer pela oferta de caminhões”, comenta a estatal, citando, por exemplo, Tocantins, Goiás e Bahia.

“Em uma safra sem intercorrências, isso não aconteceria”, assinala. Por fim, a Conab comenta que os preços altos do milho têm pressionado a urgência para o escoamento da soja, “sendo certo que Mato Grosso deverá produzir uma grande safra de milho a ser injetada no mercado em meados de 2025”, acrescenta. “Ou seja, serão poucos meses para liberação de espaço e de corredores para mais uma grande safra estadual, o que eleva a necessidade de se escoar a produção colhida o mais rapidamente possível.”

Ainda sobre a pressão nos fretes, a estatal diz que Mato Grosso já se encaminha para o fim da colheita de soja.

“No entanto, há muito produto armazenado, em razão da produção recorde, que deverá movimentar os corredores nos próximos meses, mantendo o suporte às cotações de fretes rodoviários, porém de forma mais consistente e continuada, sendo provável que em patamar um pouco inferior ao registrado na safra



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confira como fecharam os preços da saca hoje



O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com preços fracos, oscilando entre estabilidade e baixa em diversas praças.

Segundo o consultor da Safras & Mercado Paulo Molinari, há sinais regionais de acomodação nas cotações, com leve aumento na oferta em algumas regiões produtoras.

Confira as cotações da saca de milho hoje

  • Porto de Santos (SP): R$ 77 a R$ 85 (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 76 a R$ 85 (CIF)
  • Cascavel (PR): R$ 76 a R$ 80
  • Mogiana (SP): R$ 88 a R$ 90
  • Campinas (SP): R$ 90 a R$ 92 (CIF)
  • Erechim (RS): R$ 76 a R$ 800
  • Uberlândia (MG): R$ 80a R$ 83
  • Rio Verde/GO (CIF): R$ 80,00 a R$ 82,00
  • Rondonópolis/MT: R$ 80,00 a R$ 83,00

Milho em Chicago fecha com cenário misto

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta segunda-feira com comportamento misto. O mercado repercutiu os relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados no dia, que apresentaram as intenções de plantio para 2025 e os estoques trimestrais em 1º de março.

Segundo o USDA, os Estados Unidos devem cultivar 95,326 milhões de acres de milho na safra 2025, um aumento de 5% em relação aos 90,594 milhões de acres da temporada anterior. A projeção superou as expectativas do mercado, que estimava entre 94,165 e 94,361 milhões de acres.

Em relação aos estoques trimestrais, o volume foi de 8,150 bilhões de bushels, 2% abaixo do registrado no mesmo período de 2024 (8,352 bilhões). Desses, 4,5 bilhões estão armazenados com produtores — uma queda de 11% — e 3,650 bilhões fora das fazendas, o que representa um aumento de 12%.

As inspeções de exportação norte-americana de milho somaram 1.614.406 toneladas na semana encerrada em 27 de março, acima das 1.538.042 toneladas da semana anterior. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções totalizam 33.957.191 toneladas, contra 25.917.446 no mesmo período do ciclo anterior.

Na sessão, os contratos com entrega em maio de 2025 subiram 4,00 centavos (0,88%), encerrando a US$ 4,57 1/4 por bushel. Já os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com alta de 3,25 centavos (0,70%), cotados a US$ 4,63 1/4 por bushel. As demais posições fecharam em queda.

O cenário ainda reflete o avanço do petróleo em Nova York, contraposto à valorização do dólar frente a outras moedas, o que contribuiu para a volatilidade no mercado internacional de milho.



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Colheita de milho avança, mas demanda retraída pressiona preços



As negociações envolvendo milho seguem de forma pontual e regionalizada




Foto: Divulgação

As negociações envolvendo milho seguem de forma pontual e regionalizada, de acordo com o mais recente boletim informativo do Cepea. Com os produtores focados nas atividades de campo, a colheita da safra de verão avança na maioria das regiões produtoras, enquanto a semeadura da segunda safra se aproxima da fase final. Esse cenário tem impactado o ritmo das comercializações, reduzindo a liquidez no mercado.

Do lado da demanda, compradores se mostram abastecidos e, por isso, evitam novas aquisições em grandes volumes no mercado spot. Muitos consumidores têm optado por compras pontuais, à medida que suas necessidades surgem, o que tem limitado a movimentação dos negócios. Essa retração na demanda já reflete na formação de preços em algumas praças, como Campinas (SP), onde os valores apresentam certa pressão baixista.

Apesar dessa tendência pontual de queda, o Cepea destaca que os preços do milho ainda estão em patamares elevados e, em termos nominais, seguem acima dos registrados no mesmo período de 2023. A sustentação das cotações ocorre devido à influência de fatores externos, como a demanda internacional e os custos logísticos, que continuam impactando o mercado brasileiro.

Para as próximas semanas, a atenção do setor se volta para o andamento da colheita e os possíveis impactos no abastecimento interno. Além disso, o comportamento dos compradores e a influência do mercado externo podem determinar a direção dos preços no curto prazo.


 





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cenário é de alta no curto prazo; veja preços da arroba hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negócios acima da referência média nesta segunda-feira (31).

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o cenário ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo. A análise leva em conta o atual posicionamento das escalas de abate, somado à boa demanda prevista para a primeira quinzena de abril.

Dessa forma, o mais provável é que os frigoríficos ainda atuem de maneira contundente na compra de gado.

“Vale destacar que a redução das chuvas prevista para a segunda metade do mês tende a ampliar o desgaste das pastagens, enquanto o mercado se aproxima do auge da safra do boi gordo”, diz o analista da Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.

Confira preço médio da arroba de boi gordo no país

  • São Paulo: R$ 319,58
  • Goiás: R$ 310,54
  • Minas Gerais: R$ 301,47
  • Mato Grosso do Sul: R$ 310,23
  • Mato Grosso: R$ 310,61

Atacado

O mercado atacadista se depara com preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, a expectativa ainda é de elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, somado ao adicional de consumo relacionado ao Domingo de Páscoa.

As exportações permanecem em alto nível, com expectativa de mais um recorde histórico na atual temporada, afirmou o analista

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,50 o quilo.



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Como ficaram os preços da soja em dia do relatório do USDA?



O mercado brasileiro de soja teve dois momentos distintos nesta segunda-feira (31). Segundo a consultoria Safras & Mercado, antes dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Bolsa de Chicago operava em alta, e os preços no físico estavam relativamente bons. Poucos negócios foram observados.

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Após a divulgação, o mercado caiu enquanto os prêmios permaneceram praticamente inalterados, resultando em uma queda acentuada nos preços físicos. Com isso, o mercado ficou lento e sem negócios.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 115,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. Ao indicar estoques trimestrais acima do esperado e uma área a ser plantada nos Estados Unidos muito próxima ao estimado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adicionou pressão aos contratos.

EUA

As incertezas quanto ao rumo da política tarifária do governo Trump segue sendo motivo de preocupação. A aversão ao risco também pesa. As tarifas recíprocas devem entrar em vigor a partir de 2 de abril e os agentes temem pelas retaliações, que deverão atingir os produtos agrícolas norte-americanos.

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2025 deverá totalizar 83,495 milhões de acres. Se confirmada, a área ficará 4% abaixo do total cultivado no ano passado, de 87,05 milhões de acres.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 83,76 milhões de acres. O número também veio abaixo da área indicada no Fórum Anual do USDA, divulgado em fevereiro, que era de 84 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área diminuiu ou ficou inalterado em 23 dos 29 estados produtores.

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição primeiro de de março, totalizaram 1,91 bilhão de bushels. O volume estocado subiu 4% na comparação com igual período de 2023.

O número ficou acima da expectativa do mercado, de 1,895 bilhão de bushels. Do total, 877 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 6% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 1,03 bilhão de bushels, com alta de 13%.

Em março, a posição maio acumulou desvalorização de 1,07%. No acumulado do primeiro trimestre, a perda é de 0,73%.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar ou 0,80% a US$ 10,14 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,28 1/4 por bushel, perda de 9,00 centavos ou 0,86%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,80 ou 0,27% a US$ 292,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 44,89 centavos de dólar, com baixa de 0,27 centavo ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,7073 para venda e a R$ 5,7053 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7013 e a máxima de R$ 5,7858. No mês e trimestre a moeda recuou 3,52% e 7,64%, respectivamente.



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Preço do feijão preto recua com oferta elevada



Compradores mantêm uma postura cautelosa, aguardando melhores oportunidades




Foto: Pixabay

O mercado do feijão preto encerrou a última semana em queda, impactado pela oferta elevada da primeira safra e pela proximidade da colheita da segunda. Segundo o boletim informativo do Cepea, a desvalorização foi mais expressiva no Paraná, onde a comercialização segue lenta devido à resistência dos produtores em negociar grandes volumes diante do atual cenário de preços.

Pesquisadores do Cepea explicam que a oferta abundante tem pressionado os valores, uma vez que a primeira safra ainda abastece o mercado, e a entrada da segunda deve ampliar a disponibilidade do grão. Com isso, compradores mantêm uma postura cautelosa, aguardando melhores oportunidades de aquisição.

No Paraná, estado que se destaca como um dos principais produtores de feijão preto, a baixa liquidez reflete a estratégia de agricultores que optam por segurar a produção à espera de uma possível recuperação nos preços. No entanto, o avanço da colheita da segunda safra pode intensificar a pressão sobre os valores, dificultando uma reação positiva no curto prazo.

Diante desse cenário, agentes do setor seguem atentos ao ritmo da comercialização e ao comportamento da demanda, fatores que serão determinantes para a definição dos preços nas próximas semanas.





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